Touché
A melhor avaliação de algo que escrevi, pelo meu amigo Ricardo.
"Gostei. Como sempre: autenticidade, simplicidade, poesia. Que sejam enrabados sete vezes os filhos da puta dos editores que te recusaram publicação.
Depreendo o seguinte subtexto:
1. Visão amarga das relações amorosas, concebidas sempre como algo intenso mas efémero, condenado a esmorecer devagar pelo atrito da rotina, “eu não quero morrer devagar, eu não quero morrer devagar”. Encontrei uma boa palavra no dicionário. És um misógamo: que ou aquele que tem horror ao casamento. Conjugalidade é sinónimo de entrada no mundo dos adultos, a chacina das crianças inocentes. Ao pé da nossa mulher não nos podemos peidar. Ponto final.
2. Visão optimista da amizade (masculina), concebida como algo permanente, o porto de abrigo a que se pode sempre regressar depois das tempestades emocionais, um lugar mágico onde nunca se cresce, a neverland de Peter Pan. Com os nossos amigos, podemo-nos sempre peidar. E rirmo-nos como crianças...
3. Resumindo: claro contraponto entre conjugalidade e amizade. Conjugalidade é o mundo dos adultos, das responsabilidades, das exigências, do controlo, do excesso de palavras, da traição. A amizade é o mundo das eternas crianças, das despreocupações, das poucas palavras, da camaradagem, da lealdade.
4. Secundarização das mulheres (misoginia?). Quem está no plano central do teu conto são sempre homens. As mulheres que aparecem nunca existem por si só, são simplesmente as mulheres desses homens, os seus acessórios de quem pouco se fica a saber.
Sub-concordas?"
sábado, 4 de abril de 2009
Halfway between the gutter and the stars
f r e u d diz:
então
que tal?
Kowalski diz:
buba
ressaca
ia vomitando no metro
dead man walking
f r e u d diz:
bravo
Kowalski diz:
tou feito em merda
f r e u d diz:
só te tenho a congratulaer
é para isso que cá andamos
antes andar assim por causa dos copos
Kowalski diz:
claro
f r e u d diz:
e então, estava fixe?
Kowalski diz:
tava bacano
mas eu tava bué podre
mas curti
f r e u d diz:
muito bem!!!
e hoje, xixi cama, certo?
Kowalski diz:
claramente
alias, primeiro cama
se houver vontade de xixi, vai ali mesmo
f r e u d diz:
então
que tal?
Kowalski diz:
buba
ressaca
ia vomitando no metro
dead man walking
f r e u d diz:
bravo
Kowalski diz:
tou feito em merda
f r e u d diz:
só te tenho a congratulaer
é para isso que cá andamos
antes andar assim por causa dos copos
Kowalski diz:
claro
f r e u d diz:
e então, estava fixe?
Kowalski diz:
tava bacano
mas eu tava bué podre
mas curti
f r e u d diz:
muito bem!!!
e hoje, xixi cama, certo?
Kowalski diz:
claramente
alias, primeiro cama
se houver vontade de xixi, vai ali mesmo
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Only Fools and Horses
"Antiga inspectora coordenadora da PJ condenada a sete anos e meio de prisão"
"Graciete Pinto e Silva, a advogada de defesa, revelou que vai recorrer da sentença. "Por que é que a palavra de 30 inspectores da PJ [que testemunham no julgamento] vale mais do que a palavra de uma coordenadora?", questionou a advogada."
Viva O Isaltino!
Viva O Avelino!
Viva A Fátinha!
Viva o Portugal!
"Antiga inspectora coordenadora da PJ condenada a sete anos e meio de prisão"
"Graciete Pinto e Silva, a advogada de defesa, revelou que vai recorrer da sentença. "Por que é que a palavra de 30 inspectores da PJ [que testemunham no julgamento] vale mais do que a palavra de uma coordenadora?", questionou a advogada."
Viva O Isaltino!
Viva O Avelino!
Viva A Fátinha!
Viva o Portugal!
sábado, 28 de março de 2009
The Fear
Com o bom tempo, tão ansiado, chegou a merda da depressão, não sei porquê. Talvez por estar à beirinha de fazer 31 anos, pondo oficialmente um fim ao objectivo de conseguir publicar um livro até aos 30 (tecnicamente, se o conseguisse ainda antes de fazer 31, podia contar. Aliás, já tinha decidido que era isso que ia dizer a mim mesmo).
Acabei finalmente de rever um dos livros que, durante os últimos dez anos, me roubaram anos de vida, para quê? Acabei e tudo está igual. Mesmo os amigos a quem o mostrei, na esperança de que o meu talento fosse de tal forma evidente e avassalador que lhes mudaria as vidas, nada. Uma notícia aceite como uma nota de rodapé.
O meu cão morreu. Tinha 14 anos, e lembro-me de o ir buscar num caixote, era ele um cachorro de orelhas sobredimensionadas. Foi-se agora, não me foi receber à porta no fim de semana, e eu perdi um bom amigo, que me viu crescer.
E depois há tudo o resto. O cansaço. E o pânico de que, faças tu o que fizeres, por mais que sejas bom e trates bem todos aqueles que amas, há coisas que, ainda assim, podem acabar com tudo isso. O cansaço de sentir que tens de ser sempre forte por toda a gente, e ninguém se lembra que todos têm momentos fracos. Todos precisam de um conforto.
E o pânico e a incompreensão atacam em todo o lado, sem aviso. Mas tenho 30 anos, e não faz sentido chorar sem saber porquê. Mesmo que seja isso que apetece.
A boa notícia? Meti a funcionar o gira-discos, e o Bill Evans continua a soar tão bem como sempre.
Paz para todos.
Com o bom tempo, tão ansiado, chegou a merda da depressão, não sei porquê. Talvez por estar à beirinha de fazer 31 anos, pondo oficialmente um fim ao objectivo de conseguir publicar um livro até aos 30 (tecnicamente, se o conseguisse ainda antes de fazer 31, podia contar. Aliás, já tinha decidido que era isso que ia dizer a mim mesmo).
Acabei finalmente de rever um dos livros que, durante os últimos dez anos, me roubaram anos de vida, para quê? Acabei e tudo está igual. Mesmo os amigos a quem o mostrei, na esperança de que o meu talento fosse de tal forma evidente e avassalador que lhes mudaria as vidas, nada. Uma notícia aceite como uma nota de rodapé.
O meu cão morreu. Tinha 14 anos, e lembro-me de o ir buscar num caixote, era ele um cachorro de orelhas sobredimensionadas. Foi-se agora, não me foi receber à porta no fim de semana, e eu perdi um bom amigo, que me viu crescer.
E depois há tudo o resto. O cansaço. E o pânico de que, faças tu o que fizeres, por mais que sejas bom e trates bem todos aqueles que amas, há coisas que, ainda assim, podem acabar com tudo isso. O cansaço de sentir que tens de ser sempre forte por toda a gente, e ninguém se lembra que todos têm momentos fracos. Todos precisam de um conforto.
E o pânico e a incompreensão atacam em todo o lado, sem aviso. Mas tenho 30 anos, e não faz sentido chorar sem saber porquê. Mesmo que seja isso que apetece.
A boa notícia? Meti a funcionar o gira-discos, e o Bill Evans continua a soar tão bem como sempre.
Paz para todos.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Let's look at the traila
Nem de propósito e no seguimento do post anterior aqui está o trailer do filme, acabadinho de sair do forno. Se só pelas imagens já parecia a ser muito bom agora com o vídeo e com a música dos Arcade Fire parece-me ainda melhor.

Videoclip da semana
Mais um grande vídeoclip do Spike Jonze, a mente brilhante por trás do magnífico Sabotage dos Beastie Boys:
E ao impressionante portfolio de videos musicais junta-se dois grandes filmes: Being John Malcovitch e Adaptation. O próximo filme chama-se Where the Wild Things Are e parece a ser cinco estrelas:
terça-feira, 24 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
O nojo!
Papa: "Preservativos não são solução para a sida"
Lula critica Igreja por excomungar médicos
Igreja católica dos EUA pagou 436 milhões de dólares por abusos sexuais
Em menos de um mês a Igreja Católica enche, por três vezes, as páginas dos jornais e não é por ajudar os pobrezinhos e salvar crianças. Parece um elefante a saltar levemente sobre os nenúfares.
Alguém diga ao pastor alemão que a estratégia de marketing está toda errada e depois podem chamar o veterinário e mandá-lo abater.
O meu desprezo por esta instituição é cada vez maior!

Lula critica Igreja por excomungar médicos
Igreja católica dos EUA pagou 436 milhões de dólares por abusos sexuais
Em menos de um mês a Igreja Católica enche, por três vezes, as páginas dos jornais e não é por ajudar os pobrezinhos e salvar crianças. Parece um elefante a saltar levemente sobre os nenúfares.
Alguém diga ao pastor alemão que a estratégia de marketing está toda errada e depois podem chamar o veterinário e mandá-lo abater.
O meu desprezo por esta instituição é cada vez maior!
segunda-feira, 16 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
Legalise it!
How to stop the drug wars
Artigos sobre a legalização das drogas há aos pontapés, mas como a maior parte são escritos por grandes ganzados, o pessoal dá um grande desconto.
Mas quando uma revista como a "The Economist" defende esse ponto de vista, a história é diferente. Mais surpreendente ainda é ficar a saber que há 20 anos atrás tinham exactamente a mesma opinião.

Artigos sobre a legalização das drogas há aos pontapés, mas como a maior parte são escritos por grandes ganzados, o pessoal dá um grande desconto.
Mas quando uma revista como a "The Economist" defende esse ponto de vista, a história é diferente. Mais surpreendente ainda é ficar a saber que há 20 anos atrás tinham exactamente a mesma opinião.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Man On Wire
"UNITA acusa Vale e Azevedo de burla"
O Vale e Azevedo é o MAIOR!!! é preciso ter uns colhões do tamanho da Praça de Espanha para roubar um bando de pretos cheios de catanas, bazookas e essas merdas.
"UNITA acusa Vale e Azevedo de burla"
O Vale e Azevedo é o MAIOR!!! é preciso ter uns colhões do tamanho da Praça de Espanha para roubar um bando de pretos cheios de catanas, bazookas e essas merdas.
domingo, 8 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
O Malhadinhas
Augusto Santos Silva, o ministro socialista dos assuntos parlamentares, continua em grande. O PS aprovou sozinho uma lei contra a concentração nos media, mas o Cavaco mandou-os cagar. Vetou, e Santos Silva amuou. Diz que a legislação sobre esta matéria é "inadiável", basicamente dizendo ao PR que há de voltar à carga.
Um dos argumentos de Cavaco para vetar é que a concentração, só por si, não é sinónimo de falta de liberdade de imprensa. E tem toda a razão. Se um grande grupo, com vários jornais, for livre e independente, tanto melhor, qual o problema em ser um grupo? A questão não está na dimensão, mas na relação entre os directores e donos dos jornais e o poder político.
O que me espanta é que Santos Silva, esse Goebbels de pacotilha, esteja tão preocupado com a liberdade de imprensa. Para alguém que, como eu, trabalha há vários anos na comunicação social, isto é hilariante. Já trabalhei chefiado por pessoas livres, por pessoas compradas e por pessoas que fazem favores tentando serem compradas. E garanto, igualmente, que em quase 10 anos de carreira nunca houve um governo tão preocupado com a comunicação social, no mau sentido. Este governo é o mais manipulador que já vi enquanto profissional, e Santos Silva é o principal mentor desta política.
Tudo o resto é, apenas, propaganda. E da fraca.
Augusto Santos Silva, o ministro socialista dos assuntos parlamentares, continua em grande. O PS aprovou sozinho uma lei contra a concentração nos media, mas o Cavaco mandou-os cagar. Vetou, e Santos Silva amuou. Diz que a legislação sobre esta matéria é "inadiável", basicamente dizendo ao PR que há de voltar à carga.
Um dos argumentos de Cavaco para vetar é que a concentração, só por si, não é sinónimo de falta de liberdade de imprensa. E tem toda a razão. Se um grande grupo, com vários jornais, for livre e independente, tanto melhor, qual o problema em ser um grupo? A questão não está na dimensão, mas na relação entre os directores e donos dos jornais e o poder político.
O que me espanta é que Santos Silva, esse Goebbels de pacotilha, esteja tão preocupado com a liberdade de imprensa. Para alguém que, como eu, trabalha há vários anos na comunicação social, isto é hilariante. Já trabalhei chefiado por pessoas livres, por pessoas compradas e por pessoas que fazem favores tentando serem compradas. E garanto, igualmente, que em quase 10 anos de carreira nunca houve um governo tão preocupado com a comunicação social, no mau sentido. Este governo é o mais manipulador que já vi enquanto profissional, e Santos Silva é o principal mentor desta política.
Tudo o resto é, apenas, propaganda. E da fraca.
Um aplauso Público
Eu gosto do Público. Gosto muito do Público.
Na edição de hoje, 80% do espaço de capa é dedicado ao próprio jornal. Tem um destaque muito grande acerca do futuro dos jornais, das novas tendências, das novas formas de consumir informação. Tem ainda uma página dupla acerca das gralhas e erros - muitos deles hilariantes - que o próprio Público cometeu desde a sua fundação. Enquanto todos os outros jornais estão iguais, com capas parecidas acerca de Freeport, crime e crise, o Público olhou para dentro e, mais uma vez, abriu o jornal aos leitores. Com uma discussão livre, descomplexada e interessante.
As vendas estão em crise, tal como acontece com outros jornais. No entanto, ao contrário de muitos outros, não se comercializou, não se abestalhou, não se apimbalhou. Eu, que há quase 10 anos leio vários jornais todos os dias, compro o Público sem olhar para a capa. Sem ver qual é a manchete. Não interessa. Porque sei que o Público não anda necessariamente a reboque da "agenda mediática" e me vai sempre conseguir surpreender e interessar.
Sei que tem dificuldades financeiras. Que até pode vir a ser vendido e apimbalhado no futuro, até que pode mesmo vir a fechar.
Até lá, vai cumprindo o seu papel. Eu, como leitor fiel, agradeço. Não há outro jornal assim em Portugal.
PS - às vezes arma-se demasiado ao pingarelho. Parece-me excessivo que "Slumdog Milionaire" seja considerado o filme do ano, mas o Público exagerou ao dar-lhe uma bola (equivalente a "pedaço de bosta cheio de moscas").
Eu gosto do Público. Gosto muito do Público.
Na edição de hoje, 80% do espaço de capa é dedicado ao próprio jornal. Tem um destaque muito grande acerca do futuro dos jornais, das novas tendências, das novas formas de consumir informação. Tem ainda uma página dupla acerca das gralhas e erros - muitos deles hilariantes - que o próprio Público cometeu desde a sua fundação. Enquanto todos os outros jornais estão iguais, com capas parecidas acerca de Freeport, crime e crise, o Público olhou para dentro e, mais uma vez, abriu o jornal aos leitores. Com uma discussão livre, descomplexada e interessante.
As vendas estão em crise, tal como acontece com outros jornais. No entanto, ao contrário de muitos outros, não se comercializou, não se abestalhou, não se apimbalhou. Eu, que há quase 10 anos leio vários jornais todos os dias, compro o Público sem olhar para a capa. Sem ver qual é a manchete. Não interessa. Porque sei que o Público não anda necessariamente a reboque da "agenda mediática" e me vai sempre conseguir surpreender e interessar.
Sei que tem dificuldades financeiras. Que até pode vir a ser vendido e apimbalhado no futuro, até que pode mesmo vir a fechar.
Até lá, vai cumprindo o seu papel. Eu, como leitor fiel, agradeço. Não há outro jornal assim em Portugal.
PS - às vezes arma-se demasiado ao pingarelho. Parece-me excessivo que "Slumdog Milionaire" seja considerado o filme do ano, mas o Público exagerou ao dar-lhe uma bola (equivalente a "pedaço de bosta cheio de moscas").
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Momentos socialistas
Em Outubro, o grupo parlamentar do PS votou contra uma proposta do BE e dos Verdes para legalizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. E fê-lo apesar de muitos deputados se dizerem a favor da mudança. Tudo porque a direcção do PS emitiu um sentido de voto. O argumento? Aquele não era o momento de discutir o assunto, até porque não estava no programa do governo. Por acaso até estava, no dito programa, acabar com as discriminações em função da orientação sexual, mas isso se calhar sou eu que estou a prender-me com pormenores.
Mas, de repente, afinal o casamento homosexual já deve ser discutido! Quatro meses depois, agora sim, este é o momento. No auge da crise económica, agora sim, vamos abrir a discussão. Mais, é o PS que propõe e aparece como o principal defensor da ideia. Isto apesar de a ter rejeitado em Outubro, apenas porque outros apresentaram então a proposta.
José Sócrates, que conseguiu cair no ridículo de recomendar o filme "Milk", qual Lauro António de pacotilha, está agora preocupadíssimo com o assunto.
A explicação é estupidamente simples.
Sócrates já percebeu, nomeadamente pelas sondagens, que não vai ter maioria absoluta. Mais, que se arrisca a não ter a maioria por causa da esquerda, já que a direita não faz a mínima ameaça. Como tal, nada como meter na receita um simples e básico condimento de esquerda, para roubar uns votitos ao PC e ao BE. Isto depois de quatro anos de uma governação burocrata, tecnocrata, liberal e de centro-direita. É um truque demasiado básico para resultar.
Ainda assim, a medida é óbvia e justa, ainda que eu não perceba muito bem por que carga de água um casal homosexual - que como tal assumiu a diferença na sociedade - quer poder recorrer ao casamento, a instituição mais tradicionalista que existe.
PS - Sócrates tirou ainda do baú a regionalização. É algo que o país não está a discutir e do qual, francamente não quer saber. E é uma ideia de merda, cuja única consequência seria criar toda uma nova classe de burocratas locais, aumentando o parasitismo e a corrupção.
Em Outubro, o grupo parlamentar do PS votou contra uma proposta do BE e dos Verdes para legalizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. E fê-lo apesar de muitos deputados se dizerem a favor da mudança. Tudo porque a direcção do PS emitiu um sentido de voto. O argumento? Aquele não era o momento de discutir o assunto, até porque não estava no programa do governo. Por acaso até estava, no dito programa, acabar com as discriminações em função da orientação sexual, mas isso se calhar sou eu que estou a prender-me com pormenores.
Mas, de repente, afinal o casamento homosexual já deve ser discutido! Quatro meses depois, agora sim, este é o momento. No auge da crise económica, agora sim, vamos abrir a discussão. Mais, é o PS que propõe e aparece como o principal defensor da ideia. Isto apesar de a ter rejeitado em Outubro, apenas porque outros apresentaram então a proposta.
José Sócrates, que conseguiu cair no ridículo de recomendar o filme "Milk", qual Lauro António de pacotilha, está agora preocupadíssimo com o assunto.
A explicação é estupidamente simples.
