Só umas perguntinhas aos senhores que mandam no meu clube
1 - Que raio foi aquela merda do jogo com o Nacional?
2 - Porque é que o Luis Filipe fica em campo e o Nélson é substituído?
3 - Porque é que o Luis Filipe é jogador do Benfica?
4 - Porque é que o Luis Filipe é jogador do Benfica e joga sempre?
5 - Porque é que tiraram o Di Maria que, no seu estilo trapalhão e às vezes exasperante, estava a ser o nosso jogador menos mau?
6 - Porque é que, com mais de 25 jogos decorridos, continuamos a jogar como se estivéssemos na pré-época, sem fio de jogo e como se os jogadores não se conhecessem uns aos outros e ao treinador?
7 - Porque é que o Fernando Santos - uma merda de treinador, admita-se - foi corrido após uma (!) jornada de campeonato?
8 - Porque é que a única jogada do Benfica é o Quim chutar a bola para a frente e depois toda a gente fazer figas?
9 - Porque é que, com um futebol tão pobre, o Camacho continua a justificar tudo com um brilhante "faltou meter goles"?
10 - Porque é que andámos 3 semanas a tentar empandeirar o Bergessio e não conseguimos, fazendo com que ele volte a um plantel no qual sabe que o treinador não o quer? Será assim tão difícil emprestar um jogador?
11 - Porque é que o Benfica contrata um jogador que depois mais ninguém quer, nem emprestado?
12 - Porque é que o Camacho só mexe na equipa obrigado e, ainda por cima, tirando os jogadores errados?
13 - O que raio andam a fazer ao meu clube?
14 - Luis Filipe?! Luis Filipe?!
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
The slip of the mask
José Sócrates, o nosso PM, foi lá acima ao Norte inaugurar uma merda qualquer irrelevante e, mais uma vez, tinha à sua espera uma manifestação de desagrado. Sócrates, que tem um olho de lince só comparável ao do saudoso Camões, topou logo que aquilo não eram transeuntes, não senhor.
Ná!
Aquilo era, como sempre, malta da CGTP, mas 'undercover'. Grandes malandros, a ver se enganam o nosso primeiro!
"A CGTP acha que me intimida colocando manifestantes a gritar insultos, mas comigo isso não resulta, não me deixo intimidar com este tipo de actuações", explicou Sócrates, que acrescentou que "há 30 anos que faz as mesmas fitas, apenas para as televisões filmarem".
Indeed.
De facto, há 30 anos, mais precisamente há quase 34 anos, em Abril, começou o regabofe.
Coitado deste PM, a quem o país não merece.
José Sócrates, o nosso PM, foi lá acima ao Norte inaugurar uma merda qualquer irrelevante e, mais uma vez, tinha à sua espera uma manifestação de desagrado. Sócrates, que tem um olho de lince só comparável ao do saudoso Camões, topou logo que aquilo não eram transeuntes, não senhor.
Ná!
Aquilo era, como sempre, malta da CGTP, mas 'undercover'. Grandes malandros, a ver se enganam o nosso primeiro!
"A CGTP acha que me intimida colocando manifestantes a gritar insultos, mas comigo isso não resulta, não me deixo intimidar com este tipo de actuações", explicou Sócrates, que acrescentou que "há 30 anos que faz as mesmas fitas, apenas para as televisões filmarem".
Indeed.
De facto, há 30 anos, mais precisamente há quase 34 anos, em Abril, começou o regabofe.
Coitado deste PM, a quem o país não merece.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Os génios da bola
Depois da fantástica contratação do Benfica ao Biscrica, o mundo da bola não pára.
Sobretudo o mercado de Inverno, aquele período do mundo futebolístico em que os clubes tentam resolver a merda toda que fizeram quando contrataram a cambada de coxos que pululam pelos nossos relvados.
Sim, é claro que estou a falar do Glorioso e do Sporting.
Ora o Benfica, dizem os jornais, está a tentar contratar o luso-congolês Makukula, um tipo que também dá muito jeito para mudar lâmpadas em lugares inacessíveis e para cobranças difíceis.
Já o Sporting, esse companheiro na desgraça, acaba de fazer mais uma grande contratação, na senda dos Celsinhos, dos Pereirinhas (este já lá estava, mas pronto) e dos Farneruds (quer dizer bostinha, em sueco). Chama-se Rodrigo Tiuí, é um pauzinho de virar tripas e não, não é norueguês.
Ou seja, o Benfica vai buscar mais um gigante que não sabe o que fazer à bola, para complementar a finesse técnica do Cardozo. E os lagartos foram buscar mais uma menina para complementar o grande poderio físico do eclipsado Liedson.
E depois acham muito estranho que o Porto ganhe tudo.
Não faço ideia se o tal Tiuí vale alguma coisa, mas vale a pena ler o que algumas pessoas já disseram desse coloso.
Ricardo Gomes, que o treinou há uns anos, deixou escapar um láconico "Deve ser melhor jogador agora do que quando o treinei".
Já um conhecido adepto do Santos - clube onde jogava o craque - escreveu num blog dedicado ao clube brasileiro uma breve dedicatória, que aqui transcrevo.
"Não gosto de perseguir jogadores, mas o Rodrigo Tiuí está na profissão errada. O rapaz não sabe nem andar em campo. Não sabe driblar, passar, cabecear, correr com bola, chutar. É uma vergonha para o Santos ter um atacante como o Tiuí. Eu mandaria o Tiuí estudar. Ainda é novo e dá tempo de seguir outra profissão".
Isto promete, de facto.
Depois da fantástica contratação do Benfica ao Biscrica, o mundo da bola não pára.
Sobretudo o mercado de Inverno, aquele período do mundo futebolístico em que os clubes tentam resolver a merda toda que fizeram quando contrataram a cambada de coxos que pululam pelos nossos relvados.
Sim, é claro que estou a falar do Glorioso e do Sporting.
Ora o Benfica, dizem os jornais, está a tentar contratar o luso-congolês Makukula, um tipo que também dá muito jeito para mudar lâmpadas em lugares inacessíveis e para cobranças difíceis.
Já o Sporting, esse companheiro na desgraça, acaba de fazer mais uma grande contratação, na senda dos Celsinhos, dos Pereirinhas (este já lá estava, mas pronto) e dos Farneruds (quer dizer bostinha, em sueco). Chama-se Rodrigo Tiuí, é um pauzinho de virar tripas e não, não é norueguês.
Ou seja, o Benfica vai buscar mais um gigante que não sabe o que fazer à bola, para complementar a finesse técnica do Cardozo. E os lagartos foram buscar mais uma menina para complementar o grande poderio físico do eclipsado Liedson.
E depois acham muito estranho que o Porto ganhe tudo.
Não faço ideia se o tal Tiuí vale alguma coisa, mas vale a pena ler o que algumas pessoas já disseram desse coloso.
Ricardo Gomes, que o treinou há uns anos, deixou escapar um láconico "Deve ser melhor jogador agora do que quando o treinei".
Já um conhecido adepto do Santos - clube onde jogava o craque - escreveu num blog dedicado ao clube brasileiro uma breve dedicatória, que aqui transcrevo.
"Não gosto de perseguir jogadores, mas o Rodrigo Tiuí está na profissão errada. O rapaz não sabe nem andar em campo. Não sabe driblar, passar, cabecear, correr com bola, chutar. É uma vergonha para o Santos ter um atacante como o Tiuí. Eu mandaria o Tiuí estudar. Ainda é novo e dá tempo de seguir outra profissão".
Isto promete, de facto.
Descansa Santana, tens um digno sucessor!
Luis Filipe Menezes está a ser um sucesso. Pelo menos a julgar pelas gargalhadas que já me fez dar. Adoro aquele ar, inspirado no Santana mas mais compenetrado ainda, que ele tenta passar, de homem sério, ponderado e com sentido de Estado, para se tentar afastar da imagem de crónico espalha-brasas que trazia de Gaia, ou Gondomar, ou lá de onde é que ele vem, aquela terra nortenha, inclusiva e conservadora.
E tudo isto, claro, enquando diz os maiores disparates que se possam imaginar.
O último é, na minha modesta opinião, delicioso.
O senhor veio ontem defender que "devia haver um ministro do Turismo e da Presidência", e que ele tomaria essa medida quando (se, diria eu) for eleito. Explica o senhor Menezes que a importância do Turismo é tal que não merece apenas um ministro, merece um ministro que seja também um ministro da Presidência, com poderes reforçados.
Claro, é óbvio.
Qual Economia, qual Indústria, qual Educação. Se há um ministro que precisa de poderes reforçados é o futuro e putativo ministro do Turismo.
Sempre generoso, o Vodka deixa aqui algumas sugestões ao líder do PSD (ahahahahahahahahahahahaha, não consigo pensar nisto sem me rir).
Para quê ficar por aí? Não pensemos pequeno, homem, pequeno homem!
E que tal o ministro da Educação e da pasta de atum?
E o secretário de Estado do Tesouro e do badminton?
É de borla, Luis! Aproveita, man!
Luis Filipe Menezes está a ser um sucesso. Pelo menos a julgar pelas gargalhadas que já me fez dar. Adoro aquele ar, inspirado no Santana mas mais compenetrado ainda, que ele tenta passar, de homem sério, ponderado e com sentido de Estado, para se tentar afastar da imagem de crónico espalha-brasas que trazia de Gaia, ou Gondomar, ou lá de onde é que ele vem, aquela terra nortenha, inclusiva e conservadora.
E tudo isto, claro, enquando diz os maiores disparates que se possam imaginar.
O último é, na minha modesta opinião, delicioso.
O senhor veio ontem defender que "devia haver um ministro do Turismo e da Presidência", e que ele tomaria essa medida quando (se, diria eu) for eleito. Explica o senhor Menezes que a importância do Turismo é tal que não merece apenas um ministro, merece um ministro que seja também um ministro da Presidência, com poderes reforçados.
Claro, é óbvio.
Qual Economia, qual Indústria, qual Educação. Se há um ministro que precisa de poderes reforçados é o futuro e putativo ministro do Turismo.
Sempre generoso, o Vodka deixa aqui algumas sugestões ao líder do PSD (ahahahahahahahahahahahaha, não consigo pensar nisto sem me rir).
Para quê ficar por aí? Não pensemos pequeno, homem, pequeno homem!
E que tal o ministro da Educação e da pasta de atum?
E o secretário de Estado do Tesouro e do badminton?
É de borla, Luis! Aproveita, man!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Jogar na antecipação
Quando se pensa que o Glorioso não poderá fazer mais disparates, ora aí está. O clube não arranja maneira de renovar contrato com Léo, o Maradoninha, só o jogador mais regular e um dos melhores do Benfica nos últimos três anos. Smart, very smart.
Para além disso, para o seu lugar foi buscar um puto romeno, que jogava nesse colosso chamado Gloria Bistrita, clube com grandes tradições no bridge e no pólo aquático.
Como tal, parece-me estar perante a grande oportunidade de ser o primeiro a fazer um trocadilho futebolês com o nome do nosso grande reforço:
É uma contratação deSEPSIonante!
Quando se pensa que o Glorioso não poderá fazer mais disparates, ora aí está. O clube não arranja maneira de renovar contrato com Léo, o Maradoninha, só o jogador mais regular e um dos melhores do Benfica nos últimos três anos. Smart, very smart.
Para além disso, para o seu lugar foi buscar um puto romeno, que jogava nesse colosso chamado Gloria Bistrita, clube com grandes tradições no bridge e no pólo aquático.
Como tal, parece-me estar perante a grande oportunidade de ser o primeiro a fazer um trocadilho futebolês com o nome do nosso grande reforço:
É uma contratação deSEPSIonante!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Mastermind
Vocês repararam no sentido de timing do governo, de anunciar o aeroporto um dia depois da história da contradição do Tratado? Puf, mais ninguém fala disso, acabou.
Sempre quero ver o que vão inventar depois de anunciarem a remodelação governamental, que está para muito breve.
O Sócrates não acredita em coincidências.
Vocês repararam no sentido de timing do governo, de anunciar o aeroporto um dia depois da história da contradição do Tratado? Puf, mais ninguém fala disso, acabou.
Sempre quero ver o que vão inventar depois de anunciarem a remodelação governamental, que está para muito breve.
O Sócrates não acredita em coincidências.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
O peixe-espada
E aí está o nosso primeiro, José Sócrates, em mais uma das suas famosas piruetas políticas. E o referendo foi para as couves.
Eu percebo José Sócrates. A sério, percebo-o. Não era admissível, era até "irresponsável", nas palavras dos pressurosos socialistas, que o Zé, depois de passar seis meses a andar a armar-se no jovem europeísta competente e determinado, pusesse tudo em causa ao deixar que nós, os bárbaros, referendássemos o raio do papel!
Eu percebo. É a realpolitik no seu estado puro.Os portugueses, nestas coisas do voto, não são nada confiáveis, ou já se esqueceram que deram a maioria absoluta a este tipo?
Percebo que não queira o referendo, que não lhe dê jeito. Só não aceito é que minta, e que nos trate a todos como idiotas. Ele mudou de ideias. O poder faz isso, a muitas pessoas. Então, por que raio não diz ele isso? Que mudou de ideias? Que se enganou. Não o faz porque é um pacóvio arrogante armado ao modernaço. Guterres por exemplo, era um autêntico Kalimero, um mestre no mea culpa, e a malta gostava dele por causa disso, e não lhe levava a mal. Toda a gente se engana. Eu próprio, em tempos, admiti a hipótese académica de que, caso surgisse a oportunidade, até dava uma trancada à Ana Malhoa. People make mistakes. Mas não Sócrates.
O referendo não foi apenas uma promessa eleitoral. Foi uma promessa reiterada, até há cerca de um ano, quando Sócrates disse, preto no branco, que haveria referendo "qualquer que seja o texto final".
Pois.
E qual é o argumento utilizado por Sócrates? Que o tratado de lisboa "é completamente diferente do tratado constitucional". Mesmo que todos os especialistas - para aí sete - que se deram ao trabalho de ler os dois dizerem que não é verdade, e que é "basicamente a mesma merda", citação minha mas que fica gira entre aspas, dá-lhe um ar de respeitabilidade.
É completamente diferente, diz ele, para quem é preferível mentir descaradamente - e toda a gente saber - do que admitir que se enganou, ou que simplesmente mudou de ideias.
A partir daqui, por exemplo, um computador "é completamente diferente" de um portátil. Uma bola "é completamente diferente" do chamado esférico, ou rapaqueca. E um edifício nunca, mas nunca, poderá ser confundido com um prédio.
E isto não é um blog, nada disso.
É uma posta de peixe-espada preto.
Com molho de manteiga.
E aí está o nosso primeiro, José Sócrates, em mais uma das suas famosas piruetas políticas. E o referendo foi para as couves.
Eu percebo José Sócrates. A sério, percebo-o. Não era admissível, era até "irresponsável", nas palavras dos pressurosos socialistas, que o Zé, depois de passar seis meses a andar a armar-se no jovem europeísta competente e determinado, pusesse tudo em causa ao deixar que nós, os bárbaros, referendássemos o raio do papel!
Eu percebo. É a realpolitik no seu estado puro.Os portugueses, nestas coisas do voto, não são nada confiáveis, ou já se esqueceram que deram a maioria absoluta a este tipo?
