sábado, 29 de agosto de 2009


O disco da minha vida II

Teria de ser dos Xutos.
Percebo que os Xutos são um bocado como o Benfica, como tem muitos adeptos é cool dizer mal. E admito que custa a perceber qual o apelo dos Xutos para quem contacta agora com eles pela primeira vez, sem ter crescido com o seu som.
Eu cresci, e é também, ou sobretudo, por isso, que continuo a ser fã e a fazer o gesto ridículo dos braços cruzados.
Ó ié.

O disco em causa é o "78-82", o primeiro album da banda. Tem músicas feitas ao longo de quatro anos, o alinhamento era diferente do que é hoje. Zé Leonel tinha saído da banda (era vocalista) antes de gravarem qualquer disco, o que levou Tim a acumular as funções de baixista e de vocalista, até hoje. João Cabeleira, provavelmente o membro da banda que mais fez pelo "som Xutos", não constava ainda. O guitarrista era um tal de Francis, que não brilhava muito mas soava bem, de forma económica.
O disco saiu em 82 - eu tinha quatro anos - mas conheci-o bem mais tarde, provavelmente em 87 ou 88. Andava na preparatória de Oeiras e os Xutos foram a primeira banda rock, ainda para mais em português, que conheci. Naquela transição - ainda por cima para mim, que vinha de um colégio particular - o som duro, naif e diferente dos Xutos era tudo o que precisava para sentir que não estava só. Eu não tinha aparelhagem em casa, isto era muito antes da existência do CD, e lembro-me perfeitamente de como o disco veio parar às minhas mãos. É claro que já tinha ouvido falar dos Xutos, eles estavam a ganhar força mediática nessa altura. Eu tinha um daqueles gravadores de usar com o Spectrum - meses mais tarde ofereceram-me um mini-tijolo, daqueles pequenos e fininhos que só tinham um deck - e, como tal, só ouvia cassetes. No café ao pé da "ocupação de tempos livres" que frequentava - no qual o "professor" batia com a cabeça dos alunos no quadro de ardósia - havia um café chamado Belavista (será que ainda existe?), ali ao pé de Sassoeiros. E tinha uma daquelas coisas grandes e rectangulares com cassetes para venda. Mais de metade era Marcos Paulos e outras pimbalhadas, mas tinha também Elvis, Xutos, os Jackpots todos, etc. E aquela cassete dos Xutos (era um mini-album, não tinha sequer o disco todo), tinha uma capa branca, com a imagem dos Xutos em concerto, nem sequer era a capa original do disco (que por acaso é das capas mais foleiras que já vi).
Devido às boas notas e por ser genericamente um miúdo espectacular (ehehe) a minha mãe lá me comprou a cassete. Quando cheguei a casa, fui a correr para o quarto, fechei a porta, e fiquei lá até à hora de jantar, a ouvir. Não percebia tudo, não estava habituado àquele som. Mas a música era simples, directa, honesta e ingénua, e conquistou-me de imediato. Durante os anos seguintes, e ainda hoje, voltei muito a este disco, que tanto me ajudou.
É claro que o melhor disco de Xutos é o "Xutos ao Vivo", gravado no Restelo creio que em 88, mas este é especial pelo que me deu. Pouco tempo depois arranjei o maxi-single "Sétimo Selo" e depois saiu o "Album 88", e os Xutos deixaram de ser o meu segredo.
Depois, já na Secundária, quando estava ainda mais sozinho e muito mais inadaptado que antes, tornei-me amigo do Rapaz do Estupefacto Amarelo, numa amizade que ainda hoje dura. Tudo porque também ele era fã de Xutos, e foi daí que não mais parámos de descobrir música juntos.

Do disco, que neste momento roda no meu prato, limpinho de riscos que é uma maravilha, destaco alguns pontos. "Dantes", música de 81 que ainda adoro, que abre com a frase "Dantes, o tempo corria lento, meu"; "Mãe", também de 81, a primeira vez que ouvi algo de sexual numa música em português; "Medo", uma ode tenebrosa ao vício da heroína; "Viuvinha", que durante muito tempo foi a minha música preferida do disco; "Ave Maria", a música maldita e censurada, que é a única cuja letra não vem no disco; e, sobretudo "Quero-te", uma simples música de amor que tem o mais simples, ingénuo e eficaz solo de todo o rock português, que me leva de imediato ao sol, à infância e ao medo e gozo da descoberta de tudo. Lembra-me também uma visita de estudo à Foz do Arelho, onde vi pela primeira vez o grande amor da minha infância de bikini. E eu, a tentar interagir com ela e a meter-lhe areia dentro do fato de banho, sem saber que mais raio podia fazer.

E é isto. Eles ainda aí andam, no grande circo do rock n roll. Mas foi aqui que tudo começou para eles, e para mim também.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Isto só dá mais vontade de rever o original

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A fuga para a frente

Como qualquer fã de música que se preze, gosto muito de cd's. Gosto ainda mais de discos. E gosto do Mp3 apenas porque é de borla (não sejamos hipócritas) e muito prático.

Mas, apesar de ainda comprar cd's praticamente todos os meses, a verdade é que há cada vez menos incentivos para o fazer. A razão é simples: os cd's são caríssimos e a alternativa de borla está apenas à distância de um clique.

Agora várias editoras têm um novo mega-plano para salvar a queda da venda de albuns.

É simples. Vais à loja, compras um ficheiro num suporte informático (uma pen, por exemplo), ou compras o ficheiro na net, e depois é só meter no computador. O truque é que isto agora trará, para além das músicas, imagens, vídeos, letras e cenas para o telemóvel (não sei bem o quê ou qual a utilidade desta última).

Na minha modesta opinião, este é apenas mais um dos muitos planos que a indústria tem avançado, e que está condenado ao fracasso. Eu não preciso de merdas para o telemóvel. Eu não preciso de vídeos e coisas pseudo-exclusivas. E, na verdade, rapidamente tudo estará livre na net, por mais piratas que se combatam.

Eu só quero comprar um disco ou um cd por um preço justo e acessível. Só. E que de preferência traga um livrinho com as letras, pronto.

A verdade é que a indústria continua autista, e não tentou a única coisa que a pode salvar: esforçar-se por baixar os preços do produto que vendem. Aliás, tal como qualquer negócio faz, quando perde vendas.
Uma boa medida

Em Santarém, a câmara local meteu os cães do canil municipal a guardar o bairro de apartamentos que ficou vazio depois da mudança da Escola Prática de Cavalaria para Abrantes. O objectivo é impedir que as casas sejam ocupadas ilegalmente ou vandalizadas, tal como já estava a acontecer. Apesar dos problemas logísticos da coisa (os cães cagam por ali), os bichos são acompanhados por veterinários e tratadores.

Num país que insiste em abandonar os seus animais - o que diz mais das pessoas que somos do que muitos indicadores de conjuntura - esta medida merece o meu aplauso.

Às vezes basta tentar pensar as coisas de maneira diferente, e as boas ideias surgem.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Fat family

O plantel do Sporting está com problemas. E nem é o facto de a equipa não jogar nada, o penteado do Paulo Bento ou as parvoíces que diz o cabeça de giz que dirige o clube. O problema é que Alcochete está transformado num fat camp, mas ao contrário. Não só os gordos não ficam magros como os magros ficam gordos assim que lá chegam.

Depois de Rochemback (AKA Picanha Man), Pedro Silva e Miguel Veloso, agora é o tal de Caicedo que já ganhou cinco quilos desde que chegou a Portugal, há um mês. Cheira-me que estes quatro vão almoçar juntos todos os dias, e papam cinco baldes de banha entre eles, ou então o treino acaba sempre com a distribuição de folhados de gila.

Mas quando o Miguel Veloso começa a ter mais mamas que a namorada do Djaló... you're in trouble.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O verdadeiro Faroeste

À saída do tribunal, o carro onde seguia Pinto da Costa, conduzido a alta velocidade pelo seu motorista, atropelou um repórter fotográfico do JN. Perante o sinal de um polícia, que estava por ali e decidiu estranhamente fazer o seu trabalho e mandar parar o carro, o condutor acelerou e pôs-se na alheta.
Muito bem.
O fotógrafo foi para ao hospital, o sindicato reclamou, etc.
Engraçado foi depois a reacção oficial da polícia do Porto. Afinal, não faz mal que o condutor tenha ignorado a ordem policial para parar. Isto porque "o sinal não foi feito de forma explícita". Aliás, foi tão pouco explícito que o condutor terá confundido o gesto como uma ordem para acelerar. E prossegue a polícia, na sequência da passagem do carro este "tocou" numa pessoa que estava por ali. "Tocou", não atropleou.
Ora ora ora.
Vamos relembrar alguns factos:

1 - Horas antes da visita da polícia ao escritório de Pinto da Costa para o deter, o senhor lembrou-se, de repente, de ir passar o fim de semana à Galiza, com o seu advogado. Alguém de dentro do sistema judicial o avisou, e deu-lhe tempo para preparar a sua defesa com tranquilidade. Até aqui, não se sabe nada sobre quem fez o telefonema amigo.

2 - Ao ir finalmenente à polícia, regressado da Galiza, o senhor apareceu escoltado por uma dezena de rapazes dos Superdragões, que o levaram até lá dentro. Isto apesar de os populares e até os jornalistas que estavam cá fora terem sido afastados zelosamente e de forma vigorosa pela polícia, empenhada em manter à distância quem não estivesse em serviço oficial. A excepção foi, naturalmente, esses bons rapazes dos Superdragões.

3 - Há uns anos foi esfaqueado, dentro do estádio das Antas e enquanto colocava uma faixa, um adepto do Sporting. Ninguém foi detido ou acusado.

4 - Pouco tempo depois, adeptos do Benfica foram barbaramente agredidos à saída do estádio. As câmaras de televisão mostraram, sem margem para dúvidas, vários membros da polícia local a presenciar estas agressões, sem mexerem um dedinho.

5 - O jogador Adriano, que o Porto anda há anos a tentar convencer a rescindir o contrato, sem sucesso, foi espancado à porta de uma discoteca por pessoas identificadas com os Superdragões. Adriano passou a noite no hospital e saiu de lá a meio do dia seguinte. Foi multado pelo FCP por ter faltado ao treino. Ninguém foi detido.

And so on, and so on.

Eu sei que no Porto e à volta do FCP acontecem coisas estranhas: árbitros ganham viagens ao Brasil para onde viajam sob nome falso (Calheiros, lembram-se?), árbitros visitam a casa de Pinto da Costa na véspera de um jogo nas Antas, porque têm problemas pessoais. São coisas que acontecem.

Mas de facto, a conivência das autoridades, judiciais e policiais com esta gente mostra que não é só na Madeira que há um estado à parte, que defende não os cidadãos mas sim grupos de interesse específicos.

Ao pé desta gente, a Cosa Nostra é uma brincadeira de crianças.

