Linhas tortas
Eu sei, eu sei que é um bocado bater no ceguinho, mas não resisti. Bora lá mais uma vez.
"A questão é demasiado complexa para afirmações positivas ou negativas instantâneas. Como dizia Huntington, mais do que ter uma (e uma chega!) ou mais armas de destruição , o fundamental é possuir os meios, as técnicas, e a vontade para as refabricar. As armas de destruição maciça não se desinventam, uma vez passado esse limiar, e Saddam fê-lo.
Teve o que merecia".
Luis Delgado, in Diário de Notícias.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2004
Garotices
"Marcelo no lugar de Vitorino....e Jardim deve render Mota Amaral", reza a manchete do pasquim semanal.
Jardim veio dizer que nunca pôs os pés no Parlamento e não o pretende fazer, o que não deixa de ser um alívio.
Marcelo Rebelo de Sousa, no Domingo, disse apenas que há pessoas muito nervosas dentro do PSD e que aquele artigo era "coisa de miúdos".
Com esta classificação e uma manchete (mais uma) desmentida em tempo record, bastou-me para perceber que falava do Expresso, e sem ter de matar quatro árvores por edição.
"Marcelo no lugar de Vitorino....e Jardim deve render Mota Amaral", reza a manchete do pasquim semanal.
Jardim veio dizer que nunca pôs os pés no Parlamento e não o pretende fazer, o que não deixa de ser um alívio.
Marcelo Rebelo de Sousa, no Domingo, disse apenas que há pessoas muito nervosas dentro do PSD e que aquele artigo era "coisa de miúdos".
Com esta classificação e uma manchete (mais uma) desmentida em tempo record, bastou-me para perceber que falava do Expresso, e sem ter de matar quatro árvores por edição.
Cantas bem......
Vamos subir o nível deste tasco e falar de uma coisa, não necessariamente séria, mas pertinente: a presença da música portuguesa na rádio.
O movimento dos artistas que choramingam por tempo de antena irrita-me um bocado, sobretudo porque entre os maiores activistas estão pessoas como o João Gil, o Olavo Bilac e o Rui Veloso. Mas alguma coisa se passa.
Segundo dados hoje divulgados, das 30 músicas que mais passaram nas rádios portuguesas, apenas cinco são de autores lusos, e duas delas dos irritantes Cabeças no Ar, os Rio Grande 2, ou os Resistência em versão velha.
Por outro lado, entre os 30 álbuns mais vendidos, há 13 portugueses, quase metade.
Ou seja, a malta até gosta e até compra, mas as rádios estão-se bem cagando para isso e toma lá estranjas.
Eu ouço mais música estrangeira que portuguesa, e também odeio o David Fonseca, mais as suas fotos com gatinhos. O que é importante não é a bandeira, é ser música de jeito.
Deixo-vos o Top 3 das músicas mais passadas pelas rádios portuguesas em 2003. Bom proveito.
1- "Feel"- Robbie Williams (blahg!)
2- "Can´t stop loving you"- Phil Collins (blahg....ptui...aarrrrrrrrrr...snif)
3- Skin on skin- Sarah Connor (Hã? A do Terminator?!)
Vamos subir o nível deste tasco e falar de uma coisa, não necessariamente séria, mas pertinente: a presença da música portuguesa na rádio.
O movimento dos artistas que choramingam por tempo de antena irrita-me um bocado, sobretudo porque entre os maiores activistas estão pessoas como o João Gil, o Olavo Bilac e o Rui Veloso. Mas alguma coisa se passa.
Segundo dados hoje divulgados, das 30 músicas que mais passaram nas rádios portuguesas, apenas cinco são de autores lusos, e duas delas dos irritantes Cabeças no Ar, os Rio Grande 2, ou os Resistência em versão velha.
Por outro lado, entre os 30 álbuns mais vendidos, há 13 portugueses, quase metade.
Ou seja, a malta até gosta e até compra, mas as rádios estão-se bem cagando para isso e toma lá estranjas.
Eu ouço mais música estrangeira que portuguesa, e também odeio o David Fonseca, mais as suas fotos com gatinhos. O que é importante não é a bandeira, é ser música de jeito.