Percebo que não queira o referendo, que não lhe dê jeito. Só não aceito é que minta, e que nos trate a todos como idiotas. Ele mudou de ideias. O poder faz isso, a muitas pessoas. Então, por que raio não diz ele isso? Que mudou de ideias? Que se enganou. Não o faz porque é um pacóvio arrogante armado ao modernaço. Guterres por exemplo, era um autêntico Kalimero, um mestre no mea culpa, e a malta gostava dele por causa disso, e não lhe levava a mal. Toda a gente se engana. Eu próprio, em tempos, admiti a hipótese académica de que, caso surgisse a oportunidade, até dava uma trancada à Ana Malhoa. People make mistakes. Mas não Sócrates.
O referendo não foi apenas uma promessa eleitoral. Foi uma promessa reiterada, até há cerca de um ano, quando Sócrates disse, preto no branco, que haveria referendo "qualquer que seja o texto final".
Pois.
E qual é o argumento utilizado por Sócrates? Que o tratado de lisboa "é completamente diferente do tratado constitucional". Mesmo que todos os especialistas - para aí sete - que se deram ao trabalho de ler os dois dizerem que não é verdade, e que é "basicamente a mesma merda", citação minha mas que fica gira entre aspas, dá-lhe um ar de respeitabilidade.
É completamente diferente, diz ele, para quem é preferível mentir descaradamente - e toda a gente saber - do que admitir que se enganou, ou que simplesmente mudou de ideias.
A partir daqui, por exemplo, um computador "é completamente diferente" de um portátil. Uma bola "é completamente diferente" do chamado esférico, ou rapaqueca. E um edifício nunca, mas nunca, poderá ser confundido com um prédio.
E isto não é um blog, nada disso.
É uma posta de peixe-espada preto.
Com molho de manteiga.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
PUTA C'OS PARIU!!!

Luiz Pacheco (1925 - 2008)
Luiz Pacheco "Portal oficial não-oficial"
O elogio de Rui Zink a Pacheco
Luiz Pacheco (1925 - 2008)
Luiz Pacheco "Portal oficial não-oficial"
O elogio de Rui Zink a Pacheco
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Os pós-modernaços
Eu não sou tipo de traçar objectivos no revelhão. Logo se vê, é o melhor. Mas a minha grande promessa para dia 1 de Janeiro é que continuarei a fumar, assim que a ressaca me deixar.
No dia 1 entra em vigor mais uma lei fantástica no nosso país, a do anti-fumo, a dos anti-fumadores, a do salvem-as-criancinhas, a do vamos-limpar-por-cima-e-atirar-a-merda-para-debaixo-do-tapete.
Como é óbvio, acho bem que as pessoas não levem com o meu fumo. Acho bem que as criancinhas não ganhem cancro aos 3 anos de idade porque eu, ganda malandro, saquei de um Camel depois de destroçar uma travessa de cozido à portuguesa. E acho bem que haja espaços diferenciados para quem fuma e para quem não o faz. E, já agora, que as criancinhas que me berram aos ouvidos num restaurante ou num avião fossem transferidas para uma ala especial, dedicada a quem tem paciência para isso.
O meu problema é outro.
É que esta lei é apenas mais um sinal da cruzada pela pseudo-saúde, e pela superioridade, inclusivamente moral, dos limpinhos. Sim, aqueles que se deitam a horas decentes, cumprem o horariozinho, vêm a Praça da Alegria e não bebem café à noite porque senão não dormem. Odeio o ar presunçoso com que alguns colegas de trabalho - os limpinhos - me dizem, quando me vêm de cigarro na mão, "a partir de 1 de Janeiro acabou-se, ehehe".
Cambada de palhaços.
Não vou entrar sequer na conversa do quanto dinheiro eu dou a ganhar ao Estado - e que serve também os limpinhos - pelo facto de fumar. Não interessa.
Mas esta lei é mais um marco do Portugal modernaço. O Portugal de Sócrates é, cada vez mais, um país modernaço. E mais atrasado, é claro, porque o modernaço é a tarefa básica de quem é demasiado preguiçoso para tentar realmente ser moderno. Tantas preocupações com a saúde do povo português toca-me o coração. A sério. Depois acabam de fechar mais três urgências hospitalares no interior, mas pronto, não se pode ter tudo. Desde que haja uma medida mediática, uma lei modernaça (o Sócrates andou a oferecer GPS topo de gama aos membros do Governo), então tudo está bem, podemos todos dormir descansados.
Dia 1 de Janeiro, continuarei a dar dinheiro ao Estado. Almoçarei num restaurante que me permita fumar um cigarro com o café, que para mim faz parte da refeição. E terei de aturar as piadolas dos limpinhos, enquanto correm para casa para dobrar o pijaminha a horas.
É a vida.
Eu não sou tipo de traçar objectivos no revelhão. Logo se vê, é o melhor. Mas a minha grande promessa para dia 1 de Janeiro é que continuarei a fumar, assim que a ressaca me deixar.
No dia 1 entra em vigor mais uma lei fantástica no nosso país, a do anti-fumo, a dos anti-fumadores, a do salvem-as-criancinhas, a do vamos-limpar-por-cima-e-atirar-a-merda-para-debaixo-do-tapete.
Como é óbvio, acho bem que as pessoas não levem com o meu fumo. Acho bem que as criancinhas não ganhem cancro aos 3 anos de idade porque eu, ganda malandro, saquei de um Camel depois de destroçar uma travessa de cozido à portuguesa. E acho bem que haja espaços diferenciados para quem fuma e para quem não o faz. E, já agora, que as criancinhas que me berram aos ouvidos num restaurante ou num avião fossem transferidas para uma ala especial, dedicada a quem tem paciência para isso.
O meu problema é outro.
É que esta lei é apenas mais um sinal da cruzada pela pseudo-saúde, e pela superioridade, inclusivamente moral, dos limpinhos. Sim, aqueles que se deitam a horas decentes, cumprem o horariozinho, vêm a Praça da Alegria e não bebem café à noite porque senão não dormem. Odeio o ar presunçoso com que alguns colegas de trabalho - os limpinhos - me dizem, quando me vêm de cigarro na mão, "a partir de 1 de Janeiro acabou-se, ehehe".
Cambada de palhaços.
Não vou entrar sequer na conversa do quanto dinheiro eu dou a ganhar ao Estado - e que serve também os limpinhos - pelo facto de fumar. Não interessa.
Mas esta lei é mais um marco do Portugal modernaço. O Portugal de Sócrates é, cada vez mais, um país modernaço. E mais atrasado, é claro, porque o modernaço é a tarefa básica de quem é demasiado preguiçoso para tentar realmente ser moderno. Tantas preocupações com a saúde do povo português toca-me o coração. A sério. Depois acabam de fechar mais três urgências hospitalares no interior, mas pronto, não se pode ter tudo. Desde que haja uma medida mediática, uma lei modernaça (o Sócrates andou a oferecer GPS topo de gama aos membros do Governo), então tudo está bem, podemos todos dormir descansados.
Dia 1 de Janeiro, continuarei a dar dinheiro ao Estado. Almoçarei num restaurante que me permita fumar um cigarro com o café, que para mim faz parte da refeição. E terei de aturar as piadolas dos limpinhos, enquanto correm para casa para dobrar o pijaminha a horas.
É a vida.
O Natal
Finalmente acabou, é a primeira coisa que me aptece dizer. Eu não desgosto do Natal, mas isto tem muito menos piada quando se é suposto ser adulto. Aliás, um gajo percebe que é adulto quando oferece prendas melhores do que as que recebe. "Quanto tive filhos deixei de comer pernas de frango, tive que me dedicar às asas, que ninguém gosta", dizia-me o meu pai antigamente. Se calhar tem a ver com isso.
Os cínicos, como eu, tendem a não gostar do Natal. Gostam de dizer mal do Natal, isso sim.
Quero partilhar uma imagem que me ficou, quando estive uma hora à espera da minha mãe no Cais do Sodré, na véspera de Natal. A estação estava estranha, com pouca gente e poucos comboios para um dia de semana. Entre os passageiros, o português do Paraná (e aquela merda do aborto ortográfico, hã?) era o mais parecido com a nossa língua que se conseguia ouvir.
E, no meio dos poucos passageiros, naquela noite gelada em que todos os cafés estavam fechados (e eu cheio de dores de cabeça e a morrer por uma bica), estava um homem na plataforma.
50 e tal anos, de pele escura e ar magrebino. Rosto cansado, dorido, batido pelo trabalho, provavelmente. Ia apanhar o comboio para Cascais, onde aparentemente iria ter com a sua família. Nas mãos - e isto foi o que realmente me impressionou - tinha duas coisas: uma caixa com um bolo e um ramo de flores, de aspecto pobre e simples.
Ia ter com a sua família, e levava um bolo e flores, para a sua mulher, talvez?...
E o Natal é para estas pessoas. Para quem sofre diariamente, muitas vezes num país que não é o seu, lutando de manhã à noite por um salário de miséria. É para eles, para quem a família os leva a sacrifícios impensáveis para nós, niilistas de pacotilha.
O Natal não é para nós, os cínicos, os irónicos profissionais.
É para os velhos - e que chatos eles conseguem ser - e para os solitários, que às vezem conseguem ignorar essa solidão por apenas um dia, uma noite que seja.
O Natal é para aquele homem na plataforma, à espera do comboio para Cascais, com um bolo numa mão e um ramo de flores na outra.
Bom Natal para todos, meus amigos.
Finalmente acabou, é a primeira coisa que me aptece dizer. Eu não desgosto do Natal, mas isto tem muito menos piada quando se é suposto ser adulto. Aliás, um gajo percebe que é adulto quando oferece prendas melhores do que as que recebe. "Quanto tive filhos deixei de comer pernas de frango, tive que me dedicar às asas, que ninguém gosta", dizia-me o meu pai antigamente. Se calhar tem a ver com isso.
Os cínicos, como eu, tendem a não gostar do Natal. Gostam de dizer mal do Natal, isso sim.
Quero partilhar uma imagem que me ficou, quando estive uma hora à espera da minha mãe no Cais do Sodré, na véspera de Natal. A estação estava estranha, com pouca gente e poucos comboios para um dia de semana. Entre os passageiros, o português do Paraná (e aquela merda do aborto ortográfico, hã?) era o mais parecido com a nossa língua que se conseguia ouvir.
E, no meio dos poucos passageiros, naquela noite gelada em que todos os cafés estavam fechados (e eu cheio de dores de cabeça e a morrer por uma bica), estava um homem na plataforma.
50 e tal anos, de pele escura e ar magrebino. Rosto cansado, dorido, batido pelo trabalho, provavelmente. Ia apanhar o comboio para Cascais, onde aparentemente iria ter com a sua família. Nas mãos - e isto foi o que realmente me impressionou - tinha duas coisas: uma caixa com um bolo e um ramo de flores, de aspecto pobre e simples.
Ia ter com a sua família, e levava um bolo e flores, para a sua mulher, talvez?...
E o Natal é para estas pessoas. Para quem sofre diariamente, muitas vezes num país que não é o seu, lutando de manhã à noite por um salário de miséria. É para eles, para quem a família os leva a sacrifícios impensáveis para nós, niilistas de pacotilha.
O Natal não é para nós, os cínicos, os irónicos profissionais.
É para os velhos - e que chatos eles conseguem ser - e para os solitários, que às vezem conseguem ignorar essa solidão por apenas um dia, uma noite que seja.
O Natal é para aquele homem na plataforma, à espera do comboio para Cascais, com um bolo numa mão e um ramo de flores na outra.
Bom Natal para todos, meus amigos.
Blogs 2007
Não me apetece escrever, mas menos me apetece mamar com a fronha do José Bosingwa cada vez que visito este antro. Assim - e porque apagar o último post está fora de questão, e porque é fim-do-ano, hoje sei lá porquê escritinho com hífens, e porque acabei de comer o arroz de pato que trouxe de casa, que ando a perder poder compra vai para mais de seis anos e não me permito ir a restaurantes, e me sobra ainda algum tempo - venho aqui fazer um rápido apontamento ("Ele é burro. Nem sabe fazer um apontamento", dizia o meu querido Avô do próprio irmão, com crueldade e graça. E tenho saudades dele) sobre blogs.
Assim tipo prémios. Que não valem nada. Quase tão nada como um globo de ouro do Balsas.
É todo um então é assim:
Melhor blog: o aqui linkado Olhe que não, shô Doutor! Olhe que não...
Melhor blogger apesar de: maradona.
Melhor blogger mesmo: Senhor Doutor besugo.
Tudo gente do sporting.
Puta de escolha, também lhes digo.
Não me apetece escrever, mas menos me apetece mamar com a fronha do José Bosingwa cada vez que visito este antro. Assim - e porque apagar o último post está fora de questão, e porque é fim-do-ano, hoje sei lá porquê escritinho com hífens, e porque acabei de comer o arroz de pato que trouxe de casa, que ando a perder poder compra vai para mais de seis anos e não me permito ir a restaurantes, e me sobra ainda algum tempo - venho aqui fazer um rápido apontamento ("Ele é burro. Nem sabe fazer um apontamento", dizia o meu querido Avô do próprio irmão, com crueldade e graça. E tenho saudades dele) sobre blogs.
Assim tipo prémios. Que não valem nada. Quase tão nada como um globo de ouro do Balsas.
É todo um então é assim:
Melhor blog: o aqui linkado Olhe que não, shô Doutor! Olhe que não...
Melhor blogger apesar de: maradona.
Melhor blogger mesmo: Senhor Doutor besugo.
Tudo gente do sporting.
Puta de escolha, também lhes digo.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
O cúmulo das ironias é...
... o director regional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) do Algarve, ser um senhor cujo apelido é Van der Kellen.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Mail da semama (pelo menos até hoje, quarta-feira)
Estas são piadas retiradas do livro 'Desordem no tribunal'. São coisas que as pessoas realmente disseram, e que foram transcritas textualmente pelos taquígrafos, que tiveram que permanecer calmos quanto estes diálogos realmente aconteciam à sua frente.
Advogado : Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha: 15 de julho.
Advogado : Que ano?
Testemunha: Todo ano.
Advogado : Essa doença, a miastenia gravis, afeta sua memória?
Testemunha: Sim.
Advogado : E de que modo ela afeta sua memória?
Testemunha: Eu esqueço das coisas.
Advogado : Você esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido?
Advogado : Que idade tem seu filho?
Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.
Advogado : Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha: Há 45 anos.
Advogado : Qual foi a primeira coisa que seu marido disse quando acordou aquela manhã?
Testemunha: Ele disse, 'Onde estou, Bete?'
Advogado : E por que você se aborreceu?
Testemunha: Meu nome é Célia.
Advogado : Me diga, doutor... não é verdade que, ao morrer no sono, a
pessoa só saberá que morreu na manhã seguinte?
Advogado : Seu filho mais novo, o de 20 anos...
Testemunha: Sim.
Advogado : Que idade ele tem?
Advogado : Sobre esta foto sua...o senhor estava presente quando ela foi tirada?
Advogado : Então, a data de concepção do seu bebê foi 08 de agosto?
Testemunha: Sim, foi.