E depois vêm falar de que são os campeões da democracia...

sábado, 22 de agosto de 2009


O disco da minha vida I - "The Doors in Concert"


Ouvi este disco no outro dia, pela primeira vez em mais de cinco anos. Ao escutá-lo de uma ponta à outra, tudo veio de repente. O tempo em que o conheci, quando o comprei, os anos que me acompanhou, tudo o que descobri por causa dele. Comecei a falar descontroladamente à minha mulher até ela me mandar calar.
E então pensei: "por que não passar a chatear os clientes do vodka, acerca dos discos que me marcaram? talvez alguns não conheçam, talvez...".
Enfim.
Como é óbvio, um obcecado por música como eu não podia nunca escolher só um disco. Os discos marcam-nos por motivos diferentes. Porque associas a momentos da tua vida, bons e maus, porque são muito bons ou apenas porque era aquilo que precisavas de ouvir naquele momento. Quando temos sorte, os discos salvam a nossa vida. A mim, aconteceu-me com muitos, dando a banda sonora, a fuga e a identificação quando tudo parecia confuso e perdido.
Tinha de começar pelo Doors in Concert.
Foi o álbum que mais vezes ouvi na vida, de longe. De tal forma que gastei a primeira versão e tive de comprar outro cd (isso nunca me aconteceu com mais nenhum disco).
Devia ter uns 13, 14 anos quando o comprei, tinha acabado de receber o meu primeiro leitor de cd's. Já conhecia Doors através das cassetes do irmão mais velho do rapaz do estupefacto amarelo. Andava a namorar o Best of Doors, cd duplo, e um dia pedi à minha mãe para ir com ela ao Cascais Shopping, já munido do dinheiro que havia ganho nos anos.
Não havia. Estava esgotado.
Fiquei miserável. Andava a sonhar com aquilo havia meses. A alternativa era comprar algum dos álbums, mas isso custar-me-ia praticamente o mesmo e deixava de foras muitas músicas.
Sobrava o Doors in Concert. Olhei para ele. Capa preta, letras a vermelho, boa pinta. Dois cd's, e neles muitas das músicas que estavam no Best of. Arrisquei.
Quando cheguei a casa foi a desilusão. Estúpido e limitado como eu era, fiquei desiludido por as versões serem bastante diferentes do estúdio, do que eu estava habituado das cassetes, que ouvira durante meses até à exaustão.
Mas não havia mais nada. Nada excepto um album de Resistência, que eu odiava e me tinham dado com o leitor, uma colectânea do Elvis que adorava, e o Apetite for Destruction, dos Guns, do qual também gostava muito. Mas eu queria era ouvir Doors.
E foi assim que nasceu a relação de absoluto amor com este disco.
Foi a verdadeira porta para tudo o que se seguiu: Janis, Jimi, os blues, os anos seguintes da minha vida.
Era um disco que tinha (e tem) tudo. Blues à séria, poesia cósmica entre as músicas, uma banda em grande forma, quase todos os sucessos e ainda versões de gajos diferentes e muitas músicas que eu não conhecia. Ah, e a melhor versão do The End que alguma vez ouvi.
Está neste momento a bombar na minha aparelhagem, e tenho um sorriso nos lábios.
Os destaques: Backdoor Man e o seu uivo no início; a versão perversa de Five to One; as pérolas que são Universal Mind e Names of the Kingdom; Break on Though precedida do alucinado Dead Cats Dead Rats; a versão definitiva de Roadhouse Blues; Manzarek com voz de estenógrafo a divertir-se como um doido a cantar Close to You; o blues Little Red Rooster com a harmónica em fogo de John Sebastian; The End.

Os Doors têm seis discos de originais. O melhor talvez seja o Strange Days, pelo menos era o que tinha mais credibilidade artística para nós, fãs hardcore da banda. O pior é, evidentemente o Soft Parade. O último, o mais bluesy, o óptimo mas desvalorizado LA Woman. O primeiro, muito forte e o mais coerente em termos estéticos. E Waiting for the Sun e Morrison Hotel, com muitos dos melhores momentos "pop" dos Doors.

Mas Doors in Concert são duas rodelas recheadas de 31 músicas, em mais de duas horas de uma viagem fabulosa.

Obra-prima, sem dúvida, e o disco da minha vida.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

As aquisições livrescas na última incursão à Fnac




Entrevistas com o enorme Hunter S. Thompson

&

o gélido e genial Bret Easton Ellis




Tragam o whisky.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Vergonha

Uma rapariga menor foi violada, foi ao hospital, e esteve 12 horas (doze) à espera de ser vista pelo especialista de Medicina Legal. Durante esse período não se pode sequer lavar, uma vez que tal poderia comprometer provas que levem à captura do criminoso que lhe fez aquilo.
Qual a explicação para esta demora?
É simples, explicaram as autoridades. É que, durante Agosto, os serviços de medicina legal de Lisboa têm apenas três especialistas, que rodam numa escala. Ok, pensei eu, então se há uma escala estaria alguém disponível. Mas não, voltam as explicar os responsáveis. É que a escala vai das 8h00 às 18h00, de segunda a quinta, e 24 horas por dia de sexta a domingo.
Ou seja, a rapariga estava a pedi-las. Então não foi ser violada ao dia de semana, ainda por cima depois do horário de expediente?! E ainda se queixa, a princesinha, devia querer acordar os doutores!

Não sei se hei de chamar a isto terceiro-mundismo. É algo mais grave do que isto. É por isto que Portugal está longe, muito longe de ser um país verdadeiramente moderno e até democrático. Não há democracia sem a garantia dos direitos mais básicos das pessoas. E não há coisa pior do que pessoas reais, com problemas reais devastadores, baterem de frente contra o mundo frio e indiferente da burocracia do Estado.
Os nossos governantes, como tenho dito, estão demasiado preocupados em fazer de Portugal um país modernaço. TGV's, GPS's, Simplex, toda a gente a falar inglês (UAU!)etc. Entretando fecham-se escolas, maternidades, urgências. Portugal é um prédio a cair no qual o senhorio está preocupado é em meter uma parabólica no telhado.

Portugal tem problemas graves de base, e eu só os vejo é a varrer o lixo para debaixo do tapete e mostrar um país modernaço para inglês ver.
Chega.
Isto é uma vergonha para todos nós.
A fama, o dinheiro, as gajas

Ontem à noite vim beber um copo aqui no tasco e encontrei 9 tipos (ou tipas) encostados ao balcão.
Hoje voltei, à espera do sossego de um copito de medronho, e estavam mais 8 tipos.
Quem é esta gente?! Sim, vocês? Que raio fazem aqui?

A meu ver não há muitas hipóteses para explicar esta afluência, que transformou subitamente o Vodka no IC19.

a) É um vírus

b) malta que quer realmente é ler os blogs que estão linkados aqui ao lado, mas está demasiado embriagada para se lembrar dos endereços (eu estou solidário, não é uma crítica)

c) o homem amarelo ficou todo contente de escrever no blog e obriga a família toda a vir cá todos os dias para o ler

d) escrevemos alguma palavra-chave que as pessoas pesquisam, e depois vieram cá parar ao engano. Pelas minhas contas, poderá ser uma das seguintes, que aproveito para repetir a ver se enganamos mais alguns: Benfica, Ferreira Leite, Sócrates, minete. E já agora, permitam-me, Ana Malhoa e "sexo louco com anãs". Isto nunca se sabe que malucos há por aí a utilizar esse tal de Google.

Bom, seja como for, obrigado pela comparência.
Definições

Vida: intervalo que decorre entre dois posts.
Desabafo

Eu não me importava nada que acontecesse de novo um grande terramoto em Lisboa. Era uma oportunidade de conhecer novas pessoas que caíssem na mesma brecha.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Arrufo de queriduchos

Sócrates e Cavaco andam zangados. É oficial.
O Público faz uma manchete dizendo que Cavaco desconfia que Belém anda a ser espiada pelo PS. Isto porque o PS diz que há assessores de Cavaco que estão a colaborar com o programa eleitoral de Ferreira Leite. E Cavaco diz que, se eles sabem disso, é porque andam a espiar.

Várias coisas:

1 - Se for verdade, é grave.

2 - Se Cavaco acha isso, deve dizê-lo, claramente, e não passar recadinhos através dos jornais, sobretudo nesta altura sensível, por ser pré-eleitoral e a corrida estar renhida.

3 - Mesmo que seja verdade, o PS não tem legitimidade nenhuma para protestar. Temos todo o Governo a participar activamente na campanha eleitoral, em vez de estarem a trabalhar para o país. O PS é o partido que maior promiscuidade incentivou entre partido e Governo, um órgão de soberania. O coordenador da campanha PS é, nem mais nem menos, que o actual ministro do Trabalho, num momento em que o desemprego atinge máximos históricos.

A verdade é que tudo isto é infantil, lamentável, e tudo aquilo de que o país não precisa.
O efeito Paulo Bento

Vendo o que Manuela Ferreira Leite (não) diz, cada vez mais o PSD me lembra o Sporting. "Prometam só que podem cumprir" soa demasiado ao não investimento na equipa do Sporting porque "não entramos em loucuras".
Eu percebo isto, atenção.
Mas o país precisa de esperança, já está farto de quatro anos de realismo Sócrates/Paulo Bento.
A solução talvez passasse por Luis Filipe Vieira à frente do Governo e Louçã à frente do Sporting (embora o Portas cumpra mais o perfil queque). Pelo menos seria mais divertido.
Muito medinho anda por aí

Depois da primeira jornada, vi muito júbilo por aí acerca do empate do Benfica. Os adeptos dos outros clubes lá se apressaram, depressa demais, a cobrar todas as promessas desta nova equipa do Benfica, apesar de ter sido aquela, de todas as equipas da Liga, a jogar melhor na estreia do campeonato.
Depois, ao ver o "Dia Seguinte", na SIC, as coisas ficaram ainda mais claras. Dias Ferreira, do lado do Sporting, e Guilherme Aguiar, do lado do Porto, pareciam o senhor feliz e o senhor contente. Um dizia mata, o outro esfola. Por entre os cumprimentos mútuos e sem razão, todos os motivos foram bons para criticar o Benfica, tentar forçar sumaríssimos-fantasma, condicionar os árbritros, tudo.
É isto que nos espera este ano. Cada vez maior união, cega, contra o Glorioso, que anda há tanto tempo adormecido. E isto só mostra que, para vencermos, teremos de ser muito, muito fortes, porque vai ser contra tudo e contra todos.
E mostra que há muito medinho por aí. E isso é refrescante face aos anos anteriores. E é bom sinal para nós.

PS: gostei muito da entrevista de um tipo qualquer da SAD do Porto vir dizer que "o Benfica não sabe ganhar em democracia". Isto é espectacular, vindo de um clube que foi condenado e perdeu pontos (convenientemente quando não precisava deles) por corromper árbitros. E não foi no tempo da ditadura.
De facto, há que reconhecer que o Porto tem sabido muito bem ganhar em democracia.
Guerrilha urbana

A única forma verdadeiramente consequente de derrubar o capitalismo é lançar em simultâneo em todos os McDonalds do mundo a seguinte frase destruidora: "Era um doublecheese sem hamburguer, se faz favor".

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

E o cabrão do Euromilhões que não sai...

Kowalski diz:
http://www.reuters.com/article/oddlyEnoughNews/idUSTRE57G2YH20090817
Uma viúva que vendeu a campa do marido...por cima da Marilyn Monroe

jpl diz:
grande noticia
isto é q é fazer negocio

Kowalski diz:
ha poisé

jpl diz:
nao tens nenhum familiar enterrado perto do raul solnado?

Kowalski diz:
LOL
mas qdo morrer o eusébio vou estar atento aos túmulos disponíveis nas redondezas
o barbas é gajo para me dar o restaurante da costa pela honra

jpl diz:
ah pois!!

Kowalski diz:
let's face it, já não restam assim grandes figuras
o eusébio é o jackpot da morte
Don't fuck with what's important

jplp diz:
ontem aconteceu uma coisa mt estranha: a minha familia, assumidamente benfiquista ferrenha, interrompeu o jogo o benfica (onde houve o golo do maritimo) para ver a corrida do bolt em directo na rtp1!
Kowalski diz:
isso se acontecesse comigo eu saía de casa
e incendiava-a à saída
lamento, mas há coisas que não se fazem
jplp diz:
pois... mas foi engraçado toda a reacçao deles e do comentador da rtp q quase chorou... como se fosse o obikwelu...
Kowalski diz:
cambada de paneleiros
Faceless Facebook III

Quando eu for o último gajo do mundo sem Facebook vou ser tão cool mas tão cool que todas as gajas do mundo vão querer ir para a cama comigo.
Mas não vão saber onde eu estou porque não tenho Facebook.
Faceless Facebook II

O meu objectivo é figurar nos dois últimos humanos sem Facebook. E depois ganhar e ser o último e dizer "viram, até o Sousa Tavares, esse menino, se rendeu a essa merda"!

