Mais um estupidamente dispensado?....
Nuno Gomes, que num minuto de declarações, mostrou o que é ser um capitão de equipa.
sábado, 18 de agosto de 2007
Mais uma das razões pela qual o Glorioso vai voltar a não tocar na chincha
O meu clube, que já é uma das piadas mais engraçadas do nosso país, lá vai conseguindo fazer pior. A última foi a fabulosa exibição face ao Copenhaga, esse colosso do pontapé na bola. Curiosamente, esse importante jogo deu-se um dia depois de um titular indiscutível da equipa, um tal de Manuel Fernandes, ter pura e simplesmente desertado, recusando-se a ir para estágio com o resto da equipa. Simplesmente cagou, porque queria ir-se embora. E o que fez o Benfica? Deixou-o sair.
Ponto.
Alguém me explica por que razão isto não acontece nos outros clubes?! (ok, não me expliquem, é um bocado óbvio)....
Na Luz, basta fazer birra para sair. Foi o Tiago, o Miguel, agora o Anderson e o Manuel Fernandes. Não há disciplina, não há mística, não há quem saiba fazer os negócios bem feitos. Há uma cambada de amadores armados em baby-sitters de meninos mimados. É só amuar, e o Benfica, com quem os jogadores assinaram voluntariamente contratos de vários anos, faz-lhes a vontadinha.
Assim é complicado.
Já sei que toda a gente vai crucificar o Engenheiro pela merda de época que vamos fazer, e eu também. Mas começo a achar que a culpa é maioritariamente de outros, e não do treinador.
Saudações benfiquistas e muita força, que isto vai ser ano de muito sofrimento.
PS: E o Benfica deu metade do passe do Manuel Fernandes pelos passes do Kariaka e do Diego Souza. Ganda negócio.
O meu clube, que já é uma das piadas mais engraçadas do nosso país, lá vai conseguindo fazer pior. A última foi a fabulosa exibição face ao Copenhaga, esse colosso do pontapé na bola. Curiosamente, esse importante jogo deu-se um dia depois de um titular indiscutível da equipa, um tal de Manuel Fernandes, ter pura e simplesmente desertado, recusando-se a ir para estágio com o resto da equipa. Simplesmente cagou, porque queria ir-se embora. E o que fez o Benfica? Deixou-o sair.
Ponto.
Alguém me explica por que razão isto não acontece nos outros clubes?! (ok, não me expliquem, é um bocado óbvio)....
Na Luz, basta fazer birra para sair. Foi o Tiago, o Miguel, agora o Anderson e o Manuel Fernandes. Não há disciplina, não há mística, não há quem saiba fazer os negócios bem feitos. Há uma cambada de amadores armados em baby-sitters de meninos mimados. É só amuar, e o Benfica, com quem os jogadores assinaram voluntariamente contratos de vários anos, faz-lhes a vontadinha.
Assim é complicado.
Já sei que toda a gente vai crucificar o Engenheiro pela merda de época que vamos fazer, e eu também. Mas começo a achar que a culpa é maioritariamente de outros, e não do treinador.
Saudações benfiquistas e muita força, que isto vai ser ano de muito sofrimento.
PS: E o Benfica deu metade do passe do Manuel Fernandes pelos passes do Kariaka e do Diego Souza. Ganda negócio.
Polícias ou ladrões?
Na última semana apanhei duas multas. Eu, que com 10 anos de carta só tinha uma multa, fui caçado duas vezes. Na primeira, estacionei inadvertidamente num lugar de cargas e descargas e houve um cabrão (da panificadora do Chiado, Rua do Sacramento, filho da puta), que chamou a bófia. Resultado: 70 euros.
Depois, recebi uma cartita da polícia municipal, com uma multa por excesso de velocidade. Eu, um verdadeiro facínora, fui apanhado na recta gigante em frente ao LUX. Ia à estonteante velocidade de 65 quilómetros por hora.
Resultado: 60 euros.
É impressão minha ou ando a trabalhar para alimentar a polícia? Eu sou a favor da segurança, tudo bem, mas alguém me explica o limite de 50 km/hora em rectas sem trânsito?