Advogado : E o que você estava fazendo nesse dia?
Advogado : Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha: Certo.
Advogado : Quantos meninos?
Testemunha: Nenhum
Advogado : E quantas eram meninas?
Advogado : Sr. Marcos, por que acabou seu primeiro casamento?
Testemunha: Por morte do cônjuge.
Advogado : E por morte de que cônjuge ele acabou?
Advogado : Poderia descrever o suspeito?
Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado : E era um homem ou uma mulher?
Advogado : Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?
Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...
Advogado : Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua resposta deve ser oral, Ok? Que escola você freqüenta?
Testemunha: Oral.
Advogado : Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar o corpo da vitima?
Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30 h.
Advogado : E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, se perguntando porque eu estava fazendo aquela autópsia nele.
Advogado : O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?
******* Essa é a melhor ********
Advogado : Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da vítima?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor checou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor checou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado : Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a
autópsia começou?
Testemunha: Não.
Advogado : Como o senhor pode ter essa certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado : Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e cursando Direito em algum lugar!!!
Estas são piadas retiradas do livro 'Desordem no tribunal'. São coisas que as pessoas realmente disseram, e que foram transcritas textualmente pelos taquígrafos, que tiveram que permanecer calmos quanto estes diálogos realmente aconteciam à sua frente.
Advogado : Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha: 15 de julho.
Advogado : Que ano?
Testemunha: Todo ano.
Advogado : Essa doença, a miastenia gravis, afeta sua memória?
Testemunha: Sim.
Advogado : E de que modo ela afeta sua memória?
Testemunha: Eu esqueço das coisas.
Advogado : Você esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido?
Advogado : Que idade tem seu filho?
Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.
Advogado : Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha: Há 45 anos.
Advogado : Qual foi a primeira coisa que seu marido disse quando acordou aquela manhã?
Testemunha: Ele disse, 'Onde estou, Bete?'
Advogado : E por que você se aborreceu?
Testemunha: Meu nome é Célia.
Advogado : Me diga, doutor... não é verdade que, ao morrer no sono, a
pessoa só saberá que morreu na manhã seguinte?
Advogado : Seu filho mais novo, o de 20 anos...
Testemunha: Sim.
Advogado : Que idade ele tem?
Advogado : Sobre esta foto sua...o senhor estava presente quando ela foi tirada?
Advogado : Então, a data de concepção do seu bebê foi 08 de agosto?
Testemunha: Sim, foi.
Advogado : E o que você estava fazendo nesse dia?
Advogado : Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha: Certo.
Advogado : Quantos meninos?
Testemunha: Nenhum
Advogado : E quantas eram meninas?
Advogado : Sr. Marcos, por que acabou seu primeiro casamento?
Testemunha: Por morte do cônjuge.
Advogado : E por morte de que cônjuge ele acabou?
Advogado : Poderia descrever o suspeito?
Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado : E era um homem ou uma mulher?
Advogado : Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?
Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...
Advogado : Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua resposta deve ser oral, Ok? Que escola você freqüenta?
Testemunha: Oral.
Advogado : Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar o corpo da vitima?
Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30 h.
Advogado : E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, se perguntando porque eu estava fazendo aquela autópsia nele.
Advogado : O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?
******* Essa é a melhor ********
Advogado : Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da vítima?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor checou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor checou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado : Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a
autópsia começou?
Testemunha: Não.
Advogado : Como o senhor pode ter essa certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado : Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e cursando Direito em algum lugar!!!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Pub
Eu cá gosto de publicidade. Sempre gostei, mesmo quando éramos putos e dava sempre os mesmos três anúncios. E gosto dos bons e dos maus. Gosto mesmo mais do que quase toda a programação. E de todo o tipo de produtos, também. Bebidas, claro, em que te tentam convencer a beber que nem um javardo, mas sendo um gentleman, cheio de classe e moderação. De pensos higiénicos, em que normalmente há gajas boas e andam sempre de cuecas, não sei porquê. Do Malibu, a gozar com os pretos seriamente na boa.
Serve este entróito para falar de algumas campanhas que, por motivos diferentes, me têm chamado a atenção.
1 - A Popota.
Mas quéstamerda?! Aparece um boneco animado todo tecnológico, a atirar para o gorducho, a dançar na TV com uns gestos libidinosos ao som de um 'ripoff' da Gwen Stefani? E depois fala-se do "Natal da Popota", e mai na sei o quê?
Who the fuck is Popota?!
Como se atrevem estes imbecis?!
Popota? E metem adultos, quer dizer, uns seres das novelas que dizem que são famosos, a dizer para apoiarem o Natal da Popota? Será que esta malta tem consciência do ridículo que é estarem a falar como um bébé de x meses (não percebo nada de bébés, não sei quando começam a falar. Um ano, talvez?...)?
E que é feito da Leopoldina? Sim, essa galdéria, que também era uma boa merda mas ao menos tinha um nome como deve ser, não se chamava Pôpôdina!
2 - Cerveja Tagus.
E aqui as coisas complicam-se. Eu nunca peço Tagus, nem me lembro que existe, gosto de Superbock e de Sagres Mine e, no Verão, marcha uma Carlsberg fresquinha. Mas já provei a Tagus, e até é bem boa.
Os tipos tinham uma campanha que proclamava o "Orgulho Hetero".
Ui, ganda bronca em que eles se meteram.
Os críticos dos jornais ficaram malucos, a blogosfera a ferro e fogo, pelo grande mau gosto da campanha.
Eu também não gosto da campanha. Mas gosto ainda menos desta merda desta mania do politicamente correcto e "se disserem orgulho hetero estão a discriminar os homossexuais". Não! O que os homossexuais e os politicorrectos ainda não perceberam, é que EU ME ESTOU OLIMPICAMENTE CAGANDO PARA OS HOMOSSEXUAIS. E para os heterossexuais, e para os sócios do Gil Vicente e para o Chavez e o Rei de Espanha. Who cares?
Quando olho para uma rapariga, estarei a ser discriminatório para com os gays? Pelo andar das coisas talvez...
Isto faz-me lembrar um tipo de onde eu trabalho, que hoje me disse uma coisa fantástica: "Eh pá, ontem a minha mulher quase não me deixava entrar em casa por causa do cheiro dos vossos cigarros".
Eehehe, que giro.
O que é estranho é que ele supostamente não é capado, nem nada.
Bom, adiante.
A campanha é uma merda, mas pior são as críticas enfurecidas, que por acaso vieram todas de heterossexuais bué preocupados com o bem-estar da comunidade gay. Esta, presumo eu, estará ainda a viver normalmente como sempre faz, em vez de andar em cruzadas ridículas contra moinhos de vento.
E a cerveja é boa. E tem um anúncio ali na Cril, que é uma senhora com um senhor decote que até distrai os olhos da estrada. Mas isto se calhar também devia ser proibido, não sei, não tem nenhum gajo de cu espetado e rego à mostra a brincar com a garrafa.
3 - Os Gato Fedorento
O que dizer? Uma bela merda. Falta de piada e..., bem, falta de piada. Mesmo.
4 - A dos deficientes que começou agora a dar na TV
Parece que a ideia é que não devemos tratar os deficientes como coitadinhos, mas sim normalmente. A mim parece-me normal avisar um cego que vai dar de mona numa parede, mas os senhores que fizeram o anúncio acham que não. Fazem aquilo como se os deficientes estivessem completamente fartos de nós, dos "normais", que não os largamos a querer ajudar. É claro que isto é mentira, continua a haver muita exclusão e falta de vontade em ajudá-los.
Mas enfim.
Eu, por mim, nunca mais ajudo a ceguinha a sair do metro. Já não é cool.
Eu cá gosto de publicidade. Sempre gostei, mesmo quando éramos putos e dava sempre os mesmos três anúncios. E gosto dos bons e dos maus. Gosto mesmo mais do que quase toda a programação. E de todo o tipo de produtos, também. Bebidas, claro, em que te tentam convencer a beber que nem um javardo, mas sendo um gentleman, cheio de classe e moderação. De pensos higiénicos, em que normalmente há gajas boas e andam sempre de cuecas, não sei porquê. Do Malibu, a gozar com os pretos seriamente na boa.
Serve este entróito para falar de algumas campanhas que, por motivos diferentes, me têm chamado a atenção.
1 - A Popota.
Mas quéstamerda?! Aparece um boneco animado todo tecnológico, a atirar para o gorducho, a dançar na TV com uns gestos libidinosos ao som de um 'ripoff' da Gwen Stefani? E depois fala-se do "Natal da Popota", e mai na sei o quê?
Who the fuck is Popota?!
Como se atrevem estes imbecis?!
Popota? E metem adultos, quer dizer, uns seres das novelas que dizem que são famosos, a dizer para apoiarem o Natal da Popota? Será que esta malta tem consciência do ridículo que é estarem a falar como um bébé de x meses (não percebo nada de bébés, não sei quando começam a falar. Um ano, talvez?...)?
E que é feito da Leopoldina? Sim, essa galdéria, que também era uma boa merda mas ao menos tinha um nome como deve ser, não se chamava Pôpôdina!
2 - Cerveja Tagus.
E aqui as coisas complicam-se. Eu nunca peço Tagus, nem me lembro que existe, gosto de Superbock e de Sagres Mine e, no Verão, marcha uma Carlsberg fresquinha. Mas já provei a Tagus, e até é bem boa.
Os tipos tinham uma campanha que proclamava o "Orgulho Hetero".
Ui, ganda bronca em que eles se meteram.
Os críticos dos jornais ficaram malucos, a blogosfera a ferro e fogo, pelo grande mau gosto da campanha.
Eu também não gosto da campanha. Mas gosto ainda menos desta merda desta mania do politicamente correcto e "se disserem orgulho hetero estão a discriminar os homossexuais". Não! O que os homossexuais e os politicorrectos ainda não perceberam, é que EU ME ESTOU OLIMPICAMENTE CAGANDO PARA OS HOMOSSEXUAIS. E para os heterossexuais, e para os sócios do Gil Vicente e para o Chavez e o Rei de Espanha. Who cares?
Quando olho para uma rapariga, estarei a ser discriminatório para com os gays? Pelo andar das coisas talvez...
Isto faz-me lembrar um tipo de onde eu trabalho, que hoje me disse uma coisa fantástica: "Eh pá, ontem a minha mulher quase não me deixava entrar em casa por causa do cheiro dos vossos cigarros".
Eehehe, que giro.
O que é estranho é que ele supostamente não é capado, nem nada.
Bom, adiante.
A campanha é uma merda, mas pior são as críticas enfurecidas, que por acaso vieram todas de heterossexuais bué preocupados com o bem-estar da comunidade gay. Esta, presumo eu, estará ainda a viver normalmente como sempre faz, em vez de andar em cruzadas ridículas contra moinhos de vento.
E a cerveja é boa. E tem um anúncio ali na Cril, que é uma senhora com um senhor decote que até distrai os olhos da estrada. Mas isto se calhar também devia ser proibido, não sei, não tem nenhum gajo de cu espetado e rego à mostra a brincar com a garrafa.
3 - Os Gato Fedorento
O que dizer? Uma bela merda. Falta de piada e..., bem, falta de piada. Mesmo.
4 - A dos deficientes que começou agora a dar na TV
Parece que a ideia é que não devemos tratar os deficientes como coitadinhos, mas sim normalmente. A mim parece-me normal avisar um cego que vai dar de mona numa parede, mas os senhores que fizeram o anúncio acham que não. Fazem aquilo como se os deficientes estivessem completamente fartos de nós, dos "normais", que não os largamos a querer ajudar. É claro que isto é mentira, continua a haver muita exclusão e falta de vontade em ajudá-los.
Mas enfim.
Eu, por mim, nunca mais ajudo a ceguinha a sair do metro. Já não é cool.
Fly By Lisbon
Há coisas um bocado difíceis de entender, sobretudo para gente burra como eu.
Atão na era para ser aeroporto de Lisboa?
Primeiro a Ota, que francamente ninguém sabe onde fica mas é para cima.
Depois Alcochete, podiam terraplanar o Freeport e era na boa.
Depois Montijo, terra de campinos e maçaricos de autocolante monárquico na traseira da viatura.
E o que é engraçado é que o Governo continua a dizer - e conseguindo manter uma cara séria - que isto se trata do aeroporto de Lisboa. Claro que é mentira, Lisboa já tem ali uma coisa que é parecido com um aeroporto, onde a malta vai perder as malas, tem mas vai deixar de ter.
E por que não Chaves? Alhandra? Nas Berlengas?
O Vodka apurou, ao fumar uma substância chegada pelo correio, que o nosso executivo tem dois projectos em estudo, que passo a enumerar.
1 - Mudar o nome do país para Lisboa. Assim, faziam o aeoroporto lá no meio da merda, onde quisessem e não houvesse ouriços em extinção, e ninguém podia dizer nada.
2 - Fazer uma marina no Alqueva, e chamar-lhe aeroporto de Lisboa.
Sempre à frente, o nosso PM.
Há coisas um bocado difíceis de entender, sobretudo para gente burra como eu.
Atão na era para ser aeroporto de Lisboa?
Primeiro a Ota, que francamente ninguém sabe onde fica mas é para cima.
Depois Alcochete, podiam terraplanar o Freeport e era na boa.
Depois Montijo, terra de campinos e maçaricos de autocolante monárquico na traseira da viatura.
E o que é engraçado é que o Governo continua a dizer - e conseguindo manter uma cara séria - que isto se trata do aeroporto de Lisboa. Claro que é mentira, Lisboa já tem ali uma coisa que é parecido com um aeroporto, onde a malta vai perder as malas, tem mas vai deixar de ter.
E por que não Chaves? Alhandra? Nas Berlengas?
O Vodka apurou, ao fumar uma substância chegada pelo correio, que o nosso executivo tem dois projectos em estudo, que passo a enumerar.
1 - Mudar o nome do país para Lisboa. Assim, faziam o aeoroporto lá no meio da merda, onde quisessem e não houvesse ouriços em extinção, e ninguém podia dizer nada.
2 - Fazer uma marina no Alqueva, e chamar-lhe aeroporto de Lisboa.
Sempre à frente, o nosso PM.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Mail da semana
Carlos Barreira da Costa, médico Otorrinolaringologista da mui nobre e Invicta cidade do Porto, decidiu compilar no seu livro "A Medicina na Voz do Povo", com o inestimável contributo de muitos colegas de profissão, trinta anos de histórias, crenças e dizeres ouvidos durante o exercício desta peculiar forma de apostolado que é a prática da medicina. E dele não resisti a extrair verdadeiras jóias deste tão pouco conhecido léxico que decidi compartilhar convosco.
O diálogo com um paciente com patologia da boca, olhos, ouvidos, nariz e garganta é sempre um desafio para o clínico:
"A minha expectoração é limpa, assim branquinha, parece com sua licença espermatozóides".
"Quando me assoo dou um traque pelo ouvido, e enquanto não puxar pelo corpo, suar, ou o caralho, o nariz não se destapa".
"Não sei se isto que tenho no ouvido é cera ou caruncho".
"Isto deu-me de ter metido a cabeça no frigorífico. Um mês depois fui ao Hospital e disseram-me que tinha bolhas de ar no ouvido".
"Ouço mal, vejo mal, tenho a mente descaída".
