quinta-feira, 28 de junho de 2012
Toponímia
Face ao desfecho dos penáltis de ontem à noite, proponho que se mude urgentemente o nome a Cacilhas para outra coisa qualquer.
terça-feira, 26 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
De um lado estás fodido/ Do outro fodido estás
Eu não sou contra os governos de Direita. Existem, a malta se vota, pronto, tá bem, há que respeitar. Não sei se sou contra ou a favor dos governos de Esquerda, porque nunca vi nenhum. E tenho 34 anos, já era tempo, se calhar.
Adiante.
O meu problema é que, com este Governo, temos o pior de dois mundos.
Temos o pior da Esquerda - que é o Estado obeso e esbanjador de recursos, empresas públicas e tachos que parecem mesmo socialistas. E, claro, o que vem sempre associado a isto, impostos por tudo e por nada, arrasando empresas e desesperando particulares.
Só que depois temos também o pior da Direita. A beatice, o corte nos apoios sociais, o 'bullshit' do empreendedorismo, o declínio dos serviços públicos, etc.
Este é o Governo menos ideológico de sempre, em termos políticos. Há convicções aparentemente políticas, sim, mas são mais tiques que outra coisa. Dogmas, ladainhas, sermões para dar ao pacóvio do povo.
O que eu digo é o seguinte: amigos, ganharam a merda das eleições; querem fazer um governo de Direita? Ok, façam-no. Cortem nos apoios aos pobres, emagreçam o Estado, dinamizem as empresas, baixem a merda dos impostos. Pronto, que se foda.
Não nos entalem é com o pior da Esquerda e com o pior da Direita.
Adiante.
O meu problema é que, com este Governo, temos o pior de dois mundos.
Temos o pior da Esquerda - que é o Estado obeso e esbanjador de recursos, empresas públicas e tachos que parecem mesmo socialistas. E, claro, o que vem sempre associado a isto, impostos por tudo e por nada, arrasando empresas e desesperando particulares.
Só que depois temos também o pior da Direita. A beatice, o corte nos apoios sociais, o 'bullshit' do empreendedorismo, o declínio dos serviços públicos, etc.
Este é o Governo menos ideológico de sempre, em termos políticos. Há convicções aparentemente políticas, sim, mas são mais tiques que outra coisa. Dogmas, ladainhas, sermões para dar ao pacóvio do povo.
O que eu digo é o seguinte: amigos, ganharam a merda das eleições; querem fazer um governo de Direita? Ok, façam-no. Cortem nos apoios aos pobres, emagreçam o Estado, dinamizem as empresas, baixem a merda dos impostos. Pronto, que se foda.
Não nos entalem é com o pior da Esquerda e com o pior da Direita.
Amor de pai. Daquele assim homosexual.
Em tempos ouvi contar uma história, que rezava que os partidos da Oposição (portanto os que não estão no Governo) existiam para fazer uma coisa chamada Oposição.
Eu até cheguei a acreditar nisto.
Até hoje.
É que hoje foi votada uma coisa chamada Moção de Censura. É quando um partido da Oposição decide fazer Oposição e tenta mandar abaixo o Governo, eventualmente na esperança de ir para lá e fazer melhor (no caso do PCP, esta última parte da frase anterior não faz sentido).
E o bom do Jerónimo, furibundo com as tropelias deste Governo, lá meteu a moção de censura. O Bloco, que não beija exactamente de língua o PCP, votou a favor. Os Verdes, que é o PC mascarado de lentilha, também.
Já o PS absteve-se.
E, ao contrário da frase que António José Seguro fez famosa, desta feita não foi "uma abstenção violenta". Foi mesmo só uma abstenção à pussy.
Mas não é isto que interessa.
O que interessa é que, no dia da votação de uma Censura ao Governo, o PS fez uma Censura ao Censurador, neste caso o PCP. Como quem diz "ó seu malandro, atão andam a censurar aqueles rapazes, coitados, mas quéisto?!".
No dia da Censura ao Governo, o PS não atacou sequer o Governo. Não o criticou, não o cutucou, não lhe deu um carolo, uma bélinha, nada.
E, mais significativo que tudo isto, durante todo o debate, o líder (?) António José Seguro entregou a voz do seu partido a quem? A Pedro Silva Pereira, claro.
Pedro Silva Pereira é aquele rapazote, aprendiz de Relvas, que aparecia sempre atrás do Sócrates a gritar "Apoiado!" em qualquer ocasião, e isto incluia quando o seu pai político se limitava a pedir uma bica e um rissól no bar do parlamento. Ah, e é o rapaz que, na companhia dos Lellos desta vida, se dedicou desde o início da legislatura a boicotar toda e qualquer "ideia" que o líder do seu partido pudesse avançar.
Está certo.
E o que fez o magarefe do Silva Pereira, no dia da Censura ao Governo?
Obviamente, fez um ataque violentíssimo ao PCP.
Faz sentido.
Lembrou o senhor, espumando vingança da boca, que foi o PCP quem, há um ano, "deu o poder à Direita", tudo para fazer guerra ao sacrossanto PS. Esse PS da Esquerda séria, da Esquerda responsável, da Esquerda O Algodão Não Engana. Ao contrário das outras, que enganam e não limpam nada de jeito.
E basicamente foi isto. O PS nem tocou no Governo, tão ufano estava no ataque vingativo ao PCP e, sobretudo e fundamentalmente, na defesa do consulado Sócrates (a escolha de Silva Pereira como porta-voz não pode ter sido inocente). Como disse, e bem, o norte-coreano Bernardino Soares, "o PS está mais preocupado em defender o Governo Sócrates do que em defender os portugueses". Touché.
O que mais me custou foi ouvir Silva Pereira falar da Esquerda, encher a boca com a Esquerda. Da mesma forma que me incomoda sobremaneira ouvir o Carlos Queiroz falar de...tácticas de futebol, por exemplo.
O PS adora a Esquerda. O PS acha-se toda a Esquerda. O PS acha que é de Esquerda, porque a Esquerda Moderna é a Direita com "éléron", e isso é que é preciso. Sim, o PS adora a Esquerda.
A única coisa que me chateia é que o PS só não adora a Esquerda quando governa. Sócrates não caiu por ser de Esquerda. Caiu por ser mentiroso, trafulha, desrespeitoso para com o Parlamento e, sobretudo, para com os outros partidos de Esquerda.
O PS adora a Esquerda. Desde que não lhe peçam para governar com uma política de Esquerda.
PS - imagem gentilmente roubada no Google.
Eu até cheguei a acreditar nisto.
Até hoje.
