Apontamento Aleatório II
Único pormenor realmente interessante do Rock in Rio, o facto do Kalu, depois de quase um século de suor e catinga, não ter usado a t-shirt do Motoclube de Faro.
segunda-feira, 29 de maio de 2006
quinta-feira, 25 de maio de 2006
O Maestro, O Messias Regressa

O nosso Maestro, Messias, D. Sebastião, Humberto Delgado regressa a casa finalmente. À sua casa. À nossa casa.
Poderá não correr, poderá não caminhar sobre as àguas, pode jogar 15 minutos apenas em cada jogo, mas hoje em dia poucos ainda vivos sentem o peso da Gloriosa Camisola Encarnada.
Para quem como eu teve o privilégio de presenciar no Estádio da Luz, ao cantar dos parabéns ao Maestro no aquecimento Benfica x Parma, por 120 mil pessoas em 1994 e ao sofrimento do Maestro ao ter marcado um golo ao nosso, ao seu Glorioso na apresentação do Benfica em 2001 frente à Fiorentina, sabe bem quem é este Homem.
Obrigado Rui!!!

O nosso Maestro, Messias, D. Sebastião, Humberto Delgado regressa a casa finalmente. À sua casa. À nossa casa.
Poderá não correr, poderá não caminhar sobre as àguas, pode jogar 15 minutos apenas em cada jogo, mas hoje em dia poucos ainda vivos sentem o peso da Gloriosa Camisola Encarnada.
Para quem como eu teve o privilégio de presenciar no Estádio da Luz, ao cantar dos parabéns ao Maestro no aquecimento Benfica x Parma, por 120 mil pessoas em 1994 e ao sofrimento do Maestro ao ter marcado um golo ao nosso, ao seu Glorioso na apresentação do Benfica em 2001 frente à Fiorentina, sabe bem quem é este Homem.
Obrigado Rui!!!
sexta-feira, 19 de maio de 2006
Sinopse: "Aliás"
Maria do Amparo, aliás Fátima Gertrudes, aliás António Lopes, trabalha como caixa de supermercado, aliás como directora de marketing, aliás como agente secreta para uma organização do governo, aliás ex-governo, aliás não se sabe bem para quem.
O seu chefe é o seu pai, aliás primo afastado, aliás ex-marido que estava supostamente morto, aliás desaparecido, aliás nunca existiu realmente.
Juntos, aliás tecnicamente separados, tentam destruir, aliás aniquilar, uma outra organização secreta, aliás muito secreta, que quer tomar conta do mundo, aliás do universo, aliás só do bairro onde vivem.
Maria do Amparo, aliás Fátima Gertrudes, aliás António Lopes, trabalha como caixa de supermercado, aliás como directora de marketing, aliás como agente secreta para uma organização do governo, aliás ex-governo, aliás não se sabe bem para quem.
O seu chefe é o seu pai, aliás primo afastado, aliás ex-marido que estava supostamente morto, aliás desaparecido, aliás nunca existiu realmente.
Juntos, aliás tecnicamente separados, tentam destruir, aliás aniquilar, uma outra organização secreta, aliás muito secreta, que quer tomar conta do mundo, aliás do universo, aliás só do bairro onde vivem.
quinta-feira, 18 de maio de 2006
É que já não há respeito!!!
Meus amigos, a situação é grave.
Estava eu ontem descansadinho da vida a ver televisão e aparece a merda de um anúncio ao Epá, o meu gelado preferido de sempre.
E pronto, foderam tudo.
No anúncio, todo modernaço, feito pela Pixar de Rio de Mouro, aparece a mãe do Epá, uma senhora chamada qualquer coisa tipo Ermelinda Epá, a falar de como os gelados são saudáveis e que o filho gosta muito e "é como comer um iogurte".
Foda-se.
Depois aparece o cabrão do puto, com o puto Supermaxi (que é um cão) e o puto Perna de Pau (que é um pirata).
O problema é que são uns paneleiros, os putos dos gelados. O cão quero que se lixe, e o pirata sempre mandou um bocado para o abafa o pavio, mas o Epá, meus amigos, o Epá, nunca pensei que lhe fizessem uma coisa destas.
Aparece a cantar uma música de merda, tipo Anjos ou DZRT, a dançar à Take That.
O sacrilégio, meus amigos!
Sem eu saber como nem porquê, o Epá transformou-se nos Morangos com Açúcar (mesmo que eles digam que não tem açúcar. E já agora, quem foi o atrasado mental que quis vender o Epá como um gelado sem açúcar?! Isso é para gelados de gaja, tipo Magnuns ou mini milks, e qual é o propósito de comer um gelado porque faz bem?! Metam um espargo no frigorífico e chupem.).
O puto do Epá tinha estilo. Andava de boné (antes de todos os xungas de Portugal terem descoberto a moda, lembram-se?, quando o boné era uma cena para tapar o sol?), de mãos nos bolsos e olhar cabisbaixo. Era um looser suburbano, um outsider, um anti-herói, um tipo fixe com quem um gajo se podia identificar. Iria crescer e tornar-se um grande escritor alternativo, um razoável mecânico ou um suicida, mas nunca membro de uma boys band. E a mãe, a Ermelinda Epá, dona de casa toda betinha arranjadinha, que ganda barrete. A mãe do verdadeiro Epá trabalhava num emprego de merda, perdia horas nos transportes e não tinha tempo para o filho; ou era mãe solteira que sofria dos nervos; ou ainda era uma agarrada ao cavalo, mas adorava o filho. Qualquer merda. Qualquer merda menos isto.
Mataram o Epá (já nem pastilha tem, porque os coitadinhos dos meninos podem engoli-la, coisa que eu sempre fiz porque acontecia e porque era suposto e nunca ninguém morreu por causa disso).
Os cabrões dos publicitários mataram o Epá.
Ainda bem que o Calipo não tinha mascote, senão hoje em dia era o Castelo Branco.
Estou triste.
Estou indignado com a Olá.
Isto foi a gota de água. A partir de agora, Menorquina forever (a Camy é para frouxos).
Meus amigos, a situação é grave.
Estava eu ontem descansadinho da vida a ver televisão e aparece a merda de um anúncio ao Epá, o meu gelado preferido de sempre.
E pronto, foderam tudo.
No anúncio, todo modernaço, feito pela Pixar de Rio de Mouro, aparece a mãe do Epá, uma senhora chamada qualquer coisa tipo Ermelinda Epá, a falar de como os gelados são saudáveis e que o filho gosta muito e "é como comer um iogurte".
Foda-se.
Depois aparece o cabrão do puto, com o puto Supermaxi (que é um cão) e o puto Perna de Pau (que é um pirata).
O problema é que são uns paneleiros, os putos dos gelados. O cão quero que se lixe, e o pirata sempre mandou um bocado para o abafa o pavio, mas o Epá, meus amigos, o Epá, nunca pensei que lhe fizessem uma coisa destas.
Aparece a cantar uma música de merda, tipo Anjos ou DZRT, a dançar à Take That.
O sacrilégio, meus amigos!
Sem eu saber como nem porquê, o Epá transformou-se nos Morangos com Açúcar (mesmo que eles digam que não tem açúcar. E já agora, quem foi o atrasado mental que quis vender o Epá como um gelado sem açúcar?! Isso é para gelados de gaja, tipo Magnuns ou mini milks, e qual é o propósito de comer um gelado porque faz bem?! Metam um espargo no frigorífico e chupem.).
O puto do Epá tinha estilo. Andava de boné (antes de todos os xungas de Portugal terem descoberto a moda, lembram-se?, quando o boné era uma cena para tapar o sol?), de mãos nos bolsos e olhar cabisbaixo. Era um looser suburbano, um outsider, um anti-herói, um tipo fixe com quem um gajo se podia identificar. Iria crescer e tornar-se um grande escritor alternativo, um razoável mecânico ou um suicida, mas nunca membro de uma boys band. E a mãe, a Ermelinda Epá, dona de casa toda betinha arranjadinha, que ganda barrete. A mãe do verdadeiro Epá trabalhava num emprego de merda, perdia horas nos transportes e não tinha tempo para o filho; ou era mãe solteira que sofria dos nervos; ou ainda era uma agarrada ao cavalo, mas adorava o filho. Qualquer merda. Qualquer merda menos isto.
Mataram o Epá (já nem pastilha tem, porque os coitadinhos dos meninos podem engoli-la, coisa que eu sempre fiz porque acontecia e porque era suposto e nunca ninguém morreu por causa disso).
Os cabrões dos publicitários mataram o Epá.
Ainda bem que o Calipo não tinha mascote, senão hoje em dia era o Castelo Branco.
Estou triste.
Estou indignado com a Olá.
Isto foi a gota de água. A partir de agora, Menorquina forever (a Camy é para frouxos).
Sinopse: "Dr. Barraca"
Dr. Barraca acompanha a vida de um médico português, conhecido pelo seu mau feitio e, principalmente, por ser arguido em vinte processos-crime de negligência e má conduta profissional.
O último processo-crime foi instaurado pelo Ministério Público depois de o Dr. Barraca ter deixado um paciente morrer de um ataque fulminante de urticária, para ir jogar golfe com o director executivo da farmacêutica que pagou a universidade da filha e a vivenda em Vilamoura.
Dr. Barraca coxeia de uma perna, não porque seja sintoma ou consequência de alguma enfermidade, mas porque lhe dá direito ao único lugar, à sombra, no estacionamento para deficientes no Hospital.
Dr. Barraca acompanha a vida de um médico português, conhecido pelo seu mau feitio e, principalmente, por ser arguido em vinte processos-crime de negligência e má conduta profissional.
O último processo-crime foi instaurado pelo Ministério Público depois de o Dr. Barraca ter deixado um paciente morrer de um ataque fulminante de urticária, para ir jogar golfe com o director executivo da farmacêutica que pagou a universidade da filha e a vivenda em Vilamoura.
Dr. Barraca coxeia de uma perna, não porque seja sintoma ou consequência de alguma enfermidade, mas porque lhe dá direito ao único lugar, à sombra, no estacionamento para deficientes no Hospital.
terça-feira, 16 de maio de 2006
Sinopse: "Lóstes"
Uma avioneta sai de manhã p'la fresquinha do Aeródromo de Tires, a bordo seguem o piloto e três feirantes que se dirigem para a Feira de São Mateus em Viseu: um vendedor de churros e um casal cigano que se dedica à venda de camisas Lacoste contrafeitas.
O sol brilha, não há uma única nuvém no céu.
Pouco tempo de depois, algo de estranho se passa, um estrondo sacode a aeronave que perde altitude e se despenha num local isolado e inóspito, sem viv'alma.
Será?
O local é: a Cova da Moura.
Será que estão sozinhos? Porque estarão eles ali? Sairão eles vivos dali?
Uma avioneta sai de manhã p'la fresquinha do Aeródromo de Tires, a bordo seguem o piloto e três feirantes que se dirigem para a Feira de São Mateus em Viseu: um vendedor de churros e um casal cigano que se dedica à venda de camisas Lacoste contrafeitas.
O sol brilha, não há uma única nuvém no céu.
Pouco tempo de depois, algo de estranho se passa, um estrondo sacode a aeronave que perde altitude e se despenha num local isolado e inóspito, sem viv'alma.
Será?
O local é: a Cova da Moura.
Será que estão sozinhos? Porque estarão eles ali? Sairão eles vivos dali?
'dasse...
RTP1 emite a 3D entre 29 de Maio e 4 de Junho
Ena ca louco!!!
Já não nos bastava o sacrista do Fernando Mendes encher-nos a paciência em 2D, agora vamos ter que levar com ele em 3D a encher-nos a sala...
...é pá ó gordo, no meu sofá é que na te sentas.
RTP1 emite a 3D entre 29 de Maio e 4 de Junho
Ena ca louco!!!
Já não nos bastava o sacrista do Fernando Mendes encher-nos a paciência em 2D, agora vamos ter que levar com ele em 3D a encher-nos a sala...
...é pá ó gordo, no meu sofá é que na te sentas.
domingo, 14 de maio de 2006
Um luxo
Nunca tinha ido ao Londres, na Avenida de Roma. Fui ontem, e é disso que vos quero falar. Portanto, se queriam uma posta sobre coisas importantes, o Bush ou a dobradinha dos tripeiros, esqueçam, sigam para o próximo.
Esta é sobre uma simples ida ao cinema.
Nunca tinha lá ido por várias razões, sobretudo porque normalmente só tem filmes de merda e porque só tem sessão da meia noite em dois dias da semana.
Um deles é o sábado, e lá fui eu todo contente ver o novo filme do Terrence Malick.
Logo à entrada, começou bem. Tem um café Magnólia daqueles todos estilolos, e ainda estava não só aberto como também frequentado. Quero com isto dizer que não estavam lá só dois brasileiros a empilhar as cadeiras, mas sim clientes, malta que ia ao cinema e outra, na boa, na descontra, sem pressa de ir para casa e sem medo de serem escorraçados.
As empregadas eram simpáticas, serviram um café aceitável, e pode-se fumar.
Nice.
A senhora da bilheteira, porreira, não pareceu como nos outros sítios em que só trabalham maníaco-depressivos que odeiam o seu trabalho e parecem aranhas góticas subnutridas. Cool.
Desce-se as escadinhas, vira-se á direita, e a boa onda continua. Carpete grená, sofás brancos, grandes e confortáveis, com bons e gigantes cinzeiros, decoração simples mas fixe. Muito bem.
Depois há a questão da hora. Em Portugal anda tudo atrasado, é tudo a olhómetro, é assim a atirar para o mais ou menos, tudo menos o cinema. O cinema é a única merda que, em Portugal, começa a horas, nem que chovam canivetes. Mas não no Londres. No Londres, ir ao cinema é uma saída, não é apenas uma merda para consumir rapidamente porque os senhores querem bazar para casa, ou encher rapidamente a sala para terem mais sessões. No Londres não há pipocas, não há hordas de putos estúpidos nem de intelectualóides que só vão ao King ver filmes dinamarqueses e chineses, não há chão de plástico escuro, como nos Lusomundos e nas tascas de bólingue da parvalheira.
E não há pressa.
Fica-se ali nos sofázitos, na conversa, a fumar um cigarrito, até que chega um senhor, grisalho e de aspecto discreto, que abre as pesadas portas, à antiga.
Leva as pessoas ao seu lugar, de forma eficiente e simpática. Depois há a cena das cadeiras. Bem, as cadeiras!!!!
Um gajo senta-se e pensa que a cadeira está partida, porque vai abaixo. Não temam, meus amigos, aquilo é mesmo assim. Vai-se abaixo e nós vamos com ela, ficando aninhados como um bicharoco contente, perfeitamente confortáveis. Não são como as cadeiras dos Saldanhas, que são fixes de olhar mas têm a consistência de um tijolo, passados 10 minutos.
Começa o filme e, estranhamente, um gajo não se sente a ficar surdo! Fantástico!
(Outra coisa. Como não é da Medeia, ou lá o que é, não levamos com aqueles anúncios foleiros do cartão King Card).
E prontos, coisa e tal, tá a dar o filme e, de repente, a minha mais louca expectativa concretiza-se: INTERVALO!
Coooooooooooooooooooooooooool.
Mai nada. Como à moda antiga, um gajo vem beber qualquer coisa, mandar uma mija, conversar, fumar um cigarrito, esticar as pernas. Eu adoro intervalos no cinema, mas actualmente é uma espécia em vias de extinção. No Londres não. Mesmo na sessão das 00h15, mesmo num filme com mais de duas horas, ainda assim não há pressas em acabar com o ritual, como nos snack-bar cinematográficos que por aí andam.
O filme recomeça, blablablablabla, e depois acaba. À porta, o senhor da lanterna cumprimenta as pessoas com um aparentemente sincero "Boa noite e obrigado". Fantástico, saímos do cinema e não estamos num centro comercial com ar abandonado!