"Fui ao Ftalmologista, meteu-me uns parafusinhos nos olhos a ver se as lágrimas saíam".
"Tenho a língua cheia de Áfricas".
"Gostava que as papilas gustativas se manifestassem a meu favor".
"O dente arrecolhia pus e na altura em que arrecolhia às imidulas infeccionava-as".
"A garganta traqueia-me, dá-me aqueles estalinhos e depois fica melhor".
As perturbações da fala impacientam o doente:
"Na voz sinto aquilo tudo embuzinado".
"Não tenho dores, a voz é que está muito fosforenta".
"Tenho humidade gordurosa nas cordas vocais".
"O meu pai morreu de tísica na laringe".
Os "problemas da cabeça" são muito frequentes:
"Há dias fiz um exame ao capacete no Hospital de S. João".
"Andei num Neurologista que disse que parti o penedo, o rochedo ou lá o que é...".
"Fui a um desses médicos que não consultam a gente, só falam pra nós".
"Vem-me muitos palpites ruins, assim de baixo para cima...".
"A minha cabecinha começa assim a ferver e fico com ela húmida, assim aos tombos, a trabalhar".
"Ou caiu da burra ou foi um ataque cardeal".
Os aparelhos genital e urinário são objecto de queixas sui generis:
"Venho aqui mostrar a parreca".
"A minha pardalona está a mudar de cor".
"Às vezes prega-se-me umas comichões nas barbatanas".
"Tenho esta comichão na perseguida porque o meu marido tem uma infecção na ponta da natureza".
"Fazem aqui o Papa Micau (Papanicolau)?"
"Quantos filhos teve?" - pergunta o médico. "Para a retrete foram quatro, senhor doutor, e à pia baptismal levei três".
"Apareceu-me uma ferida, não sei se de infecção se de uma foda mal dada".
"Tenho de ser operado ao stick. Já fui operado aos estículos".
"Quando estou de pau feito... a puta verga".
"O Médico mandou-me lavar a montadeira logo de manhã".
As dores da coluna e do aparelho muscular e esquelético são difíceis de suportar:
"Metade das minhas doenças é desfalsificação dos ossos e intendência para a tensão alta".
"O pouco cálcio que tenho acumula-se na fractura".
"Já tenho os ossos desclassificados".
"Alem das itroses tenho classificação ossal".
"O meu reumatismo é climático".
"É uma dor insepulcrável".
"Tenho artroses remodeladas e de densidade forte".
"Estou desconfiado que tenho uma hérnia de escala".
O português bebe e fuma muito e desculpa-se com frequência:
"Tomo um vinho que não me assobe à cabeça".
"Eu abuso um pouco da água do Luso".
"Não era ébrio nato mas abusava um pouco do álcool"
"Fujo dos antibióticos por causa do estômago. Prefiro remédios caseiros, a aguardente queimada faz-me muito bem".
"Eu sou um fumador invertebrado".
O aparelho digestivo origina sempre muitas queixas:
"Fui operado ao panquecas".
"Tive três úlceras: uma macho, uma fêmea e uma de gastrina".
"Ando com o fígado elevado. Já o tive a 40, mas agora está mais baixo".
"Eu era muito encharcado a essa coisa da azia".
"Senhor Doutor a minha mulher tem umas almorródias que com a sua licença nem dá um peido".
"Tenho pedra na basílica".
"O meu marido está internado porque sangra pela via da frente e pinga pela via de trás".
"Fizeram-me um exame que era uma televisão a trabalhar e eu a comer papa".
"Fiz uma mamografia ao intestino".
"O meu filho foi operado ao pence (apêndice) mas não lhe puseram os trenos (drenos), encheu o pipo e teve que pôr o soma (sonda)".
Os medicamentos e os seus efeitos prestam-se às maiores confusões:
"Ando a tomar o Esperma Canulado"- Espasmo Canulase
"Tenho cataratas na vista e ando a tomar o Simião" - Sermion
"Andei a tomar umas injecções de Esferovite" - Parenterovit
"Era um antibiótico perlim pim pim mas não me fez nada" - Piprilim
"Agora estou melhor, tomo o Bate Certo" - Betaserc
"Tomo o Sigerom e o Chico Bem" - Stugeron e Gincoben
"Ando a tomar o Castro Leão" - Castilium
"Tomei Sexovir" - Isovir
"Tomo uma cábulas à noite".
"Tomei uns comprimidos "jaunes", assim amarelados".
"Tomo uns comprimidos a modos de umas aboborinhas".
"Receitou-me uns comprimidos que me põem um pouco tonha".
"Estava a ficar com os abéticos no sangue".
"Diz lá no papel que o medicamento podia dar muitas complicações e alienações".
"Quando acordo mais descaída tomo comprimidos de alta potência e fico logo melhor".
"Ó Sra. Enfermeira, ele tem o cu como um véu. O líquido entra e nem actua".
"Na minha opinião sinto-me com melhores sintomas".
O que os doentes pensam do médico:
"Também desculpe, aquela médica não tinha modinhos nenhuns".
"Especialista, médico, mas entendido!".
"Não sou muito afluente de vir aos médicos".
"Quando eu estou mal, os senhores são Deus, mas se me vejo de saúde acho-vos uns estapores".
"Gosto do Senhor Doutor! Diz logo o que tem a dizer, não anda a engasular ninguém".
"Não há melhor doente que eu! Faço tudo o que me mandam, com aquela coisa de não morrer".
Em relação ao doente o humor deve sempre prevalecer sobre a sisudez e o distanciamento. Senão atentem neste "clássico":
"Ó Senhor Doutor, e eu posso tomar estes comprimidos com a menstruação?
Ao que o médico retorque: "Claro que pode. Mas se os tomar com água é capaz de não ser pior ideia. Pelo menos sabe melhor."
Carlos Barreira da Costa, médico Otorrinolaringologista da mui nobre e Invicta cidade do Porto, decidiu compilar no seu livro "A Medicina na Voz do Povo", com o inestimável contributo de muitos colegas de profissão, trinta anos de histórias, crenças e dizeres ouvidos durante o exercício desta peculiar forma de apostolado que é a prática da medicina. E dele não resisti a extrair verdadeiras jóias deste tão pouco conhecido léxico que decidi compartilhar convosco.
O diálogo com um paciente com patologia da boca, olhos, ouvidos, nariz e garganta é sempre um desafio para o clínico:
"A minha expectoração é limpa, assim branquinha, parece com sua licença espermatozóides".
"Quando me assoo dou um traque pelo ouvido, e enquanto não puxar pelo corpo, suar, ou o caralho, o nariz não se destapa".
"Não sei se isto que tenho no ouvido é cera ou caruncho".
"Isto deu-me de ter metido a cabeça no frigorífico. Um mês depois fui ao Hospital e disseram-me que tinha bolhas de ar no ouvido".
"Ouço mal, vejo mal, tenho a mente descaída".
"Fui ao Ftalmologista, meteu-me uns parafusinhos nos olhos a ver se as lágrimas saíam".
"Tenho a língua cheia de Áfricas".
"Gostava que as papilas gustativas se manifestassem a meu favor".
"O dente arrecolhia pus e na altura em que arrecolhia às imidulas infeccionava-as".
"A garganta traqueia-me, dá-me aqueles estalinhos e depois fica melhor".
As perturbações da fala impacientam o doente:
"Na voz sinto aquilo tudo embuzinado".
"Não tenho dores, a voz é que está muito fosforenta".
"Tenho humidade gordurosa nas cordas vocais".
"O meu pai morreu de tísica na laringe".
Os "problemas da cabeça" são muito frequentes:
"Há dias fiz um exame ao capacete no Hospital de S. João".
"Andei num Neurologista que disse que parti o penedo, o rochedo ou lá o que é...".
"Fui a um desses médicos que não consultam a gente, só falam pra nós".
"Vem-me muitos palpites ruins, assim de baixo para cima...".
"A minha cabecinha começa assim a ferver e fico com ela húmida, assim aos tombos, a trabalhar".
"Ou caiu da burra ou foi um ataque cardeal".
Os aparelhos genital e urinário são objecto de queixas sui generis:
"Venho aqui mostrar a parreca".
"A minha pardalona está a mudar de cor".
"Às vezes prega-se-me umas comichões nas barbatanas".
"Tenho esta comichão na perseguida porque o meu marido tem uma infecção na ponta da natureza".
"Fazem aqui o Papa Micau (Papanicolau)?"
"Quantos filhos teve?" - pergunta o médico. "Para a retrete foram quatro, senhor doutor, e à pia baptismal levei três".
"Apareceu-me uma ferida, não sei se de infecção se de uma foda mal dada".
"Tenho de ser operado ao stick. Já fui operado aos estículos".
"Quando estou de pau feito... a puta verga".
"O Médico mandou-me lavar a montadeira logo de manhã".
As dores da coluna e do aparelho muscular e esquelético são difíceis de suportar:
"Metade das minhas doenças é desfalsificação dos ossos e intendência para a tensão alta".
"O pouco cálcio que tenho acumula-se na fractura".
"Já tenho os ossos desclassificados".
"Alem das itroses tenho classificação ossal".
"O meu reumatismo é climático".
"É uma dor insepulcrável".
"Tenho artroses remodeladas e de densidade forte".
"Estou desconfiado que tenho uma hérnia de escala".
O português bebe e fuma muito e desculpa-se com frequência:
"Tomo um vinho que não me assobe à cabeça".
"Eu abuso um pouco da água do Luso".
"Não era ébrio nato mas abusava um pouco do álcool"
"Fujo dos antibióticos por causa do estômago. Prefiro remédios caseiros, a aguardente queimada faz-me muito bem".
"Eu sou um fumador invertebrado".
O aparelho digestivo origina sempre muitas queixas:
"Fui operado ao panquecas".
"Tive três úlceras: uma macho, uma fêmea e uma de gastrina".
"Ando com o fígado elevado. Já o tive a 40, mas agora está mais baixo".
"Eu era muito encharcado a essa coisa da azia".
"Senhor Doutor a minha mulher tem umas almorródias que com a sua licença nem dá um peido".
"Tenho pedra na basílica".
"O meu marido está internado porque sangra pela via da frente e pinga pela via de trás".
"Fizeram-me um exame que era uma televisão a trabalhar e eu a comer papa".
"Fiz uma mamografia ao intestino".
"O meu filho foi operado ao pence (apêndice) mas não lhe puseram os trenos (drenos), encheu o pipo e teve que pôr o soma (sonda)".
Os medicamentos e os seus efeitos prestam-se às maiores confusões:
"Ando a tomar o Esperma Canulado"- Espasmo Canulase
"Tenho cataratas na vista e ando a tomar o Simião" - Sermion
"Andei a tomar umas injecções de Esferovite" - Parenterovit
"Era um antibiótico perlim pim pim mas não me fez nada" - Piprilim
"Agora estou melhor, tomo o Bate Certo" - Betaserc
"Tomo o Sigerom e o Chico Bem" - Stugeron e Gincoben
"Ando a tomar o Castro Leão" - Castilium
"Tomei Sexovir" - Isovir
"Tomo uma cábulas à noite".
"Tomei uns comprimidos "jaunes", assim amarelados".
"Tomo uns comprimidos a modos de umas aboborinhas".
"Receitou-me uns comprimidos que me põem um pouco tonha".
"Estava a ficar com os abéticos no sangue".
"Diz lá no papel que o medicamento podia dar muitas complicações e alienações".
"Quando acordo mais descaída tomo comprimidos de alta potência e fico logo melhor".
"Ó Sra. Enfermeira, ele tem o cu como um véu. O líquido entra e nem actua".
"Na minha opinião sinto-me com melhores sintomas".
O que os doentes pensam do médico:
"Também desculpe, aquela médica não tinha modinhos nenhuns".
"Especialista, médico, mas entendido!".
"Não sou muito afluente de vir aos médicos".
"Quando eu estou mal, os senhores são Deus, mas se me vejo de saúde acho-vos uns estapores".
"Gosto do Senhor Doutor! Diz logo o que tem a dizer, não anda a engasular ninguém".
"Não há melhor doente que eu! Faço tudo o que me mandam, com aquela coisa de não morrer".
Em relação ao doente o humor deve sempre prevalecer sobre a sisudez e o distanciamento. Senão atentem neste "clássico":
"Ó Senhor Doutor, e eu posso tomar estes comprimidos com a menstruação?
Ao que o médico retorque: "Claro que pode. Mas se os tomar com água é capaz de não ser pior ideia. Pelo menos sabe melhor."
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
sábado, 24 de novembro de 2007
MUDAR DE VIDA

E o Grémio lá vai, de vitória em vitória até à derrota final.
Na última quinta-feira, a maior enchente que eu alguma vez vi naquele mítico espaço, para ouvir Zé Mário Branco e convidados falarem do projecto Mudar de Vida e, esperava eu, cantar uma cantigas daquelas das boas.

O Zé Mário é um tipo às direitas. De todos aqueles cantores históricos da sua geração, foi o único que, até hoje, nunca me desiludiu. Nunca foi júri do Chuva de Estrelas, nunca vendeu músicas para novelas, nunca se vendeu. E nunca deixou de dar às suas obras o pendor político que lhe é intrínseco, ainda que isso há muito tenha deixado de ser fashionable.
Por não ser como os outros, e por não facilitar, parecia mais interessado em falar do jornal Mudar de Vida, projecto altamente louvável, do que em satisfazer as vontades do fãs mais musicais.

Mas valeu a pena, Zé.
Valeu a pena ver-te, mais velho mas sempre a dar a mão aos mais novos. Valeu a pena ver uma sala cheia de brancos a aplaudir meia dúzia de pretos da Buraca, com o seu hip-hop ingénuo mas evidentemente sentido.
Valeu a pena ver o Grémio cheio, esse espaço que, graças ao nada menos que fantástico e enternecedor esforço de Dina, Olga e Fred, se transformou no verdadeiro Gremlin da noite de Lisboa. Aberto, fraterno, comprometido com a liberdade de tudo.
Pode morrer, meus amigos, uma vez que o despejo continua à porta.
Mas valeu a pena.
Valeu a pena.
E o Grémio lá vai, de vitória em vitória até à derrota final.
Na última quinta-feira, a maior enchente que eu alguma vez vi naquele mítico espaço, para ouvir Zé Mário Branco e convidados falarem do projecto Mudar de Vida e, esperava eu, cantar uma cantigas daquelas das boas.
O Zé Mário é um tipo às direitas. De todos aqueles cantores históricos da sua geração, foi o único que, até hoje, nunca me desiludiu. Nunca foi júri do Chuva de Estrelas, nunca vendeu músicas para novelas, nunca se vendeu. E nunca deixou de dar às suas obras o pendor político que lhe é intrínseco, ainda que isso há muito tenha deixado de ser fashionable.
Por não ser como os outros, e por não facilitar, parecia mais interessado em falar do jornal Mudar de Vida, projecto altamente louvável, do que em satisfazer as vontades do fãs mais musicais.
Mas valeu a pena, Zé.
Valeu a pena ver-te, mais velho mas sempre a dar a mão aos mais novos. Valeu a pena ver uma sala cheia de brancos a aplaudir meia dúzia de pretos da Buraca, com o seu hip-hop ingénuo mas evidentemente sentido.