É que hoje foi votada uma coisa chamada Moção de Censura. É quando um partido da Oposição decide fazer Oposição e tenta mandar abaixo o Governo, eventualmente na esperança de ir para lá e fazer melhor (no caso do PCP, esta última parte da frase anterior não faz sentido).
E o bom do Jerónimo, furibundo com as tropelias deste Governo, lá meteu a moção de censura. O Bloco, que não beija exactamente de língua o PCP, votou a favor. Os Verdes, que é o PC mascarado de lentilha, também.
Já o PS absteve-se.
E, ao contrário da frase que António José Seguro fez famosa, desta feita não foi "uma abstenção violenta". Foi mesmo só uma abstenção à pussy.
Mas não é isto que interessa.
O que interessa é que, no dia da votação de uma Censura ao Governo, o PS fez uma Censura ao Censurador, neste caso o PCP. Como quem diz "ó seu malandro, atão andam a censurar aqueles rapazes, coitados, mas quéisto?!".
No dia da Censura ao Governo, o PS não atacou sequer o Governo. Não o criticou, não o cutucou, não lhe deu um carolo, uma bélinha, nada.
E, mais significativo que tudo isto, durante todo o debate, o líder (?) António José Seguro entregou a voz do seu partido a quem? A Pedro Silva Pereira, claro.
Pedro Silva Pereira é aquele rapazote, aprendiz de Relvas, que aparecia sempre atrás do Sócrates a gritar "Apoiado!" em qualquer ocasião, e isto incluia quando o seu pai político se limitava a pedir uma bica e um rissól no bar do parlamento. Ah, e é o rapaz que, na companhia dos Lellos desta vida, se dedicou desde o início da legislatura a boicotar toda e qualquer "ideia" que o líder do seu partido pudesse avançar.Está certo.
E o que fez o magarefe do Silva Pereira, no dia da Censura ao Governo?
Obviamente, fez um ataque violentíssimo ao PCP.
Faz sentido.
Lembrou o senhor, espumando vingança da boca, que foi o PCP quem, há um ano, "deu o poder à Direita", tudo para fazer guerra ao sacrossanto PS. Esse PS da Esquerda séria, da Esquerda responsável, da Esquerda O Algodão Não Engana. Ao contrário das outras, que enganam e não limpam nada de jeito.
E basicamente foi isto. O PS nem tocou no Governo, tão ufano estava no ataque vingativo ao PCP e, sobretudo e fundamentalmente, na defesa do consulado Sócrates (a escolha de Silva Pereira como porta-voz não pode ter sido inocente). Como disse, e bem, o norte-coreano Bernardino Soares, "o PS está mais preocupado em defender o Governo Sócrates do que em defender os portugueses". Touché.
O que mais me custou foi ouvir Silva Pereira falar da Esquerda, encher a boca com a Esquerda. Da mesma forma que me incomoda sobremaneira ouvir o Carlos Queiroz falar de...tácticas de futebol, por exemplo.
O PS adora a Esquerda. O PS acha-se toda a Esquerda. O PS acha que é de Esquerda, porque a Esquerda Moderna é a Direita com "éléron", e isso é que é preciso. Sim, o PS adora a Esquerda.
A única coisa que me chateia é que o PS só não adora a Esquerda quando governa. Sócrates não caiu por ser de Esquerda. Caiu por ser mentiroso, trafulha, desrespeitoso para com o Parlamento e, sobretudo, para com os outros partidos de Esquerda.
O PS adora a Esquerda. Desde que não lhe peçam para governar com uma política de Esquerda.
PS - imagem gentilmente roubada no Google.
Communication Breakdown
É só para dizer que este é o melhor Facebook sem o botão partilhar, o botão like e outras paneleirices.
É favor prosseguir.
É favor prosseguir.
La Isla Bonita
A organização do concerto da Madonna não era das melhores.
Desde cedo se viam inúmeras bichas à entrada do recinto.
Desde cedo se viam inúmeras bichas à entrada do recinto.
Serviço Público de Televisão é...
... Ter um comentador desportivo, num programa sobre o Euro 2012, a falar de David Bowie, White Stripes e XX.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Euro Ramazzotti 4
A Grécia vive entre a euforia de chegar aos 4ºs de final e o choque de ter de pagar mais uma semana de hotel na Polónia.
domingo, 17 de junho de 2012
Euro Ramazzotti 3
O fair play tem sido abundante no Euro. Por exemplo, na equipa holandesa não houve lesões e não levaram pontos nenhuns.
Euro Ramazzotti 2
O 11 inicial no próximo jogo de Portugal será o mesmo, excepção feita ao penteado de Cristiano Ronaldo.
Euro Ramazzotti 1
Duas coisas que se vêm do espaço: 1) os diques; 2) e os buracos na defesa holandesa.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Norte & Sul
Estão sempre a dizer que o sul da Europa vive acima das suas possibilidades, mas entre 1939 e 1945 era a Alemanha que tinha contas de gás que eram uma loucura.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Pode coçar a Noiva
O meu puto mais novo está com varicela, e neste fim de semana temos um casamento.
Estão reunidas as condições para ele ir cheio de pinta.
domingo, 3 de junho de 2012
I just called to say I'm broke
Eu gostava de ter ido ao concerto do Stevie Wonder, mas infelizmente não tenho dinheiro nem para mandar cantar um cego.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Lost in translation, carago
Segundo estimativas da organização do Optimus Primavera Sound, só 30% dos espectadores do festival falarão português. Tendo em atenção que, desses 30%, alguns serão do Porto, o número real será 5%, por aí.
Encosta aí sff
Depois de um pequeno incidente gastro-gastronómico, o livrete do meu carro passou a registar a cor do veículo como 'Preto e Spaghetti Carbonara'.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Profissão: Agente Secreto. Disfarce: Badocha. II
Muita gente sabia que Miguel Relvas era um zero à esquerda.
Já o espião Silva Carvalho é do calibre de um James Bond: dois zeros à esquerda.
Já o espião Silva Carvalho é do calibre de um James Bond: dois zeros à esquerda.
Profissão: Agente Secreto. Disfarce: Badocha.
Jorge Silva Carvalho tem tanta falta de jeito para o cargo, que só faz sentido chamá-lo espião porque em tempos andava muito a pé e agora anda sempre de carro.
Cupcake
Miguel Relvas diz que "vai sair mais forte deste caso".
Ele que já é meio cheínho, devia evitar comer quando anda nervoso.
Ele que já é meio cheínho, devia evitar comer quando anda nervoso.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Despromoção para 2ª Divisão -BBB
Será possível pressionar os Gregos a realizarem as novas eleições no dia 8 de Junho?