E prontos. É isto que vos queria dizer. Um cinema bonito, com ar antigo mas não moribundo, em que ir ao cinema é um verdadeiro prazer, porque não trata os filmes como a única coisa que existe, para além das pipocas. Ir ao cinema é um ritual. Adorava as ocasiões em que ia, enquanto puto, ao cinema de Carcavelos, e no intervalo vinha comprar rebuçados à entrada, e a senhora era a mesma desde sempre, e conhecia a minha mãe e era simpática.
E o Londres, ao qual fui pela primeira vez, devolveu-me o prazer, esse prazer do ritual.
E tudo isto por cinco heróis (caro, mas ainda assim menos 40 paus que os gajos dos Residences Monumentais).
PS: Quanto ao filme, é fixe. Visualmente lindíssimo, realização e fotografia magníficas, história razoável. Um bom filme, embora tenha para aí meia hora a mais. Ah, e foi outra estreia, foi a primeira vez que vi um filme com o Collin Ferrel. Não vai mal.
Nunca tinha ido ao Londres, na Avenida de Roma. Fui ontem, e é disso que vos quero falar. Portanto, se queriam uma posta sobre coisas importantes, o Bush ou a dobradinha dos tripeiros, esqueçam, sigam para o próximo.
Esta é sobre uma simples ida ao cinema.
Nunca tinha lá ido por várias razões, sobretudo porque normalmente só tem filmes de merda e porque só tem sessão da meia noite em dois dias da semana.
Um deles é o sábado, e lá fui eu todo contente ver o novo filme do Terrence Malick.
Logo à entrada, começou bem. Tem um café Magnólia daqueles todos estilolos, e ainda estava não só aberto como também frequentado. Quero com isto dizer que não estavam lá só dois brasileiros a empilhar as cadeiras, mas sim clientes, malta que ia ao cinema e outra, na boa, na descontra, sem pressa de ir para casa e sem medo de serem escorraçados.
As empregadas eram simpáticas, serviram um café aceitável, e pode-se fumar.
Nice.
A senhora da bilheteira, porreira, não pareceu como nos outros sítios em que só trabalham maníaco-depressivos que odeiam o seu trabalho e parecem aranhas góticas subnutridas. Cool.
Desce-se as escadinhas, vira-se á direita, e a boa onda continua. Carpete grená, sofás brancos, grandes e confortáveis, com bons e gigantes cinzeiros, decoração simples mas fixe. Muito bem.
Depois há a questão da hora. Em Portugal anda tudo atrasado, é tudo a olhómetro, é assim a atirar para o mais ou menos, tudo menos o cinema. O cinema é a única merda que, em Portugal, começa a horas, nem que chovam canivetes. Mas não no Londres. No Londres, ir ao cinema é uma saída, não é apenas uma merda para consumir rapidamente porque os senhores querem bazar para casa, ou encher rapidamente a sala para terem mais sessões. No Londres não há pipocas, não há hordas de putos estúpidos nem de intelectualóides que só vão ao King ver filmes dinamarqueses e chineses, não há chão de plástico escuro, como nos Lusomundos e nas tascas de bólingue da parvalheira.
E não há pressa.
Fica-se ali nos sofázitos, na conversa, a fumar um cigarrito, até que chega um senhor, grisalho e de aspecto discreto, que abre as pesadas portas, à antiga.
Leva as pessoas ao seu lugar, de forma eficiente e simpática. Depois há a cena das cadeiras. Bem, as cadeiras!!!!
Um gajo senta-se e pensa que a cadeira está partida, porque vai abaixo. Não temam, meus amigos, aquilo é mesmo assim. Vai-se abaixo e nós vamos com ela, ficando aninhados como um bicharoco contente, perfeitamente confortáveis. Não são como as cadeiras dos Saldanhas, que são fixes de olhar mas têm a consistência de um tijolo, passados 10 minutos.
Começa o filme e, estranhamente, um gajo não se sente a ficar surdo! Fantástico!
(Outra coisa. Como não é da Medeia, ou lá o que é, não levamos com aqueles anúncios foleiros do cartão King Card).
E prontos, coisa e tal, tá a dar o filme e, de repente, a minha mais louca expectativa concretiza-se: INTERVALO!
Coooooooooooooooooooooooooool.
Mai nada. Como à moda antiga, um gajo vem beber qualquer coisa, mandar uma mija, conversar, fumar um cigarrito, esticar as pernas. Eu adoro intervalos no cinema, mas actualmente é uma espécia em vias de extinção. No Londres não. Mesmo na sessão das 00h15, mesmo num filme com mais de duas horas, ainda assim não há pressas em acabar com o ritual, como nos snack-bar cinematográficos que por aí andam.
O filme recomeça, blablablablabla, e depois acaba. À porta, o senhor da lanterna cumprimenta as pessoas com um aparentemente sincero "Boa noite e obrigado". Fantástico, saímos do cinema e não estamos num centro comercial com ar abandonado!
E prontos. É isto que vos queria dizer. Um cinema bonito, com ar antigo mas não moribundo, em que ir ao cinema é um verdadeiro prazer, porque não trata os filmes como a única coisa que existe, para além das pipocas. Ir ao cinema é um ritual. Adorava as ocasiões em que ia, enquanto puto, ao cinema de Carcavelos, e no intervalo vinha comprar rebuçados à entrada, e a senhora era a mesma desde sempre, e conhecia a minha mãe e era simpática.
E o Londres, ao qual fui pela primeira vez, devolveu-me o prazer, esse prazer do ritual.
E tudo isto por cinco heróis (caro, mas ainda assim menos 40 paus que os gajos dos Residences Monumentais).
PS: Quanto ao filme, é fixe. Visualmente lindíssimo, realização e fotografia magníficas, história razoável. Um bom filme, embora tenha para aí meia hora a mais. Ah, e foi outra estreia, foi a primeira vez que vi um filme com o Collin Ferrel. Não vai mal.
sexta-feira, 12 de maio de 2006
Ai a Menina!!!...
... fez doi-doi fez? Dá beijinho que isso passa.
"Ricardo contraiu luxação no polegar da mão direita"
... fez doi-doi fez? Dá beijinho que isso passa.
"Ricardo contraiu luxação no polegar da mão direita"
quinta-feira, 11 de maio de 2006
segunda-feira, 8 de maio de 2006
Faquíngue Ameizingue!!!
Aquela coisa que que a TVI transmitiu ontem à tarde e que foi anunciada como sendo uma transmissão de um jogo de futebol, foi uma verdadeira vergonha... aquele Paços de Ferreira x Glorioso, mais parecia um jogo do 3º escalão do distrital... um nojo, não tem outro nome possível.
Karyaka??? Beto??? Moretto??? Marcel???
Mas quem são estes tipos para se debaterem com os mui fabulosos jogadores do Paços, um Rui de Loures, um Pedrinha, um Bispo???
P'los vistos o Glorioso não só jogava na frente do acesso directo à Champignons Ligue, mas também à do frangueiro do ano e não fosse na penúltima jornada ter dado o Alzeihmer aos braços e o Parkinson às pernas do Ricardo, o "Frango da Guia de Oiro" era nosso de certeza absoluta.
Mister Cú Méne pode ir para o PSD Aidóvane que não nos deixa grandes saudades, mesmo apesar dos milhões da Champignons Ligue, vossa mercê não tem "tomates" para comandar o nosso Glorioso.
Quanto ao Seporténgue, este deveria de ser desclassificado da competição pois como toda a gente sabe, os regulamentos não permitem a inscrição de equipas mistas no campeonato... e como toda a gente sabe o Seporténgue tem uma menina na baliza, basta ouvi-la falar e a fazer queixinhas.
Aquela coisa que que a TVI transmitiu ontem à tarde e que foi anunciada como sendo uma transmissão de um jogo de futebol, foi uma verdadeira vergonha... aquele Paços de Ferreira x Glorioso, mais parecia um jogo do 3º escalão do distrital... um nojo, não tem outro nome possível.
Karyaka??? Beto??? Moretto??? Marcel???
Mas quem são estes tipos para se debaterem com os mui fabulosos jogadores do Paços, um Rui de Loures, um Pedrinha, um Bispo???
P'los vistos o Glorioso não só jogava na frente do acesso directo à Champignons Ligue, mas também à do frangueiro do ano e não fosse na penúltima jornada ter dado o Alzeihmer aos braços e o Parkinson às pernas do Ricardo, o "Frango da Guia de Oiro" era nosso de certeza absoluta.
Mister Cú Méne pode ir para o PSD Aidóvane que não nos deixa grandes saudades, mesmo apesar dos milhões da Champignons Ligue, vossa mercê não tem "tomates" para comandar o nosso Glorioso.
Quanto ao Seporténgue, este deveria de ser desclassificado da competição pois como toda a gente sabe, os regulamentos não permitem a inscrição de equipas mistas no campeonato... e como toda a gente sabe o Seporténgue tem uma menina na baliza, basta ouvi-la falar e a fazer queixinhas.
sexta-feira, 5 de maio de 2006
RATED XXX - A única análise possível a uma telenovela
Entretanto algures no messenger, a novela Floribella vem à conversa:
Vladimir Pudim: É irritante como a merda, essa novela :D
Zundapp: Bué! Se bem que a pita é gira e tem um belo par de mamas, mas é super irritante
Valdimir Pudim: Dava para ir ao rabo, a agarrar-lhe na cabelonga :D... mesmo à porno
Zundapp: e depois uma espanholada e vir-se na cara :D
Vladimir Pudim: máinada... e óspois ir ter com as más da fita, que são grossas
Zundapp: essas inspiram mais javardice, a floribella é mais rónhónhó...
Entretanto algures no messenger, a novela Floribella vem à conversa:
Vladimir Pudim: É irritante como a merda, essa novela :D
Zundapp: Bué! Se bem que a pita é gira e tem um belo par de mamas, mas é super irritante
Valdimir Pudim: Dava para ir ao rabo, a agarrar-lhe na cabelonga :D... mesmo à porno
Zundapp: e depois uma espanholada e vir-se na cara :D
Vladimir Pudim: máinada... e óspois ir ter com as más da fita, que são grossas
Zundapp: essas inspiram mais javardice, a floribella é mais rónhónhó...
quinta-feira, 4 de maio de 2006
Às vezes nem as moscas mudam...
...quanto mais a merda. Soube pelos jornais que os chamados deputados “pára-quedistas”, ou seja, que se candidatam por um círculo que não pertence ao distrito em que vivem, recebem, para além do seu magro salário, ajudas de custo. Isto para, obviamente, se poderem deslocar ao círculo pelo qual foram eleitos, para saber dos problemas da população.
Estes senhores, que só estão nesta situação para compor a lista com um nome pseudo-sonante, têm direito ao pagamento de despesas de transporte e alojamento para o círculo em que foram eleitos, numa proporção de dois dias por semana. No entanto, a lei não prevê qualquer controlo sobre este “trabalho no terreno”, pelo que na prática estes senhores não metem lá o cu, embora não deixem de meter a guita ao bolso, claro.
Como diz o “Público”, “a responsabilidade é exclusivamente política, e fica com cada qual”.
Recentemente, a zanga de comadres no PSD-Porto originou que se soubesse que muitos deputados não cumprem essa presença “in loco”, apesar de empocharem a massa.
Confrontado com esta situação pelo jornal, o inacreditavelmente tachista e incompetente José Lello, que é (pasmem-se) presidente do conselho de administração da Assembleia da República, esquivou-se à questão, referindo que se trata de um conflito interno do PSD.
Tudo bem, portanto.
...quanto mais a merda. Soube pelos jornais que os chamados deputados “pára-quedistas”, ou seja, que se candidatam por um círculo que não pertence ao distrito em que vivem, recebem, para além do seu magro salário, ajudas de custo. Isto para, obviamente, se poderem deslocar ao círculo pelo qual foram eleitos, para saber dos problemas da população.
Estes senhores, que só estão nesta situação para compor a lista com um nome pseudo-sonante, têm direito ao pagamento de despesas de transporte e alojamento para o círculo em que foram eleitos, numa proporção de dois dias por semana. No entanto, a lei não prevê qualquer controlo sobre este “trabalho no terreno”, pelo que na prática estes senhores não metem lá o cu, embora não deixem de meter a guita ao bolso, claro.
Como diz o “Público”, “a responsabilidade é exclusivamente política, e fica com cada qual”.
Recentemente, a zanga de comadres no PSD-Porto originou que se soubesse que muitos deputados não cumprem essa presença “in loco”, apesar de empocharem a massa.
Confrontado com esta situação pelo jornal, o inacreditavelmente tachista e incompetente José Lello, que é (pasmem-se) presidente do conselho de administração da Assembleia da República, esquivou-se à questão, referindo que se trata de um conflito interno do PSD.
Tudo bem, portanto.
A LUTA
Hoje foi mais dia daqueles filhadaputa. Trabalho a dar com um pau, sob a direcção de chefes atrasados mentais, stress, transportes públicos, cansaço, desilusão, raiva.
Dia a dia, pergunto-me que raio ando a fazer. A correr para onde, para ganhar o quê? A lutar pela merda do salário ao fim do mês, pelo reconhecimento profissional que não me interessa minimamente, a sofrer para nada, para ter uma casa, sustentar um gato, comprar uns livritos.
Saí do trabalho de rastos, olhos injectados de cansaço e de raiva.
Fui meter-me na merda do Continente, porque no frigorífico residia apenas o cheiro agridoce (mais agri que doce, diga-se) de qualquer merda que lá deixei estragar há mais de uma semana.
E foi então que, no meio dos zombies, velhos no passeio e namorados no namorico supermercadeiresco, a vi.
Ela.
Uma grade de minis, ou como se diz em bom português, mines.
24 bjecas, perfeitas, só para mim. Lá enterrei uns euros do meu salário, mas trouxe a grade para casa. Está lá dentro, com algumas já a esfriar, à minha espera.
É com estas merdas que eles nos vão enganando.
Estou demasiado cansado.
Hoje, o sistema ganhou.
Hoje foi mais dia daqueles filhadaputa. Trabalho a dar com um pau, sob a direcção de chefes atrasados mentais, stress, transportes públicos, cansaço, desilusão, raiva.
Dia a dia, pergunto-me que raio ando a fazer. A correr para onde, para ganhar o quê? A lutar pela merda do salário ao fim do mês, pelo reconhecimento profissional que não me interessa minimamente, a sofrer para nada, para ter uma casa, sustentar um gato, comprar uns livritos.
Saí do trabalho de rastos, olhos injectados de cansaço e de raiva.
Fui meter-me na merda do Continente, porque no frigorífico residia apenas o cheiro agridoce (mais agri que doce, diga-se) de qualquer merda que lá deixei estragar há mais de uma semana.
E foi então que, no meio dos zombies, velhos no passeio e namorados no namorico supermercadeiresco, a vi.
Ela.
Uma grade de minis, ou como se diz em bom português, mines.
24 bjecas, perfeitas, só para mim. Lá enterrei uns euros do meu salário, mas trouxe a grade para casa. Está lá dentro, com algumas já a esfriar, à minha espera.
É com estas merdas que eles nos vão enganando.
Estou demasiado cansado.
Hoje, o sistema ganhou.
terça-feira, 2 de maio de 2006
Bardajona !!!
Tal como a "saudade" a "bardajona" é uma daquelas palavras que é só nossa e intraduzivél noutras línguas...
...em inglês uma tradução possivél de "bardajona" seria qualquer coisa do género: "dirty filthy slut pig whore" e nem assim chegava aos calcanhares da nossa "bardajona".
Não há dúvida, a "bardajona" é nossa e só nossa.
Tal como a "saudade" a "bardajona" é uma daquelas palavras que é só nossa e intraduzivél noutras línguas...
...em inglês uma tradução possivél de "bardajona" seria qualquer coisa do género: "dirty filthy slut pig whore" e nem assim chegava aos calcanhares da nossa "bardajona".
Não há dúvida, a "bardajona" é nossa e só nossa.
sábado, 29 de abril de 2006
Frase da semana II
"Parecia que estavam a expulsar um ditador"- Ricardo, guarda-redes do Sporting, comentando a expulsão de Sá Pinto contra a Naval.
