terça-feira, 4 de agosto de 2009

Bóias de salvação...

... com piercings!

Para recuperarmos do horror da FHM deste mês, aqui estão duas moçoilas cheias de saudinha:


P.S: Camarada Bastard, isto é melhor que Gurosan.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

What the fuck?!

O que começou com uma piada - o inquérito que nós fizemos aqui ao vosso lado direito - deu lugar a uma realidade que ultrapassou todas as expectativas. A produção de Maya, uma taróloga coscuvilheira velha feia pa caraças ganhou lugar na capa da FHM.
Tudo o que queremos é ter gajas boas nas REVISTAS DE GAJAS BOAS. É assim tão difícil de perceber?
O que vamos ter a seguir? Edições especiais com amputados? A Maria Barroso?

Este país fica mais estranho a cada momento que passa...
O mocho injustiçado

Isaltino foi condenado.
Apesar de dizer que "eu não fui condenado, sou condenado quando a sentença transitar em julgado". Lamento dizer-te Isaltino, mas foste de facto condenado. Era isso ou seres absolvido. Está lá escrito, man.
É claro que se vai recandidatar. E há sério riscos de vencer, porque o PS meteu lá um júnior queque e inofensivo e porque, let´s face it, a malta continua a defender o "rouba mas faz".
E isto leva-nos ao que deve ser a democracia. Uma democracia saudável não pode permitir que um tipo destes se candidate. Uma democracia saudável não pode permitir que este tipo seja eleito. Mas acredito que será. Afinal, Oeiras não é assim tão diferente de Felgueiras ou da Madeira.

Finalmente, deixo-vos com uma frase absolutamente fabulosa deste magnânime senhor: "Toda a gente sabe que nessa história do terreno de Cabo Verde, que eu recebi, que o aceitei na altura pelo gesto de generosidade que isso se traduziu".

Como podem condenar um porreiraço destes?!

domingo, 2 de agosto de 2009

Com licença, vou só ali vomitar e já venho


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Não, não, agora a sério...


terça-feira, 28 de julho de 2009

Wrong number

Consta que Sócrates tentou convidar a Joana Amaral Dias mas ela mandou-o cagar à mata. Eu estou solidário com o nosso primeiro. Também já a convidei para tomar um copo e levei com o Fernando Rosas com a boina de lavrador do Luis Fazenda.
Fuck!
O derby da Capital

O cenário estava montado. No relvado da Sic e da Sic Notícias, Grupo Desportivo António Costa e Santana Lopes Futebol Clube defrontaram-se num derby largamente aguardado.
Ao contrário das expectativas dos adeptos, o embate começou morno, com ambas as equipas estudando-se mutuamente. António Costa no seu registo ortodoxo, um 4-5-1 catenaccio, mais preocupado em não sofrer golos. Do outro lado, o 3-5-2, por vezes 0-0-10 de Santana Lopes, no seu estilo ofensivo e caótico. Costa procurou controlar o meio campo, abusando dos trincos e do jogo destrutivo. Na linha, Helena Roseta exemplificava os exercícios de aquecimento, enquanto Sá Fernandes engraxava as botas de Costa. Santana, só, atacava pelos flancos e, quando era apanhado em contrapé, utilizava o anti-jogo, basicamente atirando-se para o chão e esperando que o árbitro marcasse falta, o que aconteceu a maior parte das vezes. Costa apostava no contra-ataque, mas atacou sempre com poucos elementos e sem arriscar na ofensiva. Santana ainda tentou o chuveirinho no final, mas as torres caril iam dando conta do recado.
No fim, um jogo que começou demasiado táctico e acabou quezilento, com pouco futebol para mostrar.
Resultado: 0-0.
Ganhou a abstenção (ou os outros candidatos, sim, eles existem).
O Infantado

Tanta conversa não sei para quê. Como podem acreditar que o Sócrates tentou sondar a Joana Amaral Dias? Toda a gente conhece as suas preferências.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O PS é constituído por gente muito muito superior













Dúvida: alguém recebeu dinheiro para conceber aquele slogan?

(Mais bem retratado aqui)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

As maravilhas do xunga (online)

Kowalski diz:
boas
ora cá vai disto
http://cinema.sapo.pt/magazine/noticia/steven-seagal-e-jean-claude-van-damme-aos-murros-em-anuncio

Jorge Olino diz:
é demasiado kung-fu junto

Kowalski diz:
mto à frente

Jorge Olino diz:
steven seagal, jean clau van damme E EUROPE?
estou a entrar em overdrive

Kowalski diz:
o que podia ser melhor?
só mandar a ana malhoa lá para a molhada

Jorge Olino diz:
eu só metia um pouco mais de dolf lundgren
e aí seria perfeito

Kowalski diz:
sim, com uma espada

Jorge Olino diz:
e já agora, uns relâmpagos

Kowalski diz:
com a lâmina quente, tipo lava
era do best

Jorge Olino diz:
bom, assim sendo metia também na banda sonora Manowar, e o Christopher Lambert armado em imortal à espadalhada com o Dolf
seria apoteótico

Kowalski diz:
era um orgasmo visual e auditivo
e a samantha fox a fugir aos gritinhos?
com t-shirt molhada?

Jorge Olino diz:
ok, parece-me que temos um script vencedor
hollywood, série Z, aí vamos nós

Kowalski diz:
eu já lá estou, meu amigo
O efeito Mantorras

Se há jogador de quem eu gosto é de Mantorras, o Profeta.
Pode ser a cheerleader mais cara do planeta, mas ver aquele preto entrar em campo, cheio de fome de mostrar que ainda quer ser alguém, comove-me e enche-me de ganas de vê-lo conseguir.
Gostava que houvesse um efeito Mantorras na minha vida. Passo a explicar.
Estás numa fila de trânsito e estás atrasado para algo importante. É uma situação de difícil resolução. Para todos, claro está, mas não para o Mantorras. Essa é uma situação que merece um "Eh, pá, isto só lá vai com o Mantorras".
O teu chefe exige-te uma tarefa monstruosa e impossível de realizar. "Mete o Mantorras", e tá feito.
A vida dá-te a volta, e parece que tudo foi por água abaixo. Pensa no preto, o Profeta, o órfão das ruas de Luanda. Pensa em tudo o que poderia ter sido se tivesse duas pernas. E pensa no que, agora, acabado, ainda é quando entra em campo, felino, morto por agarrar na bola e balançar as redes.
O Mantorras é a ponta de ilusão, de estúpida fé, de solução quando não há soluções.

Nas nossas vidas, deixem jogar o Mantorras.
O fim do blackout

Termina aqui oficialmente o meu blackout futebolístico.
Começou e durou enquanto forma de proteger o meu pobre coração de mais uma série de desilusões, que já se anunciavam a meio da época passada.
Mas agora chega.
Fiz-me sócio e comprei bilhete de época. Não há volta a dar-lhe. Está na hora de deixar de me fingir desinteressado e blasé. Sou maluco pelo Glorioso, portanto vamos a isso. Todas as frustrações, todas as esperanças esmagadas pelo destino. Caguei. Está na hora de realmente vibrar com aquilo.
Vou finalmente poder dizer, com todo o direito, "Corram, cabrões! Eu pago-vos o ordenado". Agora é a sério. Não mais cu sentado no sofá e cagar sentenças como se fosse o Mourinho. Agora vou para lá, para o meio de milhares de sofredores.
Que sa foda.
Não o faço agora por ter mais esperanças de sucesso nesta temporada. Nisso, o tempo ensinou-me a ser niilista. Mas adoro aquele clube, e se tiver que sofrer in loco, so be it.
Hoje fui lá e levámos na anilha. Roubados e tal, mas perdemos. Tal como na anterior visita, em que perdemos 1-0 com o Bitória de Guimarães. Talvez haja aqui um padrão, mas espero que não.
Mas hoje vi um estádio cheio, e vi futebol como há muito a equipa não mostrava.
Um adepto benfiquista está, infelizmente, habituado a perder. Para mim já me basta ver entrega, fio de jogo, os toques do Aimar e as nozadas do Di Maria.

Bring it on.

domingo, 19 de julho de 2009



Se o Ian Curtis tivesse sido uma pessoa feliz




sábado, 18 de julho de 2009

That joke isn't funny anymore

Quando toda a pressão de mais uma semana na mina te faz acordar com O Medo, e uma dor de cabeça monstra te atira para uma crise de nervos.
Quando choras pela primeira vez à frente da mulher que amas e que pensava que tu nunca choravas e que serias sempre tu o forte, para o que der e vier.
Quando percebes que o que fazes é merda, e que ficarás louco a fazê-lo porque não és capaz, pura e simplesmente, de ignorar o facto de que é merda (se não o visses seria tudo tão mais fácil, quase risível).
Quando és o único do teu bairro a viver de cigarros e Eels e Silver Jews, e o Verão está lá fora.
Quando o Euromilhões sai finalmente a um tuga, e tu sabes que não foste tu porque não te sentes rico, e só vais confirmar o boletim uma semana depois, para que pelo menos uma pequena parte de ti viva na estúpida esperança de que o gajo que manda nisto tenha decidido finalmente recompensar-te por seres um gajo porreiro. (E quem te disse isso, que és um gajo porreiro?)

