sábado, 21 de Novembro de 2009

Pode ser uma imitação descarada de Morrissey mas supera o original

Descubra as sete diferenças




quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Quando hoje parei no semáforo da Joaquim António Aguiar apareceu-me pela janela adentro o Paulo Portas a impingir-me pensos rápidos

"A segunda e principal razão que me leva a odiar os semáforos é porque cada vez que paro me surgem no vidro criaturas inverosímeis: (...) microcefálicos, macrocefálicos, coxos, marrecos, estrábicos divergentes e convergentes, bócios, braços mirrados, mãos com seis dedos, mãos sem dedo nenhum, mongolóides, dirigentes de partidos políticos, etc." (António Lobo Antunes)

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

O pato Santana Lopes

A minha filha tem como bacio um simpático pato amarelo que ela adora. Perguntei-lhe como é que se chamava o seu pequeno amigo, respondeu-me, Santana Lopes. Juro por deus (ou, como não acredito nesse gajo mau ou impotente, juro pelo meu Benfica) que nunca a instrumentalizei nesse sentido. De onde só posso concluir que a minha filha, com apenas três anos, tem de facto uma capacidade de análise política muito acima da média.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Quando se pensa que não se consegue descer mais baixo...

...o Zborten surge com um novo mergulho, de cabeça e boca aberta, para o esgoto.
Depois de um presidente chegar ao clube e dizer Paulo Bento Forever e depois despedi-lo; depois de um presidente dizer que o balneário do Zborten era só meninas a chorar quando o Paulo Bento se foi embora, violando claramente a privacidade desse espaço; depois de falhar a contratação de um treinador sem currículo à Académica; depois de contratar um treinador, Carvalhal, cujo livro conta com um prefácio emocionado de Pinto da Costa; pensar-se-ia que não seria possível ir mais abaixo.

Wrong!

Os filhos de Dylan


Quem acha que Bob Dylan não é mau mas que o seu contributo para a história da Pop é sobrevalorizado está enganado por duas razões.
Primeiro, porque Dylan foi o primeiro ícone pop da liberdade artística: depois de Dylan ter conquistado o sucesso e o reconhecimento num registo folk e político, não quis ficar prisioneiro da sua identidade, aventurando-se num novo registo eléctrico e despolitizado. Ficou célebre o concerto em que depois de uma previsível primeira parte folk só com viola e harmónica, Dylan surpreende os seus fãs esquerdistas sentem-se traídos com o som "burguês" e estridente de guitarras eléctricas distorcidas, começando a gritar "Judas" e a abandonar o concerto. Dylan sempre foi assim, avesso às modas, aos rótulos e aos fechamentos ideológicos, coerente apenas com a sua liberdade, tocando folk no hype do rock, rock no hype do folk, country no hype do rock psicadélico, esquerdista quando a esquerda era uma pequena minoria, apolítico quando a contracultura esquerdista começou a entrar na moda.
Segundo, porque Dylan foi o primeiro a trazer a literatura para a Pop, aliando a simplicidade Pop com a inteligência e sofisticação das suas letras. A influência desta atitude sobre a pop subsequente é incalculável. Em 1964, dá-se o encontro mais importante de sempre na história da Pop: Dylan encontra-se com os Beatles, põe-nos pela primeira vez a fumar charutos, convence-os a escreverem letras mais elaboradas e canções mais experimentais. A partir deste encontro, os beatles deixam de repetir a fórmula do "she loves you, ye, ye, ye", e inauguram a sua fase mais criativa e psicadélica, ainda incipiente no "Rubber Soul", mas já plenamente conseguida no genial "Revolver" e em todas as obras primas que se lhe seguiram. Depois, claro, a influência dos beatles sobre toda a pop que se lhe seguiu é avassaladora, desde o Bowie nos anos 70, aos Smiths nos anos 80, aos Blur nos anos 90, aos Strokes nos anos 2000, que dia é hoje? E cada vez que surga uma nova banda de putos de vinte anos com uma pop simples, elegante e inteligente, podem até nem sequer conhecer o "Highway 61 Revisited" ou o "Blonde on Blonde", mas são, sem o saberem, mais uns grandecíssimos filhos de Dylan.

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

O direito à hipocrisia

As pessoas dizem, ah e tal, aquele fulano daquele partido é um hipócrita do caralho, o gajo é panisga dos cabelos até a braguilha e depois vai para o parlamento lutar contra os seus próprios direitos. Apesar da aparente pertinência deste tipo de acusação, julgo ser impróprio em democracia emitir este tipo de juízos. As opiniões políticas de um qualquer político devem ser sempre rebatidas com argumentos políticos (referentes à esfera pública) e nunca com argumentos pessoais (referentes à esfera privada). Até um político (que deve ser mais escrutinado do que os outros cidadãos) tem o direito alienável à sua privacidade, não devendo haver qualquer escrutínio da sua esfera privada, mesmo que seja para detectar vasos comunicantes hipócritas com o que defende na esfera pública.

Num plano pessoal, se o político panisga for meu conhecido, aí já tenho o direito de lhe dizer (num juízo pessoal) que o cabrão é um hipócrita da merda. Mas não tenho o direito de ir para um qualquer fórum público (tv, jornal, blog, etc.) dizer exactamente a mesma coisa sobre o meu conhecido. Parece esquizofrénico, mas penso que uma pessoa deve respeitar sempre a independência de ambas as esferas. Não o fazer, é um procedimento perigoso, que leva a escrutinar os esqueletos no armário que qualquer adversário político sempre tem (e nem sequer é preciso ser de natureza sexual), sacrificando nesta demanda estalinista o valor da privacidade e as mais elementares regras da decência democrática. Dizem que, durante o estado novo, quando no PCP se queria linchar um adversário político interno, acusava-se o dissidente de ter televisão em casa.