E depois farei sozinho uma voltinha ridícula de júbilo, que não será compreendida pela Humanidade.
Faceless Facebook

Eu sou uma das poucas pessoas que conheço que não tem Facebook. Infelizmente não sou o único. Isso sim seria espectacular. Mas, a cada dia que passa, estou mais perto desse objectivo. Tenho amigos que dizem "és cá dos meus, eu também não tenho essas merdas". E eu digo que sim, somos os máióres, mas é tanga. Depois tenho outros que dizem "tens que ir para ao Facebook, vais adorar", e é capaz de ser verdade. O problema é que um gajo quando fica preso nos 5% dos amigos que não têm Facebook já não pode desistir. Toda a resistência teria sido em vão.

Portanto não, eu não tenho essa merda.
Se um génio da lâmpada me concedesse três desejos eu pediria:

1- que os macacos do nariz soubessem a chocolate.
2- que as bonecas insufláveis fossem mais rápidas de encher.
3- que os auto-rádios não tivessem aquela merda de interromperem uma música a meio com gajos histéricos a gritarem-me aos ouvidos informações irrelevantes sobre o trânsito.
Natureza humana - Parte II

Quando eu era pequeno (o miúdo do estupefacto amarelo) pensava que podia chegar à idade dos mais velhos à medida que fosse crescendo. Fiquei fodido quando descobri que a mesmíssima quantidade de tempo também passava para eles, mantendo-se inalterada a diferença de idades. Mas depois pensei: "que sa foda- os filhos da puta vão morrer mais cedo"
Estatísticas
92 % da minha bagagem cultural foi adquirida na casa de banho. Os restantes 12% foi no dentista.
Natureza humana

O meu filho disse: "Pai, se tu morresses era uma chatice porque só tu consegues pôr aqueles sites de jogos que eu gosto"
Pensamento político das 7h26

Eu até teria simpatia para com o anarquismo se não usasse óculos.
And now for a thing completelly different...

Conheci uma vez um gajo que era tão irónico, tão irónico, que quando descobriu que afinal não era seropositivo se enforcou com os atacadores.
Always look at the bright side of life

Numa contracapa da Metamorfose está escrito que Kafka levou uma "existência medíocre de apagado burocrata até vir a morrer, em paralelo ao seu génio literário". O mesmo se pode dizer de mim, sem a parte do génio literário.
Cunnilingus

Afirmar a superioridade do monoteísmo sobre o politeísmo é tão ridículo como dizer que um minete é melhor que muitos minetes.
Ripa na repaqueca

Finalmente começou a bola. E, ao final da primeira jornada, o líder arrisca-se a ser...o Braga.

Quanto aos grandes, que é o que interessa, vamos por partes.

Começando pelo Sporting, as coisas continuam más. A equipa joga sem alma, Rochemback está do tamanho de uma roulotte, Abel está com a tremideira, Polga parece um menino e André Marques é um menino. Liedson foi o menos mau, como sempre. Sobretudo, a equipa joga muito pouco, o que é estranho para jogadores que já se deviam conhecer de olhos fechados. Sobretudo, muito pouca alegria em campo.
E o Sporting chega ao fim do terceiro jogo oficial sem marcar um golo (teve dois a favor, mas foram autogolos).

Do Porto só vi a primeira meia hora, para além de ter visto com atenção o jogo da Supertaça. A equipa ainda não carbura, Farias parece que só sabe marcar quando vem do banco, Hulk está a acusar a responsabilidade que toda a gente lhe mete em cima. O Beluschi é claramente jogador, mas não é Lucho (poucos são). O que dá em criatividade falta-lhe em rigor táctico, segurança e influência, por comparação com Lucho. Bom golo de falcão.
Nada disto diz seja o que for do potencial do Porto. É uma equipa especialista em conseguir ganhar sem jogar bem, e normalmente não começa a temporada a encantar. Mas depois começa a carburar e já dificilmente perdoa.

Vi o meu Benfica no estádio e deu para perceber várias coisas. Que uma equipa tão ofensiva e criativa vai ter dificuldades com adversários internos. O Marítimo meteu um autocarro, perdão, um petroleiro à frente da área. Pontapé para a frente, um penalti oferecido, um guarda redes inspirado. Acabou o jogo com 25% de posse de bola. O Benfica mostrou, na primeira parte, dificuldade em jogar pelas alas contra um adversário muito fechado, e vamos apanhar muitos assim. Ruben Amorim não é lateral direito e David Luiz tem de jogar a central. Cardozo desinspiradíssimo (até galhou um penalti), Saviola não se viu, Di Maria complicou muito. Weldon mais uma vez a facturar.
Ainda assim, o Glorioso fez mais do que suficiente para ganhar, e por isso a ovação que a equipa recebeu no fim.

Por último, um comentário ao jogo do Benfica, mas que acredito se aplicará aos outros grandes.
Na Luz, a maca entrou 11 vezes. Uma para assistir um jogador do Benfica, Carlos Martins, que saiu lesionado, 10 para jogadores do Marítimo. Em todos estes casos, os jogadores recuperaram milagrosamente assim que saíam de campo. E isto o jogo todo. Todo o jogo com demoras na reposição (o guarda redes do Marítimo levou o costumeiro amarelo, aos costumeiros 80 minutos, apesar de estar a fazer anti-jogo desde o início). E eu, que paguei para estar ali, senti-me roubado. Roubado porque vou ver um espectáculo, e uma equipa, com a feliz anuência do árbitro, tudo fez para que este não acontecesse. Do árbitro, só posso falar do que me pareceu no estádio, porque ainda não vi o resumo. O penalti deles não percebi sequer o motivo (li no maisfutebol que foi por mão), e houve uma mão do Olberdam, que já tinha amarelo, e o segundo foi-lhe perdoado (o árbitro fez sinal que deu a lei da vantagem, e depois "esqueceu-se" do cartão).
Em suma, proteger os artistas não é só penalizar as faltas. É o árbitro não apitar a mais, não complicar o jogo e a sua própria vida e, sobretudo, não permitir que uma equipa esteja desde o minuto 1 a perder tempo.
Como disse, aplica-se a todos, não apenas ao Benfica.
Porque só assim teremos futebol ofensivo e espectacular.

Siga a bola!
10 ideias para atrair investimento estrangeiro

1- Flexibilizar os despedimentos.
2- Baixar o IRC.
3- Extinguir o Salário Mínimo.
4- Extinguir o direito à greve.
5- Proibir sindicatos e comissões de trabalhadores.
6- Alargar a jornada de trabalho.
7- Imputar sobre o trabalhador o pagamento total da Segurança Social.
8- Legalizar o lock-out.
9- Proibir a existência de lavabos em locais de trabalho.
10- Discriminalizar a violação de trabalhadoras quando perpetrada por elementos da entidade patronal.

domingo, 16 de agosto de 2009

Casa da ferreiro, espeto de pau

Fábio Rochemback é casado com uma nutricionista.

Pois, e o Veloso é filho do Talon...

sábado, 15 de agosto de 2009

A insustentável leveza dos dentes

Por vezes, a minha forma de expressar a minha revolta contra a ordem instituída na minha vida é ir para a cama sem lavar os dentes. Mas depois fico todo fodido quando os cabrões me começam a cair.
Previsão

Estou sinceramente convencido que a União Europeia ultrapassará rapidamente a crise, uma vez que as suas locomotivas económicas (Alemanha, França e Portugal) saíram da recessão técnica.
Insofismável

Parece-me evidente que só haverá verdadeiramente democracia em Portugal quando o primeiro-ministro deixar de se sentir constrangido a pronunciar a palavra "cona" nos seus discursos ao país.
Frase inspiradora do dia

"Isto quando as sardinhas são boas, um homem até se esquece que já é crescido".

De facto.
Fado português

Frase "velho do Restelo" do dia, com Lisboa a 40 graus:
"Isto do Verão já não é como era dantes".
Manifesto atómico

Neste mundo injusto, o arsenal nuclear está muito mal distribuído, sendo apenas apanágio de um clube restrito de países: EUA, Rússia, Reino Unido, França, China, Índia, Paquistão, Israel e talvez a Coreia do Norte). Apelo a todas as forças de esquerda para se juntarem à minha luta, reivindicando que todos os países do mundo (independentemente do seu nível de desenvolvimento, religião ou sistema político) possam deter por igual o direito de aniquilar por completo o mundo.
Coerência

Relativamente ao caso 31 da Armada, José Miguel Júdice escreveu ontem no Público que a "autoridade municipal que - em vez de rir com boa disposição com o gesto unusual e lúdico - resolveu participar estes «crimes» à PSP". Concordo: o código penal não deverá ser aplicável a meninos monárquicos de boas famílias, mas apenas à escumalha da "working class" e da extrema esquerda.

Logo a seguir, Júdice escreve que os sem-abrigo "não devem poder dormir em lugares como as arcadas do Terreiro do Paço, simbólicos do Estado Português e da sua imagem externa". Concordo: dada a proveniência social destes infra-humanos, o código penal já é aplicável, devendo-se participar este crime simbólico às autoridades. Contudo, o Estado Português não deverá fugir às suas responsabilidades sociais para com estes cidadãos excluídos. O Estado Português deverá aplicar-lhes a prisão preventiva de forma a providenciar-lhes uma habitação condigna.
Juntos vamos formar uma corrente de solidariedade para ajudar Fernando Pinto

"Talvez seja o único gestor sem correcção de salário em 11 anos" (Fernando Pinto, presidente da Tap, Jornal i, 14 Ag)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A metamorfose, sei lá

Uma manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, dei por mim na cama transformado num gigante líder da juventude centrista. Tentei mover-me mas o facto dos meus pés estarem enfiados nuns sapatos mocassim com berloques tornava impossível qualquer movimento. Depois de muito esforço, consegui arrastar-me até a uma mesa de voto. Depois de ter colocado o boletim na urna, apercebo-me horrorizado que acabara de votar não à despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Tento gritar desesperado mas qual não é o meu espanto quando reparo que em vez de gritar estou apenas a trautear uma canção de André Sardet...
Perguntem ao homem do estupefacto amarelo

Pergunta- Quando é que se saberá que o império americano está prestes a ruir?