O que fazes quando o show deixou definitivamente de ter piada?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A cara de pau

Lá veio o Alberto João vomitar o habitual chorrilho de disparates, e a imprensa do contenente lá se meteu a fazer barulho, basicamente porque é Verão, não há notícias, já ninguém liga à gripe, não cai um avião há pelo menos três dias e a pré-época do Benfica não chega para tudo. E porque, admitamos, é fácil encher noticiários e debates com o Alberto João.
No meio da poia que lhe saiu da boca, o imperador da Madeira disse que queria colocar na constituição a proibição do comunismo, à semelhança da proibição de organizações fascistas.
Não vou sequer comentar isto. É um bocado como o Malato e os anúncios a pensos higiénicos. Não vale a pena. Eles existem e temos de continuar com a nossa vida. É tudo.
Queria falar do comentário do Aguiar Branco (who?), o vice-presidente do PSD. Perante as críticas de toda a gente, a imprensa quis saber o que pensava o senhor das palavras de Alberto João. E o que disse ele? Que não é oportuno dizer se concorda se se deve ou não abolir o comunismo, proibir a sua existência. Não é oportuno porquê? Porque na próxima legislatura haverá revisão constitucional, e aí se conhecerão as propostas do PSD para a mudança da Constituição. Pois. Exacto. Ele conseguiu, de facto, utilizar o argumento mais chato e burocrata possível. Não pode comentar porque não é oportuno. Quando for altura de rever a Constituição, ele então vai ligar a parte do cérebro destinada a esta matéria e, aí sim, dizer o que pensa. Espectáculo.
É claro que nem ele nem o PSD subscrevem as palavras de Alberto João sobre o comunismo. O PSD é um partido que agrupa interesses económicos, não ideológicos, portanto está-se francamente cagando. Só que hoje não o podia dizer, porque isso seria contrariar o único bastião laranja relevante que o PSD ainda tem. É política, da pura e dura. É por isso que é um mau princípio este argumento burocrata num caso destes. Sobretudo para um partido que enche a boca com o slogan "Política de Verdade". Bom, pelo menos a primeira parte do slogan está correcta.

terça-feira, 7 de julho de 2009

O Grande Manjar

E rebentou a bronca. Ardeu o circo. Soltou-se a franga.
Essas coisas.
Aconteceram cenas maradas.
E se é normal que aconteçam cenas maradas a quem bebe meio litro de aguardente e fuma 5 ganzas seguidas, como muitos dos frequentadores e todos os colaboradores deste tasco, a coisa muda de figura quando as cenas maradas acontecem com a nossa classe política.
Ah poisé.
O Sócrates decidiu que quem é candidato a uma Câmara Municipal não pode ser candidato à Assembleia. Assim acaba-se com os meninos e meninas que se candidatam às autárquicas, não ganham e ficam apenas vereadores, e dão corda aos sapatos e se instalam no parlamento lisboeta. Isto para não falar daqueles, esses sim políticos tugas no verdadeiro sentido da palavra, que acumulam as duas coisas (mais o emprego no escritório de advogado).
O escândalo!
O horror!
O pavor!
Como é possível?!
Pois.
A nação socialista está em choque. Elisa Ferreira e Ana Gomes estão indignadas. Paulo Pedroso - que se antecipou e já disse que só queria as autárquicas - é o bom escoteiro e diz que a direcção do partido é espectacular. Manuel Alegre, o bardo rebelde, cada vez se enrola mais em beijos na boca ao Sócrates e diz que este fez muito bem, e ataca a Ferreira e a Gomes (esta última a maior fraude política dos últimos anos, cheia de frontalidade e independência a atacar os outros, mas fica molhada só de pensar na disciplina partidária).
Está o caldo entornado no PS.
A medida é boa, claro. Só que agora soa a eleitoralismo, mas por mim já estou por tudo, desde que façam algo bem tanto me faz por que raio o fazem.
E vi há bocado um debate na televisão, em que dois comentadores liberalinhos choravam esta medida.
O argumento? Que assim, as autarquias vão ficar mal-servidas, porque as grandes figuras políticas a nível nacional não vão arriscar candidatar-se às câmaras com medo de, depois, não se poderem baldar para um lugar no parlamento ou no governo.
Não passa pela cabeça destes senhores que tipos que fazem isso estão já a servir mal as autarquias. Que apenas as tratam como um trampolim político, um estágio bem remunerado, que traem à primeira oportunidade.
Esta classe política acha-se de facto, a escolhida. Uma elite fabulosa de poucas centenas de tugas entre os 10 milhões que moram neste cabrão deste quadrado. Os únicos que nos podem salvar, a nós, do destino cruel da pobreza e da iliteracia civilizacional. Só eles servem. Os mesmos. Para o governo, para o parlamento, para a europa, para as autarquias. É por isso que têm de repetir, acumular, papar tudo. Não lhes passa pela cabeça que, se calhar, as câmaras e os seus cidadãos possam ficar mais bem servidos por pessoas locais, se calhar sem grande carreira política, mas que estão genuinamente preocupadas com o bem-estar das populações. Mais bem-servidos do que por meras figuras decorativas que se estão apenas a auto-promover e a enganar o turista.
E para esses senhores que não podem correr o risco de se candidatarem para, se não ganharem, serem meros vereadores, uma singela mensagem: Vão mas é trabalhar malandros.
Fodido são os milhões de portugueses que se matam a trabalhar por 500 euros por mês, e vos pagam os salários. A política é demasiado sacrifício? Perdem muito dinheiro com isso? É fácil: não se candidatem. Fiquem pelo privado a engordar a conta bancária. Vão para a puta que vos pariu. Ah, pois, mas se não fizerem carreira política depois não conseguem fazer tão bem as vossas trafulhices, ganhar conhecimentos por baixo da mesa, e assim não conseguem ganhar tanto dinheiro, né? Pois, a vida é lixada.
Esta gente trata Portugal como um imenso manjar do qual eles vão escolhendo os pratos. Todos os pratos. E querem comer o deles, o nosso, e ainda que a gente os sirva.
E no fim agradeça.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Uma mão-cheia de nada

A campanha para as autárquicas já está nas ruas, através dos cartazes que poluem esta cidade que todos os políticos candidatos juram amar. Passando de carro – sim, ando de carro e de mota e por isso sou um dos gajos que, para o António Costa, sou inimigo de Lisboa - vi os novos cartazes do actual presidente da CML. Gostei particularmente dos slogans. Fui à net e vi que, afinal, há 3 diferentes. Quer dizer, são iguais à excepção de uma frasesinha: num diz-se “Casa Arrumada, Cumprimos”, noutro diz “Pôr a Câmara a Funcionar, Cumprimos” e o terceiro diz “Preparar o Futuro, Cumprimos”.
Eu não sei se ele cumpriu ou não. O que sei é que se o que ele tem para mostrar são estas generalidades e banalidades, corre o sério risco de levar na anilha do Santana.
Que eu tenha visto, António Costa só fez uma coisa que interferiu comigo: decidiu pintar faixas bus novas em toda a cidade, o que é espectacular porque estas estão sempre vazias, conseguindo assim lixar ainda mais o trânsito de todas as outras faixas (a Rua do Ouro é o exemplo perfeito disto).
O senhor até terá feito mais coisas. Não as vejo, mas acredito que as tenha feito. Agora, ninguém me tira da cabeça que meter como trunfo eleitoral “Arrumar a Casa”, algo que não diz nada a ninguém, indicia claramente que, em concreto, não fez grande coisa.
O perigo disto é que é entregar a CML de mão-beijada ao Santana, e este decidir começar a esburacar tudo e a fazer túneis, e lá temos mais 5 anos de obras inúteis na cidade, enquanto os prédios não param de cair e ninguém tenta resolver os problemas reais da cidade (habitação e o seu custo).
Não é a primeira vez que o PS subestima o Santana. Das outras vezes deu-se mal.
Pinho Jackson

Ambos desapareceram de cena recentemente, ambos tinham a mania que eram Bad e ambos, de repente, se tornaram na melhor coisa que o mundo alguma vez viu.
De repente, toda a gente gosta do Michael Jackson. Génio, Imperador da Pop, etc. Isto apesar de andar toda a gente há 15 anos a gozar com o homem.
E agora, o Pinho. O Senhor dos Cornos.
Isto é uma coisa muito portuguesa, portuguesinha, de bajular os mortos depois de lhes baterem em vida.
Note-se que o Pinho até ganhou popularidade com os chifres. Foi como o Marinho Pinto com a Manuela, o tipo passou-se e todos os portugueses se reviram no gajo que, de repente, perde a noção e caga para a etiqueta. O que não percebo é a carrada de elogios que lhe andam a fazer, com o argumento de que o gesto diabólico não deve ofuscar a análise ao seu mandato. Concordo inteiramente. Discordo é da avaliação positiva que muita malta anda a fazer do senhor. O meu problema com ele não é ser um alarve e um desastrado politicamente. Prefiro isto aos políticos perfeitinhos como os Antónios Costas, os Sócrates e os Passos Coelhos desta vida. Estes não têm gaffes, mas não são melhores por causa disso.
No que toca a Pinho, o problema foi que só se lembrou que era ministro da Economia quando o circo pegou fogo. E aí lá foi ele, sim senhor, de extintor na mão a tentar salvar as Qimondas e o Bordalos, e os respectivos postos de trabalho. O que este senhor não se pode esquecer foi que, em grande parte, estas e outras empresas pegaram fogo porque o Governo do senhor Pinho passou três anos a asfixiar a economia portuguesa. Era o Governo das Finanças, do Défice, e não da Economia. É por isso que esta crise só vem agudizar a que já cá estava, antes do subprime dar barraca.
É injusto que Pinho saia por causa dos chifres, sim senhor. Já devia ter saído.
E é injusto que os chifres façam passar a ideia de que, no que realmente interessa, o senhor foi exemplar.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Bollywood Snack


O caril é dá-lhes a volta ao miolo!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O Medo

Dia 3 do cerco.
Sinto-me em Tróia, à espera que os espartanos, ou lá quem raio eles eram, façam alguma coisa. É claro que eles em Tróia não tinham televisão, ou internet, ou cd's a dar com um pau. E meter um cavalo nesta história faria muito pouco sentido. Pensando bem, Tróia é uma analogia bastante estúpida.
Fuck it.
Amanhã volto ao trabalho. É a única coisa positiva acerca deste cerco. Quando um gajo está mesmo fodido, torna-se mais selectivo acerca das merdas que deixa que o atinjam.
Está um tempo marado. Um calor do caraças e não parou de chover. As gaivotas ficaram loucas e chocaram de cabeça no asfalto da auto-estrada.
Avariou o computador que tinha ido buscar para substituir o que tinha avariado. E o estore do meu quarto revelou um buraco do tamanho do Grand Canyon, que deixa entrar a luz. Viva a decadência das coisas. De todas as coisas.
Tenho o meu gato na cama, uma companhia nada menos que salvadora.
Amanhã voltamos ao buraco.
E o cerco promete continuar.

Buy the ticket, take the ride.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Será?

