quinta-feira, 13 de outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Passam agora 50 anos da publicação de "Catch 22", a obra-prima de Joseph Heller. Uma óptima oportunidade para revisitar o livro, e quem precisar de argumentos pode encontrá-los aqui.



Eu nunca o esquecerei. Não só pelo grande livro que é, mas sobretudo porque o li nos primeiros meses da minha filha, por entre o pesadelo que tudo foi. Ainda assim, no meio do choro e das noites a fio sem dormir, consegui guardar do livro uma recordação de frescura. E isso diz muito da sua qualidade.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Não se mijem todos, caralho!


Não foi o Papa. Não foi o Cobain. Não foi o Eusébio.
Não foi um gajo que salvou o mundo. Não foi o gajo que descobriu a cura para a Sida, para o Cancro e para a calvície.
Não foi o alquimista moderno que ensinou o mundo a transformar pedra em ouro. Não foi a Madre Teresa de Calcutá, o Senna, o Álvaro Cunhal.
Não foi um santo, um profeta, um salvador. Não foi um filósofo libertador. Não foi um rebelde.

Quem morreu foi o Steve Jobs e, com todo o respeito pela sua família, estou-me olimpicamente cagando.
Foi um tipo aparentemente carismático, talentoso e com visão. Não inventou os leitores de música, fê-los mais bonitos. Não inventou os telefones, melhorou-os e acrescentou-lhes coisas. Não inventou os computadores, fez outro sistema, muito bom, e fê-los muito lindos. Inventou uma marca e enriqueceu justamente à custa disso.
É só.
Tudo o resto é folclore desta geração de merda, que vive no Facebook e tem sonhos molhados com iPads.

Grow...the fuck...up.

Nobel


Porra, este sim é o verdadeiro artista multifacetado.

PS - depois de mais este balde de água fria, lá vai o Lobo Antunes escrever mais um livro incompreensível a ver se convence os malucos da Academia...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Boa Semana

Uma das bandas mais mamadas de sempre, para dar energia para esta semana. Que o sol se mantenha.


domingo, 2 de outubro de 2011

Music Freak

Toda esta conversa acerca do Nevermind levou um amigo meu a desafiar-me a arranjar um melhor disco de rock nos últimos 20 anos. Não consegui, mas isso deixou-me a pensar em possíveis alternativas, ainda que não o atinjam, pela relevância histórica, pelo significado pessoal e por tudo o resto, que o segundo disco dos Nirvana teve.
Portanto, como bom obcecado musical que se preze, fiz uma lista, que aqui partilho convosco. Mistura uma grande dose de gosto pessoal com atenção pela relevância dos discos em causa. E levei o rock no sentido mais lato.
Aí vai disto.


1 - "Nevermind" - Nirvana

2 - "Mellow Gold" - Beck

3 - "Different Class" - Pulp 

4 - "Ok Computer" - Radiohead

5 - "Angel Dust" - Faith no More

6 - "Ten" - Pearl Jam

7 - "Is this it" - Strokes

8 - "Dirt" - Alice in Chains

9 - "Dirty" - Sonic Youth

10 - "Tanglewood Numbers" - Silver Jews

11 - "Whatever people say I am that’s what I am not" - Arctic Monkeys

12 - "Franz Ferdinand" - Franz Ferdinand 

13 - "Parklife" - Blur

14 - "Grace" - Jeff Bluckey

15 - "Elephant" - White Stripes

16 - "Sleeps with angels" - Neil Young

17 - "Use your illusion I & II" - Guns n Roses

18 - "What’s the Story (Morning Glory)" - Oasis

19 - "Funeral" - Arcade Fire 

20 - "Siamese Dream" - Smashing Pumpkins

Da primeira lista que fiz, dei com 36 discos. E vocês, quais são os vossos preferidos? Será que coincidem com alguns que tiveram de ser cortados? 

Foda-se, 20 anos

Por falta de tempo, provavelmente sou a única pessoa da minha idade com acesso a computador que ainda não escreveu nada sobre o 20º aniversário do "Nevermind", de facto o disco que mudou tudo. Ainda o vou fazer, mas não agora. De qualquer forma, deixo-vos uma sugestão de incrível qualidade.

Ouçam aqui a conversa entre Dave Grohl, Chris Novoselic, Butch Vig e Jon Stewart (ó ié), sobre este grande disco. Vale muito a pena.  A conversa começa com Stewart a explicar o que sentiu quando ouviu o "Nevermind" pela primeira vez: "era como se os Beatles tivessem engolido os Black Flag".

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dicionário de Jorge Jesus


"O Night" - Equipa de futebol mundialmente conhecida por Manchester United.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Actualização



Agora sim, tem 20 anos.

Devia ser proibido nascer com tanto talento.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Smells Like...

Passos Coelho, dia 4 de Setembro: "Escolhemos fazer do ano de 2012 o ano do principio do fim da emergência nacional".

Vítor Gaspar, dia 6 de Setembro: "2012 é o princípio do fim da crise".

Carta de 1 de Setembro, assinada por Vítor Gaspar, hoje disponibilizada no  Ministério das Finanças: "Estamos prontos para tomar medidas adicionais que possam ser necessários para cumprir os objetivos do programa económico".

Notícia da noite: Troika exige mais medidas de austeridade no próximo ano em Portugal.





segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Amo-te, Archie Bunker

Às vezes, dou por mim - num louvável exercício de humildade e de melhoria contínua - a perguntar-me: por que raio continuo a ser um pouco homofóbico?



Outras vezes, porém, dou por mim a percebê-lo perfeitamente.



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Career Oportunities

Há coisas que magoam o orgulho de uma pessoa.
Na minha última carreira no Football Manager, em duas épocas, consegui: a) despromover a Académica à Segunda Liga; b) despromover o Chaves à 2ª B; c) ser substituído, no comando do Chaves...pelo Luis Campos.

Impõe-se a questão

Quando esta senhora faz uma reportagem da Suíça, também se veste de tirolesa?


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Eu confesso, até acho piada ao estilo do Vítor Gaspar. Tirando o facto de ele me ir ao bolso de cada vez que abre a boca, acho-o uma lufada de ar fresco na nossa política das últimas décadas, feita de artistas de variedades e de vaidozões inveterados.
Mas, na entrevista que deu hoje à SIC, há pelo menos uma coisa a lamentar. Falou, falou, falou, e eu não o consegui ver, sequer, a defender algumas das medidas que tanto nos penalizam no imediato. Para tudo, a mesma desculpa: isto estava previsto no memorando da troika. Foi sempre como se dissesse sempre "mas que raio estavam vocês à espera?". Para o Gaspas, os portugueses lêem todas as noites, antes de dormir, o memorando da troika. Como tal, sabem tudo o que se vai passar e não podem ser surpreendidos. Como economista ortodoxo que é, considera que uma informação que é pública  - mesmo que escrita em troikês - é imediatamente apreendida pelo "mercado", que se ajusta automaticamente à nova informação. Infelizmente para ele, estamos a lidar com pessoas e não com bancos de investimento.
Em todas as perguntas sobre impostos, a resposta era a mesma: estava previsto na troika; os cortes nas despesas sociais, previstos na troika; o fim da vaselina, foi a troika.
Que eu saiba, quem manda neste país ainda é o Governo português. O que eu gostaria de ver era o nosso ministro das Finanças explicar-se, e aplicar medidas que ele acredita serem as melhores. Como cidadão e, sobretudo, como contribuinte, não me chega dizer que me estão a ir ao cu mas que foi a troika que mandou. Gostaria de ouvir o ministro das finanças dizer se acha bem, se acha útil, se acha produtivo, estar a ir-me ao cu.

PS - a boa notícia: falou 45 mins e não anunciou qualquer novo aumento de impostos. É um começo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

eh pá....

O que se consegue ao misturar um cagalhão com 20 anos e uma boa porção de diarreia com os mesmos 20 anos?

New Kids on the Block e Backstreet Boys juntam-se para novo disco.

Welcome

Só para salientar o facto de termos mais um "membro" a seguir o Vodka.
Tem o nome de "Jibóia Cega", o que conjugado com a expressão "membro", traz associações desconfortáveis.

E pronto, cumprida a tradição de insultar o novo "membro", resta dar as boas-vindas ao "Jibóia Cega".

PS - é sempre bom relembrar um grande ditado popular da minha rua: "Dá beijinho ao trolha". Lembrei-me agora, pronto.

Sideways

Governar Portugal deve ser uma coisa lixada. Os partidos do eixo do poder têm cronicamente sonhos molhados com as maiorias absolutas ou, quando se juntam com outro, uma "maioria de incidência parlamentar", que é a mesma merda mas com outro partido.
Eu sou, por natureza, contra as maiorias absolutas. O Parlamento serve para alguma coisa, para fiscalizar a actuação do Governo. Ora com as maiorias absolutas o Governo caga de alto para o Parlamento. Mas também sei que o inverso é difícil. Sem maioria, os deputados tugas estão sempre a bloquear e chatear e o camandro.
Ou seja, infelizmente em Portugal só há uma maneira de um Governo avançar com o seu programa, com maioria absoluta. Mas a verdade é que o político indígena não sabe agir como deve ser nessas circunstâncias, e acabamos sempre com o abuso, que costumo chamar de "táctica Sócrates".
Que, parece, tem novos seguidores.