Assim conseguíamos que o começo do Euro coincidisse com o fim do Euro.
Assim conseguíamos que o começo do Euro coincidisse com o fim do Euro.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Sopa Dá Pedra.
Acabei de comer uma sopa tão aguada que o mais correcto seria chamar-lhe Sopa Homeopática.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
No future
Estas foram as senhoras que ganharam as eleições contra o partido da Merkel, na importante região da westgenitália, ou coisa assim.
Não se prevê nada de bom, portanto.
Não se prevê nada de bom, portanto.
sábado, 12 de maio de 2012
Still Too Soon
Sabem-se agora mais pormenores sobre o acidente que vitimou Bernardo Sassetti.
Ao que parece arriscou ao ir de pianinho até à beira da falésia.
Ao que parece arriscou ao ir de pianinho até à beira da falésia.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
Vergonha
Deste primeiro de Maio, o que fica?
O gnomo de jardim da UGT, a dizer "agarrem-me senão eu fujo"?
O terminator da CGTP, cheio de razão mas a carregar nos "camaradas" e nos "grande capital" e nos "modelo de consumo norte-americano", não percebendo que não é assim que se vai lá?
Passos Coelho, discursando num encontro de uma coisa para-sindical chamada Trabalhadores Sociais-Democratas? (Já agora: trabalhadores? do PSD? Ganda Lol.)
As multidões que, nas ruas, protestaram e celebraram este dia fundamental?
Não.
O que fica é a turba destrambelhada e abestalhada à porta dos Pingo Doce deste país.
Não vou fazer aquela figura burguesa de falar de barriga cheia, e criticar aqueles que, por necessidade, se viram impelidos a participar neste grotesco espectáculo. Não vou sequer criticar o Pingo Doce, a Jerónimo Martins ou o Soares dos Santos. Ele lá saberá porque o fez, o dinheiro que ganhou ou perdeu, tal como as pessoas que lá foram farão o seu juízo, se valeu a pena, etc, etc.
Sei que, por cada dois clientes necessitados - e que com isto encheram a despensa para a família - havia pelo menos um chico-esperto. Está no sangue do tuga, a mania da promoção. E esta, há que admiti-lo, era a mãe de todas as promoções. Sei de gente que se veio gabar para o facebook do facto de ter comprado camarão-tigre a metade do preço, por exemplo. Mas, por cada idiota, havia mais pessoas necessitadas que, com esta promoção, hoje estarão a ter um grande jantar - quase de celebração - com as suas famílias. E, por mais que tudo isto me cause confusão, não posso criticar.
Não tenho energia sequer para dizer quem está certo e quem está errado, que é basicamente o que, do alto da minha arrogância, faço de cada vez que escrevo algo de sério neste blog. O assunto é demasiado sério para isso. Tenho uma vida confortável, não posso atirar pedras aos outros (coisa que meio mundo cibernético está alegremente a fazer).
O que me importa é a imagem que me ficou, vista na televisão, nas fotos. Em pleno 1º de Maio, este dia mais santo que todos os dias de santos, que honra anos e anos de luta por uma vida melhor, e a imagem...
A imagem do meu povo. Pobre, financeira ou civicamente. Triste. Desesperado. Como nas antigas imagens das filas de racionamento. O que a fome nos fazia. A gula, a avareza, a negociata (devido à falta de carrinhos, quem acabava as compras chegou a exigir 10 euros para passar o carrinho aos seguintes). A fúria cega, muitas vezes para com idosos, para com os trabalhadores do Pingo Doce, para com desgraçados como eles. A humanidade no seu estado mais primário.
Foi a imagem, que me ficou. Falo de barriga cheia, sim. E só por isso posso prender-me com minudências, preso à cruel poesia imagética, que me marcou. Quem tem fome não pensa em poesia.
Tive vergonha. Tenho muita vergonha.
Não do meu povo, este martirizado povo. Não, não do meu povo, do qual faço parte.
Vergonha de, neste 1º de Maio, ter constatado, com mágoa, que amachucamos e deitamos fora a cidadania, e de cidadãos que fomos nos tornámos apenas consumidores.
Vergonha por termos deixado que o nosso país chegasse a este estado. Pobre povo. Pobre Portugal.
ps - não podia deixar de dar uma palavra aos trabalhadores do Pingo Doce. Que, neste 1º de Maio, muitos deles ameaçados, tiveram de ir trabalhar. Só posso imaginar o dia de cão que tiveram.
Parabéns
A este senhor, que ao fim de sete temporadas no futebol português se estreou finalmente a marcar golos. O facto de ter sido na própria baliza é ainda mais difícil e, como tal, digno de nota.
Cada um tem o Emerson que merece.
Cada um tem o Emerson que merece.
Novocaína, precisa-se.
Nenhuma dúvida resta, este país está mesmo podre.
Abre-se-lhe a boca e verifica-se que está cheio de caridades.
Abre-se-lhe a boca e verifica-se que está cheio de caridades.
sábado, 28 de abril de 2012
Keep Calm And Carry On
Não me choca ver o Paulo Portas com um cravo na lapela.
É sabido que é apreciador de actos contra-natura.
É sabido que é apreciador de actos contra-natura.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Mais empenho, pela Santíssima!
Jesus gostaria que se empenhassem mais e que, em vez de rezar um Terço, rezassem no total.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
De presenças e ausências
Mesmo que eu não percebesse nada do assunto, bastar-me-ia ver quem critica o 25 de Abril, e o que representam, para perceber logo de que lado devia estar.
Nos últimos dias, fui presenteado no tenebroso facebook com comentários de alguns idiotas que, a pretexto da ausência de Mário Soares e da associação 25 de Abril das comemorações oficiais, aproveitaram não apenas para os atacar, como para atacar a própria revolução. Não vou falar sequer do paradoxo de que, não fora o 25 de Abril, e essa gentinha fina não poderia sequer exprimir a sua opinião. Isso é demasiado fácil.
Basta ir ver quais os "argumentos" desta gentinha. Resumem-se a um: isto descambou com o 25 de Abril. Mais concretamente, o 25 de Abril foi a causa longínqua da presente consequência, que é o nosso país.
Em termos económicos, consigo reconhecer que o PREC representou, de uma forma alargada, a destruição de parte do tecido produtivo português, que por acaso até era uma bela merda, ineficiente, injusto e completamente incapaz de competir num mundo globalizado. Ou seja, não se estragou nada de muito fundamental. Se não se destruisse, e seguisse o seu curso até aos dias de hoje, o desfecho económico do país seria o mesmo. E é isto.