Sócrates já percebeu, nomeadamente pelas sondagens, que não vai ter maioria absoluta. Mais, que se arrisca a não ter a maioria por causa da esquerda, já que a direita não faz a mínima ameaça. Como tal, nada como meter na receita um simples e básico condimento de esquerda, para roubar uns votitos ao PC e ao BE. Isto depois de quatro anos de uma governação burocrata, tecnocrata, liberal e de centro-direita. É um truque demasiado básico para resultar.
Ainda assim, a medida é óbvia e justa, ainda que eu não perceba muito bem por que carga de água um casal homosexual - que como tal assumiu a diferença na sociedade - quer poder recorrer ao casamento, a instituição mais tradicionalista que existe.
PS - Sócrates tirou ainda do baú a regionalização. É algo que o país não está a discutir e do qual, francamente não quer saber. E é uma ideia de merda, cuja única consequência seria criar toda uma nova classe de burocratas locais, aumentando o parasitismo e a corrupção.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
A culpa é do Genético!
Numa noite quente na Ilha da Fantasia:
- ... na maior safadeza você diz que me ama!"
- The plane! The plane!
49 anos depois:
- Ai ai ai ai ai ai mas que raio de Democracia é esta?
Momento Zovirax
Herpes foi motivo de agressão de Chris Brown a Rihanna
Eu sou do tempo em que a culpa era sempre do álcool.

Eu sou do tempo em que a culpa era sempre do álcool.
Final Fantasy Bollywood style
O cinema indiano entra na era digital. Medo, muito medo! Para o caso de pensarem que a face do herói foi criada de propósito, ficam a saber que o senhor existe e é uma superestrela na Índia... deve ser do cabelo!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Nicho de Mercado
Bispos querem voto contra quem defende casamento homossexual
Até se percebe. Passando os homens poder casar uns com os outros, perde-se um valioso e secular factor de apelo à carreira ecleciástica.
Bispos querem voto contra quem defende casamento homossexual
Até se percebe. Passando os homens poder casar uns com os outros, perde-se um valioso e secular factor de apelo à carreira ecleciástica.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
É Pá Na Me Fodam...
Mas que raio é aquilo, daquela aberração da SIC, uma tal de "A Vida Privada de Salazar"???
Um Salazar fodilhão? Um Salazar a comer gajas?
Um Diogo Morgado a fazer de Salazar? Um Salazar sem sotaque e com sotaque, na mesma frase?
Até o Shrek em português imita melhor o Salazar.
É pá....
Mas que raio é aquilo, daquela aberração da SIC, uma tal de "A Vida Privada de Salazar"???
Um Salazar fodilhão? Um Salazar a comer gajas?
Um Diogo Morgado a fazer de Salazar? Um Salazar sem sotaque e com sotaque, na mesma frase?
Até o Shrek em português imita melhor o Salazar.
É pá....
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Efeito BÚUUUUUUUUUUUUUUUmerangue!!!
Durou mais do que se estava à espera, o Big Phil já foi com os porcos no Chelsea... agora é só o Carlinhos Queiroz fazer a merda do costume na quata-feita... e lá vem o Felipão e a merda das bandeirinhas à janela... e o Carlinhos volta a ser a secretária do Ferguson.
Durou mais do que se estava à espera, o Big Phil já foi com os porcos no Chelsea... agora é só o Carlinhos Queiroz fazer a merda do costume na quata-feita... e lá vem o Felipão e a merda das bandeirinhas à janela... e o Carlinhos volta a ser a secretária do Ferguson.
Bullshit
"Álcool: consumo excessivo é responsável por dez mil suicídios por ano"
Se isso fosse verdade, eu já me tinha suicidado. Aliás nem haveria ninguém para escrever aqui no tasco.
"Álcool: consumo excessivo é responsável por dez mil suicídios por ano"
Se isso fosse verdade, eu já me tinha suicidado. Aliás nem haveria ninguém para escrever aqui no tasco.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Esquerda Moderna (e Moderada)

“Gosto é de malhar na direita. E gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS. São das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheço. E que gostam de se dizer de Esquerda. Ou plebeia ou chique. Estou-me a referir ao PCP e ao Bloco de Esquerda”.

“Gosto é de malhar na direita. E gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS. São das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheço. E que gostam de se dizer de Esquerda. Ou plebeia ou chique. Estou-me a referir ao PCP e ao Bloco de Esquerda”.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
A Letter to Dominique
FOGASSE!!!!
"HORRIFIED Wayne Robinson yesterday showed for the first time the tattoos a girl carved on him as he slept after a night of lust."
Já não há nada sagrado?
FOGASSE!!!!
"HORRIFIED Wayne Robinson yesterday showed for the first time the tattoos a girl carved on him as he slept after a night of lust."
Já não há nada sagrado?
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Sometimes...
De cada vez que vejo um Miguel Ângelo, o dos Delfins não o génio da Renascença sinto uma vontade de incomensurável de correr na sua direcção e fazer-lhe uma placagem para cima de um monte vidros partidos e seringas, para depois eu ser aclamado e carregado pela multidão qual matador de touros. E depois recber o Nobel da Paz.
Ah!!! Sweet dreams...
De cada vez que vejo um Miguel Ângelo, o dos Delfins não o génio da Renascença sinto uma vontade de incomensurável de correr na sua direcção e fazer-lhe uma placagem para cima de um monte vidros partidos e seringas, para depois eu ser aclamado e carregado pela multidão qual matador de touros. E depois recber o Nobel da Paz.
Ah!!! Sweet dreams...
Orelhas Vesgas
Segunda-feira de manhã, fila para máquina de café. diz um beto:
"No Sábado, estava à porta do concerto da Mafalda Veiga a segurar as cervejas..."
What 'da Fuck?!!!
Que culpa é que tem a cerveja???
E Mafalda Veiga, nem com Rohypnol e muito menos com álcool.
Segunda-feira de manhã, fila para máquina de café. diz um beto:
"No Sábado, estava à porta do concerto da Mafalda Veiga a segurar as cervejas..."
What 'da Fuck?!!!
Que culpa é que tem a cerveja???
E Mafalda Veiga, nem com Rohypnol e muito menos com álcool.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Apenas mais um domingo à tarde
Domingo, duas da tarde. O homem sai de Lisboa feito num caco, com a ressaca a esmagar-lhe a cabeça. No centro da Parede, estaciona o carro e entra na loja de fragos takeaway. "Tu consegues fazer isto, relaxa", pensa ele, sentindo o cheiro do frango assado a provocar-lhe o estômago. "Um frango com picante e um pacote de batatas, por favor", pede, à senhora sorridente do lado de lá do balcão, num ar saudável que o agride como um insulto. Feita a transacção, só tem tempo de dizer "bom fim de semana e obrigado", já o tremor anuncia o desastre.
Chega ao carro, acreditando que vai conseguir, que vai aguentar até casa. Mas cedo se apercebe que, de facto, isso não é possível. Abre a porta e deixa o frango no lugar do condutor. Procura um bom local, na rua principal da localidade onde cresceu. Um pequeno beco entre a loja de frangos e a joalheria que nunca abre, um beco no qual ele nunca tinha reparado. Talvez Deus tenha colocado aquele beco ali, naquele momento, para o salvar. Atravessa rapidamente a rua. Mesmo a tempo. Um jacto, rápido, aspirina efeverscente, água e pouco mais. Sente-se melhor. De imediato volta a sentir-se pior, e o segundo jacto, agora forte, imparável. O beco alaga.
O homem vira-se limpando a boca. Uma senhora olha de lado e dá um esticão à trela do seu caniche, atravessando a rua.
Ele entra no carro, depois de limpar os sapatos no passeio.
Arranca. Era hora de almoço de mais um domingo.
Domingo, duas da tarde. O homem sai de Lisboa feito num caco, com a ressaca a esmagar-lhe a cabeça. No centro da Parede, estaciona o carro e entra na loja de fragos takeaway. "Tu consegues fazer isto, relaxa", pensa ele, sentindo o cheiro do frango assado a provocar-lhe o estômago. "Um frango com picante e um pacote de batatas, por favor", pede, à senhora sorridente do lado de lá do balcão, num ar saudável que o agride como um insulto. Feita a transacção, só tem tempo de dizer "bom fim de semana e obrigado", já o tremor anuncia o desastre.
Chega ao carro, acreditando que vai conseguir, que vai aguentar até casa. Mas cedo se apercebe que, de facto, isso não é possível. Abre a porta e deixa o frango no lugar do condutor. Procura um bom local, na rua principal da localidade onde cresceu. Um pequeno beco entre a loja de frangos e a joalheria que nunca abre, um beco no qual ele nunca tinha reparado. Talvez Deus tenha colocado aquele beco ali, naquele momento, para o salvar. Atravessa rapidamente a rua. Mesmo a tempo. Um jacto, rápido, aspirina efeverscente, água e pouco mais. Sente-se melhor. De imediato volta a sentir-se pior, e o segundo jacto, agora forte, imparável. O beco alaga.
O homem vira-se limpando a boca. Uma senhora olha de lado e dá um esticão à trela do seu caniche, atravessando a rua.
Ele entra no carro, depois de limpar os sapatos no passeio.
Arranca. Era hora de almoço de mais um domingo.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
São Loucos Estes LVSITANOS!
Somos um país de parolos, cagalhotos merdosos e medrosos.
Ele é o D. Sebastião que aí vem, o novo Eusébio, o futuro Cristiano Ronaldo, os Sousas Martins, o milagreiro e o jornalista... agora até temos o Obama português, aliás os Obamas Portugueses, provavelmente arraçados de raça-lobo, raça essa tipicamente lusitana.
Não sei quantos serão ao todo, deixei de contar ao segundo Obama Português.
Há um meio-preto do Seixal e há aquele o Aristides Teixeira que é conhecido por ser o chato da Associação dos Utentes da Ponte 25 de Abril e por ser o preto que fazia de pirata no Eu Show Nico.
Agora qualquer merda é o Obama Português, basta ter posto os pés em África, Ceuta serve.
Ainda vamos ver o Santana barrado com graxa Búfalo a proclamar-se Obama-Mor.
Quando um português se atira para a linha do comboio, atiram-se logo dois ou 35.
Quais Obamas? Obananas certamente.
Yes, we can? Sure not!
Somos um país de parolos, cagalhotos merdosos e medrosos.
Ele é o D. Sebastião que aí vem, o novo Eusébio, o futuro Cristiano Ronaldo, os Sousas Martins, o milagreiro e o jornalista... agora até temos o Obama português, aliás os Obamas Portugueses, provavelmente arraçados de raça-lobo, raça essa tipicamente lusitana.
Não sei quantos serão ao todo, deixei de contar ao segundo Obama Português.
Há um meio-preto do Seixal e há aquele o Aristides Teixeira que é conhecido por ser o chato da Associação dos Utentes da Ponte 25 de Abril e por ser o preto que fazia de pirata no Eu Show Nico.
Agora qualquer merda é o Obama Português, basta ter posto os pés em África, Ceuta serve.
Ainda vamos ver o Santana barrado com graxa Búfalo a proclamar-se Obama-Mor.
Quando um português se atira para a linha do comboio, atiram-se logo dois ou 35.
Quais Obamas? Obananas certamente.
Yes, we can? Sure not!
Teste de Homem
Ao ler a Visão desta semana, deparei com um trabalho acerca do homem moderno.
Há até um teste espectacular, para podermos ver se somos ou não homens modernos.
Aqui vão os tópicos:
1 - Embeleza as unhas das mãos e dos pés e branqueia os dentes
2 - Aplica técnicas anti-envelhecimento (estéticas e plásticas)
3 - Cultiva a arte de estar com os filhos
4 - Deixou de ser predador sexual
5 - Respeita regimes alimentares
6 - Tem prazer em cozinhar e decorar a casa
7 - Cuida dos olhos e das sobrancelhas
8 - Cumpre programas de fitness
9 - Mostra fragilidade em público
10 - Está aberto aos sentimentos
11 - Usa brincos, pulseiras e outros acessórios
Da leitura que faço, a escala é mais ou menos esta: se não te indentificas com nada, és mais do que um homem, és um neandertal; entre um e 4, és um gajo; entre 5 e 7 és metrosexual; de 8 a 9 és bicha; 10 és gaja; 11 és o Cláudio Ramos.
Se acham que perderam tempo a ler este post, deixo aqui uma informação útil, o motivo pelo qual nunca se dever ler a Men's Health: segundo a Visão, um inquérito mostrou que 75% dos leitores desta publicação afirma depilar-se.
Ao ler a Visão desta semana, deparei com um trabalho acerca do homem moderno.
Há até um teste espectacular, para podermos ver se somos ou não homens modernos.
Aqui vão os tópicos:
1 - Embeleza as unhas das mãos e dos pés e branqueia os dentes
2 - Aplica técnicas anti-envelhecimento (estéticas e plásticas)
3 - Cultiva a arte de estar com os filhos
4 - Deixou de ser predador sexual
5 - Respeita regimes alimentares
6 - Tem prazer em cozinhar e decorar a casa
7 - Cuida dos olhos e das sobrancelhas
8 - Cumpre programas de fitness
9 - Mostra fragilidade em público
10 - Está aberto aos sentimentos
11 - Usa brincos, pulseiras e outros acessórios
Da leitura que faço, a escala é mais ou menos esta: se não te indentificas com nada, és mais do que um homem, és um neandertal; entre um e 4, és um gajo; entre 5 e 7 és metrosexual; de 8 a 9 és bicha; 10 és gaja; 11 és o Cláudio Ramos.
Se acham que perderam tempo a ler este post, deixo aqui uma informação útil, o motivo pelo qual nunca se dever ler a Men's Health: segundo a Visão, um inquérito mostrou que 75% dos leitores desta publicação afirma depilar-se.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
One for old times sake
No dia em que um casal de bons amigos teve o primeiro filho, cheguei a casa após 14 horas de trabalho e dei comigo a ouvir um album que não ouvia há muito, muito tempo. "Jar of Flies", Alice in Chains. Não sei se foi uma reacção ao facto de ver toda a gente à minha volta a crescer e envelhecer, mas voltei, sem pensar, à banda que me acompanhou durante boa parte da minha adolescência. O tempo em que andava de camisa de flanela e cabelo comprido e parecia um idiota, mais do que agora.
É um grande disco, de uma grande banda, que acabou.
Tem sido uma viagem interessante.
No dia em que um casal de bons amigos teve o primeiro filho, cheguei a casa após 14 horas de trabalho e dei comigo a ouvir um album que não ouvia há muito, muito tempo. "Jar of Flies", Alice in Chains. Não sei se foi uma reacção ao facto de ver toda a gente à minha volta a crescer e envelhecer, mas voltei, sem pensar, à banda que me acompanhou durante boa parte da minha adolescência. O tempo em que andava de camisa de flanela e cabelo comprido e parecia um idiota, mais do que agora.
É um grande disco, de uma grande banda, que acabou.
Tem sido uma viagem interessante.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Mulheres, não casem com Muçulmanos. Casem com Paneleiros.
Na semana passada: O Cardeal Patriarca de Lisboa surpreendeu na noite de terça-feira o auditório do Casino da Figueira da Foz ao advertir as jovens portuguesas para o "monte de sarilhos" de se casarem com muçulmanos.
Esta semana: O jesuíta Manuel Morujão defendeu que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não ajuda a resolver um dos grandes problemas do país: a crise demográfica.
Na semana passada: O Cardeal Patriarca de Lisboa surpreendeu na noite de terça-feira o auditório do Casino da Figueira da Foz ao advertir as jovens portuguesas para o "monte de sarilhos" de se casarem com muçulmanos.
Esta semana: O jesuíta Manuel Morujão defendeu que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não ajuda a resolver um dos grandes problemas do país: a crise demográfica.
domingo, 18 de janeiro de 2009
I see irrelevant people
Fazer televisão é lixado. Fazer boa informação em televisão, quando todos os canais estão numa deriva popularucha, pimba e amerdalhada, é mais complicado ainda.
Mas quando vejo a SIC Notícias a fazer uma mega-cobertura-especial do fim de semana do congresso do CDS, só me vem à cabeça há quanto tempo o Meatloaf não faz uma digressão como deve ser.
Fazer televisão é lixado. Fazer boa informação em televisão, quando todos os canais estão numa deriva popularucha, pimba e amerdalhada, é mais complicado ainda.
Mas quando vejo a SIC Notícias a fazer uma mega-cobertura-especial do fim de semana do congresso do CDS, só me vem à cabeça há quanto tempo o Meatloaf não faz uma digressão como deve ser.
Pontas de lança
Nos últimos dias, muito se especulou acerca da utilização de Viagra por parte dos jogadores de Grémio e Palmeiras, nos jogos a realizar em Cochabamba e Bogotá. São locais de altitude, limitando a capacidade física de quem não está habituado, gerando uma desvantagem competitiva para as equipas visitantes.
Depois de terem admitido a hipótese, os médicos das equipas brasileiras já vieram dizer que, apesar de tal hipótese ter sido equacionada, não será cumprida.
Mais do que os efeitos sobre a capacidade respiratória dos atletas, creio que não utilizarão o Viagra pelo medo de ter os seus avançados sempre em fora de jogo.
Nos últimos dias, muito se especulou acerca da utilização de Viagra por parte dos jogadores de Grémio e Palmeiras, nos jogos a realizar em Cochabamba e Bogotá. São locais de altitude, limitando a capacidade física de quem não está habituado, gerando uma desvantagem competitiva para as equipas visitantes.
Depois de terem admitido a hipótese, os médicos das equipas brasileiras já vieram dizer que, apesar de tal hipótese ter sido equacionada, não será cumprida.
Mais do que os efeitos sobre a capacidade respiratória dos atletas, creio que não utilizarão o Viagra pelo medo de ter os seus avançados sempre em fora de jogo.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Álibi Babá
«Carlos Cruz com «álibis sólidos» nos dias dos crimes»
Será uma tesão monstra um álibi sólido q.b.?
«Carlos Cruz com «álibis sólidos» nos dias dos crimes»
Será uma tesão monstra um álibi sólido q.b.?
Cardeal Patacoada de Lisboa
José Policarpo fala em “montes de sarilhos”
«Cardeal patriarca alerta portuguesas para riscos de casamentos com muçulmanos»
Hossana, hossana nas alturas, Osama cá em baixo.
Ele é o Alegre, ele é o Cardeal... Ano da Graça de Dois Mil e Nove, o ano da senilidade.
Pois é Sô Cardeal, é bem melhor as moçoilas casarem com belos moços católicos praticantes papa-meninos e que as espancam de vez em quando. Tudo na Paz do Senhor, claro.
Olhe Ó Sô Cardeal, vá, vá... olhe, vá BADAMERDA!
José Policarpo fala em “montes de sarilhos”
«Cardeal patriarca alerta portuguesas para riscos de casamentos com muçulmanos»
Hossana, hossana nas alturas, Osama cá em baixo.