De facto, parecia mesmo. Quando vi aquilo lembrei-me de imediato da forma como Mussolini ficou fora de competição entre 1941-43, devido a doping, e de Hitler ter perdido o Campeonato da Europa de 1944 devido a uma violenta entrada por trás sobre a Polónia.
"Parecia que estavam a expulsar um ditador"- Ricardo, guarda-redes do Sporting, comentando a expulsão de Sá Pinto contra a Naval.
De facto, parecia mesmo. Quando vi aquilo lembrei-me de imediato da forma como Mussolini ficou fora de competição entre 1941-43, devido a doping, e de Hitler ter perdido o Campeonato da Europa de 1944 devido a uma violenta entrada por trás sobre a Polónia.
terça-feira, 25 de abril de 2006
O Cravo
Nos jornais de hoje, especulava-se acerca de duas coisas: o que iria o presidente Cavaco Silva dizer no seu discurso na AR e se levaria ou não um cravo na lapela.
Vamos primeiro ao cravo.
É um pormenor, mas não deixa de ter o seu significado. Cavaco tornou-se o primeiro presidente da república a discursar no 25 de Abril sem cravo ao peito, e isso é significativo. Cavaco é a versão democrática e pussy do Salazar, pelo que o seu gesto é de total coerência em relação à sua matriz política. O cravo não é apenas uma flor. A esquerda deu-lhe uma aura mítica que em muito ultrapassa o seu sentido semiótico e a direita odeia-o profundamente e benze-se três vezes ao ver-lhe o vermelhusco. Cavaco sabia do significado da tualete, e fez a sua escolha. Coerente, como já disse, mas algo estranho se nos lembrarmos do seu ânimo a entoar “Grândola, Vila Morena”, durante a caça ao voto.
Mas, pior que este episódio, foi o discurso. Foi, tal como o próprio Cavaco, rígido, chato, cheio de lugares comuns, provinciano. Eu não defendo que estas ocasiões institucionais sejam necessariamente os eventos mais indicados para uma intervenção forte e definida do PR. Mas, tendo em atenção a intervenção inexistente de Cavaco até aqui, seria útil que o senhor finalmente dissesse alguma coisa, mesmo que fosse uma idiotice. E nem a esse nível o seu discurso chegou.
Três notas finais.
A primeira para Telmo Correia, o ex-ministro do Turismo, esse cargo-chave no Governo Portas, perdão, no Governo Santana.
Inspirado pela presença de Cavaco, o primeiro PR de direita, o Telminho conseguiu a proeza de fazer, em 5 minutos, um revisionismo histórico digno de Estaline, reduzindo o 25 de Abril a “atentados de extrema esquerda, violação dos direitos individuais como a propriedade privada e perseguição à Igreja”, passando pela SIDA e pela derrota portuguesa na final do Euro 2004.
A segunda para Alberto João Jardim que, mais uma vez, se destacou pela grunhice que é, de há muitos anos para cá, a sua imagem de marca. Eliminou qualquer projecto de festejo oficial e “recomendou” aos madeirenses que não participassem na festa organizada pelos partidos de esquerda do Arquipélago Bronco. Esta “recomendação” é, tão só, uma ameaça a quem o contrariasse. O seu séquito pidesco atropela-se para lhe denunciar mais um vermelho, o que pode ter consequências muito negativas numa região em que boa parte dos trabalhadores estão empregados pelo executivo de Alberto João.
Uma boa notícia, indirectamente relacionada com outro grande grunho, este do Continente, veio de Marco de Canaveses, que pela primeira vez em 22 anos celebrou oficialmente o 25 de Abril. Furioso, Ferreira Torres deu duas cabeçadas num árbitro, uma cotovelada num fiscal de linha e refugiou-se no Circo das Celebridades.
A terceira para a bancada parlamentar do PS que aplaudiu efusivamente o discurso amorfo de Cavaco Silva, chegando mesmo a surpreender visivelmente as bancadas da direita, com o seu entusiasmo de cadela com o cio.
E é com isto que temos de viver. Foi para isto que alguns arriscaram o pescoço.
Enfim.
Mais importante que tudo, está a nossa lucidez. Tentemos salvaguardá-la.
25 de Abril Sempre!
Nos jornais de hoje, especulava-se acerca de duas coisas: o que iria o presidente Cavaco Silva dizer no seu discurso na AR e se levaria ou não um cravo na lapela.
Vamos primeiro ao cravo.
É um pormenor, mas não deixa de ter o seu significado. Cavaco tornou-se o primeiro presidente da república a discursar no 25 de Abril sem cravo ao peito, e isso é significativo. Cavaco é a versão democrática e pussy do Salazar, pelo que o seu gesto é de total coerência em relação à sua matriz política. O cravo não é apenas uma flor. A esquerda deu-lhe uma aura mítica que em muito ultrapassa o seu sentido semiótico e a direita odeia-o profundamente e benze-se três vezes ao ver-lhe o vermelhusco. Cavaco sabia do significado da tualete, e fez a sua escolha. Coerente, como já disse, mas algo estranho se nos lembrarmos do seu ânimo a entoar “Grândola, Vila Morena”, durante a caça ao voto.
Mas, pior que este episódio, foi o discurso. Foi, tal como o próprio Cavaco, rígido, chato, cheio de lugares comuns, provinciano. Eu não defendo que estas ocasiões institucionais sejam necessariamente os eventos mais indicados para uma intervenção forte e definida do PR. Mas, tendo em atenção a intervenção inexistente de Cavaco até aqui, seria útil que o senhor finalmente dissesse alguma coisa, mesmo que fosse uma idiotice. E nem a esse nível o seu discurso chegou.
Três notas finais.
A primeira para Telmo Correia, o ex-ministro do Turismo, esse cargo-chave no Governo Portas, perdão, no Governo Santana.
Inspirado pela presença de Cavaco, o primeiro PR de direita, o Telminho conseguiu a proeza de fazer, em 5 minutos, um revisionismo histórico digno de Estaline, reduzindo o 25 de Abril a “atentados de extrema esquerda, violação dos direitos individuais como a propriedade privada e perseguição à Igreja”, passando pela SIDA e pela derrota portuguesa na final do Euro 2004.
A segunda para Alberto João Jardim que, mais uma vez, se destacou pela grunhice que é, de há muitos anos para cá, a sua imagem de marca. Eliminou qualquer projecto de festejo oficial e “recomendou” aos madeirenses que não participassem na festa organizada pelos partidos de esquerda do Arquipélago Bronco. Esta “recomendação” é, tão só, uma ameaça a quem o contrariasse. O seu séquito pidesco atropela-se para lhe denunciar mais um vermelho, o que pode ter consequências muito negativas numa região em que boa parte dos trabalhadores estão empregados pelo executivo de Alberto João.
Uma boa notícia, indirectamente relacionada com outro grande grunho, este do Continente, veio de Marco de Canaveses, que pela primeira vez em 22 anos celebrou oficialmente o 25 de Abril. Furioso, Ferreira Torres deu duas cabeçadas num árbitro, uma cotovelada num fiscal de linha e refugiou-se no Circo das Celebridades.
A terceira para a bancada parlamentar do PS que aplaudiu efusivamente o discurso amorfo de Cavaco Silva, chegando mesmo a surpreender visivelmente as bancadas da direita, com o seu entusiasmo de cadela com o cio.
E é com isto que temos de viver. Foi para isto que alguns arriscaram o pescoço.
Enfim.
Mais importante que tudo, está a nossa lucidez. Tentemos salvaguardá-la.
25 de Abril Sempre!
segunda-feira, 24 de abril de 2006
sábado, 22 de abril de 2006
Um bom trabalho
Na sexta, todos os jornais traziam a história de um jardineiro municipal que atacou quatro funcionários da Junta de Freguesia da Pena, em Lisboa, deixando dois deles em coma. Na grande maioria das notícias, era apenas isto que se dizia, um jardineiro que, com um martelo ou um ancinho (a polícia ainda não sabia), atacara quatro funcionários, deixando o presidente da Junta e outra funcionária à beira da morte. Mas o Público fez mais. A jornalista Ana Henriques teve a possibilidade de falar com o agressor ainda antes de a polícia o deter, quando aquele voltava normalmente a casa, depois da bárbara agressão. E, com isto, o que parecia uma simples história de um tipo enlouquecido, ficou mais complexa, mais rica, e menos fácil de digerir, de descartar o acto como apenas mais um caso de um gajo que se passou.
O agressor é Mussah Dia, um senegalês de 56 anos, há nove anos em Portugal e um caso de difícil adaptação a um país que ainda quer apenas explorar a mão de obra barata, sem dar direitos em troca. O seu fraco domínio do português terá sido outro dos entraves à sua insersão na sociedade, embora toda a gente se refira a ele como um bom trabalhador.
“Suportei todo o tipo de violência e discriminação”, afirmou ao Público o próprio Mussah, que não mostrava arrependimento pelo acontecido. Os funcionariozinhos da Junta queriam que o preto trabalhasse, mas recusavam-se a tratá-lo com a um igual. Os vários conflitos, sobretudo com uma das funcionárias, culminou com a apresentação, na sexta, de uma nota de culpa, com vista ao seu despedimento. E Mussah não aguentou mais.
Morava num quarto na Mouraria, que partilhava com outro senegalês. Era jardineiro de dia e alfaiate à noite. Conta o jornal que ficava sempre até à meia noite a fazer bainhas e pequenos arranjos, numa máquina de costura que tinha no quarto. O dinheiro, o que lhe restava, seguia para o Senegal, onde deixou mulher e duas filhas.
A vida é sempre mais complexa do que as típicas notícias de jornal fazem crer. E é por isso que a notícia do Público é valiosa, porque nem sempre as coisas são a preto e branco.
“Queriam matar-me, não me queriam ver mais”, afirmou o agressor. “A gente faz qualquer trabalho para ganhar a vida e sustentar a família. Suportamos tudo mas há um limite. Tenho direito a viver e queriam penalizar-me”, explicou.
As duas vítimas em piores condições estão em “enorme risco de vida”, segundo o Hospital de São José.
A vida é dura.
Na sexta, todos os jornais traziam a história de um jardineiro municipal que atacou quatro funcionários da Junta de Freguesia da Pena, em Lisboa, deixando dois deles em coma. Na grande maioria das notícias, era apenas isto que se dizia, um jardineiro que, com um martelo ou um ancinho (a polícia ainda não sabia), atacara quatro funcionários, deixando o presidente da Junta e outra funcionária à beira da morte. Mas o Público fez mais. A jornalista Ana Henriques teve a possibilidade de falar com o agressor ainda antes de a polícia o deter, quando aquele voltava normalmente a casa, depois da bárbara agressão. E, com isto, o que parecia uma simples história de um tipo enlouquecido, ficou mais complexa, mais rica, e menos fácil de digerir, de descartar o acto como apenas mais um caso de um gajo que se passou.
O agressor é Mussah Dia, um senegalês de 56 anos, há nove anos em Portugal e um caso de difícil adaptação a um país que ainda quer apenas explorar a mão de obra barata, sem dar direitos em troca. O seu fraco domínio do português terá sido outro dos entraves à sua insersão na sociedade, embora toda a gente se refira a ele como um bom trabalhador.
“Suportei todo o tipo de violência e discriminação”, afirmou ao Público o próprio Mussah, que não mostrava arrependimento pelo acontecido. Os funcionariozinhos da Junta queriam que o preto trabalhasse, mas recusavam-se a tratá-lo com a um igual. Os vários conflitos, sobretudo com uma das funcionárias, culminou com a apresentação, na sexta, de uma nota de culpa, com vista ao seu despedimento. E Mussah não aguentou mais.
Morava num quarto na Mouraria, que partilhava com outro senegalês. Era jardineiro de dia e alfaiate à noite. Conta o jornal que ficava sempre até à meia noite a fazer bainhas e pequenos arranjos, numa máquina de costura que tinha no quarto. O dinheiro, o que lhe restava, seguia para o Senegal, onde deixou mulher e duas filhas.
A vida é sempre mais complexa do que as típicas notícias de jornal fazem crer. E é por isso que a notícia do Público é valiosa, porque nem sempre as coisas são a preto e branco.
“Queriam matar-me, não me queriam ver mais”, afirmou o agressor. “A gente faz qualquer trabalho para ganhar a vida e sustentar a família. Suportamos tudo mas há um limite. Tenho direito a viver e queriam penalizar-me”, explicou.
As duas vítimas em piores condições estão em “enorme risco de vida”, segundo o Hospital de São José.
A vida é dura.
O inédito
A comunicação social não dedicou a esta história mais que uma nota de rodapé, mas na minha opinião merecia trinta manchetes. Em 19 de Abril, os acidentes rodoviários em Portugal não originaram nenhum morto ou ferido grave, não havendo memória de um outro dia assim, segundo as autoridades.
Estaremos a ficar civilizados?
A comunicação social não dedicou a esta história mais que uma nota de rodapé, mas na minha opinião merecia trinta manchetes. Em 19 de Abril, os acidentes rodoviários em Portugal não originaram nenhum morto ou ferido grave, não havendo memória de um outro dia assim, segundo as autoridades.
Estaremos a ficar civilizados?
sexta-feira, 21 de abril de 2006
Casino em revista
Ora aí está, já temos casino.
Ufa! Finalmente! Que bom!
Eu sei, é chato, somos um pobretanas do caraças e o povo vai gastar o pouco dinheiro atrás de ilusões, etc, mas quem nunca gastou o resto do dinheiro da mesada numa litrosa de vinho que atire a primeira pedra.
Eu até gosto de casinos. Nunca ganhei nada de jeito, mas gosto do look, de ir lá beber uns copos e, admito-o, gastar uns euricos nas slots. Contra ou a favor, o casino lá está, e ao menos sempre se deu trabalho a umas centenas de tugas (entre eles um grande amigo meu, que para castigo tem que trabalhar vestido de cor de rosa).
No entanto, vamos recapitular um pouco.
Lembram-se de quando se começou a falar desta história? Claro que sim. Foi no saudoso tempo do Sacana Lopes, em que o casino surgiu apenas como uma ideia associada para salvar o Parque Mayer, lembram-se? Claro que sim. Era até visto com um mal menor, o Sacana até fingia ficar incomodado com a ideia do casino, mas lá está, tinha que ser para salvar a revista, o Parque Mayer, o PORTUGAL COMO NÓS O CONHECEMOS, ou pelo menos como os nossos avós conheceram.
Entretanto, o Parque Mayer, que pertencia aos mafiosos da Bragaparques, foi trocado por metade dos apetitosos terrenos da Feira Popular (alguém ainda fala da tentativa de corrupção do Che Sá Fernandes?), mas nada mais aconteceu.
Ou seja, tudo isto começou para salvar o Parque Mayer, mas afinal o que aconteceu? Gastou-se uma porrada de guita com o Mr. Frank "show me the money" Gehry, deu-se à Braga "Cosa Nostra" Parques os terrenos de Entrecampos e ao chinoca Ho um casino na Expo.
Muito bem.
Isto parece-me um bocado aquela do vender a televisão para comprar um vídeo, mas eles lá saberão o que fazem....
Siga a banda.
Ora aí está, já temos casino.
Ufa! Finalmente! Que bom!
Eu sei, é chato, somos um pobretanas do caraças e o povo vai gastar o pouco dinheiro atrás de ilusões, etc, mas quem nunca gastou o resto do dinheiro da mesada numa litrosa de vinho que atire a primeira pedra.
Eu até gosto de casinos. Nunca ganhei nada de jeito, mas gosto do look, de ir lá beber uns copos e, admito-o, gastar uns euricos nas slots. Contra ou a favor, o casino lá está, e ao menos sempre se deu trabalho a umas centenas de tugas (entre eles um grande amigo meu, que para castigo tem que trabalhar vestido de cor de rosa).
No entanto, vamos recapitular um pouco.