Porque o resto, o que ruiu, teve apenas um senão, não ter ruído com mais força, com mais determinação, com mais consequência. Eventualmente com mais sangue, em determinados casos.
Aquilo que Abril significou, em termos de destruição, foi muito para lá de um sistema político de fantochada. Foi mais do que a democracia, no estrito sentido do direito ao voto livre e limpo. Foi a afirmação de uma vontade, de um caminho, de um sentido de cidadania plena. Não se é cidadão sem liberdade. Não há liberdade sem dignidade. Não haverá nunca plena cidadania se não não houver justiça. E nunca haverá justiça enquanto houver desigualdade de oportunidades. Enquanto - como ainda acontece hoje em dia em Portugal - quem nasce rico morrerá rico e, muito pior, quem nasce pobre muito dificilmente morrerá noutra condição.
Quando olho para esse projecto de cidadania iniciado em Abril, não tenho, nunca tive nem nunca terei, dúvidas de que lado estou. Porque sei o que quero ensinar às minhas filhas. Porque quero que sejam cidadãs de corpo inteiro. Solidárias, preocupadas, conscientes, libertárias. Não as quero escondidas num conservadorismo porque sim, porque sempre assim foi. E muito menos num retrocesso como aqueles que também ressurgem aqui e ali, por via de saudosismos monárquicos ou piores.
Quanto às ausências e às presenças.
Como me dói ver o cravo, murcho de envergonhado, na lapela de Vítor Gaspar. Na de Mota Soares. Na de Paulo Portas. Dizem eles que o 25 de Abril não tem donos. E não tem, é um facto. É de todo o povo português. Mas, no sentido inverso, há quem devesse ser proibido de se associar.
O problema não é Mário Soares, Manuel Alegre ou os capitães de Abril não estarem nas comemorações oficiais. O problema é estarem Passos Coelho, Pedro Silva Pereira, Cavaco Silva. Traidores, todos eles, dos ideais de Abril.
Acho muito bem essas ausências. Podiam perfeitamente ter feito este gesto antes - por exemplo no consulado do camarada Sócrates, outro liberal encapotado (o que é o seu menor problema). Mas enfim.
Mas, de facto, vamos colocar os pontos nos i. Como pode esta gente, este Governo e este presidente, homenagear Abril? Encher a boca com Abril?
Quando tudo o que fazem é espezinhar não apenas os direitos adquiridos por causa do 25 de Abril, mas tudo o que esta data representou? Aliás, como pode esta gente estar nos cargos actuais? Que eu saiba, para tomarem posse, têm de jurar fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa. Que está, ainda, impregnada do cheiro dos cravos de Abril. Podemos discutir se isso faz ou não sentido nos dias de hoje, mas o facto é que assim é.
Onde estão os princípios deste Governo? Onde está a solidariedade, pedra fundamental da Constituição? Onde estão os direitos, as liberdades, as garantias, que dão nome a um capítulo essencial do documento? Onde, na politica deste Governo?
Que, em vez de promover o emprego, na maior crise de que há memória, facilita e torna mais barato despedir, ao mesmo tempo que corta os subsídios de desemprego que podem servir de rede a essa gente. Que corta todo o tipo de apoios sociais aos mais desfavorecidos, ao mesmo tempo que chora por eles lágrimas de crocodilo Louis Vuiton. Que continua a carregar em cima do povo, deixando intocáveis os mesmos de sempre?
Antes de Abril, era o cacetete para quem falasse diferente da norma, para quem protestasse. Para agora, basta-me lembrar dois exemplos: a manif anterior, com a selvajaria cujo único problema, aparentemente, foi ter apanhado alguns jornalistas; e a escola da Fontinha. É ainda, e de volta em força, o conceito do respeitinho. Do culto não da autoridade mas do autoritarismo. Do conformismo. Do conservadorismo bacoco.
Antes de Abril, havia o culto do pobre e do empobrecimento. E agora?
Antes de Abril, a atrasada economia nacional era dominada por famílias amigas do regime, com perigosas ligações às antigas colónias e à política. Os Espíritos Santos, os Champalimauds, os Mellos. E agora?
Pois.
Abril foi o momento em que este país se permitiu, embriagado de alívio e alegria, sonhar colectivamente com um mundo melhor e, como tal, mais justo.
O 25 de Abril tem traidores. Muitos traidores, Décadas de traidores. Desde - no topo - os responsáveis políticos e os grandes "empresários". Mas também muita gente anónima, como os nossos pais, por exemplo. Que, nesse dia, também andaram na rua, a gritar vivas. E que depois, com a melhoria da vida, acharam que já não precisavam de ideologia. Que os plasmas seriam suficientes, e continuariam a vir, sempre, cada vez melhores e mais fininhos. Até que tudo desabou. E agora, espero eu, olham para trás se sentem vergonha por ter deixado as coisas chegar a este ponto.
Mas tem também muita gente, que nada fez pela Revolução - como eu e muitos de vós - mas que constitui o mais importante exército de, estranhamente, memória e militância.
Abril foi um sonho colectivo de mais igualdade, mais justiça, melhores condições de vida. De solidariedade. E, num momento em que os que estão no poder - e muitos que estiveram antes - impõem, de facto, uma agenda de reforma política a coberto de desculpas financeiras, cabe-nos a nós estar vigilantes.
Estarmos militantes. Estarmos mentalmente despertos. Estarmos, e sermos, solidários.
E é por isso que os ressabiados do 25 de Abril (os que perderam muito porque o haviam roubado a alguém) não conseguem esquecer Abril. Não conseguem deixar de cuspir veneno. E é isso, também, que me dá tanto prazer.
Abril foi esse sonho. E diz-se "25 de Abril sempre" por algum motivo. Porque um sonho não tem prazo de validade. Não será vítima do esquecimento. Porque os ensinamentos que nos deixou, e nos quais um dia, colectivamente, acreditámos, continuam a fazer sentido hoje. Continuarão a fazer sentido, sempre.
Uma última palavra para Miguel Portas. Um homem que ousou ser, além de político, um Homem.
Nos últimos dias, fui presenteado no tenebroso facebook com comentários de alguns idiotas que, a pretexto da ausência de Mário Soares e da associação 25 de Abril das comemorações oficiais, aproveitaram não apenas para os atacar, como para atacar a própria revolução. Não vou falar sequer do paradoxo de que, não fora o 25 de Abril, e essa gentinha fina não poderia sequer exprimir a sua opinião. Isso é demasiado fácil.
