terça-feira, 1 de maio de 2012

Vergonha


Deste primeiro de Maio, o que fica?
O gnomo de jardim da UGT, a dizer "agarrem-me senão eu fujo"?
O terminator da CGTP, cheio de razão mas a carregar nos "camaradas" e nos "grande capital" e nos "modelo de consumo norte-americano", não percebendo que não é assim que se vai lá?
Passos Coelho, discursando num encontro de uma coisa para-sindical chamada Trabalhadores Sociais-Democratas? (Já agora: trabalhadores? do PSD? Ganda Lol.)
As multidões que, nas ruas, protestaram e celebraram este dia fundamental?

Não.

O que fica é a turba destrambelhada e abestalhada à porta dos Pingo Doce deste país.

Não vou fazer aquela figura burguesa de falar de barriga cheia, e criticar aqueles que, por necessidade, se viram impelidos a participar neste grotesco espectáculo. Não vou sequer criticar o Pingo Doce, a Jerónimo Martins ou o Soares dos Santos. Ele lá saberá porque o fez, o dinheiro que ganhou ou perdeu, tal como as pessoas que lá foram farão o seu juízo, se valeu a pena, etc, etc.

 Sei que, por cada dois clientes necessitados - e que com isto encheram a despensa para a família - havia pelo menos um chico-esperto. Está no sangue do tuga, a mania da promoção. E esta, há que admiti-lo, era a mãe de todas as promoções. Sei de gente que se veio gabar para o facebook do facto de ter comprado camarão-tigre a metade do preço, por exemplo. Mas, por cada idiota, havia mais pessoas necessitadas que, com esta promoção, hoje estarão a ter um grande jantar - quase de celebração - com as suas famílias. E, por mais que tudo isto me cause confusão, não posso criticar.

Não tenho energia sequer para dizer quem está certo e quem está errado, que é basicamente o que, do alto da minha arrogância, faço de cada vez que escrevo algo de sério neste blog. O assunto é demasiado sério para isso. Tenho uma vida confortável, não posso atirar pedras aos outros (coisa que meio mundo cibernético está alegremente a fazer).

O que me importa é a imagem que me ficou, vista na televisão, nas fotos. Em pleno 1º de Maio, este dia mais santo que todos os dias de santos, que honra anos e anos de luta por uma vida melhor, e a imagem...

A imagem do meu povo. Pobre, financeira ou civicamente. Triste. Desesperado. Como nas antigas imagens das filas de racionamento. O que a fome nos fazia. A gula, a avareza, a negociata (devido à falta de carrinhos, quem acabava as compras chegou a exigir 10 euros para passar o carrinho aos seguintes). A fúria cega, muitas vezes para com idosos, para com os trabalhadores do Pingo Doce, para com desgraçados como eles. A humanidade no seu estado mais primário.

Foi a imagem, que me ficou. Falo de barriga cheia, sim. E só por isso posso prender-me com minudências, preso à cruel poesia imagética, que me marcou. Quem tem fome não pensa em poesia.

Tive vergonha. Tenho muita vergonha.

Não do meu povo, este martirizado povo. Não, não do meu povo, do qual faço parte.

Vergonha de, neste 1º de Maio, ter constatado, com mágoa, que amachucamos e deitamos fora a cidadania, e de cidadãos que fomos nos tornámos apenas consumidores.

Vergonha por termos deixado que o nosso país chegasse a este estado. Pobre povo. Pobre Portugal.



ps - não podia deixar de dar uma palavra aos trabalhadores do Pingo Doce. Que, neste 1º de Maio, muitos deles ameaçados, tiveram de ir trabalhar. Só posso imaginar o dia de cão que tiveram.

Parabéns

A este senhor, que ao fim de sete temporadas no futebol português se estreou finalmente a marcar golos. O facto de ter sido na própria baliza é ainda mais difícil e, como tal, digno de nota.



Cada um tem o Emerson que merece.

Mayday Mayday!

O 1º de Maio pedia um pingo de decência. Saíu-nos um Pingo Doce.

Novocaína, precisa-se.

Nenhuma dúvida resta, este país está mesmo podre.
Abre-se-lhe a boca e verifica-se que está cheio de caridades.

sábado, 28 de abril de 2012

Patriotismo mal amanhado + Ser estúpido que nem uma porta = Capas como esta:




Keep Calm And Carry On

Não me choca ver o Paulo Portas com um cravo na lapela.
É sabido que é apreciador de actos contra-natura.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Mais empenho, pela Santíssima!

Jesus gostaria que se empenhassem mais e que, em vez de rezar um Terço, rezassem no total.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