Lembram-se de quando se começou a falar desta história? Claro que sim. Foi no saudoso tempo do Sacana Lopes, em que o casino surgiu apenas como uma ideia associada para salvar o Parque Mayer, lembram-se? Claro que sim. Era até visto com um mal menor, o Sacana até fingia ficar incomodado com a ideia do casino, mas lá está, tinha que ser para salvar a revista, o Parque Mayer, o PORTUGAL COMO NÓS O CONHECEMOS, ou pelo menos como os nossos avós conheceram.
Entretanto, o Parque Mayer, que pertencia aos mafiosos da Bragaparques, foi trocado por metade dos apetitosos terrenos da Feira Popular (alguém ainda fala da tentativa de corrupção do Che Sá Fernandes?), mas nada mais aconteceu.
Ou seja, tudo isto começou para salvar o Parque Mayer, mas afinal o que aconteceu? Gastou-se uma porrada de guita com o Mr. Frank "show me the money" Gehry, deu-se à Braga "Cosa Nostra" Parques os terrenos de Entrecampos e ao chinoca Ho um casino na Expo.
Muito bem.
Isto parece-me um bocado aquela do vender a televisão para comprar um vídeo, mas eles lá saberão o que fazem....
Siga a banda.
Caga na cultura em Portugal
Das 17 bibliotecas municipais de Lisboa, nove vão passar a estar fechadas também ao sábado. A notícia foi dada ao DN por um tal de Rui Martins Pereira, director municipal que, todo contente, frisou que assim se vão poupar 700 mil euros por ano em horas extraordinárias pagas aos funcionários que trabalham ao sábado.
Primeiro: 700 mil euros em horas extra ao sábado? É impressão minha ou alguém (e muito provavelmente não os trabalhadores) anda a meter dinheiro ao bolso?
Segundo: As bibliotecas já estão fechadas ao domingo, e agora também ao sábado. Não me parece exactamente a melhor maneira de incentivar a leitura....
Das 17 bibliotecas municipais de Lisboa, nove vão passar a estar fechadas também ao sábado. A notícia foi dada ao DN por um tal de Rui Martins Pereira, director municipal que, todo contente, frisou que assim se vão poupar 700 mil euros por ano em horas extraordinárias pagas aos funcionários que trabalham ao sábado.
Primeiro: 700 mil euros em horas extra ao sábado? É impressão minha ou alguém (e muito provavelmente não os trabalhadores) anda a meter dinheiro ao bolso?
Segundo: As bibliotecas já estão fechadas ao domingo, e agora também ao sábado. Não me parece exactamente a melhor maneira de incentivar a leitura....
quarta-feira, 19 de abril de 2006
Ainda os deputados
Muita tinta tem corrido sobre as faltas dos deputados da nação, e ainda bem. Faz todo o sentido porque é, de facto, um escândalo.
Ainda assim, creio que devemos reflectir sobre alguns factos.
Reflictamos, portanto.
Os gajos bazaram todos para ir mais cedo de fim de semana prolongado. Isto lembra-me alguma coisa....ah, já sei, lembra-me TODOS OS PORTUGUESES QUE SE CONSEGUEM SAFAR!
Os tugas são assim, nós somos assim (os tugas somos nós). Desde que tive a lata de dizer ao meu chefe “boss, hoje não me dês muita merda para fazer que eu quero sair cedo para ir ver o Glorioso”, tenho que admitir que também eu sou assim. O que acontece é que eu me mato a trabalhar todos os dias, ganho uma merda de salário, e não ando a cagar postas (é verdade, eu escrevo-as) de pescada acerca da produtividade e de seriedade e mais não sei quantas balelas semelhantes, e isso marca bem as diferenças entre um Zé Ninguém e os senhores filhos da puta de deputados da nação. Eu mereço escapar-me das poucas vezes que posso, eles deviam partir pedra com os tomates para ganhar a vida.
Por outro lado, houve aqueles espertalhaços que até picaram o pontinho e depois deram de fuga. Bem, quanto a isto só posso dizer que é um bocado igual ao que fazem todos os dias, em que vão lá para dormir e espalhar baba em cima do “Record”. Porque, admitamos, é isso que eles lá vão fazer.
Ou seja, não aconteceu nada que não costume acontecer sempre, com a diferença que desta vez se lembraram todos ao mesmo tempo, e foram apanhados.
Mas o que mais me irrita nesta história toda é aqueles cabrões virem agora armados em virgens ofendidas para justificar o motivo pelo qual não estiveram lá. Mas alguém acredita que os 120 deputados (!) que faltaram tinham todos para fazer coisas não apenas importantes mas até, como alguns dizem, fundamentais para exercer devidamente o cargo de deputado? Tipo o quê, ir apanhar sol para o Algarve?
Parece que afinal foi tudo especulação da imprensa, pá. É isso. Só pode ser isso. Ninguém faltou, pá. Os que não apareceram estavam numa cave bafienta a estudar decretos-lei, e ainda por cima são crucificados na praça pública, pá!
Foda-se, pá!
Coitados, pá!
E houve ainda um senhor deputado da nação (creio que do PSD mas é indiferente), que se mostrou pouco preocupado com a situação dizendo que “daqui a três anos os portugueses terão a oportunidade de julgar os deputados”. Este é, para mim, o maior filhadaputa de todos. Deixem os gajos curtir à grande, foder-nos a vida como bem entendem e gozar de todas as benesses, que daqui a três anos o povinho pode pronunciar-se. Como é natural, daqui a 3 anos o povinho já não sabe o nome dos faltosos (mesmo agora não sabe, nem quer saber, quer é atacar colectivamente a pandilha), com estes ladrões a fazerem naturalmente parte das listas e a serem naturalmente eleitos, como sempre.
Senhores filhosdaputados da nação, deixem-me dar-vos uma novidade: VOCÊS FORAM APANHADOS!
Finalmente foram desmascarados de forma a que até o gajo mais burro do mundo consegue perceber. Como tal, assumam a merda que têm sido (são) e admitam que estiveram mal. É só.
Agora, por favor, não continuem com esta merda desta farsa das justificações, que só os cobre ainda mais de ridículo.
Como dizia o outro, “Vão trabalhar, malandros!”.
Muita tinta tem corrido sobre as faltas dos deputados da nação, e ainda bem. Faz todo o sentido porque é, de facto, um escândalo.
Ainda assim, creio que devemos reflectir sobre alguns factos.
Reflictamos, portanto.
Os gajos bazaram todos para ir mais cedo de fim de semana prolongado. Isto lembra-me alguma coisa....ah, já sei, lembra-me TODOS OS PORTUGUESES QUE SE CONSEGUEM SAFAR!
Os tugas são assim, nós somos assim (os tugas somos nós). Desde que tive a lata de dizer ao meu chefe “boss, hoje não me dês muita merda para fazer que eu quero sair cedo para ir ver o Glorioso”, tenho que admitir que também eu sou assim. O que acontece é que eu me mato a trabalhar todos os dias, ganho uma merda de salário, e não ando a cagar postas (é verdade, eu escrevo-as) de pescada acerca da produtividade e de seriedade e mais não sei quantas balelas semelhantes, e isso marca bem as diferenças entre um Zé Ninguém e os senhores filhos da puta de deputados da nação. Eu mereço escapar-me das poucas vezes que posso, eles deviam partir pedra com os tomates para ganhar a vida.
Por outro lado, houve aqueles espertalhaços que até picaram o pontinho e depois deram de fuga. Bem, quanto a isto só posso dizer que é um bocado igual ao que fazem todos os dias, em que vão lá para dormir e espalhar baba em cima do “Record”. Porque, admitamos, é isso que eles lá vão fazer.
Ou seja, não aconteceu nada que não costume acontecer sempre, com a diferença que desta vez se lembraram todos ao mesmo tempo, e foram apanhados.
Mas o que mais me irrita nesta história toda é aqueles cabrões virem agora armados em virgens ofendidas para justificar o motivo pelo qual não estiveram lá. Mas alguém acredita que os 120 deputados (!) que faltaram tinham todos para fazer coisas não apenas importantes mas até, como alguns dizem, fundamentais para exercer devidamente o cargo de deputado? Tipo o quê, ir apanhar sol para o Algarve?
Parece que afinal foi tudo especulação da imprensa, pá. É isso. Só pode ser isso. Ninguém faltou, pá. Os que não apareceram estavam numa cave bafienta a estudar decretos-lei, e ainda por cima são crucificados na praça pública, pá!
Foda-se, pá!
Coitados, pá!
E houve ainda um senhor deputado da nação (creio que do PSD mas é indiferente), que se mostrou pouco preocupado com a situação dizendo que “daqui a três anos os portugueses terão a oportunidade de julgar os deputados”. Este é, para mim, o maior filhadaputa de todos. Deixem os gajos curtir à grande, foder-nos a vida como bem entendem e gozar de todas as benesses, que daqui a três anos o povinho pode pronunciar-se. Como é natural, daqui a 3 anos o povinho já não sabe o nome dos faltosos (mesmo agora não sabe, nem quer saber, quer é atacar colectivamente a pandilha), com estes ladrões a fazerem naturalmente parte das listas e a serem naturalmente eleitos, como sempre.
Senhores filhosdaputados da nação, deixem-me dar-vos uma novidade: VOCÊS FORAM APANHADOS!
Finalmente foram desmascarados de forma a que até o gajo mais burro do mundo consegue perceber. Como tal, assumam a merda que têm sido (são) e admitam que estiveram mal. É só.
Agora, por favor, não continuem com esta merda desta farsa das justificações, que só os cobre ainda mais de ridículo.
Como dizia o outro, “Vão trabalhar, malandros!”.
A inevitável conclusão
A Notícias Magazine publicou uma reportagem sobre uma criança, Letícia Fátima, alvo de abusos por parte dos pais. E conclui que, na verdade, os maus tratos começaram muito antes do até aqui sabido.
Isso parece-me bastante óbvio, tendo em atenção o nome que puseram à pobre criancinha.
A Notícias Magazine publicou uma reportagem sobre uma criança, Letícia Fátima, alvo de abusos por parte dos pais. E conclui que, na verdade, os maus tratos começaram muito antes do até aqui sabido.
Isso parece-me bastante óbvio, tendo em atenção o nome que puseram à pobre criancinha.
terça-feira, 18 de abril de 2006
segunda-feira, 17 de abril de 2006
sábado, 15 de abril de 2006
Lauro Atónito Apresenta......
"O Tigre e a Neve", de Roberto Benigni.
Eu sou um fã do gajo, assumo-o. Vi todos os seus filmes desde o Johny Palito, o Monstro continua a ser a minha comédia preferida, adorei a sua participação em "Noite na Terra", do Jarmusch, enfim, é-me difícil não ir ver um filme novo do Benigni, sobretudo na eterna esperança de que ele volte a fazer uma boa e simples comédia como fazia antigamente.
E ainda não é desta.
Benigni utiliza mais uma vez a fórmula de "A Vida é Bela", humor misturado com drama, tendo como pano de fundo um acontecimento real de impacto humano e político, neste caso a guerra do Iraque (de que se vê muito pouco, e ainda bem).
É uma espécie de "A Vida é Bela" mas em menos, ou seja, o drama é muito menos dramático, a comédia é um pouco menos diparatada. E isso é bom, porque não passa o filme todo a mandar a mensagem de forma pseudo-subtil.
É Benigni, e por isso vale a pena ver (o anterior e aterrador Pinóquio já lá vai), embora eu tenha ficado com a sensação de que o senhor continua num beco criativo, limitando-se a explorar aquilo que já fez. Isto em si não me incomoda, não me importava nada de o ver fazer três ou quatro variantes de "O Monstro", mas já me conformei com a ideia de que ele não voltará aí, apostado em ser relevante e não apenas engraçado. É pena.
Em suma, recomendável para quem gosta do senhor e tem saudades do seu jeito macarroni screwball. Vai agradar aos fãs conquistados com o filme do Óscar e não vai alienar os antigos.
Não é muito, mas deu para matar saudades.
"O Tigre e a Neve", de Roberto Benigni.
Eu sou um fã do gajo, assumo-o. Vi todos os seus filmes desde o Johny Palito, o Monstro continua a ser a minha comédia preferida, adorei a sua participação em "Noite na Terra", do Jarmusch, enfim, é-me difícil não ir ver um filme novo do Benigni, sobretudo na eterna esperança de que ele volte a fazer uma boa e simples comédia como fazia antigamente.
E ainda não é desta.
Benigni utiliza mais uma vez a fórmula de "A Vida é Bela", humor misturado com drama, tendo como pano de fundo um acontecimento real de impacto humano e político, neste caso a guerra do Iraque (de que se vê muito pouco, e ainda bem).
É uma espécie de "A Vida é Bela" mas em menos, ou seja, o drama é muito menos dramático, a comédia é um pouco menos diparatada. E isso é bom, porque não passa o filme todo a mandar a mensagem de forma pseudo-subtil.
É Benigni, e por isso vale a pena ver (o anterior e aterrador Pinóquio já lá vai), embora eu tenha ficado com a sensação de que o senhor continua num beco criativo, limitando-se a explorar aquilo que já fez. Isto em si não me incomoda, não me importava nada de o ver fazer três ou quatro variantes de "O Monstro", mas já me conformei com a ideia de que ele não voltará aí, apostado em ser relevante e não apenas engraçado. É pena.
Em suma, recomendável para quem gosta do senhor e tem saudades do seu jeito macarroni screwball. Vai agradar aos fãs conquistados com o filme do Óscar e não vai alienar os antigos.
Não é muito, mas deu para matar saudades.
quarta-feira, 12 de abril de 2006
É a cultura, otário!
Nas últimas semanas, muito se tem escrito acerca de Joe Berardo, do CCB, e da suposta subserviência deste último e do Estado aos desejos (caprichos?) do empresário, no que toca à sua colecção de arte.
Tudo porque boa parte do espaço do CCB fica ocupado pela colecção, e porque esta continua a pertencer a Berardo, tendo o Estado uma opção de compra daqui a 10 anos, sendo o preço definido pelo senhor Joe.
Pois bem.
Deixemo-nos de provincianismos. Joe Berardo tem uma colecção de arte sem paralelo no nosso país. Comprou-a com o seu dinheiro. Podia ter comprado empresas, ou uma montanha feita de merda, mas comprou arte, e sempre disse que queria ver as suas obras expostas em Portugal.
Há coisas piores.
A colecção fica na sua posse. Isto é perfeitamente natural, penso eu, se foi ele que a comprou. Por outro lado, só um idiota ia passar para as mãos do Estado português esse espólio. O Estado, dirigido por tipos como o Sócrates e o Cavaco (sim, lembram-se dele?), já mostrou que a Cultura não é, de forma alguma, a sua principal preocupação, pelo que não há qualquer motivo para que se defenda que seja ele a ficar com as obras.
E há ainda o CCB.
De há uns bons anos para cá, a malta só lá vai ver a Festa da Música, o World Press Photo e o Museu do Design (com as obras do Berardo), que é muito bom, de facto, e alguns ricos vão lá ver uns concertos a 50 euros o bilhete. É pouco, para um centro cultural de referência. Só com um bom acervo de obras o CCB pode entrar no circuito internacional da arte. Isto é, só tendo obras de referência, que se podem trocar temporariamente, o CCB tem capacidade de trazer a Lisboa colecções de grandes artistas. Mostra lá um Warhol no teu museu, dá cá um Dali, e assim sucessivamente.
É simples.
Toda a conversa da pseudo-subserviência do país face a Berardo é apenas isso, conversa.
O Estado tá-se bem cagando para a arte e para a cultura, pelo que é altura de nos deixarmos de hipocrisias.
Graças a Berardo (goste-se ou não), os portugueses (os lisboetas) terão à sua disposição um conjunto de obras que seriam impossíveis de ver aqui de outra forma.
Por mim, dêem-lhe o CCB.
Antes a ele que aos cabrões dos pseudos-ricaços que têm dominado o CCB.
Tenho dito.
Nas últimas semanas, muito se tem escrito acerca de Joe Berardo, do CCB, e da suposta subserviência deste último e do Estado aos desejos (caprichos?) do empresário, no que toca à sua colecção de arte.