Valeu a pena ver o Grémio cheio, esse espaço que, graças ao nada menos que fantástico e enternecedor esforço de Dina, Olga e Fred, se transformou no verdadeiro Gremlin da noite de Lisboa. Aberto, fraterno, comprometido com a liberdade de tudo.
Pode morrer, meus amigos, uma vez que o despejo continua à porta.
Mas valeu a pena.
Valeu a pena.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
O Jesualdo da política
Durão Barroso, o ex-quase anarquista de há 30 anos atrás, deu agora uma entrevista, no tom apoteótico de quem fala à comunicação social do seu pequeno país depois de um percurso internacional brilhante. É claro que o seu percurso, a sua carreirazinha, nada tem de brilhante, uma vez que os dois cargos mais significativos que ocupou – primeiro-ministro e presidente da CE - foram ganhos por manifesta e assumida falta de comparência.
E o que diz o senhor na entrevista?
Bom, em primeiro lugar fala do eventual referendo ao tratado europeu, vulgo constituição europeia, que só mudou de nome para fugir à obrigatoriedade – pelo menos moral – de ser referendada. Afinal não interessa nada ouvir a opinião dos cidadãos, curiosamente depois de alguns países europeus terem chumbado a dita constituição. Durão explica: “as pessoas dizem todas que preferem o referendo, como é natural, e depois, curiosamente, não vão votar”.
“Aliás, em Portugal, tanto quanto sei, os referendos não têm tido sequer a maioria necessária para serem vinculativos”, afirma ainda, sublinhando que o que não pode aceitar é que “se desvalorizem os parlamentos, senão teríamos um populismo permanente”.
Ou seja, querem referendos mas depois abstêm-se, esses malandros. Por essa ordem de razões, acabe-se com as eleições, não é, senhor Durão?
Depois vem a guerra do Iraque, na qual o senhor Durão participou na dupla qualidade de mordomo (servindo o chá e os bolinhos) e de emplastro (contorcendo-se para entrar nas fotos). Diz o senhor que está na moda culpar o senhor Bush, mas as pessoas esquecem-se que havia uma “quase unanimidade” em torno da invasão do Iraque. Para além do facto de uma “quase unanimidade” ser uma expressão completamente absurda, Durão explica que a decisão de invadir foi apoiada “tanto pelos republicanos como pelos democratas”. Ninguém explica a este senhor é que NÓS ESTAMOS EM PORTUGAL, temos um sistema político próprio, autonomia jurídica, etc, como tal é irrelevante qual foi o apoio que a iniciativa teve nas terras do Tio Sam.
Por último, diz que “Portugal não tem que estar arrependido do apoio dado” à invasão do Iraque. Porquê? Porque “não perdeu nada com isso”. Esta justificação é fabulosa na ilustração da realpolitik que inunda a cabeça de Durão. Há milhares e milhares de mortos? Há. Há uma grosseira mentira na base dessa guerra? Há. Há ou não um completo desrespeito por todas as regras do direito internacional? Há. Mas há algum problema? Não. Porquê? Porque Portugal “não perdeu nada com isso”.
E explica este argumento. “Repare, depois das decisões que tomei, fui convidado a ser presidente da Comissão Europeia e tive o consenso de todos os países europeus. O que demonstra que o facto de Portugal ter tomado naquela altura aquela posição não prejudicou em nada, em nada, a imagem de Portugal junto dos seus parceiros europeus”. Fantástico. Durão, qual Nero tocando lira enquanto Roma arde, confunde a sua parca pessoa com Portugal, e o sucesso de seu percurso carreirístico com o caminho internacional de Portugal.
Muita gente se esqueceu, mas eu não, de quando ele era líder do PSD e líder da oposição. Como era gozado por todos por ser um líder fraco a todos os níveis. Como dizia uma coisa num dia e outra no seguinte. A sorte bafejou-o, quando Guterres abandonou o poder e quando a Comissão Europeia se entreteve a rejeitar nome atrás de nome até arranjarem um tipo que, de tão inócuo, não incomodava ninguém.
Durão Barroso é o Jesualdo Ferreira da política nacional. Mesmo quando ganha toda a gente sabe que o mérito não é seu. O meu receio é que Portugal, o pequenino e provinciano Portugal, venha a eleger este homem presidente da república, quando se cansar da sua aventura internacional. E, acreditem-me, basta ele querer, neste cantinho burgesso para o qual tudo o que vem de fora é sinónimo de qualidade.
Durão Barroso, o ex-quase anarquista de há 30 anos atrás, deu agora uma entrevista, no tom apoteótico de quem fala à comunicação social do seu pequeno país depois de um percurso internacional brilhante. É claro que o seu percurso, a sua carreirazinha, nada tem de brilhante, uma vez que os dois cargos mais significativos que ocupou – primeiro-ministro e presidente da CE - foram ganhos por manifesta e assumida falta de comparência.
E o que diz o senhor na entrevista?
Bom, em primeiro lugar fala do eventual referendo ao tratado europeu, vulgo constituição europeia, que só mudou de nome para fugir à obrigatoriedade – pelo menos moral – de ser referendada. Afinal não interessa nada ouvir a opinião dos cidadãos, curiosamente depois de alguns países europeus terem chumbado a dita constituição. Durão explica: “as pessoas dizem todas que preferem o referendo, como é natural, e depois, curiosamente, não vão votar”.
“Aliás, em Portugal, tanto quanto sei, os referendos não têm tido sequer a maioria necessária para serem vinculativos”, afirma ainda, sublinhando que o que não pode aceitar é que “se desvalorizem os parlamentos, senão teríamos um populismo permanente”.
Ou seja, querem referendos mas depois abstêm-se, esses malandros. Por essa ordem de razões, acabe-se com as eleições, não é, senhor Durão?
Depois vem a guerra do Iraque, na qual o senhor Durão participou na dupla qualidade de mordomo (servindo o chá e os bolinhos) e de emplastro (contorcendo-se para entrar nas fotos). Diz o senhor que está na moda culpar o senhor Bush, mas as pessoas esquecem-se que havia uma “quase unanimidade” em torno da invasão do Iraque. Para além do facto de uma “quase unanimidade” ser uma expressão completamente absurda, Durão explica que a decisão de invadir foi apoiada “tanto pelos republicanos como pelos democratas”. Ninguém explica a este senhor é que NÓS ESTAMOS EM PORTUGAL, temos um sistema político próprio, autonomia jurídica, etc, como tal é irrelevante qual foi o apoio que a iniciativa teve nas terras do Tio Sam.
Por último, diz que “Portugal não tem que estar arrependido do apoio dado” à invasão do Iraque. Porquê? Porque “não perdeu nada com isso”. Esta justificação é fabulosa na ilustração da realpolitik que inunda a cabeça de Durão. Há milhares e milhares de mortos? Há. Há uma grosseira mentira na base dessa guerra? Há. Há ou não um completo desrespeito por todas as regras do direito internacional? Há. Mas há algum problema? Não. Porquê? Porque Portugal “não perdeu nada com isso”.
E explica este argumento. “Repare, depois das decisões que tomei, fui convidado a ser presidente da Comissão Europeia e tive o consenso de todos os países europeus. O que demonstra que o facto de Portugal ter tomado naquela altura aquela posição não prejudicou em nada, em nada, a imagem de Portugal junto dos seus parceiros europeus”. Fantástico. Durão, qual Nero tocando lira enquanto Roma arde, confunde a sua parca pessoa com Portugal, e o sucesso de seu percurso carreirístico com o caminho internacional de Portugal.
Muita gente se esqueceu, mas eu não, de quando ele era líder do PSD e líder da oposição. Como era gozado por todos por ser um líder fraco a todos os níveis. Como dizia uma coisa num dia e outra no seguinte. A sorte bafejou-o, quando Guterres abandonou o poder e quando a Comissão Europeia se entreteve a rejeitar nome atrás de nome até arranjarem um tipo que, de tão inócuo, não incomodava ninguém.
Durão Barroso é o Jesualdo Ferreira da política nacional. Mesmo quando ganha toda a gente sabe que o mérito não é seu. O meu receio é que Portugal, o pequenino e provinciano Portugal, venha a eleger este homem presidente da república, quando se cansar da sua aventura internacional. E, acreditem-me, basta ele querer, neste cantinho burgesso para o qual tudo o que vem de fora é sinónimo de qualidade.
Prémio Gabriel Alves 2007
"O Eusébio é mais adepto do clima tropical, em Moçambique não faz este frio!"
- comentador da RTP (penso que o António Tadeia) depois de Eusébio sair do banco da selecção e ir para os camarotes. Não sei se o mais espantoso desta frase é a total falta de interesse futebolístico, se é o facto do Eusébio VIVER em Portugal.
"O Eusébio é mais adepto do clima tropical, em Moçambique não faz este frio!"
- comentador da RTP (penso que o António Tadeia) depois de Eusébio sair do banco da selecção e ir para os camarotes. Não sei se o mais espantoso desta frase é a total falta de interesse futebolístico, se é o facto do Eusébio VIVER em Portugal.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Duas ou três ou mais coisas sobre aquela coisa lá no estrangeiro, ontem
1ª coisa - Com o Eng. Timex de Fátima isto pior não estava.
2ª coisa - O Camacho tinha razão, o Benfica mete medo a muita gente. Especialmente a gente benfiquista.
3ª coisa - Uma boa notícia: o Bynia foi finalmente expulso.
Mais coisas - Continuo à espera que o Berardo traga o Mourinho para o Benfas. Aliás, não percebo como é que, com tanta vontade em ajudar de um lado e tanto desemprego do outro, não está já o raio do homem a bulir no Seixal. Depois espantem-se...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Impõe-se a questão
O jornalismo, por vezes, dá-nos verdadeiras pérolas, no meio do lixo.
Desta feita foi a insuspeita Agência Lusa, que nos presenteou com este naco de prosa:
"Feminista considera criação de lugares de estacionamento para mulheres ideia ridícula"
A feminista Fina D`Armada considerou hoje que a criação de lugares destinados às mulheres num centro comercial de S. João da Madeira revela que a velha ideia de Aristóteles "a mulher é um homem incompleto" permanece no inconsciente masculino.
"Não me parece que tenha sido uma gentileza", disse em declarações à Lusa, a propósito da criação de quatro lugares de estacionamento, pintados a rosa e muito mais largos do que o habitual, num centro comercial recentemente inaugurado em S. João da Madeira.
Fina D`Armada considerou a ideia "ridícula, discriminatória" e a prova de que "a igualdade, apesar de constar na lei, é uma luta que não está ganha e que, por isso, requer um trabalho diário".
Esta defensora da causa feminista, há 37 anos, entende que "nesta medida está implícita a ideia de que as mulheres são aselhas, que conduzem pouco ou que dependem da condução dos homens para se deslocar", sublinhou.
Well, well, well.
O que dizer acerca disto? Meu Deus, por onde começar?
Para além de tudo, deixo-vos apenas com uma questão:
Fina D'Armada?! Feminista ou Dyke on Bike?
O jornalismo, por vezes, dá-nos verdadeiras pérolas, no meio do lixo.
Desta feita foi a insuspeita Agência Lusa, que nos presenteou com este naco de prosa:
"Feminista considera criação de lugares de estacionamento para mulheres ideia ridícula"
A feminista Fina D`Armada considerou hoje que a criação de lugares destinados às mulheres num centro comercial de S. João da Madeira revela que a velha ideia de Aristóteles "a mulher é um homem incompleto" permanece no inconsciente masculino.
"Não me parece que tenha sido uma gentileza", disse em declarações à Lusa, a propósito da criação de quatro lugares de estacionamento, pintados a rosa e muito mais largos do que o habitual, num centro comercial recentemente inaugurado em S. João da Madeira.
Fina D`Armada considerou a ideia "ridícula, discriminatória" e a prova de que "a igualdade, apesar de constar na lei, é uma luta que não está ganha e que, por isso, requer um trabalho diário".
Esta defensora da causa feminista, há 37 anos, entende que "nesta medida está implícita a ideia de que as mulheres são aselhas, que conduzem pouco ou que dependem da condução dos homens para se deslocar", sublinhou.
Well, well, well.
O que dizer acerca disto? Meu Deus, por onde começar?
Para além de tudo, deixo-vos apenas com uma questão:
Fina D'Armada?! Feminista ou Dyke on Bike?
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
terça-feira, 23 de outubro de 2007
De quem gostas mais?
Pedimos desculpas pelo atraso na análise dos resultados da primeira sondagem Vodka Atónito, mas 38 votos dá muito trabalho.
Esta sondagem foi feita num universo para aí bué grande e não tem margem de erro nenhuma, erros é para os betos da Universidade Católica.
Sendo assim podemos concluir que:
- 6 pessoas (15%) gostam mais da mãe, tanto pode ser da própria como de outra qualquer, a mãe do amigo, a Mãe do Máximo Gorki, até da Rita Blanco que era a mãe naquela publicidade do Jumbo.
- 1 pessoa (2%) gosta mais do pai, não sei se diz mais acerca desta pessoa ou das outras todas que não votaram no pai. Talvez a maior parte dos nossos leitores tenham tido visitas estranhas no quarto quando eram pequenos.
- 19 pessoas (50%) gostam mais da vizinha do lado. A opção com mais votos é perfeitamente compreensível, principalmente se a vizinha do lado for podre de boa, do Benfica e mãe. Se tivessem a minha vizinha do lado não teriam concerteza esta opinião.
- 12 pessoas (31%) gostam mais do Benfica. O segundo lugar é resultado de uma cabala contra o glorioso, porque 19 Sportinguistas gostam mais da vizinha do lado, 6 são do Fátima logo percebe-se a escolha da mãe e 1 Portista gosta mais do pai, porque foi carinhoso e usou vaselina.
Pedimos desculpas pelo atraso na análise dos resultados da primeira sondagem Vodka Atónito, mas 38 votos dá muito trabalho.
Esta sondagem foi feita num universo para aí bué grande e não tem margem de erro nenhuma, erros é para os betos da Universidade Católica.
Sendo assim podemos concluir que:
- 6 pessoas (15%) gostam mais da mãe, tanto pode ser da própria como de outra qualquer, a mãe do amigo, a Mãe do Máximo Gorki, até da Rita Blanco que era a mãe naquela publicidade do Jumbo.
- 1 pessoa (2%) gosta mais do pai, não sei se diz mais acerca desta pessoa ou das outras todas que não votaram no pai. Talvez a maior parte dos nossos leitores tenham tido visitas estranhas no quarto quando eram pequenos.
- 19 pessoas (50%) gostam mais da vizinha do lado. A opção com mais votos é perfeitamente compreensível, principalmente se a vizinha do lado for podre de boa, do Benfica e mãe. Se tivessem a minha vizinha do lado não teriam concerteza esta opinião.
- 12 pessoas (31%) gostam mais do Benfica. O segundo lugar é resultado de uma cabala contra o glorioso, porque 19 Sportinguistas gostam mais da vizinha do lado, 6 são do Fátima logo percebe-se a escolha da mãe e 1 Portista gosta mais do pai, porque foi carinhoso e usou vaselina.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Pois, e coiso e tal, tem estado mais fresquinho....