De presenças e ausências

Mesmo que eu não percebesse nada do assunto, bastar-me-ia ver quem critica o 25 de Abril, e o que representam, para perceber logo de que lado devia estar.
Nos últimos dias, fui presenteado no tenebroso facebook com comentários de alguns idiotas que, a pretexto da ausência de Mário Soares e da associação 25 de Abril das comemorações oficiais, aproveitaram não apenas para os atacar, como para atacar a própria revolução. Não vou falar sequer do paradoxo de que, não fora o 25 de Abril, e essa gentinha fina não poderia sequer exprimir a sua opinião. Isso é demasiado fácil.
Basta ir ver quais os "argumentos" desta gentinha. Resumem-se a um: isto descambou com o 25 de Abril. Mais concretamente, o 25 de Abril foi a causa longínqua da presente consequência, que é o nosso país.
Em termos económicos, consigo reconhecer que o PREC representou, de uma forma alargada, a destruição de parte do tecido produtivo português, que por acaso até era uma bela merda, ineficiente, injusto e completamente incapaz de competir num mundo globalizado. Ou seja, não se estragou nada de muito fundamental. Se não se destruisse, e seguisse o seu curso até aos dias de hoje, o desfecho económico do país seria o mesmo. E é isto.
Porque o resto, o que ruiu, teve apenas um senão, não ter ruído com mais força, com mais determinação, com mais consequência. Eventualmente com mais sangue, em determinados casos.
Aquilo que Abril significou, em termos de destruição, foi muito para lá de um sistema político de fantochada. Foi mais do que a democracia, no estrito sentido do direito ao voto livre e limpo. Foi a afirmação de uma vontade, de um caminho, de um sentido de cidadania plena. Não se é cidadão sem liberdade. Não há liberdade sem dignidade. Não haverá nunca plena cidadania se não não houver justiça. E nunca haverá justiça enquanto houver desigualdade de oportunidades. Enquanto - como ainda acontece hoje em dia em Portugal - quem nasce rico morrerá rico e, muito pior, quem nasce pobre muito dificilmente morrerá noutra condição.
Quando olho para esse projecto de cidadania iniciado em Abril, não tenho, nunca tive nem nunca terei, dúvidas de que lado estou. Porque sei o que quero ensinar às minhas filhas. Porque quero que sejam cidadãs de corpo inteiro. Solidárias, preocupadas, conscientes, libertárias. Não as quero escondidas num conservadorismo porque sim, porque sempre assim foi. E muito menos num retrocesso como aqueles que também ressurgem aqui e ali, por via de saudosismos monárquicos ou piores.

Quanto às ausências e às presenças.
Como me dói ver o cravo, murcho de envergonhado, na lapela de Vítor Gaspar. Na de Mota Soares. Na de Paulo Portas. Dizem eles que o 25 de Abril não tem donos. E não tem, é um facto. É de todo o povo português. Mas, no sentido inverso, há quem devesse ser proibido de se associar.
O problema não é Mário Soares, Manuel Alegre ou os capitães de Abril não estarem nas comemorações oficiais. O problema é estarem Passos Coelho, Pedro Silva Pereira, Cavaco Silva. Traidores, todos eles, dos ideais de Abril.
Acho muito bem essas ausências. Podiam perfeitamente ter feito este gesto antes - por exemplo no consulado do camarada Sócrates, outro liberal encapotado (o que é o seu menor problema). Mas enfim.
Mas, de facto, vamos colocar os pontos nos i. Como pode esta gente, este Governo e este presidente, homenagear Abril? Encher a boca com Abril?
Quando tudo o que fazem é espezinhar não apenas os direitos adquiridos por causa do 25 de Abril, mas tudo o que esta data representou? Aliás, como pode esta gente estar nos cargos actuais? Que eu saiba, para tomarem posse, têm de jurar fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa. Que está, ainda, impregnada do cheiro dos cravos de Abril. Podemos discutir se isso faz ou não sentido nos dias de hoje, mas o facto é que assim é.
Onde estão os princípios deste Governo? Onde está a solidariedade, pedra fundamental da Constituição? Onde estão os direitos, as liberdades, as garantias, que dão nome a um capítulo essencial do documento? Onde, na politica deste Governo?
Que, em vez de promover o emprego, na maior crise de que há memória, facilita e torna mais barato despedir, ao mesmo tempo que corta os subsídios de desemprego que podem servir de rede a essa gente. Que corta todo o tipo de apoios sociais aos mais desfavorecidos, ao mesmo tempo que chora por eles lágrimas de crocodilo Louis Vuiton. Que continua a carregar em cima do povo, deixando intocáveis os mesmos de sempre?
Antes de Abril, era o cacetete para quem falasse diferente da norma, para quem protestasse. Para agora, basta-me lembrar dois exemplos: a manif anterior, com a selvajaria cujo único problema, aparentemente, foi ter apanhado alguns jornalistas; e a escola da Fontinha. É ainda, e de volta em força, o conceito do respeitinho. Do culto não da autoridade mas do autoritarismo. Do conformismo. Do conservadorismo bacoco.
Antes de Abril, havia o culto do pobre e do empobrecimento. E agora?
Antes de Abril, a atrasada economia nacional era dominada por famílias amigas do regime, com perigosas ligações às antigas colónias e à política. Os Espíritos Santos, os Champalimauds, os Mellos. E agora?
Pois.

Abril foi o momento em que este país se permitiu, embriagado de alívio e alegria, sonhar colectivamente com um mundo melhor e, como tal, mais justo.
O 25 de Abril tem traidores. Muitos traidores, Décadas de traidores. Desde - no topo - os responsáveis políticos e os grandes "empresários". Mas também muita gente anónima, como os nossos pais, por exemplo. Que, nesse dia, também andaram na rua, a gritar vivas. E que depois, com a melhoria da vida, acharam que já não precisavam de ideologia. Que os plasmas seriam suficientes, e continuariam a vir, sempre, cada vez melhores e mais fininhos. Até que tudo desabou. E agora, espero eu, olham para trás se sentem vergonha por ter deixado as coisas chegar a este ponto.
Mas tem também muita gente, que nada fez pela Revolução - como eu e muitos de vós - mas que constitui o mais importante exército de, estranhamente, memória e militância.
Abril foi um sonho colectivo de mais igualdade, mais justiça, melhores condições de vida. De solidariedade. E, num momento em que os que estão no poder - e muitos que estiveram antes - impõem, de facto, uma agenda de reforma política a coberto de desculpas financeiras, cabe-nos a nós estar vigilantes.
Estarmos militantes. Estarmos mentalmente despertos. Estarmos, e sermos, solidários.
E é por isso que os ressabiados do 25 de Abril (os que perderam muito porque o haviam roubado a alguém) não conseguem esquecer Abril. Não conseguem deixar de cuspir veneno. E é isso, também, que me dá tanto prazer.