Resposta- Quando o copo de Coca-Cola de um Menu grande do McDonalds atingir 1,5l.
Quem nunca pecou que atire a primeira carcaça

"Com a tua mulher ou qualquer outra, já acasalaste por trás, à maneira dos cães? Se o fizeste, farás penitência a pão e água durante 10 dias." (Burchard de Worms, religioso alemão do Séc. XI)
A morte de Deus

Se Deus não existir tudo é pemitido. Até votar Ferreira Leite.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


A democratização das duas rodas

Esta sexta-feira, entra em vigor uma lei, iniciativa do PC, muito relevante.
A partir de agora, quem tem carta de condução de carro e mais de 25 anos, fica automaticamente habilitado a conduzir motos até 125 cc (quem tem menos de 25 anos tem de fazer um exame).
Num país obcecado pelo automóvel, e no qual os transportes públicos, infelizmente, não têm a qualidade e a adesão desejável, isto pode revolucionar as nossas cidades.
Há pouco mais de um ano, tornei-me o feliz proprietário de uma coisa linda, uma Vespa 250 gts (na imagem), e desde então muito raramente levo o carro para o centro da cidade. Para além das poupanças, em combustível e estacionamento (reduz os gastos para um quarto, em relação ao carro), poupa-se tempo e ganha-se muito divertimento. Confesso que, para mim, faz toda a diferença ir trabalhar de manhã sabendo que vou dar uma voltinha de mota antes de entrar "na mina". Então com este tempo maravilhoso, é uma delícia.
Infelizmente, Portugal continua um país hostil às motas. Os condutores não respeitam, vão a dormir na estrada (já apanhei sustos com senhoras ao telemóvel que, subitamente decidem mudar de faixa, e uma mota vê-se pior que um carro), para além de que há alguns motociclistas que também não são dos mais civilizados.
De qualquer forma, uma coisa vos digo: passar a andar de mota foi a melhor coisa que poderia ter feito.
Quem quiser, tem aqui uma oportunidade.
Aproveitem, em segurança.
Estão verdes

Portugal saiu da recessão técnica. Apesar do que diz o velho Jerónimo, isto é um facto, porque é um conceito económico e técnico.
É verdade que isto, na prática, não nos diz grande coisa, mas é indesmentível.
Sabemos que a coisa ainda está má, que o desemprego é o pior problema e que vai ficar pior. Mas mais vale crescimento, mesmo que pequeno, do que contracção.
E é por isso que me irrita solenemente a forma contrariada como os partidos da oposição, sem excepção, receberam e comentaram a notícia.
Bastava dizer o que é verdade, que esta retoma, muito ligeira e só significativa em termos psicológicos, não se deveu, de facto, a qualquer actuação específica do Governo. Sócrates também abusou, é claro, vindo do meio do nada para reclamar os louros, insistindo naquele discurso que quer fazer de todos nós meros idiotas úteis, cheerleaders da farsa que é este governo e este sistema político.
Mas custa-me ver toda a oposição, incluindo a quem tenciono entregar o meu voto, defender claramente a regra do "quanto pior, melhor".
Dou a mão à palmatória

"A crise acabou" - Manuel Pinho, Outubro de 2006.

Portugal sai da recessão - Agosto de 2009.

Manuel Pinho, um homem muito à frente do seu tempo.
Não há votos grátis

Numa democracia liberal, não deveria haver quaisquer restrições do Estado à liberdade individual de cada cidadão vender o que lhe pertence a quem bem o entender. Como não vivemos numa democracia liberal, o estado totalitário controla todos os domínios da nossa esfera pessoal, proibindo a livre transacção do que é nosso por direito natural. Esta interferência do Estado é geradora de ineficiências, uma vez que impossibilita que os cidadãos com menores rendimentos possam suprir as suas carências económicas através da venda dos seus órgãos ou dos seus direitos cívicos. Desta forma, apelo a que amanhã pelas 10h todos os cidadãos que vivam abaixo do limiar da pobreza se dirijam (com máscaras de Jabba, the Hutt na cabeça) aos hospitais e às sedes dos partidos políticos para venderem rins, pulmões ou o seu voto nas próximas eleições autárquicas e legislativas. A lei da oferta e da procura ditará quanto vale um voto no mercado livre dos direitos cívicos.
Foda-se, finalmente!

Só para dizer que vou para o Benfica.
Já é oficial.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Here we go!

Tal como prometido, qual Luis Filipe Vieira, aqui estou para apresentar o primeiro reforço da nova temporada do Vodka. É uma personagem misteriosa, o nosso Saviola, embora pelo nome talvez seja mais Fábio Coentrão.

Ele encarregar-se-á de se apresentar, pagando, naturalmente, uma rodada ao pessoal. Por agora, deixo-vos apenas a resposta que enviou ao meu pedido. Enjoy.

"Sentindo-me muito honrado com o convite para participar no maior blog vodko-leninista do país, obviamente que o aceito.

Contudo, a minha anuência em participar na blogoesfera está sujeita às seguintes condições prévias:

1- Não ser obrigado a participar em acções anarco-conservadoras com uma ridícula máscara de darth vader na cabeça.

2- Não ter conta no twitter.

3- Não ser obrigado a comentar posts do Pedro Mexia.

4- Que me seja permitido difamar qualquer pessoa, em contexto de total impunidade.

5- Não ter quaisquer limites à minha liberdade de expressão, a não ser os consagrados no artigo 17º da Constituição do Vodka Atónito: “é expressamente proibida qualquer menção desrespeitosa às instituições do (a) Benfica, (b) revistas de gajas boas, e(c)consumo excessivo de álcool, televisão e outros estupefacientes.”

Abraços atónitos,

O Homem do Estupefacto Amarelo".
Direita plural e humanista

Manuela Ferreira Leite defende preto.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

The Boss do Vodka

Bom, meus amigos (sim, vocês os dois), então é assim.
Desde hoje, tenho também as chaves deste tasco. Isto quer dizer que posso mexer nas cores e essas coisas que ainda não sei controlar, nos links, em tudo.
Posso transformar isto num blog gay de fetiches com gajos bear (vão à vikipédia); posso transformar o tasco no verdadeiro clube de fãs do Diogo Morgado; posso até deixar entrar a ASAE e levar todo o nosso stash de vodka, medronho e ganzas.
Não o vou fazer, mas é só para saberem que posso.
E não sei se não faço, hã?!
Bom, assim está bem.
Comecei por limpar um bocadito os links aí ao lado: retirei os mortos e corrigi os erros (sim, já se consegue ler o grande Cigano Mágico através do link desta página). Queria fazer mais coisas, mas não sei como.
Quem me deu as chaves, por messenger e com um ar muito pesaroso, foi o nosso mui estimado Idle Consultant. Essa mente brilhante, mosca de bar, alcoólico praticante e benfiquista tímido (e também um tipo realmente talentoso como se pode ler nos Homens-Esplanada) ficou farto de me ouvir. "Tens que dinamizar o blog, tens que limpar aquilo, tens que isto, tens aquilo", ou seja, percebeu que mais valia ceder. E fê-lo com a seguinte frase: "vá pronto, larga-me da mão e faz o que quiseres daquela merda". Nunca esquecerei deste tom carinhoso com que se referiu ao nosso querido vodka. Ah, e avisou-me "quem estraga velho paga novo". Pois.
A questão é que, meu caro Consultant, este blog que acarinhamos (nós os seis, somos seis?) é em parte o teu filhote. E tens que lhe dar asas para voar. Mandá-lo para fora do ninho. Abrir-lhe a sua primeira garrafa. Ensiná-lo a enrolar.
Tens que deixar o teu filho crescer, meter-se nas drogas e acabar como um cabeleireiro em monte Abraão. Tens de dizer à tua filha, “filha, querida, estás a crescer, lembra-te que primeiro é pela frente e depois, só depois, quando tiveres muita confiança com o teu namorado de 38 anos, experimentares no cu”.

E é isto. O Vodka anda cá since 2003 e vai continuar vivo. Há novidades a caminho, nomeadamente em termos de sangue novo no que toca a colaboradores.
E é tudo.
Agora vou instalar ali um GPS na parte de baixo do blog.
A Revolução



Depois de intervenções públicas igualmente relevantes, declaro que nós, também no vodka, estamos a intervir no que toca a temas fracturantes desta sociedade, como a relevância da monarquia ou o penteado do Rodrigo Moita de Deus (what the fuck?!).

Eu próprio, ainda há bocado, substitui subrepticiamente uns boxers pretos com dois dias de uso por um slip (bastante másculo) alvo e imaculado.
As meias não, porque não estavam ainda na fase Gruyère.
Ora aí está

Depois do granel com as listas do PSD, aí está de novo o granel com as listas do PSD. O problema é que António Preto e Helena Lopes da Costa estão presentes. Quem?, perguntam, e muito bem. Ninguém sabe quem é esta gente, tal como todos os tipos e tipas das listas. Mas quem os conhece só sabe uma coisa: a Helena é arguida por, enquanto vereadora municipal, ter andado a distribuir casas da CML às amigas; António Preto, arguido por outras merdas, sendo famosas as escutas em que dá um triplo mortal encarpado (isto ouve-se nas escutas) a dizer que tinha malas cheias de guito à frente, ficando célebre a frase "nunca na vida tinha visto tanto dinheiro". Foi também o senhor que, chamado à polícia para assinar um papel para comparar a assinatura com a de um documento compremetedor, apareceu de braço engessado, devido a um problema de pele (isto é verídico).
Tudo isto está muito bem, é claro. Nunca votei PSD, não tenciono votar, portanto quanto pior melhor.
O problema está na opção de Manuela Ferreira Leite. Let's face it, ela não tem muito a correr a seu favor. É velhota, tem ar de bruxa, não tem o dom da palavra e parece estar sempre com prisão de ventre. O seu único capital, o que ela explorou, e bem, foi a sua verticalidade. Porque de facto tem ar sério, de quem não rouba uma azeitona, e isso dá-lhe pontos por contraposição ao pinóquio Sócrates. Daí o slogan da "Política de Verdade".
Pois é esta credibilidade que acaba, numa penada, de desaparecer. Deu, com uma facilidade só comparável ao 11 do Sporting, o ouro ao bandido.
Não é só o facto de ter listas miseráveis. É sobretudo o facto de ter mostrado que é igual ao PS. E quem tem telhados de vidro não deve atirar calhaus.

PS - Espectacular foi também a intervenção de Maria José Nogueira Pinto. A simpatizante do CDS, que concorre nas listas do PS para a Câmara de Lisboa, concorre também pelo PSD nas legislativas. Confuso? É normal. Mas lindo lindo foi a sua justificação sobre o facto de estar nas mesmas listas que António Preto. Diz que não faz mal porque as eleições não são para o Governo, e sim para o Parlamento.
Ok, ficamos totalmente esclarecidos.

domingo, 9 de agosto de 2009

Não digam a ninguém que eu disse isto, mas...

...o Glorioso até pode fazer alguma coisa de jeito, esta época.
Ontem, foi bonito ver mais de 60 mil pessoas a fazerem a festa num mero amigável. Foi bonito ver os jogadores disputarem cada lance como se fosse o último, mais competitivos que em qualquer jogo a sério na temporada passada. Foi bom ver o Jesus a gritar e a sofrer, e não ter apenas mais um caramelo sentado no banco com ar blasé. Foi bonito ver o Quim virar-se para os adeptos e, numa descarga de adrenalina após defender o quarto penálti, mandá-los calar, a eles que, tal como Quim, só querem que o Benfica ganhe (e sim, eu também sou daqueles que acha que o Moreira devia ser o titular).
Como qualquer adepto benfiquista, estou escaldado de anos e anos de ilusão e desilusão. Este ano temos mais motivos para ter confiança, embora saibamos que, em Portugal, jogar mais nem sempre chega. O que eu sei é que, este ano, vamos ter futebol por aqueles lados. E que, se nos roubarem como roubaram o ano passado, teremos moral para nos queixarmos. No ano passado, os árbitros roubaram-nos uma data de pontos, mas jogámos tão mal que até ficava ridículo mandar vir por causa disso.
Enfim, tudo pode acontecer e o Porto, como habitualmente, é favorito.
Mas creio que podem contar connosco.
No próximo domingo, lá estarei. A gritar e a puxar, junto com 60 mil amigos.
Fenómeno do Entroncamento

Vejo muita gente chocada por um pedaço de madeira chamada Diogo Morgado ir contracenar com Al Pacino.

Queria só recordar a todos que o Carlos Secretário foi jogador do Real Madrid.

É só.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O algodão não engana

E pronto. Hoje foram divulgadas as listas de candidatos do PSD às legislativas. Este é cabeça de lista por Castelo Branco, aquele ficou de fora, etc.
E bastou isto para desatar tudo à chapada. O PSD, o partido galvanizado com a vitória nas europeias, o partido da Política de Verdade, o partido que vai mudar o país.
E afinal, é apenas um partido igual aos outros. É, afinal, o bom e velho PSD. De facto, é provavelmente o único partido sem qualquer tipo de ideologia que una as pessoas (o PS finge que tem, mas é tanga, já é só tanga), no qual as pessoas se juntam apenas pelo poder, porque querem governar, e governar-se. E, lá está, se não podem governar e governar-se, por não estarem nas listas, what's the point?
Pois.