Na última semana, tivemos dois exemplos de como esta nova maioria rapidamente ganhou os tiques da antiga.
Primeiro foi o chefe das Secretas. No meio deste absoluto escândalo nacional sobre as escutas a jornalistas incómodos e sobre a passagem de informações do Estado para empresas privadas, a maioria PSD/CDS chumbou a audição do responsável máximo pelas Secretas portuguesas. Anunciaram-se uns inquéritos, e tal, para tudo ficar na mesma.
No caso da passagem de informações à Ongoing, também houve um inquérito interno, cujas fantásticas conclusões já são conhecidas: houve passagem de informações de Jorge Silva Carvalho à Ongoing, mas não eram matérias de Estado. Foram conseguidas com meios do Estado, pagos por todos nós; não sabemos como foram conseguidas, legal ou ilegalmente; não sabemos sequer que informações foram essas. A conclusão? Não se passou nada. Ninguém foi acusado e nós, o Povo, o Estado, não sabemos nada do que se passou. E agora, com um jornalista espiado pelo Estado, o responsável máximo não será ouvido, por não ser "oportuno".

O segundo caso deu-se hoje. O PS pediu para ouvir Álvaro Santos Pereira, esse cruzamento entre o Paul Giamatti e Dennis o Pimentinha, que dizem que é Ministro de uma coisa inexistente em Portugal, que é a Economia. Queriam ouvi-lo por causa do TGV, e com razão. Este senhor foi a Madrid, há menos de um mês, dizer o impensável: quanto ao TGV, Portugal anuncia em Setembro a sua decisão.
Mas qual decisão, foda-se?! Atão não era para parar?! Não é evidente para toda a gente (excepto para as construtoras) que tem de parar?! O próprio PSD não se fartou de clamar que tinha de ser cancelado??!?!
Pois.
E depois da triste figura que o nosso ministro sem pasta fez em Madrid, o que diz a maioria PSD/CDS? Que "não é oportuno" ouvir agora o senhor.

Porreiro, pá.

Ripa na repaqueca

O Vítor Gaspas parece o Domingos Paciência. O primeiro diz que agora é que vai anunciar cortes na despesa; o segundo que é altura de começar a ganhar. Em ambos os casos é só bolas ao poste e pontapés na atmosfera.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

This shit compares to you

Sinead O'Connor diz-se "desesperada por sexo".



I wonder why.

Memória

Em qualquer discussão sobre bola, nomeadamente sobre "qual o melhor defesa central que já vi jogar", há sempre nomes que vêm à baila.
Os benfiquistas que não se lembram do Humberto Coelho falam sempre do Gamarra, um jogador que passou escassos meses em Portugal mas que deslumbrou enquanto o fez, num plantel de merda. Os sportinguistas falam de grandes jogadores como Marco Aurélio ou Luisinho, ou do André Cruz, que eu considero um pouco abaixo do nível dos anteriores. No Porto, Jorge Andrade e Ricardo Carvalho foram muito grandes. A nível internacional, há nomes incontornáveis como Baresi, Hierro ou Canavaro.
Mas para mim, quando penso num central, penso neste senhor.
Ricardo Gomes.
Tive o prazer de o ver jogar ao vivo muitas vezes, e tive a fortuna de o ver representar o meu clube, enquanto capitão.
Um jogador de classe pura, numa posição em que isso não é frequente. Cabeça levantada, capacidade de passe, remate de longe, grande jogo de cabeça a defender e a atacar. E, sobretudo, a forma calma como se impunha, sendo respeitado por todos, dentro e fora de campo.
Ainda não tem 50 anos, e corre perigo de vida. E, enquanto benfiquista, quero juntar-me aos muitos benfiquistas que não o esquecem. Que não esquecem os nossos, como nunca esquecerão Robert Enke, Miklos Fehér, Vítor Baptista, José Torres ou Pedro Mantorras (este felizmente vivo, apesar de também perseguido pelo infortúnio). Porque ser sócio e adepto de um clube, sobretudo de um clube centenário, enorme e popular como o Benfica, é ter memória. E gratidão.

É por isso que te digo, Capitão: Obrigado e Boa Sorte.

Easy

Como num passe de mágica, surge o título da notícia : "Governo cria mais 20 mil lugares nas creches".

Acontece que esta fabulosa medida foi conseguida com uma simples decisão: aumentar o número de crianças por sala.

Eu sei bem o gigantesco problema que é a falta de creches. E o impacto que isto tem na vida dos pais. Mas resolver um problema assim não é maneira.

É como se, para resolver o problema da lista de espera nos hospitais, se proibisse as pessoas de adoecer.

O que eu gostava mesmo...

Eu queria ter uma opinião sobre a história dos passes sociais para os pobrezinhos.
A sério.
E então fui à procura. Vi umas notícias, li uns jornais, ouvi um senhor governante a falar.
E fiquei na mesma.
Minto, fiquei mais confuso.
Portanto a coisa é mais ou menos assim:
- ninguém no agregado familiar pode ganhar mais de 540 euros, ou coisa assim
- o passe pretendido tem de ser para utilizar em Lisboa ou no Porto
- em Lisboa o desconto é maior do que no Porto
- fora de Lisboa ou do Porto, não há desconto para ninguém, o que quer dizer que fora desses dois centros urbanos não há pobres ou carenciados
- para ter acesso é preciso apresentar um papel do irs, autenticado pelas Finanças
- só há desconto para alguns passes. Por exemplo, se for só para andar de comboio, ou só de metro, não há, porque os pobres andam nos transportes todos, os outros que só andam num só querem é passear

Junta-se isto ao facto de: a) no Porto já se vendem os novos passes para os desgraçados, mas em Lisboa não; b) no Porto houve uma invasão de pessoas (eles agora chamam os utentes de clientes, porque é mais fashion) mas nenhuma alminha se lembrou de meter lá mais pessoal a atender; c) tanto em Lisboa como no Porto as respostas dos funcionários foram claramente insuficientes.

E ao ouvir a TSF, ouvi falar uma senhora que era directora ou presidente ou coisa assim de uma entidade dedicada à "Gestão do Tarifário do Andante", que é o eléctrico rápido do Porto.
Querem poupar? Que tal começar por extinguir uma entidade dedicada à "Gestão do Tarifário do Andante"? Isso não poderá ser feito, digo eu, por quem gere o próprio do Andante?

Eu queri ter uma opinião sobre os passes. A sério, queria mesmo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Boa Nova

Eu gosto muito do Tom Waits. Já gostei mais, é certo, num altura em que era para mim mais importante um tipo ser original do que ser realmente bom. A verdade é que este gajo. sei-o hoje, é bom e original. Ando a ler uma óptima biografia de Waits, da autoria de Barney Hoskyns, que vai desde os tempos de "Closing Time" de 1973, ao "Orphans", de há poucos anos. Voltei agora de uma semana de férias durante a qual dei um bom avanço no livro, e ao chegar a casa tive que ir revisitar os discos do velho Waits. Os meus preferidos surgem nos anos 80, "One from the heart", "Swrodfishtrombones" e "Frank's Wild Years", mas provavelmente o disco mais conseguido, e que adoro, é o "Mule Variations". Adiante. O mais importante é que Waits se prepara para lançar o primeiro disco de originais em sete ano, chamado "Bad as me". Depois de ter havido uma "fuga" na internet sobre o conteúdo de uma música, Waits fez este vídeo sobre o assunto, mostrando como gostaria de mostrar as suas novas músicas, a sua "surpresa" para todos nós.
Um grande senhor, de volta em forma.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Horóscopo...


Câncer é um signo lixado!

domingo, 14 de agosto de 2011

Nem sempre o senhor marcava penaltis tão facilmente

No longínquo ano de 2010, o critério deste senhor era...digamos...ligeiramente diferente.


Onde é que eu já vi isto?


Pois.

Clueless

Não sei há quanto tempo este Governo está em funções, mas já cansa. A única coisa que os tem safo, na minha opinião, é que o anterior foi tão mau, tão mentiroso, tão criminoso e tão hipócrita que a malta ainda consegue olhar para este e pensar que é melhor.
E é, mas não porque seja bom.
É mau, mas ao pé do anterior eu e uns amigos da bola fazíamos melhor.

O grande problema é a evidente falta de rumo num Governo que prometia exactamente isso: um rumo. Um caminho, que eventualmente haveria de dar numa saída.