Ninguém me consegue convencer

Ninguém me consegue convencer de que os telemóveis não são criaturas inteligentes e maquiavélicas que. quando estão quase sem bateria, começam a fazer chantagem emocional com os seus proprietários, gemendo de propósito num estertor lancinante de moribundo, como quem acusa um pai de negligência por se esquecer de alimentar o filho. Ninguém me consegue convencer de que a longa demora entre dois gemidos electrónicos acusadores não se trata de uma tortura cuidadosamente planeada, baseada no clássico gotejar lento de uma torneira mal vedada, e de tal forma cruel e impiedosa que me faria denunciar perante a polícia política o nome, morada e fetiche sexual de todos os meus camaradas bloquistas que já comeram no McDonalds.

Conversas em Família

Homem do Estupefacto Amarelo- Acho porreiro os governantes (que não têm nenhuma vulnerabilidade acrescida à gripe A relativamente a não governantes) terem prioridade sobre os doentes crónicos no acesso à vacinação da gripe A.

Irmão do Homem do Estupefacto Amarelo- Temos que ser racionais relativamente a este problema e assegurar que em contexto de pandemia o estado (na pessoa dos seus governantes) funcione plenamente.

Homem do Estupefacto Amarelo- Experimenta dizer a mesma coisa com um sotaque alemão.

domingo, 15 de Novembro de 2009

Uma questão de prioridades

As escutas de Armando Vara a conversar com o amigo Sócrates ainda não apareceram transcritas totalmente, embora creia que é uma questão de tempo até isso acontecer. Mas há coisas que já se sabem.

Passo a enumerar:

1 - Sócrates lembra ao seu amigo Vara as dificuldades de liquidez da campanha do PS. Parece que havia pouco dinheiro para isqueiros e aventais rosa. Antigamente dizia-se que "se queres dinheiro vai ao Totta", mas o amigo Vara, que percebe tanto de banca como eu de begónias, não está no Totta, é vice-presidente do BCP.

2 - Sócrates diz ao amigo Vara que têm de resolver o problema do amigo Joaquim. O amigo Joaquim é Joaquim Oliveira, dono da Controlinveste, dona do DN, do JN, da TSF, do 24 horas, do Jogo, etc.

3 - Sócrates diz ao amigo Vara que uma maneira de resolver o problema do amigo Joaquim é dar financiamento ao amigo Vasconcellos, dono do Diário Econónico e agora de parte da Media Capital, que compraria os jornais falidos do amigo Joaquim. O amigo Vasconcellos foi aquele que recebeu dinheiro da PT e que, depois desta recuar na compra da TVI (por causa do barulho que isto deu em plena campanha), acabou por avançar para a compra da dita estação. Compra anunciada no dia a seguir às eleições.

4 - Sócrates comenta com o amigo Vara a eventual compra da Media Capital pela PT. Isto apesar de, poucos dias depois desta conversa, ter dito no parlamento que nada conhecia desse negócio. (Veio agora explicar que queria dizer que não tinha conhecimento oficial, enquanto primeiro-ministro).

E há mais, muito mais, que saberemos em breve.

Entretanto, a elite educada deste país, com os bolsos bem bezuntados pelo polvo socialista, reage com indignação ao facto de o primeiro-ministro ser escutado. Bradam aos céus, exigindo que se esclareça se as escutas são legais ou não. E agora sabe-se que um velhadas do Supremo decidiu destruir as escutas.

Ou seja, esperam de nós que tapemos os olhos e os ouvidos a tudo o que sabemos que foi feito, e que só confirma tudo aquilo que há muito se suspeita.

Em qualquer país civilizado, bastava um primeiro-ministro tentar uma cunha com um banqueiro para resolver os problemas de um detentor de jornais - referido como "o nosso amigo Joaquim" - e a demissão era o único que se impunha.

Mas aqui, o que interessa é se as escutas são legais ou não.

Votaram nele, é porque gostam desta merda.

Siga a banda.

O amadorismo é lindo de ver (nos outros)

O Zborten acaba de falhar a contratação desse colosso chamado Villas-Boas, desse colosso chamado Académica, treinador que tem o colossal currículo de quatro jogos enquanto profissional, dos quais ganhou o colossal número de um. E ao não conseguir sequer contratar um treinador desconhecido à Académica, o Zborten conseguiu o que eu pensava impossível: cobrir-se ainda mais de ridículo do que tem feito desde o início da temporada.
Parece que tentaram também o Noddy, e nada.
Pelo sim pelo não já desliguei o telemóvel, a última coisa que quero é que o cabeça de giz me ligue a convidar. Prefiro treinar o Benfica no novo FM 2010 (campeão na primeira época).
De qualquer forma, sugiro o Artur Jorge.
Tendo em atenção que o último espectáculo que Alvalade presenciou foram os AC/DC, há uns meses valentes, a única forma de aquele estádio ver acção a sério é juntar o poeta com o Sá Pinto.
Eu pagava bilhete para ver.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Comissão Liquidatária?