domingo, 9 de outubro de 2005
sábado, 8 de outubro de 2005
Em época de eleições, que como a dos incêndio este ano dura mais tempo, Portugal entrou definitivamente em modo esquizofrénico.
As autárquicas transformaram o país num esterco cujo fedor perturba os campos magnéticos.
E não estou a falar dos Isaltinos, dos Valentins, dos Avelinos e das Felgueiras, todos eles filhos pródigos deste sistema político, que não apenas abre espaço à corrupção mas incentiva-a, sendo ela a única forma de se fazer política e chegar aos lugares de cima. Mas este não é o principal problema. Isso é acessório, e até agradeço que sejam os corruptos que são e até que ganhem as suas eleições, para demonstrar que, obviamente, o crime compensa. Compensa porque, na política portuguesa, as carreiras são através dele construídas, e não de abnegação e filantropia.
Choca-me mais o que está oculto, porque ninguém no seu perfeito juízo pode acreditar que não haja muitos mais casos de corrupção política, sobretudo no fertil viveiro autárquico.
Mas a verdadeira obscenidade está em todo o lado. Vejo e ouço os relatos jornalísticos sobre a campanha autárquica: os candidatos, de todos os partidos, percorrem o país num louco frenesim; visitam mercados, escolas, hospitais, jardins, praças, avenidas, zonas pobres.
Em todas as visitas falam ao povo, os seus eleitores, como se lidassem com atrasados mentais (o que em muitos casos é verdade), prometendo uma solução para cada cantinho, um polícia em cada esquina, passeios limpos em cada rua, um jardim em cada bairro. Tudo é gravíssimo e tudo precisa de solução, desde as grandes obras à mudança de lâmpadas. E tudo isto se promete, em troca de um voto, com transacções de brindes pelo meio, desde os clássicos autocolantes e isqueiros até aos mais originais chouriços e robots de cozinha.
Esta é a verdadeira esquizofrenia. A compra dos votos, as promessas que, dois dias depois das eleições, estão esquecidas (mentira, as promessas são esquecidas no momento em que o candidato parte para outra visita, em que fará mais 500 promessas).
E depois, durante quatro anos, os políticos cagam e mijam em cima do povo, o mesmo povo que os aplaude nas ruas em troca de um avental de plástico e da ilusão de que eles, quem quer que sejam, se preocupam.
Eles prometem obras e cumprem beijinhos. Sabem que mentem, nos sabemos que eles mentem, toda a gente sabe que eles mentem. Mas o circo não pára.
Fátima Felgueiras?! Deixem-me rir, que ao menos para isso serve.
Não deixemos que este e outros folclores nos distraiam da verdadeira farsa.
Chega de obscenidade. Ou será que ainda não?......
segunda-feira, 3 de outubro de 2005
...quer pichota, abre o cú que eu vou de mota!!!
"P. Ferreira-Sporting, 3-0: Peseiro foi de Mota"
Nada mais apropriado para o tal do Peseiro, que andou a arrotar postas de pescadas de elevado calibre nos últimos dias, tais como de que tinha crédito e de que tinha condições para continuar e ainda de que gostou da segunda parte do Sepórtengue d'ontem... será que foi só por terem sofrido apenas um golinho na segunda parte?
Ao tal do Peseiro, o Prémio Kumba Ialá... e é já!!!
(escrito logo a seguir ao Sporting/Halmstads, pelo que pode estar um pouco desactualizado....ihihihihihi....)
Bom, vou tentar escrever isto sem me rir.
Melhor do que a espectacular derrota do Sporting, em plena casa de banho, com uma equipa que conseguiu não descer na competitiva primeira divisão sueca, só o facto de essa derrota se seguir a uma frase que se arrisca a ficar na história: O técnico dos lagartos disse na ocasião que tem "mais crédito do que débito no Sporting" uma vez que quase ganhou a taça UEFA (foi finalista vencido em casa) e quase ganhou a Liga portuguesa (terminou em terceiro lugar, atrás de Benfica e FC Porto).
É por isso que, confesso, me deu bastante gozo ver a lagartagem levar na bilha. Porque, de há dois anos para cá, assumiu uns ares de arrogância como se fossem a melhor equipa do mundo, quando na verdade é preciso bem mais do que dar uns toques na bola para se fazer uma equipa.
É o efeito danoninho: faltou-lhes um bocadinho assim! Quase ganhavam a liga, quase ganhavam a uefa, quase entravam na liga dos campeões, quase seguiam para a fase de grupos da uefa, quase ganhavam um bocadinho de humildade, apropriada a uma equipa que não vê um troféu há bastante tempo.
As grandes equipas vêm-se na diferença entre esse quase e o facto de efectivamente ganharem. O Porto de Mourinho esteve prestes a perder a final da Uefa contra o Celtic, mas ganhou porque era uma grande equipa. O Benfica perdeu em Manchester porque ainda não é uma grande equipa, também lhe faltou um bocadinho assim. Mas, no Glorioso, ninguém com pelo menos meio cérebro (o que à partida exclui o Veiga e o Vieira) tem a arrogância do Senhor Peseiro, ou acha que os adversários são meros detalhes na caminhada triunfal do seu clube.
Peseiro ainda tem crédito, diz ele. Eu até concordo, e aplaudo. É como as máquinas de carros nas salas de jogos. A gente chega à rasca ao check-point, mas passa, restando-nos depois 3 segundos para chegar ao próximo controlo, longecomócaraças. Ainda tem créditos, mas não vai longe.
Peseiro, mais uma vez te faltou um bocadinho assim…….
sexta-feira, 30 de setembro de 2005
Depois da notícia que os Japonas descobriram que as lulas gigantes existem mesmo, a espécie já foi considerada em vias de extinção com a hipótese de os tugas agarrarem nas traineiras e irem caçar os bicharocos.
Acho uma medida drástica e despropositada, afinal de contas temos que continuar a alimentar a febre tuga de entrar no Guiness e a maior lula recheada do mundo parece-me uma ideia tão genial como as outras.
Na minha última posta intitulada "Cara de Cú Méne à Paisana" afirmei que o Peseiro era "um talhante, sem carisma nem personalidade"... p'lo facto quero apresentar as minhas mais sinceras desculpas à classe profissional dos talhantes e a todas as pessoas sem carisma nem personalidade, pela infeliz comparação.