O recente caso da TSU e da subida do IVA na energia é paradigmático.
Já estamos na merda, mas o Governo parece insistir num caminho de acabar completamente connosco.
Corta-se a TSU, ou seja, faz-se com que as empresas gastem menos com os seus trabalhadores, à custa do Estado (todos nós). Para compensar esta perda de receita, há que ir buscá-la a qualquer lado. Adivinhem onde? Exacto, ao sítio do costume, aos nossos bolsos, através da subida do IVA.
Isto traz vários problemas. Reduz o nosso rendimento já diminuto; só permite aos patrões tugas comprarem uns carros mais potentes; e as próprias empresas vão vender menos, porque os seus produtos ficam mais caros, devido ao IVA.
Inicialmente, a ideia era reduzir a TSU só para empresas exportadoras, mas agora é para todas. É indiferente, é uma má ideia de qualquer forma. Só 2,5% das nossas empresas exportam. O que quer dizer que as restantes 97,5% vendem cá para dentro. Vendem aos tugas, que já não têm dinheiro para os produtos como estão, muito menos com mais IVA.
E agora, enquanto se diz que é preciso dinamizar as empresas, aumenta-se o seu custo mais relevante, a energia, de onde vem toda a produção.

É por isto que digo que não há rumo. Medidas contraditórias, inconsequentes, mas sempre com o mesmo tipo com os tomates no torno: o Zé Povinho.

Esgoto

Na sexta-feira, todos os jornais traziam uma informação comum: que o Governo, depois de um Conselho de Ministros de 10 horas, ia anunciar medidas de corte da despesa. O DN foi o mais "azarado" de todos, porque espetou a informação em manchete.
Acontece que toda a gente tinha.
E acontece que não foi nada disso que aconteceu, mas o contrário. Toma lá mais impostos, ou seja, "Paga, Zé!", outra vez.
E depois?
Depois nada.
Isto não caiu do céu. Isto foi dito, "passado" aos jornais, obviamente, por alguém do Governo.
Não é fundamental, excepto para os jornalistas, a questão de os jornais e os jornalistas terem sido enganados.
O que é fundamental, e muito grave, é todos os jornais terem enganado os seus leitores. Num sector já afundado no descrédito, é este tipo de coisas que cava o buraco mais fundo.
Diz o código deontológico do jornalista que há apenas um caso em que o jornalista deve revelar as suas fontes: quando estas o enganam e, indirectamente, enganam os leitores.
Já passaram dois dias e ainda não vi um único jornal revelar quem, no Governo, lhe deu a informação que se verificou ser completamente falsa...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Disparates vários

O Homem-Esplanada diz:
atão foram à boca do pedro proença?
MUAAAAAAAAAAAAHAHAHAHHAHAHAHHAHA
Kowalski diz:
pois, mas ainda na percebi
diz que era um nosso adepto
O Homem-Esplanada diz:
é o q dizem os pasquins
Kowalski diz:
é para ver se ganham medo, os cabrões
acho que lhe partiram os dentinhos
até engoliu o apito
agora quando se peida assinala penaltis

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Curta mensagem para os fãs de The National

Ide mamar num ganda nabo.
Com veias.

Inconfessável

Nunca pensei dizer isto...mas até agora simpatizo com o treinador dos tripeiros.

Mandem-me abater, eu sei.

domingo, 7 de agosto de 2011

Lógica

Normalmente, uma empresa ou entidade faz publicidade para combater a concorrência de outras empresas/entidades e para atrair mais clientes.
A Santa Casa da Misericórdia, depois de por vários anos ter patrocinado o Lisboa/Dakar, este ano patrocina um palco do Festival Sudoeste.
Com o nosso dinheiro, que por acaso devia ir para os mais carenciados.
Qual é o objectivo? Impedir os desgraçadinhos de irem pedir assistência à concorrência? Atrair mais desgraçadinhos para os seus serviços?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Naisse

Isto deu-me tanto gozo como uma Taça da Liga.


Nomenklatura

A partir de agora, quando eu escrever "aquele madeirense mongolóide" já não me estou a referir a Alberto João Jardim, mas sim a este indivíduo.
Que por acaso também é Jardim.

O lado errado da Globalização

Leio e vejo as notícias e é-me difícil acreditar.
Enquanto andamos aqui a brincar às troikas, aos BPN's e ao "resgate" à banca, 12 milhões de pessoas estão em risco de morrer à fome na Somália. Pura e simplesmente morrer por não ter nada para morrer. O efeito conjugado da seca extrema com conflitos armados de limpeza étnica, criou uma nova vaga gigantesca de refugiados. A maioria deles tem, para sobreviver, de atravessar um deserto, a pé, até ao campo mais próximo. Que, foda-se, não é nada próximo.
Pais vêem os próprios filhos perder a vida, e têm, muitas vezes, de escolher quais levar e quais deixar para trás. Os que não são fortes o suficiente para aguentar a marcha, ficam onde estão.
Cada tragédia desta é uma tragédia para a Humanidade. Todas juntas são de uma monstruosidade com um peso do tamanho do mundo.
Sim, eu sei, é lá no caralho mais velho. Mas, neste mundo globalizado, isso já não é desculpa. A globalização não pode ser apenas num sentido, de vender produtos e fazer dinheiro em todo o mundo. Não pode ser. Se estamos na aldeia global para o que nos convém, não podemos, pura e simplesmente ficar indiferentes.
Nós, agora, sabemos. Mal merece dois minutos de noticiário, mas sabemos.
Acredito que muita daquela gente, no meio do seu desespero, se interrogue se os ricos do mundo sabem. E que se perguntem: "se sabem, como podem não fazer nada"?

Peço desculpa por "cortar aqui o barato" no Vodka, sobretudo depois das "partes fodengas" (bravo!) do camarada Papousse, que prometem reduzir à irrelevância tudo o resto.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Informação Essencial

Pela primeira vez, rapei-me nas partes fodengas (geografia na qual se instalou uma vigorosa comichão do caralho).

Life Is a Beach

Está a ser noticiado que o BIC vai depositar caução de 10 milhões.
Apesar de caro, não me parece que um caução vá ajudar um país que já está de tanga.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mira, viene ahí lluvia

O Mira Amaral devia verificar o seu boletim de saúde.
Tanto perdigoto e aquela espuminha no canto da boca faz-me desconfiar que se esqueceu do reforço à vacina contra a raiva.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

The Fat of the Land

Estamos efectivamente em recessão.
Ainda ontem a Júlia Pinheiro, no Peso Pesado, fazia alusão ao fim das vacas gordas.

sábado, 30 de julho de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Bullshit

A malta gosta de bater nos políticos, e eu também. Mas, quando pensamos que, neste campeonato, estamos muito mal servidos, basta olharmos para o que se passa nos EUA para percebermos que há pior.
No momento em que escrevo, estamos a quatro dias de podermos assistir a um default soberano dos EUA. Ou seja, os EUA não conseguirem pagar as suas dívidas.
Ponto.
E porquê?
Por causa de uma birra política.
A questão é simples.
Obama quer aumentar o valor legal de endividamento permitido, que está inscrito na Constituição. E quer também aumentar os impostos sobre os ricos, para ajudar na despesa. Os republicanos acham que os democratas, esses perigosos esquerdistas, são uns esbanjadores de dinheiro. Querem menos Estado, porque estão convencidos de que a assistência prestada por este só serve para desincentivar as pessoas de lutarem para melhorar as suas condições de vida. Por outras palavras, não se pode tirar dinheiro aos ricos para dar aos pobres, porque os ricos são ricos porque se esforçaram por isso, e os pobres são pobres porque não se esforçaram. O american dream na sua essência.
Sem o acordo dos republicanos, não é possível alterar a lei. Sem alterar a lei (o que foi feito mais de 100 vezes no século XX) os EUA não podem emitir mais dívida. Se não emitirem mais dívida, não conseguem dinheiro para pagar os gastos do Estado ou a dívida que vence e que terá de ser paga.
Com uma agravante. O maior credor dos EUA são a China. Falhar o pagamento à China seria não apenas uma humilhação económica dos EUA: seria dar aos chineses um imenso poder sobre os EUA, no limite equivalente ao que a troika tem hoje em dia sobre a Grécia.
Caso haja um default, há analistas que acreditam que o seu efeito psicológico sobre os mercados seria mais devastador do que a falência da Lehman Brothers, da Grécia, de Portugal, da Irlanda, da GM, da AIG. Só que tudo junto, no mesmo dia.
Perante isto, por que raio os republicanos estão tão intransigentes?
Simples: porque estão nas mãos dos energúmenos do Tea Party, uma facção ultra-radical de extrema-direita que tomou de assalto o partido republicano. Não são maioritários dentro do partido, mas são tão populistas e tão extremos que fazem todos os outros parecerem esquerdistas. No partido republicano, Obama é visto como o demónio, e ninguém quer ser visto como brando ou colaboracionista para com ele. Por isso, na prática, o Tea Party manda no partido. Sendo que os tipos mais inteligentes e moderados do Tea Party fazem a Sarah Palin parecer uma senhora ponderada e inteligente.
Os EUA têm dinheiro em cash para pagar despesas até terça-feira. Depois disso, ninguém sabe. E perante este panorama de possível cataclismo financeiro - do qual incompreensivelmente as televisões não falam, talvez porque não o percebem - o que fazem os políticos? Bluff e brincadeirinhas de criança.