Houve miúdos que me falaram de perversões sexuais que eu, com 59 anos…» “…ficava chocada…” «Qual chocada!? Não sabia o que era! Tive de ir à internet. ‘Chuva dourada’ por exemplo. Um dos miúdos disse-me: “Aquele era mesmo porco, só gostava de chuva dourada”».
Catalina Pestana, no Sol.
Houve miúdos que me falaram de perversões sexuais que eu, com 59 anos…» “…ficava chocada…” «Qual chocada!? Não sabia o que era! Tive de ir à internet. ‘Chuva dourada’ por exemplo. Um dos miúdos disse-me: “Aquele era mesmo porco, só gostava de chuva dourada”».
Catalina Pestana, no Sol.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
sábado, 13 de outubro de 2007
O insulto
José Sócrates, na sua deriva salazarenta/alucinogénea, insiste em culpar os comunistas de cada ocasião em que alguém se queixa, seja de uma dor de estômago, de uma ressaca, de lhe terem fechado as únicas urgências no raio de 90 km ou de ter levado um tiro na perna. Insiste, feito betinho tótó, de que há uma grande diferença entre o direito à manifestação e o direito ao insulto.
Mas a questão é: desde quando é que é proibido insultar o primeiro-ministro? E se é proibido, por que carga de água?
Não só devia ser ilimitadamente permitido como até obrigatório. E isto independentemente do seu trabalho ou valia pessoal ou profissional. É como a masturbaçãozita diária do tarado sexual que não consegue arranjar gajas, e assim se acalma e não tem que violar a vizinha. O português gosta de se queixar. É assim, pronto, deixa-o estar, coitado. Ladra muito mas não morde. Mas é à custa de tanto ladrar, nem que seja na mesa do café, que sente ter feito o seu trabalho enquanto indivíduo e não desata a fazer bombas e a estripar fiscais da EMEL (infelizmente).
O conceito de não se insultar o primeiro-ministro, e qualquer outro governante, é absurdo. É como ir à bola, pagar bilhete e não se poder insultar o árbitro.
Correndo o risco de não voltar a contribuir para o engrandecimento deste já idoso blogue, eu dou agora o meu grito do Jacarépaguá.
Xôr Primeiro Ministro, vomecê cheira bastante mal. E tem pé chato. E é chato. E vaidoso.
PS: se não ouvirem de mim nos próximos dias, não chamem a polícia. Provavelmente foram eles.
José Sócrates, na sua deriva salazarenta/alucinogénea, insiste em culpar os comunistas de cada ocasião em que alguém se queixa, seja de uma dor de estômago, de uma ressaca, de lhe terem fechado as únicas urgências no raio de 90 km ou de ter levado um tiro na perna. Insiste, feito betinho tótó, de que há uma grande diferença entre o direito à manifestação e o direito ao insulto.
Mas a questão é: desde quando é que é proibido insultar o primeiro-ministro? E se é proibido, por que carga de água?
Não só devia ser ilimitadamente permitido como até obrigatório. E isto independentemente do seu trabalho ou valia pessoal ou profissional. É como a masturbaçãozita diária do tarado sexual que não consegue arranjar gajas, e assim se acalma e não tem que violar a vizinha. O português gosta de se queixar. É assim, pronto, deixa-o estar, coitado. Ladra muito mas não morde. Mas é à custa de tanto ladrar, nem que seja na mesa do café, que sente ter feito o seu trabalho enquanto indivíduo e não desata a fazer bombas e a estripar fiscais da EMEL (infelizmente).
O conceito de não se insultar o primeiro-ministro, e qualquer outro governante, é absurdo. É como ir à bola, pagar bilhete e não se poder insultar o árbitro.
Correndo o risco de não voltar a contribuir para o engrandecimento deste já idoso blogue, eu dou agora o meu grito do Jacarépaguá.
Xôr Primeiro Ministro, vomecê cheira bastante mal. E tem pé chato. E é chato. E vaidoso.
PS: se não ouvirem de mim nos próximos dias, não chamem a polícia. Provavelmente foram eles.
Descubra as diferenças
Os genocídios têm destas coisas. Se se vota que eles existiram, então sim, eles existiram. Se a votação dá o desfecho contrário, pronto, então já não é um fenómeno desumano e uma gravíssima violação dos direitos humanos, enfim, é uma unhita partida no dedo mindinho do mundo.
O Congresso norte-americano está a pedir sarilhos. Votou favoravelmente uma moção para classificar como genocídio o genocídio de milhares e milhares de arménios pelos turcos, em mil novencentos e troca o passo. A Turquia ficou lixada, ameaça impedir os barquitos de petróleo de vogar livremente e George W. Bush já está no terreno. Afirma não aceitar a classificação do Congresso, essa cambada de esquerdistas, enfim de democratas, que são uma espécie de extrema esquerda dentro da extrema direita que é a política norte-americana.
Para além do ridículo de decidirmos, por decreto, se houve um não um genocídio, há outro ponto interessante.
É que aquele tipo de nome impossível de dizer e ainda mais difícil de escrever (não sei e não me apetece ir à Wikipedia), o presidente do Irão, é consecutivamente ridicularizado, e bem, por negar que o Holocausto tenha existido. Ora a questão dos arménios é tão indesmentível quanto esta. Como tal, descubra as diferenças.
Eu tenho algumas ideias.
Será porque os arménios são realmente tratados como o cotão do cu do mundo, sem ninguém que se preocupe com eles - nem têm monges vestidos de vermelho nem nada - não têm rios de dinheiro e não controlam as finanças de boa parte do império norte-americano?
Não sei. É só uma ideia.
Os genocídios têm destas coisas. Se se vota que eles existiram, então sim, eles existiram. Se a votação dá o desfecho contrário, pronto, então já não é um fenómeno desumano e uma gravíssima violação dos direitos humanos, enfim, é uma unhita partida no dedo mindinho do mundo.
O Congresso norte-americano está a pedir sarilhos. Votou favoravelmente uma moção para classificar como genocídio o genocídio de milhares e milhares de arménios pelos turcos, em mil novencentos e troca o passo. A Turquia ficou lixada, ameaça impedir os barquitos de petróleo de vogar livremente e George W. Bush já está no terreno. Afirma não aceitar a classificação do Congresso, essa cambada de esquerdistas, enfim de democratas, que são uma espécie de extrema esquerda dentro da extrema direita que é a política norte-americana.
Para além do ridículo de decidirmos, por decreto, se houve um não um genocídio, há outro ponto interessante.
É que aquele tipo de nome impossível de dizer e ainda mais difícil de escrever (não sei e não me apetece ir à Wikipedia), o presidente do Irão, é consecutivamente ridicularizado, e bem, por negar que o Holocausto tenha existido. Ora a questão dos arménios é tão indesmentível quanto esta. Como tal, descubra as diferenças.
Eu tenho algumas ideias.
Será porque os arménios são realmente tratados como o cotão do cu do mundo, sem ninguém que se preocupe com eles - nem têm monges vestidos de vermelho nem nada - não têm rios de dinheiro e não controlam as finanças de boa parte do império norte-americano?
Não sei. É só uma ideia.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Euromilhões
A nova estação de metro do Terreiro do Paço (sim, aquela praça transformada há uma data de anos num monte de esterco e cagalhões flutuantes) vai custar, afinal, 300 milhões de euros.
300 milhões de euros.
Eu podia falar de quanto se poderia fazer com esse dinheiro, quantas urgências ou escolas não teriam de fechar, por exemplo. Também podia perguntar por que raio ninguém é responsabilizado por esta bela pouca-vergonha (expressão que anda a implorar para ser recuperada).
Mas não vale a pena. Não saberia parar de mandar vir.
300 milhões de euros.
I rest my case.
A nova estação de metro do Terreiro do Paço (sim, aquela praça transformada há uma data de anos num monte de esterco e cagalhões flutuantes) vai custar, afinal, 300 milhões de euros.
300 milhões de euros.
Eu podia falar de quanto se poderia fazer com esse dinheiro, quantas urgências ou escolas não teriam de fechar, por exemplo. Também podia perguntar por que raio ninguém é responsabilizado por esta bela pouca-vergonha (expressão que anda a implorar para ser recuperada).
Mas não vale a pena. Não saberia parar de mandar vir.
300 milhões de euros.
I rest my case.
What the fuck?!
O ministro da administração interna é apanhado, em escutas, a trocar favores com os acusados do Caso Portucale, e "fonte oficial" do PS tem, como única reacção, realçar que as escutas foram ilegalmente reproduzidas pelo jornal Sol.
José Rodrigues dos Santos, o apresentador de telejornal/Dan Brown wanabe, arrisca-se a ser despedido por ter dito, nos jornais, que os Governos interferem na gestão noticiosa da RTP.
Depois, dois bófias à paisana "visitam" a sede do Sindicato dos Professores da Região Centro para os "avisar" de que devem ter juizinho quando se manifestarem, aproveitando para levar, de antemão, o comunicado que o sindicato previa distribuir. E o Governo, lá está, continua a dizer que o PCP, esse bicho papão, é o culpado de tudo, manipula milhares e milhares de pessoas que, para além de não terem mente própria, não votam no PC (ou como diz o Jerónimo, se isso fosse tudo gente do PC, este partido tinha maioria absoluta).
E o país lá vai, impávido e sereno. Que raio se passa connosco? Estaremos todos assim tão desencantados e desiludidos e desesperançados de que esta merda mude?
É bem possível que sim, eu sei...
O ministro da administração interna é apanhado, em escutas, a trocar favores com os acusados do Caso Portucale, e "fonte oficial" do PS tem, como única reacção, realçar que as escutas foram ilegalmente reproduzidas pelo jornal Sol.
José Rodrigues dos Santos, o apresentador de telejornal/Dan Brown wanabe, arrisca-se a ser despedido por ter dito, nos jornais, que os Governos interferem na gestão noticiosa da RTP.
Depois, dois bófias à paisana "visitam" a sede do Sindicato dos Professores da Região Centro para os "avisar" de que devem ter juizinho quando se manifestarem, aproveitando para levar, de antemão, o comunicado que o sindicato previa distribuir. E o Governo, lá está, continua a dizer que o PCP, esse bicho papão, é o culpado de tudo, manipula milhares e milhares de pessoas que, para além de não terem mente própria, não votam no PC (ou como diz o Jerónimo, se isso fosse tudo gente do PC, este partido tinha maioria absoluta).
E o país lá vai, impávido e sereno. Que raio se passa connosco? Estaremos todos assim tão desencantados e desiludidos e desesperançados de que esta merda mude?
É bem possível que sim, eu sei...
Gigabytes (ou uma coisa assim mesmo muita grande)
À medida que aumentam os rumores de que Menezes vai escolher Sacana Lopes para presidente do grupo parlamentar do PSD, o Vodka Atónito decidiu antecipar-se e aproveitar a baixa do dólar.
Já reservámos espaço, na sede da NASA, para três novos servidores de suporte ao blog. O manancial de piadas promete.
À medida que aumentam os rumores de que Menezes vai escolher Sacana Lopes para presidente do grupo parlamentar do PSD, o Vodka Atónito decidiu antecipar-se e aproveitar a baixa do dólar.
Já reservámos espaço, na sede da NASA, para três novos servidores de suporte ao blog. O manancial de piadas promete.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Dah!
EUA: Automóveis híbridos silenciosos são maus para os cegos.
Hello!! É só fazer as matrículas em braille!!!!
EUA: Automóveis híbridos silenciosos são maus para os cegos.
Hello!! É só fazer as matrículas em braille!!!!
Friends will be friends…again
O semanário Sol conseguiu, finalmente trazer uma história interessante. São as escutas de várias conversas entre Paulo Portas, Abel Pinheiro (o gajo do PP, do caso Portucale, entre outros) e Rui Pereira, actual ministro da Administração Interna do governo de José Sócrates. Nessas escutas, fica a perceber-se muito bem as maquinações por trás das nomeações, muitas vezes incompreensíveis para o comum dos mortais, dos titulares de altos cargos desta briosa nação. Em primeiro lugar, Abel Pinheiro pede a Rui Pereira que ele saiba, através dos seus conhecimentos, se estava mesmo a haver uma investigação do Ministério Público sobre o CDS. Ou seja, o segredo de justiça é para manter, já que aos senhores poderosos lhes basta um telefonema à pessoa certa. Rui Pereira, diligente, diz que vai saber do que se passa. Depois, sabe-se que José Sócrates queria correr com Souto Moura do lugar de Procurador Geral da República (PGR) e lá colocar o seu amigalhaço Rui Pereira. Para tal, tinha de convencer Jorge Sampaio a demitir Souto Moura e, sabendo que o Jorgecas é tipo de consensos alargados, pediu a Paulo Portas (leram bem) que falasse com o presidente a dizer que também o seu partido apoiava Rui Pereira. Este sabe disto pela voz de Abel Pinheiro e fica naturalmente, contentinho: “Eh pá, olha, já sabes que fico...reconhecido, como é óbvio, não é?!”, é a frase de Rui Pereira. Há ainda a referência de Celeste Cardona a passar informações sobre a investigação e Paulo Portas a terminar uma conversa com Abel Pinheiro dizendo que não podiam conversar por aquela via, o telefone.
Mais duas coisas: em primeiro lugar, por tudo isto, já se percebeu que o caso Portucale não dará em nada; em segundo, o Dr. Rui Pereira, apanhado nas escutas a traficar favores, é agora ministro. Falhada a tentativa de o meter enquanto PGR, passa para o tribunal constitucional e, quando António Costa vai para a CML, o Xôtor pira-se para o Governo, para o seu lugar.
De facto, a amizade é uma coisa muito linda. E é refrescante ver que pessoas no poder, que muita gente pensa serem máquinas de governar sem sentimentos elevados, continuam a cultivar o hábito de ajudar os amigos.
Para terminar, uma brilhante frase de Abel Pinheiro para Paulo Portas: “Como vês, vale a pena cultivar os nossos amigos, hein?”.
Hein, indeed.
O semanário Sol conseguiu, finalmente trazer uma história interessante. São as escutas de várias conversas entre Paulo Portas, Abel Pinheiro (o gajo do PP, do caso Portucale, entre outros) e Rui Pereira, actual ministro da Administração Interna do governo de José Sócrates. Nessas escutas, fica a perceber-se muito bem as maquinações por trás das nomeações, muitas vezes incompreensíveis para o comum dos mortais, dos titulares de altos cargos desta briosa nação. Em primeiro lugar, Abel Pinheiro pede a Rui Pereira que ele saiba, através dos seus conhecimentos, se estava mesmo a haver uma investigação do Ministério Público sobre o CDS. Ou seja, o segredo de justiça é para manter, já que aos senhores poderosos lhes basta um telefonema à pessoa certa. Rui Pereira, diligente, diz que vai saber do que se passa. Depois, sabe-se que José Sócrates queria correr com Souto Moura do lugar de Procurador Geral da República (PGR) e lá colocar o seu amigalhaço Rui Pereira. Para tal, tinha de convencer Jorge Sampaio a demitir Souto Moura e, sabendo que o Jorgecas é tipo de consensos alargados, pediu a Paulo Portas (leram bem) que falasse com o presidente a dizer que também o seu partido apoiava Rui Pereira. Este sabe disto pela voz de Abel Pinheiro e fica naturalmente, contentinho: “Eh pá, olha, já sabes que fico...reconhecido, como é óbvio, não é?!”, é a frase de Rui Pereira. Há ainda a referência de Celeste Cardona a passar informações sobre a investigação e Paulo Portas a terminar uma conversa com Abel Pinheiro dizendo que não podiam conversar por aquela via, o telefone.