Abril foi esse sonho. E diz-se "25 de Abril sempre" por algum motivo. Porque um sonho não tem prazo de validade. Não será vítima do esquecimento. Porque os ensinamentos que nos deixou, e nos quais um dia, colectivamente, acreditámos, continuam a fazer sentido hoje. Continuarão a fazer sentido, sempre.

Uma última palavra para Miguel Portas. Um homem que ousou ser, além de político, um Homem. 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Brand Power

Uma amiga minha quer abrir uma loja de frutas e legumes. Pediu-me ajuda para arranjar um nome. A minha proposta?
 Tomates Love Will Kill You.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Em 3D - Agora com o triplo dos afogados

Faz 100 anos que o Titanic foi afundado por um judeu.
Escapa-me o nome: Steinberg? Goldberg?! Iceberg!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Born to Kill

Sr. Primeiro Ministro, para fechar o MAC tem de fazer assim ó:
⌘ + Option + Esc

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fuck Google, Ask Me

O Google inventou uns óculos que permitem ver em realidade aumentada.
Grande coisa. Até parece que nunca ouviram falar em coca.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Surrealizar por aí-í

Gosto muito do dia do Autista. A pintua e a escultua deviam seu mais valuizados.

terça-feira, 27 de março de 2012

segunda-feira, 26 de março de 2012

domingo, 25 de março de 2012

iSeTePego

Há um culto tão grande a Steve Jobs que até os transplantes de pâncreas com cancro estão em alta.

sábado, 24 de março de 2012

Lost in translation

A minha mulher comprou-me, por engano, um champô não sei quê gloss.

Presumo que, em inglês, gloss signifique "para um ar seboso".

quinta-feira, 22 de março de 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

Enciclopédia Atónita, Tomo Fod > Ido

A diferença entre frequentar uma escola e fresquentar uma miúda é que na escola fazes testes no fim do período, na miúda fazes testes quando não há período.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Dicionário Atónito-Português, tomo A

Um aldeão é um mal-feitor mas em menor grau que um vilão.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Obrigado pelas rosas, mas eu queria era uma Bimby

Hoje celebra-se o dia em que as mulheres saem à rua com as amigas, fazem figuras tristes após copo e meio de tinto e divertem-se imenso até às 23:30h, altura em que voltam para casa ainda a tempo de pôr a lavar a loiça que o marido sujou.

sexta-feira, 2 de março de 2012

House of Love

Esta proposta de providenciar uma casa para prostitutas na Mouraria é mais um exemplo do assalto aos dinheiros do Estado.

Os nossos governantes têm posses suficientes para serem eles próprios a pagar alojamento às mães.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Business as usual

Há muita gente preocupada com o facto de a filial do FC Porto no Lumiar lhe estar a enviar um treinador prontinho para ganhar. Nada de estranho, vindo de um "clube" que lhes ofereceu o capitão e ainda agradeceu.

Pensar com a cabeça de baixo

"É frequente a louva-a-deus decapitar o macho que lhe faz a corte. Embora isto possa ser encarado como uma prática anti-social entre seres humanos, não o é entre os insectos: a extirpação do cérebro elimina as inibições sexuais e encoraja à cópula o que resta do macho" - Carl Sagan, in "Os Dragões do Éden".

Between a rock and a hard place.

Sempre sonhei ser músico, mas a minha mãe caracterizou bem as minhas investidas na profissão:
"Antes isso que as drogas".

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

I'm Bed

Segunda-Feira deve ser um dia muito querido dos Minhotos.
Ainda hoje uma série de gente me disse que queria voltar para Caminha.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Dá um meló mano

Quando me falam da Lana Del Rey, penso primeiro em sexo oral e só depois em música.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Néva Sei Néva...

...mas acho que até estou a começar a ficar com pena do Domingos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Gostam do verdinho

O novíssimo Conselho Geral da EDP reforçou a aposta nas energias renováveis: Já estão a poupar energia e a maximizar o aproveitamento solar.

Bilhar de bolso

Alguém me explica a rara qualidade que torna autarcas do PSD e do CDS automaticamente experts no sector das águas e do saneamento?

Plain Vanilla

Depois de tanto barulho, as vozes da Maçonaria começam a fazer a reacção.

No que toca a este assunto, a minha posição é muito simples.

Há que desmontar dois argumentos que utilizam, e que alguns bem-pensantes começam a reproduzir.

O primeiro é que não se revelam por receio de serem perseguidos.
Sim, porque de facto Portugal é um país lixado para algumas partes da população: os idosos, os pretos e os ricos e poderosos.
É claro que têm de ser protegidos da perseguição que lhes é movida.

O segundo argumento pretende explicar por que razão os tipos da Maçonaria têm poder.
Defendem eles que, procurando as melhores e mais plenas pessoas, é normal que tenham como membros alguns dos nossos melhores cidadãos. Ou seja, o seu argumento é este: o poder não vem de ser da Maçonaria, esta limita-se a atrair os melhores, e como tal as duas coisas muitas vezes coincidem.