Resta-me só fazer uma pergunta.
Nós somos lixo, mas não falhámos qualquer pagamento.
Os EUA podem entrar em default já na terça-feira, o que já foi admitido publicamente, e com cada vez mais desespero pelo próprio presidente Obama.
Como tal, como raio pode este país ter, neste momento, um rating de AAA, o máximo possível?

PS - nos EUA, os republicanos e a Fox News aboliram a expressão ricos. Não se pode dizer "impostos sobre os ricos", mas sim "impostos sobre os criadores de emprego". A perversidade da semântica.

Saúda-se a transparência

É de esperar indignação?

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Acorda o Ortográfico!

Custaria muito aos jornalistas passarem os seus textos por um corrector primeiro?
Ainda agora li no Público que a "Sónia Brazão é arguida", em vez de "ardida".

Lacoste, Unconventional Chic

Cinza Pálido

Anders Breivik diz contar com apoio de “duas células”.
Uma em cada hemisfério cerebral.

Sobre Oferta e Procura e as Regras do Mercado

Na sequência da morte de Amy, a procura pelos seus álbuns subiu 300% em Portugal.
Paralelamente, a procura por heroína desceu 300% no Reino Unido.

Get on your dancing shoes

Cada um tem o que merece

James Blunt é cabeça de cartaz da Expofacic, em Cantanhede.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Quimi Gal 2

Autoridades britânicas desencorajaram a cremação de Amy Winehouse.
O centro de incineração de drogas ilícitas não tinha vaga para esta semana.

Quimi Gal

Anders Breivik, que tencionava atacar infraestruturas importantes na Europa, terá estado por trás da morte de Amy Winehouse. "Era o centro nevrálgico da indústria quimíca britânica", disse.

domingo, 24 de julho de 2011

A Amy chegou primeiro


              
                                                         "You lose, Mr. Doherty!".

Morreu a Amy Winehouse...

...ou, como é conhecida na Amadora, a "Angélico da Inglaterra".

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Grow the fuck up

Ontem à tarde, estava eu na Fnac, quando vi uma coisa que me chocou.
Um bocadito ao lado de onde eu estava, na tenebrosa secção de livros "do Fantástico", estava uma jovem gótica, ou emo, ou uma coisa assim. Tinha ar dos seus 20 e poucos anos, o que já não é idade, francamente, para se ser gótico. Era moça para ter uns 80 kilinhos; toda vestida de preto e com ar de quem ou não tomava banho há uma semana ou então toma mas os banhos não fazem efeito; mas o pormenor que me partiu todo foi a sua malinha, a tiracolo: um pequenino caixão de veludo, com uma cruz de vinil brilhante.
Sim, eu sei. É o tipo de feiosa que, como não conseguia arranjar um gajo nem se Satã viesse à Terra, se arma em gótica para fingir que aquilo é tudo de propósito. Tipo "eu não sou feia, eu opto por ter este estilo porque não ligo a essas coisas superficiais".
Xavala, não é verdade. Tu és feia. És um mostrengo. Mas até os mostrengos se safam, com um bocadito de paciência. Agora, não tomar banho e andar com um caixãozito a tiracolo, cheio de chaves (de casa dos pais, claro), telemóvel e pensos higiénicos...enfim, não acho que te ajude a tirar as teias de aranha daí de onde tu sabes.

PS - aproveito para relançar a pergunta: aqui há 15 dias, ali na avenida de Roma, vi o maior ajuntamento de freaks desde o concerto dos Tokio Hotel. Emos, góticos e uma data de badochas vestidas de personagens manga. Alguém sabe que raio era aquilo?...

A culpa é como a Elsa Raposo, vai morrer sempre solteira

Há quatro anos, um professor chamado Fernando Charrua, foi afastado das suas funções na Direcção Regional da Educação do Norte (creio que há aqui uma contradição, mas enfim). Isto por ter feito "comentários jocosos" à figura do então primeiro-ministro, o saudoso e sinistro José Sócrates, que agora estuda filosofia em Paris apesar de, perante o Tribunal Constitucional, não ter dinheiro para mandar cantar um cego.
Acontece que só agora, quatro anos depois, houve uma decisão judicial. Um tribunal do Porto considerou que ele foi ilegalmente afastado do seu cargo, embora não tenha dado como provado que ele foi afastado por esses "comentários jocosos". Quem o afastou foi a própria directora da DREN, socratista e xuxalista convicta, muito contente por ter prestado tal estalinista serviço ao seu ídolo fascistóide.
E o que diz o tribunal? Que não ficou provado que ele ficou afastado pelos tais comentários, apenas que foi afastado sem justificação legal para tal. A consequência? O Estado foi condenado a pagar-lhe 12 mil euros por danos morais. O Estado, ou seja, todos nós. Já a senhora que tomou a decisão não tem de pagar nada, e continua alegremente a exercer as suas funções.
Enquanto não houver uma responsabilização pessoal de quem toma este tipo de decisões em nome do Estado, não saímos disto. A senhora vai pagar, enquanto contribuinte, exactamente o mesmo que eu, ainda que a nossa responsabilidade no caso seja, digamos....bastante distinta. 

Stand By

O blog recomeça dentro de momentos.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

Mais uma razão pela qual é o melhor de sempre

Maradona: «Somos muito injustos com Messi»


No «pior momento» da sua vida, Diego pediu que lhe ligassem para defender o 10 e critica Batista

Diego Maradona fartou-se das críticas a Lionel Messi. Pediu a um jornalista para lhe ligar e falou da selecção argentina. Claro, criticou Batista.
«Pedi para que me telefonassem porque, no momento mais triste da minha vida (a mãe está muito mal de saúde), quero defender Messi», disse o antigo seleccionador. «Quero fazê-lo porque joga sempre bem, porque sente a camisola da Argentina», argumentou Maradona. «Quando vou à clínica ver a minha velhota não posso crer no que dizem todos esses ignorantes que falam pelo rádio e matam-no», acrescentou.
«Messi vai dar tudo em qualquer momento, sem nenhum problema, e digo-o porque o conheço», prosseguiu El Diego. «Falei com ele esta semana e pedi-lhe tranquilidade, também foi difícil a Maradona jogar com Russo, Giusti e Gallego juntos, portanto, não coloquemos a culpa em Messi, porque temos o melhor do mundo, um miúdo excepcional», sublinhou o próprio Maradona.
De acordo com o jornalista do Olé, Maradona continuou num monólogo: «Não podemos ser assim. Se ganha a Champions é o melhor de todos os tempos; mas, se a Argentina não ganha dois jogos é logo por culpa dele. A selecção não ataca em nenhum momento e metemos a culpa nele. Peço que tenham confiança em Messi, que tenham fé!»
De novo, o jornalista apenas nos relata o estado de Maradona: está a chorar do outro lado do telefone, com a mãe à beira da morte. «Está nas mãos de Deus», disse el pibe, para depois voltar ao assunto Messi: «Posso ter problemas com algumas pessoas, mas quando falo com os argentinos, digo sempre a verdade.»
Maradona recordou o próprio passado para defender Messi: «Antes do Mundial de 86 também tive jogos maus, era um desastre, criticado por 80 por cento dos jornalistas. E depois do Mundial não havia um que não me pedisse uma palavra.»

A «crueldade estúpida» de Batista
Nas palavras de Maradona também há críticas, dirigidas a Sergio Batista, o seu sucessor na selecção. «Messi tem de falar directamente com o treinador e dizer-lhe para colocar alguém que o entenda, com quem possa tabelar para ferir o adversário», considerou D10s. «Se ele vai fazer isso? Não, porque gosta da camisola argentina e, por isso, vai ficar quieto, porque eu vi-o no balneário depois dos 4-0 com a Alemanha (Mundial-2010) e era o que mais chorava, quero contar isso a todos os argentinos, porque estes que agora vão para a televisão, e que falavam de intrusos, agora querem falar de futebol e não sabem nada», declarou Maradona, num monólogo sem fim.
Depois, a crítica directa à táctica da selecção: «Se pões três médios-defensivos para que o melhor do mundo nos salve limpando sete jogadores, joga com quatro tipos e pronto, põe Romero (guarda-redes) e os quatro de trás», apontou, como a dizer, se a táctica é essa, joguem apenas com a defesa e dêem a bola a Messi.
Questionado sobre quem devia acompanhar Messi, Maradona respondeu que não vai «fazer a equipa de Batista e muito enos cumprimenta-lo». Depois, frisou que o técnico tem uma «crueldade estúpida com Pastore», o qual, parece a Diego «faria grande parceria com Messi».
Maradona prossegue a análise, recordado de que nas eliminatórias do Mundial-2010, Messi também não esteve bem: «Passa mais pela nossa equipa que pelo adversário, a equipa não o faz jogar mal, mas não lhe dá opções, por exemplo, eu ria-me muito quando diziam que tínhamos de jogar como o Barcelona, mas nós temos de jogar é como a Argentina, até porque não temos Xavi, Piqué, Iniesta.»
Por fim, uma pergunta sobre Tevez e Aguero, se falou com eles. «Com Carlitos não falo há muito tempo, mas vejo-o um pouco lento, e com o Kun estive com ele na folga dele, mas jamais sugeriria a Batista que o colocasse», disse, acerca do genro.

terça-feira, 5 de julho de 2011

MSN is my life

O Homem-Esplanada diz:

'dias sô doutor
larguei uma micro-posta no vodka

Kowalski diz:
óptima notícia
vou lá daqui a pouco, qdo passar um pouco o cheiro

O Homem-Esplanada diz:
ahahahaha

Expressões Caídas em Desuso...