Ele é o Alegre, ele é o Cardeal... Ano da Graça de Dois Mil e Nove, o ano da senilidade.
Pois é Sô Cardeal, é bem melhor as moçoilas casarem com belos moços católicos praticantes papa-meninos e que as espancam de vez em quando. Tudo na Paz do Senhor, claro.
Olhe Ó Sô Cardeal, vá, vá... olhe, vá BADAMERDA!
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
O Alegre Cagalhão
"Alegre diz que a porta para acordo com Sócrates «é estreita»"
Deputado socialista recorda que teve uma quota na maioria absoluta do seu partido
Manolito Alegre essa carcaça esquerdista caquética, do blá blá blá, do "faço e aconteço", reclama, reclama mas na hora da verdade lá vai ele comer na mãozinha do Sócrates.
Ó Alegre... Vai cagar pá!!!
"Alegre diz que a porta para acordo com Sócrates «é estreita»"
Deputado socialista recorda que teve uma quota na maioria absoluta do seu partido
Manolito Alegre essa carcaça esquerdista caquética, do blá blá blá, do "faço e aconteço", reclama, reclama mas na hora da verdade lá vai ele comer na mãozinha do Sócrates.
Ó Alegre... Vai cagar pá!!!
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
A actualização necessária
Bom, eu sabia no que me estava a meter com o último post. Na verdade, fi-lo porque, enquanto benfiquista e bom chefe de família, sabia que era de aproveitar os diazitos de liderança que nos restavam, porque isto ia dar merda. E deu.
Enfim, o jogo. Levámos na anilha do Trofense, e bem. Ninguém jogou nada. Uma equipa que corre muito, luta muito, mas que claramente não sabe o que está a fazer dentro do campo. A equipa não marcou um canto de jeito, que é algo que me intriga. Atão os gajos não treinam aquela merda todos os dias? Enfim. Fio de jogo, zero. E eu, um reles jornalista cuja experiência futebolística se resume a jogos de futsal de ano a ano e 20 anos de tarimba enquanto espectador, passei treze minutos a gritar para a televisão, a pedir que o Quique acordasse e tirasse o mutombo do Bynia. Toda a gente viu, mas não Quique. Era estar a pedi-las. Gosto do treinador, gosto da postura, de tudo, e isso para mim chega, habituado que estou a ver o Benfica não ganhar nada. Deixem o homem trabalhar em paz, e nas próximas épocas logo se vê. Mas já era tempo de se ver algum futebol, o mínimo de consistência, o mínimo de continuidade no jogo.
Mas isto de ser adepto do Glorioso é duro.
Eu aceito começar o ano com chuva. Aceito que a chuva se vá embora e venha um frio nórdico mas sem as louras boazudas. Aceito começar o ano a vomitar repetidamente. Mas é lixado começar o ano a perder, sem apelo nem agravo, na Trofa (where the fuck is that?), ser ultrapassado pelo Porto e este ter ganho com um golaço do cabrão do Cebola.
Está decidido. Não voltarei a falar de bola - pelo menos com adeptos de outros clubes - até que o Benfas ganhe alguma coisa, pelo que é coisa para demorar algum tempo. Estou em blackout.
Façam-me o favor. Se me virem quebrar este compromisso, mandem-me com um tijolo à tola.
Obrigado.
Bom, eu sabia no que me estava a meter com o último post. Na verdade, fi-lo porque, enquanto benfiquista e bom chefe de família, sabia que era de aproveitar os diazitos de liderança que nos restavam, porque isto ia dar merda. E deu.
Enfim, o jogo. Levámos na anilha do Trofense, e bem. Ninguém jogou nada. Uma equipa que corre muito, luta muito, mas que claramente não sabe o que está a fazer dentro do campo. A equipa não marcou um canto de jeito, que é algo que me intriga. Atão os gajos não treinam aquela merda todos os dias? Enfim. Fio de jogo, zero. E eu, um reles jornalista cuja experiência futebolística se resume a jogos de futsal de ano a ano e 20 anos de tarimba enquanto espectador, passei treze minutos a gritar para a televisão, a pedir que o Quique acordasse e tirasse o mutombo do Bynia. Toda a gente viu, mas não Quique. Era estar a pedi-las. Gosto do treinador, gosto da postura, de tudo, e isso para mim chega, habituado que estou a ver o Benfica não ganhar nada. Deixem o homem trabalhar em paz, e nas próximas épocas logo se vê. Mas já era tempo de se ver algum futebol, o mínimo de consistência, o mínimo de continuidade no jogo.
Mas isto de ser adepto do Glorioso é duro.
Eu aceito começar o ano com chuva. Aceito que a chuva se vá embora e venha um frio nórdico mas sem as louras boazudas. Aceito começar o ano a vomitar repetidamente. Mas é lixado começar o ano a perder, sem apelo nem agravo, na Trofa (where the fuck is that?), ser ultrapassado pelo Porto e este ter ganho com um golaço do cabrão do Cebola.
Está decidido. Não voltarei a falar de bola - pelo menos com adeptos de outros clubes - até que o Benfas ganhe alguma coisa, pelo que é coisa para demorar algum tempo. Estou em blackout.
Façam-me o favor. Se me virem quebrar este compromisso, mandem-me com um tijolo à tola.
Obrigado.
sábado, 27 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Custa ganhar a vida
Quero falar-vos de uma senhora, de seu nome Solange F. (aqui devia vir um ponto final, mas devido ao nome estúpido da senhora a coisa fica estranha).
É aquela senhora que era apresentadora do programa execrável Curto Circuito e que, perante a total indiferença do "grande público", decidiu anunciar no Expresso que era lésbica. Quero ainda recordar que a capa da revista do Expresso tinha a frase "Sou lésbica. E então?", mas foi ela quem veio gritar isso na capa de uma revista. "E então" pergunto eu.
Agora, que a coisa começava a esfriar, a dita senhora decidiu despir-se para a FHM. E em boa hora o fez, como se pode ver pela imagem anexa. Em entrevista ao Correio da Manhã, a senhora justifica a sessão fotográfica como uma "luta contra o preconceito". Sim, de facto, é uma enorme luta contra o preconceito uma tipa despir-se para a FHM, com uma cabeleira loira na cabeça. Não só contra o preconceito, também contra os clichés, digo eu.
E que refrescante é alguém se assumir, "corajosamente", homossexual, num meio em que isso é tão raro - a televisão - e, ainda assim, promover algo tão machista (no bom sentido) como posar nua para uma revista.
Solange F. é lésbica. Bom para ela. Na minha rua há uma também, igualmente sem qualquer talento especial, mas não aparece nas revistas nem é bandeira de coisa nenhuma. Talvez seja por ter um cu do tamanho de uma casa.
Enfim, não se perdeu tudo:

PS - ao pesquisar na net o nome da senhora, dei com alguns endereços que, apesar de parecer, não são a gozar, nomeadamente um blog chamado mirandelagay.
Fabuloso.
Quero falar-vos de uma senhora, de seu nome Solange F. (aqui devia vir um ponto final, mas devido ao nome estúpido da senhora a coisa fica estranha).
É aquela senhora que era apresentadora do programa execrável Curto Circuito e que, perante a total indiferença do "grande público", decidiu anunciar no Expresso que era lésbica. Quero ainda recordar que a capa da revista do Expresso tinha a frase "Sou lésbica. E então?", mas foi ela quem veio gritar isso na capa de uma revista. "E então" pergunto eu.
Agora, que a coisa começava a esfriar, a dita senhora decidiu despir-se para a FHM. E em boa hora o fez, como se pode ver pela imagem anexa. Em entrevista ao Correio da Manhã, a senhora justifica a sessão fotográfica como uma "luta contra o preconceito". Sim, de facto, é uma enorme luta contra o preconceito uma tipa despir-se para a FHM, com uma cabeleira loira na cabeça. Não só contra o preconceito, também contra os clichés, digo eu.
E que refrescante é alguém se assumir, "corajosamente", homossexual, num meio em que isso é tão raro - a televisão - e, ainda assim, promover algo tão machista (no bom sentido) como posar nua para uma revista.
Solange F. é lésbica. Bom para ela. Na minha rua há uma também, igualmente sem qualquer talento especial, mas não aparece nas revistas nem é bandeira de coisa nenhuma. Talvez seja por ter um cu do tamanho de uma casa.
Enfim, não se perdeu tudo:

PS - ao pesquisar na net o nome da senhora, dei com alguns endereços que, apesar de parecer, não são a gozar, nomeadamente um blog chamado mirandelagay.
Fabuloso.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Good Lord, He's Back!
E, no final de 2008, Santana Lopes está de volta. Acaba de ser anunciado oficialmente como candidato à CM de Lisboa, naturalmente pelo PSD.
Acontece que toda a cerimónia, feita para a televisão, teve a sofisticação e o toque de génio só vistos em festas de garagem e galas da TVI. Manuela Ferreira Leite, para quem aparentemente a credibilidade é tudo, terá engolido um sapo do tamanho dos Jerónimos, e não esteve presente. Foi o seu pequeno lacaio, Paulo Rangel, quem fez o anúncio, mascarando o evento com a divulgação do nome de mais meia dúzia de candidatos desconhecidos e irrelevantes. Tudo para tentar tirar peso mediático ao anúncio de Santana Lopes, como se não fosse esse o único objectivo da iniciativa. É lixado, quer-se apresentar um gajo mas depois tem-se vergonha do gajo. É a história da vida de Santana Lopes que, qual José Castelo Branco, se vai passeando por este país fora aparentemente convencido de que alguém o está a levar a sério.
2009 será um ano bem divertido.
E, no final de 2008, Santana Lopes está de volta. Acaba de ser anunciado oficialmente como candidato à CM de Lisboa, naturalmente pelo PSD.
Acontece que toda a cerimónia, feita para a televisão, teve a sofisticação e o toque de génio só vistos em festas de garagem e galas da TVI. Manuela Ferreira Leite, para quem aparentemente a credibilidade é tudo, terá engolido um sapo do tamanho dos Jerónimos, e não esteve presente. Foi o seu pequeno lacaio, Paulo Rangel, quem fez o anúncio, mascarando o evento com a divulgação do nome de mais meia dúzia de candidatos desconhecidos e irrelevantes. Tudo para tentar tirar peso mediático ao anúncio de Santana Lopes, como se não fosse esse o único objectivo da iniciativa. É lixado, quer-se apresentar um gajo mas depois tem-se vergonha do gajo. É a história da vida de Santana Lopes que, qual José Castelo Branco, se vai passeando por este país fora aparentemente convencido de que alguém o está a levar a sério.
2009 será um ano bem divertido.
O Bardo de Águeda
Manuel Alegre, o deputado-poeta, anda por aí todo ufano, tonitroante, qual adriano correia de oliveira cantando as faias e as boas novas da esquerda.
Acontece que ele gosta é de fóruns. Fóruns. Fóruns, debates, iniciativas, coisas, pá, cenas, man.
O que ele não gosta é de, efectivamente, fazer alguma coisa.
Depois de se ter entusiasmado no último fórum da esquerda desgarrada, alucinando que ainda estava em 1978 e que ainda não era mais um deputado aburguesado desta desgraçada nação, disse que o seu movimento devia ser uma alternativa de poder. É claro que os jornalistas, esses magarefes, tiraram a conclusão, e fizeram disso títulos, de que Alegre ponderava criar um novo partido.
Mas, enfim, lá veio o poeta hoje pôr os pontos nos i. Afinal, não. Nada disso.
Foi tudo um erro de interpretação.
«Falei de alternativa de poder, não disse que ia fazer um partido, nunca falei em partido. Disse que depois de termos quebrado o tabu de que a esquerda não dialoga, há outro tabu que é preciso quebrar que é o de que a esquerda não quer ser poder», argumentou Manuel Alegre, disparando, em seguida, contra os jornalistas: «Não me queiram forçar para vender jornais, não ponham na minha boca o que eu não disse.»
Pois. Alegre pode não querer vender jornais, mas na verdade não tem nada para vender a não ser ele próprio, algo que ele faz todos os dias há pelo menos quatro anos.
Vi-o há pouco na televisão. Manda vir com o governo, diz que vai por mau rumo. Quer unir as esquerdas, mas o PS obviamente não se quer unir com ninguém, até porque há muito deixou de ser de esquerda. A única vez que foi a votos, lembre-se, foi apenas porque o lugar de candidato oficial do PS lhe tinha sido prometido, e foi depois dado a Soares. Foi apenas o reflexo de um ressabiado. A verdade é que, no momento certo, não age. Não sai do partido, sabendo perfeitamente que o PS só o quer para fazer o papel de "idiota útil". Fala em unir as esquerdas, mas espera que o PC e o BE lhe venham beijar as botas, sendo ele o líder e, ainda assim, deputado e membro do PS.
Mas a vidinha santa de São Bento, essa ninguém lha consegue tirar.
A esquerda começa a dar, finalmente, sinais de vitalidade e de renovação, ainda que nao de juízo. E onde estava Alegre quando as coisas estavam realmente más?
Na verdade, é só bazófia, o que é óbvio em alguém que consegue dizer a absurda frase de "o meu camarada Sócrates".
Alegre não fode nem sai de cima.
Manuel Alegre, o deputado-poeta, anda por aí todo ufano, tonitroante, qual adriano correia de oliveira cantando as faias e as boas novas da esquerda.
Acontece que ele gosta é de fóruns. Fóruns. Fóruns, debates, iniciativas, coisas, pá, cenas, man.
O que ele não gosta é de, efectivamente, fazer alguma coisa.
Depois de se ter entusiasmado no último fórum da esquerda desgarrada, alucinando que ainda estava em 1978 e que ainda não era mais um deputado aburguesado desta desgraçada nação, disse que o seu movimento devia ser uma alternativa de poder. É claro que os jornalistas, esses magarefes, tiraram a conclusão, e fizeram disso títulos, de que Alegre ponderava criar um novo partido.
Mas, enfim, lá veio o poeta hoje pôr os pontos nos i. Afinal, não. Nada disso.
Foi tudo um erro de interpretação.
«Falei de alternativa de poder, não disse que ia fazer um partido, nunca falei em partido. Disse que depois de termos quebrado o tabu de que a esquerda não dialoga, há outro tabu que é preciso quebrar que é o de que a esquerda não quer ser poder», argumentou Manuel Alegre, disparando, em seguida, contra os jornalistas: «Não me queiram forçar para vender jornais, não ponham na minha boca o que eu não disse.»
Pois. Alegre pode não querer vender jornais, mas na verdade não tem nada para vender a não ser ele próprio, algo que ele faz todos os dias há pelo menos quatro anos.
Vi-o há pouco na televisão. Manda vir com o governo, diz que vai por mau rumo. Quer unir as esquerdas, mas o PS obviamente não se quer unir com ninguém, até porque há muito deixou de ser de esquerda. A única vez que foi a votos, lembre-se, foi apenas porque o lugar de candidato oficial do PS lhe tinha sido prometido, e foi depois dado a Soares. Foi apenas o reflexo de um ressabiado. A verdade é que, no momento certo, não age. Não sai do partido, sabendo perfeitamente que o PS só o quer para fazer o papel de "idiota útil". Fala em unir as esquerdas, mas espera que o PC e o BE lhe venham beijar as botas, sendo ele o líder e, ainda assim, deputado e membro do PS.
Mas a vidinha santa de São Bento, essa ninguém lha consegue tirar.
A esquerda começa a dar, finalmente, sinais de vitalidade e de renovação, ainda que nao de juízo. E onde estava Alegre quando as coisas estavam realmente más?
Na verdade, é só bazófia, o que é óbvio em alguém que consegue dizer a absurda frase de "o meu camarada Sócrates".
Alegre não fode nem sai de cima.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Vergonha nacional
Agora que começaram as alegações finais do processo Casa Pia, há coisas que me estão a fazer confusão.
Em primeiro lugar, o tribunal continua a ignorar olimpicamente vários assuntos "laterais" que, perdidos na voragem da comunicação social acéfala, vão caindo no esquecimento.
Em primeiro lugar, ninguém pede indemnização nem ao Estado nem à Casa Pia. Dois dos alegados abusadores eram funcionários da instituição. Mesmo que não fossem, o Estado tem a obrigação legal e moral de cuidar daqueles que, desprotegidos e fustigados pelas incidências da vida, ficaram à guarda da Casa Pia. O Estado falhou em toda a linha. A própria Catalina Pestana, que aparece agora como protectora dos coitadinhos, já tinha funções de responsabilidade na instituição quando havia abusos, alguns dos quais estão agora em julgamento. E a sua responsabilidade? E a responsabilidade do Estado, que devia proteger quem mais precisava, sobretudo numa instituição em que há muito corriam as informações sobre o que se passava?
Talvez haja uma explicação para o facto de as vítimas não pedirem indemnização ao Estado. Sabem que é o advogado das vítimas? O mesmo advogado da Casa Pia. A própria instituição pede indemnização aos arguidos devido aos efeitos nefastos que estes tiveram sobre o bom nome da instituição! Quanto à sua própria responsanbilidade, ao seu extremo desrespeito pelos seus mais elementares deveres, nem uma palavra.
Pois.
Mas há mais.
Há pessoas - todos sabemos quem são - que não chegaram a ser acusadas com base em tecnicalidades que ninguém percebeu, apesar de terem sido claramente identificadas. Toda a gente sabe o que aconteceu. E ninguém faz nada.
Toda a gente sabe - ouviram-se escutas em julgamento - que Paulo Pedroso foi avisado de que ia ser constituído arguido. Que falou com Ferro Rodrigues, que falou com António Costa, que falou com Jorge Sampaio, que falou com o então procurador Souto Moura para ver como limitar os danos. Que a informação chegou ao PS através de Saldanha Sanches, marido de Maria José Morgado - a campeã anti-corrupção - que soube da notícia no leito conjugal. Este nojento tráfico de influências foi exposto, através de escutas, em julgamento, e ninguém faz nada. A lei manda que se abrisse um processo autónomo, mas nada foi feito. Estranho? Não sejamos ingénuos.
E assim vamos no campeonato do Totobola, apostamos se os arguidos vão ser condenados ou absolvidos, quando nada disso é o que realmente importa.
Este processo mostra até que ponto o país, o Estado e os partidos estão podres, e "no pasa nada".
É a vergonha nacional.
Agora que começaram as alegações finais do processo Casa Pia, há coisas que me estão a fazer confusão.
Em primeiro lugar, o tribunal continua a ignorar olimpicamente vários assuntos "laterais" que, perdidos na voragem da comunicação social acéfala, vão caindo no esquecimento.
Em primeiro lugar, ninguém pede indemnização nem ao Estado nem à Casa Pia. Dois dos alegados abusadores eram funcionários da instituição. Mesmo que não fossem, o Estado tem a obrigação legal e moral de cuidar daqueles que, desprotegidos e fustigados pelas incidências da vida, ficaram à guarda da Casa Pia. O Estado falhou em toda a linha. A própria Catalina Pestana, que aparece agora como protectora dos coitadinhos, já tinha funções de responsabilidade na instituição quando havia abusos, alguns dos quais estão agora em julgamento. E a sua responsabilidade? E a responsabilidade do Estado, que devia proteger quem mais precisava, sobretudo numa instituição em que há muito corriam as informações sobre o que se passava?