Em avanço peço também desculpa aos palhaços, filhos da puta, paneleiros e similares no caso de virem a ser comparados com tal persona.
quarta-feira, 28 de setembro de 2005
Análise ao clássico Man United/Benfica, que se saldou por uma relativamente injusta derrota do Glorioso.
Em primeiro lugar, subscrevo a douta opinião do nosso caro Idle Consultant, que mais uma vez demonstra a sua visão de jogo e eloquência futebolística.
Perdemos o jogo por vários motivos: porque o Man Utd é melhor equipa, jogava em casa, a equipa do Benfica tem pouca experiência nestas andanças, tivemos azar nalguns lances (e sorte noutros), o Koeman foi mijas.
Mas, para falar a verdade, se tinha de haver um vencedor, o triunfo ficou bem entregue.
No entanto, mais importante que isso foi a atitude da equipa e dos adeptos.
O Glorioso jogou de igual para igual como poucas equipas se atrevem a fazer: em Portugal, apenas o SuperPorto do Mourinho o conseguiu. Sem medo, de peito aberto, sabendo a responsabilidade de vestir a camisola do Glorioso em tão importante prova e perante tão ilustre adversário. Perdemos, podíamos ter ganho, merecíamos ter empatado. Mas demos uma lição, sobretudo a nós próprios.
A equipa acreditou, do princípio ao fim, que era possível. Esteve perto, perdeu, mas provou a si própria e aos seus adeptos que é capaz, e que o Benfica será sempre o Benfica.
Foi lindo ver 4 mil adeptos lusos em Manchester, em muitos períodos abafando os nativos com os seus cânticos.
A ambição, a crença, a força, a vontade, a alma, a “chama imensa”, tudo isso voltou a mostrar porque somos realmente os maiores.
Por mais que doa aos rivais, sobretudo aos saltitantes lagartos, o Benfica está no lugar a que pertence, na alta roda do futebol europeu.
Porque nós não somos apenas maiores, somos diferentes. E aqueles 4 mil adeptos, que do princípio ao fim gritaram pela sua equipa, mostraram isso mesmo.
Ontem fomos grandes. Seremos sempre muito grandes.
Não é uma questão de golos, é uma questão de alma.
Atão não é que o Cú Méne também sofre do síndrome de Peseiro???
Apesar do mui razoável jogo que o Ésse Éle Bê fez ontem contra o Manxêsta, o senhor Cú Méne na altura do um igual, decidiu dar uma de Peseiro, esse talhante sem carisma, nem personalidade e tirar o Rato Miccroli do jogo e colocar essa aventesma de seu nome João Pereira no seu lugar e hipotecar não só uma, até que possivél vitória do Ésse Éle Bê, ou na pior da hipóteses um empatesinho que permitiram ao Glorioso não só manter a primeira posição na Champignons Ligue e amealhar uns dinheurós muito jeitosos.
E só depois da casa enrabada é que se decidiu a tentar dar a volta ao rumo dos acontecimentos, lançando o Geovanni que mesmo a quietinho a dormir vale mais que meia dúzia Joões Pereiras e o Pantorras, Irmão Pantera.
De salientar o facto de Nuno Bolos, continuar bastante endiabrado, note-se o grande golo marcou p'lo Manxêsta no um a zero e o passe de morte para o segundo golo da equipa inglesa.
Assim não há cú que aguente. Livra!!!
terça-feira, 27 de setembro de 2005
José Sá Fernandes, o independente preferido no Bairro Alto, avançou hoje uma proposta fantástica: a retirada dos coches do museu do mesmo nome e o regresso ao local dos cavalos, de forma a reactivar o Picadeiro Real.
Eu até compreendo que deve ser lixado inventar todos os dias uma ideia nova, com os chatos dos jornalistas atrás, mas o Michael Moore tuga a clamar pelo Picadeiro Real parece-me um bocadito despropositado.
Na manga estão ainda trunfos poderosíssimos, que serão revelados paulatinamente até ao final da campanha: a expropriação do Príncipe Real para entrega ao D. Duarte e seus Braganças, a reactivação da Mocidade Portuguesa e sua posterior conversão num grupo de escuteiros-marine e a transformação do Tóquio e do Jamaica numa sala de chá e num atelier de bordados, respectivamente.
quinta-feira, 22 de setembro de 2005
O escritor/realizador Jacinto Lucas Pires quase que morreu afogado, quando Kathleen Gomes, no meio da entrevista, o confundiu com o Devendra Banhart. A excitação da jornalista foi tanta que o jovem escritor foi engolido de imediato pelo lago que se formou de líquido vaginal. A intervenção rápida de uma lancha da polícia marítima evitou consequências mais graves.
terça-feira, 20 de setembro de 2005
O Glorioso é de tal forma imenso que é mesmo o primeiro clube do mundo a ter direito a uma sinfonia. No entanto, o maestro da bengala não dorme em serviço e, dadas as prestações de José Veiga à frente do campeão nacional, iniciou já uma obra a que os benfiquistas de todo o mundo se começam infelizmente a habituar: "A ópera do malandro".
As más-línguas dizem que Soares se prepara para enfrentar a campanha presidencial com a ajuda de dois assessores estrangeiros, o Mr. Parkinson e o Herr Alzheimer.
Sempre atento, o Vodka Atónito está em condições de assegurar que Cavaco se prepara para responder a esta manobra, com a contratação do seu aliado de sempre, o Senhor Prisão de Ventre.
Enquanto uma alcateia de leões devorou 20 aldeões na Etiópia na semana passada, um só pacote de bolachas Nacional devorou 11 leões na Madeira ontem à noite...
...e em apenas 90 minutos.
quinta-feira, 15 de setembro de 2005
O nosso povo tem vindo a demonstrar uma estranha fixação em actividades puramente idiotas, como construir a maior caixa de fósforos do mundo, com o propósito de figurar no importantíssimo Livro do Guinness.
Mas agora, o nosso país recebe um novo estímulo para se tornar, oficialmente, o país mais idiota do mundo.
Tudo graças a um atleta brasileiro chamado Carlos Henrique de Souza, que na sexta-feira vai tentar subir a pé a Serra da Estrela…..de costas.