"Cara-de-Cú à Paisana"

domingo, 3 de julho de 2011

O programa do Governo

Por motivos profissionais, eu li o programa do Governo.
São cento e tal páginas, num estilo desigual que denota ter sido escrito a muitas mãos. Entre o técnico, o vago, o pueril, o pomposo, o falso humilde e o motivador, sobra alguma coisa importante, que me fez reflectir.
É um verdadeiro programa de Direita, mas mais no sentido liberal do que no sentido conservador. Tal como costuma fazer a Direita, praticamente não tem ideologia, embora as medidas venham carregadas dela. Visível, há apenas um ponto: o "visto família". Diz lá que este Governo terá um ponto prévio, um pressuposto que será aplicado a tudo: nenhuma medida será aprovada em Conselho de Ministros se não receber o tal de "visto família". O que quer dizer que todas as medidas serão avaliadas tendo em atenção o impacto sobre as famílias. Creio que a história do corte de subsídio de Natal terá passado, obviamente, no teste do "visto família".
Privatizações em barda, etc, tudo aquilo que já se sabia. Aliás, este é um mérito do programa. Traz aquilo que Passos Coelho e Paulo Portas haviam prometido/ameaçado.
Saúde e educação, incentivando a iniciativa privada. O que não diz lá é que este incentivo é à custa do serviço público, mas é inevitável, são as duas faces da mesma moeda.
A cereja em cima do bolo é a história dos subsídios de rendimento mínimo e afins. Pretendem substituir o dinheiro pago por "alimentos, vestuário e medicamentos". Mais uma vez, parte-se do princípio errado. De que todos os beneficiários são malandros que não querem trabalhar. De uma vez por todas, há uma coisa que tem de ser feita: chama-se fiscalização, e existe em países civilizados e até nalguns mais pobres que nós. Este conceito revolucionário, afinal, é simples. É fiscalizar se quem recebe o merece. Se não merecer, corta-se. Esta fiscalização é função do Estado, que seria o principal beneficiário dessa tarefa. Estado que, mais uma vez, prefere demitir-se dessa função, e cortar tudo à bruta, apanhando bons e maus. E mais, é o regresso ao conceito da caridadezinha. De que os pobres merecem sopa, dada por um bom samaritano que tem um bom carro; mas não tem direito a vinho, ou a cigarros, ou a qualquer outra coisa que o ricaço não aprova.
Por todo o programa, a velha ideologia de Reagan. Há que criar riqueza através do mercado, da liberalização total de tudo o que for possível. Essa riqueza, naturalmente, chega primeiro aos ricos, aos detentores do capital e dos meios de produção. E, a prazo, irá pingando para baixo. Acontece que, entretanto, vamos esmagar ainda mais os pobres e a classe média, reforçando os meios dos ricos. Mesmo que acreditasse que este modelo funciona, e tenho sérias dúvidas, tenho ainda mais dúvidas de que tenhamos o tempo para esperar que a riqueza "pingue".
É, sim, um verdadeiro e completo programa de Direita. Que me deixaria muito preocupado se fosse mesmo todo cumprido. A ver vamos.

Mas isto leva-me ao ponto a que queria chegar.
Tenho ouvido muita gente dizer que a Esquerda falhou, portanto agora é a vez da Direita tentar.
Com uma diferença: a Direita não tenta. A Direita faz.
E com outro pormenor: a Esquerda nem sequer tenta, porque a "Esquerda" que esteve no poder nunca quis ser de "Esquerda".
Sócrates e o seu séquito tiveram preocupações bastante simples: controlo mediático; conquista e manutenção de poder, a qualquer custo; dinheiro para si e para os seus amigos, muitos deles do "mercado"; desmantelamento progressivo do Estado Social por razões economicistas, mas de forma escondida por razões eleitorais.
Tirando as questões dos "costumes" (aborto, casamento gay, etc), nada de Esquerda se viu que não tenha servido algum dos outros objectivos que descrevi anteriormente. Um bom exemplo foi a utilização da golden share na PT, supostamente uma coisa de Esquerda, o Estado a usar o seu poder contra o mercado, neste caso, a Telefonica. Mas bastou esta subir o preço, enchendo ainda mais os bolsos de "pobrezinhos" como o BES, para a golden share ir pela janela.

E esta é a questão: o falhanço absoluto do PS de Sócrates abriu uma passadeira vermelha para a Direita, porque deixou na mente das pessoas a imagem de um falhanço absoluto da Esquerda. Quando, na verdade, nada teve de Esquerda. E esse é o pior pecado de Sócrates. Ao ter verdadeiro nojo de verdadeiras políticas de Esquerda (que não usam Armanis e falam com a boca cheia) mas sempre insistindo publicamente (e enganando muita gente) que fazia uma política de Esquerda, deu o poder à direita, por 8 anos. Estes são os factos. Aconteceu o mesmo com o palhaço irresponsável do Blair e a sua filha da puta Terceira Via.
Acontece que, tendo vergonha de ser de Esquerda mas encher a boca com a Esquerda, dá nisto. O poder à Direita.

Sei que muitos xuxas dizem, tecnicamente com razão, que o Bloco e o PC ajudaram a Direita a chegar ao poder. Mas a verdade é outra. É esta.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Latosa

A propósito do presente ontem recebido, recordemos estas sábias palavras (e o seu contexto):

"E é no quadro dessa lei que está em vigor que os agentes económicos, as empresas, os cidadãos tomam as suas decisões. E não pode deixar de ser assim, sob pena de deixarmos de viver num Estado de direito."

Está dito, está dito.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Angélico só A1

Que a morte do Angélico sirva de exemplo: Miúdos, usem sempre cinto.
Essa moda das calças descaídas é ridícula.

terça-feira, 28 de junho de 2011

to hell and back

K diz:
eh pá, fiz uma piada mesmo mázinha no vodka sobre o angélico

NRV diz:
já comentei

K diz:
eu vou para o inferno, né?

NRV diz:
e não vamos todods
ao menos temos companhia

K diz:
e depois desta o meu inferno vai ser fodido, com músicas dos DZRT em altos berros a toda a hora

NRV diz:
e sessões de maratona da morangomania

K diz:
pois.
espero qe ao menos estejam lá as mamas da rita pereira

Obviamente

Eu diria que a morte cerebral do Angélico deixou de ser notícia praí há uns cinco anos.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Eu Acredito na Sociedade Civil

Mas só se ela me oferecer um bilhete para isto:

E transporte.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Astronauta da NASA





Bastard, teríamos ficado infinitamente mais mal servidos com o aluado do Nobre.

Esgoto a céu aberto

Hoje, dia da tomada de posse do "Governo mais importante dos últimos 20 anos", as televisões estiveram 'on fire'.
Depois da orgia de directos disparatados das últimas semanas, hoje atingimos o zénite da idiotice.
Entre os directos "estamos à porta" sem nada para dizer a não ser encher chouriços com banalidades e idiotices, tivemos alguns episódios de antologia.
O grande destaque ao facto de Mota Soares ter chegado de mota, e não de Soares. Tchiii, foi um fartote de comentários, highlights nos noticiários. O facto de a caneta pipi deste senhor ter falhado, outro grande acontecimento da história da vida política portuguesa.
O inenarrável e obviamente dopado Bernardo Ferrão, da SIC, perguntando à Teresa Caeiro por que razão tinha escolhido um casaco cor de salmão, como se estivesse a reportar da passadeira dos óscares. O mesmo Ferrão que saudou Assunção Cristas, à saída do carro, recordando aos espectadores que ela anda com um problema numa perna e disparou, todo lampeiro "então, sente-se melhor?".
Decidiram, por alguma razão, que era muito importante falar com o marido da mesma Assunção Cristas. Qual a pergunta? Se estava orgulhoso, primeiro, na eventualidade de ele dizer que não. E, logo de seguida, de rajada, se estava preparado para ter mais trabalho em casa.
Genial e, como tudo até aqui, extremamente relevante.
Depois, uma responsável política falava ao telemóvel com a empregada, combinando as compras e o jantar, e os jornalistas ali, de gravador e microfone em riste, tendo mesmo uma televisão o desplante de legendar a conversa para os seus mentecaptos espectadores ficarem bem informados. Creio que o jantar dessa noite seria, curiosamente, salmão.

A Teggy, quando questionada sobre o casaco salmão, obviamente, mandou-o cagar, ainda que educadamente. É pena que não haja mais gente a fazer o mesmo. A dizer, apenas: "mas você ouve-se a si próprio? Você pensou no que acaba de perguntar?".