Talvez haja uma explicação para o facto de as vítimas não pedirem indemnização ao Estado. Sabem que é o advogado das vítimas? O mesmo advogado da Casa Pia. A própria instituição pede indemnização aos arguidos devido aos efeitos nefastos que estes tiveram sobre o bom nome da instituição! Quanto à sua própria responsanbilidade, ao seu extremo desrespeito pelos seus mais elementares deveres, nem uma palavra.
Pois.
Mas há mais.
Há pessoas - todos sabemos quem são - que não chegaram a ser acusadas com base em tecnicalidades que ninguém percebeu, apesar de terem sido claramente identificadas. Toda a gente sabe o que aconteceu. E ninguém faz nada.
Toda a gente sabe - ouviram-se escutas em julgamento - que Paulo Pedroso foi avisado de que ia ser constituído arguido. Que falou com Ferro Rodrigues, que falou com António Costa, que falou com Jorge Sampaio, que falou com o então procurador Souto Moura para ver como limitar os danos. Que a informação chegou ao PS através de Saldanha Sanches, marido de Maria José Morgado - a campeã anti-corrupção - que soube da notícia no leito conjugal. Este nojento tráfico de influências foi exposto, através de escutas, em julgamento, e ninguém faz nada. A lei manda que se abrisse um processo autónomo, mas nada foi feito. Estranho? Não sejamos ingénuos.
E assim vamos no campeonato do Totobola, apostamos se os arguidos vão ser condenados ou absolvidos, quando nada disso é o que realmente importa.
Este processo mostra até que ponto o país, o Estado e os partidos estão podres, e "no pasa nada".
É a vergonha nacional.
República das bananas
Nesta quinta-feira, deu-se na Madeira - aquele calhau no meio do mar - uma cena espectacular a fazer lembrar os vídeos do parlamento de Taiwan com os deputados à porrada. Desta feita, infelizmente não houve molho a sério, mas só não houve isso. Com Alberto João Jardim presente no parlamento, houve insultos de parte a parte, a um nível só igualado pela última série dos Mini-Malucos do Riso.
Alberto João perdeu a paciência, e fez uma ameaça que, aposto, nos vai deixar a todos sem dormir nas próximas 23 semanas:
"Ou respeitam o povo madeirense ou a república vai sofrer as consequências!", foi a sua frase.
Vais fazer o quê? Cortar o fornecimento de bananas?
Nesta quinta-feira, deu-se na Madeira - aquele calhau no meio do mar - uma cena espectacular a fazer lembrar os vídeos do parlamento de Taiwan com os deputados à porrada. Desta feita, infelizmente não houve molho a sério, mas só não houve isso. Com Alberto João Jardim presente no parlamento, houve insultos de parte a parte, a um nível só igualado pela última série dos Mini-Malucos do Riso.
Alberto João perdeu a paciência, e fez uma ameaça que, aposto, nos vai deixar a todos sem dormir nas próximas 23 semanas:
"Ou respeitam o povo madeirense ou a república vai sofrer as consequências!", foi a sua frase.
Vais fazer o quê? Cortar o fornecimento de bananas?
O regabofe
Muita tinta correu acerca das faltas dos deputados na sexta-feira passada. Basicamente, não estava lá ninguém.
Percebe-se. Era feriado segunda-feira, e com uma baldazita na sexta, aí tínhamos um belo fim de semana de quatro dias. Que português não percebe isto, hã, meus amigos? Vá, sejamos justos. Eu percebo. Eu também gostava. Pois, mas não posso.
A balda de sexta-feira é uma tradição portuguesa tão nobre como as touradas e o passeio dos tristes a Sintra, ao domingo.
E agora, depois da bronca, veio a solução para o problema. Afinal, era bem simples. Guilherme Silva, mais um excelente deputado do PSD, teve a ideia genial, um verdadeiro ovo de Colombo: acabem-se com os plenários à sexta-feira. Pronto, fazem os plenários de segunda a quinta, vá lá, e sexta ficam livres para fazer...aaaa...como é que se chama a desculpa deles?....ah, já sei, "trabalho político-partidário".
Espectáculo.
Isso é como acabar com as operações Stop na estrada porque a malta bebe uns copos e vai conduzir. Pronto, acaba-se com as operações Stop e já ninguém fala mais nisso.
Eu percebo os nossos deputados. A sério.
Só me custa é trabalhar doze horas por dia, muitas vezes seis dias por semana, para lhes pagar o ordenado. Isso é que me custa um bocadinho.
Muita tinta correu acerca das faltas dos deputados na sexta-feira passada. Basicamente, não estava lá ninguém.
Percebe-se. Era feriado segunda-feira, e com uma baldazita na sexta, aí tínhamos um belo fim de semana de quatro dias. Que português não percebe isto, hã, meus amigos? Vá, sejamos justos. Eu percebo. Eu também gostava. Pois, mas não posso.
A balda de sexta-feira é uma tradição portuguesa tão nobre como as touradas e o passeio dos tristes a Sintra, ao domingo.
E agora, depois da bronca, veio a solução para o problema. Afinal, era bem simples. Guilherme Silva, mais um excelente deputado do PSD, teve a ideia genial, um verdadeiro ovo de Colombo: acabem-se com os plenários à sexta-feira. Pronto, fazem os plenários de segunda a quinta, vá lá, e sexta ficam livres para fazer...aaaa...como é que se chama a desculpa deles?....ah, já sei, "trabalho político-partidário".
Espectáculo.
Isso é como acabar com as operações Stop na estrada porque a malta bebe uns copos e vai conduzir. Pronto, acaba-se com as operações Stop e já ninguém fala mais nisso.
Eu percebo os nossos deputados. A sério.
Só me custa é trabalhar doze horas por dia, muitas vezes seis dias por semana, para lhes pagar o ordenado. Isso é que me custa um bocadinho.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Há petróleo no Beato?
E, de repente, é só guita. Falo do nosso Estado, é claro. São 4 mil milhões de euros para reforçar o capital dos bancos, são 20 mil milhões de garantia para os mesmos bancos poderem emitir dívida, são 900 milhões para o sector automóvel, é TGV's e tudo o mais.
Partilho do asco de muito boa gente acerca do salvamento dos bancos em dificuldades. Por uma questão ideológica, e pelo preconceito de classe que, felizmente, ainda me acompanha, custa-me muito aceitar naturalmente que o nosso dinheiro seja utilizado para salvar instituições cujos gestores - muitos com ligações perigosas ao poder político - enterraram com práticas fraudulentas ou apenas de má gestão. Custa-me ver isso e saber que, por este país fora, estão a fechar centenas de pequenas e médias empresas sufocadas pela concorrência externa, e a quem o Estado não dá a mão, porque aí deve funcionar o mercado, o sacrossanto mercado do socialismo de pacotilha do modernaço Sócrates.
Custa-me, é verdade, mas entendo-o.
Os bancos são o coração de qualquer economia, e ainda mais da nossa. O mundo vive a crédito. Não são apenas os plasmas gigantes e as playstations e o carro novo de que, de facto, não precisamos. Ao nível das empresas, tudo funciona a crédito: qualquer novo investimento, qualquer reforço relevante de pessoal, qualquer plano de expansão para novos mercados. Até as simples actividades correntes se socorrem, muitas vezes, do crédito, em momentos de maior aperto. Bancos na falência significa quebra de confiança no sistema, significa buracos financeiros para os outros bancos (todos emprestam dinheiro entre si), significa, sobretudo, um congelamento ainda mais intenso da concessão de crédito. E se, ao nível individual, um pouco mais de dificuldade no acesso ao crédito não é mau, já ao nível das empresas poderia ter resultados graves, ao nível do desemprego.
É por tudo isto que, se ideologicamente a ideia me repugna, consigo aceitar que o Estado ajude alguns bancos.
Mas a minha questão não é essa.
Nós levámos com uma crise internacional em cima. O Sócrates está a tentar convencer-nos que a culpa é desse fenómeno, mas a verdade é que Portugal já estava bem enterrado na merda antes do furacão financeiro e do 'subprime'. Há um ano e meio atrás, com altos preços dos combustíveis, perda generalizada do poder de compra e o desemprego a subir, o discurso era, ainda, o da cartilha do défice. Não se podia esbanjar, não se podia gastar, porque o país tinha um problema grave de contas públicas. Acontece que, hoje, as contas públicas estão piores do que estavam há um ano, e de repente há dinheiro para tudo. O facto de termos um ano eleitoral cheio em 2009 não é alheio a isto.
Mas o que eu pergunto é: estamos ou não perante a prova inequívoca de que andámos a ser enganados? De que havia dinheiro, de que havia mecanismos para ajudar o povo em dificuldades, mas que sempre nos foi dito o contrário.
É esta a profunda contradição. Não se pode pedir rigor e seriedade agindo com desonestidade, contando ao povo apenas parte da história, a parte que nos convém.
E, de repente, é só guita. Falo do nosso Estado, é claro. São 4 mil milhões de euros para reforçar o capital dos bancos, são 20 mil milhões de garantia para os mesmos bancos poderem emitir dívida, são 900 milhões para o sector automóvel, é TGV's e tudo o mais.
Partilho do asco de muito boa gente acerca do salvamento dos bancos em dificuldades. Por uma questão ideológica, e pelo preconceito de classe que, felizmente, ainda me acompanha, custa-me muito aceitar naturalmente que o nosso dinheiro seja utilizado para salvar instituições cujos gestores - muitos com ligações perigosas ao poder político - enterraram com práticas fraudulentas ou apenas de má gestão. Custa-me ver isso e saber que, por este país fora, estão a fechar centenas de pequenas e médias empresas sufocadas pela concorrência externa, e a quem o Estado não dá a mão, porque aí deve funcionar o mercado, o sacrossanto mercado do socialismo de pacotilha do modernaço Sócrates.
Custa-me, é verdade, mas entendo-o.
Os bancos são o coração de qualquer economia, e ainda mais da nossa. O mundo vive a crédito. Não são apenas os plasmas gigantes e as playstations e o carro novo de que, de facto, não precisamos. Ao nível das empresas, tudo funciona a crédito: qualquer novo investimento, qualquer reforço relevante de pessoal, qualquer plano de expansão para novos mercados. Até as simples actividades correntes se socorrem, muitas vezes, do crédito, em momentos de maior aperto. Bancos na falência significa quebra de confiança no sistema, significa buracos financeiros para os outros bancos (todos emprestam dinheiro entre si), significa, sobretudo, um congelamento ainda mais intenso da concessão de crédito. E se, ao nível individual, um pouco mais de dificuldade no acesso ao crédito não é mau, já ao nível das empresas poderia ter resultados graves, ao nível do desemprego.
É por tudo isto que, se ideologicamente a ideia me repugna, consigo aceitar que o Estado ajude alguns bancos.
Mas a minha questão não é essa.
Nós levámos com uma crise internacional em cima. O Sócrates está a tentar convencer-nos que a culpa é desse fenómeno, mas a verdade é que Portugal já estava bem enterrado na merda antes do furacão financeiro e do 'subprime'. Há um ano e meio atrás, com altos preços dos combustíveis, perda generalizada do poder de compra e o desemprego a subir, o discurso era, ainda, o da cartilha do défice. Não se podia esbanjar, não se podia gastar, porque o país tinha um problema grave de contas públicas. Acontece que, hoje, as contas públicas estão piores do que estavam há um ano, e de repente há dinheiro para tudo. O facto de termos um ano eleitoral cheio em 2009 não é alheio a isto.
Mas o que eu pergunto é: estamos ou não perante a prova inequívoca de que andámos a ser enganados? De que havia dinheiro, de que havia mecanismos para ajudar o povo em dificuldades, mas que sempre nos foi dito o contrário.
É esta a profunda contradição. Não se pode pedir rigor e seriedade agindo com desonestidade, contando ao povo apenas parte da história, a parte que nos convém.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
É por isto que este país não vai para a frente
Kowalski diz:
não apareceste na festa, foi bacano
Kowalski diz:
tive a meter som com outro gajo, ele era uma ganda nódoa
freud diz:
foda-se estava meio engripado e com uym frio do caralho
freud diz:
mas esteve fixe?
Kowalski diz:
eu tb, mas o viske resolveu
Kowalski diz:
sim
freud diz:
nem sequer fui aos anos do luis, ao chefe nando, vê lá
Kowalski diz:
eh lecas
Kowalski diz:
mas ouve, foi lindo. o outro só metia , a malta a cagar para ele
Kowalski diz:
eu entrava e era o delírio
Kowalski diz:
é sempre bom quando a concorrência é uma
freud diz:
vês
freud diz:
nada como desistir
freud diz:
quando a concorrência exige um esforço em demasia
Kowalski diz:
claro
Kowalski diz:
é da natureza humana
freud diz:
mas há aqueles que se esfalfam até ao fim
Kowalski diz:
otários
freud diz:
eu se fosse atleta de competição, assim que visse que ía peder, desistia
Kowalski diz:
eu no máximo podia ser atleta de média competição
Kowalski diz:
ou baixa competição, mesmo
Kowalski diz:
alta competição é para aqueles freaks que fazem desporto desde os 3 anos
freud diz:
mesmo com gajas, quando vejo a coisa muito difícil, perfiro o descanso
Kowalski diz:
pois
Kowalski diz:
sobretudo no inverno
Kowalski diz:
que custa mais a actividade e é mais difícil avaliar a mercadoria
freud diz:
sim, e depois estar em casa nem é tão mau
Kowalski diz:
ou seja, o esforço pode redundar mais facilmente numa desilusão, escondida no meio das camisolas
freud diz:
andar aí na noite desaustinado à procura de rabos de saia + jaqueta + cachecol + sobretudo + impermeável + + +
freud diz:
nããããã....
Kowalski diz:
too much trouble
freud diz:
imagina, estares a descascar a cena e sai-te o tiro pela culatra, depois de uma noite e,m que pagas copos e mais copos?
Kowalski diz:
não apareceste na festa, foi bacano
Kowalski diz:
tive a meter som com outro gajo, ele era uma ganda nódoa
freud diz:
foda-se estava meio engripado e com uym frio do caralho
freud diz:
mas esteve fixe?
Kowalski diz:
eu tb, mas o viske resolveu
Kowalski diz:
sim
freud diz:
nem sequer fui aos anos do luis, ao chefe nando, vê lá
Kowalski diz:
eh lecas
Kowalski diz:
mas ouve, foi lindo. o outro só metia , a malta a cagar para ele
Kowalski diz:
eu entrava e era o delírio
Kowalski diz:
é sempre bom quando a concorrência é uma
freud diz:
vês
freud diz:
nada como desistir
freud diz:
quando a concorrência exige um esforço em demasia
Kowalski diz:
claro
Kowalski diz:
é da natureza humana
freud diz:
mas há aqueles que se esfalfam até ao fim
Kowalski diz:
otários
freud diz:
eu se fosse atleta de competição, assim que visse que ía peder, desistia
Kowalski diz:
eu no máximo podia ser atleta de média competição
Kowalski diz:
ou baixa competição, mesmo
Kowalski diz:
alta competição é para aqueles freaks que fazem desporto desde os 3 anos
freud diz:
mesmo com gajas, quando vejo a coisa muito difícil, perfiro o descanso
Kowalski diz:
pois
Kowalski diz:
sobretudo no inverno
Kowalski diz:
que custa mais a actividade e é mais difícil avaliar a mercadoria
freud diz:
sim, e depois estar em casa nem é tão mau
Kowalski diz:
ou seja, o esforço pode redundar mais facilmente numa desilusão, escondida no meio das camisolas
freud diz:
andar aí na noite desaustinado à procura de rabos de saia + jaqueta + cachecol + sobretudo + impermeável + + +
freud diz:
nããããã....
Kowalski diz:
too much trouble
freud diz:
imagina, estares a descascar a cena e sai-te o tiro pela culatra, depois de uma noite e,m que pagas copos e mais copos?
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
The real pro
Hoje vi, pela primeira vez, o actual programa novo do Júlio Isidro. Chama-se Quarto Crescente, ou Quarto Minguante, ou qualquer coisa assim a ver com a lua.
Para mim, as palavras Júlio e Isidro trazem-me sempre um sorriso de escárnio aos lábios. A minha geração, que cresceu a ver o senhor na televisão, encara-o como um símbolo do antigamente, uma relíquia kitsch que está no duvidoso panteão ocupado por figuras como Badaró, Luis Pereira de Sousa, Eládio Clímaco, Avô Cantigas, Vasco Granja ou o Engenheiro Sousa Veloso.
Sim, ele é um tótó. Sim, ele é um xoninhas. Sim, ele é bastante ridículo, se quisermos ser cínicos.
Mas também é, e só hoje me apercebi disso, um grandíssimo profissional.
Neste programa, os dois convidados principais eram o Carlos do Carmo, a comemorar 40 anos de carreira, e o Miguel Chen, o do circo, a comemorar 50 anos de carreira. O Júlio Isidro também não é nenhum jovem. Mas a verdade é que, contra todas as expectativas, o programa foi muito interessante. Júlio Isidro é, acima de tudo, um gentleman. Tem um genuíno interesse pelas pessoas com quem fala, coloca-as no centro das atenções e não a si próprio, não se exibe, não se impõe. Mais do que entrevistar, ele conversa. E tudo com uma polidez e um respeito que já não se vê em televisão. Mais, informa-se sobre as coisas, e isso permite-lhe fazer perguntas inteligentes e interessantes. Trata com carinho as pessoas que aceitam o seu convite para conversar à frente de milhares de pessoas. Não tenta enganar ninguém, não aldraba, simplifica sem cair no facilitismo ou na burrice, problema de muitos "apresentadores" que por aí andam.
Neste programa falou-se de fado, de circo, de flamenco e de ópera. Tudo de forma simples, acessível, cativante mesmo para quem acha que essas coisas são só para os eruditos, ou os ricos. Júlio Isidro é, no que toca à televisão, um homem profundamente democrático. Não é preciso dar merda às massas só porque são massas. Se lhes dermos coisas boas, da maneira certa, elas não fogem. Isso, e uma serenidade à prova de bala, fizeram-me escrever este post ridículo.
E ainda a floresta de "Caras Notícias", "Fama Shows", "Praças da Alegria", Teresas Guilhermes e Josés Figueiras que pululam pela caixa quadrada.
Júlio Isidro é serviço público. Deviam fazer-lhe uma estátua à frente da RTP.
Tenho dito. Venha a crítica.
Hoje vi, pela primeira vez, o actual programa novo do Júlio Isidro. Chama-se Quarto Crescente, ou Quarto Minguante, ou qualquer coisa assim a ver com a lua.