Quanto a isto, o meu contra-argumento é simples: Miguel Relvas.

Ou querem-me convencer de que o poder deste vem da sua grande capacidade seja para o que for, e não de Maçonarias e outros jogos de poder ocultos?

A questão a que temos de responder, enquanto cidadãos, é só esta: temos ou não o direito de saber quem pertence a uma organização que incentiva o favorecimento entre os seus membros, entre os quais empresários, legisladores, juízes e governantes?

Se a sua conduta é inatacável, o que têm a temer?

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Pelos Públicos

‎"São pentelhos!" - Eduardo Catroga sobre a sua reforma, à luz do novo salário de 45 mil euros mensais.

And justice for all

Eduardo Catroga vai ganhar 45 mil euros na EDP e acumula com pensão de 9.500 euros.

Bailout Blues

Estamos todos fartos de ouvir falar na necessidade de aumentar a produtividade, que os trabalhadores portugueses são pouco produtivos, etc.
Exacto, a culpa é nossa.
Nunca tocámos na chicha (chincha?), mas somos os culpados disto tudo.
Curiosamente, quando um trabalhador português vai para fora, é considerado um excelente profissional. E não estou a falar só dos actuais portugueses "ultra-qualificados", licenciados em arquitectura que vão para Londres trabalhar no McDonalds mas que nunca o fariam cá, porque trabalhar no McDonalds está abaixo das suas qualificações. São também os outros, os da mão à frente e outra atrás, os pedreiros, padeiros e asentadores de tijolos. A malta sabe bulir, tem é que ser fora das fronteiras físicas do país, certo?
Errado.
A questão é, afinal, bem mais simples do que isso.
É que um tuga que trabalha na Alemanha é mandado por um alemão. Na Suécia, por um sueco. E por aí fora. Cá, é mandado por um tuga.
O grande problema da economia portuguesa - e já o disse inúmeras vezes - é que Portugal é a antítese da meritocracia. Por cá, não há mérito nem mobilidade social. Os lugares de chefia são dados porque é "amigo de tal" ou "filho de tal" ou "afilhado de tal", e não por mérito demonstrado em exercer essas funções. Em Portugal, quem nasce pobre morre pobre, e quem nasce rico morre rico, por mais merda que faça durante a sua vida.

Isto leva-nos ao Europarque, um empreendimento faraónico em Santa Maria da Feira, uma espécie de FIL do Norte, detido maioritariamente pela Associação Empresarial Portuguesa (AEP), ou seja, o lóbi do patronato português.
Acontece que o Europarque está em situação de falência técnica, nunca tendo conseguido gerar receitas para se sustentar. Mais, o Estado deu um aval ao Europarque - quando Cavaco era primeiro-ministro e Catroga ministro das Finanças - no valor de 30 milhões de euros, que está em vias de ser executado. Trocado por miúdos, todos nós vamos pagar 30 milhões de euros para pagar aos patrões que não souberam gerir a única coisa que alguma vez tiveram para gerir.

Portanto, meus amigos, da próxima vez que vos vierem com a conversa dos trabalhadores portugueses pouco produtivos, lembrem-lhes esta singela história: os patrões portugueses deixaram falir a única coisa que alguma vez tiveram para gerir, e agora choram por um 'bailout' do Estado. Os mesmos patrões que se queixam ininterruptamente de que o Estado tem demasiada presença na economia....  

Aluga-se Meio Campo


Monsieur Le President













Posso assinar?

Não façam das relações sexuais em grupo uma inevitabilidade


Apela-se aos presentes para que mantenham a calma


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Colhões de Gente

Está desfeito o mito...sim, é possível!





Ribeira dos Milagres

Para todos aqueles que, como eu, se interrogavam do que seria feito do Pequeno Saul...

Aí vem o Captain Kirk com as próximas medidas de austeridade

Vítor Gaspar, com a sua candura habitual, não quis permitir que a malta desfutasse da posição do Glorioso e já fez o alerta, largado cirurgicamente para uma "notícia" de jornal.
Segundo as contas do senhor, este ano - 2012, fresquinho de começar - não vamos conseguir acabar com o défice previsto, e como tal precisamos de mais medidas de austeridade.

Exacto.
Eu tenho alguns problemas com isto.

1 - Foi o Gaspas quem fez as contas, certo? As previsões para 2012, que foram metidas no Orçamento que apresentou, e as contas de agora, que já não batem certo. Oito dias dentro de 2012, "ah foda-se, isto não vai dar".
Eu diria, no mínimo, que isto destrói o mito de que o Gaspas é um barra em Excel.

2 - Ora as contas não batem certo porque afinal vai haver receita fiscal a menos. Jura?!
Este senhor é tão genial que conseguiu ser o 8.674.543 português a perceber que: austeridade + fisco em versão "terminator" + medidas de crescimento inexistente = recessão.
E recessão = menos receita.

Mais austeridade? Mais austeridade, caralho?! Ainda não levámos com todos os caralhos que nos querem meter pelo cu acima e já estão a encomendar mais?!?!?

Kirk, é para o ministério das Finanças, sff.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Se tem um pau e duas bolas...