Tudo porque boa parte do espaço do CCB fica ocupado pela colecção, e porque esta continua a pertencer a Berardo, tendo o Estado uma opção de compra daqui a 10 anos, sendo o preço definido pelo senhor Joe.
Pois bem.
Deixemo-nos de provincianismos. Joe Berardo tem uma colecção de arte sem paralelo no nosso país. Comprou-a com o seu dinheiro. Podia ter comprado empresas, ou uma montanha feita de merda, mas comprou arte, e sempre disse que queria ver as suas obras expostas em Portugal.
Há coisas piores.
A colecção fica na sua posse. Isto é perfeitamente natural, penso eu, se foi ele que a comprou. Por outro lado, só um idiota ia passar para as mãos do Estado português esse espólio. O Estado, dirigido por tipos como o Sócrates e o Cavaco (sim, lembram-se dele?), já mostrou que a Cultura não é, de forma alguma, a sua principal preocupação, pelo que não há qualquer motivo para que se defenda que seja ele a ficar com as obras.
E há ainda o CCB.
De há uns bons anos para cá, a malta só lá vai ver a Festa da Música, o World Press Photo e o Museu do Design (com as obras do Berardo), que é muito bom, de facto, e alguns ricos vão lá ver uns concertos a 50 euros o bilhete. É pouco, para um centro cultural de referência. Só com um bom acervo de obras o CCB pode entrar no circuito internacional da arte. Isto é, só tendo obras de referência, que se podem trocar temporariamente, o CCB tem capacidade de trazer a Lisboa colecções de grandes artistas. Mostra lá um Warhol no teu museu, dá cá um Dali, e assim sucessivamente.
É simples.
Toda a conversa da pseudo-subserviência do país face a Berardo é apenas isso, conversa.
O Estado tá-se bem cagando para a arte e para a cultura, pelo que é altura de nos deixarmos de hipocrisias.
Graças a Berardo (goste-se ou não), os portugueses (os lisboetas) terão à sua disposição um conjunto de obras que seriam impossíveis de ver aqui de outra forma.
Por mim, dêem-lhe o CCB.
Antes a ele que aos cabrões dos pseudos-ricaços que têm dominado o CCB.
Tenho dito.
quarta-feira, 5 de abril de 2006
A febre do directo
Dia de Benfica-Barcelona, dia de ver quais das televisões consegue fazer o directo mais idiota.
Até agora a SIC vai à frente, com o inqualificável Nuno Luz a mostrar o balneário do Benfica no Camp Nou. Os armários, as bancadas, os chuveiros, local aliás onde "a equipa festejará a eventual qualificação".
Depois de ver o Simão em cuecas a cantar o "We are the champions", ver a equipa do Benfica a fazer comboiozinho é uma coisa que dispenso completamente.
Quem será que vai apanhar o sabonete?
Dia de Benfica-Barcelona, dia de ver quais das televisões consegue fazer o directo mais idiota.
Até agora a SIC vai à frente, com o inqualificável Nuno Luz a mostrar o balneário do Benfica no Camp Nou. Os armários, as bancadas, os chuveiros, local aliás onde "a equipa festejará a eventual qualificação".
Depois de ver o Simão em cuecas a cantar o "We are the champions", ver a equipa do Benfica a fazer comboiozinho é uma coisa que dispenso completamente.
Quem será que vai apanhar o sabonete?
iGod
Caro Fanático do MP3,
Procuras downloads legais das grandes malhas? Não te canses mais. O que queres encontra-se aqui e dá para a semana inteira.
Caganda fezada!
Caro Fanático do MP3,
Procuras downloads legais das grandes malhas? Não te canses mais. O que queres encontra-se aqui e dá para a semana inteira.
Caganda fezada!
segunda-feira, 3 de abril de 2006
quarta-feira, 29 de março de 2006
O roubo
Segundo o relatório de gestão orçamental da Câmara Municipal de Lisboa (CML), cada munícipe de Lisboa pagou à Câmara 540 euros em impostos diversos, um valor superior aos 470 euros de 2004 e 427 euros de 2003.
Ainda assim, o investimento per capita, ou seja, o dinheiro que a CML investe por cada munícipe, tem vindo a evoluir no sentido inverso, baixando dos 334 euros em 2003 para os 250 euros em 2005.
Importam-se de explicar?
Segundo o relatório de gestão orçamental da Câmara Municipal de Lisboa (CML), cada munícipe de Lisboa pagou à Câmara 540 euros em impostos diversos, um valor superior aos 470 euros de 2004 e 427 euros de 2003.
Ainda assim, o investimento per capita, ou seja, o dinheiro que a CML investe por cada munícipe, tem vindo a evoluir no sentido inverso, baixando dos 334 euros em 2003 para os 250 euros em 2005.
Importam-se de explicar?
Vai um copinho de leite com cianeto?
Público - Concorda com o acesso ao casamento civil entre homossexuais?
João Almeida (Juventude Popular) - Não. Porque entendo que o casamento civil tem uma razão de ser que é o reconhecimento pelo Estado e pelo direito de uma realidade da vida normal das pessoas na sequência de admitir um princípio que é o da família, como célula fundamental da sociedade.
Bela resposta. Ou seja, os paneleiros não podem casar porque não podem ter filhos. E quanto aos casais heterossexuais que são casados mas não querem ou não podem ter filhos?.....
Público - Concorda com o acesso ao casamento civil entre homossexuais?
João Almeida (Juventude Popular) - Não. Porque entendo que o casamento civil tem uma razão de ser que é o reconhecimento pelo Estado e pelo direito de uma realidade da vida normal das pessoas na sequência de admitir um princípio que é o da família, como célula fundamental da sociedade.
Bela resposta. Ou seja, os paneleiros não podem casar porque não podem ter filhos. E quanto aos casais heterossexuais que são casados mas não querem ou não podem ter filhos?.....
segunda-feira, 27 de março de 2006
segunda-feira, 20 de março de 2006
Medidas Draconianas
José Sócrates, apostando no combate à economia paralela e à fuga fiscal, decidiu que o Trabalho de Parto passará a ser taxado pelo fisco. Assim, o Meu Primeiro Álbum de Fotografias será substituído pela Minha Primeira Caderneta de Recibos Verdes.
Quem já se manifestou contra esta medida foi a classe médica, por achar que a Retenção na Fonte é completamente contraproducente com o trabalho dos parteiros.
José Sócrates, apostando no combate à economia paralela e à fuga fiscal, decidiu que o Trabalho de Parto passará a ser taxado pelo fisco. Assim, o Meu Primeiro Álbum de Fotografias será substituído pela Minha Primeira Caderneta de Recibos Verdes.
Quem já se manifestou contra esta medida foi a classe médica, por achar que a Retenção na Fonte é completamente contraproducente com o trabalho dos parteiros.
terça-feira, 14 de março de 2006
segunda-feira, 13 de março de 2006
Cinefilia
via msn
fatchary: O Charlie anda a bombar a Kate [do Lost].
raviolli_ninja: É um belo bombanço, diga-se de passagem. O Charlie é qual?
fatchary: É o hobbit. Já viste? Não é preciso ser bonito e ter caparro.
raviolli_ninja: Basta ter os pés grandes e peludos. Se um gajo tiver um tomate grande e os dois peludos, será que ela vai na cantiga?
...
fatchary: Revi o Closer neste fim de semana. É muito fixe o filme.
raviolli ninja: Andaste foi a rever frame a frame se se via a pachacha da Natalie.
...
raviolli_ninja: Já viste o trailler da Maria Antonieta?
fatchary: Já. Bué estranho, um filme de época com música contemporânea...
raviolli_ninja: Isso é porque aquilo era um rock. Só quecas e tal.
via msn
fatchary: O Charlie anda a bombar a Kate [do Lost].
raviolli_ninja: É um belo bombanço, diga-se de passagem. O Charlie é qual?
fatchary: É o hobbit. Já viste? Não é preciso ser bonito e ter caparro.
raviolli_ninja: Basta ter os pés grandes e peludos. Se um gajo tiver um tomate grande e os dois peludos, será que ela vai na cantiga?
...
fatchary: Revi o Closer neste fim de semana. É muito fixe o filme.
raviolli ninja: Andaste foi a rever frame a frame se se via a pachacha da Natalie.
...
raviolli_ninja: Já viste o trailler da Maria Antonieta?
fatchary: Já. Bué estranho, um filme de época com música contemporânea...
raviolli_ninja: Isso é porque aquilo era um rock. Só quecas e tal.
sexta-feira, 10 de março de 2006
quinta-feira, 9 de março de 2006
Citação
A Entidade Reguladora para a Comunicação (ERC), a nova Alta Autoridade, deu o seu primeiro parecer, e com ele conseguiu destruir, desde já, qualquer credibilidade que poderia pretender. Foi sobre o caso Lusa, e sobre as pressões que a Directora de Informação não apenas sofre como cumpre como tenta adivinhar para tentar agradar ao Governo. Ao contrário de todas as evidências, a ERC deliberou que não houve qualquer pressão sobre a Lusa, esquecendo-se, no entanto, de aferir por que razão a Directora está sempre a pressionar a redacção para agradar ao Governo, mesmo sem que este, muitas vezes, chegue a pressionar.
E esta decisão motivou um comentário de Pedro Rolo Duarte, que agora aproveito para transcrever.
"No jornalismo, quem não sabe fazer, ensina: quem não sabe nem ensina, dá pareceres. E quem não se quer comprometer, aceita presidir a uma entidade reguladora. Portugal sempre foi assim. Porque haveria de mudar agora?"
Na mouche.
A Entidade Reguladora para a Comunicação (ERC), a nova Alta Autoridade, deu o seu primeiro parecer, e com ele conseguiu destruir, desde já, qualquer credibilidade que poderia pretender. Foi sobre o caso Lusa, e sobre as pressões que a Directora de Informação não apenas sofre como cumpre como tenta adivinhar para tentar agradar ao Governo. Ao contrário de todas as evidências, a ERC deliberou que não houve qualquer pressão sobre a Lusa, esquecendo-se, no entanto, de aferir por que razão a Directora está sempre a pressionar a redacção para agradar ao Governo, mesmo sem que este, muitas vezes, chegue a pressionar.
E esta decisão motivou um comentário de Pedro Rolo Duarte, que agora aproveito para transcrever.
"No jornalismo, quem não sabe fazer, ensina: quem não sabe nem ensina, dá pareceres. E quem não se quer comprometer, aceita presidir a uma entidade reguladora. Portugal sempre foi assim. Porque haveria de mudar agora?"
Na mouche.
Bullshit
O PS anda muito atarefado para tentar fazer aprovar uma alteração legislativa que obrigue qualquer lista eleitoral a ser composta com pelo menos 33% de mulheres. Ora aqui está mais uma vez o PS politicamente correcto a armar-se em anjinho. É simples: se acham que as mulheres precisam de mais oportunidades na política, então façam-no no vosso partido. Limitem-se a colocar 33% de mulheres nas vossas listas. Ou será que têm medo que os outros não o façam se não for obrigatório, e que isso retire competitividade às listas do PS? Não será que essa é uma forma de discriminação ainda mais grave?
E já agora, por que carga de água 33%? Não há mais mulheres que homens? Porque não 51%, se querem que seja representativo da sociedade?
E pretos? Ando na rua e vejo bastantes pretos, por que razão não há uma quota de pretos na assembleia? Por que razão não há um deputado preto, nem que seja um? (o Narana não conta).
Pior ainda é colocar como porta-voz desta idiota proposta a inquietante Maria de Belém. Tal como o D. Duarte é o melhor argumento em favor da República, o mesmo papel pertence à Barbie do PS.
I rest my case.
O PS anda muito atarefado para tentar fazer aprovar uma alteração legislativa que obrigue qualquer lista eleitoral a ser composta com pelo menos 33% de mulheres. Ora aqui está mais uma vez o PS politicamente correcto a armar-se em anjinho. É simples: se acham que as mulheres precisam de mais oportunidades na política, então façam-no no vosso partido. Limitem-se a colocar 33% de mulheres nas vossas listas. Ou será que têm medo que os outros não o façam se não for obrigatório, e que isso retire competitividade às listas do PS? Não será que essa é uma forma de discriminação ainda mais grave?
E já agora, por que carga de água 33%? Não há mais mulheres que homens? Porque não 51%, se querem que seja representativo da sociedade?
E pretos? Ando na rua e vejo bastantes pretos, por que razão não há uma quota de pretos na assembleia? Por que razão não há um deputado preto, nem que seja um? (o Narana não conta).
Pior ainda é colocar como porta-voz desta idiota proposta a inquietante Maria de Belém. Tal como o D. Duarte é o melhor argumento em favor da República, o mesmo papel pertence à Barbie do PS.
I rest my case.
Flash interview
Gostei de ver as entrevistas após o jogo, principalmente o Koeman admitir que não acreditava assim muito que ia a Anfield espetar duas batatas no campeão da Europa. Felizmente não jogou o Petit, senão íamos levar com a bela frase, cinco minutos após um dos jogos mais importantes da sua carreira: "O Liberpool é passado, já estamos com a cabeça na Naval 1º de Maio".....
Gostei de ver as entrevistas após o jogo, principalmente o Koeman admitir que não acreditava assim muito que ia a Anfield espetar duas batatas no campeão da Europa. Felizmente não jogou o Petit, senão íamos levar com a bela frase, cinco minutos após um dos jogos mais importantes da sua carreira: "O Liberpool é passado, já estamos com a cabeça na Naval 1º de Maio".....
Com licença
É só para relembrar que hoje, dia 1 DA (Depois de Anfield), já levamos uma vantagem, no que toca à permanência na Liga dos Campeões (Só o rabeta do Mourinho é que diz "Champignons"), de 24 horas sobre o Chelsea e de 2.324 horas sobre o FC Porto.
Quanto ao Sporting, bem, é fazer as contas....
É só para relembrar que hoje, dia 1 DA (Depois de Anfield), já levamos uma vantagem, no que toca à permanência na Liga dos Campeões (Só o rabeta do Mourinho é que diz "Champignons"), de 24 horas sobre o Chelsea e de 2.324 horas sobre o FC Porto.
Quanto ao Sporting, bem, é fazer as contas....
Somos os MAIÓRES
"LIVERPOOL were labelled ‘easy meat’ by Benfica as they ended the reign of the European champions."
Venha o Arsenal!!!
"LIVERPOOL were labelled ‘easy meat’ by Benfica as they ended the reign of the European champions."
Venha o Arsenal!!!
terça-feira, 7 de março de 2006
Coisa nossa
O director da PJ explicou há alguns dias que o foco da instituição já não é a luta contra a corrupção mas sim a luta contra o terrorismo. Estranho? Não, vai é fazer muita gente voltar a dormir descansada.
Eu cá acho bem, porque este país não vai a lado nenhum se continuarmos a ter todo este terrorismo.
Esta história fez-me lembrar um documento do Banco Mundial, divulgado em 2005. O estudo dizia muito simplesmente que Portugal estaria actualmente ao nível económico da Finlândia, não fossem os custos associados à corrupção.
Mas isto se calhar não tem nada a ver.....
O director da PJ explicou há alguns dias que o foco da instituição já não é a luta contra a corrupção mas sim a luta contra o terrorismo. Estranho? Não, vai é fazer muita gente voltar a dormir descansada.
Eu cá acho bem, porque este país não vai a lado nenhum se continuarmos a ter todo este terrorismo.
Esta história fez-me lembrar um documento do Banco Mundial, divulgado em 2005. O estudo dizia muito simplesmente que Portugal estaria actualmente ao nível económico da Finlândia, não fossem os custos associados à corrupção.
Mas isto se calhar não tem nada a ver.....
Excentricidades
Foram hoje assinados pelo Governo projectos de investimento no valor de 144 milhões de euros, que vão criar 120 postos de trabalho. Ora isto dá qualquer coisa como 1,2 milhões de euros por emprego.
E que tal dar essa guita aos tipos que vão ser empregados, que concerteza ficariam entretidos para o resto da vida? E que tal darem-me a guita a mim?!