Segundo a comunicação social, Carlos Henrique de Souza, 37 anos, é o único atleta da Confederação Brasileira de Atletismo que corre de costas.
Já em Julho passado, o atleta fez o percurso de Lisboa a Fátima e participou em provas de atletismo nacionais, além de outras proezas em longa distância noBrasil.
Agora, a escolha da Covilhã deve-se ao facto de ser a terra natal da noiva, uma portuguesa de gema com o elegante nome de Cristina Maria.
Ninguém nos pára!
quarta-feira, 14 de setembro de 2005
Como se sabe, o nosso primeiro-ministro assinou recentemente um despacho para colocar a sua ex-assessora de imprensa, Maria Rui, como representante permanente de Portugal junto da União Europeia, em Bruxelas, na qualidade de conselheira de imprensa.
O despacho de José Sócrates fala em «descongelamento excepcional» para acesso a um cargo que garantirá a Maria Rui um salário mensal de dez mil euros.
Ora, perante a leveza de actuação do primeiro-ministro, proponho, para desanuviar, que construam, a partir de letras que espalho ao acaso, a palavra que para vós melhor caracteriza este episódio rosa: N, E, P, O, T, I, S, M, O.
Puxem por essas cabecinhas!
terça-feira, 13 de setembro de 2005
Nem de propósito recebo um mail, do camarada Idle Consultant que, por sua vez, recebeu do camarada Little Bastard, que tem tudo a ver com o post anterior:
Excerto de uma entrevista de António Lobo Antunes à revista Visão (de há umas semanas atrás) onde, às tantas, se evoca a dita "guerra do Ultramar", em Angola, em que o ilustre autor tomou parte.
V: Ainda sonha com a guerra?
ALA: (...) Apesar de tudo, penso que guardávamos uma parte sã que nos permitia continuar a funcionar. Os que não conseguiam são aqueles que, agora, aparecem nas consultas. Ao mesmo tempo havia coisas extraordinárias. Quando o Benfica jogava, púnhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques.
V: Parava a guerra?
ALA: Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos. Eu até percebo que se dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica?
V: Não vou pôr isso na entrevista...
ALA: Pode pôr. Pode pôr. Faz algum sentido dar um tiro num sócio do Benfica?
Mai nada!!!
Ao ver o FCP e o SLB desta época, algumas ideias ocorrem-me.
Por um lado temos o Porto, a jogar bem, ultra-disciplinado (nem um porra! consegui ler nos lábios dos jogadores), mais certos que uma linha de montagem de uma fábrica japonesa.
No extremo oposto temos o Benfica, o pior começo de temporada dos últimos cem anos, jogadores de merda cada um a jogar para o seu lado, "caralho, pá" a fazer de vírgula e uma colecção de cartões de fazer inveja a qualquer fanático do Magic, The Gathering.
Ora o facto de os dois treinadores serem holandeses talvez explique muita coisa, senão vejamos, Co Adrianse é o típico holândes conservador a roçar o neo-fascista. Que outro adjectivo pode haver para alguém que expulsa um jogador da equipa porque este se recusou a cortar as extensões? É um exemplo que a corrente autoritária tem os seus resultados, afinal a Mocidade Portuguesa eram uns moços bem arranjadinhos, tementes a Deus e fiéis ao "clube"!
O Ronald Koeman, mais novo, é um herdeiro da geração flower power, paz, amor, charros pá tola... somos livres, cada um faz o que quer, liberdade acima de tudo, mas até agora poucas ideias sobre como meter uma equipa a funcionar... algo parecido com muitos dirigentes e militantes do Bloco de Esquerda.
Portanto, de um lado temos a Holanda conservadora personificada no Senhor Co e o sua Mocidade Tripeira do outro temos a Holanda liberal do Senhor Koeman e da sua Comuna Benfiquista.
Apesar de todos os defeitos, fico-me pela liberdade, nem que signifique jogar mal como a merda, ter o Carlitos e o João Pereira.
E se a Segunda Guerra Mundial teve o seu dia D, porque é que o Benfica não pode vir a ser campeão?
segunda-feira, 12 de setembro de 2005
Pela miserável amostra de cólidade futebolistica do "Ésse-Éle-Bê" das primeiras três jornadas da "Supé Liga Bétende-dine Ponto Come", na quarta-feira deverá assistir-se a uma sessão de enrabamento colectivo dos rapazes da Luz no jogo a contar para a Champignons Ligue...
...o que mais é que se poderia esperar de uma equipa cujo treinador se chama "Cú Méne"???
Não há vaselina que nos valha para tanto Carlitos, Ricardo Rocha, 3x4x3, cartões vermelhos, João Pereira enfiados p'lo cú acima.
Ain.. dói!!!
Estou sentado na sanita a fazer cócó. Como estar só a fazer cócó não é edificante para nenhum homem, levo o jornal. Como ler a Bola não é edificante para nenhum ser vivo, levo o jornal para fazer o Su Doku. Nível: muito fácil. Não tem problema, a casa de banho é para puxar pela tripa, não pela cabeça. Recapitulando: levei o jornal para acompanhar o cócó e para pousar em cima das pernas, o que todo o homem que puxe pela cabeça e pela tripa em simultâneo sabe que é uma óptima barreira anti-odor. Apesar do nível muito fácil, engano-me no Su Doku. Como a mim ninguém me engana, que este é irmão deste (gesto a apontar para cada um dos olhos), trato da higiene do outro olho. Salutarmente, pouso o jornal no bidé antes da tarefa. Puxo o papel higiénico, que o papel de jornal tisna e ainda quero desforrar-me do SuDoku. Que a mim ninguém me engana. A não ser o Ikea. A tampa do suporte do papel higiénico comprado no Ikea caí. Corta o papel higiénico pelo picotado. Fico agradecido. Depois de cortar o papel higiénico pelo picotado, continua a cair por aí adiante. Caí na torneira. Ja não fico tão agradecido. A tormeira abre. Saí água. A água molha o papel higiénico cortado pelo picotado. A água molha o jornal e o Su Doku. Higienizo o olho. Olho para o SuDoku Nível Muito Fácil Desbotado. Digo para mim: Olha, caguei.