Ora portantos:
no momento em que o Estado privatiza, com estrondo, o que ainda tinha na EDP, surge a lista dos novos membros do conselho superior da empresa. Entre eles, temos gente tão especializada em energia e em chop-suey como Eduardo Catroga, Celeste Cardona e Paulo Teixeira Pinto, entre outros, todos com ligações a PSD e/ou CDS.

Temos aqui, em todo o seu esplendor, o liberalismo à portuguesa. Supostamente, os membros do conselho superior de uma empresa são escolhidos pelos seus accionistas. Ora o Estado acaba de deixar de ser accionista. Quem os escolheu, então?
É como a história de Passos Coelho ser contra ou a favor de António Mexia (o Mr. 3 million a year) continuar à frente da EDP. Mas, se o Estado deixou de ser accionista, que raio tem Passos Coelho a ver com o assunto?

Bem esteve o chinês, que quando foi questionado sobre a continuidade de Mexia disse, com o pragmatismo oriental, que primeiro tinha de falar com o Governo.
Ora aí está, até o chinês já sabe o que a casa gasta...

Agora foi a EDP, mas não é caso único. Nem sequer é o maior caso. Esse pertence à PT, empresa de capitais privados mas que continua a funcionar como um gritante e escandaloso toma lá- dá cá com o poder. Veja-se quem por lá "trabalha": os filhos de Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa, Edite Estrela, Santana Lopes, Teixeira dos Santos, etc, etc, etc...

Quanto à credibilidade deste Governo - e se era essencial este Governo ter o mínimo de credibilidade! - estamos conversados.

Deve ser isto a que Passos Coelho chama "democratizar a economia"...

Há Maçon Verdes

Já sabia que o Fernando Nobre tinha ligações à Maçonaria, mas julgava que era na qualidade de calhau.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Encher os Caboucos da Democracia

O cúmulo da ironia era meter os Maçons a partir pedra.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Devil in the details

Ah e tal, os relatórios da assembleia, as secretas e o camandro.

A única informação de que precisava, e que é importante reter, é que este senhor, Luis Montenegro, o líder parlamentar do PSD, é membro da Maçonaria.

E depois venham-me falar de seriedade, de moralização da política, das merdas que nos quiserem atirar para os olhos.

Este indivíduo, que ninguém até hoje conhecia de lado nenhum, chegou a líder parlamentar do partido do Governo. E, por coincidência, é da Maçonaria.

Era tudo o que precisava saber para fazer o meu juízo.

Podem continuar com as brincadeiras.

We demand to know!

Depois do Paris-Dakar na Argentina e do Rock in Rio em Lisboa, para quando a Volta à França em Ponta Delgada?

National Geographic

Este mundo é muita lindo...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Quiz

O que é mais estúpido:

Uma revista chamada Sábado e que sai à quinta ou um rally chamado Paris-Dakar que se realiza na Argentina?

À Atenção dos Senhores da Al-Qaeda


Estádio do Dragão, 18 de Maio de 2012

Apocalipse 2012

Eu li Os Maias e não foi o fim do mundo.

No sítio do costume?

Agora o "Venha Cá" já implica comprar bilhete na KLM.
Soares dos Santos muda participação na Jerónimo Martins para a Holanda.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Côxos vs Casados

Descobri recentemente que existe um Mundial de Futebol para Amputados.
Que parvoíce. Sabe-se à partida que quem vai à final são sempre as canadianas.

Primeiro veio o ovo ou a cagança?

Nunca hei-de perdoar à moda do gourmet ter transformado o Ovo-a-Cavalo em Estrelado-em-Cama-de-Steak.

Feliz Ano Novo!

Agora que foi lançado o seu álbum póstumo, Angélico está mortinho para fazer a tourné.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Napalm!!!

É napalm, é napalm,
Morrem criancinhas,
Com napalm, com napalm,
Todas queimadinhas,

Morrem criancinhas,
E também bebés,
Todas queimadinhas,
Da cabeça aos pés,

(todos juntos agora)

É napalm, é napalm...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Factula Electlica

A venda da EDP aos chineses é a conclusão lógica às facturas de ficar com os olhos em bico.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ideias por um Portugal Mais Limpo e Mais Moderno

Após dias e meses a ouvir falar na necessidade de equilibrar a balança comercial e mandar gente para fora, expliquem-me lá porque é que continuamos com estas duas encomendas por cá:


Duarte Lima aka El Sonso



George Wright aka O Pretó-Amaricano Assassino que afinal é uma jóia de um senhor/vizinho/marido/treinador de basket/etc.
      

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Duas Palavras Apenas



Trafaria                         .                          Sniper

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Calcinha Terylene

A foto de grupo do Conselho de Ministros 'informal' é um claro caso de agravamento da despesa pública em saúde.

Os fatos domingueiros do elenco governativo deram-me cancro nos olhos.

Kim nou-se

O Kim Jong estava ill.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ler umas merdas

Sou um gajo que devora livros.
Às vezes vou ao WC e fica no ar um grande Fiodor Dostoievsky.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Podemos falar com franqueza?

Um camarada aqui do tasco chamou a atenção para este fenómeno, e há que dar-lhe razão.




"Caras raparigas e senhoras jeitosas deste nosso frondoso país,

let's face it, estamos perante uma falácia.
As leggings não são calças.
Vocês sabem, nós sabemos, toda a gente sabe.
Em certas circunstâncias, não são aceitáveis em termos de comparabilidade com a calça. Vocês sabem disto, mas vão disfarçando, usando como se fosse natural aparecerem-nos à frente de bunda bem torneada. Mas sabem, no íntimo, que a coisa está a ir longe de mais.
Disto isto, resta-me dizer-vos: continuem!
Anima os dias e, claramente, não vão ter qualquer gajo a denunciar-vos".