Basta ir ver quais os "argumentos" desta gentinha. Resumem-se a um: isto descambou com o 25 de Abril. Mais concretamente, o 25 de Abril foi a causa longínqua da presente consequência, que é o nosso país.
Em termos económicos, consigo reconhecer que o PREC representou, de uma forma alargada, a destruição de parte do tecido produtivo português, que por acaso até era uma bela merda, ineficiente, injusto e completamente incapaz de competir num mundo globalizado. Ou seja, não se estragou nada de muito fundamental. Se não se destruisse, e seguisse o seu curso até aos dias de hoje, o desfecho económico do país seria o mesmo. E é isto.
Porque o resto, o que ruiu, teve apenas um senão, não ter ruído com mais força, com mais determinação, com mais consequência. Eventualmente com mais sangue, em determinados casos.
Aquilo que Abril significou, em termos de destruição, foi muito para lá de um sistema político de fantochada. Foi mais do que a democracia, no estrito sentido do direito ao voto livre e limpo. Foi a afirmação de uma vontade, de um caminho, de um sentido de cidadania plena. Não se é cidadão sem liberdade. Não há liberdade sem dignidade. Não haverá nunca plena cidadania se não não houver justiça. E nunca haverá justiça enquanto houver desigualdade de oportunidades. Enquanto - como ainda acontece hoje em dia em Portugal - quem nasce rico morrerá rico e, muito pior, quem nasce pobre muito dificilmente morrerá noutra condição.
Quando olho para esse projecto de cidadania iniciado em Abril, não tenho, nunca tive nem nunca terei, dúvidas de que lado estou. Porque sei o que quero ensinar às minhas filhas. Porque quero que sejam cidadãs de corpo inteiro. Solidárias, preocupadas, conscientes, libertárias. Não as quero escondidas num conservadorismo porque sim, porque sempre assim foi. E muito menos num retrocesso como aqueles que também ressurgem aqui e ali, por via de saudosismos monárquicos ou piores.
Quanto às ausências e às presenças.
Como me dói ver o cravo, murcho de envergonhado, na lapela de Vítor Gaspar. Na de Mota Soares. Na de Paulo Portas. Dizem eles que o 25 de Abril não tem donos. E não tem, é um facto. É de todo o povo português. Mas, no sentido inverso, há quem devesse ser proibido de se associar.
O problema não é Mário Soares, Manuel Alegre ou os capitães de Abril não estarem nas comemorações oficiais. O problema é estarem Passos Coelho, Pedro Silva Pereira, Cavaco Silva. Traidores, todos eles, dos ideais de Abril.
Acho muito bem essas ausências. Podiam perfeitamente ter feito este gesto antes - por exemplo no consulado do camarada Sócrates, outro liberal encapotado (o que é o seu menor problema). Mas enfim.
Mas, de facto, vamos colocar os pontos nos i. Como pode esta gente, este Governo e este presidente, homenagear Abril? Encher a boca com Abril?
Quando tudo o que fazem é espezinhar não apenas os direitos adquiridos por causa do 25 de Abril, mas tudo o que esta data representou? Aliás, como pode esta gente estar nos cargos actuais? Que eu saiba, para tomarem posse, têm de jurar fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa. Que está, ainda, impregnada do cheiro dos cravos de Abril. Podemos discutir se isso faz ou não sentido nos dias de hoje, mas o facto é que assim é.
Onde estão os princípios deste Governo? Onde está a solidariedade, pedra fundamental da Constituição? Onde estão os direitos, as liberdades, as garantias, que dão nome a um capítulo essencial do documento? Onde, na politica deste Governo?
Que, em vez de promover o emprego, na maior crise de que há memória, facilita e torna mais barato despedir, ao mesmo tempo que corta os subsídios de desemprego que podem servir de rede a essa gente. Que corta todo o tipo de apoios sociais aos mais desfavorecidos, ao mesmo tempo que chora por eles lágrimas de crocodilo Louis Vuiton. Que continua a carregar em cima do povo, deixando intocáveis os mesmos de sempre?
Antes de Abril, era o cacetete para quem falasse diferente da norma, para quem protestasse. Para agora, basta-me lembrar dois exemplos: a manif anterior, com a selvajaria cujo único problema, aparentemente, foi ter apanhado alguns jornalistas; e a escola da Fontinha. É ainda, e de volta em força, o conceito do respeitinho. Do culto não da autoridade mas do autoritarismo. Do conformismo. Do conservadorismo bacoco.
Antes de Abril, havia o culto do pobre e do empobrecimento. E agora?
Antes de Abril, a atrasada economia nacional era dominada por famílias amigas do regime, com perigosas ligações às antigas colónias e à política. Os Espíritos Santos, os Champalimauds, os Mellos. E agora?
Pois.
Abril foi o momento em que este país se permitiu, embriagado de alívio e alegria, sonhar colectivamente com um mundo melhor e, como tal, mais justo.
O 25 de Abril tem traidores. Muitos traidores, Décadas de traidores. Desde - no topo - os responsáveis políticos e os grandes "empresários". Mas também muita gente anónima, como os nossos pais, por exemplo. Que, nesse dia, também andaram na rua, a gritar vivas. E que depois, com a melhoria da vida, acharam que já não precisavam de ideologia. Que os plasmas seriam suficientes, e continuariam a vir, sempre, cada vez melhores e mais fininhos. Até que tudo desabou. E agora, espero eu, olham para trás se sentem vergonha por ter deixado as coisas chegar a este ponto.
Mas tem também muita gente, que nada fez pela Revolução - como eu e muitos de vós - mas que constitui o mais importante exército de, estranhamente, memória e militância.
Abril foi um sonho colectivo de mais igualdade, mais justiça, melhores condições de vida. De solidariedade. E, num momento em que os que estão no poder - e muitos que estiveram antes - impõem, de facto, uma agenda de reforma política a coberto de desculpas financeiras, cabe-nos a nós estar vigilantes.
Estarmos militantes. Estarmos mentalmente despertos. Estarmos, e sermos, solidários.
E é por isso que os ressabiados do 25 de Abril (os que perderam muito porque o haviam roubado a alguém) não conseguem esquecer Abril. Não conseguem deixar de cuspir veneno. E é isso, também, que me dá tanto prazer.
Abril foi esse sonho. E diz-se "25 de Abril sempre" por algum motivo. Porque um sonho não tem prazo de validade. Não será vítima do esquecimento. Porque os ensinamentos que nos deixou, e nos quais um dia, colectivamente, acreditámos, continuam a fazer sentido hoje. Continuarão a fazer sentido, sempre.