PS - Achei piada ao Pedro Passos Coelho ficar indignado e surpreendido por ter sido preterido. Mas de que planeta vem este gajo?!
As coincidências desta vida

Já repararam que, depois de tantas negas, subitamente o horário de fecho do Bairro Alto passou das duas para as três?
Já repararam que a Rua do Ouro foi, há cerca de uma semana, engalanada de uma ponta a outra com luzes de Natal, apesar de estarmos em Agosto?
Ah, e já repararam que daqui a um mês temos eleições autárquicas?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Bóias de salvação...

... com piercings!

Para recuperarmos do horror da FHM deste mês, aqui estão duas moçoilas cheias de saudinha:


P.S: Camarada Bastard, isto é melhor que Gurosan.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

What the fuck?!

O que começou com uma piada - o inquérito que nós fizemos aqui ao vosso lado direito - deu lugar a uma realidade que ultrapassou todas as expectativas. A produção de Maya, uma taróloga coscuvilheira velha feia pa caraças ganhou lugar na capa da FHM.
Tudo o que queremos é ter gajas boas nas REVISTAS DE GAJAS BOAS. É assim tão difícil de perceber?
O que vamos ter a seguir? Edições especiais com amputados? A Maria Barroso?

Este país fica mais estranho a cada momento que passa...
O mocho injustiçado

Isaltino foi condenado.
Apesar de dizer que "eu não fui condenado, sou condenado quando a sentença transitar em julgado". Lamento dizer-te Isaltino, mas foste de facto condenado. Era isso ou seres absolvido. Está lá escrito, man.
É claro que se vai recandidatar. E há sério riscos de vencer, porque o PS meteu lá um júnior queque e inofensivo e porque, let´s face it, a malta continua a defender o "rouba mas faz".
E isto leva-nos ao que deve ser a democracia. Uma democracia saudável não pode permitir que um tipo destes se candidate. Uma democracia saudável não pode permitir que este tipo seja eleito. Mas acredito que será. Afinal, Oeiras não é assim tão diferente de Felgueiras ou da Madeira.

Finalmente, deixo-vos com uma frase absolutamente fabulosa deste magnânime senhor: "Toda a gente sabe que nessa história do terreno de Cabo Verde, que eu recebi, que o aceitei na altura pelo gesto de generosidade que isso se traduziu".

Como podem condenar um porreiraço destes?!

domingo, 2 de agosto de 2009

Com licença, vou só ali vomitar e já venho


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Não, não, agora a sério...


terça-feira, 28 de julho de 2009

Wrong number

Consta que Sócrates tentou convidar a Joana Amaral Dias mas ela mandou-o cagar à mata. Eu estou solidário com o nosso primeiro. Também já a convidei para tomar um copo e levei com o Fernando Rosas com a boina de lavrador do Luis Fazenda.
Fuck!
O derby da Capital

O cenário estava montado. No relvado da Sic e da Sic Notícias, Grupo Desportivo António Costa e Santana Lopes Futebol Clube defrontaram-se num derby largamente aguardado.
Ao contrário das expectativas dos adeptos, o embate começou morno, com ambas as equipas estudando-se mutuamente. António Costa no seu registo ortodoxo, um 4-5-1 catenaccio, mais preocupado em não sofrer golos. Do outro lado, o 3-5-2, por vezes 0-0-10 de Santana Lopes, no seu estilo ofensivo e caótico. Costa procurou controlar o meio campo, abusando dos trincos e do jogo destrutivo. Na linha, Helena Roseta exemplificava os exercícios de aquecimento, enquanto Sá Fernandes engraxava as botas de Costa. Santana, só, atacava pelos flancos e, quando era apanhado em contrapé, utilizava o anti-jogo, basicamente atirando-se para o chão e esperando que o árbitro marcasse falta, o que aconteceu a maior parte das vezes. Costa apostava no contra-ataque, mas atacou sempre com poucos elementos e sem arriscar na ofensiva. Santana ainda tentou o chuveirinho no final, mas as torres caril iam dando conta do recado.
No fim, um jogo que começou demasiado táctico e acabou quezilento, com pouco futebol para mostrar.
Resultado: 0-0.
Ganhou a abstenção (ou os outros candidatos, sim, eles existem).
O Infantado

Tanta conversa não sei para quê. Como podem acreditar que o Sócrates tentou sondar a Joana Amaral Dias? Toda a gente conhece as suas preferências.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O PS é constituído por gente muito muito superior













Dúvida: alguém recebeu dinheiro para conceber aquele slogan?

(Mais bem retratado aqui)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

As maravilhas do xunga (online)

Kowalski diz:
boas
ora cá vai disto
http://cinema.sapo.pt/magazine/noticia/steven-seagal-e-jean-claude-van-damme-aos-murros-em-anuncio

Jorge Olino diz:
é demasiado kung-fu junto

Kowalski diz:
mto à frente

Jorge Olino diz:
steven seagal, jean clau van damme E EUROPE?
estou a entrar em overdrive

Kowalski diz:
o que podia ser melhor?
só mandar a ana malhoa lá para a molhada

Jorge Olino diz:
eu só metia um pouco mais de dolf lundgren
e aí seria perfeito

Kowalski diz:
sim, com uma espada

Jorge Olino diz:
e já agora, uns relâmpagos

Kowalski diz:
com a lâmina quente, tipo lava
era do best

Jorge Olino diz:
bom, assim sendo metia também na banda sonora Manowar, e o Christopher Lambert armado em imortal à espadalhada com o Dolf
seria apoteótico

Kowalski diz:
era um orgasmo visual e auditivo
e a samantha fox a fugir aos gritinhos?
com t-shirt molhada?

Jorge Olino diz:
ok, parece-me que temos um script vencedor
hollywood, série Z, aí vamos nós

Kowalski diz:
eu já lá estou, meu amigo
O efeito Mantorras

Se há jogador de quem eu gosto é de Mantorras, o Profeta.
Pode ser a cheerleader mais cara do planeta, mas ver aquele preto entrar em campo, cheio de fome de mostrar que ainda quer ser alguém, comove-me e enche-me de ganas de vê-lo conseguir.
Gostava que houvesse um efeito Mantorras na minha vida. Passo a explicar.
Estás numa fila de trânsito e estás atrasado para algo importante. É uma situação de difícil resolução. Para todos, claro está, mas não para o Mantorras. Essa é uma situação que merece um "Eh, pá, isto só lá vai com o Mantorras".
O teu chefe exige-te uma tarefa monstruosa e impossível de realizar. "Mete o Mantorras", e tá feito.
A vida dá-te a volta, e parece que tudo foi por água abaixo. Pensa no preto, o Profeta, o órfão das ruas de Luanda. Pensa em tudo o que poderia ter sido se tivesse duas pernas. E pensa no que, agora, acabado, ainda é quando entra em campo, felino, morto por agarrar na bola e balançar as redes.
O Mantorras é a ponta de ilusão, de estúpida fé, de solução quando não há soluções.

Nas nossas vidas, deixem jogar o Mantorras.
O fim do blackout

Termina aqui oficialmente o meu blackout futebolístico.
Começou e durou enquanto forma de proteger o meu pobre coração de mais uma série de desilusões, que já se anunciavam a meio da época passada.
Mas agora chega.
Fiz-me sócio e comprei bilhete de época. Não há volta a dar-lhe. Está na hora de deixar de me fingir desinteressado e blasé. Sou maluco pelo Glorioso, portanto vamos a isso. Todas as frustrações, todas as esperanças esmagadas pelo destino. Caguei. Está na hora de realmente vibrar com aquilo.
Vou finalmente poder dizer, com todo o direito, "Corram, cabrões! Eu pago-vos o ordenado". Agora é a sério. Não mais cu sentado no sofá e cagar sentenças como se fosse o Mourinho. Agora vou para lá, para o meio de milhares de sofredores.
Que sa foda.
Não o faço agora por ter mais esperanças de sucesso nesta temporada. Nisso, o tempo ensinou-me a ser niilista. Mas adoro aquele clube, e se tiver que sofrer in loco, so be it.
Hoje fui lá e levámos na anilha. Roubados e tal, mas perdemos. Tal como na anterior visita, em que perdemos 1-0 com o Bitória de Guimarães. Talvez haja aqui um padrão, mas espero que não.
Mas hoje vi um estádio cheio, e vi futebol como há muito a equipa não mostrava.
Um adepto benfiquista está, infelizmente, habituado a perder. Para mim já me basta ver entrega, fio de jogo, os toques do Aimar e as nozadas do Di Maria.

Bring it on.

domingo, 19 de julho de 2009



Se o Ian Curtis tivesse sido uma pessoa feliz




sábado, 18 de julho de 2009

That joke isn't funny anymore

Quando toda a pressão de mais uma semana na mina te faz acordar com O Medo, e uma dor de cabeça monstra te atira para uma crise de nervos.
Quando choras pela primeira vez à frente da mulher que amas e que pensava que tu nunca choravas e que serias sempre tu o forte, para o que der e vier.
Quando percebes que o que fazes é merda, e que ficarás louco a fazê-lo porque não és capaz, pura e simplesmente, de ignorar o facto de que é merda (se não o visses seria tudo tão mais fácil, quase risível).
Quando és o único do teu bairro a viver de cigarros e Eels e Silver Jews, e o Verão está lá fora.
Quando o Euromilhões sai finalmente a um tuga, e tu sabes que não foste tu porque não te sentes rico, e só vais confirmar o boletim uma semana depois, para que pelo menos uma pequena parte de ti viva na estúpida esperança de que o gajo que manda nisto tenha decidido finalmente recompensar-te por seres um gajo porreiro. (E quem te disse isso, que és um gajo porreiro?)

O que fazes quando o show deixou definitivamente de ter piada?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A cara de pau

Lá veio o Alberto João vomitar o habitual chorrilho de disparates, e a imprensa do contenente lá se meteu a fazer barulho, basicamente porque é Verão, não há notícias, já ninguém liga à gripe, não cai um avião há pelo menos três dias e a pré-época do Benfica não chega para tudo. E porque, admitamos, é fácil encher noticiários e debates com o Alberto João.
No meio da poia que lhe saiu da boca, o imperador da Madeira disse que queria colocar na constituição a proibição do comunismo, à semelhança da proibição de organizações fascistas.
Não vou sequer comentar isto. É um bocado como o Malato e os anúncios a pensos higiénicos. Não vale a pena. Eles existem e temos de continuar com a nossa vida. É tudo.
Queria falar do comentário do Aguiar Branco (who?), o vice-presidente do PSD. Perante as críticas de toda a gente, a imprensa quis saber o que pensava o senhor das palavras de Alberto João. E o que disse ele? Que não é oportuno dizer se concorda se se deve ou não abolir o comunismo, proibir a sua existência. Não é oportuno porquê? Porque na próxima legislatura haverá revisão constitucional, e aí se conhecerão as propostas do PSD para a mudança da Constituição. Pois. Exacto. Ele conseguiu, de facto, utilizar o argumento mais chato e burocrata possível. Não pode comentar porque não é oportuno. Quando for altura de rever a Constituição, ele então vai ligar a parte do cérebro destinada a esta matéria e, aí sim, dizer o que pensa. Espectáculo.
É claro que nem ele nem o PSD subscrevem as palavras de Alberto João sobre o comunismo. O PSD é um partido que agrupa interesses económicos, não ideológicos, portanto está-se francamente cagando. Só que hoje não o podia dizer, porque isso seria contrariar o único bastião laranja relevante que o PSD ainda tem. É política, da pura e dura. É por isso que é um mau princípio este argumento burocrata num caso destes. Sobretudo para um partido que enche a boca com o slogan "Política de Verdade". Bom, pelo menos a primeira parte do slogan está correcta.