As sondagens dão sempre ao CDS um terço do que eles efectivamente têm depois. Segundo um amigo meu, isso é porque as pessoas têm um bocado de vergonha de dizer que votam CDS (eu também teria) mas que, sozinhas perante o boletim, lá metem a cruzinha.

Será o CDS o guilty pleasure de Portugal?
E como se nada fosse

Passaram-se poucos dias das eleições, em que Sócrates e companhia levaram uma tareira descomunal, mas o país está noutra. Entre o Quique, as sardinhas, as mini-férias ou o BPP, já ninguém fala no assunto. É por estas e por outras que nunca deve menosprezar o nosso primeiro, que manipula a agenda mediática como ninguém, mesmo que às vezes seja só uma questão de coincidências. Ao pé dele, a Ferreira Leite é, de facto, uma menina de coro.
Quanto aos resultados.
Derrota estrondosa do PS, que conseguiu escolher o pior candidato possível, que acumulou uma série de gaffes desnecessárias. A culpa não é do Vital, tal como a derrota não é só dele. É um bocado como o FC Porto, qualquer treinador chega lá e ganha, desde que não seja demasiado mau, e o Vital conseguiu ser pior do que o Jesualdo.
De salientar que o PS ganhou em apenas dois distritos em todo o país, exactamente o mesmo que aconteceu...com a CDU. O resto foi laranjada. Eu continuo a achar que os tugas são, por default, laranjinhas, só que de vez em quando zangam-se. Quando as coisas voltam ao normal, toma lá Cavaquistão all over again.
O discurso de Sócrates, na noite das eleições, foi absolutamente medíocre. Palminhas para a JS, palminhas para o Vital, uma intervenção completamente a olhar para dentro do partido. Se havia um líder de quem se poderia esperar um discurso de homem de Estado, naquela noite, seria Sócrates. Mas isso não aconteceu. Dele, apenas um discurso com ar amargurado de quem se sente traído pelo povo que não entende o quão genial ele é. Para o futuro, apenas uma ideia: vamos manter o rumo.
Sócrates é o anti-Guterres. Nada aprende porque nunca erra. No dia em que admitir uma falha, uma dúvida, sequer, é o fim do Mito de Sócrates, o Infalível.
O PSD teve uma vitória, foi agressivo no discurso, mas está a falar demasiado grosso para quem só ganhou a Taça da Liga. E aquela de dizer que o Governo ficou sem legitimidade para tomar decisões estruturantes para o país é um bom bluff, mas não passa de um bluff. Até ao dia em que termine o mandato, a legitimidade do Governo é absolutamente a mesma.
O Bloco teve um grande resultado, conseguindo eleger aquele tipo irritante dos óculos, mas nunca na vida conseguirá segurar esta posição nas legislativas.
O PC, de quem se disse que teve um péssimo resultado, não esteve tão mal assim. Manteve o número de deputados, ficou acima dos 10% e a cerca de 2 mil votos do Bloco.
O CDS mostrou que, mais uma vez, as sondagens não o sabem medir. Confundindo completamente europeias, legilstivas e caso BPN, deu mais uma prova de resistência.
Uma palavra para a Laurinda Alves. A cara do MEP convenceu mais de 50 mil tótós a dar-lhe o seu voto. Atenção, é perfeitamente legítimo votar na senhora. Tendo em atenção a grande maioria das alternativas, é altamente legítimo. Se mantiver este resultado nas legilstivas, a Laurinda pode ser eleita para o parlamento. O que irá propor lá? Terapia dos abracinhos? A senhora irrita-me, mas é refrescante que surjam novas coisas.
A abstenção foi elevada mas não tanto como certos catastrofistas previram. Sem a desculpa da praia, claramente é o desinteresse total. Quando fui votar, só vi velhos, o que mostra que os putos claramente não querem saber. De salientar muitos, muitos votos brancos e nulos. É a forma de certa de protestar, não simplesmente ficar em casa.
Os próximos tempos vão ser interessantes.
Confesso que nunca tinha ficado tão contente com uma vitória do PSD. A ver como o Sócrates se adapta a esta nova realidade. Suspeito seriamente que continuará igual. e isso é bom, porque nem vai cheirar a maioria absoluta.

sábado, 6 de junho de 2009

A campanha

Pois, diz que a campanha acabou e hoje é dia de reflexão. Bom, mas francamente, alguém ainda precisa de reflectir?
Desde o princípio desta merda, tinha como absolutamente certo em quem, de certeza, não votaria, e cheira-me que, nestas eleições, isso é um bocado o mais importante.
Há um facto fundamental nestas eleições, e duas personagens.
O facto é, sem dúvida, se ter discutido tudo menos a Europa. Aliás, a única vez que se falou da Europa foi sem querer. Foi quando o Avô Cantigas falou do imposto europeu, perdendo 50 mil votos com uma simples frase, e depois desdizendo-se afincadamente.
Em termos de personagens, destaco o Paulo Rangel e o próprio do Vital. Foram a alegria deste circo.
Rangel revelou-se um bom político. Um tipo agressivo, inteligente, rápido a atacar e a explorar os erros dos adversários (ok, com o Vital até era fácil). Uma agradável surpresa, e a primeira coisa de jeito a sair da "cantera" laranja em muitos anos (o Passos Coelho não conta, no fundo não passa de um Santana Lopes mas a armar ao sério). Neste campanha, admito que Paulo Rangel fez muito mais pelo PSD do que eu julgava possível.
E depois há o Vital Moreira, a verdadeira alma da festa.
Foi uma lufada de ar fresco, pelo absoluto burlesco da sua actuação. Desde o imposto europeu ao caso BPN, passando pelo anúncio da abertura das minas erradas e, claro, sem esquecer o seu fim de semana radical, em que começou no primeiro de Maio a ser expulso e acabou a descer o rio Minho em rafting, de calças de licra e tijela de corn flakes na tola. Vital é um desastre ambulante. é também um vaidoso incurável, porque só assim consigo entender como se meteu nestes assados. Continuo a tentar perceber que raio de slogan ele tem, quando grita, do alto do palanque "A Europa é...", e espera que o público lhe responda. Mas o público responde baixinho e não se ouve a resposta, e a coisa fica apenas bastante ridícula.
Foi também mais um exemplo da forma de fazer política do PS. Tentou fazer destas eleições um teste à oposição, quando é exactamente o contrário. Passou todo o tempo a atacar a oposição, mais nada. Ideias, nada. Por outro lado, continua o regabofe de termos ministros deste país em campanha, a participar em comícios. Sobretudo em tempos de crise, eu diria que lhes pagamos para eles estarem a trabalhar, a resolver problemas do país, mas enfim...
A CDU fez a campanha do costume, sem altos e baixos. Vai ter um bom resultado. O ponto baixo foi saber-se que Ilda Figueiredo, cabeça de lista, é ao mesmo tempo vereadora e candidata a Gaia. Tal como faz o PS, é um péssimo princípio, e não esperaria tal coisa do PC.
O Bloco vai crescer, capitalizando o descontentamento, embora a campanha nunca tenha realmente aquecido. Miguel Portas é aquele tipo que fuma ganzas, que toda a gente conhece, mas que nunca ninguém tinha realmente ouvido com atenção. Infelizmente, ele de facto não tem nada de interessante para dizer.
O PP fez uma boa campanha, dentro do género, com o super-agressivo Nuno Melo a aproveitar o facto de liderar a investigação ao BPN. Mas é um partido que já perdeu há muito o comboio, sobretudo porque, na verdade, concorda com tudo o que Sócrates faz.

Disclaimer: o meu voto vai para a CDU.

PS - Li no Público uns tipos, muito indignados, porque foram recenseados automaticamente, sem serem informados. Um deles tinha uma T-shirt, que dizia "Recenseados à força". Well, well, well. Se não querem votar, muito bem, é o vosso direito. E, se estou a pensar bem, podem perfeitamente continuar sem votar mesmo que estejam recenseados (é o que vai acontecer com metade deste país nestas eleições). A única coisa que isto muda é tirar-vos o rótulo cool (e eu duvido seriamente que isso seja cool) de "eu nem sequer sou recenseado". Vocês não são assim tão importantes. Get over it.
Cidade

Como todos os gajos que conheço, odeio dar dinheiro a arrumadores. Aliás, prefiro andar mais 500 metros ou mais do que dar dinheiro a esses gajos. Há algo de bizarro em pagar por nada. Ou seja, a gente vê o lugar, o carro cabe, na boa, mas depois aparece um tipo vindo não se sabe de onde, de jornal enrolado na mão, dando-se um ar importante de quem é dono do lugar e, por sorte tua, está disposto a deixar-te estacionar ali, por um preço. É uma farsa, na verdade. É um joguinho. Ele sabe que não serve para nada, que não está ali a fazer nada, e o condutor também sabe. Mas fazem aquele teatrinho, porque sim. O agarrado porque é agarrado e quer fazer uns cobres, os condutores porque têm medo, às vezes nem sabem bem do quê. (É relativamente fácil dar porrada num agarrado, é só agarrar pelo braço e destacar pelo picotado).
Mas hoje dei dinheiro a um.
Era o arrumador mais empenhado que alguma vez vi. Ia a entrar numa praceta, que tinha apenas um lugar que eu já tinha topado. Assim que faço o pisca, zás!, sai-me um gajo de um lado qualquer, a correr desalmadamente para o lugar. Mas corria com técnica, com afinco, como se fosse um corredor olímpico de 100 metros. Era um monhé com ar atarantado. Ia-se espetando já a chegar ao lugar mas, ali chegado, travou de repente e colocou-se muito hirto, muito composto, quase com ar de mordomo inglês, e limitou-se a agitar o seu jornaleco muito ao de leve.
Não sei se era agarrado e precisava do meu euro para finalmente ir dar no caldo. Só sei que ele mereceu o meu euro.
Fez-me rir, o cabrão.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Catcher in the rye

Uma notícia de jornal surpreendeu-me hoje. JD Salinger, escritor norte-americano autor dessa obra-prima chamada Catcher in the rye, está a processar um escritor nórdico que escreveu um livro inspirado na obra mais conhecida de Salinger. A minha grande surpresa foi saber que Salinger ainda estava vivo. Deixou de escrever em 1965, tornou-se recluso do mundo e nunca mais se soube de nada.
E fez-me ter pena de ele nunca mais ter escrito nada, pensar o que o mundo terá perdido. Um autor deste calibre, que vive há mais de 40 anos sem escrever, parece-me um crime contra a humanidade.
Quanto ao livro do escritor sueco, espero que escape aos processos. Os mestres também servem para isto, para incentivar outros a fazer alguma coisa. E se o próprio mestre não escreve, percebo o esforço de um fã (o livro do sueco é dedicado a Salinger) em trazer de novo à vida, e a novas aventuras, as personagens tão marcantes que Salinger deixou em livro.
E é sempre uma boa oportunidade para meter as pessoas a falar do escritor. Eu próprio, fã mais que assumido, fiquei a saber que o senhor ainda vive, e que é obcecado com a defesa dos royalties da sua obra.
Não importa.
Nas Fnac temos as edições dos poucos livros que escreveu. Qualquer um vale a pena.
FONIX!!!