Procurando perceber melhor o porquê de tamanha colecta de pontos (ponto) benfiquista, apresentamos para discussão atónita algumas das causas para este início de campeonato menos bom (horribilis, em latim; tão merdoso, em brasileiro):
- A aposta clara em ganhar a Liga dos Campeões Europeus;
- A inadaptação de José Ribas ao futebol português;
- A aposta clara em ganhar a Supertaça.
Aceitam-se contributos (não, não é uma nova Operação Coração)!
sexta-feira, 9 de setembro de 2005
"Toda a gente já percebeu que tem ao seu dispor em Amarante meios extraordinários para a campanha eleitoral. Quem é que paga tudo isto?
Uma vez disse que foi num assalto a um banco na Figueira da Foz. Não estou a gastar mais do que os outros, estou a cumprir o que diz a lei. Gasto o que está dentro da lei.
Quem paga?
Um emigrante nos Estados Unidos".
Avelino Ferreira Torres no DN de hoje.
quinta-feira, 8 de setembro de 2005
Arafat morreu envenenado ou com Sida, diz relatório médico
Qualquer das maneiras a culpa é dos israelitas...
Saramago e Siza apoiam Soares na corrida a Belém
Alguém diz ao senhor Saramago que um pouco de coerência fica sempre bem.
quarta-feira, 7 de setembro de 2005
O Caramelizado Inspector Rôla e a Estranha Morte do Burro nas Couves
Inspector: A Génese
Casos anteriores resolvidos:
O Massacre dos 7 Pães de Kilo
Homicídio na A5
Os Desenxabidos Neo-Nazis
Registados cinco casos de cólera em Nova Orleães
Se eu fosse preto e pobre e tivesse sido deixado ficar ao abandono, na secreta esperança de George W. e dos seus acólitos de que a Katrina fizesse a limpeza étnica que tanto desejam por eles...
...também eu ficava colérico, enraivecido e mais fodido que o raio que ma parta.
Já estou a imaginar o pânico que se apoderou dos texanos que tiverem que receber no seu Estado, o que Senhora Dona Mãe do George W. chamou de "indigentes".
E a esta hora, já deve estar o Charlton Heston, presidente da N.R.A. (National Riffle Association) a preparar uma caçada ao "preto" nas coutadas texanas.
O azar de uns e a sorte de outros, foi a Katrina ser meio zarolha e uma desorientada de merda e não ter acertado em quem de facto o merecia.
Bento XVI pede aos cristãos que imitem Cristo em tudo
Era mas é o que mais faltava...
Para maltinha de túnica encardida, cabelos e barbas sebosos, de sandalochas e pézinhos sujos, a comer uma carcaça com dois dias e a beber vinho tinto quente...
Já nos chegam os freaks dos cães no Adamastor.
terça-feira, 6 de setembro de 2005
-- Qual a apreciação que faz do jogo frente à Costa do Marfim?
-- Creio que foi um bom jogo entre duas equipas boas, num bom relvado e com uma boa ambiência nas tribunas. Vimos coisas boas de parte a parte. Jogamos contra uma equipa boa, mas atendendo à prestação da equipa dos Camarões, a vitória é justa.
Artur Jorge, seleccionador dos Camarões, comentando a vitória alcançada este domingo.
segunda-feira, 5 de setembro de 2005
sexta-feira, 2 de setembro de 2005
via msn
raviolli_ninja: Olha, cá estamos...
fatchary: Acho que no google earth já tem imagens actualizadas de New Orleans
raviolli_ninja: Eu tenho uma janela nova no quarto. Será que os gajos actualizaram?
fatchary: New Orleans é a muito mais de 300 km de Nova Iorque...
raviolli_ninja: 320Km?
fatchary: Erraste por 1800 Km...
raviolli_ninja: É por isso que nunca gostei de jogar às setas
fatchary: Já temos a certeza que não foste o Guilherme Tell noutra encarnação
raviolli_ninja: Mas sou bem capaz de ter sido o Colombo. Esse errou a Indía por meio hemisfério...
fatchary: Também não tás a acertar nos acentos...
raviolli_ninja: Estupído.
quarta-feira, 31 de agosto de 2005
Com a quantidade de faltas e indisciplina geral (e há que dizer que o Glorioso este ano está à frente com 10 amarelos e um vermelho em dois jogos, o que é, simplesmente, vergonhoso...) que há no campeonato português fazia muito mais sentido que a Liga em vez de ser Liga BetAndWin, fosse Liga Betadine.
terça-feira, 30 de agosto de 2005
Quarta-feira. Três e meia da manhã. Tokyo. Cais do Sodré. "A carga pronta e metida nos contentores..."
A fauna é a do costume, duas ou três putas desdentadas, meia dúzia de marinheiros alcoolizados, alguma malta jovem, eu e os empregados.
No balcão sorvo mais um gole do meu quinto ou sexto vodka tónico, vodka é favor... daquele veneno que eles lá colocam nas garrafas de Absolut. Acabo o meu terceiro maço de Filtro da noite. Começo a pender para a contemplação, o meio copo de vodka, o balcão, o cinzeiro cheio de beatas, o sentido da vida, a mortalidade, a mortandela com azeitonas, quem sou eu, o de onde venho e o para onde vou.
O de onde venho é o mais facil, comecemos p'los anos quarenta do século passado.
Campo de férias de Auschwitz, Polónia. Hans Röller, meu pai é cozinheiro na messe de oficiais do campo e grande amigo do Dr. Josef Mengele, carinhosamente baptizado pelos convidados judaícos do campo, de "O Anjo da Morte". Durante o dia o senhor meu pai dedicava-se a preparar fabulosas iguarias para os oficiais nazis enquanto que o senhor doutor tratava da saúde aos convidados.
À noite após o recolher, o meu pai, o senhor doutor e vários proeminentes arianos reuniam-se na Confraria do Padeiro Nacional Socialista, onde tentavam preparar o melhor pão com chouriço de Mafra do III Reich, chegando até receber verdadeiros chouriços lusos que eram enviados de Portugal junto com os carregamentos clandestinos de urânio das minas da Urgeiriça. Com os melhores cumprimentos Senhor Professor Doutor António de Oliveira Salazar.