terça-feira, 7 de julho de 2009

O Grande Manjar

E rebentou a bronca. Ardeu o circo. Soltou-se a franga.
Essas coisas.
Aconteceram cenas maradas.
E se é normal que aconteçam cenas maradas a quem bebe meio litro de aguardente e fuma 5 ganzas seguidas, como muitos dos frequentadores e todos os colaboradores deste tasco, a coisa muda de figura quando as cenas maradas acontecem com a nossa classe política.
Ah poisé.
O Sócrates decidiu que quem é candidato a uma Câmara Municipal não pode ser candidato à Assembleia. Assim acaba-se com os meninos e meninas que se candidatam às autárquicas, não ganham e ficam apenas vereadores, e dão corda aos sapatos e se instalam no parlamento lisboeta. Isto para não falar daqueles, esses sim políticos tugas no verdadeiro sentido da palavra, que acumulam as duas coisas (mais o emprego no escritório de advogado).
O escândalo!
O horror!
O pavor!
Como é possível?!
Pois.
A nação socialista está em choque. Elisa Ferreira e Ana Gomes estão indignadas. Paulo Pedroso - que se antecipou e já disse que só queria as autárquicas - é o bom escoteiro e diz que a direcção do partido é espectacular. Manuel Alegre, o bardo rebelde, cada vez se enrola mais em beijos na boca ao Sócrates e diz que este fez muito bem, e ataca a Ferreira e a Gomes (esta última a maior fraude política dos últimos anos, cheia de frontalidade e independência a atacar os outros, mas fica molhada só de pensar na disciplina partidária).
Está o caldo entornado no PS.
A medida é boa, claro. Só que agora soa a eleitoralismo, mas por mim já estou por tudo, desde que façam algo bem tanto me faz por que raio o fazem.
E vi há bocado um debate na televisão, em que dois comentadores liberalinhos choravam esta medida.
O argumento? Que assim, as autarquias vão ficar mal-servidas, porque as grandes figuras políticas a nível nacional não vão arriscar candidatar-se às câmaras com medo de, depois, não se poderem baldar para um lugar no parlamento ou no governo.
Não passa pela cabeça destes senhores que tipos que fazem isso estão já a servir mal as autarquias. Que apenas as tratam como um trampolim político, um estágio bem remunerado, que traem à primeira oportunidade.
Esta classe política acha-se de facto, a escolhida. Uma elite fabulosa de poucas centenas de tugas entre os 10 milhões que moram neste cabrão deste quadrado. Os únicos que nos podem salvar, a nós, do destino cruel da pobreza e da iliteracia civilizacional. Só eles servem. Os mesmos. Para o governo, para o parlamento, para a europa, para as autarquias. É por isso que têm de repetir, acumular, papar tudo. Não lhes passa pela cabeça que, se calhar, as câmaras e os seus cidadãos possam ficar mais bem servidos por pessoas locais, se calhar sem grande carreira política, mas que estão genuinamente preocupadas com o bem-estar das populações. Mais bem-servidos do que por meras figuras decorativas que se estão apenas a auto-promover e a enganar o turista.
E para esses senhores que não podem correr o risco de se candidatarem para, se não ganharem, serem meros vereadores, uma singela mensagem: Vão mas é trabalhar malandros.
Fodido são os milhões de portugueses que se matam a trabalhar por 500 euros por mês, e vos pagam os salários. A política é demasiado sacrifício? Perdem muito dinheiro com isso? É fácil: não se candidatem. Fiquem pelo privado a engordar a conta bancária. Vão para a puta que vos pariu. Ah, pois, mas se não fizerem carreira política depois não conseguem fazer tão bem as vossas trafulhices, ganhar conhecimentos por baixo da mesa, e assim não conseguem ganhar tanto dinheiro, né? Pois, a vida é lixada.
Esta gente trata Portugal como um imenso manjar do qual eles vão escolhendo os pratos. Todos os pratos. E querem comer o deles, o nosso, e ainda que a gente os sirva.
E no fim agradeça.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Uma mão-cheia de nada

A campanha para as autárquicas já está nas ruas, através dos cartazes que poluem esta cidade que todos os políticos candidatos juram amar. Passando de carro – sim, ando de carro e de mota e por isso sou um dos gajos que, para o António Costa, sou inimigo de Lisboa - vi os novos cartazes do actual presidente da CML. Gostei particularmente dos slogans. Fui à net e vi que, afinal, há 3 diferentes. Quer dizer, são iguais à excepção de uma frasesinha: num diz-se “Casa Arrumada, Cumprimos”, noutro diz “Pôr a Câmara a Funcionar, Cumprimos” e o terceiro diz “Preparar o Futuro, Cumprimos”.
Eu não sei se ele cumpriu ou não. O que sei é que se o que ele tem para mostrar são estas generalidades e banalidades, corre o sério risco de levar na anilha do Santana.
Que eu tenha visto, António Costa só fez uma coisa que interferiu comigo: decidiu pintar faixas bus novas em toda a cidade, o que é espectacular porque estas estão sempre vazias, conseguindo assim lixar ainda mais o trânsito de todas as outras faixas (a Rua do Ouro é o exemplo perfeito disto).
O senhor até terá feito mais coisas. Não as vejo, mas acredito que as tenha feito. Agora, ninguém me tira da cabeça que meter como trunfo eleitoral “Arrumar a Casa”, algo que não diz nada a ninguém, indicia claramente que, em concreto, não fez grande coisa.
O perigo disto é que é entregar a CML de mão-beijada ao Santana, e este decidir começar a esburacar tudo e a fazer túneis, e lá temos mais 5 anos de obras inúteis na cidade, enquanto os prédios não param de cair e ninguém tenta resolver os problemas reais da cidade (habitação e o seu custo).
Não é a primeira vez que o PS subestima o Santana. Das outras vezes deu-se mal.
Pinho Jackson

Ambos desapareceram de cena recentemente, ambos tinham a mania que eram Bad e ambos, de repente, se tornaram na melhor coisa que o mundo alguma vez viu.
De repente, toda a gente gosta do Michael Jackson. Génio, Imperador da Pop, etc. Isto apesar de andar toda a gente há 15 anos a gozar com o homem.
E agora, o Pinho. O Senhor dos Cornos.
Isto é uma coisa muito portuguesa, portuguesinha, de bajular os mortos depois de lhes baterem em vida.
Note-se que o Pinho até ganhou popularidade com os chifres. Foi como o Marinho Pinto com a Manuela, o tipo passou-se e todos os portugueses se reviram no gajo que, de repente, perde a noção e caga para a etiqueta. O que não percebo é a carrada de elogios que lhe andam a fazer, com o argumento de que o gesto diabólico não deve ofuscar a análise ao seu mandato. Concordo inteiramente. Discordo é da avaliação positiva que muita malta anda a fazer do senhor. O meu problema com ele não é ser um alarve e um desastrado politicamente. Prefiro isto aos políticos perfeitinhos como os Antónios Costas, os Sócrates e os Passos Coelhos desta vida. Estes não têm gaffes, mas não são melhores por causa disso.
No que toca a Pinho, o problema foi que só se lembrou que era ministro da Economia quando o circo pegou fogo. E aí lá foi ele, sim senhor, de extintor na mão a tentar salvar as Qimondas e o Bordalos, e os respectivos postos de trabalho. O que este senhor não se pode esquecer foi que, em grande parte, estas e outras empresas pegaram fogo porque o Governo do senhor Pinho passou três anos a asfixiar a economia portuguesa. Era o Governo das Finanças, do Défice, e não da Economia. É por isso que esta crise só vem agudizar a que já cá estava, antes do subprime dar barraca.
É injusto que Pinho saia por causa dos chifres, sim senhor. Já devia ter saído.
E é injusto que os chifres façam passar a ideia de que, no que realmente interessa, o senhor foi exemplar.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Bollywood Snack


O caril é dá-lhes a volta ao miolo!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O Medo

Dia 3 do cerco.
Sinto-me em Tróia, à espera que os espartanos, ou lá quem raio eles eram, façam alguma coisa. É claro que eles em Tróia não tinham televisão, ou internet, ou cd's a dar com um pau. E meter um cavalo nesta história faria muito pouco sentido. Pensando bem, Tróia é uma analogia bastante estúpida.
Fuck it.
Amanhã volto ao trabalho. É a única coisa positiva acerca deste cerco. Quando um gajo está mesmo fodido, torna-se mais selectivo acerca das merdas que deixa que o atinjam.
Está um tempo marado. Um calor do caraças e não parou de chover. As gaivotas ficaram loucas e chocaram de cabeça no asfalto da auto-estrada.
Avariou o computador que tinha ido buscar para substituir o que tinha avariado. E o estore do meu quarto revelou um buraco do tamanho do Grand Canyon, que deixa entrar a luz. Viva a decadência das coisas. De todas as coisas.
Tenho o meu gato na cama, uma companhia nada menos que salvadora.
Amanhã voltamos ao buraco.
E o cerco promete continuar.

Buy the ticket, take the ride.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Será?

As sondagens dão sempre ao CDS um terço do que eles efectivamente têm depois. Segundo um amigo meu, isso é porque as pessoas têm um bocado de vergonha de dizer que votam CDS (eu também teria) mas que, sozinhas perante o boletim, lá metem a cruzinha.

Será o CDS o guilty pleasure de Portugal?
E como se nada fosse

Passaram-se poucos dias das eleições, em que Sócrates e companhia levaram uma tareira descomunal, mas o país está noutra. Entre o Quique, as sardinhas, as mini-férias ou o BPP, já ninguém fala no assunto. É por estas e por outras que nunca deve menosprezar o nosso primeiro, que manipula a agenda mediática como ninguém, mesmo que às vezes seja só uma questão de coincidências. Ao pé dele, a Ferreira Leite é, de facto, uma menina de coro.
Quanto aos resultados.
Derrota estrondosa do PS, que conseguiu escolher o pior candidato possível, que acumulou uma série de gaffes desnecessárias. A culpa não é do Vital, tal como a derrota não é só dele. É um bocado como o FC Porto, qualquer treinador chega lá e ganha, desde que não seja demasiado mau, e o Vital conseguiu ser pior do que o Jesualdo.
De salientar que o PS ganhou em apenas dois distritos em todo o país, exactamente o mesmo que aconteceu...com a CDU. O resto foi laranjada. Eu continuo a achar que os tugas são, por default, laranjinhas, só que de vez em quando zangam-se. Quando as coisas voltam ao normal, toma lá Cavaquistão all over again.
O discurso de Sócrates, na noite das eleições, foi absolutamente medíocre. Palminhas para a JS, palminhas para o Vital, uma intervenção completamente a olhar para dentro do partido. Se havia um líder de quem se poderia esperar um discurso de homem de Estado, naquela noite, seria Sócrates. Mas isso não aconteceu. Dele, apenas um discurso com ar amargurado de quem se sente traído pelo povo que não entende o quão genial ele é. Para o futuro, apenas uma ideia: vamos manter o rumo.
Sócrates é o anti-Guterres. Nada aprende porque nunca erra. No dia em que admitir uma falha, uma dúvida, sequer, é o fim do Mito de Sócrates, o Infalível.
O PSD teve uma vitória, foi agressivo no discurso, mas está a falar demasiado grosso para quem só ganhou a Taça da Liga. E aquela de dizer que o Governo ficou sem legitimidade para tomar decisões estruturantes para o país é um bom bluff, mas não passa de um bluff. Até ao dia em que termine o mandato, a legitimidade do Governo é absolutamente a mesma.
O Bloco teve um grande resultado, conseguindo eleger aquele tipo irritante dos óculos, mas nunca na vida conseguirá segurar esta posição nas legislativas.
O PC, de quem se disse que teve um péssimo resultado, não esteve tão mal assim. Manteve o número de deputados, ficou acima dos 10% e a cerca de 2 mil votos do Bloco.
O CDS mostrou que, mais uma vez, as sondagens não o sabem medir. Confundindo completamente europeias, legilstivas e caso BPN, deu mais uma prova de resistência.
Uma palavra para a Laurinda Alves. A cara do MEP convenceu mais de 50 mil tótós a dar-lhe o seu voto. Atenção, é perfeitamente legítimo votar na senhora. Tendo em atenção a grande maioria das alternativas, é altamente legítimo. Se mantiver este resultado nas legilstivas, a Laurinda pode ser eleita para o parlamento. O que irá propor lá? Terapia dos abracinhos? A senhora irrita-me, mas é refrescante que surjam novas coisas.
A abstenção foi elevada mas não tanto como certos catastrofistas previram. Sem a desculpa da praia, claramente é o desinteresse total. Quando fui votar, só vi velhos, o que mostra que os putos claramente não querem saber. De salientar muitos, muitos votos brancos e nulos. É a forma de certa de protestar, não simplesmente ficar em casa.
Os próximos tempos vão ser interessantes.
Confesso que nunca tinha ficado tão contente com uma vitória do PSD. A ver como o Sócrates se adapta a esta nova realidade. Suspeito seriamente que continuará igual. e isso é bom, porque nem vai cheirar a maioria absoluta.