Erica, a Pinderica says:
. fonix
. no feicebu
O Homem-Esplanada says:
. ???
Erica, a Pinderica says:
. aparece-me logo o markl para adicionar como amigo
. credo!!!
O Homem-Esplanada says:
. ahahhahahahhahahahhahahah
Erica, a Pinderica says:
. ca noijo
. nem gosto de mamas!!
O Homem-Esplanada says:
. AHAHHAHHAHAHHAHAHHAHAHHAHAH
AHHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHHA

terça-feira, 2 de junho de 2009

Só é pena não teres jogado no Benfica!



O adeus de Figo ao futebol profissional. Grande, grande jogador! Quem esquece a raça deste homem no jogo contra a Holanda no Euro 2004?

Depois de Rui Costa, o último dos moicanos retira-se. Agora com tanta visibilidade a nível internacional só o CR7, mas falta-lhe muito para chegar ao nível destes dois, porque ser campeão não é só ter jeito para dar uns toques.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Um raro aplauso

Desta vez, tenho de aplaudir o Governo. Não o faço sem algum repúdio, mas acaba de ser tomada uma verdadeira medida de esquerda e, eventualmente, a medida mais importante alguma vez decidida por este tecnocrata Executivo.
A partir de hoje, os reformados que tenham de reforma menos de um salário mínimo, têm direito a uma comparticipação de 100% do Estado no custo de medicamentos genéricos.
Não é o pagamento total em todos os medicamentos, mas é um sinal muito importante.
Um milhão de reformados sem posses, entre eles a minha mãe, podem deixar de ter de pagar os seus medicamentos, desde que os médicos lhes prescrevam genéricos. O objectivo declarado é incentivar o consumo dos genéricos. Pouco me importa a intenção. Só sei que é uma medida de grande impacto, beneficiando a franja mais injustamente excluída da nossa sociedade.
E isto é importante.
E é de aplaudir. Precisamos de mais.
Não é de TGV's e nacionalizações de bancos.

domingo, 24 de maio de 2009

Quo Vadis, meu Benfica?

Por mau caminho, temo.
A época foi bastante má. Não me surpreendeu, mas com os jogadores que comprámos esperava-se um pouco mais. Com uma pontinha de sorte, em alguns jogos decisivos (aquela derrota em casa com o Guimarães, o roubo no Dragão, etc) podíamos ter ido um pouco mais longe, mas não seria muito justo. A sorte, normalmente, aparece a quem a merece. E nós merecemos ser castigados pelos erros que, mais uma vez, cometemos.

Em termos de jogadores, um pequeno resumo:

Moreira: a mostrar que está pronto para ser o número 1

Aimar: uma desilusão. Nos pormenores vê-se a classe, mas não entendo como não faz mais

Reyes: outra desilusão. Muito bom a atacar, é certo, mas um jogador tão caro não pode custar-nos os golos que ele nos custou, ao não tapar o flanco.

Cardozo: a confirmação de um grande goleador

Maxi: o melhor do Benfica durante toda a época (o que é significativo)

David Luiz: idem

Miguel Vítor: a grande revelação da nossa equipa, um jogador de grande futuro e um sinal, mais do que precioso, de que há coisas boas que podem sair da academia

Carlos Martins: um bluff

Balboa: não é preciso dizer grande coisa

Urreta: vontade de ver mais

Leo: alguém percebe por que raio saiu?

Mantorras: the very very best

E parece que o Quique vai embora. Cometeu muitos erros, deixou-me à beira da apoplexia muitas vezes, mas ainda assim acho que merecia nova oportunidade. Está na altura de quebrar o ciclo de mudar tudo. E, em época de crise, pagar cláusulas de indemnização parece-me estúpido. Quanto ao Jorge Jesus, gosto dele. Há muito tempo defendo um treinador português para o Benfica, a escolher entre Jesus, Cajuda, Carlos Brito ou até José Mota. O problema é que a questão não é o treinador. É o karma do clube, a falta de blindagem cá para fora, e a falta de uma cultura de exigência e rigor.

Em termos de plantel, vendia os seguintes: Luisão, Di Maria e Katsouranis

Recambiava: Reyes, Suazo, emprestava o Balboa e o Binya

Contratações: João Pereira, Néné, trazia de volta o Coentrão

E pouco mais.

Não acredito que a gente se levante. Por isso, a aposta seria manter o Quique, vender os que valem dinheiro, despachar os emprestados a peso de ouro. Comprar pouco e bem, de preferência no mercado doméstico, jogadores já adaptados. E assumir que não somos candidatos a nada, mas que estamos a tentar fazer um caminho.

Não se pode é dizer que se está a começar o caminho e mudar tudo à primeira contrariedade.

A Quique, uma palavra de apreço. Introduziu entre nós um estilo que faz falta. Pena é perceber pouco ou nada do futebol português.

Venha a próxima época.
Balanço de mais uma época triste

Aqui há uns meses entrei em blackout futebolístico, creio que quando o meu Glorioso foi eliminado da Taça pelo Leixões.
Agora, com um suspiro de alívio por este pesadelo ter finalmente acabado, posso finalmente, e de forma fria, analisar a temporada 2008/2009.
Como habitualmente, o Porto ganhou. E ganhou bem. É verdade que, como todos os campeões, quando a coisa tremeu e foi preciso, os árbitros colocaram a mãozinha por baixo. É verdade que o meu Benfica perdeu uma data de pontos por erros dos árbitros, e que o Sporting também foi roubado (mas muito menos que o Paulo Madalena Bento fez crer). Mas o Porto foi muito melhor, e isso viu-se sobretudo na Europa.
Em termos genéricos, algumas revelações: Hulk, Daniel Carriço, Miguel Vitor e Néné.
Melhor jogador do campeonato: Liedson, Néné, Raul Meireles, Lucho, Lisandro.
Confirmação da época: Rodriguez, esse grande pesetero.
Desilusão da época: Balboa, Rochemback, Aimar.

Tanto Sporting como Benfica desiludiram. No entanto, o Benfica fez o que eu esperava, o que faz habitualmente, enquanto o Sporting fez menos do que eu esperava, depois de ter mantido a base da equipa e feito contratações lógicas.

Para terminar, treinador do ano é para dividir entre Jorge Jesus e aquele rabeta do Nacional.
Such a perfect day

O que faz um dia realmente bem sucedido? Daqueles tranquilos e fixes quando tudo corre bem, não há chatices e que nos deixam com um contentamento pacífico que já fazia falta?

Eu tive um desses. E é óptimo. Deixo-vos aqui os condimentos que fizeram a alegria simples deste rapaz.

1 - Acordar depois da uma da tarde, tendo dormido de forma espectacular

2 - Almoçar um belo tachinho de arroz de polvo com picante, num restaurante ao lado de casa

3 - Acabar o livro que andava a ler

4 - Get some action

5 - Ver o Benfica, com direito a jantar com a miúda ao intervalo

6 - Ver o Benfica ganhar

7 - Ver o Benfica ganhar 3-1

8 - Ver o Benfica marcar 3 golos, e dos bons

9 - Ver o grande Mantorras marcar o último golo

10 - Fumar um fininho e ver o filme do Maradona

sábado, 23 de maio de 2009

Serviço Público


Eu não curto muito este senhor, mas depois de arrasar a atrasada da Manela subiu um bocado na minha consideração.
Lá vai o advogado da TVI entrar com mais um processo.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O Macaco Nu

Há três picaretas inúteis no PS. Quer dizer, há mais, mas há três que me custa sustentar, dado o seu nível de fleuma xuxa e evidente parasitismo sobre o nosso querido país. Falo do espectacular triunvirato José Lello, Santos Silva e Vitalino Canas. Em comum têm o facto de nunca terem, de facto, trabalhado na vida, ganharem uns milhares de contos por mês a mandar bitaites, e responderem às questões incómodas sobre o PS seguindo o mesmo estilo do antigo ministro da informação de Saddam Hussein.
O picareta de serviço de hoje foi Vitalino Canas, ou o Professor Pardal, como é conhecido pelo seu grupo de fãs.
O PS acaba de chumbar a audição, por parte do parlamento, do tal de Lopes da Mota (não, não é uma série dos Gato Fedorento). Há fortíssimos indícios de o senhor ter pressionado magistrados do MP para se apressarem a arquivar o caso Freeport no que toca ao nosso Sócrates. E, apesar disto ter sido conhecido há várias semanas, ninguém ouviu uma palavrinha que fosse do senhor Lopes da Mota. Nem uma. Caladinho que nem um rato, entretido no tacho internacional para o qual foi nomeado...pelo Sócrates.
E o PS não quer ouvir o senhor. Deixem lá isso, não vale a pena. Concentrem-se é no Quique, no Verão que está a chegar, no Cristo Rei. A desculpa é simples: está a correr um processo na justiça, portanto vamos deixar a justiça funcionar.
Acontece que, lembro, o PS foi um dos partidos que viabilizou a ida de Oliveira Costa - do BPN - ao parlamento, quando não só já corria um processo judicial como o homem até estava já preso (e lá continua).