A estrada está completamente cheia de manobras perigosas, mas isso dá mais trabalho, enquanto os radares é só estender a rede e apanhar o peixe.
Só um pedido. Multem o que quiserem mas sejam rigorosos, e tirem os maníacos da estrada. Isso seria um serviço bem mais importante do que andar a roubar quem anda a 65...
Na última semana apanhei duas multas. Eu, que com 10 anos de carta só tinha uma multa, fui caçado duas vezes. Na primeira, estacionei inadvertidamente num lugar de cargas e descargas e houve um cabrão (da panificadora do Chiado, Rua do Sacramento, filho da puta), que chamou a bófia. Resultado: 70 euros.
Depois, recebi uma cartita da polícia municipal, com uma multa por excesso de velocidade. Eu, um verdadeiro facínora, fui apanhado na recta gigante em frente ao LUX. Ia à estonteante velocidade de 65 quilómetros por hora.
Resultado: 60 euros.
É impressão minha ou ando a trabalhar para alimentar a polícia? Eu sou a favor da segurança, tudo bem, mas alguém me explica o limite de 50 km/hora em rectas sem trânsito?
A estrada está completamente cheia de manobras perigosas, mas isso dá mais trabalho, enquanto os radares é só estender a rede e apanhar o peixe.
Só um pedido. Multem o que quiserem mas sejam rigorosos, e tirem os maníacos da estrada. Isso seria um serviço bem mais importante do que andar a roubar quem anda a 65...
Tuga on the road
Segundo o DN, que caminha a passos largos para rivalizar com o 24 Horas, um cidadão português foi detido no centro histórico da Corunha por...estar a assar sardinhas na via pública.
O homem, de 47 anos, estava entretido a preparar a janta quando foi interpelado por dois polícias, que o informaram de que tal é proibido. O sujeito pegou nas coisinhas, andou 10 metros, e lá voltou à sardinha na brasa. Foi de novo abordado e não esteve com meias medidas: mandou o assador a um polícia e agrediu o outro a pontapé.
Ah, Viriato!!!
Segundo o DN, que caminha a passos largos para rivalizar com o 24 Horas, um cidadão português foi detido no centro histórico da Corunha por...estar a assar sardinhas na via pública.
O homem, de 47 anos, estava entretido a preparar a janta quando foi interpelado por dois polícias, que o informaram de que tal é proibido. O sujeito pegou nas coisinhas, andou 10 metros, e lá voltou à sardinha na brasa. Foi de novo abordado e não esteve com meias medidas: mandou o assador a um polícia e agrediu o outro a pontapé.
Ah, Viriato!!!
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Diário de um Condutor de Riquexó, Fluente em Suomi em Shangai
Shangai acordou fria e chuvosa. o riquexó brilha.
"Estou absolutamente convicto de que o mundo seria um lugar melhor, se o Jesus Cristo tivesse nascido num prostíbulo em Tijuana, em vez de uma qualquer manjedoura em Belém.
Pelo menos mais animado e divertido seria certamente. O Jesus não seria apenas o Jesus, seria o Ré-Zús, entoado aos berros e em espanhol amexicanado.
Nada de missas soturnas em latim. Bebedeiras de tequilla e mariachis nas Cantinas.
Nada de parvoices de Reis Magos atrás de uma misteriosa estrela. Os Três Reis Magros de Tijuana atrás da lagarta do mezcal. Nada de incenso, ouro e mirra. Tequilla, cocaína e marijuana.
O mundo seria um lugar melhor. Não tenho quaisquer dúvidas."
Shangai que amanhece, faz-me lembrar sempre aquela música do Sérgio Godinho.
Shangai acordou fria e chuvosa. o riquexó brilha.
"Estou absolutamente convicto de que o mundo seria um lugar melhor, se o Jesus Cristo tivesse nascido num prostíbulo em Tijuana, em vez de uma qualquer manjedoura em Belém.
Pelo menos mais animado e divertido seria certamente. O Jesus não seria apenas o Jesus, seria o Ré-Zús, entoado aos berros e em espanhol amexicanado.
Nada de missas soturnas em latim. Bebedeiras de tequilla e mariachis nas Cantinas.