Mais duas coisas: em primeiro lugar, por tudo isto, já se percebeu que o caso Portucale não dará em nada; em segundo, o Dr. Rui Pereira, apanhado nas escutas a traficar favores, é agora ministro. Falhada a tentativa de o meter enquanto PGR, passa para o tribunal constitucional e, quando António Costa vai para a CML, o Xôtor pira-se para o Governo, para o seu lugar.
De facto, a amizade é uma coisa muito linda. E é refrescante ver que pessoas no poder, que muita gente pensa serem máquinas de governar sem sentimentos elevados, continuam a cultivar o hábito de ajudar os amigos.
Para terminar, uma brilhante frase de Abel Pinheiro para Paulo Portas: “Como vês, vale a pena cultivar os nossos amigos, hein?”.
Hein, indeed.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Tortuosos são os caminhos da fé
Segundo o Daily Mail, no Myanmar "os corpo de centenas de monges executados foram largados na floresta".
Penso que este gesto das autoridades só releva carinho e compreensão pela fé que os monges abraçam, afinal uma das directivas do Budismo é a comunhão com a natureza.
Segundo o Daily Mail, no Myanmar "os corpo de centenas de monges executados foram largados na floresta".
Penso que este gesto das autoridades só releva carinho e compreensão pela fé que os monges abraçam, afinal uma das directivas do Budismo é a comunhão com a natureza.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Crónica de uma morte anunciada
Na Birmânia o recreio acabou, as autoridades começaram a servir bastonadas aos meninos mal comportados, mesmo aos carequinhas e de pé descalço.
Entretanto a comunidade internacional pouco, ou nada, faz. É o que dá ser um país sem grande interesse económico. Se não fosse o petróleo ainda os timorenses estavam a levar nas orelhas dos Indonésios e o Xanana não tinha tomado banho e feito a barba.
Na Birmânia o recreio acabou, as autoridades começaram a servir bastonadas aos meninos mal comportados, mesmo aos carequinhas e de pé descalço.
Entretanto a comunidade internacional pouco, ou nada, faz. É o que dá ser um país sem grande interesse económico. Se não fosse o petróleo ainda os timorenses estavam a levar nas orelhas dos Indonésios e o Xanana não tinha tomado banho e feito a barba.
WORK IN PROGRESS!!
O estaminé está a ser remodelado, falta pregar uns pladurs e dar mais uma de mão.
Prometemos demorar menos que o túnel do Marquês, com a garantia que não vamos ter radares instalados.
Pela inconveniência avisamos os frequentadores que as bebidas são por conta da casa.
Bem hajam e voltem sempre.
O estaminé está a ser remodelado, falta pregar uns pladurs e dar mais uma de mão.
Prometemos demorar menos que o túnel do Marquês, com a garantia que não vamos ter radares instalados.
Pela inconveniência avisamos os frequentadores que as bebidas são por conta da casa.
Bem hajam e voltem sempre.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Também há com sabores
A mais proeminente figura da Igreja Católica de Moçambique indignou os activistas anti-Sida esta quinta-feira, ao afirmar que preservativos produzidas na Europa são deliberadamente infectados com o vírus HIV «para acabar com o povo africano».
É verdade e convém esclarecer o Arcebispo que são exportadas três variedades:
- os que são infectados com o vírus do HIV, malária, fome, miséria para a populaça em geral;
- os que são infectados com o vírus da corrupção, ganância, totalitarismo para os políticos e empresários;
- os que são infectados com o vírus da estupidez, da irresponsabilidade, da imoralidade para os membros da igreja católica.
A mais proeminente figura da Igreja Católica de Moçambique indignou os activistas anti-Sida esta quinta-feira, ao afirmar que preservativos produzidas na Europa são deliberadamente infectados com o vírus HIV «para acabar com o povo africano».
É verdade e convém esclarecer o Arcebispo que são exportadas três variedades:
- os que são infectados com o vírus do HIV, malária, fome, miséria para a populaça em geral;
- os que são infectados com o vírus da corrupção, ganância, totalitarismo para os políticos e empresários;
- os que são infectados com o vírus da estupidez, da irresponsabilidade, da imoralidade para os membros da igreja católica.
O Pedrinho amarrou o burro
Pedro Santana Lopes abandonou, ontem, uma entrevista em directo na SIC Notícias depois de ter sido interrompido por «um directo» da chegada a Lisboa do treinador José Mourinho.
Nunca ninguém ligou um cú ao que o Santana disse, tem para dizer ou pensou alguma vez em dizer, ainda por cima quando o assunto é a crise do PSD, que é capaz de ser o assunto mais soporífero dos últimos tempos.
Desta vez estou do lado da SIC, Ricardo Costa disse que a decisão «foi tomada em cima dos acontecimentos, durante uma Edição da SIC-Notícias, canal que pela sua natureza trabalha com alinhamentos em aberto», portanto está mais que visto que a entrevista não estava a ter interesse nenhum e tiveram que arranjar uma saída de emergência. Calhou o Mourinho estar a chegar ao aeroporto naquele momento, porque senão era outro directo que tivesse mais à mão e aí Santana Lopes poderia ter dito «A mim não me interrompem com a feira de enchidos da Murtosa.»
O problema do Santana não foi o facto de ser um treinador de futebol, mas sim o Mourinho, afinal este tem mais estilo, um ego muito maior que o dele, percebe mais de futebol, política ou qualquer outro assunto e é melhor presidente do Sporting sem nunca o ter sido. Coisa feia a inveja!
Pedro Santana Lopes abandonou, ontem, uma entrevista em directo na SIC Notícias depois de ter sido interrompido por «um directo» da chegada a Lisboa do treinador José Mourinho.
Nunca ninguém ligou um cú ao que o Santana disse, tem para dizer ou pensou alguma vez em dizer, ainda por cima quando o assunto é a crise do PSD, que é capaz de ser o assunto mais soporífero dos últimos tempos.
Desta vez estou do lado da SIC, Ricardo Costa disse que a decisão «foi tomada em cima dos acontecimentos, durante uma Edição da SIC-Notícias, canal que pela sua natureza trabalha com alinhamentos em aberto», portanto está mais que visto que a entrevista não estava a ter interesse nenhum e tiveram que arranjar uma saída de emergência. Calhou o Mourinho estar a chegar ao aeroporto naquele momento, porque senão era outro directo que tivesse mais à mão e aí Santana Lopes poderia ter dito «A mim não me interrompem com a feira de enchidos da Murtosa.»
O problema do Santana não foi o facto de ser um treinador de futebol, mas sim o Mourinho, afinal este tem mais estilo, um ego muito maior que o dele, percebe mais de futebol, política ou qualquer outro assunto e é melhor presidente do Sporting sem nunca o ter sido. Coisa feia a inveja!
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Ali Costa e os 40 ladrões
António Costa herdou uma herança pesada, coitado. Uma câmara à beira da falência e aquele cheiro característico a Carmona no gabinete, que não deve ser fácil de suportar. Mas o senhor Costa é um espertalhaço. Como resolver os problemas das contas da CML? Nada mais fácil. Ir ao manual de instruções de Sócrates e Teixeira dos Santos e, voilá, começar a esmifrar os cidadãos de cada tusto que tenham.
Ah, bendito socialismo...
Depois de colocar um radar em cada rotunda, túnel ou mictório da cidade, com limites de velocidade propositadamente ridículos e incumpríveis, para sacar mais guita, agora surge a notícia do aumento do IMI, esse fantástico imposto, que deverá subir 94% - ouviram bem, 94% - nos próximos cinco anos. Isto vindo de um presidente que se fartou, durante a campanha, de falar do problema da desertificação da cidade de Lisboa. Boa, Costa, para trazer mais gente nada melhor do que aumentar os impostos sobre os munícipes!
Logo agora que a comunidade indiana em Lisboa dava sinais de estar completamente integrada...
Depois queixem-se do PNR.
António Costa herdou uma herança pesada, coitado. Uma câmara à beira da falência e aquele cheiro característico a Carmona no gabinete, que não deve ser fácil de suportar. Mas o senhor Costa é um espertalhaço. Como resolver os problemas das contas da CML? Nada mais fácil. Ir ao manual de instruções de Sócrates e Teixeira dos Santos e, voilá, começar a esmifrar os cidadãos de cada tusto que tenham.
Ah, bendito socialismo...
Depois de colocar um radar em cada rotunda, túnel ou mictório da cidade, com limites de velocidade propositadamente ridículos e incumpríveis, para sacar mais guita, agora surge a notícia do aumento do IMI, esse fantástico imposto, que deverá subir 94% - ouviram bem, 94% - nos próximos cinco anos. Isto vindo de um presidente que se fartou, durante a campanha, de falar do problema da desertificação da cidade de Lisboa. Boa, Costa, para trazer mais gente nada melhor do que aumentar os impostos sobre os munícipes!
Logo agora que a comunidade indiana em Lisboa dava sinais de estar completamente integrada...
Depois queixem-se do PNR.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
A bola é redonda mas...
A SIC é um canal cada vez mais irritante, para não dizer merdoso. Esta idiotice pegada à volta do futsal como se tivessem descoberto a oitava maravilha do mundo é o exemplo mais recente da parvoíce que vai para os lados de Carnaxide desde que o Penim pegou no leme. Devia ter ficado pela Sic Radical, onde fazia melhor trabalho e abria poucas vezes a boca, evitando dizer anormalidades como: "Claramente, haverá um futsal antes da Sic e um futsal depois da Sic!"
O futsal é uma ganda treta, um jogo do campeonato é tão interessante como qualquer jogo de um grupo de amigos que se junta à sexta-feira e aluga um pavilhão para chutar umas bolas. Para mim o futsal está para o futebol como o Desaparecido em Combate está para o Full Metal Jacket, pode haver mais golos mas o enredo é péssimo.
A SIC é um canal cada vez mais irritante, para não dizer merdoso. Esta idiotice pegada à volta do futsal como se tivessem descoberto a oitava maravilha do mundo é o exemplo mais recente da parvoíce que vai para os lados de Carnaxide desde que o Penim pegou no leme. Devia ter ficado pela Sic Radical, onde fazia melhor trabalho e abria poucas vezes a boca, evitando dizer anormalidades como: "Claramente, haverá um futsal antes da Sic e um futsal depois da Sic!"
O futsal é uma ganda treta, um jogo do campeonato é tão interessante como qualquer jogo de um grupo de amigos que se junta à sexta-feira e aluga um pavilhão para chutar umas bolas. Para mim o futsal está para o futebol como o Desaparecido em Combate está para o Full Metal Jacket, pode haver mais golos mas o enredo é péssimo.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
A dualidade de critérios, esse monstro
Scolari é um mestre da vitimização. Aquela conferência de imprensa em que ele aparece como o coitadinho, a dizer que a penalização de 4 jogos sem se sentar no banco é "excessiva" devia ser estudada nas escolas de psicologia, na parte da matéria dedicada ao "Virar o Bico ao Prego".
E para mostrar que futebol não é só pontapé na bola (também se pode jogar de cabeça e com os joelhos, mas não com os punhos), façamos um exercício de memória.
Lembram-se do Sá Pinto, que ganhou o amor de todos os benfiquistas quando foi às fuças ao Artur Jorge? Nem sequer foi em nenhum jogo, mas levou uma suspensão que o levou a deixar o país.
Lembram-se do Abel Xavier, o Chewbacca do LA Galaxy, que fez o famoso penalti contra a França (e foi mesmo penalty, acho que já o podemos admitir) e se fartou de mandar vir com o árbitro? Levou seis meses sem tocar na chincha.
Lembram-se do João Pinto, o ex-menino de ouro, aquele que, pela esposa que tem, se dedica agora a jogar à mama? Deu um murro fantasma a um árbitro, nunca mais voltou à Selecção. Mais, foi a própria Federação que, antes sequer de haver um inquérito formal, pediu um castigo exemplar para um dos mais internacionais jogadores portugueses.
E, finalmente, o célebre Zequinha, cujas imagens correram mundo quando decidiu roubar um cartão vermelho das mãos de um árbitro. Um miúdo de 19 anos, que nem sequer bateu em ninguém, foi suspenso, pela própria Federação, por um ano.
E vem agora o senhor Scolari queixar-se do castigo que lhe foi aplicado. Quatro jogos a olhar para ontem, enfim, não é muito diferente do que ele fez nos quatro jogos anteriores.
Mas o que é chocante é a posição da Federação. Quanto toca aos jogadores, que são gente naturalmente sem formação e que precisa de disciplina, pulso de ferro. Quando é um treinador, escolha pessoal do presidente da Federação, sopinhas e falinhas mansas.
Scolari deve sair. Não pelo que fez, afinal, um homem é um homem, e às vezes passa-se. Deve sair porque, depois do que fez pela Selecção, já mostrou não ser capaz de a levar mais longe, e torná-la naquilo que ela pode ser.
Mas se pensarmos em mudanças, é na própria Federação que elas são necessárias. Já há muitos anos, aliás.
Scolari é um mestre da vitimização. Aquela conferência de imprensa em que ele aparece como o coitadinho, a dizer que a penalização de 4 jogos sem se sentar no banco é "excessiva" devia ser estudada nas escolas de psicologia, na parte da matéria dedicada ao "Virar o Bico ao Prego".
E para mostrar que futebol não é só pontapé na bola (também se pode jogar de cabeça e com os joelhos, mas não com os punhos), façamos um exercício de memória.
Lembram-se do Sá Pinto, que ganhou o amor de todos os benfiquistas quando foi às fuças ao Artur Jorge? Nem sequer foi em nenhum jogo, mas levou uma suspensão que o levou a deixar o país.
Lembram-se do Abel Xavier, o Chewbacca do LA Galaxy, que fez o famoso penalti contra a França (e foi mesmo penalty, acho que já o podemos admitir) e se fartou de mandar vir com o árbitro? Levou seis meses sem tocar na chincha.
Lembram-se do João Pinto, o ex-menino de ouro, aquele que, pela esposa que tem, se dedica agora a jogar à mama? Deu um murro fantasma a um árbitro, nunca mais voltou à Selecção. Mais, foi a própria Federação que, antes sequer de haver um inquérito formal, pediu um castigo exemplar para um dos mais internacionais jogadores portugueses.
E, finalmente, o célebre Zequinha, cujas imagens correram mundo quando decidiu roubar um cartão vermelho das mãos de um árbitro. Um miúdo de 19 anos, que nem sequer bateu em ninguém, foi suspenso, pela própria Federação, por um ano.
E vem agora o senhor Scolari queixar-se do castigo que lhe foi aplicado. Quatro jogos a olhar para ontem, enfim, não é muito diferente do que ele fez nos quatro jogos anteriores.
Mas o que é chocante é a posição da Federação. Quanto toca aos jogadores, que são gente naturalmente sem formação e que precisa de disciplina, pulso de ferro. Quando é um treinador, escolha pessoal do presidente da Federação, sopinhas e falinhas mansas.