O PS de Sócrates é assim. Quando não lhe convém não vê, não fala e não ouve. Assobia para o lado e entretém com uma frivolidade qualquer.
Votem neles, votem. Se a ideia de sustentar Lellos, Santos Silvas, Vitalinos, Silvas Pereiras e Sócrates não vos aflige.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O luto online

De facto, com a morte de Vasco Granja (Vasco quem?!, perguntaram-me alguns felizes colegas de trabalho, nascidos já na insípida década de 80), morre um mito da minha infância. E apesar de todas as críticas e de todo o gozo cínico, acreditem que sinto uma verdadeira e muito real nostalgia da presença vagamente estranha daquele bizarro divulgador de desenhos animados.
Como disse, e bem, o nosso camarada Fatchary, o Vodka está de luto (era fixe quem quer que saiba mexer nisto meter uma daquelas faixazitas negras no canto). Não está só de luto, está em choque.
Pedindo antecipadamente desculpa aos nossos 2,5 leitores, por estar mais uma vez a fazer o belo do copy/paste de uma conversa de messenger, gostaria de partilhar convosco a forma como dois membros deste tasco imundo se consolaram mutuamente (não sejam maldosos, vá) desta triste notícia.


Kowalski diz:
atão lá se foi o vasco

fatchary diz:
epá, tou triste

Kowalski diz:
o gajo lixava-nos a mona, mas dá-me alguma nostalgia

fatchary diz:
qual noddy, pá

Kowalski diz:
qual ruca
um careca com cancro e pronúncia do bolhão
filhos da puta
andam a foder a carola aos putos

fatchary diz:
é por isso q há cada vez mais panilas

Kowalski diz:
panilas e maricas, pá!

fatchary diz:
e rabetas

Kowalski diz:
haviam de levar com os bonecos em plasticina a ver se acordavam para a vida

fatchary diz:
se o noddy fosse macho já tinha enrabado a macaca Marta

Kowalski diz:
lol
essa anda enrolada com aquele que anda vestido de joker, não anda?
e o bófia é abusador de meninos, vê-se à légua

fatchary diz:
o q morreu e ganhou o óscar?

Kowalski diz:
esse já não papa nada
tá é a ser papado "as we speak"

fatchary diz:
também a fazer filmes de rabetas
isto vai tudo a dar ao mesmo

Adeus amigo Vasco!


Morreu o Vasco Granja, o Vodka está de luto!

Koniec!




domingo, 3 de maio de 2009

Vital Radical

Ser político é estranho. Não fazem nenhum durante quatro anos, mas depois no espaço de poucos meses têm de vir a correr fazer amigos, entre os animais.
Desta feita, Vital Moreira está na berlinda. Ouvindo os comentadores, esteve nos cuidados intensivos, mas agora está na berlinda. Dois dias depois de ter sido "barbaramente agredido" com insultos e com a correspondente deslocação do ar de quem o insultou "barbaramente", decidiu que estava pronto para outra.
E o que foi fazer este espectacular candidato socialista ao tacho internacional conhecido por eleições europeias? Acertaram. Como é lógico, foi fazer rafting no Rio Minho. Há quem diga que o rafting é para malta nova, que ainda tem mobilidade nas articulações e alguma flexibilidade. A verdade é que malta como o Vital Moreira e a Zita Seabra, por exemplo, já provaram que flexibilidade é algo que não lhes falta, o que é potenciado pela ausência de coluna vertebral. E diz que isso dá jeito para estas coisas do rafting.
Já muita gente fez coisas estúpidas por estar em campanha. Marcelo Rebelo de Sousa mandou-se ao Tejo, o que lhe provocou um princípio de tuberculose e cegueira momentânea a quem teve de o ver de tanga; Valentim Loureiro foi visto a comer de talheres; e até o Vital Moreira decidiu começar o seu fim de semana radical com uma visitinha à festa do povo, aquela malta que cheira mal e quer bater em quem o anda a foder pela calada.
Mas esta viagem de rafting, meu deus. Sei apenas que liguei a televisão e lá estava ele, de costas, de pé, de calças de licra. Um idoso de calças de licra e com um capacete ridículo na tola. Com "Vital Moreira" orgulhosamente escrito. Duvido muito, mas mesmo muito, que este tipo de merdas lhe valha mais um voto que seja. A não ser que ele ameace andar sempre vestido de licra se não ganhar. Isso era coisa para me fazer pensar.

Uma nota: se alguém descobrir na net o vídeo radical de Vital Moreira, por favor não diga nada a ninguém. E se encontrar o do Badaró no Superbuéréré a fazer de Sangoku, avise. Eu continuo à procura.

Segue abaixo uma conversa, franca e amena, acerca do tema.

Kowalski diz:
boas
vi na sic o vital moreira a fazer rafting no rio minho

Jorge Olino diz:
ora muito boa tarde

Kowalski diz:
estou chocado
de calças de licra, filmado de trás

Jorge Olino diz:
deve ter ganho o gosto ao perigo
primeiro surfou o 1º de maio

Kowalski diz:
e com uma tijela na tola a dizer "Vital Moreira"
lol

Jorge Olino diz:
de qq menira, bater num gajo que faz lembrar o avô cantigas, tem qq coisa de retorcido
*maneira

Kowalski diz:
aquele capacete joli tinha-lhe dado jeito no primeiro de maio
recomendo ver o jornal da noite da sic
para veres as imagnes

Jorge Olino diz:
faltam 13 minutos para a risota, então

Kowalski diz:
quer dizer, recomendo se não quiseres dormir nas próximas duas semanas
aterrador

Jorge Olino diz:
o rangel também devia ficar bonito

Kowalski diz:
Foda-se

Jorge Olino diz:
aliás, o rangel tem ali qq coisa de vinagrete

Kowalski diz:
pronto. pensei que não era possível ficar mais enojado que estava depois de ver o avô cantigas de licra
mas conseguiste
bravo e obrigado

Jorge Olino diz:
epá, há sempre um patamar abaixo
faz parte da condição humana

Kowalski diz:
e o rangel é sempre um candidato crónico

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Horário de Expediente

Kowalski diz:
F
U
D
E
R
f u d e r diz:
t
i
a
g
o
Kowalski diz:
http://clubedasvirgens.blogspot.com/
f u d e r diz:
foda-se
que merda vem a ser esta?
Kowalski diz:
são virgens, senhor, são virgens
f u d e r diz:
são pravas
Kowalski diz:
são feias, de certeza
f u d e r diz:
as parvas não despem pravda
Kowalski diz:
é tipo 99% das gajas góticas
é para fingir que são feiosas de propósito
f u d e r diz:
25 aninhos sem levar com ele é fodido
Kowalski diz:
"isto não é o meu aspecto, é uma ideologia"
fonix
damaged goods
f u d e r diz:
exacto
Kowalski diz:
se ninguém lhes toca
f u d e r diz:
fruta estragada, restos d'ontem?!?!?
come-os tu!!!!!!!!!
Kowalski diz:
come restus
f u d e r diz:
como se chama a senhora ai ai ai lá de odeceixe?
Kowalski diz:
não é uma senhora
o sítio chama-se café dorita
e aluga quartos por cima do café
o dono é um velhote bué bacano, acho que é senhor fernando
f u d e r diz:
ok
Kowalski diz:
com a idade, os gostos vão-se refinando
f u d e r diz:
então?!
já não bebes casal da eira?
Kowalski diz:
dou por mim a apreciar cada vez mais a beleza de um bom cu
f u d e r diz:
tempras os bifes com chardonay?
Kowalski diz:
em detrimento, das mais banais boas mamas
f u d e r diz:
xiiiiiiiii
Kowalski diz:
um bom cu é algo de verdadeiramente único
e dificil de atingir
f u d e r diz:
um cu bom é o príncipio de uma bela amizade
Kowalski diz:
promissor
f u d e r diz:
isso
«um bom cu é um promissor principio de amizade»
Kowalski diz:
bravo
f u d e r diz:
«um bom cu é um promissor principio de brava amizade»
«atingir um bom cu é um promissor principio de brava amizade»
tanta parvoeira
que fixe
Kowalski diz:
e pronto, agora não meto no blog sem a tua autorização assinada
deves querer roialties
f u d e r diz:
não metas freud
´emuita óbvio
Kowalski diz:
vou meter frued
f u d e r diz:
mete anaclaeto
Kowalski diz:
lol
f u d e r diz:
druef
Kowalski diz:
fuder
f u d e r diz:
isso!!!!!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

No Início Era O Zero...



Zero Manuel Durão Barroso ou o Triunfo dos Incapazes

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Obviamente

f r e u d diz:
diz-me uma coisa
uma gajo mesmo cansado e fodido da vida, fode sempre que pode, certo?

f r e u d acaba de lhe enviar um toque.

Kowalski diz:
só não fode qdo não pode

Kowalski diz:
e mesmo assim tenta

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Baby, I'm Back From The Future

O Michael J. Fox é cada vez mais um actor tremendo.

domingo, 19 de abril de 2009

Uma noite com 3 mil brasileiros (e brasileiras)

Sexta à noite, concerto de O Rappa, no pavilhão desportivo da Quinta dos Lombos, em Carcavelos. Eu sou de Carcavelos, vivi 25 anos lá, mas não fazia a mínima ideia que aquele pavilhaão existia. Aliás, todo aquele bairro é novo, parece que simplesmente brotou do chão quando virei costas.
Adiante.

70% do público era brasuca. E parecia aquelas imagems que vemos na televisão de um jogo no Maracanã. Tudo a mexer, loucura total. Maior percentagem de ganzas por metro quadrado em qualquer concerto a que tenha ido (excepto, talvez, Manu Chao ao pé da Torre de Belém).

O som do pavilhão - um ringue de futebol, coberto - era uma merda. Mas isso não era importante, toda a gente sabia as músicas de cor. E foi bonito ver a paixão daquela malta, de quem vive e trabalha longe de casa mas ama perdidamente o seu país.

E a convicção de que as brasucas quando se produzem, vão "way, way out". Para elas, produzirem-se é aputalharem-se. Não que me esteja a queixar.

Concerto emotivo, com um som de merda, de uma grande banda.
BUBAMARA

Reflexões pós-concerto de Kusturica & the non smoking orchestra.