Nada de parvoices de Reis Magos atrás de uma misteriosa estrela. Os Três Reis Magros de Tijuana atrás da lagarta do mezcal. Nada de incenso, ouro e mirra. Tequilla, cocaína e marijuana.
O mundo seria um lugar melhor. Não tenho quaisquer dúvidas."
Shangai que amanhece, faz-me lembrar sempre aquela música do Sérgio Godinho.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Timor Leste e o Torneio do Guadiana
Diálogo MSN entre duas almas sensíveis:
Papousse: Lê-me isto: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=49155 Odeio o Xanana e o Ramos-Horta.
Virgem Ofendida: Mas um deles tem lá em casa um óscar…ou um prémio Nobel…ou lá o que é isso...
Papousse: Acho que aqueles senhores que já foram louros deviam exercer direito de reversão sobre o troféu. Manifestamente o Ramos perdeu direito àquele prémio. Pelo que vi ontem, ficava melhor entregue ao Petit ou ao Liedson.
Virgem Ofendida: E isso existe???...n me parece...
Papousse: Foda-se, se o código das expropriações o prevê, por que raio aquela malta iluminada da academia não há-de ter pensado tb nisso? Por quaisquer 30 mil euros faço o projecto. Traduzes tu para Inglês que eu dou-te metade da massa.
Virgem Ofendida: Eu traduzo para sueco.
Diálogo MSN entre duas almas sensíveis:
Papousse: Lê-me isto: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=49155 Odeio o Xanana e o Ramos-Horta.
Virgem Ofendida: Mas um deles tem lá em casa um óscar…ou um prémio Nobel…ou lá o que é isso...
Papousse: Acho que aqueles senhores que já foram louros deviam exercer direito de reversão sobre o troféu. Manifestamente o Ramos perdeu direito àquele prémio. Pelo que vi ontem, ficava melhor entregue ao Petit ou ao Liedson.
Virgem Ofendida: E isso existe???...n me parece...
Papousse: Foda-se, se o código das expropriações o prevê, por que raio aquela malta iluminada da academia não há-de ter pensado tb nisso? Por quaisquer 30 mil euros faço o projecto. Traduzes tu para Inglês que eu dou-te metade da massa.
Virgem Ofendida: Eu traduzo para sueco.
terça-feira, 31 de julho de 2007
sábado, 28 de julho de 2007
O futuro não é brilhante
Sei que as eleições já lá vão, ainda por cima umas mini-autárquicas, ainda por cima intercalares, ainda por cima com 53 candidatos. Mas estive ausente e só agora posso escrever um pouco sobre o assunto, até porque, de facto, acho que há muitas lições a tirar dos últimos meses, no que toca à política nacional.
A primeira é que, no fundo, o tuga gosta de levar no focinho. Só assim se entende o resultado de António Costa que, naturalmente longe da maioria absoluta, foi um candidato que necessariamente representava, e representa, a face do Governo.
No que toca aos resultados, a única supresa, para mim, foi a votação de Carmona Rodrigues. E se, para tudo o resto, consigo encontrar algum sentido ou, pelo menos, alguma explicação, para isto não consigo. A minha teoria é que ele prometeu mundos e fundos a todos os trabalhadores da CML, que são para aí 15% da população da autarquia. Não sei.
Tirando isso, factos significativos apenas no facto de o PP finalmente ter desaparecido de vez do mapa e de o PNR ter ficado à frente do partido unipessoal de Manuel Monteiro.
Helena Roseta, que fez uma campanha digna, ficou um pouco aquém do esperado.
Depois de tudo isto, e reiterando a opinião de que há muitos pontos de contacto com a política nacional mais geral, alguns pontos há a salientar, até porque as ondas de choque sobre a direita (who the fuck is Negrão?!) ainda vão dar que falar.
A questão é: para onde vão os partidos nos próximos anos, e que representatividade vão conseguir ter nas próximas eleições. Olhemos então para esta especulativa bola de cristal.
O PS, lamento profundamente dizê-lo, terá nova maioria absoluta nas próximas legislativas. Dou isto por certo. O tuga gosta muito do centrão mas, pior ainda, dentro do tuga vive um fascistazinho muito mal disfarçado. Ou seja, centrão com tiques de pseudo-seriedade (arrogância basta) e prepotência, e o tuga está nas suas sete quintas.