Scolari deve sair. Não pelo que fez, afinal, um homem é um homem, e às vezes passa-se. Deve sair porque, depois do que fez pela Selecção, já mostrou não ser capaz de a levar mais longe, e torná-la naquilo que ela pode ser.
Mas se pensarmos em mudanças, é na própria Federação que elas são necessárias. Já há muitos anos, aliás.
A Rentrée
Pois é, cá estamos.
É a chamada rentrée, que o dicionário nos diz ser a reentrada, o regresso. A reentrada em quê? Não sabemos. Mas cheira um bocado mal.
Há uns anos estava na moda os partidos fazerem os comícios da rentrée. Grandes festarolas, com bifanas e vinho barato, com um comício pelo meio. Também há "as festas da rentrée", como as revistas do coração nos fazem questão de recordar.
Mas há aqui umas coisas que me fazem alguma confusão. Rentrée é, dada a altura do ano, o momento do regresso ao trabalho. Do adeus às férias, ao Verão, à saudável e ternurenta e inacreditavelmente deliciosa lanzeira da praia, dos petiscos, dos copos sem horas para acordar, da discussão sobre os 50 mil reforços do Glorioso, do dolce fare niente.
De facto, só quem não faz nenhum, como os políticos e os pseudo-vips, podem fazer uma festa em honra da rentrée.
Rentrée devia ser choro, tristeza, um espernear ininterrupto contra a injustiça da vida de adulto. Devia ser luto, vómito, negação e visitas ao psiquiatra.
No máximo, uma festa da rentrée deveria ser a maior bebedeira do ano, e que a ressaca durasse até ao Verão seguinte.
Está ainda calor, neste país tropical de pladur.
Já tenho saudades do Verão.
Pois é, cá estamos.
É a chamada rentrée, que o dicionário nos diz ser a reentrada, o regresso. A reentrada em quê? Não sabemos. Mas cheira um bocado mal.
Há uns anos estava na moda os partidos fazerem os comícios da rentrée. Grandes festarolas, com bifanas e vinho barato, com um comício pelo meio. Também há "as festas da rentrée", como as revistas do coração nos fazem questão de recordar.
Mas há aqui umas coisas que me fazem alguma confusão. Rentrée é, dada a altura do ano, o momento do regresso ao trabalho. Do adeus às férias, ao Verão, à saudável e ternurenta e inacreditavelmente deliciosa lanzeira da praia, dos petiscos, dos copos sem horas para acordar, da discussão sobre os 50 mil reforços do Glorioso, do dolce fare niente.
De facto, só quem não faz nenhum, como os políticos e os pseudo-vips, podem fazer uma festa em honra da rentrée.
Rentrée devia ser choro, tristeza, um espernear ininterrupto contra a injustiça da vida de adulto. Devia ser luto, vómito, negação e visitas ao psiquiatra.
No máximo, uma festa da rentrée deveria ser a maior bebedeira do ano, e que a ressaca durasse até ao Verão seguinte.
Está ainda calor, neste país tropical de pladur.
Já tenho saudades do Verão.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Career change
Depois de a selecção portuguesa ter conseguido a proeza de empatar três jogos consecutivos, o que é explicado pelo estado da relva, pelo discurso ambicioso do seleccionador e pela voz aguda do Ricardo, Scolari deu, no final do último jogo, uma ainda mais paupérrima exibição dos dotes do conjunto luso-brasileiro.
Se está à procura de uma nova carreira, e devia estar, parece que o pugilismo está fora de questão.
Depois de a selecção portuguesa ter conseguido a proeza de empatar três jogos consecutivos, o que é explicado pelo estado da relva, pelo discurso ambicioso do seleccionador e pela voz aguda do Ricardo, Scolari deu, no final do último jogo, uma ainda mais paupérrima exibição dos dotes do conjunto luso-brasileiro.
Se está à procura de uma nova carreira, e devia estar, parece que o pugilismo está fora de questão.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Grémio Lisbonense
O futuro do Grémio Lisbonense, mítica agremiação socio-cultural lisboeta, fundada em 1842, localizada no Rossio ao lado do não menos mítico "Peep Show" tem hoje, quiçá o seu dia mais decisivo. Ou vive ou morre.
Este escriba que é "sóice qué sóice", tal como outros atónitos espera e deseja que a situação do Grémio se resolva p'lo melhor e que o futuro traga novas auspiciosas.
Um bem-haja muito especial às "sóiças" e ao "sóice", por lutarem contra o reumatismo vigente.
Hasta La Vitória!!! E que a etilização no Grémio continue...
O futuro do Grémio Lisbonense, mítica agremiação socio-cultural lisboeta, fundada em 1842, localizada no Rossio ao lado do não menos mítico "Peep Show" tem hoje, quiçá o seu dia mais decisivo. Ou vive ou morre.
Este escriba que é "sóice qué sóice", tal como outros atónitos espera e deseja que a situação do Grémio se resolva p'lo melhor e que o futuro traga novas auspiciosas.
Um bem-haja muito especial às "sóiças" e ao "sóice", por lutarem contra o reumatismo vigente.
Hasta La Vitória!!! E que a etilização no Grémio continue...
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
sábado, 18 de agosto de 2007
Mais uma das razões pela qual o Glorioso vai voltar a não tocar na chincha
O meu clube, que já é uma das piadas mais engraçadas do nosso país, lá vai conseguindo fazer pior. A última foi a fabulosa exibição face ao Copenhaga, esse colosso do pontapé na bola. Curiosamente, esse importante jogo deu-se um dia depois de um titular indiscutível da equipa, um tal de Manuel Fernandes, ter pura e simplesmente desertado, recusando-se a ir para estágio com o resto da equipa. Simplesmente cagou, porque queria ir-se embora. E o que fez o Benfica? Deixou-o sair.
Ponto.
Alguém me explica por que razão isto não acontece nos outros clubes?! (ok, não me expliquem, é um bocado óbvio)....
Na Luz, basta fazer birra para sair. Foi o Tiago, o Miguel, agora o Anderson e o Manuel Fernandes. Não há disciplina, não há mística, não há quem saiba fazer os negócios bem feitos. Há uma cambada de amadores armados em baby-sitters de meninos mimados. É só amuar, e o Benfica, com quem os jogadores assinaram voluntariamente contratos de vários anos, faz-lhes a vontadinha.
Assim é complicado.
Já sei que toda a gente vai crucificar o Engenheiro pela merda de época que vamos fazer, e eu também. Mas começo a achar que a culpa é maioritariamente de outros, e não do treinador.
Saudações benfiquistas e muita força, que isto vai ser ano de muito sofrimento.
PS: E o Benfica deu metade do passe do Manuel Fernandes pelos passes do Kariaka e do Diego Souza. Ganda negócio.
O meu clube, que já é uma das piadas mais engraçadas do nosso país, lá vai conseguindo fazer pior. A última foi a fabulosa exibição face ao Copenhaga, esse colosso do pontapé na bola. Curiosamente, esse importante jogo deu-se um dia depois de um titular indiscutível da equipa, um tal de Manuel Fernandes, ter pura e simplesmente desertado, recusando-se a ir para estágio com o resto da equipa. Simplesmente cagou, porque queria ir-se embora. E o que fez o Benfica? Deixou-o sair.
Ponto.
Alguém me explica por que razão isto não acontece nos outros clubes?! (ok, não me expliquem, é um bocado óbvio)....
Na Luz, basta fazer birra para sair. Foi o Tiago, o Miguel, agora o Anderson e o Manuel Fernandes. Não há disciplina, não há mística, não há quem saiba fazer os negócios bem feitos. Há uma cambada de amadores armados em baby-sitters de meninos mimados. É só amuar, e o Benfica, com quem os jogadores assinaram voluntariamente contratos de vários anos, faz-lhes a vontadinha.
Assim é complicado.
Já sei que toda a gente vai crucificar o Engenheiro pela merda de época que vamos fazer, e eu também. Mas começo a achar que a culpa é maioritariamente de outros, e não do treinador.
Saudações benfiquistas e muita força, que isto vai ser ano de muito sofrimento.
PS: E o Benfica deu metade do passe do Manuel Fernandes pelos passes do Kariaka e do Diego Souza. Ganda negócio.
Polícias ou ladrões?
Na última semana apanhei duas multas. Eu, que com 10 anos de carta só tinha uma multa, fui caçado duas vezes. Na primeira, estacionei inadvertidamente num lugar de cargas e descargas e houve um cabrão (da panificadora do Chiado, Rua do Sacramento, filho da puta), que chamou a bófia. Resultado: 70 euros.
Depois, recebi uma cartita da polícia municipal, com uma multa por excesso de velocidade. Eu, um verdadeiro facínora, fui apanhado na recta gigante em frente ao LUX. Ia à estonteante velocidade de 65 quilómetros por hora.
Resultado: 60 euros.
É impressão minha ou ando a trabalhar para alimentar a polícia? Eu sou a favor da segurança, tudo bem, mas alguém me explica o limite de 50 km/hora em rectas sem trânsito?
A estrada está completamente cheia de manobras perigosas, mas isso dá mais trabalho, enquanto os radares é só estender a rede e apanhar o peixe.
Só um pedido. Multem o que quiserem mas sejam rigorosos, e tirem os maníacos da estrada. Isso seria um serviço bem mais importante do que andar a roubar quem anda a 65...
Na última semana apanhei duas multas. Eu, que com 10 anos de carta só tinha uma multa, fui caçado duas vezes. Na primeira, estacionei inadvertidamente num lugar de cargas e descargas e houve um cabrão (da panificadora do Chiado, Rua do Sacramento, filho da puta), que chamou a bófia. Resultado: 70 euros.
Depois, recebi uma cartita da polícia municipal, com uma multa por excesso de velocidade. Eu, um verdadeiro facínora, fui apanhado na recta gigante em frente ao LUX. Ia à estonteante velocidade de 65 quilómetros por hora.
Resultado: 60 euros.
É impressão minha ou ando a trabalhar para alimentar a polícia? Eu sou a favor da segurança, tudo bem, mas alguém me explica o limite de 50 km/hora em rectas sem trânsito?
A estrada está completamente cheia de manobras perigosas, mas isso dá mais trabalho, enquanto os radares é só estender a rede e apanhar o peixe.
Só um pedido. Multem o que quiserem mas sejam rigorosos, e tirem os maníacos da estrada. Isso seria um serviço bem mais importante do que andar a roubar quem anda a 65...
Tuga on the road
Segundo o DN, que caminha a passos largos para rivalizar com o 24 Horas, um cidadão português foi detido no centro histórico da Corunha por...estar a assar sardinhas na via pública.
O homem, de 47 anos, estava entretido a preparar a janta quando foi interpelado por dois polícias, que o informaram de que tal é proibido. O sujeito pegou nas coisinhas, andou 10 metros, e lá voltou à sardinha na brasa. Foi de novo abordado e não esteve com meias medidas: mandou o assador a um polícia e agrediu o outro a pontapé.
Ah, Viriato!!!
Segundo o DN, que caminha a passos largos para rivalizar com o 24 Horas, um cidadão português foi detido no centro histórico da Corunha por...estar a assar sardinhas na via pública.
O homem, de 47 anos, estava entretido a preparar a janta quando foi interpelado por dois polícias, que o informaram de que tal é proibido. O sujeito pegou nas coisinhas, andou 10 metros, e lá voltou à sardinha na brasa. Foi de novo abordado e não esteve com meias medidas: mandou o assador a um polícia e agrediu o outro a pontapé.
Ah, Viriato!!!
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Diário de um Condutor de Riquexó, Fluente em Suomi em Shangai
Shangai acordou fria e chuvosa. o riquexó brilha.
"Estou absolutamente convicto de que o mundo seria um lugar melhor, se o Jesus Cristo tivesse nascido num prostíbulo em Tijuana, em vez de uma qualquer manjedoura em Belém.
Pelo menos mais animado e divertido seria certamente. O Jesus não seria apenas o Jesus, seria o Ré-Zús, entoado aos berros e em espanhol amexicanado.
Nada de missas soturnas em latim. Bebedeiras de tequilla e mariachis nas Cantinas.
Nada de parvoices de Reis Magos atrás de uma misteriosa estrela. Os Três Reis Magros de Tijuana atrás da lagarta do mezcal. Nada de incenso, ouro e mirra. Tequilla, cocaína e marijuana.
O mundo seria um lugar melhor. Não tenho quaisquer dúvidas."
Shangai que amanhece, faz-me lembrar sempre aquela música do Sérgio Godinho.
Shangai acordou fria e chuvosa. o riquexó brilha.
"Estou absolutamente convicto de que o mundo seria um lugar melhor, se o Jesus Cristo tivesse nascido num prostíbulo em Tijuana, em vez de uma qualquer manjedoura em Belém.
Pelo menos mais animado e divertido seria certamente. O Jesus não seria apenas o Jesus, seria o Ré-Zús, entoado aos berros e em espanhol amexicanado.
Nada de missas soturnas em latim. Bebedeiras de tequilla e mariachis nas Cantinas.
Nada de parvoices de Reis Magos atrás de uma misteriosa estrela. Os Três Reis Magros de Tijuana atrás da lagarta do mezcal. Nada de incenso, ouro e mirra. Tequilla, cocaína e marijuana.
O mundo seria um lugar melhor. Não tenho quaisquer dúvidas."
Shangai que amanhece, faz-me lembrar sempre aquela música do Sérgio Godinho.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Timor Leste e o Torneio do Guadiana
Diálogo MSN entre duas almas sensíveis:
Papousse: Lê-me isto: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=49155 Odeio o Xanana e o Ramos-Horta.
Virgem Ofendida: Mas um deles tem lá em casa um óscar…ou um prémio Nobel…ou lá o que é isso...
Papousse: Acho que aqueles senhores que já foram louros deviam exercer direito de reversão sobre o troféu. Manifestamente o Ramos perdeu direito àquele prémio. Pelo que vi ontem, ficava melhor entregue ao Petit ou ao Liedson.
Virgem Ofendida: E isso existe???...n me parece...
Papousse: Foda-se, se o código das expropriações o prevê, por que raio aquela malta iluminada da academia não há-de ter pensado tb nisso? Por quaisquer 30 mil euros faço o projecto. Traduzes tu para Inglês que eu dou-te metade da massa.
Virgem Ofendida: Eu traduzo para sueco.
Diálogo MSN entre duas almas sensíveis:
Papousse: Lê-me isto: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=49155 Odeio o Xanana e o Ramos-Horta.
Virgem Ofendida: Mas um deles tem lá em casa um óscar…ou um prémio Nobel…ou lá o que é isso...
Papousse: Acho que aqueles senhores que já foram louros deviam exercer direito de reversão sobre o troféu. Manifestamente o Ramos perdeu direito àquele prémio. Pelo que vi ontem, ficava melhor entregue ao Petit ou ao Liedson.
Virgem Ofendida: E isso existe???...n me parece...
Papousse: Foda-se, se o código das expropriações o prevê, por que raio aquela malta iluminada da academia não há-de ter pensado tb nisso? Por quaisquer 30 mil euros faço o projecto. Traduzes tu para Inglês que eu dou-te metade da massa.
Virgem Ofendida: Eu traduzo para sueco.
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