Para mim, as palavras Júlio e Isidro trazem-me sempre um sorriso de escárnio aos lábios. A minha geração, que cresceu a ver o senhor na televisão, encara-o como um símbolo do antigamente, uma relíquia kitsch que está no duvidoso panteão ocupado por figuras como Badaró, Luis Pereira de Sousa, Eládio Clímaco, Avô Cantigas, Vasco Granja ou o Engenheiro Sousa Veloso.
Sim, ele é um tótó. Sim, ele é um xoninhas. Sim, ele é bastante ridículo, se quisermos ser cínicos.
Mas também é, e só hoje me apercebi disso, um grandíssimo profissional.
Neste programa, os dois convidados principais eram o Carlos do Carmo, a comemorar 40 anos de carreira, e o Miguel Chen, o do circo, a comemorar 50 anos de carreira. O Júlio Isidro também não é nenhum jovem. Mas a verdade é que, contra todas as expectativas, o programa foi muito interessante. Júlio Isidro é, acima de tudo, um gentleman. Tem um genuíno interesse pelas pessoas com quem fala, coloca-as no centro das atenções e não a si próprio, não se exibe, não se impõe. Mais do que entrevistar, ele conversa. E tudo com uma polidez e um respeito que já não se vê em televisão. Mais, informa-se sobre as coisas, e isso permite-lhe fazer perguntas inteligentes e interessantes. Trata com carinho as pessoas que aceitam o seu convite para conversar à frente de milhares de pessoas. Não tenta enganar ninguém, não aldraba, simplifica sem cair no facilitismo ou na burrice, problema de muitos "apresentadores" que por aí andam.
Neste programa falou-se de fado, de circo, de flamenco e de ópera. Tudo de forma simples, acessível, cativante mesmo para quem acha que essas coisas são só para os eruditos, ou os ricos. Júlio Isidro é, no que toca à televisão, um homem profundamente democrático. Não é preciso dar merda às massas só porque são massas. Se lhes dermos coisas boas, da maneira certa, elas não fogem. Isso, e uma serenidade à prova de bala, fizeram-me escrever este post ridículo.
E ainda a floresta de "Caras Notícias", "Fama Shows", "Praças da Alegria", Teresas Guilhermes e Josés Figueiras que pululam pela caixa quadrada.
Júlio Isidro é serviço público. Deviam fazer-lhe uma estátua à frente da RTP.
Tenho dito. Venha a crítica.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
A crise, via MSN
freud diz:
é impressão minha ou a crise agudizou-se desde que morreu o badaró?
freud diz:
mercados em queda, falências
Kowalski diz:
é coisa para deprimir qualquer um
Kowalski diz:
era uma pessoa estimada
freud diz:
isto é que vais uma crise
freud diz:
*vai
freud diz:
ontem tive insónias e deu-me para ver o euromilhoes
freud diz:
euronews
freud diz:
é o fim ddo mundo em cuecas
freud diz:
esta merda está a levar um abanão tal..
Kowalski diz:
pois
Kowalski diz:
valha-nos o benfica
freud diz:
e a selecção
Kowalski diz:
sim
Kowalski diz:
isso sim é uma crise
Kowalski diz:
O Queirós, ou queiroz ou lá que merda é, é o vítor constâncio do futebol
Kowalski diz:
ou não faz nada ou só faz merda
freud diz:
e quando nada faz, consegue ser enrabado
freud diz:
foda-se
freud diz:
é impressão minha ou a crise agudizou-se desde que morreu o badaró?
freud diz:
mercados em queda, falências
Kowalski diz:
é coisa para deprimir qualquer um
Kowalski diz:
era uma pessoa estimada
freud diz:
isto é que vais uma crise
freud diz:
*vai
freud diz:
ontem tive insónias e deu-me para ver o euromilhoes
freud diz:
euronews
freud diz:
é o fim ddo mundo em cuecas
freud diz:
esta merda está a levar um abanão tal..
Kowalski diz:
pois
Kowalski diz:
valha-nos o benfica
freud diz:
e a selecção
Kowalski diz:
sim
Kowalski diz:
isso sim é uma crise
Kowalski diz:
O Queirós, ou queiroz ou lá que merda é, é o vítor constâncio do futebol
Kowalski diz:
ou não faz nada ou só faz merda
freud diz:
e quando nada faz, consegue ser enrabado
freud diz:
foda-se
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Vá lá, dê-nos um desconto
raviolli_ninja says:
A gaja do escritório para alugar já telefonou?
pituín says:
Nop
raviolli_ninja says:
Puta putéfia, cheira-lhe a fim de semana, já não quer fazer nada.
raviolli_ninja says:
Há-de lhe dar um corrimento vaginal tão forte este fim de semana que vai ter de andar de galochas.
pituín says:
Credo
raviolli_ninja says:
A gaja do escritório para alugar já telefonou?
pituín says:
Nop
raviolli_ninja says:
Puta putéfia, cheira-lhe a fim de semana, já não quer fazer nada.
raviolli_ninja says:
Há-de lhe dar um corrimento vaginal tão forte este fim de semana que vai ter de andar de galochas.
pituín says:
Credo
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Cego, surdo & mudo
O Presidente da República considerou hoje que deve "abster-se" de fazer comentários públicos sobre matérias que são polémicas entre os partidos, nomeadamente investimentos públicos como o TGV."Quando as matérias são polémicas entre as diferentes forças político-partidárias, o Presidente da República deve abster-se de fazer comentários públicos", afirmou.
Deixem-me ver se percebi. O Presidente deve falar quando os assuntos não são polémicos, não são discutidos. Isso deixa o quê? O míldio e o oídio? O estatuto dos Açores?
O Presidente da República considerou hoje que deve "abster-se" de fazer comentários públicos sobre matérias que são polémicas entre os partidos, nomeadamente investimentos públicos como o TGV."Quando as matérias são polémicas entre as diferentes forças político-partidárias, o Presidente da República deve abster-se de fazer comentários públicos", afirmou.
Deixem-me ver se percebi. O Presidente deve falar quando os assuntos não são polémicos, não são discutidos. Isso deixa o quê? O míldio e o oídio? O estatuto dos Açores?
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Modernices
Não sei porquê, houve uma televisão que se lembrou de noticiar que, desde 2007, tornou-se crime, em Portugal, um pai ou uma mãe dar uma palmada numa criança. É crime.
E eu, a princípio, não queria acreditar. Mas depois comecei a pensar, e de facto faz todo o sentido. A Suécia foi o primeiro país a fazê-lo, é completamente lógico que a gente vai atrás.
É lógico na mentalidade tacanha do Portugal modernaço de Sócrates. É só Magalhães e GPS's, flexigurança e coisas do estilo.
Temos um país completamente terceiro mundista. Banqueiros corruptos, autarcas corruptos, cunhas e amiguismos às claras, os pobres que se fodam, como sempre. O nosso país nada tem de moderno. É um exemplo acabado do Terceiro Mundo económico, cultural e social. Mas, se não temos modernidade, temos modernices. Continuamos a varrer o que é importante para debaixo do tapete, enquanto metemos um plasma novo na parede.
Nada do que está fundamentalmente errado neste país se resolve, porque quem poderia resolver se está a servir muito bem do sistema implantado. Entretanto vamos dando uma pintura de fachada para enganar o pagode.
Mas a fachada não salva um país, a fachada não torna a nossa vida melhor ou mais fácil. Mas talvez sirva para enganar uns quantos milhões de otários, a julgar pelas sondagens.
A nossa arma é a nossa própria inteligência e o nosso voto. E, olhando para este último, parece que temos o que merecemos.
Não sei porquê, houve uma televisão que se lembrou de noticiar que, desde 2007, tornou-se crime, em Portugal, um pai ou uma mãe dar uma palmada numa criança. É crime.
E eu, a princípio, não queria acreditar. Mas depois comecei a pensar, e de facto faz todo o sentido. A Suécia foi o primeiro país a fazê-lo, é completamente lógico que a gente vai atrás.
É lógico na mentalidade tacanha do Portugal modernaço de Sócrates. É só Magalhães e GPS's, flexigurança e coisas do estilo.
Temos um país completamente terceiro mundista. Banqueiros corruptos, autarcas corruptos, cunhas e amiguismos às claras, os pobres que se fodam, como sempre. O nosso país nada tem de moderno. É um exemplo acabado do Terceiro Mundo económico, cultural e social. Mas, se não temos modernidade, temos modernices. Continuamos a varrer o que é importante para debaixo do tapete, enquanto metemos um plasma novo na parede.
Nada do que está fundamentalmente errado neste país se resolve, porque quem poderia resolver se está a servir muito bem do sistema implantado. Entretanto vamos dando uma pintura de fachada para enganar o pagode.
Mas a fachada não salva um país, a fachada não torna a nossa vida melhor ou mais fácil. Mas talvez sirva para enganar uns quantos milhões de otários, a julgar pelas sondagens.
A nossa arma é a nossa própria inteligência e o nosso voto. E, olhando para este último, parece que temos o que merecemos.
Chorões vs Iludidos
O jogo da Taça entre Sporting e Porto foi uma bela jogatana. Emoção, luta, algum futebol.
Eu, bom chefe de família, até estava a torcer pela lagartagem, pela simples razão de ter, do outro lado, os azuis. E vi um grande Sporting na primeira parte, e uma segunda parte equilibrada, em que o Porto voltou a meter os trincos todos.
E depois entrou o árbitro em cena e, em conjunto com o descontrolo dos jogadores, lixou o jogo.
No final, passou o Porto, sem merecer, e ficou o Sporting pelo caminho, porque não soube aproveitar o facto de estar muito melhor no jogo.
Mas, ouvindo os portistas e os sportinguistas no final do jogo, parece-me que andam todos a fumar coisas estranhas.
Os sportinguistas queixam-se do árbitro. Têm toda a razão, foi uma exibição miserável de um árbitro miserável, e alguém há de me explicar por que raio este incompetente encartado continua a apitar. Mas foi miserável para os dois lados. Deixou por marcar um penalti para cada lado: mão do Rolando e paragem cerebral do Rui Patrício sobre o Hulk, o resto foram lances marados que podiam ou não ser marcados. Expulsou dois gajos do Porto, e bem, e expulsou um do Sporting, e bem. Podiam ter ido mais para a rua, mas o árbitro a certa altura desligou a mão dos cartões. Os lagartos queixam-se da expulsão do Caneira. É simples: ele tinha um cartão, decidiu armar-se em maroto, primeiro, dando uma patada "inocente" e "casual" na boca do Hulk; e a seguir decidiu armar-se em mau, de cabeça espetada para o outro, que fez o mesmo. Amarelo para os dois, o Caneira já tinha. Azar, não tinha nada que se ir armar ao pingarelho.
Se os sportinguistas desempenham o habitual papel do bébé-chorão, os portistas alinham pela cantiga do Jesualdo, que no final do jogo teve a suprema lata de dizer que "o Porto foi um justo vencedor". Só pode ser piada. O Porto, tal como em 90% dos jogos esta época, não jogou um charuto. Por mim tudo bem: quanto mais tempo os portistas acreditarem que têm uma grande equipa e um grande treinador, melhor.
Em suma: Sporting melhor mas não quis matar o jogo quando pôde, preferiu "controlar", que é uma cena que o Sporting adora fazer mas não sabe como. O Porto teve sorte, mostrou o seu péssimo momento de forma, mas teve alguma atitude a seguir à primeira parte. O árbitro foi uma nódoa mas não prejudicou ninguém em especial. Esperemos que nunca mais apite, ele e o seu amigo Xistra.
Eu sou suspeito, mas fico contente por ter um treinador como Quique Flores que, até aqui, sempre disse o correcto, não buscando alibis nem tapando o sol com a peneira. Seria bom que outros treinadores fizessem o mesmo.
Nota benfiquista: saudação para Aimar, que começa a mostrar os pormenores geniais que fazem dele um verdadeiro craque. Saudação muito especial para David Luiz, um míudo que é um grande jogador e que finalmente regressa à competição.
Devagar faremos o nosso caminho. Pior que os anos anteriores não deve ser.
O jogo da Taça entre Sporting e Porto foi uma bela jogatana. Emoção, luta, algum futebol.
Eu, bom chefe de família, até estava a torcer pela lagartagem, pela simples razão de ter, do outro lado, os azuis. E vi um grande Sporting na primeira parte, e uma segunda parte equilibrada, em que o Porto voltou a meter os trincos todos.
E depois entrou o árbitro em cena e, em conjunto com o descontrolo dos jogadores, lixou o jogo.
No final, passou o Porto, sem merecer, e ficou o Sporting pelo caminho, porque não soube aproveitar o facto de estar muito melhor no jogo.
Mas, ouvindo os portistas e os sportinguistas no final do jogo, parece-me que andam todos a fumar coisas estranhas.
Os sportinguistas queixam-se do árbitro. Têm toda a razão, foi uma exibição miserável de um árbitro miserável, e alguém há de me explicar por que raio este incompetente encartado continua a apitar. Mas foi miserável para os dois lados. Deixou por marcar um penalti para cada lado: mão do Rolando e paragem cerebral do Rui Patrício sobre o Hulk, o resto foram lances marados que podiam ou não ser marcados. Expulsou dois gajos do Porto, e bem, e expulsou um do Sporting, e bem. Podiam ter ido mais para a rua, mas o árbitro a certa altura desligou a mão dos cartões. Os lagartos queixam-se da expulsão do Caneira. É simples: ele tinha um cartão, decidiu armar-se em maroto, primeiro, dando uma patada "inocente" e "casual" na boca do Hulk; e a seguir decidiu armar-se em mau, de cabeça espetada para o outro, que fez o mesmo. Amarelo para os dois, o Caneira já tinha. Azar, não tinha nada que se ir armar ao pingarelho.
Se os sportinguistas desempenham o habitual papel do bébé-chorão, os portistas alinham pela cantiga do Jesualdo, que no final do jogo teve a suprema lata de dizer que "o Porto foi um justo vencedor". Só pode ser piada. O Porto, tal como em 90% dos jogos esta época, não jogou um charuto. Por mim tudo bem: quanto mais tempo os portistas acreditarem que têm uma grande equipa e um grande treinador, melhor.
Em suma: Sporting melhor mas não quis matar o jogo quando pôde, preferiu "controlar", que é uma cena que o Sporting adora fazer mas não sabe como. O Porto teve sorte, mostrou o seu péssimo momento de forma, mas teve alguma atitude a seguir à primeira parte. O árbitro foi uma nódoa mas não prejudicou ninguém em especial. Esperemos que nunca mais apite, ele e o seu amigo Xistra.
Eu sou suspeito, mas fico contente por ter um treinador como Quique Flores que, até aqui, sempre disse o correcto, não buscando alibis nem tapando o sol com a peneira. Seria bom que outros treinadores fizessem o mesmo.
Nota benfiquista: saudação para Aimar, que começa a mostrar os pormenores geniais que fazem dele um verdadeiro craque. Saudação muito especial para David Luiz, um míudo que é um grande jogador e que finalmente regressa à competição.
Devagar faremos o nosso caminho. Pior que os anos anteriores não deve ser.
sábado, 8 de novembro de 2008
Desculpem, mas que merda vem a ser esta?
35 anos depois, terminou o caso de Fátima Felgueiras, a única autarca portuguesa a ter o nome da terra que governa, pelo menos até o saudoso basquetebolista Carlos Lisboa se candidatar à capital.
O resultado? Condenação por três crimes, peculato, peculato de uso e abuso de poder. A pena? Prisão por três anos e três meses, com pena acessória de perda de mandato.
O que vai efectivamente acontecer? Nada. Niente. Rien.
Pois.
É que a pena de prisão é pena suspensa, e a perda de mandato refere-se a um crime que prescreveu há 15 meses.
Qual a reacção da senhora? Saiu sorridente do tribunal, esfuziante, aplaudida por todos aqueles azeiteiros que odeiam os de fora e por isso amam a mulher que andou a enriquecer com o seu dinheiro, e com o nosso. Afirmando-se "satisfeita" com o veredicto, ainda assim disse que vai recorrer. E conseguiu, apesar de tudo, dizer que não foi condenada. Não sei a que julgamento estava ela a prestar atenção, mas enfim.
"Aquilo que existiu foi uma monstruosidade mas a justiça funcionou. Sinto-me satisfeita, foi-me reposta a dignidade a mim e a Felgueiras", afirmou a autarca. Fátima Felgueiras disse ainda que a perda de mandato "não está em causa", sem se alongar sobre as acusações. "Não fui condenada, fui ilibada de uma condenação que durou 10 anos".
A senhor foge para o Brasil, atrasa o processo, volta e concorre às eleições, consegue que o crime que lhe custaria o lugar prescreva, e tem a suprema lata de sair do tribunal com uma vencedora. Não perde o mandato, não vai dentro, não passa nada. E a imprensa dá eco destes factos, do que disse à saída, e não há um único juízo crítico acerca disto, todos escondidos por detrás da capa hipócrita da objectividade. É uma completa vergonha e deve envergonhar este país.
Um dos arguidos, que colaborou com a PJ e denunciou todo o esquema, disse a única coisa que poderia dizer: "Estou arrependido de colaborar com a Justiça. Aconselho toda a gente que, se souber de alguma coisa, não diga nada à Justiça".
Valentins Loureiros, Carmonas, Felgueiras. Toda a gente sabe, toda a gente vê, às vezes até os tribunais o dizem, e tudo continua como dantes.
Quando vamos perceber que a corrupção e a impunidade são os maiores cancros da nossa democracia? Até quando não se vai passar nada?
35 anos depois, terminou o caso de Fátima Felgueiras, a única autarca portuguesa a ter o nome da terra que governa, pelo menos até o saudoso basquetebolista Carlos Lisboa se candidatar à capital.
O resultado? Condenação por três crimes, peculato, peculato de uso e abuso de poder. A pena? Prisão por três anos e três meses, com pena acessória de perda de mandato.
O que vai efectivamente acontecer? Nada. Niente. Rien.
Pois.
É que a pena de prisão é pena suspensa, e a perda de mandato refere-se a um crime que prescreveu há 15 meses.
Qual a reacção da senhora? Saiu sorridente do tribunal, esfuziante, aplaudida por todos aqueles azeiteiros que odeiam os de fora e por isso amam a mulher que andou a enriquecer com o seu dinheiro, e com o nosso. Afirmando-se "satisfeita" com o veredicto, ainda assim disse que vai recorrer. E conseguiu, apesar de tudo, dizer que não foi condenada. Não sei a que julgamento estava ela a prestar atenção, mas enfim.
"Aquilo que existiu foi uma monstruosidade mas a justiça funcionou. Sinto-me satisfeita, foi-me reposta a dignidade a mim e a Felgueiras", afirmou a autarca. Fátima Felgueiras disse ainda que a perda de mandato "não está em causa", sem se alongar sobre as acusações. "Não fui condenada, fui ilibada de uma condenação que durou 10 anos".