A multidão bastante heterogénea. Poucos autênticos freaks dos cães, sobretudo muitos betos a armar ao radical de esquerda. Elevada percentagem de gajas, diferente, digamos, de um concerto dos AC/DC (que só consigo imaginar a tocarem na concentração de Faro). Estranhamente, numa multidão de aspecto bastante controladinho, a coisa até animou bastante. Mas de forma controlada, sempre.
Houve uma espécie de moche. Frequente e agitado, mas nada de muito perigoso. Se todo aquele movimento fosse a sério, teria havido feridos. Vários.
Foi um óptimo concerto para observar pessoas. As várias ganzas ajudaram, e de que maneira. Há um primeiro movimento de moche, dos mais empenhados. Depois, quando a música volta a subir, o grupo parte, como um comboio, para outras paragens, levando tudo à sua passagem. E depois nasce a segunda ronda do moche. São aqueles que, aquando do primeiro, estiveram vai não vai para se envolverem, mas ficaram tímidos e não foram. Depois, quando a coisa pega de novo, não querem perder a oportunidade e entram. Mas já são os preguiçosos, e o moche dura pouco.
É também um bom concerto para aproveitar os moches para apalpar as gajas. Diferente de, digamos, um concerto dos metalica, em que tal poderá ser não apenas incompreensível como perigoso.

Um dos últimos moches, o único que me acabou por entornar um pouco de cerveja, era bastante sui generis. Olhei, e no fundo eram apenas três gajos e duas gajas. A força motriz era um grandalhão, betinho mas já nos 30, que estava muito emocionado por estar a partilhar aquele momento de maluquice com os amigalhaços. Então, eles abraçavam-se todos, com os braços gigantes do grandalhão a unirem todas aquelas pessoas, e depois saltam todos ao mesmo tempo, abalroando malta à volta.
É o moche dos abracinhos.

Nos concertos mais agitados, aliás em todos os concertos, a localização é importante. Tendencialmente, vai haver mais molho e competição pelo espaço quanto mais perto do palco se está. É aí que estão os fãs hardocre, e os gajos mais mamados.
Quando a coisa começa a aquecer, o mais perigoso não são os gajos grandes. São os de porte médio, mais móveis, que cobrem mais área enquanto saltam ou dançam freneticamente. Um gajo grande é chato porque tapa a visão, mas também não tem, habitualmente, a mesma capacidade de deslocação. Ontem, o único golpe que recebi foi de uma gaja que achou boa ideia estar no meio da confusão com uma mala gigante, tipo mochila de campismo, e me deu com ela nas costelas.

A meio de um concerto, a questão da localização está mais ou menos resolvida por si. A malta já se organizou, já encontrou o sítio onde está confortável. Depois há, claro, os fluxos migratórios, hordas de bárbaros que, de repente, vêm de algum lado em filinha pirilau. Geram alguma perturbação, mas normalmente seguem viagem. Já me irrita bastante aqueles que parecem vir a passar e depois param, bem à nossa frente. Mas nada que uma pisadela não resolva (tipo Jorge Costa a marcar o João Pinto).

Os putos de agora são bastante mais livres do que nós éramos. Mais homogéneos, é certo, mas fazem mais cenas.
Quando nós éramos putos, 80% era controlado. Tínhamos amigos ou conhecidos que faziam surf, andavam de skate, eram cool, etc. Nós não, fazíamos parte da imensa massa de nerds que eram a grande maioria da nossa geração. A diferença é que os putos de agora, com toda a liberdade dada pelos paizinhos, e aquela arrogância da juventude de quem considera ter direito a tudo, fazem tudo aquilo que os poucos gajos cool da nossa geração faziam: surf, drogas, moches e sexo antes do tempo (e com gajas que se sabem vestir, ao contrário do antigamente). Os putos de hoje foram ensinados a olhar esses meios cool dos nossos tempos como alternativos e adoptarem-nos todos, porque todos querem ser alternativos. A diferença é que na nossa geração a maioria não o fazia, era tenrinha, batia píveas em casa à espera de perder a virgindade, apanhava bezanas ridículas e nunca seria apanhado em algo tão 'in' como um moche num concerto. A nossa geração estava na casa de banho a vomitar a garrafa de vinho do porto.

Havia um tipo fascinante à minha frente. Com um penteado a linhas rectas, parecia um macaco. Dançava freneticamente sem deixar de ocupar o mesmo espaço (obrigado por não me teres pisado vez nenhuma). E foi a prova de que os homens conseguem fazer mais do que uma coisa ao mesmo tempo: este conseguiu enrolar uma ganza enquanto saltava.
Parecia ser um bocado o cromito do grupo. É claro que era ele o enrolador designado. Deve ter jeito para montar merdas e deve perceber de máquinas. Deve ser também o condutor do grupo e nunca fica com qualquer gaja.

Um tipo atrás de mim, que decidiu mandar vir com a generosidade do público em termos de palmas. "Também já estão a exagerar. Se batem palmas por tudo e por nada eles não se esforçam, ainda não fizeram nada". Este é o gajo que leva lençóis para o estádio da luz, e que utiliza sempre a expressão "nem sabem marcar um canto, caralho".

Momento alto da noite: quando o alucinado vocalista, vestido como um morcego azul-cueca, apresentou Emir Kusturica como "Manuel Rui Costa". Muito bom, também, o facto de haver uma banda que incentiva o seu público a gritar "fuck you MTV" e "Fuck USA".

É muito fácil um tipo ficar com ar ridículo durante um concerto do Kusturica. Quando a música está a bombar e de repente desacelera, vi por ali muito macho aos semi-saltinhos, com as mãozinhas no ar, a bater palminhas.

Dúvida da noite: quando os gajos começam a puxar gajas para cima do palco, uma dúvida se instala por entre os milhares de presentes: mas aquele maluca é a Rita Blanco?
Ainda agora não sei. O vocalista tira a camisola e incentiva as moças a imitarem, só esta (Rita Blanco?) o acompanha. E estava claramente em baixo de forma, completamente louca com as banhitas aos saltos. A emoção de estar a ver uma carreira terminar num único instante de loucura. Seria ela?

As cervejas e as ganzas mudam completamente um concerto. Aliás, a minha grande vitória foi ter-me aguentado como um touro. Estava com um grupo que fazia ganzas com a velocidade de um space shuttle alucinado. Não tenho ido aos treinos, mas não queria fazer fraca figura. E, para meu orgulho, aguentei-me à bronca. Quem sabe nunca esquece. É como andar de bicicleta, mas bastante mais divertido.

Chegado a casa, o incrível ataque dos munchies. A dúvida perante comer ou não uma fatia de fiambre. E depois a sensação de que: "eh pá, tás mocado e é fiambre. o que raio pode correr mal aqui?". Indeed. Com a fomeca da ganza, aquele fiambrinho foi um festival, como milhares de pequenos canhões a detonarem confetis dentro da boca. Foi um massacre de prazer.

Foi o meu terceiro concerto desta banda. E sim, voltou a valer a pena.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Volta Salazar, eras um menino

José Sócrates anda sensível. Anda tristonho, magoado com este país de ingratos, que não o merece.
Talvez por isso - ou porque governar um país como Portugal é bastante menos divertido que, digamos, jogar Playstation o dia todo - Sócrates anda entretido a processar quem diz mal da sua santa e imaculada pessoa.
Na impossibilidade técnica de processar todos os portugueses sentados à mesa do café, ele e Augusto Goebbels Santos Silva, optaram por processar jornalistas e colunistas. As últimas vítimas foram alguns jornalistas e o director do Público - devido a uma notícia acerca da discrepância de valores do preço das casas do prédio onde mora o PM - e o colunista do DN, José Miguel Tavares.
Este último teve a ousadia de dizer, num texto de opinião (e assinalado como de opinião), que "Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina". Mais, atreveu-se a dizer (a opinar) que Sócrates "tem vergonha da democracia portuguesa por ser 'terreno propício para as campanhas negras'; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático".
E pronto, isto valeu uma queixa-crime do PM sobre o colunista.
Isto é grave. Isto é muito grave. Por muito menos que isto, Santana foi apelidado de fascista. Estamos de volta aos tempos do "quem se mete com o PS, leva!". Com a agravante de agora ser o próprio PM quem mete acções em tribunal, quando devia, digo eu, estar ocupado a tratar dos problemas do país.

Para além de tudo isto, que é uma tentativa grosseira e fascistóide de amordaçar a opinião pública, há uma campanha subreptícia de controlar os media. O Diário de Notícias, onde escreve o colunista, nada fez. Nem um gesto de solidariedade para com o seu colaborador. Comeu e calou, enviando um bem claro sinal para todos os outros seus colunistas: não critiquem Sócrates, porque o jornal não vos vai defender, e se forem processados arriscam-se a ficar sem casa (os jornalistas do Público arriscam-se a ter de pagar 250 mil euros).

Independentemente de haver ou não alternativa, eu só peço é que toda a gente pense muito bem em dar o seu voto a alguém assim. Mais uma vez, depois não se queixem.