Isto começou devagarinho, há uns anos. Depois apareceram uns rapazotes que, na ânsia de se destacarem perante os seus idiotas chefes, foram carregando no disparate. No "colorido", como se diz na gíria dos tempos modernos do jornalismo televisivo português. Mas, tal como o Big Brother e o Big Show Sic foram perniciosos não apenas pelo programa em si mas pela caixa de pandora que abriram, o nível foi descendo. Toda a gente foi alinhando por baixo. De repente, vemos o Castelo Branco no meio da selva e já não choca. Vemos os repoterzecos em cima da "mota da sic", espetando estupidamente o microfone no vidro obviamente fechado do vencedor das eleições, e não choca a parvoíce de tudo aquilo. Tanto dinheiro gasto em directos, tanta energia desperdiçada em chegar lá bem à frente para fazer a pergunta, para depois fazer só perguntas de merda. O que interessa é estar, perguntar, ter o protagonismo. A substância fica por terra, e nós, lentamente testemunhas deste descer da fasquia, nem nos apercebemos. O Jornal de Notícias foi ao cúmulo de entrevistar as tias-avós, ou que raio eram, do novo ministro das Finanças.
Like I give a fuck...

O jornalismo político português, sobretudo o televisivo, é um esgoto a céu aberto. Um paraíso de vacuidade e fait-divers. Não há quem se aperceba e finalmente tente reverter este processo de escandalosa decadência?

Nós, os espectadores, temos o poder do Onofre, como dizia o Zé Mário Branco. O poder de desligar o canal, com o botão On/Off.

Façamo-lo, pela nossa saúde mental.

PS - Ah, é verdade, no meio de todos estes grandes acontecimentos, duas notas de rodapé. Foi eleita a primeira mulher presidenta do Parlamento e o novo Governo tomou posse.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Motivos para reflectir

E hoje, primeiro dia da nova legislatura, foi o dia de Fernando Nobre.

Será? Não será? Não foi.

Gostei muito de ver os deputados, entre as votações, andando descontraidamente pelo hemiciclo, na galhofa. Parecia o primeiro dia de escola, no qual houve ameaça de bomba e portanto não houve aulas. Nesta conjuntura, perdermos o primeiro dia da legislatura neste absurdo ritual medieval é, simbolicamente, um péssimo presságio.
E quanto a Nobre?
É muito difícil, hoje em dia, encontrar alguém com simpatia pelo tipo. Eu próprio, que votei nele para as presidenciais, nunca morri de amores por ele. E, obviamente, desde que se juntou ao Passos, tudo piorou.
Mas, ainda assim, a pergunta que, creio, devemos fazer a nós próprios é: preferimos o Guilherme Silva? O Mota Amaral? O inefável Jaime Gama? Qualquer uma destas ou de muitas outras mofentas e flatulentas personagens?
Pela minha parte, não.

Eu sei que o tipo é maluco, eventualmente no sentido clínico do termo. Eu sei que já foi de tudo sem ser de nada. Sei que cai mal a cena de "só vou se for para mandar naquilo". Eu sei isso tudo.
Uns justificam-no com o facto de não ser um tipo de consensos, capaz de unir os partidos. Talvez. Mas a verdade é que apoiou o Bloco há uns anos, depois foi candidato presidencial numa espécie de esquerda pardacenta e agora foi cabeça de lista do PSD. Sei que não era bem isso que se queria, mas isto é um tipo de abrangência. Não a que se esperaria, mas ao menos ninguém pode dizer que é um tipo de um partido, e que alienou os outros. Não é o cabrão do Lello ou do Santos Silva. Se calhar alienou foi toda a gente, um partido de cada vez...

Sei que a escolha de Passos foi maquiavélica. Queria votos e achava que se ia safar com Nobre. Não ganhou grande coisa com isso.
Mas, apesar das motivações, acho que seria simbolicamente importante que Nobre - ou qualquer pessoa com o mesmo perfil cívico e apartidário - fosse eleito para um lugar de destaque no Parlamento.
Porque os ventos são de mudança, e é errado e perigoso pensarmos que isso só é significativo ou verdadeiro nos votos portugueses dados à Direita. Não. Grécia, Espanha e, também, Portugal, mostram que temos de encontrar novas formas de fazer as coisas. As ruas não têm sempre razão, mas têm um significado, que seria desastroso ignorar.

E o que teve Nobre? Uma humilhação em pleno Parlamento. O tipo de fora, o outsider, o penetra, torturado, humilhado e alvo de um bullying cobarde e anónimo pelos "senhores deputados". Os de sempre. Os velhos e os novos, que querem desesperadamente e o mais rápido possível parecer-se com os velhos, para efeitos de "credibilidade", que eles confundem com "responsabilidade".

Nobre, simbolicamente, era a sociedade civil a meter o pé na porta do que é a coutada dos partidos. E estes, cruelmente, bateram-lhe com a porta na cara. "Não és daqui, não pertences aqui, não és um dos nossos". E um tipo que não é "um dos nossos" nunca poderia "mandar em nós". Que era o que eu gostaria de ver.

As análises políticas do dia (de onde raio saíram de repente tantos politólogos?!) estão todas, como esperado, no superficial. Todos salientam, salivando contentes de banalidades, que esta foi "a primeira derrota do Governo de Passos Coelho". Mas isto, na verdade, não passa de uma análise de fait-diver que não será sequer um rodapé na história política deste país.

Mais importante que tudo isso, e não vejo ninguém dizê-lo, é o que isto diz acerca do nosso sistema. É a primeira vez, desde o 25 de Abril, que o candidato proposto pelo partido mais votado é chumbado. Vão dizer-me que todos, mas todos, eram melhores e mais merecedores do que Fernando Nobre?
Não acredito.

Acontece que todos, uns mais e outros menos, eram parte do caldo cultural dos partidos e, mais esquema menos concessão, todos acabaram por ser aprovados.
Nobre foi castigado por se ter atrevido.
É nisto que, creio, devemos reflectir.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Eu sei que o outro não era bom...

...mas sinceramente preferem este?...


Back to the Future

Viajei até ao futuro e como prova sei o título das notícias de amanhã: Sporting Procura Novo Treinador.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Respeito

Para mim, o Nuno Gomes sempre foi a Maria Amélia. Mas de forma carinhosa. (Já agora, em termos de alcunhas, adoro uma que um tipo umas filas atrás inventou para o Sidnei: "Morte Lenta").
Era o Maria Amélia, a Amélia, etc, etc.
Mas sempre gostei dele.
Foi um jogador promissor no início, quando o físico estava muito forte. Depois perdeu isso, tornou-se menos explosivo, mas ganhou coisas igualmente importantes: inteligência, passe, tabela, jogo de equipa.
Pode acusar-se o Nuno Gomes de muita coisa: de já estar velho (pelo que vi é bem mais jovem que o Saviola ou o Cardozo desta época), que não marca golos (embora os números o desmintam), o que quiserem. Mas nunca ninguém poderá duvidar do seu benfiquismo. Ele, que veio do Norte, não foi feito naquela casa. Mas foi, é e será sempre um grande benfiquista.
Não me esqueço dos golos pelo Benfica. Dos golos pela Selecção, mesmo quando merecia jogar mais e o Scolari metia sempre o tipo do queijo que só sabia marcar ao Azerbeijão. Da forma como, mesmo sem jogar injustamente, nunca pôs em causa o clube ou o treinador. Da forma como, mesmo não estando convocado, estava sempre junto da equipa. Da forma como, num camarote do Dragão, se atreveu a festejar um golo do Glorioso, esfregando-o na cara de um radialista que só faltava ter vestida a camisola azul e branca. E, até, da forma como sai. Elegante. Com classe. À Nuno Gomes.
Por isso, só me resta agradecer toda a dedicação, todo o esforço, toda a paciência (inclusive connosco, os sócios e adeptos).
Desta feita, e ao contrário do que acontece na Bíblia, não é Jesus que fala. É Nuno Gomes que pede: perdoa-lhe, Senhor, que o Jesus não sabe o que faz.

PS - não é apenas a saída. É o símbolo que isto representa, num momento em que mostramos que não aprendemos nada e compramos todos os dias 15 brasileiros do paraná.
Força, Nuno, que sejas feliz, que continues a fazer o que gostas e que marques golos por quem tu quiseres.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Hot Trend

Primeiro foi a Sónia Brazão. Agora foi um homem em Setúbal.
Esta moda do peeling feito em casa está aí a estourar.

Norma n.º1 do Bom Chefe de Família para a temporada 2011-12

No intervalo dos jogos do Benfica, incentivar a esposa a dar uma espreitadela na novela.



(Nada como estar na vanguarda da Democracia e da Igualdade de Género)

Chelsea ou Juventus?

Carlos Azenha vai treinar no estrangeiro.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Estado vegetativo

Fernando Nobre tornou-se vegetariano. Provou a laranja, engoliu o melão e agora já nem vai tocar na xixa.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Io fato l'amore sin control

Aproximo-me da idade em que ter sexo com precaução significa não dar um jeito às costas.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

(Neste blogue escreve-se muitas vezes sobre coisas acontecidas há meia semana ou mais...