A senhor foge para o Brasil, atrasa o processo, volta e concorre às eleições, consegue que o crime que lhe custaria o lugar prescreva, e tem a suprema lata de sair do tribunal com uma vencedora. Não perde o mandato, não vai dentro, não passa nada. E a imprensa dá eco destes factos, do que disse à saída, e não há um único juízo crítico acerca disto, todos escondidos por detrás da capa hipócrita da objectividade. É uma completa vergonha e deve envergonhar este país.
Um dos arguidos, que colaborou com a PJ e denunciou todo o esquema, disse a única coisa que poderia dizer: "Estou arrependido de colaborar com a Justiça. Aconselho toda a gente que, se souber de alguma coisa, não diga nada à Justiça".
Valentins Loureiros, Carmonas, Felgueiras. Toda a gente sabe, toda a gente vê, às vezes até os tribunais o dizem, e tudo continua como dantes.
Quando vamos perceber que a corrupção e a impunidade são os maiores cancros da nossa democracia? Até quando não se vai passar nada?
Abriu a época de caça. Espécie venatória: Barack Obama
Sim, está na hora. Não pensavam que íamos deixar o homem chegar à Casa Branca e efectivamente fazer alguma coisa para o começarmos a criticar, pois não?
Bom, o futuro presidente dos EUA começa a formar a sua equipa, e há coisas que se podem retirar daqui. Estou a falar do seu chefe de gabinete, um senhor chamado Rahm Emanuel.
Este senhor, conhecido como "Cão de ataque" ou "Rambo", é um congressista e foi um dos conselheiros de Bill Clinton enquanto presidente. É visto com um homem do aparelho, um executante férreo do que tem que ser feito. Passou pela banca de investimento de Wall Street, tendo ganho 16 milhões de dólares em três anos. Tem 48 anos, é judeu e, como todos os judeus americanos - os Silver Jews - leva isso demasiado a sério. Exemplo: em 1991 fez uma pausa, um momento Kit Kat, na sua carreira política, para ser voluntário numa base militar norte-americana, em Israel.
Misture-se Wall Street e Israel, e começa a perceber-se que, talvez, Obama traga pouca diferença ao mundo.
Obama é, provavelmente, o animal político mais perfeito que vi surgir durante a minha vida. Tudo nele bate certo: a voz, o tom, o aspecto, o discurso, a radicalidade polida e simples, o background familiar e pessoal perfeito para uma nação multicultural. Ah, e é bastante diferente de Bush.
Sei que se lhe pede o impossível. Que mude tudo. Que faça com que o mundo deixe de odiar a América. Que traga mais igualdade ao país alimentado pelo indivudualismo e materialismo mais primários do mundo. Se fizer metade ou um terço disto, será um sucesso, pelos menos aos meus olhos.
Mas os primeiros sinais são algo inquietantes.
Sim, está na hora. Não pensavam que íamos deixar o homem chegar à Casa Branca e efectivamente fazer alguma coisa para o começarmos a criticar, pois não?
Bom, o futuro presidente dos EUA começa a formar a sua equipa, e há coisas que se podem retirar daqui. Estou a falar do seu chefe de gabinete, um senhor chamado Rahm Emanuel.
Este senhor, conhecido como "Cão de ataque" ou "Rambo", é um congressista e foi um dos conselheiros de Bill Clinton enquanto presidente. É visto com um homem do aparelho, um executante férreo do que tem que ser feito. Passou pela banca de investimento de Wall Street, tendo ganho 16 milhões de dólares em três anos. Tem 48 anos, é judeu e, como todos os judeus americanos - os Silver Jews - leva isso demasiado a sério. Exemplo: em 1991 fez uma pausa, um momento Kit Kat, na sua carreira política, para ser voluntário numa base militar norte-americana, em Israel.
Misture-se Wall Street e Israel, e começa a perceber-se que, talvez, Obama traga pouca diferença ao mundo.
Obama é, provavelmente, o animal político mais perfeito que vi surgir durante a minha vida. Tudo nele bate certo: a voz, o tom, o aspecto, o discurso, a radicalidade polida e simples, o background familiar e pessoal perfeito para uma nação multicultural. Ah, e é bastante diferente de Bush.
Sei que se lhe pede o impossível. Que mude tudo. Que faça com que o mundo deixe de odiar a América. Que traga mais igualdade ao país alimentado pelo indivudualismo e materialismo mais primários do mundo. Se fizer metade ou um terço disto, será um sucesso, pelos menos aos meus olhos.
Mas os primeiros sinais são algo inquietantes.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Um sentido adeus
No fim de semana passado, enquanto o país andava, estupidamente, preocupado com a nacionalização de um banco, morreu o grande Badaró. Comentei isto com um colega, de 23 anos, que reagiu como se eu lhe estivesse a falar do Comodore Amiga.
E, para mim, o Badaró é isto. Para o bem e para o mal, o Badaró é um bocadinho da minha infância. O tipo do Chinezinho Limpópó, o do Abreu dá cá o meu, o do "É política!", enfim, o tipo que eu via quando a televisão só tinha dois canais e num deles estava a dar ciclismo, seguido da Telescola e do "Follow Me".
Era bom porque era o que havia, e isso diz tudo acerca da minha geração. Podíamos ter saído bem pior.
Badaró tentou fazer um comeback há uns anos atrás, quando apareceu no Big Show Sic vestido de Sangoku e a cantar o Dragon Ball. Volto a fazer um apelo a quem quer que tenha imagens desse momento. Partilhem, por favor.
E agora foi-se. Ah, e doou o corpo à ciência (verídico).
Neste momento está a feliz a fazer o que gosta, a mandar piadas secas no céu.
Até sempre, Badaró!
No fim de semana passado, enquanto o país andava, estupidamente, preocupado com a nacionalização de um banco, morreu o grande Badaró. Comentei isto com um colega, de 23 anos, que reagiu como se eu lhe estivesse a falar do Comodore Amiga.
E, para mim, o Badaró é isto. Para o bem e para o mal, o Badaró é um bocadinho da minha infância. O tipo do Chinezinho Limpópó, o do Abreu dá cá o meu, o do "É política!", enfim, o tipo que eu via quando a televisão só tinha dois canais e num deles estava a dar ciclismo, seguido da Telescola e do "Follow Me".
Era bom porque era o que havia, e isso diz tudo acerca da minha geração. Podíamos ter saído bem pior.
Badaró tentou fazer um comeback há uns anos atrás, quando apareceu no Big Show Sic vestido de Sangoku e a cantar o Dragon Ball. Volto a fazer um apelo a quem quer que tenha imagens desse momento. Partilhem, por favor.
E agora foi-se. Ah, e doou o corpo à ciência (verídico).
Neste momento está a feliz a fazer o que gosta, a mandar piadas secas no céu.
Até sempre, Badaró!
Opus Gay
Em recente entrevista ao Diário Económico (?), D. José Policarpo, o cardeal patriarca de Lisboa, fala sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em relação à homossexualidade, diz que "Eu próprio ajudei muitos a equacionar esse problema, e bem".
Algo bastante adequado numa entrevista que termina com a brilhante questão: "Ainda se sente papável"?
Em recente entrevista ao Diário Económico (?), D. José Policarpo, o cardeal patriarca de Lisboa, fala sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em relação à homossexualidade, diz que "Eu próprio ajudei muitos a equacionar esse problema, e bem".
Algo bastante adequado numa entrevista que termina com a brilhante questão: "Ainda se sente papável"?
sábado, 1 de novembro de 2008
O belo sonho lusitano
José Sócrates tem um sonho, 'god bless him': que Portugal volte a ser, como há 500 anos, o farol do mundo. Teve foi o azar de lhe sair na rifa este povo mandrião e 'bon vivant', que parece convencido, estupidamente, que é mais fixe e mais agradável e muito melhor divertir-se e andar na balda do que produzir e trabalhar.
Guterres tinha a paixão pela educação, mas não era um amante fiel, porque fez muita merda. Sócrates é um amante frio, eficaz, glacial. Por que razão havemos de gastar milhões e milhões de euros a melhorar a educação em Portugal, para que os frutos se vejam quando ele já não estiver no poder e não puder colher os louros de tal feito, se dá para fazer a coisa de borla, e automaticamente?
É esperto, este tipo.
E foi assim que, de repente, todos os alunos portugueses passaram a ser fabulosos. Toda a gente tem grandes notas, todas as escolas sobem as suas médias, tudo é lindo. Estamos, finalmente, na vanguarda do mundo moderno. Terá já sido efeito do Magalhães?
Não sabemos. Sabemos apenas que, fazendo testes apenas competitivos para atrasados mentais, temos, de um dia para o outro, alunos em barda que fazem o burro Bill Gates corar de vergonha.
E agora surge outro projecto fabuloso, totalmente coerente com a linha que este governo tem seguido: ninguém pode chumbar no ensino obrigatório.
É espectacular, pá! E com um argumento genial: as crianças e os jovens não devem ficar com "o estigma da reprovação". Fantástico.
Depois de transformar os professores em burocratas e contínuos, impedindo-os de perder tempo com essa coisa chamada de Ensino, o governo quer um exército de avaliadores positivos, optimistas, patetas alegres. É o estilo modernaço de Sócrates, do pensamento positivo, do tocador de lira enquanto Roma arde.
Só há aqui uma coisa. Eu sou do Benfica. Gosto mesmo muito do Benfica. Mas, anos e anos de sofrimento depois, eu estou a ficar com o "estigma da derrota". É chato, pá. O Porto ganha sempre, o Sporting papa umas taças, e a gente nada. Sinto-me estigmatizado. Será que o senhor nosso primeiro ministro pode fazer algo acerca disso?
E depois há os pobres, senhor nosso primeiro ministro. Alguns são pobres há muitos anos, foram pobres toda a vida, alguns vêm de uma família que é pobre há uma data de gerações. Vamos acabar com o "estigma da pobreza" e dar dinheiro a todos eles?
E o "estigma do desemprego"?
E o "estigma de vermos o país ser governado por uma classe política e empresarial nojenta e sem a mínima qualidade"?
Podemos fazer algo acerca disso?
Conto consigo, senhor nosso primeiro ministro.
Yes, we can!
José Sócrates tem um sonho, 'god bless him': que Portugal volte a ser, como há 500 anos, o farol do mundo. Teve foi o azar de lhe sair na rifa este povo mandrião e 'bon vivant', que parece convencido, estupidamente, que é mais fixe e mais agradável e muito melhor divertir-se e andar na balda do que produzir e trabalhar.
Guterres tinha a paixão pela educação, mas não era um amante fiel, porque fez muita merda. Sócrates é um amante frio, eficaz, glacial. Por que razão havemos de gastar milhões e milhões de euros a melhorar a educação em Portugal, para que os frutos se vejam quando ele já não estiver no poder e não puder colher os louros de tal feito, se dá para fazer a coisa de borla, e automaticamente?
É esperto, este tipo.
E foi assim que, de repente, todos os alunos portugueses passaram a ser fabulosos. Toda a gente tem grandes notas, todas as escolas sobem as suas médias, tudo é lindo. Estamos, finalmente, na vanguarda do mundo moderno. Terá já sido efeito do Magalhães?
Não sabemos. Sabemos apenas que, fazendo testes apenas competitivos para atrasados mentais, temos, de um dia para o outro, alunos em barda que fazem o burro Bill Gates corar de vergonha.
E agora surge outro projecto fabuloso, totalmente coerente com a linha que este governo tem seguido: ninguém pode chumbar no ensino obrigatório.
É espectacular, pá! E com um argumento genial: as crianças e os jovens não devem ficar com "o estigma da reprovação". Fantástico.
Depois de transformar os professores em burocratas e contínuos, impedindo-os de perder tempo com essa coisa chamada de Ensino, o governo quer um exército de avaliadores positivos, optimistas, patetas alegres. É o estilo modernaço de Sócrates, do pensamento positivo, do tocador de lira enquanto Roma arde.
Só há aqui uma coisa. Eu sou do Benfica. Gosto mesmo muito do Benfica. Mas, anos e anos de sofrimento depois, eu estou a ficar com o "estigma da derrota". É chato, pá. O Porto ganha sempre, o Sporting papa umas taças, e a gente nada. Sinto-me estigmatizado. Será que o senhor nosso primeiro ministro pode fazer algo acerca disso?
E depois há os pobres, senhor nosso primeiro ministro. Alguns são pobres há muitos anos, foram pobres toda a vida, alguns vêm de uma família que é pobre há uma data de gerações. Vamos acabar com o "estigma da pobreza" e dar dinheiro a todos eles?
E o "estigma do desemprego"?
E o "estigma de vermos o país ser governado por uma classe política e empresarial nojenta e sem a mínima qualidade"?
Podemos fazer algo acerca disso?
Conto consigo, senhor nosso primeiro ministro.
Yes, we can!
O Porto em Lisboa
Confesso que não percebo o poder que o Porto de Lisboa (PL) tem sobre o resto da cidade. Toda a gente sabe que são responsáveis pelo divórcio entre a cidade e o rio. Que fazem edifícios absurdamente desproporcionados, enormes, tapando a cidade, tornando-a mais feia. Que enchem de contentores uma área completamente irrazoável para o que fazem. Que não deviam estar onde estão, mas noutro lado qualquer, no Barreiro, onde quer que seja.
E é do Estado. É por isso que não percebo por que razão o Estado não mete ordem naquilo, e os senhores da administração do PL continuam a tratar a cidade e a Câmara Municipal como a sua coutada privada. É claro que os Júdices desta vida não ajudam, sempre a comer de todos os pratos ao mesmo tempo.
O Sousa Tavares, esse arrogante, tripeiro e romancista amador, chamou-os de bando de malfeitores. E tem razão.
Eles vão fazer o que querem, lixar mais um pouco a cidade, tapando o rio com uma charmosa parede de contentores Evergreen. Mas pronto, isto ao menos serviu para ver o Sousa Tavares ser insultado publicamente por dezenas de trabalhadores braçais. E para ver que, para além do seu 'bravado' habitual, não foi à cara a ninguém. É pena.
Confesso que não percebo o poder que o Porto de Lisboa (PL) tem sobre o resto da cidade. Toda a gente sabe que são responsáveis pelo divórcio entre a cidade e o rio. Que fazem edifícios absurdamente desproporcionados, enormes, tapando a cidade, tornando-a mais feia. Que enchem de contentores uma área completamente irrazoável para o que fazem. Que não deviam estar onde estão, mas noutro lado qualquer, no Barreiro, onde quer que seja.
E é do Estado. É por isso que não percebo por que razão o Estado não mete ordem naquilo, e os senhores da administração do PL continuam a tratar a cidade e a Câmara Municipal como a sua coutada privada. É claro que os Júdices desta vida não ajudam, sempre a comer de todos os pratos ao mesmo tempo.
O Sousa Tavares, esse arrogante, tripeiro e romancista amador, chamou-os de bando de malfeitores. E tem razão.
Eles vão fazer o que querem, lixar mais um pouco a cidade, tapando o rio com uma charmosa parede de contentores Evergreen. Mas pronto, isto ao menos serviu para ver o Sousa Tavares ser insultado publicamente por dezenas de trabalhadores braçais. E para ver que, para além do seu 'bravado' habitual, não foi à cara a ninguém. É pena.
sábado, 25 de outubro de 2008
At the movies
Sexta-feira, sessão da meia noite no Saldanha Residence.
Alguns cafés ainda abertos, e em todos a mesma resposta: não podem tirar cafés porque já desligaram a máquina. É daquelas coisas que me irritam. E que tal ligar a máquina? É uma máquina, faz o que nós mandamos, right?
Adiante.
Não sei há quanto tempo não ia ao cinema, mas cuspir 6 euros para ver um filme, parece-me excessivo. Talvez isto explique o sucesso dos dvds.
Vou cada vez menos ao cinema, mas vou sempre à sessão da meia noite, e normalmente não ao fim de semana. Desta feita, a sala estava mais composta. Um grupo de três raparigas e um rapaz (a atirar para o gaja) passou todas as apresentações em amena cavaqueira. Estou mal habituado a salas vazias, que adoro. Se querem falar, que tal ver um dvd em casa? O tipo à minha frente queixa-se que estou "a dar toques na cadeira", o que me parece ser difícil evitar quando o espaço entre as cadeiras é de 12,5 cm. Curiosamente, o senhor das costas hipersensíveis não se incomodou com a conversa incessante das gajas.
Passou o trailer de "Entre os dedos", um filme português que até me suscitava alguma curiosidade. Como habitualmente nos filmes portugueses, o objectivo do trailer é ser incompreensível, arty e, basicamente, dizer às pessoas "não venham ver este filme, por favor". Objectivo alcançado, génios.
Depois, o filme, "Destruir depois de ler", de Joel e Ethan Cohen. Tem bonecos engraçados, Brad Pitt, Clooney e McDormand vão muito bem, mas é claramente um filme menor. Não por ser uma comédia parva - como dizem aqueles críticos para quem "Este país não para velhos" é o melhor filme da dupla de irmãos - mas porque, em termos de comédia, já fizeram muito melhor. Talvez eu estivesse cansado, mas há alturas em que chega a ser um bocado secante. Um tiro ao lado, mas vê-se.
Em termos de Cohen, este filme está a anos-luz de "Fargo" e de "Barton Fink".
E, sobretudo, a uma galáxia muito distante de "O Grande Lebowski", esse filme absolutamente genial que, para mim, continua a ser a melhor comédia negra dos últimos 20 anos.
Fica aqui a sugestão. Todos deviam ver "o Grande Lebowski" pelo menos uma vez por ano. Esqueçam as novidades. O ouro é este.
Sexta-feira, sessão da meia noite no Saldanha Residence.
Alguns cafés ainda abertos, e em todos a mesma resposta: não podem tirar cafés porque já desligaram a máquina. É daquelas coisas que me irritam. E que tal ligar a máquina? É uma máquina, faz o que nós mandamos, right?
Adiante.
Não sei há quanto tempo não ia ao cinema, mas cuspir 6 euros para ver um filme, parece-me excessivo. Talvez isto explique o sucesso dos dvds.
Vou cada vez menos ao cinema, mas vou sempre à sessão da meia noite, e normalmente não ao fim de semana. Desta feita, a sala estava mais composta. Um grupo de três raparigas e um rapaz (a atirar para o gaja) passou todas as apresentações em amena cavaqueira. Estou mal habituado a salas vazias, que adoro. Se querem falar, que tal ver um dvd em casa? O tipo à minha frente queixa-se que estou "a dar toques na cadeira", o que me parece ser difícil evitar quando o espaço entre as cadeiras é de 12,5 cm. Curiosamente, o senhor das costas hipersensíveis não se incomodou com a conversa incessante das gajas.
Passou o trailer de "Entre os dedos", um filme português que até me suscitava alguma curiosidade. Como habitualmente nos filmes portugueses, o objectivo do trailer é ser incompreensível, arty e, basicamente, dizer às pessoas "não venham ver este filme, por favor". Objectivo alcançado, génios.