sábado, 6 de junho de 2009

A campanha

Pois, diz que a campanha acabou e hoje é dia de reflexão. Bom, mas francamente, alguém ainda precisa de reflectir?
Desde o princípio desta merda, tinha como absolutamente certo em quem, de certeza, não votaria, e cheira-me que, nestas eleições, isso é um bocado o mais importante.
Há um facto fundamental nestas eleições, e duas personagens.
O facto é, sem dúvida, se ter discutido tudo menos a Europa. Aliás, a única vez que se falou da Europa foi sem querer. Foi quando o Avô Cantigas falou do imposto europeu, perdendo 50 mil votos com uma simples frase, e depois desdizendo-se afincadamente.
Em termos de personagens, destaco o Paulo Rangel e o próprio do Vital. Foram a alegria deste circo.
Rangel revelou-se um bom político. Um tipo agressivo, inteligente, rápido a atacar e a explorar os erros dos adversários (ok, com o Vital até era fácil). Uma agradável surpresa, e a primeira coisa de jeito a sair da "cantera" laranja em muitos anos (o Passos Coelho não conta, no fundo não passa de um Santana Lopes mas a armar ao sério). Neste campanha, admito que Paulo Rangel fez muito mais pelo PSD do que eu julgava possível.
E depois há o Vital Moreira, a verdadeira alma da festa.
Foi uma lufada de ar fresco, pelo absoluto burlesco da sua actuação. Desde o imposto europeu ao caso BPN, passando pelo anúncio da abertura das minas erradas e, claro, sem esquecer o seu fim de semana radical, em que começou no primeiro de Maio a ser expulso e acabou a descer o rio Minho em rafting, de calças de licra e tijela de corn flakes na tola. Vital é um desastre ambulante. é também um vaidoso incurável, porque só assim consigo entender como se meteu nestes assados. Continuo a tentar perceber que raio de slogan ele tem, quando grita, do alto do palanque "A Europa é...", e espera que o público lhe responda. Mas o público responde baixinho e não se ouve a resposta, e a coisa fica apenas bastante ridícula.
Foi também mais um exemplo da forma de fazer política do PS. Tentou fazer destas eleições um teste à oposição, quando é exactamente o contrário. Passou todo o tempo a atacar a oposição, mais nada. Ideias, nada. Por outro lado, continua o regabofe de termos ministros deste país em campanha, a participar em comícios. Sobretudo em tempos de crise, eu diria que lhes pagamos para eles estarem a trabalhar, a resolver problemas do país, mas enfim...
A CDU fez a campanha do costume, sem altos e baixos. Vai ter um bom resultado. O ponto baixo foi saber-se que Ilda Figueiredo, cabeça de lista, é ao mesmo tempo vereadora e candidata a Gaia. Tal como faz o PS, é um péssimo princípio, e não esperaria tal coisa do PC.
O Bloco vai crescer, capitalizando o descontentamento, embora a campanha nunca tenha realmente aquecido. Miguel Portas é aquele tipo que fuma ganzas, que toda a gente conhece, mas que nunca ninguém tinha realmente ouvido com atenção. Infelizmente, ele de facto não tem nada de interessante para dizer.
O PP fez uma boa campanha, dentro do género, com o super-agressivo Nuno Melo a aproveitar o facto de liderar a investigação ao BPN. Mas é um partido que já perdeu há muito o comboio, sobretudo porque, na verdade, concorda com tudo o que Sócrates faz.

Disclaimer: o meu voto vai para a CDU.

PS - Li no Público uns tipos, muito indignados, porque foram recenseados automaticamente, sem serem informados. Um deles tinha uma T-shirt, que dizia "Recenseados à força". Well, well, well. Se não querem votar, muito bem, é o vosso direito. E, se estou a pensar bem, podem perfeitamente continuar sem votar mesmo que estejam recenseados (é o que vai acontecer com metade deste país nestas eleições). A única coisa que isto muda é tirar-vos o rótulo cool (e eu duvido seriamente que isso seja cool) de "eu nem sequer sou recenseado". Vocês não são assim tão importantes. Get over it.
Cidade

Como todos os gajos que conheço, odeio dar dinheiro a arrumadores. Aliás, prefiro andar mais 500 metros ou mais do que dar dinheiro a esses gajos. Há algo de bizarro em pagar por nada. Ou seja, a gente vê o lugar, o carro cabe, na boa, mas depois aparece um tipo vindo não se sabe de onde, de jornal enrolado na mão, dando-se um ar importante de quem é dono do lugar e, por sorte tua, está disposto a deixar-te estacionar ali, por um preço. É uma farsa, na verdade. É um joguinho. Ele sabe que não serve para nada, que não está ali a fazer nada, e o condutor também sabe. Mas fazem aquele teatrinho, porque sim. O agarrado porque é agarrado e quer fazer uns cobres, os condutores porque têm medo, às vezes nem sabem bem do quê. (É relativamente fácil dar porrada num agarrado, é só agarrar pelo braço e destacar pelo picotado).
Mas hoje dei dinheiro a um.
Era o arrumador mais empenhado que alguma vez vi. Ia a entrar numa praceta, que tinha apenas um lugar que eu já tinha topado. Assim que faço o pisca, zás!, sai-me um gajo de um lado qualquer, a correr desalmadamente para o lugar. Mas corria com técnica, com afinco, como se fosse um corredor olímpico de 100 metros. Era um monhé com ar atarantado. Ia-se espetando já a chegar ao lugar mas, ali chegado, travou de repente e colocou-se muito hirto, muito composto, quase com ar de mordomo inglês, e limitou-se a agitar o seu jornaleco muito ao de leve.
Não sei se era agarrado e precisava do meu euro para finalmente ir dar no caldo. Só sei que ele mereceu o meu euro.
Fez-me rir, o cabrão.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Catcher in the rye

Uma notícia de jornal surpreendeu-me hoje. JD Salinger, escritor norte-americano autor dessa obra-prima chamada Catcher in the rye, está a processar um escritor nórdico que escreveu um livro inspirado na obra mais conhecida de Salinger. A minha grande surpresa foi saber que Salinger ainda estava vivo. Deixou de escrever em 1965, tornou-se recluso do mundo e nunca mais se soube de nada.
E fez-me ter pena de ele nunca mais ter escrito nada, pensar o que o mundo terá perdido. Um autor deste calibre, que vive há mais de 40 anos sem escrever, parece-me um crime contra a humanidade.
Quanto ao livro do escritor sueco, espero que escape aos processos. Os mestres também servem para isto, para incentivar outros a fazer alguma coisa. E se o próprio mestre não escreve, percebo o esforço de um fã (o livro do sueco é dedicado a Salinger) em trazer de novo à vida, e a novas aventuras, as personagens tão marcantes que Salinger deixou em livro.
E é sempre uma boa oportunidade para meter as pessoas a falar do escritor. Eu próprio, fã mais que assumido, fiquei a saber que o senhor ainda vive, e que é obcecado com a defesa dos royalties da sua obra.
Não importa.
Nas Fnac temos as edições dos poucos livros que escreveu. Qualquer um vale a pena.
FONIX!!!

Erica, a Pinderica says:
. fonix
. no feicebu
O Homem-Esplanada says:
. ???
Erica, a Pinderica says:
. aparece-me logo o markl para adicionar como amigo
. credo!!!
O Homem-Esplanada says:
. ahahhahahahhahahahhahahah
Erica, a Pinderica says:
. ca noijo
. nem gosto de mamas!!
O Homem-Esplanada says:
. AHAHHAHHAHAHHAHAHHAHAHHAHAH
AHHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHHA

terça-feira, 2 de junho de 2009

Só é pena não teres jogado no Benfica!



O adeus de Figo ao futebol profissional. Grande, grande jogador! Quem esquece a raça deste homem no jogo contra a Holanda no Euro 2004?

Depois de Rui Costa, o último dos moicanos retira-se. Agora com tanta visibilidade a nível internacional só o CR7, mas falta-lhe muito para chegar ao nível destes dois, porque ser campeão não é só ter jeito para dar uns toques.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Um raro aplauso

Desta vez, tenho de aplaudir o Governo. Não o faço sem algum repúdio, mas acaba de ser tomada uma verdadeira medida de esquerda e, eventualmente, a medida mais importante alguma vez decidida por este tecnocrata Executivo.
A partir de hoje, os reformados que tenham de reforma menos de um salário mínimo, têm direito a uma comparticipação de 100% do Estado no custo de medicamentos genéricos.
Não é o pagamento total em todos os medicamentos, mas é um sinal muito importante.
Um milhão de reformados sem posses, entre eles a minha mãe, podem deixar de ter de pagar os seus medicamentos, desde que os médicos lhes prescrevam genéricos. O objectivo declarado é incentivar o consumo dos genéricos. Pouco me importa a intenção. Só sei que é uma medida de grande impacto, beneficiando a franja mais injustamente excluída da nossa sociedade.
E isto é importante.
E é de aplaudir. Precisamos de mais.
Não é de TGV's e nacionalizações de bancos.

domingo, 24 de maio de 2009

Quo Vadis, meu Benfica?

Por mau caminho, temo.
A época foi bastante má. Não me surpreendeu, mas com os jogadores que comprámos esperava-se um pouco mais. Com uma pontinha de sorte, em alguns jogos decisivos (aquela derrota em casa com o Guimarães, o roubo no Dragão, etc) podíamos ter ido um pouco mais longe, mas não seria muito justo. A sorte, normalmente, aparece a quem a merece. E nós merecemos ser castigados pelos erros que, mais uma vez, cometemos.

Em termos de jogadores, um pequeno resumo:

Moreira: a mostrar que está pronto para ser o número 1

Aimar: uma desilusão. Nos pormenores vê-se a classe, mas não entendo como não faz mais

Reyes: outra desilusão. Muito bom a atacar, é certo, mas um jogador tão caro não pode custar-nos os golos que ele nos custou, ao não tapar o flanco.

Cardozo: a confirmação de um grande goleador

Maxi: o melhor do Benfica durante toda a época (o que é significativo)

David Luiz: idem

Miguel Vítor: a grande revelação da nossa equipa, um jogador de grande futuro e um sinal, mais do que precioso, de que há coisas boas que podem sair da academia

Carlos Martins: um bluff

Balboa: não é preciso dizer grande coisa

Urreta: vontade de ver mais

Leo: alguém percebe por que raio saiu?