Mais relevante ainda que este ADN nacional é a questão da ideologia, do campo ideológico. É com certas bandeiras que se faz o combate político, e é com esse combate (basicamente o que aparece nos jornais e, sobretudo, na televisão), que se convence o povo. O actual Governo é, só, o executivo mais liberal desde o 25 de Abril, o que inclui os tempos de Cavaco, Durão e Santana. Nunca se viu tamanho ataque ao Estado Social, aos serviços públicos e, até, à liberdade de imprensa, já para não falar do regresso do famigerado delito de opinião. Sendo assim, a principal vítima é, claramente, o PSD. Sendo um partido de centro-direita, está completamente sem espaço para atacar o Governo. Aliás, quando o faz, assiste-se à coisa fantástica de o atacar pela esquerda, com argumentos que o PS, ele próprio, utilizava, antes de se ter transformado nesta cambada de boys tecnocratas thirty-something. Creio que os críticos estão errados ao identificar Marques Mendes como o grande problema do PSD. O grande problema do PSD é o PS, o facto de, na prática, o seu campo de actuação ideológica ter sido completamente invadido, e até excedido, por este Governo. Qualquer outro líder teria o mesmo resultado. Seria menos ridículo, talvez, mas em termos de votos pouca diferença haveria. A dificuldade para o PSD está na forma de fazer o tal combate político. Como defende exactamente aquilo que o PS está a fazer (embora nunca tivesse a coragem de o fazer e seria trucidado se tentasse) não há argumentos. O ataque pela esquerda faz sentido teórico, mas não rende votos. Alguém que defenda uma política de esquerda para o Governo não vai, obviamente, votar PSD. Assim, perante este cenário, o PSD terá de procurar algum outro nicho, que no caso deste partido não poderá ser nunca tão nicho quanto isso, já que é um partido de massas que só existe para ganhar eleições e estar no poder (nunca soube fazer oposição, basta lembrar o que foi o agora aclamado Durão Borroso). Como tal, é de esperar, a seu tempo, alguma deriva para a direita, mas será sempre soft. O PSD não tem uma ideologia coerente (ou sequer incoerente), pelo que nunca se pode afastar do centrão.
Mais interessante, e apetitoso, é o destino do PP. Portas fez mal, muito mal, em voltar quando o fez e como fez. Sofre do mesmo síndroma que Santana Lopes, vive tão obcecado com a sua própria imagem e com o seu suposto brilhantismo intelectual, que se ilude a pensar que Portugal, desespera, sempre, de o ver voltar à ribalta. Se o PSD não tem espaço ideológico, com o PP já não é bem assim. Portas é inteligente, e neste momento precisa de um plano. Um dos problemas é que não há, a curto prazo, nenhuma bandeira ideológica que lhe possa servir para marcar uma posição: depois do aborto resta a constituição europeia e, mais tarde, a regionalização, mas não são temas sexy para o eleitorado. Assim, tenho poucas dúvidas de que Portas tentará uma manobra arrojada: chegar-se mais à direita e, encorajado pelo acolhimento dos radicais do PNR, começará a bater na tecla da segurança e da imigração. É apenas uma questão de tempo. É claro que não faz sentido falar em qualquer aproximação entre os dois partidos, isso seria o fim do PP. Mas a ideologia será aproveitada. De maneira mais suave, com todos os asteriscos de preocupação democrática e tolerância acima de tudo, mas irá acontecer. É uma jogada de risco, mas Portas começa a perceber que talvez não seja tão relevante como sempre se achou, e não terá paciência para ficar dez anos a fazer oposição num partido que só consegue definhar cada vez mais. Vai tentar esta estratégia, vai falhar, vai sair, e depois vai chegar-se ao PSD como independente. Levará anos, mas estou seguro de que será este o caminho.