Depois, o filme, "Destruir depois de ler", de Joel e Ethan Cohen. Tem bonecos engraçados, Brad Pitt, Clooney e McDormand vão muito bem, mas é claramente um filme menor. Não por ser uma comédia parva - como dizem aqueles críticos para quem "Este país não para velhos" é o melhor filme da dupla de irmãos - mas porque, em termos de comédia, já fizeram muito melhor. Talvez eu estivesse cansado, mas há alturas em que chega a ser um bocado secante. Um tiro ao lado, mas vê-se.
Em termos de Cohen, este filme está a anos-luz de "Fargo" e de "Barton Fink".
E, sobretudo, a uma galáxia muito distante de "O Grande Lebowski", esse filme absolutamente genial que, para mim, continua a ser a melhor comédia negra dos últimos 20 anos.
Fica aqui a sugestão. Todos deviam ver "o Grande Lebowski" pelo menos uma vez por ano. Esqueçam as novidades. O ouro é este.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Embora ali matar uns pretos que eles magoam muito
Sucessor de Joerg Haider confessou que era seu amante.
Sucessor de Joerg Haider confessou que era seu amante.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
The real McCoy
Na quinta-feira, se tiverem um tempinho livre e quiserem estimular a vossa mente estupidificada com alcool e coisas mais fortes, dêem um saltinho ao Londres. É às 20h30, uma sessão do festival Doc Lisboa, e chama-se "Gonzo: The life and works of Dr. Hunter S. Thompson".
Para quem não sabe, Hunter Thompson foi um jornalista americano que estilhaçou por completo o paradigma do que um jornalista deve ser. Inventou o estilo Gonzo, em que o jornalista está no centro da acção, e o leitor vê tudo através dos seus olhos, e não como se estivesse a ver uma coisa neutra e objectiva. Tudo isto num estilo cortante, hilariante e carregado de drogas. Era um génio, e é o meu herói.
Escreveu alguma ficção boa, mas o seu grande talento estava sobretudo no seu trabalho, naquele estilo jornalismo/ficção que tanto gozo dá a ler. Escreveu sobre tudo, desde os Hell Angels ao rock n roll, de Nixon (o seu ódio de estimação) ao Vietname, tudo à procura do American Dream (que, concluiu ele, é podre até ao âmago).
Para quem estiver interessado, recomendo quase tudo dele, mas saliento "Hells Angels", o seu primeiro livro, "Fear and Loathing in Las Vegas" ou qualquer um dos capítulos do seu trabalho compilado (a Fnac do Chiado acabou de receber, finalmente, um carregamento fresquinho).
Este foi o tipo que deixou como desejo, para quando morresse, que disparassem as suas cinzas de um supercanhão de mais de 20 metros de altura. O seu amigo Johnny Depp financiou a construção do canhão, e isso também aparece no documentário. Isso e muito mais.
Façam-me um favor: vão ver o filme, e leiam o homem.
A sério.
Na quinta-feira, se tiverem um tempinho livre e quiserem estimular a vossa mente estupidificada com alcool e coisas mais fortes, dêem um saltinho ao Londres. É às 20h30, uma sessão do festival Doc Lisboa, e chama-se "Gonzo: The life and works of Dr. Hunter S. Thompson".
Para quem não sabe, Hunter Thompson foi um jornalista americano que estilhaçou por completo o paradigma do que um jornalista deve ser. Inventou o estilo Gonzo, em que o jornalista está no centro da acção, e o leitor vê tudo através dos seus olhos, e não como se estivesse a ver uma coisa neutra e objectiva. Tudo isto num estilo cortante, hilariante e carregado de drogas. Era um génio, e é o meu herói.
Escreveu alguma ficção boa, mas o seu grande talento estava sobretudo no seu trabalho, naquele estilo jornalismo/ficção que tanto gozo dá a ler. Escreveu sobre tudo, desde os Hell Angels ao rock n roll, de Nixon (o seu ódio de estimação) ao Vietname, tudo à procura do American Dream (que, concluiu ele, é podre até ao âmago).
Para quem estiver interessado, recomendo quase tudo dele, mas saliento "Hells Angels", o seu primeiro livro, "Fear and Loathing in Las Vegas" ou qualquer um dos capítulos do seu trabalho compilado (a Fnac do Chiado acabou de receber, finalmente, um carregamento fresquinho).
Este foi o tipo que deixou como desejo, para quando morresse, que disparassem as suas cinzas de um supercanhão de mais de 20 metros de altura. O seu amigo Johnny Depp financiou a construção do canhão, e isso também aparece no documentário. Isso e muito mais.
Façam-me um favor: vão ver o filme, e leiam o homem.
A sério.
Respect
Eu não gostava do Penafiel. Eu não gosto de equipa nenhuma acima do Mondego. O final da minha infância, toda a minha adolescência e boa parte da minha idade adulta foi passada a ver o Benfica perder e empatar em campos de batatas de 5 metros de comprimento, contra equipas em que metade dos jogadores eram emprestados pelo Porto, e em que os árbitros nos roubavam desavergonhadamente enquanto o Nicolau de Melo tinha orgasmos com golos do Feirense na baliza do Glorioso. Tremo só de me lembrar da conjugação Nicolau de Melo/ gajo do trompete do Porto/ o Folha a celebrar golos à toureiro.
Adiante.
Depois do jogo com o Benfica, eu agora já gosto do Penafiel. Grande jogo, grandes jogadores, grande alma, grande humildade, tudo. Tiveram azar. Pelo que fizeram, pela atitude, pelo futebol, pela simplicidade, mereciam ter eliminado o meu Benfica em plano Estádio da Luz.
Um Benfica sem chama, apático, com claros erros de casting, a ver a banda passar, não merecia seguir em frente. Para além de muitos jogadores de merda, o grande problema do Benfica nos últimos anos tem sido psicológico. E essa grande fraqueza, viu-se com o Leixões e voltou a ver-se ontem, continua lá, e isso leva-nos a poder perder qualquer jogo, seja contra quem for.
Tal como salientou o comentador da TVI, no único comentário não imbecil que fez durante mais de duas horas, nos penaltis, o treinador do Penafiel contou o que disse aos jogadores: "que metam a bola lá dentro"; entretanto, Luisão discutia com o árbritro porque queria os penaltis na outra baliza. Por tudo, os pequeninos mereciam ter ganho. Foram homens, foram grandes.
Só algumas notas individuais, ao estilo do Rui Santos:
Balboa - uma nódoa completa. Vê-se que não tem estofo psicológico, completamente desenquadrado do resto da equipa. Perdeu bolas atrás de bolas, muitas delas infantis. Se Quique o conseguir recuperar, é um mágico.
Makukula - Bom jogo. Esforço, dedicação, luta, e bons pormenores à frente. Merece jogar mais vezes.
Di Maria - tanto futebol naqueles pés, nada naquela cabeça. Quando aprender a jogar em equipa, vai ser fantástico. Pode é nunca lá chegar.
Reyes - a vedeta saiu do banco e comeu a relva. Muita entrega, dos poucos que decidiu levar o jogo a sério.
Sidnei - temos jogador. Espero que fique no Benfica até ser um jogador feito.
Léo - vítima da embirração incompreensível de Quique, não é o mesmo jogador, o Maradoninha que tanto gozo deu ver jogar. Quique parece querer que ele fique cá atrás, só a defender, mas com isso Léo perde o que tem de melhor.
Binya - Tem talento mas é um bronco. Um jogador do Benfica não pode ser tão precipitado e tomar tantas decisões erradas. Acho que não terá grande remédio.
PS - Aquela merda de ter música aos altos berros entre as grandes penalidades é completamente imbecil. Num momento de concentração, estar a levar com tecno é um bocado idiota. Ninguém toma conta destas merdas?...
Eu não gostava do Penafiel. Eu não gosto de equipa nenhuma acima do Mondego. O final da minha infância, toda a minha adolescência e boa parte da minha idade adulta foi passada a ver o Benfica perder e empatar em campos de batatas de 5 metros de comprimento, contra equipas em que metade dos jogadores eram emprestados pelo Porto, e em que os árbitros nos roubavam desavergonhadamente enquanto o Nicolau de Melo tinha orgasmos com golos do Feirense na baliza do Glorioso. Tremo só de me lembrar da conjugação Nicolau de Melo/ gajo do trompete do Porto/ o Folha a celebrar golos à toureiro.
Adiante.
Depois do jogo com o Benfica, eu agora já gosto do Penafiel. Grande jogo, grandes jogadores, grande alma, grande humildade, tudo. Tiveram azar. Pelo que fizeram, pela atitude, pelo futebol, pela simplicidade, mereciam ter eliminado o meu Benfica em plano Estádio da Luz.
Um Benfica sem chama, apático, com claros erros de casting, a ver a banda passar, não merecia seguir em frente. Para além de muitos jogadores de merda, o grande problema do Benfica nos últimos anos tem sido psicológico. E essa grande fraqueza, viu-se com o Leixões e voltou a ver-se ontem, continua lá, e isso leva-nos a poder perder qualquer jogo, seja contra quem for.
Tal como salientou o comentador da TVI, no único comentário não imbecil que fez durante mais de duas horas, nos penaltis, o treinador do Penafiel contou o que disse aos jogadores: "que metam a bola lá dentro"; entretanto, Luisão discutia com o árbritro porque queria os penaltis na outra baliza. Por tudo, os pequeninos mereciam ter ganho. Foram homens, foram grandes.
Só algumas notas individuais, ao estilo do Rui Santos:
Balboa - uma nódoa completa. Vê-se que não tem estofo psicológico, completamente desenquadrado do resto da equipa. Perdeu bolas atrás de bolas, muitas delas infantis. Se Quique o conseguir recuperar, é um mágico.
Makukula - Bom jogo. Esforço, dedicação, luta, e bons pormenores à frente. Merece jogar mais vezes.
Di Maria - tanto futebol naqueles pés, nada naquela cabeça. Quando aprender a jogar em equipa, vai ser fantástico. Pode é nunca lá chegar.
Reyes - a vedeta saiu do banco e comeu a relva. Muita entrega, dos poucos que decidiu levar o jogo a sério.
Sidnei - temos jogador. Espero que fique no Benfica até ser um jogador feito.
Léo - vítima da embirração incompreensível de Quique, não é o mesmo jogador, o Maradoninha que tanto gozo deu ver jogar. Quique parece querer que ele fique cá atrás, só a defender, mas com isso Léo perde o que tem de melhor.
Binya - Tem talento mas é um bronco. Um jogador do Benfica não pode ser tão precipitado e tomar tantas decisões erradas. Acho que não terá grande remédio.
PS - Aquela merda de ter música aos altos berros entre as grandes penalidades é completamente imbecil. Num momento de concentração, estar a levar com tecno é um bocado idiota. Ninguém toma conta destas merdas?...
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Entourage
O meu camarada Little Bastard deu nas orelhas do Sr. Queiróz e com muita razão. Mas grande parte da responsabilidade na miséria de exibição é das vedetas que povoam a selecção.
O CR7 trata a selecção como as gajas que engata, dá umas boas fodas de vez em quando mas depois caga para elas. Jogador que aspira a ser o melhor do mundo tem que marcar a diferença, no Europeu foi porque estava lesionado, agora é porque não recuperou totalmente. Não é preciso o Ronaldo dos malabarismos, das fintas desconjuntadas, é preciso um Ronaldo que aplique o que tem de bom em prol da equipa e para isso não é preciso estar a 100%. Mas será que o moço só joga bem no Manchester? Depois é aquela falta de humildade que sempre me meteu nojo, aquele gesto despropositado para o público a meio do jogo, o não ter dado a oportunidade uma vez sequer ao Bruno Alves de marcar um livre. Acha-se o maior do mundo, mas vou-me partir a rir quando o título de melhor jogador for para o Messi ou para um dos espanhóis que ganharam o Europeu, para aí o Torres ou o Casillas.
O Nani é um aprendiz de Ronaldo, o Quaresma precisa de tempo para aquecer, disseram os comentadores... sim, lá para o fim começou a fazer alguma coisa de jeito, mas nessa altura era o salve-se quem puder, mas também é um individualista que pouco trabalha para a equipa, no jogo contra a Suécia o Queiróz gritava para que fosse ajudar a equipa defensivamente.
Estes senhores tem um talento fora de série, é inegável e quando se lembram de jogar para a equipa realmente fazem a diferença, a pergunta é porque é que não o fazem sempre ou, vá lá, quase sempre?
Depois das vedetas, há os outros... o Hugo Almeida é um cepo, que venha o Postiga ou o Djaló, o Miguel esteve em coma profundo, enfim hoje todos cometeram erros, não se percebe a lentidão, a falta de empenho, a quantidade de passos falhados, de cruzamentos para a bancada...
O único que teve bem foi o Nuno Gomes, mas também gostei do Pepe, sempre empenhado e a tentar levar a equipa para a frente e do Paulo Ferreira que o que lhe falta em talento é compensado em esforço e trabalho.
Que falta faz o Deco, ou alguém de características semelhantes e por falar nisso porque é que o Sr. Queiróz não meteu o Carlos Martins no lugar do Deco?
E deixarem o outro Martins, o Sousa, especado à espera de alguém para entrevistar no fim do jogo? Imperdoável, pá!
O meu camarada Little Bastard deu nas orelhas do Sr. Queiróz e com muita razão. Mas grande parte da responsabilidade na miséria de exibição é das vedetas que povoam a selecção.
O CR7 trata a selecção como as gajas que engata, dá umas boas fodas de vez em quando mas depois caga para elas. Jogador que aspira a ser o melhor do mundo tem que marcar a diferença, no Europeu foi porque estava lesionado, agora é porque não recuperou totalmente. Não é preciso o Ronaldo dos malabarismos, das fintas desconjuntadas, é preciso um Ronaldo que aplique o que tem de bom em prol da equipa e para isso não é preciso estar a 100%. Mas será que o moço só joga bem no Manchester? Depois é aquela falta de humildade que sempre me meteu nojo, aquele gesto despropositado para o público a meio do jogo, o não ter dado a oportunidade uma vez sequer ao Bruno Alves de marcar um livre. Acha-se o maior do mundo, mas vou-me partir a rir quando o título de melhor jogador for para o Messi ou para um dos espanhóis que ganharam o Europeu, para aí o Torres ou o Casillas.
O Nani é um aprendiz de Ronaldo, o Quaresma precisa de tempo para aquecer, disseram os comentadores... sim, lá para o fim começou a fazer alguma coisa de jeito, mas nessa altura era o salve-se quem puder, mas também é um individualista que pouco trabalha para a equipa, no jogo contra a Suécia o Queiróz gritava para que fosse ajudar a equipa defensivamente.
Estes senhores tem um talento fora de série, é inegável e quando se lembram de jogar para a equipa realmente fazem a diferença, a pergunta é porque é que não o fazem sempre ou, vá lá, quase sempre?
Depois das vedetas, há os outros... o Hugo Almeida é um cepo, que venha o Postiga ou o Djaló, o Miguel esteve em coma profundo, enfim hoje todos cometeram erros, não se percebe a lentidão, a falta de empenho, a quantidade de passos falhados, de cruzamentos para a bancada...
O único que teve bem foi o Nuno Gomes, mas também gostei do Pepe, sempre empenhado e a tentar levar a equipa para a frente e do Paulo Ferreira que o que lhe falta em talento é compensado em esforço e trabalho.
Que falta faz o Deco, ou alguém de características semelhantes e por falar nisso porque é que o Sr. Queiróz não meteu o Carlos Martins no lugar do Deco?
E deixarem o outro Martins, o Sousa, especado à espera de alguém para entrevistar no fim do jogo? Imperdoável, pá!
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
O Flop
Ora aí está.
Ao terceiro jogo oficial, Portugal tem 5 pontos em quatro jogos, e isto depois de termos defrontado colossos do futebol mundial como a Dinamarca, Suécia, a Albânia e Malta.
Carlos Queirós, o dom Sebastião que, como todos os dons sebastiãos deste mundo, não passa de uma ficção sem qualquer substância, está de novo a hipotecar a sua carreira enquanto treinador. Esteve no Sporting (obrigado pelo 6-3), foi corrido; esteve no Real Madrid, foi corrido; agora lá vai andando, fazendo os possíveis para ser corrido. Já no Manchester, foi espectacular. É um adjunto fabuloso.
Scolari era muita moralização e zero conhecimento de táctica. E era cobarde a montar a equipa.
Queirós tem moralização zero, fruto do facto de ter o carisma de uma amiba, e parece que de táctica afinal também não percebe muito. E é, tal como Scolari, um cobarde.
Tudo começou quando começou a defender o resultado frente à Dinamarca e perdeu depois da hora. Depois, vai jogar à Suécia e, em vez de tentar aí recuperar os pontos perdidos, foi dizendo que o empate não era mau. E esse jogo mostrou um Portugal tímido, receoso, cínico, a lutar pelo empate. Conseguiu, mas agora que perdemos dois pontos em casa, uma vitória na Suécia teria dado jeito. Só para lembrar, acabámos o jogo com a Suécia sem qualquer ponta de lança em campo.
Agora, esmagámos a poderosa Albânia - com 10 jogadores desde os 40 minutos - por 0-0.
Queirós faz lembrar o poeta Jorge Artur de má memória, e é o Philip Glass do futebol. Faz grandes obras eruditas ou minimalistas, mas nunca ganharia um Festival da Eurovisão.
PS - Quero ver o que vai dizer o pequeno grande Rui Santos agora. O homem que adora criticar tudo e todos, e que se desfez em elogios ao seu amigo pessoal Queirós depois do fabuloso empate com a Suécia, vai continuar a bater palminhas?
E vamos nós?
Ora aí está.
Ao terceiro jogo oficial, Portugal tem 5 pontos em quatro jogos, e isto depois de termos defrontado colossos do futebol mundial como a Dinamarca, Suécia, a Albânia e Malta.
Carlos Queirós, o dom Sebastião que, como todos os dons sebastiãos deste mundo, não passa de uma ficção sem qualquer substância, está de novo a hipotecar a sua carreira enquanto treinador. Esteve no Sporting (obrigado pelo 6-3), foi corrido; esteve no Real Madrid, foi corrido; agora lá vai andando, fazendo os possíveis para ser corrido. Já no Manchester, foi espectacular. É um adjunto fabuloso.
Scolari era muita moralização e zero conhecimento de táctica. E era cobarde a montar a equipa.
Queirós tem moralização zero, fruto do facto de ter o carisma de uma amiba, e parece que de táctica afinal também não percebe muito. E é, tal como Scolari, um cobarde.
Tudo começou quando começou a defender o resultado frente à Dinamarca e perdeu depois da hora. Depois, vai jogar à Suécia e, em vez de tentar aí recuperar os pontos perdidos, foi dizendo que o empate não era mau. E esse jogo mostrou um Portugal tímido, receoso, cínico, a lutar pelo empate. Conseguiu, mas agora que perdemos dois pontos em casa, uma vitória na Suécia teria dado jeito. Só para lembrar, acabámos o jogo com a Suécia sem qualquer ponta de lança em campo.