Atenciosamente,

A Gerência.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Foi pelo Arroz de Grelos, ficou pelo Chouriço de Sangue

A história do filho do Estripador de Lisboa está muito mal contada.
O pai faz enchidos caseiros sem ter criação de porcos e ele não desconfia?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Paranoid Android

Acabei de fazer um telefonema e não faço a mínima ideia se estive a falar com uma pessoa ou se mantive uma amena cavaqueira com uma gravação durante quatro minutos e trinta e dois segundos.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Uma espécie de Nilton, mas em nazi


O apresentador do programa da BBC sobre automóveis "Top Gear" a afirmar que os funcionários públicos que fizeram greve deviam ser abatidos.
"Deviam ser levados para a rua e ser executados à frente das famílias. Como é que eles se atrevem a fazer greve quando têm pensões asseguradas enquanto o resto de nós tem de trabalhar para viver?!"

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Brinca n'áreia

No sorteio do Euro 2012, ficámos no 'Group of Death'.
Preferia o Grupo C (Espanha, Itália, Irlanda, Croácia). Se estivéssemos lá era o 'Group of Debt'.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mantendo a Temática do Post Anterior



Shave Your Idols

Uma das razões pelas quais sou ateu é por 'sermos feitos à imagem de Deus'.
Alguém me explica por que razão tem o Criador pintelhos no cú?

domingo, 27 de novembro de 2011

Águias, leões e ursos

Ninguém espera, infelizmente, que um tipo de uma claque seja racional. Ou sequer respeitador dos outros ou da lei. E são esses que, em última análise, fazem a merda. Para esse deixarem de fazer merda, é preciso que todos os outros também não a façam. E sejam activos no seu combate.
O que se passou neste derby é não apenas lamentável mas completamente desnecessário. Da parte dos benfiquistas, não há ódio algum ao Sporting. Há-o ao Porto, há que admiti-lo, mas não em relação ao Sporting, até lhe achamos alguma piada. Já para um lagarto, o ódio é o Benfica, apesar de o Porto ganhar sempre e os roubar tanto ou mais do que a nós, mas parece que desde que não seja o Benfica não faz mal. Ainda assim, não havia motivo algum para haver problemas.

A coisa começou pela jaula, gaiola ou caixa de segurança. Eu considero-a desnecessária, basta policiar como deve ser e pronto. Não serve para nada, mas serviu de argumento para os lagartos começarem a chorar há uma semana. Depoisfoi a saga dos bilhetes. O Benfica cumpriu a lei, enviou os que a lei determina, mas os lagartos queriam mais. É a vida. Mais um argumento para aquecer o ambiente. O presidente do Benfica teve uma rara intervenção feliz, ao apelar à contenção verbal na semana antes do derby. Do lado do Sporting o que se viu foi o contrário, e todos os argumentos foram bons. Até à demagogia de recusar sentar-se ao lado da direcção do Benfica durante o jogo, no que seria um bom sinal de pacificação entre os dois clubes. Uma boa mensagem a passar aos adeptos.

O problema é sempre o mesmo: cada um só se preocupa em falar para o seu eleitorado, para quem o elege. Sem perceber que o problema não é Sporting ou Benfica, mas sim do futebol português, da segurança de quem quer ir ver esse grande espectáculo chamado futebol. Não falo aqui do Porto, porque esse parece-me ser claramente um caso à parte, devido à cultura local instigada pelo seu corrupto presidente. Nunca mudará. Mas entre Benfica e Sporting acho que as coisas podiam e deviam ser diferentes.

Para que não mais vejamos bancadas a arder, é preciso que todos, sobretudo os de cima, tenham uma política coerente de responsabilidade e de pacificação. Sem inventar jaulas à pressa e sem utilizar essa jaula como argumento para esticar a corda. Sem gestos parvos de recusar sentar-se ao lado dos anfitriões. Sem idiotas como alguns responsáveis do Sporting a branquear o que alguns animais do seu clube fizeram; e sem idiotas do Benfica a dar conferências no fim do jogo a acicatar ainda mais as coisas.
É preciso descer o volume, e dar o protagonismo ao que se passa no relvado. É tudo, e seria de uma importância decisiva.

Uma última palavra para aqueles que, com a sua ausência de acção, permitem que estas coisas aconteçam. Dou só dois exemplos: o incêndio nas bancadas e um idiota do Benfica que andava de laser na mão a incomodar os jogadores do Sporting. Este foi filmado claramente pela televisão. A claque do Sporting com certeza que também foi filmada. Então e não acontece nada? Ninguém vai preso? Ninguém é banido de estádios de futebol?
Tem de chegar o tempo em que deixamos de encarar estas coisas como normais, porque não são normais. Não é por se tratar de futebol que a lei deixa de valer.
Se dirigentes e autoridades levassem este assunto a sério, a seu tempo até os anormais das claques teriam de se adaptar. É tempo de se fazer alguma coisa, antes que alguém se magoe a sério.