Uma última palavra para Miguel Portas. Um homem que ousou ser, além de político, um Homem.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Brand Power
Uma amiga minha quer abrir uma loja de frutas e legumes. Pediu-me ajuda para arranjar um nome. A minha proposta?
Tomates Love Will Kill You.
Tomates Love Will Kill You.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Em 3D - Agora com o triplo dos afogados
Faz 100 anos que o Titanic foi afundado por um judeu.
Escapa-me o nome: Steinberg? Goldberg?! Iceberg!
Escapa-me o nome: Steinberg? Goldberg?! Iceberg!
quarta-feira, 11 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Fuck Google, Ask Me
O Google inventou uns óculos que permitem ver em realidade aumentada.
Grande coisa. Até parece que nunca ouviram falar em coca.
Grande coisa. Até parece que nunca ouviram falar em coca.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Surrealizar por aí-í
Gosto muito do dia do Autista. A pintua e a escultua deviam seu mais valuizados.
terça-feira, 27 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
iSeTePego
Há um culto tão grande a Steve Jobs que até os transplantes de pâncreas com cancro estão em alta.
sábado, 24 de março de 2012
Lost in translation
A minha mulher comprou-me, por engano, um champô não sei quê gloss.
Presumo que, em inglês, gloss signifique "para um ar seboso".
Presumo que, em inglês, gloss signifique "para um ar seboso".
quinta-feira, 22 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
Enciclopédia Atónita, Tomo Fod > Ido
A diferença entre frequentar uma escola e fresquentar uma miúda é que na escola fazes testes no fim do período, na miúda fazes testes quando não há período.
segunda-feira, 12 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Obrigado pelas rosas, mas eu queria era uma Bimby
Hoje celebra-se o dia em que as mulheres saem à rua com as amigas, fazem figuras tristes após copo e meio de tinto e divertem-se imenso até às 23:30h, altura em que voltam para casa ainda a tempo de pôr a lavar a loiça que o marido sujou.
sexta-feira, 2 de março de 2012
House of Love
Esta proposta de providenciar uma casa para prostitutas na Mouraria é mais um exemplo do assalto aos dinheiros do Estado.
Os nossos governantes têm posses suficientes para serem eles próprios a pagar alojamento às mães.
Os nossos governantes têm posses suficientes para serem eles próprios a pagar alojamento às mães.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Business as usual
Há muita gente preocupada com o facto de a filial do FC Porto no Lumiar lhe estar a enviar um treinador prontinho para ganhar. Nada de estranho, vindo de um "clube" que lhes ofereceu o capitão e ainda agradeceu.
Pensar com a cabeça de baixo
"É frequente a louva-a-deus decapitar o macho que lhe faz a corte. Embora isto possa ser encarado como uma prática anti-social entre seres humanos, não o é entre os insectos: a extirpação do cérebro elimina as inibições sexuais e encoraja à cópula o que resta do macho" - Carl Sagan, in "Os Dragões do Éden".
Between a rock and a hard place.
Sempre sonhei ser músico, mas a minha mãe caracterizou bem as minhas investidas na profissão:
"Antes isso que as drogas".
"Antes isso que as drogas".
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
I'm Bed
Segunda-Feira deve ser um dia muito querido dos Minhotos.
Ainda hoje uma série de gente me disse que queria voltar para Caminha.
Ainda hoje uma série de gente me disse que queria voltar para Caminha.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Gostam do verdinho
O novíssimo Conselho Geral da EDP reforçou a aposta nas energias renováveis: Já estão a poupar energia e a maximizar o aproveitamento solar.
Bilhar de bolso
Alguém me explica a rara qualidade que torna autarcas do PSD e do CDS automaticamente experts no sector das águas e do saneamento?
Plain Vanilla
Depois de tanto barulho, as vozes da Maçonaria começam a fazer a reacção.
No que toca a este assunto, a minha posição é muito simples.
Há que desmontar dois argumentos que utilizam, e que alguns bem-pensantes começam a reproduzir.
O primeiro é que não se revelam por receio de serem perseguidos.
Sim, porque de facto Portugal é um país lixado para algumas partes da população: os idosos, os pretos e os ricos e poderosos.
É claro que têm de ser protegidos da perseguição que lhes é movida.
O segundo argumento pretende explicar por que razão os tipos da Maçonaria têm poder.
Defendem eles que, procurando as melhores e mais plenas pessoas, é normal que tenham como membros alguns dos nossos melhores cidadãos. Ou seja, o seu argumento é este: o poder não vem de ser da Maçonaria, esta limita-se a atrair os melhores, e como tal as duas coisas muitas vezes coincidem.
Quanto a isto, o meu contra-argumento é simples: Miguel Relvas.
Ou querem-me convencer de que o poder deste vem da sua grande capacidade seja para o que for, e não de Maçonarias e outros jogos de poder ocultos?
A questão a que temos de responder, enquanto cidadãos, é só esta: temos ou não o direito de saber quem pertence a uma organização que incentiva o favorecimento entre os seus membros, entre os quais empresários, legisladores, juízes e governantes?
Se a sua conduta é inatacável, o que têm a temer?
No que toca a este assunto, a minha posição é muito simples.
Há que desmontar dois argumentos que utilizam, e que alguns bem-pensantes começam a reproduzir.
O primeiro é que não se revelam por receio de serem perseguidos.
Sim, porque de facto Portugal é um país lixado para algumas partes da população: os idosos, os pretos e os ricos e poderosos.
É claro que têm de ser protegidos da perseguição que lhes é movida.
O segundo argumento pretende explicar por que razão os tipos da Maçonaria têm poder.
Defendem eles que, procurando as melhores e mais plenas pessoas, é normal que tenham como membros alguns dos nossos melhores cidadãos. Ou seja, o seu argumento é este: o poder não vem de ser da Maçonaria, esta limita-se a atrair os melhores, e como tal as duas coisas muitas vezes coincidem.
Quanto a isto, o meu contra-argumento é simples: Miguel Relvas.
Ou querem-me convencer de que o poder deste vem da sua grande capacidade seja para o que for, e não de Maçonarias e outros jogos de poder ocultos?
A questão a que temos de responder, enquanto cidadãos, é só esta: temos ou não o direito de saber quem pertence a uma organização que incentiva o favorecimento entre os seus membros, entre os quais empresários, legisladores, juízes e governantes?
Se a sua conduta é inatacável, o que têm a temer?
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Pelos Públicos
"São pentelhos!" - Eduardo Catroga sobre a sua reforma, à luz do novo salário de 45 mil euros mensais.
