quarta-feira, 30 de março de 2011

Praticando na atmosfera

Acordei intrigado com uma forte dor no freio da língua.

Palpita-me que tenha passado boa parte do sono a sonhar com cunnilingus.

terça-feira, 29 de março de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

Austeridade mental

Governo demissionário, desemprego nos 11%, o FMI à porta e...iPad 2 esgota em menos de meia hora.

Tá certo.

domingo, 27 de março de 2011

Diferentes

O dia começou auspicioso. Grande afluência num acto eleitoral que prometia ser o mais concorrido de sempre. Prova de vitalidade, sim, e prova também da importância destas eleições para a presidência do Sporting.
É claro que, de uma grande demonstração de democracia, se passou, ao longo de muitas horas, para o extremo oposto. Para uma turba violenta que, como começa a ser habitual no Sporting, se considera dona do clube. Violência, contra jornalistas e contra outros sócios, e uma noite lamentável, negra mesmo, para um clube centenário.

Enquanto benfiquista, eu não tinha grande preferência.
Para mim, o futuro presidente do Sporting tinha de ter três requisitos:
a) melhorar o Sporting;
b) não melhorar o Sporting de tal maneira que pudesse vir a concorrer com o Benfica;
c) ser divertido como tem sido até aqui.

O requisito mais importante, que omiti deliberadamente, era fosse um presidente que abandonasse a cultura dominante de complexos de inferioridade face ao Benfica, que renunciasse ao anti-benfiquismo primário, e que deixasse, de uma vez por todas, de ser cúmplice da organização mafiosa que domina o futebol português há décadas. Mas isso, por todos os motivos sobejamente conhecidos, é impossível.
Adiante.
Tendo como ponto de partida os 3 requisitos, gostava do Bruno Carvalho e de Dias Ferreira. Da primeira, gostava pela ligação russa; da segunda, do fantástico e inenarrável Paulo Futre, mais os seus charters a abarrotar de chineses. Qualquer uma delas prometia "grande potencial de LOLs", que é o que eu espero, realisticamente, do Sporting.

Mas não.

Dão-me um tal de Godinho Lopes, que me parece ser uma mistura do Roquette com um bloco de madeira.
Tem menos potencial de LOLs, mas também não acredito que mude qualquer coisa de relevante no Sporting. O BES deve estar contente, mas não sei se mais alguém está.

Mas a democracia é assim. Ganha quem tem mais votos. Espero sinceramente que o Sporting se possa unir em torno da próxima direcção. Porque não é admissível que, num clube em tão profunda crise, o presidente eleito seja ameaçado e quase agredido na noite da sua eleição.
No Sporting, há uma claque que há anos se acha dona do clube. Mas que, na verdade, tem feito muito mal à instituição.
O grande desafio que se coloca ao Sporting e aos sportinguistas, creio eu, é conseguir massa crítica. Trazer mais gente para o clube. Mais sócios, obviamente, e sobretudo mais adeptos ao estádio. Porque é difícil criticar o peso desmesurado que a claque tem no clube, e depois o estádio estar vazio excepto nos lugares da claque. A claque reclama poder, porque sem a claque, infelizmente, está lá muito pouca gente.
É esse ciclo que é preciso inverter.

Saudações desportivas.

quinta-feira, 24 de março de 2011

E meninos de loiça não há lá em casa?

Ao meu lado trabalha uma patega que garante que o cão dela se fartou de chorar ontem à noite.

Corriam-lhe as lágrimas”...

You lose, motherfucker

Em primeiro lugar, para quem não me conhece, um disclaimer preventivo. Sempre votei, durante vários anos alternei entre o Bloco e o PC, tenho insistido neste último recentemente. E uma vez votei PCTP/MRPP para as eleições autárquicas. Pronto.

Ansiei muito por este dia. Muito, muito, muito.
Ainda assim não estou eufórico. Estou só contente e aliviado. É impressão minha ou, o homem só se demitiu há 3 horas, e já se respira melhor?

Há muitas faces desta moeda chamada situação política nacional. Cada partido salientará a que lhe convier, numa salganhada que dura há demasiado tempo e que, na minha opinião, só favorece quem não merece.

O meu ponto fundamental é: há ainda alguém que, não sendo filiado no PS, ainda ache que isto está bom? Ou até razoável?
Há ainda alguém que acredite seja no que for do que sai da boca de Sócrates?
Há ainda alguém que, cedendo à demagogia dos boys xuxalistas, ponha a "estabilidade política" acima de tudo? Acima de qualidade democrática, respeito pelos cidadãos, a verdade?
Há ainda alguém que ache que Sócrates ainda se assemelha, ainda que vagamente, a um primeiro-ministro, e não apenas a um razoavelmente talentoso vendedor de carros usados com defeito?
Há ainda alguém que duvide que a situação na qual nos encontramos se deve, não exclusivamente mas em grande parte, aos anos negros do socratismo?

Isto, para mim, é o fundamental. O resto é folclore, e disso vamos continuar a ter muito.