Quanto ao jogo em si, uma vitória sofrida e muito saborosa para o Benfas. Confesso que o Sporting me surpreendeu pela positiva e fez um belo jogo. Faltou-lhe maturidade e um pouco de sorte para ter conseguido o ponto merecido. Nos lagartos destaco o Elias, que está em todo o lado (felizmente é zarolho) e o Carrillo, que bem trabalhado será grande jogador. No Glorioso, destaco Artur (mesmo com um estranho apagão), Javi Garcia, Maxi Pereira e Witsel, pelo trabalho, e Aimar, pela magia.
Uma primeira parte muito jogada a meio campo, com o Sporting a pressionar bem alto e a dificultar a saída do Benfica, mas também sem grande fio de jogo. O desequilíbrio foi o golo, à Javi.
Na segunda parte o Benfica entrou muito bem e eu estava convencido que era uma questão de tempo até matar o jogo. Até que entrou em acção o Xôr Capela, que decidiu expulsar um jogador que não fez uma única falta. Então aquele segundo amarelo é um crime de lesa-futebol. Já agora, se o que o Cardozo lhe disse foi assim tão grave, porquê o amarelo e não logo o vermelho? Ou seja, não terá sido assim tão grave. Não sendo tão grave, era mesmo necessário estragar o jogo?
Sim, porque isso estragou o jogo.
O Benfica recolheu-se e o Sporting instalou-se, embora com pouco critério.
Foi sofrer até ao fim, num jogo que, antes da expulsão, tinha tudo para se transformar ainda num grande espectáculo.
Na minha opinião, o empate seria mais justo, mas nunca saberemos como as coisas seriam com 11 para cada lado, como devia ser.
Temos campeonato.
Espero que tenhamos também respeito, justiça e ponderação.
Porque quando o futebol deixar de ser divertido, perde a sua razão de existir.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Orgulho

Este ano ando, como repararam, um bocado mais afastado da bola.
Mas, ainda assim, quero deixar uma curta mensagem.

Que orgulho:
1 - irmos a esta fase da época, termos jogado no Dragão, em Braga e duas vezes com o "Naite" e continuarmos sem qualquer derrota
2 - ver uma equipa finalmente madura, a acreditar nas suas possibilidades, sem sobrancerias mas também sem medos
3 - ver uma equipa que nos três terrenos mais difíceis que visitámos (Braga, Porto e "Naite") ter estado a perder e conseguir recuperar
4- ver o grande Miguel Vítor a entrar como homem no lugar do Luisão (e o Jesus ter finalmente percebido que o puto é que o terceiro central do Benfas, e não a girafa zarolha do Jardel)
5 - ter na minha equipa um Senhor chamado Pablo Aimar, feito de simplicidade e genialidade, e elogiado "só" por Messi e Maradona
6 - ouvir, num estádio mítico, três mil portugueses fazendo-se ouvir acima dos "caladinhos" adeptos britânicos, cantando pelo Glorioso.


Aconteça o que acontecer: muito, muito orgulho.

A cara do bicho

Ficou provado (para quem precisava) pelo post anterior, que este tipo é, cada vez mais, um monte de merda.

Afinal, a culpa é da Ana Salazar

Não me lembro há quanto tempo não lia um artigo de opinião tão mau.

Só por isso, vale a pena tentar lê-lo. Aqui.

O Eusébio e o Luisão também.

Ferguson quer beber um copo de vinho com Jesus.

domingo, 20 de novembro de 2011

Chicken Curry

Há coisas que me fazem impressão.
Coisas que nós estamos mesmo a ver que vão acontecer mas nada conseguimos fazer para o evitar. Mais ou menos o que um adepto do Sporting deveria estar a pensar neste momento, não estivesse cego de cagança injustificada.
Neste campo, custa-me muito que um merdas como o António Costa venha a ser nosso Primeiro-Ministro. Eu sei, depois do Sócrates já nada parece chocante, mas para mim é. Até vos digo quando é: entre 2017 e 2019.

É que este bardamerdas monhé* me anda a irritar solenemente. Ele anda por aí, a dizer larachas e banalidades, e não fazendo absolutamente nada, apesar de nós lhe pagarmos.
Anda todo contente, presidente da CMLisboa, que em termos de política nacional é um bocado como ganhar a taça do Inatel mas chumbar nos treinos de captação do Torreense. Mas vai lá chegar, o cabrão, nem que seja por falta de comparência dos outros.
Aliás, em Portugal, a falta de comparência tende a decidir as coisas.
Durão nunca lá teria chegado não fosse a falta de comparência de Guterres. Sampaio só foi presidente por causa do timing, porque anunciou a candidatura uns 3 anos antes das eleições, e depois o PS não foi capaz de arranjar outro gajo. O Santana conseguiu mesmo ser PM sem eleições, devido à falta de comparência de Durão. E o Sócrates ganhou porque, let's face it, ter o Santana ou ninguém é a mesma merda.
Enquanto António José Seguro vai dando alegremente tiros de morteiro em ambos os pés, nos braços e na cabeça - feito refém dos socráticos que, não contentes por não estarem presos, ainda controlam o partido - este chamuças de merda* vai fazendo o seu caminho.
Para qualquer lisboeta, o mandato de António Costa tem um único marco: o cabrão do Piquenicão. Sim, esse, o dos porcos, o do Tony Carreira, do Continente do Engenheiro Belmiro. Deve ser a única capital do mundo que aluga a sua mais importante avendida por uma semana, recebendo em troca umas obras numas hortas (isto é verdade, foi este o fantástico negócio).

Costa anda lixado. Não tem dinheiro. E como não tem dinheiro, inventa parvoíces com um de dois objectivos (de preferência os dois): sacar dinheiro aos munícipes e fingir que está a fazer alguma coisa de útil.