Bailout Blues
Estamos todos fartos de ouvir falar na necessidade de aumentar a produtividade, que os trabalhadores portugueses são pouco produtivos, etc.
Exacto, a culpa é nossa.
Nunca tocámos na chicha (chincha?), mas somos os culpados disto tudo.
Curiosamente, quando um trabalhador português vai para fora, é considerado um excelente profissional. E não estou a falar só dos actuais portugueses "ultra-qualificados", licenciados em arquitectura que vão para Londres trabalhar no McDonalds mas que nunca o fariam cá, porque trabalhar no McDonalds está abaixo das suas qualificações. São também os outros, os da mão à frente e outra atrás, os pedreiros, padeiros e asentadores de tijolos. A malta sabe bulir, tem é que ser fora das fronteiras físicas do país, certo?
Errado.
A questão é, afinal, bem mais simples do que isso.
É que um tuga que trabalha na Alemanha é mandado por um alemão. Na Suécia, por um sueco. E por aí fora. Cá, é mandado por um tuga.
O grande problema da economia portuguesa - e já o disse inúmeras vezes - é que Portugal é a antítese da meritocracia. Por cá, não há mérito nem mobilidade social. Os lugares de chefia são dados porque é "amigo de tal" ou "filho de tal" ou "afilhado de tal", e não por mérito demonstrado em exercer essas funções. Em Portugal, quem nasce pobre morre pobre, e quem nasce rico morre rico, por mais merda que faça durante a sua vida.
Isto leva-nos ao Europarque, um empreendimento faraónico em Santa Maria da Feira, uma espécie de FIL do Norte, detido maioritariamente pela Associação Empresarial Portuguesa (AEP), ou seja, o lóbi do patronato português.
Acontece que o Europarque está em situação de falência técnica, nunca tendo conseguido gerar receitas para se sustentar. Mais, o Estado deu um aval ao Europarque - quando Cavaco era primeiro-ministro e Catroga ministro das Finanças - no valor de 30 milhões de euros, que está em vias de ser executado. Trocado por miúdos, todos nós vamos pagar 30 milhões de euros para pagar aos patrões que não souberam gerir a única coisa que alguma vez tiveram para gerir.
Portanto, meus amigos, da próxima vez que vos vierem com a conversa dos trabalhadores portugueses pouco produtivos, lembrem-lhes esta singela história: os patrões portugueses deixaram falir a única coisa que alguma vez tiveram para gerir, e agora choram por um 'bailout' do Estado. Os mesmos patrões que se queixam ininterruptamente de que o Estado tem demasiada presença na economia....
Exacto, a culpa é nossa.
Nunca tocámos na chicha (chincha?), mas somos os culpados disto tudo.
Curiosamente, quando um trabalhador português vai para fora, é considerado um excelente profissional. E não estou a falar só dos actuais portugueses "ultra-qualificados", licenciados em arquitectura que vão para Londres trabalhar no McDonalds mas que nunca o fariam cá, porque trabalhar no McDonalds está abaixo das suas qualificações. São também os outros, os da mão à frente e outra atrás, os pedreiros, padeiros e asentadores de tijolos. A malta sabe bulir, tem é que ser fora das fronteiras físicas do país, certo?
Errado.
A questão é, afinal, bem mais simples do que isso.
É que um tuga que trabalha na Alemanha é mandado por um alemão. Na Suécia, por um sueco. E por aí fora. Cá, é mandado por um tuga.
O grande problema da economia portuguesa - e já o disse inúmeras vezes - é que Portugal é a antítese da meritocracia. Por cá, não há mérito nem mobilidade social. Os lugares de chefia são dados porque é "amigo de tal" ou "filho de tal" ou "afilhado de tal", e não por mérito demonstrado em exercer essas funções. Em Portugal, quem nasce pobre morre pobre, e quem nasce rico morre rico, por mais merda que faça durante a sua vida.Isto leva-nos ao Europarque, um empreendimento faraónico em Santa Maria da Feira, uma espécie de FIL do Norte, detido maioritariamente pela Associação Empresarial Portuguesa (AEP), ou seja, o lóbi do patronato português.
Acontece que o Europarque está em situação de falência técnica, nunca tendo conseguido gerar receitas para se sustentar. Mais, o Estado deu um aval ao Europarque - quando Cavaco era primeiro-ministro e Catroga ministro das Finanças - no valor de 30 milhões de euros, que está em vias de ser executado. Trocado por miúdos, todos nós vamos pagar 30 milhões de euros para pagar aos patrões que não souberam gerir a única coisa que alguma vez tiveram para gerir.
Portanto, meus amigos, da próxima vez que vos vierem com a conversa dos trabalhadores portugueses pouco produtivos, lembrem-lhes esta singela história: os patrões portugueses deixaram falir a única coisa que alguma vez tiveram para gerir, e agora choram por um 'bailout' do Estado. Os mesmos patrões que se queixam ininterruptamente de que o Estado tem demasiada presença na economia....
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Aí vem o Captain Kirk com as próximas medidas de austeridade
Vítor Gaspar, com a sua candura habitual, não quis permitir que a malta desfutasse da posição do Glorioso e já fez o alerta, largado cirurgicamente para uma "notícia" de jornal.
Segundo as contas do senhor, este ano - 2012, fresquinho de começar - não vamos conseguir acabar com o défice previsto, e como tal precisamos de mais medidas de austeridade.
Exacto.
Eu tenho alguns problemas com isto.
1 - Foi o Gaspas quem fez as contas, certo? As previsões para 2012, que foram metidas no Orçamento que apresentou, e as contas de agora, que já não batem certo. Oito dias dentro de 2012, "ah foda-se, isto não vai dar".
Eu diria, no mínimo, que isto destrói o mito de que o Gaspas é um barra em Excel.
2 - Ora as contas não batem certo porque afinal vai haver receita fiscal a menos. Jura?!
Este senhor é tão genial que conseguiu ser o 8.674.543 português a perceber que: austeridade + fisco em versão "terminator" + medidas de crescimento inexistente = recessão.
E recessão = menos receita.
Mais austeridade? Mais austeridade, caralho?! Ainda não levámos com todos os caralhos que nos querem meter pelo cu acima e já estão a encomendar mais?!?!?
Kirk, é para o ministério das Finanças, sff.
Segundo as contas do senhor, este ano - 2012, fresquinho de começar - não vamos conseguir acabar com o défice previsto, e como tal precisamos de mais medidas de austeridade.
Exacto.
Eu tenho alguns problemas com isto.