Mantorras: the very very best

E parece que o Quique vai embora. Cometeu muitos erros, deixou-me à beira da apoplexia muitas vezes, mas ainda assim acho que merecia nova oportunidade. Está na altura de quebrar o ciclo de mudar tudo. E, em época de crise, pagar cláusulas de indemnização parece-me estúpido. Quanto ao Jorge Jesus, gosto dele. Há muito tempo defendo um treinador português para o Benfica, a escolher entre Jesus, Cajuda, Carlos Brito ou até José Mota. O problema é que a questão não é o treinador. É o karma do clube, a falta de blindagem cá para fora, e a falta de uma cultura de exigência e rigor.

Em termos de plantel, vendia os seguintes: Luisão, Di Maria e Katsouranis

Recambiava: Reyes, Suazo, emprestava o Balboa e o Binya

Contratações: João Pereira, Néné, trazia de volta o Coentrão

E pouco mais.

Não acredito que a gente se levante. Por isso, a aposta seria manter o Quique, vender os que valem dinheiro, despachar os emprestados a peso de ouro. Comprar pouco e bem, de preferência no mercado doméstico, jogadores já adaptados. E assumir que não somos candidatos a nada, mas que estamos a tentar fazer um caminho.

Não se pode é dizer que se está a começar o caminho e mudar tudo à primeira contrariedade.

A Quique, uma palavra de apreço. Introduziu entre nós um estilo que faz falta. Pena é perceber pouco ou nada do futebol português.

Venha a próxima época.
Balanço de mais uma época triste

Aqui há uns meses entrei em blackout futebolístico, creio que quando o meu Glorioso foi eliminado da Taça pelo Leixões.
Agora, com um suspiro de alívio por este pesadelo ter finalmente acabado, posso finalmente, e de forma fria, analisar a temporada 2008/2009.
Como habitualmente, o Porto ganhou. E ganhou bem. É verdade que, como todos os campeões, quando a coisa tremeu e foi preciso, os árbitros colocaram a mãozinha por baixo. É verdade que o meu Benfica perdeu uma data de pontos por erros dos árbitros, e que o Sporting também foi roubado (mas muito menos que o Paulo Madalena Bento fez crer). Mas o Porto foi muito melhor, e isso viu-se sobretudo na Europa.
Em termos genéricos, algumas revelações: Hulk, Daniel Carriço, Miguel Vitor e Néné.
Melhor jogador do campeonato: Liedson, Néné, Raul Meireles, Lucho, Lisandro.
Confirmação da época: Rodriguez, esse grande pesetero.
Desilusão da época: Balboa, Rochemback, Aimar.

Tanto Sporting como Benfica desiludiram. No entanto, o Benfica fez o que eu esperava, o que faz habitualmente, enquanto o Sporting fez menos do que eu esperava, depois de ter mantido a base da equipa e feito contratações lógicas.

Para terminar, treinador do ano é para dividir entre Jorge Jesus e aquele rabeta do Nacional.
Such a perfect day

O que faz um dia realmente bem sucedido? Daqueles tranquilos e fixes quando tudo corre bem, não há chatices e que nos deixam com um contentamento pacífico que já fazia falta?

Eu tive um desses. E é óptimo. Deixo-vos aqui os condimentos que fizeram a alegria simples deste rapaz.

1 - Acordar depois da uma da tarde, tendo dormido de forma espectacular

2 - Almoçar um belo tachinho de arroz de polvo com picante, num restaurante ao lado de casa

3 - Acabar o livro que andava a ler

4 - Get some action

5 - Ver o Benfica, com direito a jantar com a miúda ao intervalo

6 - Ver o Benfica ganhar

7 - Ver o Benfica ganhar 3-1

8 - Ver o Benfica marcar 3 golos, e dos bons

9 - Ver o grande Mantorras marcar o último golo

10 - Fumar um fininho e ver o filme do Maradona

sábado, 23 de maio de 2009

Serviço Público


Eu não curto muito este senhor, mas depois de arrasar a atrasada da Manela subiu um bocado na minha consideração.
Lá vai o advogado da TVI entrar com mais um processo.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O Macaco Nu

Há três picaretas inúteis no PS. Quer dizer, há mais, mas há três que me custa sustentar, dado o seu nível de fleuma xuxa e evidente parasitismo sobre o nosso querido país. Falo do espectacular triunvirato José Lello, Santos Silva e Vitalino Canas. Em comum têm o facto de nunca terem, de facto, trabalhado na vida, ganharem uns milhares de contos por mês a mandar bitaites, e responderem às questões incómodas sobre o PS seguindo o mesmo estilo do antigo ministro da informação de Saddam Hussein.
O picareta de serviço de hoje foi Vitalino Canas, ou o Professor Pardal, como é conhecido pelo seu grupo de fãs.
O PS acaba de chumbar a audição, por parte do parlamento, do tal de Lopes da Mota (não, não é uma série dos Gato Fedorento). Há fortíssimos indícios de o senhor ter pressionado magistrados do MP para se apressarem a arquivar o caso Freeport no que toca ao nosso Sócrates. E, apesar disto ter sido conhecido há várias semanas, ninguém ouviu uma palavrinha que fosse do senhor Lopes da Mota. Nem uma. Caladinho que nem um rato, entretido no tacho internacional para o qual foi nomeado...pelo Sócrates.
E o PS não quer ouvir o senhor. Deixem lá isso, não vale a pena. Concentrem-se é no Quique, no Verão que está a chegar, no Cristo Rei. A desculpa é simples: está a correr um processo na justiça, portanto vamos deixar a justiça funcionar.
Acontece que, lembro, o PS foi um dos partidos que viabilizou a ida de Oliveira Costa - do BPN - ao parlamento, quando não só já corria um processo judicial como o homem até estava já preso (e lá continua).

O PS de Sócrates é assim. Quando não lhe convém não vê, não fala e não ouve. Assobia para o lado e entretém com uma frivolidade qualquer.
Votem neles, votem. Se a ideia de sustentar Lellos, Santos Silvas, Vitalinos, Silvas Pereiras e Sócrates não vos aflige.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O luto online

De facto, com a morte de Vasco Granja (Vasco quem?!, perguntaram-me alguns felizes colegas de trabalho, nascidos já na insípida década de 80), morre um mito da minha infância. E apesar de todas as críticas e de todo o gozo cínico, acreditem que sinto uma verdadeira e muito real nostalgia da presença vagamente estranha daquele bizarro divulgador de desenhos animados.
Como disse, e bem, o nosso camarada Fatchary, o Vodka está de luto (era fixe quem quer que saiba mexer nisto meter uma daquelas faixazitas negras no canto). Não está só de luto, está em choque.
Pedindo antecipadamente desculpa aos nossos 2,5 leitores, por estar mais uma vez a fazer o belo do copy/paste de uma conversa de messenger, gostaria de partilhar convosco a forma como dois membros deste tasco imundo se consolaram mutuamente (não sejam maldosos, vá) desta triste notícia.


Kowalski diz:
atão lá se foi o vasco

fatchary diz:
epá, tou triste

Kowalski diz:
o gajo lixava-nos a mona, mas dá-me alguma nostalgia

fatchary diz:
qual noddy, pá

Kowalski diz:
qual ruca
um careca com cancro e pronúncia do bolhão
filhos da puta
andam a foder a carola aos putos

fatchary diz:
é por isso q há cada vez mais panilas

Kowalski diz:
panilas e maricas, pá!

fatchary diz:
e rabetas

Kowalski diz:
haviam de levar com os bonecos em plasticina a ver se acordavam para a vida

fatchary diz:
se o noddy fosse macho já tinha enrabado a macaca Marta

Kowalski diz:
lol
essa anda enrolada com aquele que anda vestido de joker, não anda?
e o bófia é abusador de meninos, vê-se à légua

fatchary diz:
o q morreu e ganhou o óscar?

Kowalski diz:
esse já não papa nada
tá é a ser papado "as we speak"

fatchary diz:
também a fazer filmes de rabetas
isto vai tudo a dar ao mesmo

Adeus amigo Vasco!


Morreu o Vasco Granja, o Vodka está de luto!

Koniec!




domingo, 3 de maio de 2009

Vital Radical

Ser político é estranho. Não fazem nenhum durante quatro anos, mas depois no espaço de poucos meses têm de vir a correr fazer amigos, entre os animais.
Desta feita, Vital Moreira está na berlinda. Ouvindo os comentadores, esteve nos cuidados intensivos, mas agora está na berlinda. Dois dias depois de ter sido "barbaramente agredido" com insultos e com a correspondente deslocação do ar de quem o insultou "barbaramente", decidiu que estava pronto para outra.
E o que foi fazer este espectacular candidato socialista ao tacho internacional conhecido por eleições europeias? Acertaram. Como é lógico, foi fazer rafting no Rio Minho. Há quem diga que o rafting é para malta nova, que ainda tem mobilidade nas articulações e alguma flexibilidade. A verdade é que malta como o Vital Moreira e a Zita Seabra, por exemplo, já provaram que flexibilidade é algo que não lhes falta, o que é potenciado pela ausência de coluna vertebral. E diz que isso dá jeito para estas coisas do rafting.
Já muita gente fez coisas estúpidas por estar em campanha. Marcelo Rebelo de Sousa mandou-se ao Tejo, o que lhe provocou um princípio de tuberculose e cegueira momentânea a quem teve de o ver de tanga; Valentim Loureiro foi visto a comer de talheres; e até o Vital Moreira decidiu começar o seu fim de semana radical com uma visitinha à festa do povo, aquela malta que cheira mal e quer bater em quem o anda a foder pela calada.
Mas esta viagem de rafting, meu deus. Sei apenas que liguei a televisão e lá estava ele, de costas, de pé, de calças de licra. Um idoso de calças de licra e com um capacete ridículo na tola. Com "Vital Moreira" orgulhosamente escrito. Duvido muito, mas mesmo muito, que este tipo de merdas lhe valha mais um voto que seja. A não ser que ele ameace andar sempre vestido de licra se não ganhar. Isso era coisa para me fazer pensar.

Uma nota: se alguém descobrir na net o vídeo radical de Vital Moreira, por favor não diga nada a ninguém. E se encontrar o do Badaró no Superbuéréré a fazer de Sangoku, avise. Eu continuo à procura.

Segue abaixo uma conversa, franca e amena, acerca do tema.

Kowalski diz:
boas
vi na sic o vital moreira a fazer rafting no rio minho

Jorge Olino diz:
ora muito boa tarde

Kowalski diz:
estou chocado
de calças de licra, filmado de trás

Jorge Olino diz:
deve ter ganho o gosto ao perigo
primeiro surfou o 1º de maio

Kowalski diz:
e com uma tijela na tola a dizer "Vital Moreira"
lol

Jorge Olino diz:
de qq menira, bater num gajo que faz lembrar o avô cantigas, tem qq coisa de retorcido
*maneira

Kowalski diz:
aquele capacete joli tinha-lhe dado jeito no primeiro de maio
recomendo ver o jornal da noite da sic
para veres as imagnes

Jorge Olino diz:
faltam 13 minutos para a risota, então

Kowalski diz:
quer dizer, recomendo se não quiseres dormir nas próximas duas semanas
aterrador

Jorge Olino diz:
o rangel também devia ficar bonito

Kowalski diz:
Foda-se

Jorge Olino diz:
aliás, o rangel tem ali qq coisa de vinagrete

Kowalski diz:
pronto. pensei que não era possível ficar mais enojado que estava depois de ver o avô cantigas de licra
mas conseguiste
bravo e obrigado

Jorge Olino diz:
epá, há sempre um patamar abaixo
faz parte da condição humana

Kowalski diz:
e o rangel é sempre um candidato crónico