PS - O DN é o jornal onde trabalha a namorada de Sócrates. A mesma que, num programa de televisão, defendeu com unhas e dentes que os jornalistas (classe a que pertence) estão a fazer um péssimo trabalho no caso Freeport, que não fazem investigação, que se limitam a ser orquestrados. A mesma que, através dessas declarações, pôs em causa o trabalho dos seus colegas de redacção, publicamente e porque se sabe intocável, por ser namorada de quem é. E a direcção do jornal não fez nada, ignorou. Consentiu.
A mesma direcção que censurou uma notícia acerca da validade dos processos judiciais a jornalistas, por achar que podia ser interpretada como um ataque ao PM.
De facto, o respeitinho é muito bonito.
A cara de pau e a rotunda

José Sá Fernandes, que se baldou do Bloco e vive o glamour do mainstream, está em alta. Longe vão os tempos em que embargava túneis e comia sandes de coirato. Agora, que aquece a caminha de António Costa antes de este se ir deitar, tudo está diferente.
A polémica surgiu depois de o vereador ter mandado retirar do Marquês de Pombal alguns cartazes de propaganda política. O pequeno problema é que o próprio Sá Fernandes, enquanto candidato, também lá teve os seus cartazes. Contradição? Não. Sá Fernandes explica: "Já lá os tive, é verdade, mas quem lá os pôs foi o Bloco de Esquerda". Ah, pronto. Tá explicado. Aliás, se quisermos ser exactos, isso nem é tecnicamente correcto. Quem os pôs lá foram dois pretos em cima de um escadote. Nunca na vida o Sá Fernandes, que é branco. Não se percebe a confusão, de facto.
Mas o vereador tem razão nesta luta para não usar certos locais da cidade para propaganda. Aliás, em 2008, a rotunda do Marquês foi alugada à Sagres e à TMN para fazerem propaganda dos seus produtos, mas aí, com certeza, havia um óptimo motivo. E sim, foi Sá Fernandes quem assinou os contratos que permitiram essas acções.
Conveniências

É oficial. O Governo português apoia a recondução de Durão Barroso. Ontem, no parlamento, a esquerda questionou como pode o nosso PM apoiar ferverosamente a "nova política" de Obama e depois aplaudir Durão Barroso, descrito no parlamento como "o rosto da guerra e do ultraliberalismo". Eu não iria tão longe. Isso seria dar algum valor e princípios e convicções políticas a alguém que, de tão medíocre, é candidato ao título mundial de "bem sucedido sem saber ler nem escrever". O Durão é assim como uma espécie de Nuno Gomes, nunca fez nada de jeito mas lá vai fazendo uma carreira. Como? É um mistério.
Sócrates, apertado por todos os lados, lá explicou, a contragosto, a razão do seu apoio.
"Por ser português"."Uma questão patriótica".
Como se dissesse "eu sei que ele é uma merda, mas gosta de bacalhau".
Como diz o Pulido Valente, Sócrates apoia o Durão como mais uma faceta da saloiice tuga de idolatrar o Mourinho e o Ronaldo.
É apenas mais uma faceta da realpolitik de Sócrates, juntamente com os broches ao regime corrupto de Angola, por exemplo. Que se fodam as convicções, os princípios, a ética, o que interessa é o que conseguimos sacar disso.

sábado, 4 de abril de 2009

Rich Kids

E então, no meio de toda esta merda desta crise, os líderes dos 20 países mais ricos do mundo encontraram-se para resolver os problemas.

Numa cimeira rodeada de tanto paleio, tanta cobertura mediática e tanta expectativa, para os intervenientes darem umas palmadinhas nas costas, umas mezinhas e siga para bingo. Alguém fez as contas, e vista a duração da cimeira, cada interveniente tinha 11 minutos para falar, e salvar o mundo.
Seria de esperar que tal não funcionasse.

Dali saíram algumas intenções vagas, mais dinheiro para o FMI, um super-regulador mundial e pouco mais.
A história do FMI é básica, é dar-lhe mais dinheiro para que o dê aos países à rasca; o resto nem essa utilidade tem, são intenções que serão esquecidas quando o mercado começar a subir.
A verdade é que, de fundamental, nada foi decidido.

Tudo isto aconteceu devido a um modelo económico caduco, e à ganância.
As coisas corriam bem, as economias desenvolviam-se, as empresas tinham lucro, o desemprego descia.
Mas aconteceu algo que é intrínseco ao estado de maturidade (decrepitude?) a que chegou o nosso capitalismo: não era suficiente.
Habituámo-nos a crescimentos insustentáveis, e convencemo-nos de que bastava os chineses começarem a comer bifes e a andar de carro para tudo estar bem.
Errado.

Todo o sistema capitalista assenta na lógica do "sempre mais", mais lucro, mais rápido. E é exactamente essa voracidade que acaba por dar uma das mais fortes machadadas no sistema.
Ele podia durar mais vários séculos, se fosse minimanente comedido. Mas o âmago do sistema é não ser comedido, é ser ganacioso.
E foram esses excessos (tomada de risco alavancado em dívida, como forma de conseguir ganhos muito maiores do que em circunstâncias normais) que levou a esta situação. Com todo este dinheiro virtual (que teria de ser pago), bastou uma peça da cadeia partir para despoletar todo este turbilhão, de pânico e perdas colossais.

O problema, claro, é que isto está a apanhar todos os tipos como eu e vocês que não foram tidos nem achados nesta maneira de fazer negócios, e que não lucraram nada quando isto estava a enriquecer os gajos que agora nos entalaram.

Voltando ao G 20.
Nada de relevante, de facto, foi decidido. No entanto, na semana da cimeira, a bolsa conseguiu o maior ganho em perto de um ano. É normal. Os especuladores andam desesperados por algo que se assemelhe vagamente a um plano.

A verdade é que, para impedir que tudo isto volte a suceder, há que analisar o modelo. Discutir se é mais importante medir o crescimento anual do PIB de um país ou a sua distribuição mais justa. Se é mais importante (ou possível) ganhar sempre a um ritmo mais e mais rápido, ou se faria mais sentido ter calminha e ir ganhando um bocadinho, de forma estável.

É claro que isso levaria mais que um dia, que foi exactamente o que demorou esta cimeira de super-heróis que julgam ter salvo o mundo.
Toda a escola macroeconómica dominante há pelo menos um século falhou redondamente, e tudo o que se faz é remendar e atirar dinheiro para cima dos problemas. O nosso dinheiro, o que é ainda mais aborrecido.

É evidente que não podemos acabar de repente com a especulação. Especulação, ganância e capitalismo puro são o motor das bolsas, e a única forma de combater aqueles fenómenos é limitar muito, ou até acabar, com esses mercados. Como se faz isto, sem rebentar de uma vez com toda a economia mundial (assente unicamente neste modelo)? Não faço ideia.

Mas sei que enquanto não se discutir abertamente que modelo temos e que modelo queremos, estamos apenas a adiar os problemas. O resto é apenas um bando de ricaços a sorrir para o retrato.

Carry on.
Touché

A melhor avaliação de algo que escrevi, pelo meu amigo Ricardo.

"Gostei. Como sempre: autenticidade, simplicidade, poesia. Que sejam enrabados sete vezes os filhos da puta dos editores que te recusaram publicação.

Depreendo o seguinte subtexto:

1. Visão amarga das relações amorosas, concebidas sempre como algo intenso mas efémero, condenado a esmorecer devagar pelo atrito da rotina, “eu não quero morrer devagar, eu não quero morrer devagar”. Encontrei uma boa palavra no dicionário. És um misógamo: que ou aquele que tem horror ao casamento. Conjugalidade é sinónimo de entrada no mundo dos adultos, a chacina das crianças inocentes. Ao pé da nossa mulher não nos podemos peidar. Ponto final.

2. Visão optimista da amizade (masculina), concebida como algo permanente, o porto de abrigo a que se pode sempre regressar depois das tempestades emocionais, um lugar mágico onde nunca se cresce, a neverland de Peter Pan. Com os nossos amigos, podemo-nos sempre peidar. E rirmo-nos como crianças...

3. Resumindo: claro contraponto entre conjugalidade e amizade. Conjugalidade é o mundo dos adultos, das responsabilidades, das exigências, do controlo, do excesso de palavras, da traição. A amizade é o mundo das eternas crianças, das despreocupações, das poucas palavras, da camaradagem, da lealdade.

4. Secundarização das mulheres (misoginia?). Quem está no plano central do teu conto são sempre homens. As mulheres que aparecem nunca existem por si só, são simplesmente as mulheres desses homens, os seus acessórios de quem pouco se fica a saber.

Sub-concordas?"
Orgulhosamente só

Eu não estou no Tweeter.

(nem sei bem o que é).
Halfway between the gutter and the stars

f r e u d diz:
então
que tal?
Kowalski diz:
buba
ressaca
ia vomitando no metro
dead man walking
f r e u d diz:
bravo
Kowalski diz:
tou feito em merda
f r e u d diz:
só te tenho a congratulaer
é para isso que cá andamos
antes andar assim por causa dos copos
Kowalski diz:
claro
f r e u d diz:
e então, estava fixe?
Kowalski diz:
tava bacano
mas eu tava bué podre
mas curti
f r e u d diz:
muito bem!!!
e hoje, xixi cama, certo?
Kowalski diz:
claramente
alias, primeiro cama
se houver vontade de xixi, vai ali mesmo

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Only Fools and Horses

"Antiga inspectora coordenadora da PJ condenada a sete anos e meio de prisão"

"Graciete Pinto e Silva, a advogada de defesa, revelou que vai recorrer da sentença. "Por que é que a palavra de 30 inspectores da PJ [que testemunham no julgamento] vale mais do que a palavra de uma coordenadora?", questionou a advogada."

Viva O Isaltino!
Viva O Avelino!
Viva A Fátinha!

Viva o Portugal!

sábado, 28 de março de 2009

The Fear

Com o bom tempo, tão ansiado, chegou a merda da depressão, não sei porquê. Talvez por estar à beirinha de fazer 31 anos, pondo oficialmente um fim ao objectivo de conseguir publicar um livro até aos 30 (tecnicamente, se o conseguisse ainda antes de fazer 31, podia contar. Aliás, já tinha decidido que era isso que ia dizer a mim mesmo).
Acabei finalmente de rever um dos livros que, durante os últimos dez anos, me roubaram anos de vida, para quê? Acabei e tudo está igual. Mesmo os amigos a quem o mostrei, na esperança de que o meu talento fosse de tal forma evidente e avassalador que lhes mudaria as vidas, nada. Uma notícia aceite como uma nota de rodapé.
O meu cão morreu. Tinha 14 anos, e lembro-me de o ir buscar num caixote, era ele um cachorro de orelhas sobredimensionadas. Foi-se agora, não me foi receber à porta no fim de semana, e eu perdi um bom amigo, que me viu crescer.
E depois há tudo o resto. O cansaço. E o pânico de que, faças tu o que fizeres, por mais que sejas bom e trates bem todos aqueles que amas, há coisas que, ainda assim, podem acabar com tudo isso. O cansaço de sentir que tens de ser sempre forte por toda a gente, e ninguém se lembra que todos têm momentos fracos. Todos precisam de um conforto.
E o pânico e a incompreensão atacam em todo o lado, sem aviso. Mas tenho 30 anos, e não faz sentido chorar sem saber porquê. Mesmo que seja isso que apetece.

A boa notícia? Meti a funcionar o gira-discos, e o Bill Evans continua a soar tão bem como sempre.