Discutiu-se de tudo: se Sócrates avisou ou não o presidente e os partidos, se o PSD é irresponsável, que todos estão unidos para fazer cair Sócrates e não têm qualquer plano para o futuro, etc, etc.
Basicamente, a partir de agora e desde há uma semana, entrámos no "blaming game". De quem é a culpa, é o novo desporto nacional. Mas, para respondermos a esta pergunta, temos de perceber primeiro a pergunta, ou seja, de que culpa estamos a falar. Para mim, a culpa que interessa é quem nos deixou nesta situação. Sócrates.
Quem mentiu desde o início e ainda agora.
Sócrates.
Quem andou amiguinho do PSD até ao momento em que lhe apeteceu esticar a corda e atraiçoar o seu fiel parceiro.
Sócrates.
Quem quis colocar toda a gente perante um facto consumado, já previamente preparado para a estratégia de vitimização, se a oposição tivesse a ousadia de resistir ao seu insuportável 'bullying' político.
Sócrates.
Quem faz questão de não perceber que já não tem maioria absoluta, para dizer uma coisa e fazer outra, sem ter de estender qualquer ponte seja a quem for.
Sócrates.
Quem sempre fez questão de cortar todas as pontes com o resto da Esquerda (e esta fez o mesmo) e agora faz-se de espantado por esta não ter vindo em seu auxílio.
Sócrates.

Tudo isto me parece óbvio.
Sócrates, na sua arrogância, não percebe que ele não só faz parte do problema como ele É O GRANDE E INTRANSPONÍVEL PROBLEMA. O PS, que se deixou manietar por este tiranete e atirou ainda para mais fundo da gaveta o socialismo, vai pagar caro esta perda de identidade.
Ainda hoje se viu a estratégia de Sócrates. Ou eu ou o FMI. Eu sou o Bem. Eu sou a Estabilidade. Eu sou o Estado. Eu sou Portugal.
Os outros que se fodam.

Mostrou o quão profunda e intrinsecamente anti-democrático é, quando abandonou o parlamento assim que o seu pobre ministro das Finanças acabou de falar. Recusou-se a ouvir, como era seu dever. Recusou-se a ser humilhado uma tarde inteira, como era de total e suprema justiça que acontecesse. Recusou-se, até, a falar, como se não tivesse que perder tempo com essa coisa de regras democráticas.
Sócrates morreu no dia em que perdeu a maioria absoluta, porque nunca soube nem nunca saberá governar pelo diálogo ou pela negociação. E depois da farsa com a aprovação clandestina do PEC IV, ainda tem a lata de dizer que os outros são irresponsáveis porque não querem negociar.

Lata, uma forma coloquial de dizer hipocrisia, que é a marca de água deste governo, e sobretudo desta triste personagem.
Já começou a campanha. E já se percebeu por onde vai. É a estratégia da vitimização até ao fim. E de deitar as culpas para cima dos outros, sobretudo o PSD, apesar de o PS ter estado no poder durante 12 dos últimos 14 anos.
Silva Pereira deu hoje o mote: "a partir do que sucedeu aqui hoje, quem tomou esta atitude fica responsabilizado pela eventual entrada de ajuda internacional em Portugal".
Claro. Não foram eles que fizeram a merda. Foi quem não lhes permitiu continuar esta doentia farsa. Esta é a estratégia, e está já montada ao milímetro.
A hipocrisia é tão grande que Sócrates teve a distinta cara de pau de "salientar a gravidade desta situação, de o nosso país ficar sem Governo na véspera de uma cimeira de tal importância". Com uma pequena nuance, caro Pinócrates: não foi votada qualquer moção de censura. Ou seja, o Governo demitiu-se porque quis. Porque optou pela chantagem total, de dizer que "eu, como eu quero, ou o abismo". Irresponsabilidade é um governo em funções, na véspera da tal cimeira, anunciar que ou votam como ele quer ou se demite. Isso sim é irresponsabilidade, tal como anti-democrático, porque quer atar, sob coação, as mãos aos partidos eleitos.

A campanha vai ser dura e vai ser feia. E vamos ter Sócrates e os seus acólitos a repetir até à exaustão a teoria da irresponsabilidade do PSD e dos outros. Como pode este partido falar de responsabilidade?
Vai ser vitimização, chantagem, mentiras, hipocrisia. Só espero, muito sinceramente, que os portugueses tenham finalmente aberto os olhos. Porque ser enganado três vezes já é demais.

Acredito sinceramente que o que aí vem não será melhor. Não tenho qualquer esperança. Mas sei que entre o que é comprovadamente merda e o que é provavelmente merda, esta última talvez seja preferível.

Se o PSD ganhar, é como ver o Sporting ganhar ao Porto (já aconteceu, eu lembro-me): fico contente por os corruptos terem perdido, mas não consigo ficar contente por os submissos terem ganho.