Foram hoje assinados pelo Governo projectos de investimento no valor de 144 milhões de euros, que vão criar 120 postos de trabalho. Ora isto dá qualquer coisa como 1,2 milhões de euros por emprego.
E que tal dar essa guita aos tipos que vão ser empregados, que concerteza ficariam entretidos para o resto da vida? E que tal darem-me a guita a mim?!
segunda-feira, 6 de março de 2006
The show must go on
Ponto 1 - Contra todas as expectativas o filme dos cowboys amiguinhos não ganhou o óscar para melhor filme. Crash foi o distinguido, gostei do filme mas tenho um pé atrás acerca da decisão. Nem é pela estrutura narrativa à la Magnólia, já que neste também não era original... mas se esta característica já era suficiente para o Crash ficar conhecido como "aquele filme parecido com o Magnólia", a sequência quase final em que as personagens são revisitadas através de movimentos de câmara e montagem extremamente parecidos e com uma música de fundo (nomeadada para óscar de melhor canção original) tirada a decalque do "Save Me" da Aimee Man já acho um bocado escandaloso.
Ponto 2 - Do que vi Jon Stewart esteve em grande, o momento principal é sempre o início da cerimónia e aí foi cinco estrelas.
Ponto 3 - O momento da noite foi quando um boneco articulado a fazer de Dolly Parton interpretou uma das canções candidatas ao óscar de melhor canção original. Por mim merecia o óscar de melhor curta de animação!
Ponto 1 - Contra todas as expectativas o filme dos cowboys amiguinhos não ganhou o óscar para melhor filme. Crash foi o distinguido, gostei do filme mas tenho um pé atrás acerca da decisão. Nem é pela estrutura narrativa à la Magnólia, já que neste também não era original... mas se esta característica já era suficiente para o Crash ficar conhecido como "aquele filme parecido com o Magnólia", a sequência quase final em que as personagens são revisitadas através de movimentos de câmara e montagem extremamente parecidos e com uma música de fundo (nomeadada para óscar de melhor canção original) tirada a decalque do "Save Me" da Aimee Man já acho um bocado escandaloso.
Ponto 2 - Do que vi Jon Stewart esteve em grande, o momento principal é sempre o início da cerimónia e aí foi cinco estrelas.
Ponto 3 - O momento da noite foi quando um boneco articulado a fazer de Dolly Parton interpretou uma das canções candidatas ao óscar de melhor canção original. Por mim merecia o óscar de melhor curta de animação!
sexta-feira, 3 de março de 2006
Prémio "Para a próxima vê lá se ao menos ouves o álbum"
«As canções de "Extraordinary Machine" conseguem exigir o bom-senso de se enrolar à nossa volta, obrigando o ouvinte a uma segunda, terceira, infinita oportunidade ao disco de nos cativar em cada sala (tema, leia-se) de uma mansão art-pop.»
Um tal de Pedro Trigueiro sobre o novo álbum de Fiona Apple. O resto da xaropada aqui.
«As canções de "Extraordinary Machine" conseguem exigir o bom-senso de se enrolar à nossa volta, obrigando o ouvinte a uma segunda, terceira, infinita oportunidade ao disco de nos cativar em cada sala (tema, leia-se) de uma mansão art-pop.»
Um tal de Pedro Trigueiro sobre o novo álbum de Fiona Apple. O resto da xaropada aqui.
quinta-feira, 2 de março de 2006
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006
R.I.C.O.
José Sá Fernandes, com quem eu não simpatizo, pode estar perto de dar um contributo essencial para a nossa democracia, ao denunciar os senhores da Bragaparques que o tentaram subornar enquanto vereador da CM de Lisboa.
Durante os dias que se seguiram à divulgação do escândalo, ninguém da CML, nomeadamente PS e PSD, disseram uma palavra. Mas agora, duas semanas depois, foi aprovada numa reunião camarária uma espécie de censura pública à actuação de Sá Fernandes, que está a "pôr em perigo o bom nome de todos os membros" da CML.
Pois, esse malandro.
Bragaparques, os tais dos casos Feira Popular e Parque Mayer.
Já começou a lavagem de toda esta pouca vergonha? Infelizmente parece que sim. Espero que as autoridades policiais não tenham medo e apanhem todos os filhos da puta que andam a enriquecer e a enriquecer estes e outros patos bravos com as suas cunhas.
José Sá Fernandes, com quem eu não simpatizo, pode estar perto de dar um contributo essencial para a nossa democracia, ao denunciar os senhores da Bragaparques que o tentaram subornar enquanto vereador da CM de Lisboa.
Durante os dias que se seguiram à divulgação do escândalo, ninguém da CML, nomeadamente PS e PSD, disseram uma palavra. Mas agora, duas semanas depois, foi aprovada numa reunião camarária uma espécie de censura pública à actuação de Sá Fernandes, que está a "pôr em perigo o bom nome de todos os membros" da CML.
Pois, esse malandro.
Bragaparques, os tais dos casos Feira Popular e Parque Mayer.
Já começou a lavagem de toda esta pouca vergonha? Infelizmente parece que sim. Espero que as autoridades policiais não tenham medo e apanhem todos os filhos da puta que andam a enriquecer e a enriquecer estes e outros patos bravos com as suas cunhas.
A vergonha
Tenho seguido nas últimas semanas as notícias acerca do que se tem passado na nossa querida Agência Lusa (se não sabem do que estou a falar procurem no Google que eu tenho mais que fazer).
O que se passa na Agência Lusa, de joelhos perante o poder (quem quer que seja), tem como primeira responsável a Directora de Informação, Deolinda Almeida, velha amiga do Luis Delgado e lá colocada por ele. No entanto, a manipulação e a subserviência vêm de toda a Direcção de Informação e amigos (Rui Moreira, António Bilrero, Matilde Ramalho, entre outros), que andam há anos nesta brincadeira. Quando muda o governo, muda o Director de Informação, mas os restantes membros mantêm-se. Resultado: se o novo Director é seu amigo, mantém-se o status quo; se não é amigo e quer limpar a agência, vê o seu trabalho boicotado sistematicamente por estes incompetentes.
Depois de mais um frete monumental feito pela Direcção da agência ao governo, a história chegou finalmente aos jornais. Isto levou a pedidos de audiência da Directora de Informação e do Conselho de Redacção da agência, depois deste último ter condenado a actuação da primeira. Curiosamente, o PS permitiu que a Directora fosse ouvida no Parlamento, mas rejeitou que o mesmo acontecesse com o CR, que defende os jornalistas da casa e sabe muito bem o que se passa lá dentro.
Mais: perante as críticas que choviam de todo o lado, a Directora pediu um parecer ao Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas. Esse parecer, que chega a insultar o CR da Lusa, é divulgado em cima da audição da Directora no parlamento, e é-lhe obviamente favorável. Outro factor curioso: Óscar Mascarenhas, antigo presidente do Conselho Deontológico e que mantém grande poder nesse órgão até hoje, é actualmente "assessor" da Lusa, lá colocado pelo Luis Delgado, e empocha todos os meses 600 contos sem nunca ter trabalhado fosse o que fosse, pago pelos dinheiros públicos. Outro facto curioso: Óscar Mascarenhas, no dia anterior à emissão do parecer, passou o tempo todo a entrar e a sair do gabinete da Directora, de papel e caneta na mão.
O amiguismo, a corrupção e o favorecimento ao poder ultrapassa tudo o que se imaginava, e chega mesmo ao Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, o que já motivou, e bem, uma chuva de pedidos de desvinculação.
A Lusa é "apenas" a base de toda a informação que nós, enquanto consumidores, temos acesso todos os dias. A maioria do capital é do Estado, ou seja, somos nós que pagamos àquela cambada de parasitas.
A Lusa é uma agência fantástica, com jornalistas bons e com verdadeiro espírito de missão, mas liderados pelos parasitas acima descritos.
O mandato desta Direcção de Informação está a acabar. Estou muito curioso para saber se o PS vai ter a suprema lata de pagar estes favores com mais 3 ou 4 anos de tacho, ou se vai correr com os senhores que compõem aquela Direcção, o seu próprio gabinete de propaganda.
Tenham vergonha na cara, que isto já foi longe demais.
Tenho seguido nas últimas semanas as notícias acerca do que se tem passado na nossa querida Agência Lusa (se não sabem do que estou a falar procurem no Google que eu tenho mais que fazer).
O que se passa na Agência Lusa, de joelhos perante o poder (quem quer que seja), tem como primeira responsável a Directora de Informação, Deolinda Almeida, velha amiga do Luis Delgado e lá colocada por ele. No entanto, a manipulação e a subserviência vêm de toda a Direcção de Informação e amigos (Rui Moreira, António Bilrero, Matilde Ramalho, entre outros), que andam há anos nesta brincadeira. Quando muda o governo, muda o Director de Informação, mas os restantes membros mantêm-se. Resultado: se o novo Director é seu amigo, mantém-se o status quo; se não é amigo e quer limpar a agência, vê o seu trabalho boicotado sistematicamente por estes incompetentes.
Depois de mais um frete monumental feito pela Direcção da agência ao governo, a história chegou finalmente aos jornais. Isto levou a pedidos de audiência da Directora de Informação e do Conselho de Redacção da agência, depois deste último ter condenado a actuação da primeira. Curiosamente, o PS permitiu que a Directora fosse ouvida no Parlamento, mas rejeitou que o mesmo acontecesse com o CR, que defende os jornalistas da casa e sabe muito bem o que se passa lá dentro.
Mais: perante as críticas que choviam de todo o lado, a Directora pediu um parecer ao Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas. Esse parecer, que chega a insultar o CR da Lusa, é divulgado em cima da audição da Directora no parlamento, e é-lhe obviamente favorável. Outro factor curioso: Óscar Mascarenhas, antigo presidente do Conselho Deontológico e que mantém grande poder nesse órgão até hoje, é actualmente "assessor" da Lusa, lá colocado pelo Luis Delgado, e empocha todos os meses 600 contos sem nunca ter trabalhado fosse o que fosse, pago pelos dinheiros públicos. Outro facto curioso: Óscar Mascarenhas, no dia anterior à emissão do parecer, passou o tempo todo a entrar e a sair do gabinete da Directora, de papel e caneta na mão.
O amiguismo, a corrupção e o favorecimento ao poder ultrapassa tudo o que se imaginava, e chega mesmo ao Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, o que já motivou, e bem, uma chuva de pedidos de desvinculação.
A Lusa é "apenas" a base de toda a informação que nós, enquanto consumidores, temos acesso todos os dias. A maioria do capital é do Estado, ou seja, somos nós que pagamos àquela cambada de parasitas.
A Lusa é uma agência fantástica, com jornalistas bons e com verdadeiro espírito de missão, mas liderados pelos parasitas acima descritos.
O mandato desta Direcção de Informação está a acabar. Estou muito curioso para saber se o PS vai ter a suprema lata de pagar estes favores com mais 3 ou 4 anos de tacho, ou se vai correr com os senhores que compõem aquela Direcção, o seu próprio gabinete de propaganda.
Tenham vergonha na cara, que isto já foi longe demais.
Os Cartúnes!!!
Confesso que ainda não percebi o porquê de tanta indignação em torno das caricaturas do Maomé...
Ok! O Maomé é um cartoonista medíocre, mas será caso para andar para aí a incendiar e a partir tudo???
Já alguém viu os "cartoons" do Vasco no Público??? Por acaso alguém foi lá e partiu e deitou fogo à sede do Público???
Pois, se calhar isso é que era serviço público.
Confesso que ainda não percebi o porquê de tanta indignação em torno das caricaturas do Maomé...
Ok! O Maomé é um cartoonista medíocre, mas será caso para andar para aí a incendiar e a partir tudo???
Já alguém viu os "cartoons" do Vasco no Público??? Por acaso alguém foi lá e partiu e deitou fogo à sede do Público???
Pois, se calhar isso é que era serviço público.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006
Isto Leva Jeitos Leva...
"Gripe pode chegar por Sagres"
É por estas e por outras que eu gosto mais da Super Bock!!!
"Gripe pode chegar por Sagres"
É por estas e por outras que eu gosto mais da Super Bock!!!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Santa moça
Paris Hilton pode encarnar Madre Teresa no grande écran.
O realizador indiano T Rajeevnath quer que Paris Hilton seja a estrela de um filme novo sobre a Madre Teresa, depois de ter ficado impressionado pelo facto de a herdeira dos hóteis Hilton ter recusado posar para a revista Playboy.
Eu também fiquei impressionado com o último vídeo da Paris Hilton que apareceu no meu mail, impressionado, principalmente, com a capacidade oral da moça em ajudar os mais necessitados.
Paris Hilton pode encarnar Madre Teresa no grande écran.
O realizador indiano T Rajeevnath quer que Paris Hilton seja a estrela de um filme novo sobre a Madre Teresa, depois de ter ficado impressionado pelo facto de a herdeira dos hóteis Hilton ter recusado posar para a revista Playboy.
Eu também fiquei impressionado com o último vídeo da Paris Hilton que apareceu no meu mail, impressionado, principalmente, com a capacidade oral da moça em ajudar os mais necessitados.
Peço permissão....
....para colocar no tasco o que será eventualmente o post mais longo da sua história. É um excerto de um livro que escrevi há uns anos e que estou a rever, e que realmente ajuda a perceber por que razão nunca serei um autor publicado.
Espero que gostem.
Do vosso,
LB.
Estive o dia inteiro a ver televisão, desde as nove da manhã até agora.
Ouvi também alguma rádio, o que não fazia desde que entrei em casa para não mais sair. Liguei a merda do telefone e fui à Internet, para ler uns jornais. Não sei porquê, mas senti uma necessidade incrível de saber o que vai lá por fora, de sentir o mundo. E o mundo continua na mesma. O mundo está na merda. Mais: o mundo é uma fábrica de merda, e a merda está em todo o lado.
Na televisão continua a febre do Big Brother. Esta noite transmitiram em directo uma festa com os residentes, ou ex-residentes ou lá que bocados de merda todos eles são. Estava lá aquele caralho do apresentador, aquele boneco de cera que será para toda a vida o ex-marido da Bárbara Guimarães que foi trocado pelo ministro panasca. Mais uma peça da máquina de merda. O gajo lá estava, todo janota, “e aqui, em directo da festa do Big Brother, com a presença dos Anjos, Micaela, Tuxa”, e mais não sei quantos zés-ninguém que parece que são agora vedetas. “Estamos agora com imagens da pista de dança, onde estão já presentes algumas das nossas estrelas, o Bruno, a Liliana o....” e disse mais uma série de nomes, os nomes das nossas estrelas. Estrelas?! ESTRELAS, CARALHO?! Mas está tudo grosso, está tudo estúpido, está tudo cego?! Um gajo já não pode virar as costas sem que vá tudo para o caralho?!
Na SIC, que disputa com a TVI o título da maior máquina de merda de Portugal, o incrivelmente merdoso Jorge Gabriel conversava com a inexistente Lili Caneças, que até conseguiu dizer duas palavras seguidas sem se enganar. E o Jorge, o Jorge do “Ponha! Ponha! Calma, João!”, que parece disposto a tirar o título de merdoso-mor ao incrível tirolês Figueiras, dizia “e agora é a decisão pelo qual todo o país anseia, qual dos concorrentes vai ser expulso da casa!”. Mas que merda é este fetiche agora com a puta das casas?! Estamos a brincar aos Famobil ou que merda é esta?! Mais uma peça na fábrica de merda.
A RTP1 estava na banheira, como sempre, obviamente a apanhar uma tareia monumental nas audiências. Mas o que me irrita não é isso, é a merda das audiências que fode tudo e que nos deixou onde estamos. É que a RTP1 estava na mesma merda, com o simpático Baião aos saltos por tudo o que era sítio, o que “é muito diferente das palhaçadas que ele fazia na SIC porque agora está de fato e faz imitações da Broadway”. Broadway?! Mas que caralho quero eu saber da merda da Broadway?! O Cats?! Isso é qualidade?, uma merda lamechas que nunca mais acaba com meia dúzia de castrados vestidos de gato? Que se passa?! Está tudo grosso?! Não, é apenas mais uma peça na fábrica de merda, a Broadway do Baião como o tirolês do Figueiras.