Agora, esmagámos a poderosa Albânia - com 10 jogadores desde os 40 minutos - por 0-0.
Queirós faz lembrar o poeta Jorge Artur de má memória, e é o Philip Glass do futebol. Faz grandes obras eruditas ou minimalistas, mas nunca ganharia um Festival da Eurovisão.
PS - Quero ver o que vai dizer o pequeno grande Rui Santos agora. O homem que adora criticar tudo e todos, e que se desfez em elogios ao seu amigo pessoal Queirós depois do fabuloso empate com a Suécia, vai continuar a bater palminhas?
E vamos nós?
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Misoginia depois de almoço
via MSN:
fatchary diz:
então e não juntamos aí uns trocos para comprar a Islândia? :D
raviolli_ninja diz:
podes crer
raviolli_ninja diz:
fazemos da islândia o nosso frigorífico
fatchary diz:
também um país quase totalmente governado por mulheres só podia dar nisto
raviolli_ninja diz:
:D
raviolli_ninja diz:
vêm-se com o cartão de crédito...
raviolli_ninja diz:
ah e tal, é saldos
raviolli_ninja diz:
estava mesmo a precisar de uma ponte a condizer com aquela estrada
via MSN:
fatchary diz:
então e não juntamos aí uns trocos para comprar a Islândia? :D
raviolli_ninja diz:
podes crer
raviolli_ninja diz:
fazemos da islândia o nosso frigorífico
fatchary diz:
também um país quase totalmente governado por mulheres só podia dar nisto
raviolli_ninja diz:
:D
raviolli_ninja diz:
vêm-se com o cartão de crédito...
raviolli_ninja diz:
ah e tal, é saldos
raviolli_ninja diz:
estava mesmo a precisar de uma ponte a condizer com aquela estrada
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Rejeição
Mais uma rejeição, a primeira em algum tempo. Mas esta doeu mais.
Nunca submeti os meus contos (em inglês fica melhor, 'short storys') a aprovação porque, dizem-me, ninguém arrisca publicar um livro de contos de um autor desconhecido. Mas, desta vez, concorri a um concurso especificamente dedicado a contos, área em que considero ter algum do meu melhor trabalho. Concorri eu e mais 65pessoas. Uma ganhou, outra levou uma menção honrosa, eu nem um sms a dizer para continuar a mandar postais.
Esta doeu, mas sei que não posso desistir.
Fiquei ainda mais lixado porque, do júri, fazia parte o João Aguiar, um dos meus escritores portugueses preferidos.
Mas nunca mais vou comprar um livro dele.
Ele que aprenda sobre a rejeição.
Mais uma rejeição, a primeira em algum tempo. Mas esta doeu mais.
Nunca submeti os meus contos (em inglês fica melhor, 'short storys') a aprovação porque, dizem-me, ninguém arrisca publicar um livro de contos de um autor desconhecido. Mas, desta vez, concorri a um concurso especificamente dedicado a contos, área em que considero ter algum do meu melhor trabalho. Concorri eu e mais 65pessoas. Uma ganhou, outra levou uma menção honrosa, eu nem um sms a dizer para continuar a mandar postais.
Esta doeu, mas sei que não posso desistir.
Fiquei ainda mais lixado porque, do júri, fazia parte o João Aguiar, um dos meus escritores portugueses preferidos.
Mas nunca mais vou comprar um livro dele.
Ele que aprenda sobre a rejeição.
O Abominável César das Neves
Em artigo de opinião do DN, o economista/evangelizador João César das Neves brinda-nos com mais uma prosa deliciosa, com o sugestivo título de "Casamento 'Gay' e Império Galáctico". Segue-se um trecho. Sintam-se à vontade para vomitar, colocar uma bomba no DN ou benzerem-se. Aqui somos malta mais ou menos tolerante.
Aí vai disto.
"Portugal tem gravíssimas dificuldades de vária ordem. Exactamente quais são e como se resolvem é assunto menor da actualidade, entretanto obcecada com temas laterais, fictícios ou simplesmente tontos, mas muito dramáticos: lutas internas do PSD, eleições americanas, um empolado surto criminal e, claro, o casamento dos homossexuais.
Este último é o mais curioso porque, falho de conteúdo, tem os contornos largamente determinados pelas formas cinematográficas. A questão é introduzida como um decisivo combate de civilização a favor da justiça e dos direitos fundamentais. Mas a pose é oca e infundada, pois as mesmas forças políticas têm feito tudo o que podem para desqualificar o casamento como força válida na sociedade. Além disso, se é indispensável regularizar a situação doméstica desses casais, porque não da miríade de outras circunstâncias familiares e relacionais que não possuem cobertura jurídica? Apesar de tudo o número de coabitações de irmãos, tios, sobrinhos ou amigos é maior que a dos gays, para não falar dos casos de poligamia, incesto e pedofilia, que a mesma sociedade (ainda) insiste em repudiar. Porquê esta obsessão com uma situação particular?
O enredo baseia-se num silêncio ensurdecedor. Todos os participantes no debate fingem ignorar um facto central, que traz o picante ao drama. A grande maioria da população considera a homossexualidade uma depravação, um acto intrinsecamente desordenado e contrário à natureza. Não se trata de um preconceito, mas de uma opinião válida e legítima a ponderar. E não deve ser confundida com homofobia, que é agressão ou discriminação de pessoas. É possível discordar fortemente da orientação de alguém, tratando-o com respeito e consideração. É isso a democracia e é assim que somos chamados a lidar com fumadores, racistas, poluidores".
E prontos.
Em artigo de opinião do DN, o economista/evangelizador João César das Neves brinda-nos com mais uma prosa deliciosa, com o sugestivo título de "Casamento 'Gay' e Império Galáctico". Segue-se um trecho. Sintam-se à vontade para vomitar, colocar uma bomba no DN ou benzerem-se. Aqui somos malta mais ou menos tolerante.
Aí vai disto.
"Portugal tem gravíssimas dificuldades de vária ordem. Exactamente quais são e como se resolvem é assunto menor da actualidade, entretanto obcecada com temas laterais, fictícios ou simplesmente tontos, mas muito dramáticos: lutas internas do PSD, eleições americanas, um empolado surto criminal e, claro, o casamento dos homossexuais.
Este último é o mais curioso porque, falho de conteúdo, tem os contornos largamente determinados pelas formas cinematográficas. A questão é introduzida como um decisivo combate de civilização a favor da justiça e dos direitos fundamentais. Mas a pose é oca e infundada, pois as mesmas forças políticas têm feito tudo o que podem para desqualificar o casamento como força válida na sociedade. Além disso, se é indispensável regularizar a situação doméstica desses casais, porque não da miríade de outras circunstâncias familiares e relacionais que não possuem cobertura jurídica? Apesar de tudo o número de coabitações de irmãos, tios, sobrinhos ou amigos é maior que a dos gays, para não falar dos casos de poligamia, incesto e pedofilia, que a mesma sociedade (ainda) insiste em repudiar. Porquê esta obsessão com uma situação particular?
O enredo baseia-se num silêncio ensurdecedor. Todos os participantes no debate fingem ignorar um facto central, que traz o picante ao drama. A grande maioria da população considera a homossexualidade uma depravação, um acto intrinsecamente desordenado e contrário à natureza. Não se trata de um preconceito, mas de uma opinião válida e legítima a ponderar. E não deve ser confundida com homofobia, que é agressão ou discriminação de pessoas. É possível discordar fortemente da orientação de alguém, tratando-o com respeito e consideração. É isso a democracia e é assim que somos chamados a lidar com fumadores, racistas, poluidores".
E prontos.
sábado, 4 de outubro de 2008
Bad ZON
É oficial.
Eu odeio a TV Cabo. Agora é Zon. Não me interessa, odeio da mesma forma.
Eu consigo viver com o facto de me ligarem a sugerir pacotes de canais que nunca na vida me irão interessar, como o "Caça e Pesca". Eu até consigo viver com o facto de me ligarem - como já aconteceu - para eu subscrever a SportTv, que por acaso assino há coisa de três anos.
Mas se há coisa que me irrita, mesmo a sério, é a merda das mudanças que eles insistem em fazer. Isto já me tinha acontecido antes, mas de facto não aprendi nada. Ligo aquilo e uma mensagem diz-me que devo fazer a actualização de software, se o desejo fazer, leva apenas 3 minutos. Grande erro, meus amigos. Disse que sim. De facto foi rápido, disso não me posso queixar. Mas posso queixar-me do facto de me terem mudado os canais todos do sítio. Lamento, mas para mim o Baby Tv ou o Sailing Chanel não são exactamente prioridades. Posso ainda, e sobretudo, queixar-me do facto de agora, a lúdica actividade do zapping se ter tornado um tormento. A coisa leva para aí uns 10 segundos a mudar de canal, o que é lixado quando se quer chegar ao Hollywood e se tem de passar por cima de RTP África, Porto Canal, TV Globo e 30 canais codificados que não assino e não interessam ao menino Jesus.
Quanto é que custa aquela coisa do MEO, que até tem o canal Benfica?
E, sobretudo, é relativamente fácil fazer uma operação tão complexa como MUDAR DE CANAL?...
É oficial.
Eu odeio a TV Cabo. Agora é Zon. Não me interessa, odeio da mesma forma.
Eu consigo viver com o facto de me ligarem a sugerir pacotes de canais que nunca na vida me irão interessar, como o "Caça e Pesca". Eu até consigo viver com o facto de me ligarem - como já aconteceu - para eu subscrever a SportTv, que por acaso assino há coisa de três anos.
Mas se há coisa que me irrita, mesmo a sério, é a merda das mudanças que eles insistem em fazer. Isto já me tinha acontecido antes, mas de facto não aprendi nada. Ligo aquilo e uma mensagem diz-me que devo fazer a actualização de software, se o desejo fazer, leva apenas 3 minutos. Grande erro, meus amigos. Disse que sim. De facto foi rápido, disso não me posso queixar. Mas posso queixar-me do facto de me terem mudado os canais todos do sítio. Lamento, mas para mim o Baby Tv ou o Sailing Chanel não são exactamente prioridades. Posso ainda, e sobretudo, queixar-me do facto de agora, a lúdica actividade do zapping se ter tornado um tormento. A coisa leva para aí uns 10 segundos a mudar de canal, o que é lixado quando se quer chegar ao Hollywood e se tem de passar por cima de RTP África, Porto Canal, TV Globo e 30 canais codificados que não assino e não interessam ao menino Jesus.
Quanto é que custa aquela coisa do MEO, que até tem o canal Benfica?
E, sobretudo, é relativamente fácil fazer uma operação tão complexa como MUDAR DE CANAL?...
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Asleep at the wheel
Nos últimos dias, nos jornais, tem-se falado bastante do Kosovo. E porquê, perguntam? (eu pergunto, achei estranhíssimo). É que o Governo português vai, na próxima semana, anunciar formalmente qual a posição de Portugal face à declaração de independência do Kosovo. O único problema é que esta declaração, só por acaso, foi feita em Fevereiro, há coisa de oito meses. Para 2009, o Governo pronunciar-se-á acerca da independência da República Checa e dará a sua posição sobre se o mundo deve ou não investir na invenção da electricidade.
PS - também gostei muito de ver Manuela Ferreira Leite, num momento em que o mundo financeiro desaba e Portugal vive com problemas sérios, dizer que também está a pensar na posição oficial do PSD sobre o assunto. Mais, pediu esta semana para ser recebida por Cavaco Silva para decidir a posição do PSD. Aposto que os kosovares estão realmente ansiosos por saber.
Nos últimos dias, nos jornais, tem-se falado bastante do Kosovo. E porquê, perguntam? (eu pergunto, achei estranhíssimo). É que o Governo português vai, na próxima semana, anunciar formalmente qual a posição de Portugal face à declaração de independência do Kosovo. O único problema é que esta declaração, só por acaso, foi feita em Fevereiro, há coisa de oito meses. Para 2009, o Governo pronunciar-se-á acerca da independência da República Checa e dará a sua posição sobre se o mundo deve ou não investir na invenção da electricidade.
PS - também gostei muito de ver Manuela Ferreira Leite, num momento em que o mundo financeiro desaba e Portugal vive com problemas sérios, dizer que também está a pensar na posição oficial do PSD sobre o assunto. Mais, pediu esta semana para ser recebida por Cavaco Silva para decidir a posição do PSD. Aposto que os kosovares estão realmente ansiosos por saber.
Boys will be boys
O PS reuniu hoje para decidir se haveria ou não disciplina de voto na questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ficou decidido que sim, que haveria, ou seja, todos os senhores deputados devem desligar o seu próprio cérebro no momento da votação e, pura e simplesmente votar contra. Este estabelecimento da disciplina de voto em questões de consciência individual vai contra a própria tradição do PS e contra os argumentos que, noutras ocasiões, o próprio PS utilizou, quando foi conveniente.
À saída, duas reacções dignas de realce. A primeira, a do poeta amigo do Che, Manuel Alegre, que disse discordar e ser um erro político. Mais uma vez, manda vir, esperneia, etc, mas continua lá. O PS que era o dele não existe há muito, mas o tacho fala mais alto.
A segunda foi fabulosa. Paulo Pedroso, agora de volta à vida activa (...) disse aos jornalistas que "houve uma votação e com esta decisão creio que o PS deu uma grande lição de maturidade democrática".
Perdão?!...
O PS reuniu hoje para decidir se haveria ou não disciplina de voto na questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ficou decidido que sim, que haveria, ou seja, todos os senhores deputados devem desligar o seu próprio cérebro no momento da votação e, pura e simplesmente votar contra. Este estabelecimento da disciplina de voto em questões de consciência individual vai contra a própria tradição do PS e contra os argumentos que, noutras ocasiões, o próprio PS utilizou, quando foi conveniente.
À saída, duas reacções dignas de realce. A primeira, a do poeta amigo do Che, Manuel Alegre, que disse discordar e ser um erro político. Mais uma vez, manda vir, esperneia, etc, mas continua lá. O PS que era o dele não existe há muito, mas o tacho fala mais alto.
A segunda foi fabulosa. Paulo Pedroso, agora de volta à vida activa (...) disse aos jornalistas que "houve uma votação e com esta decisão creio que o PS deu uma grande lição de maturidade democrática".
Perdão?!...
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Glorio...
Numa semana, ganhar à lagartagem e voltar a ter uma noite europeia à moda antiga é demais. Não é possível.
Sim, é verdade, a gente contenta-se com pouco. São anos e anos de Paulos Pereiras, Kings, Artures Jorges, Ku-mans, Sounesses e Pringles. Não ganhámos nada, mas pela primeira vez em muito tempo as coisas parecem começar a andar na direcção certa.
Não vi o jogo com o Napoli, equipa que muito prezo por culpa exclusiva desse Deus na Terra chamado Armando Diego Maradona. Ouvi no "transistor", coisa que não fazia há anos, porque a partida deu numa coisa chamada MEO que ninguém tem. Ainda por cima estava a tentar trabalhar, o que se tornou difícil por entre as exclamações de "Passa a bola, Di Maria!", ou os comentários dos meus colegas "o Nuno Gomes joga de saltos altos, aquilo complica". Enfim, conhecem o género.
O que eu sei é que, contra os lagartos, ganhámos o jogo no banco, com as mexidas certas por parte do treinador, e não me lembro da última vez em que uma coisa destas tinha acontecido.
E que, pela segunda vez consecutiva, estiveram mais de 50 mil traumatizados na Catedral, e dá gosto ver isso.
Gosto da pinta do Quique. Gosto do discurso, da visão, e gosto de ver a equipa a começar a parecer uma equipa. Parece-me uma completa idiotice a embirração do homem com o Léo, que para mim é titular indiscutível SEMPRE, mas enfim, lá terá as suas razões. Confesso que olhei para os 11 nos últimos dois jogos e tive medo: estrelas de fora, miudagem em campo, a incerteza. Mas a coisa bateu certo, e isso é, de facto, uma conquista. Era aquilo que o Porto costumava fazer bem - serem todos realmente potenciais titulares - e que este ano está a correr mal ao cada vez mais absurdo professor Jesualdo.
É demasiado cedo para se ver seja o que for. Mas gosto do que estou a ver. Desde que dêem tempo ao homem, não exijam ganhar tudo já, e o deixem construir uma equipa, como aparentemente sabe fazer, talvez possamos acabar com a travessia do deserto.
Ainda não é o GLORIOSO, mas já é alguma coisa.
E depois dos traumas dos últimos anos, por mim isto chega.
Numa semana, ganhar à lagartagem e voltar a ter uma noite europeia à moda antiga é demais. Não é possível.
Sim, é verdade, a gente contenta-se com pouco. São anos e anos de Paulos Pereiras, Kings, Artures Jorges, Ku-mans, Sounesses e Pringles. Não ganhámos nada, mas pela primeira vez em muito tempo as coisas parecem começar a andar na direcção certa.
Não vi o jogo com o Napoli, equipa que muito prezo por culpa exclusiva desse Deus na Terra chamado Armando Diego Maradona. Ouvi no "transistor", coisa que não fazia há anos, porque a partida deu numa coisa chamada MEO que ninguém tem. Ainda por cima estava a tentar trabalhar, o que se tornou difícil por entre as exclamações de "Passa a bola, Di Maria!", ou os comentários dos meus colegas "o Nuno Gomes joga de saltos altos, aquilo complica". Enfim, conhecem o género.
O que eu sei é que, contra os lagartos, ganhámos o jogo no banco, com as mexidas certas por parte do treinador, e não me lembro da última vez em que uma coisa destas tinha acontecido.
E que, pela segunda vez consecutiva, estiveram mais de 50 mil traumatizados na Catedral, e dá gosto ver isso.
Gosto da pinta do Quique. Gosto do discurso, da visão, e gosto de ver a equipa a começar a parecer uma equipa. Parece-me uma completa idiotice a embirração do homem com o Léo, que para mim é titular indiscutível SEMPRE, mas enfim, lá terá as suas razões. Confesso que olhei para os 11 nos últimos dois jogos e tive medo: estrelas de fora, miudagem em campo, a incerteza. Mas a coisa bateu certo, e isso é, de facto, uma conquista. Era aquilo que o Porto costumava fazer bem - serem todos realmente potenciais titulares - e que este ano está a correr mal ao cada vez mais absurdo professor Jesualdo.
É demasiado cedo para se ver seja o que for. Mas gosto do que estou a ver. Desde que dêem tempo ao homem, não exijam ganhar tudo já, e o deixem construir uma equipa, como aparentemente sabe fazer, talvez possamos acabar com a travessia do deserto.
Ainda não é o GLORIOSO, mas já é alguma coisa.
E depois dos traumas dos últimos anos, por mim isto chega.
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