E Sócrates, pela atitude criminosa, prepotente, incompetente e tresloucada que marcou toda a sua carreira política, merece ser julgado. Tem de ser julgado. E castigado.
Ainda não foi hoje. Espero sinceramente que seja no dia das eleições, para saia do poder humilhado, como merece.

Conclusão

Depois da "magistratura passiva" e da "magistratura activa", ora aí está a "magistratura morta-viva".


quarta-feira, 23 de março de 2011

Misógino

As gajas giras e boas deviam bater a bota assim que começam a ficar podres e velhas.

Afinal vai para o Porto

Rijkaard diz que quer construir "uma grande equipa".

Pedindo antecipadamente desculpas...

...pela piada fácil e lamentável, cá vai.

Entre os candidatos à presidência do Sporting, os mais adequados são Abrantes Mendes e Pedro Baltazar. Um é zarolho, o outro é gago, o que faz todo o sentido para gerir uma equipa de coxos.

Tá certo


Estes rapazes são uma banda chamada "Os Pontos Negros". É um nome muito apropriado, mas podiam chamar-se igualmente "Pelo Encravado" ou "Quisto Sebáceo".

terça-feira, 22 de março de 2011

Tão bom, mas tão bom, que não podia ser inventado

"Quando jogava à bola e entrava em campo, era aguerrido, tinha um 'eye of the tiger'" - Abrantes Mendes, candidato à presidência do Sporting.

Duas mentiras

No meio da esquizofrenia, histeria e garotice que tomou conta da política nacional, às vezes não é fácil discernir a verdade.
Mas é para isso que está cá o Vodka.


O Sócrates grita como o Alan ao pé do Javi Garcia, que quer negociar o PEC mas o PSD é irresponsável, isto depois de o PS ter ignorado toda a gente olimpicamente e ter ido fazer directamente o arranjinho a Bruxelas e a Frankfurt.

Passos Coelho grita como um steward ao pé do Hulk, e diz que não aprova aquilo.

Mas ouçamos o que diz o presidente do Eurogrupo, um senhor com nome de esquentador, Jean-Claude Juncker:
"Não gostaria de interferir num debate de política interna em Portugal, mas nós aprovámos o programa de ajustamento tal ele como nos foi proposto pelo Governo português, que foi avalizado pela Comissão Europeia e pelo BCE, pelo que não vejo nenhuma razão para que possa ser alterado o programa tal como ele nos foi comunicado e aprovado por ocasião da nossa ultima reunião".

Ou seja, estamos bem fodidos.

A primeira mentirinha vem de Passos Coelho. Fica claro, por estas palavras, que o Estado português está vinculado a esta merda, esteja quem estiver no Governo. Se Passos for para lá a seguir, vai ter de o cumprir. Portanto, esta palhaçada do não aprovo - que eu aplaudo - não serve para absolutamente nada.

E depois a grande, gorda, obesa mórbida mentira. A de Pinócrates, esse mentiroso patológico e trafulha encartado.
Estica a corda e dramatiza, dizendo que quem tem a culpa é o PSD. Ele está disposto a negociar, podem ser outras medidas, desde que o resultado seja o mesmo.
Ora o que fica agora claro é que não há qualquer negociação possível. É apenas uma desculpa para provocar a crise e culpar os outros.
Como é óbvio, se Sócrates quisesse negociar, tê-lo-ia feito antes. Antes de ir a Bruxelas e a Frankfurt assinar, em nome do país, este PEC, na exacta redacção que ele tem.
É isto que Juncker diz. É isto que Merkel diz.
Sócrates, que cagou para toda a gente, apareceu lá de peito feito e botou a cruz no sítio da assinatura. Com isso selou ainda mais o nosso destino para os próximos anos.

Tudo o resto é uma falácia. Mais mentiras, num ambiente que está demasiado irrespirável.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Strange Case of...




Oportunidade de Ouro

Este domingo vai decorrer mais uma vez a mini-maratona de Lisboa, na qual, como habitualmente, participará José Sócrates.

Espera-se grande afluência.

Toda a gente quer correr com o Sócrates.

quinta-feira, 17 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

Old School

Um pouco de energia para levar esta puta desta semana até ao fim.

terça-feira, 15 de março de 2011

ooooooooooh boy......

O PSD está a preparar um livro, que deverá servir de base a uma espécie de programa de governo.

Na sua pseudo-ânsia de reformar Portugal, o partido está a fazer uma consulta à "sociedade civil".

O livro conta com o contributo de 55 empresários portugueses, num conjunto de 365 recomendações, uma por cada dia do ano.

Curiosamente, nem uma consulta a uma associação cívica, um sociólogo, um pensador. Não. Temos 55 empresários. E é isto.

Creio que isto diz bem o que nos espera daqui a uns meses, quando o Governo for assaltado por estes rapazotes do "Compromisso Portugal".

PS - Depois de o PS ter ingorado olimpicamente toda a gente quando apresentou as medidas do PEC IV como um facto consumado, como se atreve agora o porta-voz do PS dizer que "a Oposição está a recusar-se a negociar"?...