... e já quando toda uma caterva de blogueiros discorreu sobre as ditas. É, aliás, assaz inquietante que esta moratória na reacção não suceda com maior frequência na blogosfera. Constituiria, estou certo, um sinal vigoroso de que neste país em crise não faltava gente com vida social, familiar, desportiva e sexual (ou religiosa) não directa e especialmente ligada ao seu computador ou ao seu Blackberry. Mas, pelos vistos, falta.)
Era só para dizer que, na minha modesta e acanhada opinião, tenho a certeza absoluta de que o excelente discurso do António Barreto no 10 de Junho foi a coisinha mais desinteressante e redonda que ouvi desde que há uns meses o Fernando Nobre fechou a matraca como candidato à presidência da república.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Relax, baby, be cool

Era inevitável.
Há uns dois anos escrevi aqui que António Costa seria o sucessor de Sócrates. É claro que isto seria num cenário de transição relativamente pacífica de poder. Nesta conjuntura, só se ele fosse maluco.
Portanto temos dois.
O Tozé Seguro conseguiu, ainda antes de ser candidato e nos primeiros cinco minutos depois de anunciar-se candidato, dar todos os sinais de que não podia sequer ser candidato. O seu único trunfo é dar aquela pala de "ah e tal, eu até era contra o Sócrates". Talvez fosse. Talvez tenha sido dos que menos elogiou o "querido líder" e dos que mais criticou o dito. Mas criticou-o tão pouco que isso não serve para nada. Criticou-o muito menos do que qualquer tipo minimanente consciente devia ter feito. Na prática, foi apenas a versão "jovem" do Pateta Alegre: o idiota útil, para fingir que aquilo era vagamente democrático e livre.
Quanto ao Assis, elogiei-o aqui há uns meses, e fui criticado, compreensivelmente, pelos meus camaradas de tasco. Disse na altura, e mantenho-o, que no meio de toda a máquina socrática era dos poucos que procurava fazer pontes, encontrar compromissos e que conseguia resistir à tentação de, ao contrário de todos os seus comparsas, sentir-se infalível e superior ao resto do mundo. Mas daí até ser líder do PS vai um bom pedaço. Daí a ser um candidato que, de forma credível, possa discutir o governo, vai um caminho estratosférico. O seu único trunfo foi, com um líder narcisista e psicótico como Sócrates, ter feito o melhor trabalho possível enquanto líder parlamentar, sem se sujar demasiado com isso. Mas o que fez o senhor ao apresentar a sua candidatura? Disse que "não escondo o trabalho que fiz em conjunto com o Governo e tenho muito orgulho do trabalho que fizemos nos últimos anos", por entre elogios ao camarada Sócrates.
Isto mostra, obviamente, que não percebeu nada.
Neste momento, Sócrates é peçonha, é a verdadeira lepra, e quem se senta ao seu lado está queimado e merece lixar-se à grande. O mesmo digo de Ferro Rodrigues, esse socialista de pacotilha. Que, se queria alguma vez ter credibilidade - pelo menos entre o eleitorado mais à Esquerda - nunca na vida poderia ter voltado do seu exílio dourado para dar a mão na campanha de Sócrates, o tipo que mais fez no PS tudo ao contrário do que Ferro Rodrigues alguma vez defendeu.
São todos merda, e merecem a travessia do deserto que vão fazer.
António Costa, como é óbvio e como era totalmente previsível, resguardou-se. Há quem diga que ele é o novo António Vitorino, o tipo que um dia vai ser líder, um dia, um dia, até nunca mais ser.
Não concordo.
Vai ser líder e vai ser primeiro-ministro. O que é lixado é que só o vai ser daqui a oito anos (sim, eu acredito que os troikos da Direita vão papar dois mandatos seguidos, sem espinhas).
Neste momento, o PS não é apenas um partido feito em merda. É um partido que não tem lugar nenhum para onde se dirigir. Não pode ir para a Direita, porque a Direita está no poder. Não pode ir para a Esquerda porque, enquanto houver um pingo de memória neste povo, não tem qualquer credibilidade para o fazer (virá sempre a crítica de "então se propõem isso agora, o que raio andaram a fazer durante seis anos no Governo"?). E não pode sequer colar-se à contestação às medidas polémicas e crueis do Governo de Direita, porque, por acaso, até foi o PS quem as assinou.
Ou seja, quem for para lá agora, é "para queimar".
António Costa consegue manter uma grande visibilidade política, estando na CM de Lisboa (onde não tem feito nada de jeito), aumenta a sua aura de D. Sebastião do PS e deixa os outros irem cozinhando, "em lume brando".
Quando for hora, quando houver sérias probabilidades de conquistar o poder, ele lá estará. Podem apostar nisso. Chegará e ganhará sem dificuldade. Até porque, depois do furacão Sócrates ter arrasado com o PS, não se vislumbra no partido qualquer figura que possa ganhar dimensão suficiente para poder vir a ser importante, daqui a quatro anos.

Entretanto, xuxas e boyzitos, assistam de camarote ao banquete da Direita. Foram vocês que lhes estenderam a passadeira do poder. Agora, como dizia o outro, "aguenta e não chora". Ou, mais propriamente: "Ó Xuxa, relaxa que encaxa".

Qual destes palhaços prefere para líder do PS?



terça-feira, 7 de junho de 2011

Nuestros Germanos

Ainda bem que os alemães desistiram de meter as culpas do e-Coli nos rebentos.
É muito feio culpar as crianças.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Publicidade Institucional

(Pedro Passos Coelho, em declarações proferidas hoje aos jornalistas à saída de sua casa em Massamá: "Os portugueses vão precisar de muita coragem para os próximos anos". Aiiiiii.)

Só para relembrar

Este senhor é o próximo presidente da AR.


Medo.

Rescaldo eleitoral

Bora lá directos à vaca fria.
Um desfecho relativamente previsível e que inequivocamente expressa o desejo de mudança. Não há volta a dar-lhe.

O vencedor da noite é, sem dúvida, Passos Coelho. Nunca foi bem visto dentro do seu próprio partido, que o olha como um maltrapilho suburbano, mas foi ele quem levou o PSD à vitória. À partida, ainda antes da campanha e das sondagens, a mera lógica diria que o PSD devia lutar pela maioria absoluta sozinho. Em qualquer país normal, isso aconteceria. E nunca ter estado perto, enfim, tira grande brilho à vitória. A questão é de expectativas. E, depois de ter chegado a haver dúvida sobre quem ganharia as eleições, ganhar com esta distância para o PS compensa essa primeira derrota à partida. Optou por uma campanha estilo suicida, procurando "falar verdade" quando sabemos que o tuga não quer ouvir a verdade; vincou o seu estilo liberal sem vergonha, o que é inédito em Portugal; quis discutir os assuntos, e com isso foi entalado por Sócrates enquanto este se aguentou. Mas ganhou, será o próximo primeiro-ministro, e de um governo de maioria absoluta. E mais, um trunfo que ninguém nunca lhe poderá tirar: de todos os que tentaram, foi ele a acabar com o mito do Sócrates invencível.

Portas é outro dos vencedores. Mas também aqui há uma dualidade: em termos de resultado final é muito bom; em termos de comparação com as expectativas, não é assim tão brilhante. Mas é uma vitória inequívoca. Deixa Bloco e PC a léguas e vai para o Governo. Mais, conquistou muitos votos novos, o que é um bom sinal para o futuro crescimento do partido.

E chega de vencedores.

Os dois grandes derrotados são o Bloco e o PS/Sócrates.
O Bloco perde votos, muitos, e perde deputados, muitos. Um desastre completo, que obriga, sem dúvida, a uma profunda reflexão sobre o seu futuro enquanto movimento político. Creio que, nada sendo feito, há mesmo um sério perigo de extinção a médio prazo.

E depois Sócrates. Esta é a sua derrota, mais do que toda a gente. Lutou até onde pôde, com todas as armas, sobretudo as mais sujas, já que não tinha muitas outras. Sai pela porta pequena, com uma votação fraquíssima. A cara de pau, a mentira e a hipocrisia não chegam para tudo, mesmo que consigam enganar muita gente. Quanto a Sócrates, fico por aqui. Reservo para os próximos dias um texto totalmente dedicado a este grande filho da puta, com todo o respeito pela senhora sua mãe.

Há também que referir a derrota do PS. Ligada à de Sócrates, mas de natureza diferente. Perdeu porque se perdeu enquanto partido. Porque insistiu no autismo, na via única. Elevaram Sócrates aos céus numa cerimónia digna da IURD, e pagam agora o preço. Com um bocadinho de jeito do outro lado, o PS arrisca-se a passar oito anos sem tocar na chincha.

E há o PC, em quem eu votei. Que, como habitualmente, diz que ganhou. Não ganhou, perdeu. Subiu uma décima, creio, mas perdeu. Uma conjuntura em que o FMI entra em Portugal, com tudo o que a isso está ideologicamente associado, teria necessariamente de ser campo fértil para o crescimento da CDU. Aguentou-se, manteve-se, e insiste estupidamente no discurso de vitória. Não chega.