Esses pães eram depois cozidos nos belos fornos de Auschwitz, o que lhes dava um travo bastante "kosher". Em 43 chegaram mesmo a vencer o prémio de "Melhor Barraquinha de Comes e Bebes" no grande arraial de Verão das SS em Varsóvia.
Em quarenta e cinco chegam os russos e obrigam a encerrar o campo, devido a falta de higiene e outras questões burocráticas.
O Dr. Mengele parte para a Argentina onde tenta abrir a primeira cadeia de clínicas de beleza do país.
Hans Röller, parte para o Brasil, muda o nome para Aniceto Rôla abre uma banca de pretzels junto à segunda árvore mais alta da aldeia de Itaúpitanguianara no meio da floresta amazónica. O negócio corre muito bem até meados dos anos cinquenta quando uma epidemia de cólera devasta os nativos e nem um cliente sobra. Os índios eram grandes apreciadores de pretzels.
Frustrado com o acontecido, Aniceto Rôla dedica o resto da década de cinquenta e a maior parte da de sessenta em busca de si próprio, mas como só encontra índios, dizima todos os que se atravessam no seu caminho. Cerca de doze, porque a Amazónia é grande e Aniceto Rôla não tem grande sentido de orientação tendo passado mais de uma década a andar às voltas debaixo da mesma árvore.
Até que um belo dia, se cruza no seu caminho uma bela jovem índia de nome impronunciável da tribo dos Cacimba de Cima.
Apaixonam-se à primeira vista e fazem-me. Em 1967 nasço. Tudo corre bem até finais de 1973 à beira daquela bela árvore, quando Aniceto já parco de visão, confunde minha mãe com o seu eu próprio que há muito procurava e tomado de raiva assassina-o à catanada. Quando tomado da consciência de que era a minha mãe que tinha assasinado e afinal o seu eu próprio ainda não se tinha digando a aparecer, decide mudar de vida, compra uns óculos, torna-se pastor evangélico nas favelas do Rio e envia-me para Portugal para estudar.
Sou enviado dentro de um envelope por correio marítimo. Chego a Portugal a 24 de Abril de 1974, devido a problemas com o peso do envelope, fico retido de 24 para 25 de Abril na alfândega do porto de Lisboa.
Na manhã de 25 dá-se a Revolução, o povo vai para a rua e esquecem-se de mim, ele é o Verão quente de 75, a entrada de Portugal na União Europeia, a queda da União Soviética tudo dentro do envelope, que não era almofadado. Durante vários anos alimentei-me da cola que selava meu pequeno sobrescrito, quando o espaço se tornou demasiado exíguo para as minhas dimensões arranjei uma pequena caixa de cartão abandonada, era bastante confortável, tinha daquelas coisas de esferovite que parecem as hóstias dos restaurantes chineses.
Dediquei-me à minha formação, assaltava os contentores que traziam os volumes da enciclopédia "Britannica" que as Selecções do Reader's Digest vendiam e devorava volume atrás de volume. Os volumes de E a F e de P a Q, sabem bem melhor quando acompanhados de um tinto alentejano.
Fiquei por lá até ao dia em que um funcionário mais zeloso da alfândega, reencaminhou a minha caixa de cartão para a secção de perdidos e achados da PSP e depois desconfiando tratar-se de droga enviaram-me para os armazéns da PJ para análise.
Até que um dia, debaixo do microscópio dos laboratórios da Judiciária descobriram o que andavam à procura há anos e anos, sem saber que o procuravam... o gene de um "verdadeiro inspector da judiciária".
Pasmados, nem me fizeram perguntas. Deram-me um distintivo, uma arma, um sobretudo, chapéu e gravata e colocaram-me na mão um monte de senhas para o refeitório.
P'los corredores da Gomes Freire ecoava: "Ele chegou!!! Ele chegou, o Prometido chegou!"
Casos anteriores resolvidos:
O Massacre dos 7 Pães de Kilo
Homicídio na A5
Os Desenxabidos Neo-Nazis
segunda-feira, 29 de agosto de 2005
O Festival Lisboa Sounds, a falar verdade, não é um festival. São umas quantas bandas que se juntam para tocar no parque de estacionamento da Docapesca (FishingDock, para as bandas estrangeiras).
O cartaz compunha-se de: Bunnyranch, Jimmy Chamberlain Complex, Mogwai e Franz Ferdinand.
Jantei em casa e planeei a minha chegada ao recinto para quando faltasse pouco tempo para os cabeças de cartaz. Tive algum azar e ainda apanhei com uma horinha de Mogwai, esforçados mas irrelevantes.
O Franz Ferdinand (FF) já vieram várias vezes ao grande luso pequenino, mas esta foi a primeira vez que os vi. E, com uma hora e tal de concerto, os FF mostraram porque são uma das grandes esperanças do rock (?) mundial. Muita gente os imita, por terras de Albion e não só, mas os FF, os causadores do fenómeno, são os melhores.
Um hora e tal de pura energia, tocando quase todo o primeiro álbum e metade do segundo que aí vem, conversas simpáticas com o público, enfim, o chamado “ganda concerto”.
Os FF são uma banda muito simpática. Em palco, vê-se que gostam de estar numa banda. Não põem a atitude Oasis, de quem está muito chateado por estar ali, gostam dos tiques de banda rock (levantar a guitarra, saltar no último e enérgico acorde, bater palminhas com o público).
Para além da música (boa, muito boa, não me canso de dizer), alguns pormenores interessantes.
1- A pequena quantidade de malta fumante de ganzas. Comparado com os últimos festivais, muito pouco fumício, mas talvez o cheiro tenha sido levado pelo ventinho que não parou de soprar.
2- A Air Guitar, aquele gesto de dançar como se tocássemos uma ganda guitarrada está completamente out. Estava eu todo empenhado na dança, ao bom velho estilo “early 90’s”, quando vi uns putos a olhar para mim, e decidi parar com aquilo.
3- Os preços. É ridículo fazerem a malta pagar 25 ou 30 euros para ver uma banda tocar uma hora e pouco. Mais valia terem metido os FF no Coliseu, a malta pagava o mesmo e curtia mais. Já estou a partir do princípio que ninguém foi lá para ver o resto das bandas.
Depois: euro por café, euro e meio por imperial. Senhores organizadores, isto não é a Suécia.