À esquerda, o horizonte é animador. É claro que nunca chegarão ao poder e nada poderão fazer para travar as políticas ultraliberais do PS, mas têm a sua base militante completamente protegida. Ainda há muita gente de esquerda em Portugal, entre o quais eu me incluo. Com o PS como está, a eventual e ligeira fuga de votos não se dará para a direita, mas sim para a esquerda. Em termos de combate ideológico, há muito que o campo não era tão fértil para PC e BE, já que no poder está um executivo que faz tudo ao contrário do que estes partidos defendem.
É apenas um exercício, mas deixo aqui as apostas. PS mantém maioria absoluta, PC e BE ficam mais ou menos na mesma ou sobem um pouco, o PSD ficar-se-á pelos 20 e poucos por cento e o PP desaparece mais um pouco.
No que toca ao nosso país, o futuro não é brilhante.
PS: Mais uma palavra acerca de Helena Roseta. A história de ser independente é gira, mas talvez a sua saída do partido fizesse sentido há mais tempo, e não apenas quando foi rejeitada como cabeça de lista do PS para a CML. Depois, esta socialista que era do PSD, uma espécie de Zita Seabra ao contrário, apareceu esta semana num programa abjecto de seu nome "As tardes da Júlia". O que eu considero algo muito pouco "Maio de 68", mas enfim...
Sei que as eleições já lá vão, ainda por cima umas mini-autárquicas, ainda por cima intercalares, ainda por cima com 53 candidatos. Mas estive ausente e só agora posso escrever um pouco sobre o assunto, até porque, de facto, acho que há muitas lições a tirar dos últimos meses, no que toca à política nacional.
A primeira é que, no fundo, o tuga gosta de levar no focinho. Só assim se entende o resultado de António Costa que, naturalmente longe da maioria absoluta, foi um candidato que necessariamente representava, e representa, a face do Governo.
No que toca aos resultados, a única supresa, para mim, foi a votação de Carmona Rodrigues. E se, para tudo o resto, consigo encontrar algum sentido ou, pelo menos, alguma explicação, para isto não consigo. A minha teoria é que ele prometeu mundos e fundos a todos os trabalhadores da CML, que são para aí 15% da população da autarquia. Não sei.
Tirando isso, factos significativos apenas no facto de o PP finalmente ter desaparecido de vez do mapa e de o PNR ter ficado à frente do partido unipessoal de Manuel Monteiro.
Helena Roseta, que fez uma campanha digna, ficou um pouco aquém do esperado.
Depois de tudo isto, e reiterando a opinião de que há muitos pontos de contacto com a política nacional mais geral, alguns pontos há a salientar, até porque as ondas de choque sobre a direita (who the fuck is Negrão?!) ainda vão dar que falar.
A questão é: para onde vão os partidos nos próximos anos, e que representatividade vão conseguir ter nas próximas eleições. Olhemos então para esta especulativa bola de cristal.
O PS, lamento profundamente dizê-lo, terá nova maioria absoluta nas próximas legislativas. Dou isto por certo. O tuga gosta muito do centrão mas, pior ainda, dentro do tuga vive um fascistazinho muito mal disfarçado. Ou seja, centrão com tiques de pseudo-seriedade (arrogância basta) e prepotência, e o tuga está nas suas sete quintas.