A rádio finge ser diferente, mas a merda está lá, é uma merda diferente, radiofónica, mas continua a ser merda. A notícia do dia é o fascista do Portas a exigir a demissão do governo por causa de uma merda qualquer tão insignificante que daria vontade de rir a qualquer pessoa com meio cérebro. Os Estados Unidos cagaram para o protocolo de Kyoto, o Bush começa finalmente a deixar cair a máscara. O planeta está na merda, o Portas continua a ser uma merda e a merda dos jornalistas continuam a cheirar-lhe o cu e a dar-lhe tempo de antena. A fábrica de merda não pára de produzir, e a merda está em todo o lado.
Restava-me a TV2. Merda. Merda intelectual, a merda que tem vergonha de ser merda e se mascara de caviar. Um programa tão chato que faria adormecer um puto com 10 pastilhas de ecstasy nos cornos. Meia dúzia de betos com os óculos na ponta do nariz dissertam sobre uma merda qualquer, como sempre mais preocupados em falar caro e de maneira imperceptível, para mostrarem os grandes génios de mesa de café que são. Pontuação final: Cagança 20; Tomates 0!
Aqui há uns anos atrás, eu pensava que a situação não podia piorar. Tínhamos o Big Show Sic, o auge da música pimba, a inexplicável Belle Dominique, o suceso do Titanic. Pior seria impossível, pensava eu. A merda estava lá, se calhar como sempre estivera, mas parecia controlada. As pessoas deitavam o olho a toda essa merda, mas tinham ainda qualquer coisa semelhante a vergonha. Agora não. O típico Prudêncio Merdoso perdeu a vergonha na cara. Põem-lhe um microfone nos cornos e ele desembucha tudo, que o seu programa preferido é o Super Pai ou o Médico de Família, que o Zé ou o Manel é que devem sair da casa porque arranjam conflitos, o Toni não deve ser despedido porque é benfiquista de coração e deu-nos o último campeonato, apesar de não conseguir ganhar um jogo nem a uma equipa de cegos paralíticos. Todo o merdas tem opinião, fala com convicção, sabe, é. O chefe de família gosta de ver as notícias enquanto janta, “hoje em dia um homem tem de estar informado”, aldeia global é os tomates!, e vê os títulos do Telejornal enquanto enfarda uma costoleta pela goela abaixo, e pensa que já sabe tudo, é “um cidadão informado” e, como tal, apto a dar qualquer opinião sobre qualquer assunto, qual Nuno Rogeiro de Massamá. Já não há vergonha. A incrível massa de merdosos saíram da toca, estão todos cá fora, viva a liberdade, viva, viva, e vamos ver o Carlos Cruz, o sr. Euro, o sr. Qualidade, o maior merdoso e oportunista que este país já viu e alguma vez verá, o sr. Pseudo-Jornalista-Apresentador-dá-me-dinheiro-e-eu-faço-toda-a-merda-que-quiserem, mas com qualidade, com a merda do selo de qualidade da merda da BBC.
Vi hoje o Top das audiências televisivas. Malucos do Riso, Super Pai, Olhos de Água, um jogo de futebol qualquer, Big Brother (é um especial, aquela merda não acaba nunca). As estrelas aparecem nas revistas. O actor do Médico de Família. A actriz dos Olhos de Água. O irrequieto e intenso Toy. As modelos. Essas são as estrelas, as nossas estrelas, o nosso jet-set lilicanéssico, essas são as vedetas que nos olham de cima a todos, ao povo maravilhado e invejoso. Elas, as estrelas de papel, as peças da máquina de merda, todos os que isso constroem e todos os que essa merda consomem. E olham de cima, as vedetas. Não sabem falar, é certo, mas nós também não sabemos, e percebemos o que dizem, “falam-nos ao coração”. Que lindo. Esse é o nosso jet-set, esses são os nossos opinion-makers, que nos dizem o que fazer, o que ver, o que comprar, o que pensar. O que seria de nós sem eles?
Onde estão os gajos bons. Hã? Não os há? Há, há, tem de haver. Mas onde raio andam eles? O que raio andam eles a fazer? Ah, já sei, escondem-se nas madrugadas do segundo canal dando um lustro ao ego já inchado, sonhando com uma aparição nas Noites Marcianas. Nunca mudarão coisa alguma, nunca chegarão a lado nenhum, e odeio-os tanto como aos outros, talvez mais, porque deviam assumir as suas responsabilidades. Isto não é só ganhar o nobel e dar corda aos sapatos! Adeuzinho, cá vou eu, já empochei a massa e vou meter os pés de molho em Lanzarote. O Saramago é um chato. É um escritor do caralho, atenção, é de facto muito bom. Mas é um chato, é um dos gajos mais chatos que já vi. Quando fala até diz coisas acertadas, vê-se que ele sabe o que se está a passar, se calhar até foi por isso que fez as malas e se pôs na alheta. Mas é um chato. Está demasiado preso à sua pose de Grande Autor Prémio Nóbél para nos valer. Ele, tal como muitos dos gajos bons, tem demasiado a perder em dizer “o rei vai nu”, porque depois quem lhe iria promover os livros? Os gajos bons têm todos demasiado a perder, pelo que não fazem a ponta de um corno. Eu não quero ouvir um gajo inteligente a criticar a fábrica de merda através de uma elaboradíssima e desinteressantíssima teoria sociológica, apoiada em estudos científicos e dourada com uma cobertura artística. Ninguém vai ouvir essa merda, é tempo perdido. A masturbação pode ser muito divertida enquanto se é puto, mas é um bocado triste quando é tudo o que resta a um gajo com idade para ter juízo. E todos os gajos bons não fazem outra coisa senão masturbarem-se com a sua própria inteligência. Batem a pívea, limpam a mão, o seu acto nada fecunda, prossegue o baile, a fábrica de merda não pára. Não quero ouvir um tipo inteligente a desenvolver uma teoria inteligente sobre os malefícios da fábrica de merda. Que se foda tudo isso! Não é preciso sequer propor uma alternativa. Não há alternativa. Pode ser uma crítica vácua, se calhar uma masturbação crítica, mas é necessária. Eu não sou ninguém, não sou um desses génios que ganham prémios e maravilham mulheres de meia idade. Mas a fábrica de merda incomoda-me, e é preciso que alguém o diga, que isto está mal, que estamos todos mortos, acabados, emerdados. Se calhar não é preciso sequer que seja um desses gajos bons, mas esses teriam mais credibilidade para o fazer. Mas não com teorias que ninguém tem paciência para ouvir. É mais simples e mais eloquente que isso: é preciso apenas que digam a merda que tudo isto é, que tenham os tomates para olhar o Jorge Gabriel de frente e dizer- VAI PARA O CARALHO QUE TE FODA! Alternativas?, que se foda! Explicações?, que se foda! Credibilidade?, que se foda! Andam todos caladinhos por causa do supositório da merda da coerência e da objectividade. Que se fodam ambas, a coerência morreu e a objectividade nunca existiu. Só gostava que houvesse tomates. Somos uma nação de capados, a chafurdar na merda até às orelhas.
....para colocar no tasco o que será eventualmente o post mais longo da sua história. É um excerto de um livro que escrevi há uns anos e que estou a rever, e que realmente ajuda a perceber por que razão nunca serei um autor publicado.
Espero que gostem.
Do vosso,
LB.
Estive o dia inteiro a ver televisão, desde as nove da manhã até agora.
Ouvi também alguma rádio, o que não fazia desde que entrei em casa para não mais sair. Liguei a merda do telefone e fui à Internet, para ler uns jornais. Não sei porquê, mas senti uma necessidade incrível de saber o que vai lá por fora, de sentir o mundo. E o mundo continua na mesma. O mundo está na merda. Mais: o mundo é uma fábrica de merda, e a merda está em todo o lado.
Na televisão continua a febre do Big Brother. Esta noite transmitiram em directo uma festa com os residentes, ou ex-residentes ou lá que bocados de merda todos eles são. Estava lá aquele caralho do apresentador, aquele boneco de cera que será para toda a vida o ex-marido da Bárbara Guimarães que foi trocado pelo ministro panasca. Mais uma peça da máquina de merda. O gajo lá estava, todo janota, “e aqui, em directo da festa do Big Brother, com a presença dos Anjos, Micaela, Tuxa”, e mais não sei quantos zés-ninguém que parece que são agora vedetas. “Estamos agora com imagens da pista de dança, onde estão já presentes algumas das nossas estrelas, o Bruno, a Liliana o....” e disse mais uma série de nomes, os nomes das nossas estrelas. Estrelas?! ESTRELAS, CARALHO?! Mas está tudo grosso, está tudo estúpido, está tudo cego?! Um gajo já não pode virar as costas sem que vá tudo para o caralho?!
Na SIC, que disputa com a TVI o título da maior máquina de merda de Portugal, o incrivelmente merdoso Jorge Gabriel conversava com a inexistente Lili Caneças, que até conseguiu dizer duas palavras seguidas sem se enganar. E o Jorge, o Jorge do “Ponha! Ponha! Calma, João!”, que parece disposto a tirar o título de merdoso-mor ao incrível tirolês Figueiras, dizia “e agora é a decisão pelo qual todo o país anseia, qual dos concorrentes vai ser expulso da casa!”. Mas que merda é este fetiche agora com a puta das casas?! Estamos a brincar aos Famobil ou que merda é esta?! Mais uma peça na fábrica de merda.
A RTP1 estava na banheira, como sempre, obviamente a apanhar uma tareia monumental nas audiências. Mas o que me irrita não é isso, é a merda das audiências que fode tudo e que nos deixou onde estamos. É que a RTP1 estava na mesma merda, com o simpático Baião aos saltos por tudo o que era sítio, o que “é muito diferente das palhaçadas que ele fazia na SIC porque agora está de fato e faz imitações da Broadway”. Broadway?! Mas que caralho quero eu saber da merda da Broadway?! O Cats?! Isso é qualidade?, uma merda lamechas que nunca mais acaba com meia dúzia de castrados vestidos de gato? Que se passa?! Está tudo grosso?! Não, é apenas mais uma peça na fábrica de merda, a Broadway do Baião como o tirolês do Figueiras.
A rádio finge ser diferente, mas a merda está lá, é uma merda diferente, radiofónica, mas continua a ser merda. A notícia do dia é o fascista do Portas a exigir a demissão do governo por causa de uma merda qualquer tão insignificante que daria vontade de rir a qualquer pessoa com meio cérebro. Os Estados Unidos cagaram para o protocolo de Kyoto, o Bush começa finalmente a deixar cair a máscara. O planeta está na merda, o Portas continua a ser uma merda e a merda dos jornalistas continuam a cheirar-lhe o cu e a dar-lhe tempo de antena. A fábrica de merda não pára de produzir, e a merda está em todo o lado.
Restava-me a TV2. Merda. Merda intelectual, a merda que tem vergonha de ser merda e se mascara de caviar. Um programa tão chato que faria adormecer um puto com 10 pastilhas de ecstasy nos cornos. Meia dúzia de betos com os óculos na ponta do nariz dissertam sobre uma merda qualquer, como sempre mais preocupados em falar caro e de maneira imperceptível, para mostrarem os grandes génios de mesa de café que são. Pontuação final: Cagança 20; Tomates 0!
Aqui há uns anos atrás, eu pensava que a situação não podia piorar. Tínhamos o Big Show Sic, o auge da música pimba, a inexplicável Belle Dominique, o suceso do Titanic. Pior seria impossível, pensava eu. A merda estava lá, se calhar como sempre estivera, mas parecia controlada. As pessoas deitavam o olho a toda essa merda, mas tinham ainda qualquer coisa semelhante a vergonha. Agora não. O típico Prudêncio Merdoso perdeu a vergonha na cara. Põem-lhe um microfone nos cornos e ele desembucha tudo, que o seu programa preferido é o Super Pai ou o Médico de Família, que o Zé ou o Manel é que devem sair da casa porque arranjam conflitos, o Toni não deve ser despedido porque é benfiquista de coração e deu-nos o último campeonato, apesar de não conseguir ganhar um jogo nem a uma equipa de cegos paralíticos. Todo o merdas tem opinião, fala com convicção, sabe, é. O chefe de família gosta de ver as notícias enquanto janta, “hoje em dia um homem tem de estar informado”, aldeia global é os tomates!, e vê os títulos do Telejornal enquanto enfarda uma costoleta pela goela abaixo, e pensa que já sabe tudo, é “um cidadão informado” e, como tal, apto a dar qualquer opinião sobre qualquer assunto, qual Nuno Rogeiro de Massamá. Já não há vergonha. A incrível massa de merdosos saíram da toca, estão todos cá fora, viva a liberdade, viva, viva, e vamos ver o Carlos Cruz, o sr. Euro, o sr. Qualidade, o maior merdoso e oportunista que este país já viu e alguma vez verá, o sr. Pseudo-Jornalista-Apresentador-dá-me-dinheiro-e-eu-faço-toda-a-merda-que-quiserem, mas com qualidade, com a merda do selo de qualidade da merda da BBC.
Vi hoje o Top das audiências televisivas. Malucos do Riso, Super Pai, Olhos de Água, um jogo de futebol qualquer, Big Brother (é um especial, aquela merda não acaba nunca). As estrelas aparecem nas revistas. O actor do Médico de Família. A actriz dos Olhos de Água. O irrequieto e intenso Toy. As modelos. Essas são as estrelas, as nossas estrelas, o nosso jet-set lilicanéssico, essas são as vedetas que nos olham de cima a todos, ao povo maravilhado e invejoso. Elas, as estrelas de papel, as peças da máquina de merda, todos os que isso constroem e todos os que essa merda consomem. E olham de cima, as vedetas. Não sabem falar, é certo, mas nós também não sabemos, e percebemos o que dizem, “falam-nos ao coração”. Que lindo. Esse é o nosso jet-set, esses são os nossos opinion-makers, que nos dizem o que fazer, o que ver, o que comprar, o que pensar. O que seria de nós sem eles?
Onde estão os gajos bons. Hã? Não os há? Há, há, tem de haver. Mas onde raio andam eles? O que raio andam eles a fazer? Ah, já sei, escondem-se nas madrugadas do segundo canal dando um lustro ao ego já inchado, sonhando com uma aparição nas Noites Marcianas. Nunca mudarão coisa alguma, nunca chegarão a lado nenhum, e odeio-os tanto como aos outros, talvez mais, porque deviam assumir as suas responsabilidades. Isto não é só ganhar o nobel e dar corda aos sapatos! Adeuzinho, cá vou eu, já empochei a massa e vou meter os pés de molho em Lanzarote. O Saramago é um chato. É um escritor do caralho, atenção, é de facto muito bom. Mas é um chato, é um dos gajos mais chatos que já vi. Quando fala até diz coisas acertadas, vê-se que ele sabe o que se está a passar, se calhar até foi por isso que fez as malas e se pôs na alheta. Mas é um chato. Está demasiado preso à sua pose de Grande Autor Prémio Nóbél para nos valer. Ele, tal como muitos dos gajos bons, tem demasiado a perder em dizer “o rei vai nu”, porque depois quem lhe iria promover os livros? Os gajos bons têm todos demasiado a perder, pelo que não fazem a ponta de um corno. Eu não quero ouvir um gajo inteligente a criticar a fábrica de merda através de uma elaboradíssima e desinteressantíssima teoria sociológica, apoiada em estudos científicos e dourada com uma cobertura artística. Ninguém vai ouvir essa merda, é tempo perdido. A masturbação pode ser muito divertida enquanto se é puto, mas é um bocado triste quando é tudo o que resta a um gajo com idade para ter juízo. E todos os gajos bons não fazem outra coisa senão masturbarem-se com a sua própria inteligência. Batem a pívea, limpam a mão, o seu acto nada fecunda, prossegue o baile, a fábrica de merda não pára. Não quero ouvir um tipo inteligente a desenvolver uma teoria inteligente sobre os malefícios da fábrica de merda. Que se foda tudo isso! Não é preciso sequer propor uma alternativa. Não há alternativa. Pode ser uma crítica vácua, se calhar uma masturbação crítica, mas é necessária. Eu não sou ninguém, não sou um desses génios que ganham prémios e maravilham mulheres de meia idade. Mas a fábrica de merda incomoda-me, e é preciso que alguém o diga, que isto está mal, que estamos todos mortos, acabados, emerdados. Se calhar não é preciso sequer que seja um desses gajos bons, mas esses teriam mais credibilidade para o fazer. Mas não com teorias que ninguém tem paciência para ouvir. É mais simples e mais eloquente que isso: é preciso apenas que digam a merda que tudo isto é, que tenham os tomates para olhar o Jorge Gabriel de frente e dizer- VAI PARA O CARALHO QUE TE FODA! Alternativas?, que se foda! Explicações?, que se foda! Credibilidade?, que se foda! Andam todos caladinhos por causa do supositório da merda da coerência e da objectividade. Que se fodam ambas, a coerência morreu e a objectividade nunca existiu. Só gostava que houvesse tomates. Somos uma nação de capados, a chafurdar na merda até às orelhas.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Mais Maomé Prá Carola
A direcção do Tasco, na minha pessoa, descobriu agora mesmo que o nosso muy crido Olhe Que Não tem uma posta similar à que vides abaixo. Mais! Teve o desplante de o ter escrito antes de mim. Assim sendo, peço desculpa pelo cromo repetido, mas fico sinceramente feliz por haver mentes tão retorcidas como a do que aqui se penitencia, que vê uma rasante piada sexual em tudo o que mexe ou nem por isso.