4- Os urinóis masculinos, em que um gajo tá a mijar e toda a gente nos está a ver (de costas, mas ainda assim….)
5- O obrigatório percurso de quem sai da casa de banho. É sair de lá e, mais aliviado, ir direitinho ao bar buscar mais uma bejeca. Foi curioso reparar que, nestas merdas, a malta é como ratinhos de laboratório, fazemos todos a mesma coisa.
6 - Encontro negativo da noite: Miguel Ângelo, o vocalista dos Delfins, naquele seu jeito de palhaço meets Lili Caneças
7- Encontro positivo da noite: o famigerado Inspector Rola, saindo do urinol em passo alegremente ébrio
sábado, 27 de agosto de 2005
Jaime Pacheco é um treinador conhecido pela forma como põe as suas equipas a jogar um futebol fino e elegante, e pela cordialidade com que os seus trogloditas, perdão, jogadores tratam o adversário.
Talvez isso explique este anúncio do Sopranos de Guimarães......
http://www.vitoriasc.pt/
sexta-feira, 26 de agosto de 2005
quinta-feira, 25 de agosto de 2005
Ora então já temos um candidato à Presidência da República.
Enquanto os velhos Cavaco e Soares jogam xadrez às escuras, Jerónimo de Sousa tenta capitalizar a simpatia gerada na última campanha e avança, pelo PCP.
É uma candidatura ridícula, como é óbvio, mas apenas pelo facto de se destinar a uma desistência, em favor do arqui-inimigo de outrora (o agora revolucionário Soares).
Ainda assim, no meio de tanta palhaçada ridícula à volta das presidenciais, mais esta não choca nada, e até parece a única coisa razoável que aconteceu até aqui.
Se o candidato Vieira (o verdadeiro e necessário D. Sebastião) não avançar e o Bloco propuser mais um gajo ridículo como o Fernando Rosas, o velho Jerónimo tem o meu voto.
quarta-feira, 24 de agosto de 2005
quinta-feira, 11 de agosto de 2005
Lançado biquini que avisa banhista para se virar na toalha
A seguir está programado o lançamento de biquini que vai à praia sozinho e que depois conta ao dono como foi.
terça-feira, 9 de agosto de 2005
segunda-feira, 8 de agosto de 2005
Esquecendo-se completamente da sua falta de jeito para o desporto, Raviolli Ninja correu que nem um doido, distanciou-se dos colegas de equipa e segundo ele, marcou um "granda" penaltie.
Ora como quem conta um conto aumenta um ponto, aguarda-se a repetição para saber se o Ninja sofreu falta ou se deu uma de João Pinto e mergulhou de propósito na área defendida pela sua cara metade.
Aguardemos pois a repetição e os comentários do Gabriel Alves.
Entretanto, parabéns ao casal Olino-Bolotinha!!!
quarta-feira, 3 de agosto de 2005
terça-feira, 2 de agosto de 2005
Mensagem recebida para o mail de um concurso de uma conhecida marca de telemóveis e acreditem que é verdade:
"Olá! Sou a namorada do "*********", que participa no vosso concurso.
Estou a mandar-vos um mail para vos dizer a verdade. Ele fez batota. Não sei
o que ele vos disse, mas a verdade é que ele criou e-mails no IOL e depois,
em cada e-mail criou 10 endereços, para assim conseguir vários pontos.
Depois punha lá os endereços e após receber o e-mail mudava os endereços nas
contas principais do IOL. Espero que eliminem a conta dele, porque não é
justo ele ter feito batota e ganhar o telemóvel. Ele disse-me o truque, e a
minha conta é "*********". Podem eliminar também a minha conta. Não iria dormir de
consciência tranquila se não fizesse isto. O e-mail dele é
"*********"@hotmail.com e o meu é "*********"@hotmail.com. Agradecia que
não dissessem que fui eu que o denunciei, porque eu gosto muito dele mas não
posso pactuar com o que ele fez. Obrigado!
segunda-feira, 1 de agosto de 2005
Apesar de não ter sido ainda editada a tradução portuguesa, o novo livro do Harry Potter parecia talhado para continuar a transformar Portugal num Disneyworld e os portugueses em pequenos gnomos da floresta.
Mas eis que, de súbito, as criancinhas sofrem um duro e implacável contra-ataque das sopeiras que aí abundam, e que conseguiram desta forma destronar o aparentemente invencível "Harry Potter and the half-blood prince" ("o harry potter e o aciganado", em português).
Agora que foi reposta a justiça neste culto montinho de bosta à beira-mar plantado, aqui segue a tabela de vendas, cedida gentilmente pela Bertrand.
1º (2º) - "Quem ama acredita" - Nicholas Sparks
2º (3º) - "Anjos e demónios" - Dan Brown
3º (1º) - "Harry Potter and the half-blood Prince" - J.K.Rowlings
4º (5º) - "O livro do Sodoku" - Sem Autor
5º (4º) - "O Código Da Vinci" - Dan Brown
6º (8º) - "Espelho negro" - Juliet Marillier
7º (7º) - "O Zahír" - Paulo Coelho
8º (6º) - "Pessoas como nós" - Margarida Rebelo Pinto
9º (10º) - "Uma viagem inesperada! Morangos com açúcar" – Lígia Dias
10º (N) - "Zorro - O Começo da Lenda" - Isabel Allende
.......está em www.malhanga.com/mocambique/espaco-musical.htm
Recomendo sobretudo a saudosa obra de João Maria Tudella, o maestro Shegundo Galarza e esse precioso segredo chamado Natércia Barreto.
Ponham as colunas a bombar!
PS: Agradecimentos ao sempre atento Karlovasco. Vou beber umas por ti, bebe umas por mim.
quinta-feira, 28 de julho de 2005
Centenas de funcionários públicos manifestaram-se hoje, em plena Assembleia da República, contra os congelamentos na carreira e a política do actual Governo.
O protesto foi tal que até conseguiram acordar alguns deputados, o que é, de facto, inadmissível.
Mais hilariante ainda foi o comunicado do Partido Socialista (?), exigindo ao presidente da AR, Jaime Gama,que insista na identificação dos autores de tão grave "crime".