A vitória, a grande vitória, não foi de nenhum partido: foi da troika. Os 3 partidos que apoiaram as medidas da troika (ainda que o PS tenha fingido que não tinha nada a ver com o assunto) têm quase 90% dos votos expressos. E isto significa que os portugueses - pelo menos os que foram votar - querem mudança e admitem que a mudança vai nesse sentido. Os dois partidos que cometeram a estupidez de nem sequer se sentar com a troika são, agora, quase irrelevantes a nível parlamentar.
A verdade é que a Direita subiu, e a Esquerda não. O PS caiu, mas os dois partidos à Esquerda não conseguiram ganhar minimamente com uma transferência dos votos do PS. Ou foram para a Direita, ou pura e simplesmente não votaram, mais esta última. E isto passou-se com o PS e, em menos escala, com o Bloco. Ou seja, votos da Esquerda que, simplesmente, se evaporaram.
Não houve motins em Portugal por causa do FMI, e isso é porque as pessoas sabem que é preciso mudar de vida e sabem que os partidos do poder, nomeadamente o PS, nunca o quereriam fazer. Cabia à esquerda, ao Bloco e ao PC oferecer uma alternativa nesse mudar de vida. Mas não o souberam fazer, ou pelo menos não de forma convincente.
Os portugueses querem a troika. Os portugueses amam a troika.
Os portugueses querem mudança, nem que seja assim, à bruta. Quem não lhes deu uma via, uma esperança de mudança, foi castigado. Às vezes, não chega dizer não. E esta foi uma dessas vezes.

Notas soltas:

- o verdadeiro pontapé na boca que o Miguel Sousa Tavares mandou ao Tozé Seguro, quando este anunciou, de forma trapalhona e titubeante, a sua candidatura. Está certo que o rapaz é assim meio parvo e meio mole, e meio inábil e tudo, mas aquela agressividade toda do comentador cheira a qualquer coisa de pessoal.

- As "balls of steel" da jornalista da Renascença que, em pleno Altis e rodeada de xuxas a espumar da boca, fodeu o Socas com a pergunta de se ele temia que, agora que está fora do poder, os processos judiciais voltassem a atormentá-lo

- o clima de fanatismo quase religioso e de completa negação, de cabeça perdida, com que os mesmos xuxas aplaudiram o Socas, o coveiro do PS

- o facto de dois jornalistas da TVI terem sido empurrados por seguranças de José Sócrates contra uma porta de vidro, indo parar ao hospital. Ao ouvir o barulho pensei que fosse a mona do Sócrates que não entrava no átrio, mas infelizmente foi algo mais grave...

- o discurso positivo e unificador de Passos Coelho, quando eu esperava, aliás ansiava, uma revanche contra Sócrates


Nos próximos dias teremos os próximos capítulos, sempre aqui, no tasco mais infecto deste Portugal alaranjado. Até lá.

domingo, 5 de junho de 2011

Ainda cheira a merda mas...

...é impressão minha ou respira-se um bocadito melhor?

Siga pa bingo

É oficial, malta. O Socas já foi.

É favor começar a dizer mal, e em força, do Xôr Passos Coelho.


A Gerência.

Trivia acerca do nosso novo 1º Ministro

Considera-se o mais africano dos candidatos. Partilha assim com o Reinaldo um continente, um fisionomia generosa e uma predilecção por cantoras das Doce.

Trivia acerca do nosso novo 1º Ministro

Foi casado com uma cantora das Doce. Não é a mesma que teve um percalço anal com o Reinaldo.

Trivia acerca do nosso novo 1º Ministro

Miguel Relvas disse sobre Pedro Passos Coelho - "É um bom melão. Estamos em presença de um bom melão".

Receio concordar.

Trivia acerca do nosso novo 1º Ministro

Já cantou fado, teve aulas de canto lírico e participou num casting para um espectáculo do Filipe La Feria.

Trivia acerca do nosso novo 1º Ministro

Vive em Massamá, o que o coloca mais perto do Povo e mais longe de alguma vez sairmos deste buraco.

Trivia acerca do nosso novo 1º Ministro

Entre 2007 e 2009 foi Administrador Executivo, Administrador Não Executivo, Administrador Delegado, Administrador Financeiro, Director Financeiro e Presidente em 8 empresas do seu amigo e colega de partido Ângelo Correia.

Trivia acerca do nosso novo 1º Ministro

Concluiu a licenciatura em dia de semana, aos 37 anos.

Federer Rocher

Eu não sou grande fã de ténis.
Quando eu era puto, na minha zona, um tipo tinha de pagar 600 paus para jogar uma hora. Mesmo dividindo por dois, era uma fortuna, sobretudo tendo em atenção que na Tasca "O Petisqueiro", na Rebelva, um xavalo se embebedava brutalmente por menos de metade disso.
Quando queríamos jogar à bola, juntava-se a malta suficiente e saltava-se o muro da escola. De qualquer escola. Quando era puto, nada nem ninguém nos podia impedir de jogar à bola, nem que fosse na rua, e foi muita vez.
E eu até gostava de jogar ténis, mas criou-se logo um preconceito. Não posso admirar um jogo que, enquanto puto, me obrigava a pagar para o praticar. Enfim, coisa de elites.

Diz que o Federer ganhou ao não sei quantosVic. E que vai jogar com o Nadal. Caguei para os dois. Deixei de seguir ténis quando acabou o Ivan Lendl, a máquina de leste que eu curtia. Depois disso, do Noah e do Becker, o ténis foi cena de americanos. Sampras e companhias, tipos sem qualquer carisma, como a fórmula 1 de agora.
Mas estou a torcer pelo Nadal. Numa lógica meramente de José Sócrates: quero que o Roger Ferrero perca.
Porquê? É simples.
Além de ter o carisma de um rodapé de cantina prisional, é suíço. E um suíço, let's face it, não pode ser o melhor do mundo. Em nada. Bem, excepto a fazer relógios de cuco. E a comer chocolates. E pode ser um bom banqueiro ou campeão de ski. Mas não pode, não merece, ser o número 1 de qualquer desporto que se diga civilizado.
Era como um preto da Damaia ser campeão de curling. A coisa não joga.
Por isso, Roger Federer Rocher, continua a papar xiculates e a fazer anúncios a relógios para velhos impotentes. Deixa-te é de desporto, que isso é coisa para país de pobres.

O meu voto

Quebrando o dia de reflexão, a qual não foi muito necessária, passo a explicar o meu voto.
Vou votar, novamente, no Jerónimo.
Não vou votar no PC, não votar nessa ficção chamada CDU. Vou votar no Jerónimo.
Eu voto sempre. E normalmente não é em branco. Escolho uma das cruzes e zás. Mas desta vez o meu voto será provavelmente, o voto menos convicto, aquele do qual estou menos convencido, de sempre.
Nunca votaria no Sócrates, e não estou preparado, de forma alguma, para votar na direita.
O Bloco desiludiu-me forte e feio, nos últimos anos. Assim como o PC, mas mais.
Se ao PC censuro fortemente a recusa em sequer encontrar-se com a troika, abdicando da hipótese de vincar os seus pontos de vista, ao Bloco junto isso ao apoio impossível ao Manuel Alegre e ao episódio da crítica à ameaça de moção de censura do PC, para logo de seguida apresentar a sua.
Nestas eleições, o que importa é correr com o Sócrates. De preferência que ele tenha não apenas uma derrota, mas uma derrota o mais humilhante possível. O que, infelizmente, não vai acontecer. Vai perder, mas terá milhões de mentecaptos e iludidos que lhe darão o voto. É pena.
Fora isso, todos os votos são legítimos. Tenho amigos que vão votar Portas, e isso para mim é normal. É até saudável. Outros Passos Coelho, etc, etc. É legítimo. Até no Partido dos Animais e no MEP, cujo líder parece ser um bom tipo. Mas não consigo entender quem vote no Sócrates.
Sim, também o PC me desiludiu, e não é de agora. É claro que isso acontece em todos os partidos. Vou votar no Jerónimo porque, depois do Sócrates, peço muito pouco. Um tipo honesto e bem intencionado. E nisso, para mim, Jerónimo é imbatível.
Infelizmente, isso basta-me.
Que muita gente vote, é o que desejo.
Logo à noite há mais.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Post-It

Ó Sócrates, vai pó caralho.

Obrigados.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Gotcha!

José Sócrates tem um tique - abre a boca e emite sons - que permite perceber quando está a mentir.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Hoje é o dia preferido do Paulo Pedroso

Porque não é apenas o Dia Mundial da Criança, mas também...

Cara de Pau

Referindo-se à "manifestação à porta" do restaurante onde a sua comitiva almoçava, o líder socialista José Sócrates questionou porque é que as pessoas que têm determinados pontos de vista não fazem "a promoção do seu em vez de andarem insistentemente a criticar o dos outros".

Isto lembra-me alguma coisa....

Slip of the mask

"Apelo ao voto dos trabalhadores portugueses no PS. Votar em partidos à nossa esquerda não é um voto inútil, é dar a vitória ao PSD, é querer Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro" - João Proença, hoje, em acção de campanha do PS, em Torres Vedras.