1 - Foi o Gaspas quem fez as contas, certo? As previsões para 2012, que foram metidas no Orçamento que apresentou, e as contas de agora, que já não batem certo. Oito dias dentro de 2012, "ah foda-se, isto não vai dar".
Eu diria, no mínimo, que isto destrói o mito de que o Gaspas é um barra em Excel.
2 - Ora as contas não batem certo porque afinal vai haver receita fiscal a menos. Jura?!
Este senhor é tão genial que conseguiu ser o 8.674.543 português a perceber que: austeridade + fisco em versão "terminator" + medidas de crescimento inexistente = recessão.
E recessão = menos receita.
Mais austeridade? Mais austeridade, caralho?! Ainda não levámos com todos os caralhos que nos querem meter pelo cu acima e já estão a encomendar mais?!?!?
Kirk, é para o ministério das Finanças, sff.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Se tem um pau e duas bolas...
Ora portantos:
no momento em que o Estado privatiza, com estrondo, o que ainda tinha na EDP, surge a lista dos novos membros do conselho superior da empresa. Entre eles, temos gente tão especializada em energia e em chop-suey como Eduardo Catroga, Celeste Cardona e Paulo Teixeira Pinto, entre outros, todos com ligações a PSD e/ou CDS.
Temos aqui, em todo o seu esplendor, o liberalismo à portuguesa. Supostamente, os membros do conselho superior de uma empresa são escolhidos pelos seus accionistas. Ora o Estado acaba de deixar de ser accionista. Quem os escolheu, então?
É como a história de Passos Coelho ser contra ou a favor de António Mexia (o Mr. 3 million a year) continuar à frente da EDP. Mas, se o Estado deixou de ser accionista, que raio tem Passos Coelho a ver com o assunto?
Bem esteve o chinês, que quando foi questionado sobre a continuidade de Mexia disse, com o pragmatismo oriental, que primeiro tinha de falar com o Governo.
Ora aí está, até o chinês já sabe o que a casa gasta...
Agora foi a EDP, mas não é caso único. Nem sequer é o maior caso. Esse pertence à PT, empresa de capitais privados mas que continua a funcionar como um gritante e escandaloso toma lá- dá cá com o poder. Veja-se quem por lá "trabalha": os filhos de Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa, Edite Estrela, Santana Lopes, Teixeira dos Santos, etc, etc, etc...
Quanto à credibilidade deste Governo - e se era essencial este Governo ter o mínimo de credibilidade! - estamos conversados.
Deve ser isto a que Passos Coelho chama "democratizar a economia"...
no momento em que o Estado privatiza, com estrondo, o que ainda tinha na EDP, surge a lista dos novos membros do conselho superior da empresa. Entre eles, temos gente tão especializada em energia e em chop-suey como Eduardo Catroga, Celeste Cardona e Paulo Teixeira Pinto, entre outros, todos com ligações a PSD e/ou CDS.
Temos aqui, em todo o seu esplendor, o liberalismo à portuguesa. Supostamente, os membros do conselho superior de uma empresa são escolhidos pelos seus accionistas. Ora o Estado acaba de deixar de ser accionista. Quem os escolheu, então?
É como a história de Passos Coelho ser contra ou a favor de António Mexia (o Mr. 3 million a year) continuar à frente da EDP. Mas, se o Estado deixou de ser accionista, que raio tem Passos Coelho a ver com o assunto?
Bem esteve o chinês, que quando foi questionado sobre a continuidade de Mexia disse, com o pragmatismo oriental, que primeiro tinha de falar com o Governo.
Ora aí está, até o chinês já sabe o que a casa gasta...
Agora foi a EDP, mas não é caso único. Nem sequer é o maior caso. Esse pertence à PT, empresa de capitais privados mas que continua a funcionar como um gritante e escandaloso toma lá- dá cá com o poder. Veja-se quem por lá "trabalha": os filhos de Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa, Edite Estrela, Santana Lopes, Teixeira dos Santos, etc, etc, etc...
Quanto à credibilidade deste Governo - e se era essencial este Governo ter o mínimo de credibilidade! - estamos conversados.
Deve ser isto a que Passos Coelho chama "democratizar a economia"...
Há Maçon Verdes
Já sabia que o Fernando Nobre tinha ligações à Maçonaria, mas julgava que era na qualidade de calhau.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Devil in the details
Ah e tal, os relatórios da assembleia, as secretas e o camandro.
A única informação de que precisava, e que é importante reter, é que este senhor, Luis Montenegro, o líder parlamentar do PSD, é membro da Maçonaria.
E depois venham-me falar de seriedade, de moralização da política, das merdas que nos quiserem atirar para os olhos.
Este indivíduo, que ninguém até hoje conhecia de lado nenhum, chegou a líder parlamentar do partido do Governo. E, por coincidência, é da Maçonaria.
Era tudo o que precisava saber para fazer o meu juízo.
Podem continuar com as brincadeiras.
A única informação de que precisava, e que é importante reter, é que este senhor, Luis Montenegro, o líder parlamentar do PSD, é membro da Maçonaria.
E depois venham-me falar de seriedade, de moralização da política, das merdas que nos quiserem atirar para os olhos.
Este indivíduo, que ninguém até hoje conhecia de lado nenhum, chegou a líder parlamentar do partido do Governo. E, por coincidência, é da Maçonaria.
Era tudo o que precisava saber para fazer o meu juízo.
Podem continuar com as brincadeiras.
We demand to know!
Depois do Paris-Dakar na Argentina e do Rock in Rio em Lisboa, para quando a Volta à França em Ponta Delgada?
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Quiz
O que é mais estúpido:
Uma revista chamada Sábado e que sai à quinta ou um rally chamado Paris-Dakar que se realiza na Argentina?
Uma revista chamada Sábado e que sai à quinta ou um rally chamado Paris-Dakar que se realiza na Argentina?
No sítio do costume?
Agora o "Venha Cá" já implica comprar bilhete na KLM.
Soares dos Santos muda participação na Jerónimo Martins para a Holanda.
Soares dos Santos muda participação na Jerónimo Martins para a Holanda.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Côxos vs Casados
Descobri recentemente que existe um Mundial de Futebol para Amputados.
Que parvoíce. Sabe-se à partida que quem vai à final são sempre as canadianas.
Que parvoíce. Sabe-se à partida que quem vai à final são sempre as canadianas.
Primeiro veio o ovo ou a cagança?
Nunca hei-de perdoar à moda do gourmet ter transformado o Ovo-a-Cavalo em Estrelado-em-Cama-de-Steak.
Feliz Ano Novo!
Agora que foi lançado o seu álbum póstumo, Angélico está mortinho para fazer a tourné.
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