Sim, porque o PS salienta que os insultos aos deputados são "crime" e "têm de ser punidos"!
Aqui temos a face autoritária e fascista do nosso PS, empenhado em surfar a nova onda do liberalismo selvagem, como se vê pelas suas belas políticas.
Os deputados, sobretudo os do eixo do poder (PS/PSD/CDS), mereciam isto e muito mais. Mereciam levar com um tijolo nos cornos para perceberem que não estão ali para se servir do Estado como coisa própria, mas sim para servir o povo. O mesmo povo que teve a desfaçatez de incomodar os senhores, esse povo que cheira mal e não anda de Mercedes.
É assim, Portugal, para aprenderes a votar nestes filhos da puta.
PS- Gostei muito de ver os deputados virarem as suas cabecitas pensadoras quando, das bancadas, surgiram os adjectivos de "mentirosos", "gatunos" e "fascistas". Em cheio.
Russos fazem fila para terem tatuagens de Putin
Ai que saudades da boa e velha U.R.S.S. em que as únicas filas que haviam eram as à porta do mini-mercado oficial do regime, à espera d'um quarto do pão do dia (anterior) e de um litrinho de leite azedo.
Ó tempo volta pa trás.
quarta-feira, 27 de julho de 2005
terça-feira, 26 de julho de 2005
Bin Laden tentou envenenar toneladas de cocaína nos EUA
Isso é que não havia necessidade, né???
segunda-feira, 25 de julho de 2005
“Água?! Queres-me dar água?! Vais para a rua”.
“Eu também tenho o Continente no coração”.
“Quem é o verdadeiro cavalheiro de Portugal? Quem é? Quem é? Alberto João Jardim!”.
“Eu só saio quando o povo quiser. Lá para o ano 2021. Espero na minha reincarnação ainda ser presidente”.
“Minha mãe casa-me cedo/que me dói a passarinha/ Oh filha coça c’o dedo/que também me dói a minha”.
Frases de Alberto João Jardim na mítica festa do Chão da Lagoa, acontecimento em que bebeu 31 copos, um por cada ano de existência do PSD Madeira.
via msn
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fatchary - Jesus! Isto é que é sofrer.
raviolli_ninja - Até repuxa o buraquinho do rabo.
fatchary - Mas até gosto desta nova moda...
raviolli_ninja - Não gosto da ceifeira total. Fica com ar de frango de aviário.
...
raviolli_ninja - Lembras-te daquele boneco dos amrreas que era assim uma espécie de salsicha, que era cientista ou qq coisa do género?
raviolli_ninja - Diz lá que o [censurado] não é igual?!
fatchary - Podes crer!
raviolli_ninja - Xi, só agora é que vi como escrevi marretas. Mais um pouco e escrevia hemerróidas.
...
fatchary - Passei o fim de semana sem ver um episódio do 24!
fatchary - Olá, chamo-me Hugo e há três dias que não vejo o 24...
raviolli_ninja - És um homem curado, caralhão!
raviolli_ninja - Clap! clap! clpa!
fatchary - Essa última já foi mal dada...
raviolli_ninja - É o que elas dizem todas.
...
sexta-feira, 22 de julho de 2005
Lamento profundamente interromper o nosso devaneio de silly season, , mas sinto que tenho que falar de política. Como tal, e tendo a consciência de que estou a baixar o nível, compreendo que queiram ir saindo ordeiramente, não se esquecendo de pagar a conta no bar que isto do défice toca a todos.
Feito o disclaimer, vamos a isto.
Eu não gostava, e continuo a não gostar, do Campos e Cunha.
Mas há algumas coisas a dizer acerca da sua saída, e da forma como ela foi feita.
Isto é a politiquice pura a funcionar.
Diz-se por aí, e parece ser verdade, que o ex-ministro saiu devido à falta de sintonia com a equipa governamental. Eu percebo que tenha de haver um mínimo de coesão no Governo, mas isso não pode implicar uma completa alienação da personalidade dos seus membros.
Por outro lado, convém analisar as tais divergências tão graves que fizeram cair o ex-ministro.
Inicialmente, ainda antes de tomar posse, falou na possibilidade de aumento de impostos. Aí, estalou a bronca. Como se veio a verificar, Campos e Cunha foi a única pessoa do Governo a falar verdade aos portugueses.
Depois, um artigo de jornal em que ele diz uma coisa tão chocante quanto isto: em tempo de crise, todos os investimentos têm de ser analisados ao pormenor, especialmente os de valor elevado, porque nem todo o investimento público gera um benefício económico para o país.
Por último, esse malandro tem a lata de dizer, numa comissão parlamentar, que precisa primeiro de ver os projectos da Ota e do TGV ao pormenor, para depois fazer um juízo sobre a sua utilidade e benefício económico. Isto numa altura em que todos os boys & girls de vários partidos, mas especialmente do PS, apressam a história da Ota para um facto consumado, na expectativa de realizar as grandes negociatas por que esperam há muitos anos, desde que compraram muitos dos terrenos em causa ao preço da uva mijona.
Em suma, o senhor pode ter muitos defeitos, mas ele foi corrido por ser frontal, dizer o que pensa e dar opiniões que qualquer pessoa com pelo menos meio neurónio daria.
A personalidade “rebelde” do senhor era já conhecida quando ele foi escolhido para o Governo. Não era e não é um político profissional, o que o levou a dar-se ao luxo de dar opiniões! Caso diferente é o do cada vez mais irritante e presunçoso Freitas do Amaral, que é há muitos anos político profissional, pelo que sabe o peso que é atribuído a cada “opinião” sua.
E assim sai um dos independentes do Governo, um daqueles que Sócrates utilizou para, todo garboso, apregoar a qualidade do seu Executivo.
O sistema político vigente, ou seja, o sistema partidário vigente, não quer honestidade. Quer mentira, falsidade e meias palavras. Nada dizem, e como tal não se comprometem, para depois decidirem o que bem entendem, para lixar sempre os mesmos.
Em suma, um nojo. Um nojo previsível, mas ainda assim um grande nojo.
O senhor Rodrigo Matos é um jornalista de primeira apanha como se pode comprovar por este excerto da entrevista à Merche Romero. Reparem principalmente na subtileza com que muda de assunto na última pergunta:
Já fez fotos sensuais em revistas masculinas. Vai repetir?