Mais relevante ainda que este ADN nacional é a questão da ideologia, do campo ideológico. É com certas bandeiras que se faz o combate político, e é com esse combate (basicamente o que aparece nos jornais e, sobretudo, na televisão), que se convence o povo. O actual Governo é, só, o executivo mais liberal desde o 25 de Abril, o que inclui os tempos de Cavaco, Durão e Santana. Nunca se viu tamanho ataque ao Estado Social, aos serviços públicos e, até, à liberdade de imprensa, já para não falar do regresso do famigerado delito de opinião. Sendo assim, a principal vítima é, claramente, o PSD. Sendo um partido de centro-direita, está completamente sem espaço para atacar o Governo. Aliás, quando o faz, assiste-se à coisa fantástica de o atacar pela esquerda, com argumentos que o PS, ele próprio, utilizava, antes de se ter transformado nesta cambada de boys tecnocratas thirty-something. Creio que os críticos estão errados ao identificar Marques Mendes como o grande problema do PSD. O grande problema do PSD é o PS, o facto de, na prática, o seu campo de actuação ideológica ter sido completamente invadido, e até excedido, por este Governo. Qualquer outro líder teria o mesmo resultado. Seria menos ridículo, talvez, mas em termos de votos pouca diferença haveria. A dificuldade para o PSD está na forma de fazer o tal combate político. Como defende exactamente aquilo que o PS está a fazer (embora nunca tivesse a coragem de o fazer e seria trucidado se tentasse) não há argumentos. O ataque pela esquerda faz sentido teórico, mas não rende votos. Alguém que defenda uma política de esquerda para o Governo não vai, obviamente, votar PSD. Assim, perante este cenário, o PSD terá de procurar algum outro nicho, que no caso deste partido não poderá ser nunca tão nicho quanto isso, já que é um partido de massas que só existe para ganhar eleições e estar no poder (nunca soube fazer oposição, basta lembrar o que foi o agora aclamado Durão Borroso). Como tal, é de esperar, a seu tempo, alguma deriva para a direita, mas será sempre soft. O PSD não tem uma ideologia coerente (ou sequer incoerente), pelo que nunca se pode afastar do centrão.
Mais interessante, e apetitoso, é o destino do PP. Portas fez mal, muito mal, em voltar quando o fez e como fez. Sofre do mesmo síndroma que Santana Lopes, vive tão obcecado com a sua própria imagem e com o seu suposto brilhantismo intelectual, que se ilude a pensar que Portugal, desespera, sempre, de o ver voltar à ribalta. Se o PSD não tem espaço ideológico, com o PP já não é bem assim. Portas é inteligente, e neste momento precisa de um plano. Um dos problemas é que não há, a curto prazo, nenhuma bandeira ideológica que lhe possa servir para marcar uma posição: depois do aborto resta a constituição europeia e, mais tarde, a regionalização, mas não são temas sexy para o eleitorado. Assim, tenho poucas dúvidas de que Portas tentará uma manobra arrojada: chegar-se mais à direita e, encorajado pelo acolhimento dos radicais do PNR, começará a bater na tecla da segurança e da imigração. É apenas uma questão de tempo. É claro que não faz sentido falar em qualquer aproximação entre os dois partidos, isso seria o fim do PP. Mas a ideologia será aproveitada. De maneira mais suave, com todos os asteriscos de preocupação democrática e tolerância acima de tudo, mas irá acontecer. É uma jogada de risco, mas Portas começa a perceber que talvez não seja tão relevante como sempre se achou, e não terá paciência para ficar dez anos a fazer oposição num partido que só consegue definhar cada vez mais. Vai tentar esta estratégia, vai falhar, vai sair, e depois vai chegar-se ao PSD como independente. Levará anos, mas estou seguro de que será este o caminho.
À esquerda, o horizonte é animador. É claro que nunca chegarão ao poder e nada poderão fazer para travar as políticas ultraliberais do PS, mas têm a sua base militante completamente protegida. Ainda há muita gente de esquerda em Portugal, entre o quais eu me incluo. Com o PS como está, a eventual e ligeira fuga de votos não se dará para a direita, mas sim para a esquerda. Em termos de combate ideológico, há muito que o campo não era tão fértil para PC e BE, já que no poder está um executivo que faz tudo ao contrário do que estes partidos defendem.
É apenas um exercício, mas deixo aqui as apostas. PS mantém maioria absoluta, PC e BE ficam mais ou menos na mesma ou sobem um pouco, o PSD ficar-se-á pelos 20 e poucos por cento e o PP desaparece mais um pouco.
No que toca ao nosso país, o futuro não é brilhante.
PS: Mais uma palavra acerca de Helena Roseta. A história de ser independente é gira, mas talvez a sua saída do partido fizesse sentido há mais tempo, e não apenas quando foi rejeitada como cabeça de lista do PS para a CML. Depois, esta socialista que era do PSD, uma espécie de Zita Seabra ao contrário, apareceu esta semana num programa abjecto de seu nome "As tardes da Júlia". O que eu considero algo muito pouco "Maio de 68", mas enfim...