Mas a sua grande marca é o ataque concertado e sistemático aos condutores. Ando em Lisboa há muitos anos, e por acaso até acho que o trânsito já esteve muito pior. Não para António Costa. Para António Costa, o condutor é um bicho para abater, mas só depois de lhe ter sacado todos os euros que possa.
Vem agora este monhé* iluminado com duas novas ideias, que passo a explicar:
1 - instituir uma nova taxa sobre os combustíveis vendidos em Lisboa, para financiar os transportes públicos
2 - proibir ou taxar a circulação da avenida da liberdade. Esta está muito poluída e, como tal, um dia levamos uma multa a sério. É claro que isto não acontecerá, nunca aconteceu, etc, mas dá jeito ao argumento ideológico do senhor. Se fosse a Emel a multar já estava tudo falido.

Claro que para o senhor estas ideias não se cruzam com o facto de a) os transportes serem uma merda e cada vez mais inseguros; b) andar de carro não é um direito exclusivo dos ricos, a cidade é de todos; c) os transportes estão cada vez mais caros e ainda vão aumentar mais; d) os transportes vão ser reduzidos em termos de horários e de áreas cobertas.

Este é o senhor que, assim que pode, fecha o trânsito em ruas da cidade. Não interessa a ocasião: um desfile de bicicletas, uma maratona que pode ir para outro lado qualquer, uma parada gay. Interessa é cortar o trânsito, para entalar esses filhos da puta desses condutores.

Eu moro na Estefânia e trabalho em Alcântara. Para chegar lá de transportes é metro até ao Cais do Sodré e comboio ou eléctrico até Alcântara. Demoro quase uma hora, face aos 15 mins de carro. Ah, e às horas que saio demoro mais, porque há menos frequência de transportes.

Nada disto interessa a este senhor, na sua facínora cruzada contra os condutores.

Portanto, senhor Quéfrô* do caralho, peço-lhe algumas coisas.
Em primeiro lugar, vá trabalhar. Vá fazer qualquer coisinha que é para isso que eu lhe pago. Vá fazer alguma coisa para resolver as dificuldades de arranjar casa em Lisboa (o fundo de arrendamento da quantidade monstruosa de casas vazias da CML ia avançar, onde está ele?). Vá fazer alguma coisa para resolver o défice de creches nesta cidade. Qualquer merda. Agora deixe de perseguir quem, ao contrário de si, trabalha. E tem que andar na cidade, por vários pontos da cidade, com horas marcadas.

Em suma: se não tem nada para dizer, fique calado, sff.

* o Vodka adopta a máxima de Jorge Jesus, que o que se passa dentro do campo fica dentro do campo. Portanto, lá dentro tal como aqui, pode dizer-se tudo, incluindo insultos racistas e à mãe do interlocutor. É tudo na paz. CARREGA, JAVI!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Às vezes tenho a sensação de que estamos entregues a gente meio fanática

Deve ser só impressão minha.


O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle, afirmou hoje que as sanções sobre os países da zona euro que faltem aos compromissos orçamentais devem ser automáticas. Heil!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Doninha Fedorenta

Acabei de ouvir o novo projecto a solo do ex-vocalista dos Da Weasel.
A única coisa que me ocorre é: Faz um TAC, man.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Modernices

O look da Popota este ano está um bocado poputa.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tá safo

Pelo menos até Junho de 2012, já não saímos do Euro.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Armagedão

Às 13:13h de 13-13-2013 o mundo acaba para todos menos para os funcionários públicos. Felizmente cortaram-lhes o 13º mês.

O patrão prefere os macacos

Um dia após a manfestação que pôs 180 mil pessoas na rua, eis a primeira página de um jornal de referência:





Apreciem o pormenor das aspas na curtíssima referência à manif.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Provavelmente é o purgatório

Não percebo isto.
O Mundo acabou e eu continuo com trabalho por fazer.

Pró ano é que é

Para o ano, em 12/12/2012, às 12:12h, o Mundo acaba outra vez.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Opinião, hoje ouvida, sobre o Javi Garvia

"Tem mesmo ar de xenófobo, aquele espanhol de merda!"

(Alguém ao balcão do café)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Food for Thought

Serei só eu que fico um bocadinho desconfortável com o facto de, apesar de ser o Berlusconi, um líder eleito ver-se forçado à demissão porque "os mercados" assim o querem?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Bücherverbrennung

A biografia autorizada de Steve Jobs é literatura proibida aos meus filhos.
Se há coisa que o livro revela é que fazer birras até aos 56 anos compensa.

Agência de Comunicação

Estava o Seguro a dizer que abstenção do PS vai ser "violenta mas construtiva".
Uma analogia feliz seria "uma violação que resultou em gravidez".

domingo, 6 de novembro de 2011

O Inimigo Entre Nós

Aparentemente há quem discorde da forma como exerço a paternidade.
Fui dar com o meu filho mais novo a barrar pão com manteiga nos degraus da escadas.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pergunta Honesta

Quando entregarem hoje a 2ª Bota de Ouro ao Cristiano, vão completar-lhe o par ou o rapaz fica com duas botas direitas?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Atoalhados

Há sacos azuis, estamos de tanga, o orçamento não tem almofadas.
Confirma-se, estamos no país Paga-Pouco.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

À taxa máxima

Está-se a acabar a ponte e o dia de amanhã aproxima-se como uma portagem.