Deixo-vos o Top 3 das músicas mais passadas pelas rádios portuguesas em 2003. Bom proveito.
1- "Feel"- Robbie Williams (blahg!)
2- "Can´t stop loving you"- Phil Collins (blahg....ptui...aarrrrrrrrrr...snif)
3- Skin on skin- Sarah Connor (Hã? A do Terminator?!)
Prémio Assim Tá Bem
Abolição do trabalho infantil pode ter vantagens económicas.
Ah! Então 'bora aboli-lo!
Abolição do trabalho infantil pode ter vantagens económicas.
Ah! Então 'bora aboli-lo!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2004
O Major na rede
Valentim Loureiro, revelou hoje que teve de comprar um computador com ligação à Internet para assegurar a companhia dos 11 netos na tradicional reunião familiar em sua casa às sextas-feiras.
"Os meus netos não queriam ir à minha casa porque eu não tinha computador", disse Valentim Loureiro no encerramento de um seminário.
Valentim Loureiro, que é presidente da Câmara de Gondomar e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, reconheceu que é "um zero em computadores" e que não é aos 65 anos que quer aprender informática, mas sublinhou a importância que atribuiu ao conhecimento e, sobretudo, à correcta aplicação das novas tecnologias
Com tantos cargos, não é só em computadores que o Major é um "zero à esquerda". E se eu fosse sobrinho dele, também não queria ir a sua casa, com computador ou sem ele.
Valentim Loureiro, revelou hoje que teve de comprar um computador com ligação à Internet para assegurar a companhia dos 11 netos na tradicional reunião familiar em sua casa às sextas-feiras.
"Os meus netos não queriam ir à minha casa porque eu não tinha computador", disse Valentim Loureiro no encerramento de um seminário.
Valentim Loureiro, que é presidente da Câmara de Gondomar e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, reconheceu que é "um zero em computadores" e que não é aos 65 anos que quer aprender informática, mas sublinhou a importância que atribuiu ao conhecimento e, sobretudo, à correcta aplicação das novas tecnologias
Com tantos cargos, não é só em computadores que o Major é um "zero à esquerda". E se eu fosse sobrinho dele, também não queria ir a sua casa, com computador ou sem ele.
Sorriso de orelha a orelha
Não, não tive a mesma sorte que o Professor Mamádu: "Pixies anunciam oficialmente o seu regresso".
Não, não tive a mesma sorte que o Professor Mamádu: "Pixies anunciam oficialmente o seu regresso".
É vidente, mente III
Reparo ainda, na rua, em alguns cartazes com o semblante do Sô Zé. Para os mais distraídos, o Sô Zé é uma figura mítica que emergia da savana à entrada do Tribunal de Monsanto, durante o Caso Moderna.
Voltando ao cartaz, eis que por baixo da imagem do agora vidente, subscreve com um "sem comentários".
Este homem é certamente incompetente. Ora se escreve "sem comentários", devia ter previsto que afinal sempre viria a existir um comentário escrito logo a seguir: "Grande Mestre Vidente".
Para um mestre do oculto é péssima publicidade.
Reparo ainda, na rua, em alguns cartazes com o semblante do Sô Zé. Para os mais distraídos, o Sô Zé é uma figura mítica que emergia da savana à entrada do Tribunal de Monsanto, durante o Caso Moderna.
Voltando ao cartaz, eis que por baixo da imagem do agora vidente, subscreve com um "sem comentários".
Este homem é certamente incompetente. Ora se escreve "sem comentários", devia ter previsto que afinal sempre viria a existir um comentário escrito logo a seguir: "Grande Mestre Vidente".
Para um mestre do oculto é péssima publicidade.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2004
Finalmente!
A Inspecção Geral das Actividades Económicas anunciou hoje a apreensão de 10.350 bonés, de marcas tão conhecidas como Tommy Hillfinger e Mayor League of Baseball (é mesmo assim, são feitos na mesma fábrica que as calças Lewis e os ténis Reetruck).