Espelho meu
Ainda na sequência de "Livro Directo", a história do Mantorras, a polémica não pára. Apareceu agora um desconhecido gémeo de Pedro Mantorras, que se diferencia dele apenas por conseguir ser ainda mais feio e não conseguir engatar ninguém em bares de alterne. Segundo este parente, a história de Mantorras é mentira. Ele não tem 40 anos, é branco, e aquilo do joelho é tudo fita porque o tipo é preguiçoso.
Maria José Morgado, onde estás tu quando é preciso repor a verdade?!
Ainda na sequência de "Livro Directo", a história do Mantorras, a polémica não pára. Apareceu agora um desconhecido gémeo de Pedro Mantorras, que se diferencia dele apenas por conseguir ser ainda mais feio e não conseguir engatar ninguém em bares de alterne. Segundo este parente, a história de Mantorras é mentira. Ele não tem 40 anos, é branco, e aquilo do joelho é tudo fita porque o tipo é preguiçoso.
Maria José Morgado, onde estás tu quando é preciso repor a verdade?!
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Diário de um Adepto Benfiquista
Este ano é que era!
Ps: para atenuar ligeiramente a dor, valha-nos este excelente post sobre o Tello.
Este ano é que era!
Ps: para atenuar ligeiramente a dor, valha-nos este excelente post sobre o Tello.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Ufaaaaaaa!!!...
Por instantes assustei-me:"Incêndio numa fábrica têxtil em Rio Tinto"
Afinal é Rio Tinto, não é Vinho Tinto, isso sim é que era preocupante.
Safa!!!
Por instantes assustei-me:"Incêndio numa fábrica têxtil em Rio Tinto"
Afinal é Rio Tinto, não é Vinho Tinto, isso sim é que era preocupante.
Safa!!!
Al-Lixbûnâ
1288 anos depois Lisboa volta a ser conquistada por um mouro.
Aproveitando que mais de metade do povo lisboeta estava a coçar a micose, deixando as ameias a descoberto, Rajid Costa tomou conta da cidade mais depressa do que Mendes Bota consegue dizer Allgarve.
O derramamento de sangue foi pouco, mas a azia é grande, Paulo Portas, Telmo Correia e Marques Mendes esgotaram o stock de Pepsamar das farmácias da cidade.
1288 anos depois Lisboa volta a ser conquistada por um mouro.
Aproveitando que mais de metade do povo lisboeta estava a coçar a micose, deixando as ameias a descoberto, Rajid Costa tomou conta da cidade mais depressa do que Mendes Bota consegue dizer Allgarve.
O derramamento de sangue foi pouco, mas a azia é grande, Paulo Portas, Telmo Correia e Marques Mendes esgotaram o stock de Pepsamar das farmácias da cidade.
Lx Tandoori

Lisboa, após as intercalares de ontém é de facto uma cidade verdadeiramente de calibre universal. A digna de metrópole d'O Império eternamente adiado, mas que ainda o haveremos de ser.
Inderjit Costa o primeiro Maior (do inglês Mayor) de Lisboa indiano, vai levar as fragâncias do caríl e do tandoori do Centro Comercial da Mouraria até ao topo das 7 colinas e quiçá Benfica.
Duas notas mui aprazivéis destas intercalares, a confirmação de Marques Mendes como o José Couceiro da política e o grau de Zero Absoluto que o CDS/PP é.
O Telminho para presidente? 'dasse... é que nem os betos acreditavam nisso... ou naquilo.
Viva Portugal! Viva o Império!

Lisboa, após as intercalares de ontém é de facto uma cidade verdadeiramente de calibre universal. A digna de metrópole d'O Império eternamente adiado, mas que ainda o haveremos de ser.
Inderjit Costa o primeiro Maior (do inglês Mayor) de Lisboa indiano, vai levar as fragâncias do caríl e do tandoori do Centro Comercial da Mouraria até ao topo das 7 colinas e quiçá Benfica.
Duas notas mui aprazivéis destas intercalares, a confirmação de Marques Mendes como o José Couceiro da política e o grau de Zero Absoluto que o CDS/PP é.
O Telminho para presidente? 'dasse... é que nem os betos acreditavam nisso... ou naquilo.
Viva Portugal! Viva o Império!
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