Já apareci na revista ‘Maxmen’ e há uma surpresa para breve. Esperem para ver (risos).
Estaremos atentos. Não é difícil realizar esse tipo de trabalho?
Não, de maneira alguma. Agora, nunca posaria nua.
Oh, porquê?
Quer dizer, nunca posei até hoje. Nestas coisas nunca se pode dizer nunca faria isto ou aquilo.
Então há esperança. Tem Portugal no coração?
Claro. Posso dizer que este é o meu País.
Segundo um artigo do Correio da Manhã que está quase ao nível de uma reportagem da Gina, se a Gina tivesse reportagens, é este senhor.
A mãe de Cher disse-lhe três coisas: “Não és a mais bonita, a mais talentosa ou a mais esperta, mas o pacote é muito bom; se algo não for importante cinco anos depois é porque não tem importância alguma; se roubares, rouba em grande”.
Tempos depois, Cher consulta um médium para contactá-lo no Além. “Deu-me conselhos sobre dietas e carreira. Percebi que era o espírito do Sonny, porque ainda tenta mandar na minha vida.”
Diz-se uma lutadora, habituada ao melhor e ao pior (chegou a fazer publicidade por não ter trabalho, já depois de famosa). “Passar fome nunca me assustou. Tive medo foi de ficar sem dinheiro para comprar roupa.”
Conclusão: a estupidez compensa, afinal a senhora tem uma fortuna avaliada em 700 milhões de euros e como ela própria diz: “Só quando estiveres preparado para fazer figura de parvo é que poderás ser grande.”
quarta-feira, 20 de julho de 2005
terça-feira, 19 de julho de 2005
segunda-feira, 18 de julho de 2005
Faz hoje dez anos que o árbitro Carlos Calheiros, embarcou para o Brasil na companhia da filha e da mulher, para gozo de férias no Othon Palace do Rio de Janeiro e no Hotel Sheraton do Recife.
A factura da viagem, emitida candidamente em nome de José Amorim (o nome completo do ex-árbitro é José Carlos Amorim Calheiros) viria a ser debitada pelo FCP que, distraído, pagou o seu valor.
O incrível está em que, decorridos mais dez anos a ver futebol, continuo sem arranjar quem, por engano, me pague o que quer que seja.
Ladrões!
quarta-feira, 13 de julho de 2005
Jovem detido em Amesterdão na posse de bomba artesanal
Ora parece-me que isto é um verdadeiro exemplo do velho ditado, "Quem conta um conto, acrescenta um ponto".
O Vodka, na sua cruzada infindável contras as injustiças, descobriu que a polícia efectuou a detenção com base numa escuta, de teor muito duvidoso, na qual um jovem dizia:
"Bem, nã tás a ver! O Ernest arranjou uma cena bué poderosa! O gajo faz com cada bomba que até andas de lado!"
O Benfica tem o nome do estádio à venda, ou seja, a empresa que avançar com mais pasta terá o estádio baptizado com o seu nome.
Como o glorioso trata sempre de dar aos seus adversários um andar novo quando se deslocam à catedral proponho que uma marca qualquer de vaselina se chegue à frente, tipo Estádio Vaselina Dona Lina.
Já estou a imaginar o slogan: "Entram que é uma maravilha!"
terça-feira, 12 de julho de 2005
segunda-feira, 11 de julho de 2005
Decorrerá na Figueira da Foz, entre 26 de Julho e 1 de Agosto, a oitava edição do acampamento deVerão da organização europeia de juventudes socialistas, com o nome bastante gay de ECOSY.
O acampamento, organizado pela Juventude Socialista, promete animar as paragens pelas noites fora, embora os responsáveis digam que "não há tempo para passeios turísticos, porque a agenda de trabalho ocupa grande parte do dia". Coitadinhos deles.
O Vodka apurou que estão agendadas duríssimas provas de socialismo jota. Entre eles está a corrida ao tacho, que consiste numa gincana entre bancas a fingir de Ministérios; o apalpa-a-secretária, uma espécie de cabra cega de gabinete; e ainda a célebre prova do arremesso do socialismo, em direcção a uma gaveta funda aberta por outro treinando da JS.
Não faltes, jovem! Não percas esta oportunidade ou um dia poderás ter que trabalhar!
sexta-feira, 8 de julho de 2005
terça-feira, 5 de julho de 2005
Depois do Miguel (de forma surpreendente e chocante para um benfiquista como eu) ter abandonado o Glorioso à má-fila, soube-se hoje que a malta do Gato Fedorento bateu com a porta da SIC, por esta ter desrespeitado um compromisso verbal e passado dois episódios na SIC generalista.
O Vodka Atónito está em condições de assegurar que Miguel está a caminho do FC Porto, enquanto os Gatos Fedorentos, que sempre são lampiões a sério, são dados como próximos do Dínamo de Moscovo.
segunda-feira, 4 de julho de 2005
A pré-pré-pré-campanha para as eleições autárquicas está ao rubro.
Em Lisboa, temos o pai do Diniz Maria empenhado em imitar o seu colega de partido João Soares e, sozinho, conseguir perder as eleições que pareciam no papo.
Em Felgueiras, a homónima Fátima é esperada ansiosamente, com água de coco e samba de malandragem.
Em Oeiras, assiste-se ao duelo fratricida entre a presidente da câmara, que não ganhou as eleições, e o candidato-arguido Isaltino, que se propõe governar o município por SMS, desde Vale de Judeus.
E, para concluir, temos ainda a confirmação da grande Elsa Raposo como candidata do PPM à Câmara de Cascais. A surpresa é apenas inicial, acabando por dissipar-se após a explicação desse grandessíssimo PPM que é o Nuno da Câmara Pereira: Elsa Raposo é uma boa candidata porque "é uma visitadora nata".
Isto tá lindo......
Os espanhóis ganharam entre nós a fama de não conseguirem ver com os olhos, pelo que têm sempre de utilizar as mãos.
A diversidade das formas de análise consoante a origem de cada povo enriqueceu-se agora com outra mostra muito eloquente: tudo graças aos americanos da NASA, que para verem de que é feito um cometa, decidiram disparar contra ele!
Old habits die hard.