Depois de dois anos a fazer merda, o Governo assume finalmente que já só anda aqui a apanhar bonés.
A Inspecção Geral das Actividades Económicas anunciou hoje a apreensão de 10.350 bonés, de marcas tão conhecidas como Tommy Hillfinger e Mayor League of Baseball (é mesmo assim, são feitos na mesma fábrica que as calças Lewis e os ténis Reetruck).
Depois de dois anos a fazer merda, o Governo assume finalmente que já só anda aqui a apanhar bonés.
O bacalhau quer alho
A Associação dos Industriais do Bacalhau (AIB) manifestou hoje o seu "profundo desagrado" por não ter sido convidada a integrar a comitiva de empresários que o Presidente da República levou consigo na visita de Estado à Noruega.
Afinal o bacalhau não quer só alho, também gosta de viagens.
Em protesto, prevêm-se engarrafamentos na Rua do Arsenal.
A Associação dos Industriais do Bacalhau (AIB) manifestou hoje o seu "profundo desagrado" por não ter sido convidada a integrar a comitiva de empresários que o Presidente da República levou consigo na visita de Estado à Noruega.
Afinal o bacalhau não quer só alho, também gosta de viagens.
Em protesto, prevêm-se engarrafamentos na Rua do Arsenal.
Um dia solarengo
Permitam-me que exponha o seguinte pensamento: Sendo que o meu orgão sexual, apesar de fazer algumas pessoas felizes - mais que não seja eu próprio -, não é um instrumento reconhecido de felicidade comunitária, qual a razão que sustenta a frase "Está um dia do caralho!"? Estará o pénis para os dias solarengos como os dias de chuva estão para "Um dia da pachacha"?
Era bom pararmos para pensar nisto.
Permitam-me que exponha o seguinte pensamento: Sendo que o meu orgão sexual, apesar de fazer algumas pessoas felizes - mais que não seja eu próprio -, não é um instrumento reconhecido de felicidade comunitária, qual a razão que sustenta a frase "Está um dia do caralho!"? Estará o pénis para os dias solarengos como os dias de chuva estão para "Um dia da pachacha"?
Era bom pararmos para pensar nisto.
Vodka Laranja
"António Vitorino é dos poucos políticos portugueses que é entrevistado quase sem contraditório, mas de forma reverencial pelos jornalistas. Ele pode expor o que quiser, controlar todos os temas e ouvir dos jornalistas elogios rasgados em plena entrevista. Não é novo, já é habitual, mas não deixa de ser interessante…".
Pacheco Pereira tem enorme gosto em rasgar parolas unanimidades.
Está explicada a dificuldade que tenho em detestá-lo.
"António Vitorino é dos poucos políticos portugueses que é entrevistado quase sem contraditório, mas de forma reverencial pelos jornalistas. Ele pode expor o que quiser, controlar todos os temas e ouvir dos jornalistas elogios rasgados em plena entrevista. Não é novo, já é habitual, mas não deixa de ser interessante…".
Pacheco Pereira tem enorme gosto em rasgar parolas unanimidades.
Está explicada a dificuldade que tenho em detestá-lo.
Aproveitar o embalo
A maltosa da Nasa amanhou um esquema e consegui arranjar o problemas informático de que padecia o robô Spirit, em Marte.
Já que vão de caminho, podiam dar-me um jeitinho e tentar perceber porque razão o meu Photoshop deixou de funcionar, o meu disco externo usb 2 não marcha, a placa firewire também, e porque tendo 1 Gb de memória o computador se comporta como um autêntico chasso.
Se acham que é uma tarefa pouco interplanetária, podemos fumar duas fininhas.
A maltosa da Nasa amanhou um esquema e consegui arranjar o problemas informático de que padecia o robô Spirit, em Marte.
Já que vão de caminho, podiam dar-me um jeitinho e tentar perceber porque razão o meu Photoshop deixou de funcionar, o meu disco externo usb 2 não marcha, a placa firewire também, e porque tendo 1 Gb de memória o computador se comporta como um autêntico chasso.
Se acham que é uma tarefa pouco interplanetária, podemos fumar duas fininhas.
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