Paz para todos.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Let's look at the traila

Nem de propósito e no seguimento do post anterior aqui está o trailer do filme, acabadinho de sair do forno. Se só pelas imagens já parecia a ser muito bom agora com o vídeo e com a música dos Arcade Fire parece-me ainda melhor.





Videoclip da semana



Mais um grande vídeoclip do Spike Jonze, a mente brilhante por trás do magnífico Sabotage dos Beastie Boys:






E ao impressionante portfolio de videos musicais junta-se dois grandes filmes: Being John Malcovitch e Adaptation. O próximo filme chama-se Where the Wild Things Are e parece a ser cinco estrelas:




terça-feira, 24 de março de 2009

sexta-feira, 20 de março de 2009

quarta-feira, 18 de março de 2009

Candonga Mix






O nojo!

Papa: "Preservativos não são solução para a sida"

Lula critica Igreja por excomungar médicos

Igreja católica dos EUA pagou 436 milhões de dólares por abusos sexuais

Em menos de um mês a Igreja Católica enche, por três vezes, as páginas dos jornais e não é por ajudar os pobrezinhos e salvar crianças. Parece um elefante a saltar levemente sobre os nenúfares.

Alguém diga ao pastor alemão que a estratégia de marketing está toda errada e depois podem chamar o veterinário e mandá-lo abater.

O meu desprezo por esta instituição é cada vez maior!



segunda-feira, 16 de março de 2009

terça-feira, 10 de março de 2009

Legalise it!

How to stop the drug wars

Artigos sobre a legalização das drogas há aos pontapés, mas como a maior parte são escritos por grandes ganzados, o pessoal dá um grande desconto.

Mas quando uma revista como a "The Economist" defende esse ponto de vista, a história é diferente. Mais surpreendente ainda é ficar a saber que há 20 anos atrás tinham exactamente a mesma opinião.


segunda-feira, 9 de março de 2009

Man On Wire

"UNITA acusa Vale e Azevedo de burla"

O Vale e Azevedo é o MAIOR!!! é preciso ter uns colhões do tamanho da Praça de Espanha para roubar um bando de pretos cheios de catanas, bazookas e essas merdas.

domingo, 8 de março de 2009

The Great Escape

Os próximos três dias serão passados num lugarejo algures na Beira Baixa. Natureza, javalis, substâncias ilícitas e livros. E a minha mulher.
No estado de saturação em que me encontro, soa-me ao céu.
Espero trazer de lá alguma resposta.
Stay cool.

sexta-feira, 6 de março de 2009

O Malhadinhas

Augusto Santos Silva, o ministro socialista dos assuntos parlamentares, continua em grande. O PS aprovou sozinho uma lei contra a concentração nos media, mas o Cavaco mandou-os cagar. Vetou, e Santos Silva amuou. Diz que a legislação sobre esta matéria é "inadiável", basicamente dizendo ao PR que há de voltar à carga.
Um dos argumentos de Cavaco para vetar é que a concentração, só por si, não é sinónimo de falta de liberdade de imprensa. E tem toda a razão. Se um grande grupo, com vários jornais, for livre e independente, tanto melhor, qual o problema em ser um grupo? A questão não está na dimensão, mas na relação entre os directores e donos dos jornais e o poder político.
O que me espanta é que Santos Silva, esse Goebbels de pacotilha, esteja tão preocupado com a liberdade de imprensa. Para alguém que, como eu, trabalha há vários anos na comunicação social, isto é hilariante. Já trabalhei chefiado por pessoas livres, por pessoas compradas e por pessoas que fazem favores tentando serem compradas. E garanto, igualmente, que em quase 10 anos de carreira nunca houve um governo tão preocupado com a comunicação social, no mau sentido. Este governo é o mais manipulador que já vi enquanto profissional, e Santos Silva é o principal mentor desta política.
Tudo o resto é, apenas, propaganda. E da fraca.
Um aplauso Público

Eu gosto do Público. Gosto muito do Público.
Na edição de hoje, 80% do espaço de capa é dedicado ao próprio jornal. Tem um destaque muito grande acerca do futuro dos jornais, das novas tendências, das novas formas de consumir informação. Tem ainda uma página dupla acerca das gralhas e erros - muitos deles hilariantes - que o próprio Público cometeu desde a sua fundação. Enquanto todos os outros jornais estão iguais, com capas parecidas acerca de Freeport, crime e crise, o Público olhou para dentro e, mais uma vez, abriu o jornal aos leitores. Com uma discussão livre, descomplexada e interessante.
As vendas estão em crise, tal como acontece com outros jornais. No entanto, ao contrário de muitos outros, não se comercializou, não se abestalhou, não se apimbalhou. Eu, que há quase 10 anos leio vários jornais todos os dias, compro o Público sem olhar para a capa. Sem ver qual é a manchete. Não interessa. Porque sei que o Público não anda necessariamente a reboque da "agenda mediática" e me vai sempre conseguir surpreender e interessar.
Sei que tem dificuldades financeiras. Que até pode vir a ser vendido e apimbalhado no futuro, até que pode mesmo vir a fechar.
Até lá, vai cumprindo o seu papel. Eu, como leitor fiel, agradeço. Não há outro jornal assim em Portugal.

PS - às vezes arma-se demasiado ao pingarelho. Parece-me excessivo que "Slumdog Milionaire" seja considerado o filme do ano, mas o Público exagerou ao dar-lhe uma bola (equivalente a "pedaço de bosta cheio de moscas").

terça-feira, 3 de março de 2009

A Crise Imobiliária



Tomar, Março 2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

F***!!!

"UHF preparam ópera-rock para o Benfica"

Benfiquista sofre...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Momentos socialistas

Em Outubro, o grupo parlamentar do PS votou contra uma proposta do BE e dos Verdes para legalizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. E fê-lo apesar de muitos deputados se dizerem a favor da mudança. Tudo porque a direcção do PS emitiu um sentido de voto. O argumento? Aquele não era o momento de discutir o assunto, até porque não estava no programa do governo. Por acaso até estava, no dito programa, acabar com as discriminações em função da orientação sexual, mas isso se calhar sou eu que estou a prender-me com pormenores.
Mas, de repente, afinal o casamento homosexual já deve ser discutido! Quatro meses depois, agora sim, este é o momento. No auge da crise económica, agora sim, vamos abrir a discussão. Mais, é o PS que propõe e aparece como o principal defensor da ideia. Isto apesar de a ter rejeitado em Outubro, apenas porque outros apresentaram então a proposta.
José Sócrates, que conseguiu cair no ridículo de recomendar o filme "Milk", qual Lauro António de pacotilha, está agora preocupadíssimo com o assunto.
A explicação é estupidamente simples.
Sócrates já percebeu, nomeadamente pelas sondagens, que não vai ter maioria absoluta. Mais, que se arrisca a não ter a maioria por causa da esquerda, já que a direita não faz a mínima ameaça. Como tal, nada como meter na receita um simples e básico condimento de esquerda, para roubar uns votitos ao PC e ao BE. Isto depois de quatro anos de uma governação burocrata, tecnocrata, liberal e de centro-direita. É um truque demasiado básico para resultar.
Ainda assim, a medida é óbvia e justa, ainda que eu não perceba muito bem por que carga de água um casal homosexual - que como tal assumiu a diferença na sociedade - quer poder recorrer ao casamento, a instituição mais tradicionalista que existe.

PS - Sócrates tirou ainda do baú a regionalização. É algo que o país não está a discutir e do qual, francamente não quer saber. E é uma ideia de merda, cuja única consequência seria criar toda uma nova classe de burocratas locais, aumentando o parasitismo e a corrupção.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O doente do Obama





A culpa é do Genético!



Numa noite quente na Ilha da Fantasia:

- ... na maior safadeza você diz que me ama!"
- The plane! The plane!

49 anos depois:

- Ai ai ai ai ai ai mas que raio de Democracia é esta?


Momento Zovirax

Herpes foi motivo de agressão de Chris Brown a Rihanna

Eu sou do tempo em que a culpa era sempre do álcool.

Final Fantasy Bollywood style



O cinema indiano entra na era digital. Medo, muito medo! Para o caso de pensarem que a face do herói foi criada de propósito, ficam a saber que o senhor existe e é uma superestrela na Índia... deve ser do cabelo!


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Nicho de Mercado

Bispos querem voto contra quem defende casamento homossexual

Até se percebe. Passando os homens poder casar uns com os outros, perde-se um valioso e secular factor de apelo à carreira ecleciástica.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

É Pá Na Me Fodam...

Mas que raio é aquilo, daquela aberração da SIC, uma tal de "A Vida Privada de Salazar"???

Um Salazar fodilhão? Um Salazar a comer gajas?

Um Diogo Morgado a fazer de Salazar? Um Salazar sem sotaque e com sotaque, na mesma frase?

Até o Shrek em português imita melhor o Salazar.

É pá....

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Efeito BÚUUUUUUUUUUUUUUUmerangue!!!

Durou mais do que se estava à espera, o Big Phil já foi com os porcos no Chelsea... agora é só o Carlinhos Queiroz fazer a merda do costume na quata-feita... e lá vem o Felipão e a merda das bandeirinhas à janela... e o Carlinhos volta a ser a secretária do Ferguson.
Bullshit

"Álcool: consumo excessivo é responsável por dez mil suicídios por ano"

Se isso fosse verdade, eu já me tinha suicidado. Aliás nem haveria ninguém para escrever aqui no tasco.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Esquerda Moderna (e Moderada)



“Gosto é de malhar na direita. E gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS. São das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheço. E que gostam de se dizer de Esquerda. Ou plebeia ou chique. Estou-me a referir ao PCP e ao Bloco de Esquerda”.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A Letter to Dominique

FOGASSE!!!!

"HORRIFIED Wayne Robinson yesterday showed for the first time the tattoos a girl carved on him as he slept after a night of lust."

Já não há nada sagrado?

I Love The Smell of Defeat

Como bom Lampião que sou adoro sempre que o FCP leva na pá, mesmo que seja o Sporténgue a fazê-lo...

... e mesmo que seja contra a equipa B ou C do FCP, ou até mesmo os infantis ou a equipa de Boccia.
R.I.P. - Lux Interior



Vocalista dos Cramps morre com problemas cardíacos