A direcção do Tasco, na minha pessoa, descobriu agora mesmo que o nosso muy crido Olhe Que Não tem uma posta similar à que vides abaixo. Mais! Teve o desplante de o ter escrito antes de mim. Assim sendo, peço desculpa pelo cromo repetido, mas fico sinceramente feliz por haver mentes tão retorcidas como a do que aqui se penitencia, que vê uma rasante piada sexual em tudo o que mexe ou nem por isso.
Ainda Maomé
Pessoalmente não me vejo sendo islamita. É assim uma coisa que a modos que não me desperta. E depois há uma ou outra coisa que acho que abala os fundamentos do Islão. O Sr. Maomé não gosta que lhe tirem fotografias, diz que é uma coisa que a modos que também não o desperta. Das duas três, ou é tímido, o que de alguma forma explicaria a abundância de virgens por terras de Alá, ou é feio como o catano. Ora se o homem é unha com carne com o Sr. Deus, seria de esperar que fosse melhor considerado por Este. Infiéis 1 - Monhés 0.
Quanto ao choque de civilizações, estou convencido que o pior ainda está por vir. Se os tipos fizeram um festival à volta de uns cartoons, como é que vai ser quando descobrirem que temos um provérbio que professa que 'se Maomé não vai à Montanha, vai a Montanha a Maomé'. Há aqui uma certa polivalência sexual que o Corão deixou escapar. Pior, além desta ligeireza procriativa, é saber-se que depois 'a Montanha pariu um rato'.
Aí sim, valha-nos Deus.
Pessoalmente não me vejo sendo islamita. É assim uma coisa que a modos que não me desperta. E depois há uma ou outra coisa que acho que abala os fundamentos do Islão. O Sr. Maomé não gosta que lhe tirem fotografias, diz que é uma coisa que a modos que também não o desperta. Das duas três, ou é tímido, o que de alguma forma explicaria a abundância de virgens por terras de Alá, ou é feio como o catano. Ora se o homem é unha com carne com o Sr. Deus, seria de esperar que fosse melhor considerado por Este. Infiéis 1 - Monhés 0.
Quanto ao choque de civilizações, estou convencido que o pior ainda está por vir. Se os tipos fizeram um festival à volta de uns cartoons, como é que vai ser quando descobrirem que temos um provérbio que professa que 'se Maomé não vai à Montanha, vai a Montanha a Maomé'. Há aqui uma certa polivalência sexual que o Corão deixou escapar. Pior, além desta ligeireza procriativa, é saber-se que depois 'a Montanha pariu um rato'.
Aí sim, valha-nos Deus.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006
E assim, de repente, acabaram-se os problemas do mundo...
Scarllet Johansson e Keyra Knightley nuas na capa da Vanity Fair
Scarllet Johansson e Keyra Knightley nuas na capa da Vanity Fair
terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
A Revolta Silenciada
Antes que essa corja de pintelhos revolucionários tome conta do tasco, eu sei que agora é só o bastardo, mas essas ideias esquisitas tomam conta das pessoas mais rápido do que dizer "hasta la victoria siempre", o sistema decidiu incluir os links sugeridos pelo sr Little.
Não porque o sistema se sentiu, de alguma forma, ameaçado mas simplesmente porque lhe apeteceu. Porque o sistema cuida dos seus e sabe o que é melhor para eles. Como prova disso o sistema decidiu mandar o cabecilha da revolução para umas fériazinhas numa comunidade vegan, onde fará uma desintoxicação total de substâncias malucas e comerá ervazinha todos os dias.
Temos a certeza que o bastardo virá com ideias renovadas e sem pensamentos esquisitos!
Antes que essa corja de pintelhos revolucionários tome conta do tasco, eu sei que agora é só o bastardo, mas essas ideias esquisitas tomam conta das pessoas mais rápido do que dizer "hasta la victoria siempre", o sistema decidiu incluir os links sugeridos pelo sr Little.
Não porque o sistema se sentiu, de alguma forma, ameaçado mas simplesmente porque lhe apeteceu. Porque o sistema cuida dos seus e sabe o que é melhor para eles. Como prova disso o sistema decidiu mandar o cabecilha da revolução para umas fériazinhas numa comunidade vegan, onde fará uma desintoxicação total de substâncias malucas e comerá ervazinha todos os dias.
Temos a certeza que o bastardo virá com ideias renovadas e sem pensamentos esquisitos!
A Revolta no Vodka
Meus amigos, eu esperava que isto não chegasse a este ponto, mas está na hora de dizer basta.
Basta!
Reparei que têm aparecido nesta página alguns links para certos blogs semi-televisivos, do Bruno Nogueira, do Pedro Ribeiro e de um tal de Markl. Não que eu tenha alguma coisa contra estes senhores, (excepto o último, cujo mérito eu reconheço mas que me irrita um bocadinho), mas para um blog que, em termos de updates, parou no século XX, tanta mudança cheira-me a esturro.
Cheira-me a golpe palaciano, mas é!
E eu não o vou permitir!
Eu sou o Manuel Alegre deste blog!
Eu não sei mexer nestas coisas, meter e tirar links, e arranjar as coisas para ficarem mais bonitas. Eu estou fora do sistema, e vocês, sim vocês, são o sistema! Têm o poder e a sabedoria para o fazer, mas talvez o status quo esteja demasiado confortável para que o abanem um pouco.
Mas a mim ninguém me cala!
Exijo que coloquem neste tasco os links para os ovnis do cigano mágico, do Garfanho e do Andrade.
Se não o fizerem, sofram as consequências.
Isto não é o homem que mordeu o Markl! (Mas se o conhecerem paguem-lhe um copo por mim).
Se querem pôr links da TV ou que eu me ausente para que aprovem um orçamentozito, tá bem, mas eu ainda pertenço a este partido, aaaa....., a este blog!
A Blogosfera não é dos partidos! A Sociedade Civil está comigo!
Eu e o meu amigo Che queremos os links do cigano, do andrade e do garfanho.
É só isto.
Será pedir muito, meus amigos? Ou querem que eu me desbronque e conte tudo sobre as noites que perdemos na Ginjinha e os dias em que adormecemos no Parlamento, quando devíamos estar a servir abnegadamente a população consumidora de blogs?
Pensem nisto.
Do vosso
Manuel Little Bastard Alegre.
Meus amigos, eu esperava que isto não chegasse a este ponto, mas está na hora de dizer basta.
Basta!
Reparei que têm aparecido nesta página alguns links para certos blogs semi-televisivos, do Bruno Nogueira, do Pedro Ribeiro e de um tal de Markl. Não que eu tenha alguma coisa contra estes senhores, (excepto o último, cujo mérito eu reconheço mas que me irrita um bocadinho), mas para um blog que, em termos de updates, parou no século XX, tanta mudança cheira-me a esturro.
Cheira-me a golpe palaciano, mas é!
E eu não o vou permitir!
Eu sou o Manuel Alegre deste blog!
Eu não sei mexer nestas coisas, meter e tirar links, e arranjar as coisas para ficarem mais bonitas. Eu estou fora do sistema, e vocês, sim vocês, são o sistema! Têm o poder e a sabedoria para o fazer, mas talvez o status quo esteja demasiado confortável para que o abanem um pouco.
Mas a mim ninguém me cala!
Exijo que coloquem neste tasco os links para os ovnis do cigano mágico, do Garfanho e do Andrade.
Se não o fizerem, sofram as consequências.
Isto não é o homem que mordeu o Markl! (Mas se o conhecerem paguem-lhe um copo por mim).
Se querem pôr links da TV ou que eu me ausente para que aprovem um orçamentozito, tá bem, mas eu ainda pertenço a este partido, aaaa....., a este blog!
A Blogosfera não é dos partidos! A Sociedade Civil está comigo!
Eu e o meu amigo Che queremos os links do cigano, do andrade e do garfanho.
É só isto.
Será pedir muito, meus amigos? Ou querem que eu me desbronque e conte tudo sobre as noites que perdemos na Ginjinha e os dias em que adormecemos no Parlamento, quando devíamos estar a servir abnegadamente a população consumidora de blogs?
Pensem nisto.
Do vosso
Manuel Little Bastard Alegre.
Lauro Atónito Apresenta.........
....”Match Point” de Woody Allen.
Fui vê-lo ontem, depois de na sessão das 21h30 de terça-feira me ter deparado com uma fila gigantesca no cinema do Saldanha. Crise? Pois, tá bem....
Na sessão das 00h30, a única hora aceitável para ver cinema, a sala estava (graças a deus) quase vazia. Infelizmente, atrás de mim ficou um grupo de putos que passou o filme todo a falar e a rir a despropósito. (Nota: não é por ser um filme do Woody Allen que tem que se rir, sobretudo do princípio ao fim, sobretudo a despropósito, sobretudo quando o filme não é uma comédia).
Adiante.
Não vou falar muito do filme para não o estragar a quem ainda não o viu.
Basta-me dizer que o Woody Allen me surpreendeu, pela primeira vez em mais de 10 anos, e isso não é pouco.
Vai haver sempre a discussão sobre se é um filme “dele”, ou apenas um filme feito por ele que poderia ser feito por outro.
Não sei, mas claramente não é um filme típico do Woody Allen. E isso, juntamente com o facto de não ter lido nada sobre o filme antes de o ver, surpreendeu-me completamente.
Eu sou daqueles fãs que do Woody Allen gosta sobretudo das comédias (especialmente as completamente estúpidas dos primeiros tempos, Bananas, Nem guerra nem paz, etc), que fica sempre insatisfeito quando ele não protagoniza os filmes, que adora o Annie Hall e o Manhatan, enfim, que gosta dos filmes dele mesmo que sejam sempre falsos ligeiros.
Este não é nada disso.
Não é ligeiro, não é uma comédia (embora alguns ilmunidados digam que sim), não nos deixa no fim aquele sentimento de contentamento divertido e relaxado.
A história é surpreendente (para mim foi), e isso deixou-me de rastos. O jazz dixie foi substituído pela ópera, Nova Iorque por Londres, e sobretudo esta última questão deixou-me algo insatisfeito. Allen é Nova Iorque, e vice-versa, mas o mercado obriga a estes contorcionismos. Enquanto fã, tenho pena, porque Woody Allen em Londres é como comer cosido à portuguesa no Alasca.
A Scarlett Johanson continua gira comó caraças e continua, na minha modesta opinião, a ser uma actriz francamente limitada.
Tudo está bem feito, a música, a fotografia, as interpretações, o argumento, tudo, mas algo está errado.
É um filme sobre as armadilhas em que nos metemos sem sabermos bem como, sobre a disputa entre o sonho e a realidade, a tusa e o amor, a paixão e o casamento. Nada de novo aqui, portanto, e ainda assim a história vai para onde nunca Woody Allen tinha ido, e isso chocou-me, porque não estava nada à espera.
Não digo mais para não estragar a quem não viu. Vão ver, sobretudo se seguem a obra do senhor, mas não leiam nada antes nem deixem que vos contem seja o que for.
À saída do cinema, perguntaram-me se tinha gostado.
“Ainda não sei. Ainda estou em choque”, respondi.
Ou seja, ao fim de uma data de anos a fazer filmes “fixes”, Allen arrisca.
E isso deve fazer-nos ir às salas (sempre depois da meia noite e sem risadas idiotas, por favor).
....”Match Point” de Woody Allen.
Fui vê-lo ontem, depois de na sessão das 21h30 de terça-feira me ter deparado com uma fila gigantesca no cinema do Saldanha. Crise? Pois, tá bem....
Na sessão das 00h30, a única hora aceitável para ver cinema, a sala estava (graças a deus) quase vazia. Infelizmente, atrás de mim ficou um grupo de putos que passou o filme todo a falar e a rir a despropósito. (Nota: não é por ser um filme do Woody Allen que tem que se rir, sobretudo do princípio ao fim, sobretudo a despropósito, sobretudo quando o filme não é uma comédia).
Adiante.
Não vou falar muito do filme para não o estragar a quem ainda não o viu.
Basta-me dizer que o Woody Allen me surpreendeu, pela primeira vez em mais de 10 anos, e isso não é pouco.
Vai haver sempre a discussão sobre se é um filme “dele”, ou apenas um filme feito por ele que poderia ser feito por outro.
Não sei, mas claramente não é um filme típico do Woody Allen. E isso, juntamente com o facto de não ter lido nada sobre o filme antes de o ver, surpreendeu-me completamente.
Eu sou daqueles fãs que do Woody Allen gosta sobretudo das comédias (especialmente as completamente estúpidas dos primeiros tempos, Bananas, Nem guerra nem paz, etc), que fica sempre insatisfeito quando ele não protagoniza os filmes, que adora o Annie Hall e o Manhatan, enfim, que gosta dos filmes dele mesmo que sejam sempre falsos ligeiros.
Este não é nada disso.
Não é ligeiro, não é uma comédia (embora alguns ilmunidados digam que sim), não nos deixa no fim aquele sentimento de contentamento divertido e relaxado.
A história é surpreendente (para mim foi), e isso deixou-me de rastos. O jazz dixie foi substituído pela ópera, Nova Iorque por Londres, e sobretudo esta última questão deixou-me algo insatisfeito. Allen é Nova Iorque, e vice-versa, mas o mercado obriga a estes contorcionismos. Enquanto fã, tenho pena, porque Woody Allen em Londres é como comer cosido à portuguesa no Alasca.
A Scarlett Johanson continua gira comó caraças e continua, na minha modesta opinião, a ser uma actriz francamente limitada.
Tudo está bem feito, a música, a fotografia, as interpretações, o argumento, tudo, mas algo está errado.
É um filme sobre as armadilhas em que nos metemos sem sabermos bem como, sobre a disputa entre o sonho e a realidade, a tusa e o amor, a paixão e o casamento. Nada de novo aqui, portanto, e ainda assim a história vai para onde nunca Woody Allen tinha ido, e isso chocou-me, porque não estava nada à espera.
Não digo mais para não estragar a quem não viu. Vão ver, sobretudo se seguem a obra do senhor, mas não leiam nada antes nem deixem que vos contem seja o que for.
À saída do cinema, perguntaram-me se tinha gostado.
“Ainda não sei. Ainda estou em choque”, respondi.
Ou seja, ao fim de uma data de anos a fazer filmes “fixes”, Allen arrisca.
E isso deve fazer-nos ir às salas (sempre depois da meia noite e sem risadas idiotas, por favor).
Subscrever:
Mensagens (Atom)





