sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Napalm!!!

É napalm, é napalm,
Morrem criancinhas,
Com napalm, com napalm,
Todas queimadinhas,

Morrem criancinhas,
E também bebés,
Todas queimadinhas,
Da cabeça aos pés,

(todos juntos agora)

É napalm, é napalm...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Factula Electlica

A venda da EDP aos chineses é a conclusão lógica às facturas de ficar com os olhos em bico.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ideias por um Portugal Mais Limpo e Mais Moderno

Após dias e meses a ouvir falar na necessidade de equilibrar a balança comercial e mandar gente para fora, expliquem-me lá porque é que continuamos com estas duas encomendas por cá:


Duarte Lima aka El Sonso



George Wright aka O Pretó-Amaricano Assassino que afinal é uma jóia de um senhor/vizinho/marido/treinador de basket/etc.
      

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Duas Palavras Apenas



Trafaria                         .                          Sniper

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Calcinha Terylene

A foto de grupo do Conselho de Ministros 'informal' é um claro caso de agravamento da despesa pública em saúde.

Os fatos domingueiros do elenco governativo deram-me cancro nos olhos.

Kim nou-se

O Kim Jong estava ill.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ler umas merdas

Sou um gajo que devora livros.
Às vezes vou ao WC e fica no ar um grande Fiodor Dostoievsky.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Podemos falar com franqueza?

Um camarada aqui do tasco chamou a atenção para este fenómeno, e há que dar-lhe razão.




"Caras raparigas e senhoras jeitosas deste nosso frondoso país,

let's face it, estamos perante uma falácia.
As leggings não são calças.
Vocês sabem, nós sabemos, toda a gente sabe.
Em certas circunstâncias, não são aceitáveis em termos de comparabilidade com a calça. Vocês sabem disto, mas vão disfarçando, usando como se fosse natural aparecerem-nos à frente de bunda bem torneada. Mas sabem, no íntimo, que a coisa está a ir longe de mais.
Disto isto, resta-me dizer-vos: continuem!
Anima os dias e, claramente, não vão ter qualquer gajo a denunciar-vos".

Atenciosamente,

A Gerência.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Foi pelo Arroz de Grelos, ficou pelo Chouriço de Sangue

A história do filho do Estripador de Lisboa está muito mal contada.
O pai faz enchidos caseiros sem ter criação de porcos e ele não desconfia?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Paranoid Android

Acabei de fazer um telefonema e não faço a mínima ideia se estive a falar com uma pessoa ou se mantive uma amena cavaqueira com uma gravação durante quatro minutos e trinta e dois segundos.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Uma espécie de Nilton, mas em nazi


O apresentador do programa da BBC sobre automóveis "Top Gear" a afirmar que os funcionários públicos que fizeram greve deviam ser abatidos.
"Deviam ser levados para a rua e ser executados à frente das famílias. Como é que eles se atrevem a fazer greve quando têm pensões asseguradas enquanto o resto de nós tem de trabalhar para viver?!"

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Brinca n'áreia

No sorteio do Euro 2012, ficámos no 'Group of Death'.
Preferia o Grupo C (Espanha, Itália, Irlanda, Croácia). Se estivéssemos lá era o 'Group of Debt'.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mantendo a Temática do Post Anterior



Shave Your Idols

Uma das razões pelas quais sou ateu é por 'sermos feitos à imagem de Deus'.
Alguém me explica por que razão tem o Criador pintelhos no cú?

domingo, 27 de novembro de 2011

Águias, leões e ursos

Ninguém espera, infelizmente, que um tipo de uma claque seja racional. Ou sequer respeitador dos outros ou da lei. E são esses que, em última análise, fazem a merda. Para esse deixarem de fazer merda, é preciso que todos os outros também não a façam. E sejam activos no seu combate.
O que se passou neste derby é não apenas lamentável mas completamente desnecessário. Da parte dos benfiquistas, não há ódio algum ao Sporting. Há-o ao Porto, há que admiti-lo, mas não em relação ao Sporting, até lhe achamos alguma piada. Já para um lagarto, o ódio é o Benfica, apesar de o Porto ganhar sempre e os roubar tanto ou mais do que a nós, mas parece que desde que não seja o Benfica não faz mal. Ainda assim, não havia motivo algum para haver problemas.

A coisa começou pela jaula, gaiola ou caixa de segurança. Eu considero-a desnecessária, basta policiar como deve ser e pronto. Não serve para nada, mas serviu de argumento para os lagartos começarem a chorar há uma semana. Depoisfoi a saga dos bilhetes. O Benfica cumpriu a lei, enviou os que a lei determina, mas os lagartos queriam mais. É a vida. Mais um argumento para aquecer o ambiente. O presidente do Benfica teve uma rara intervenção feliz, ao apelar à contenção verbal na semana antes do derby. Do lado do Sporting o que se viu foi o contrário, e todos os argumentos foram bons. Até à demagogia de recusar sentar-se ao lado da direcção do Benfica durante o jogo, no que seria um bom sinal de pacificação entre os dois clubes. Uma boa mensagem a passar aos adeptos.

O problema é sempre o mesmo: cada um só se preocupa em falar para o seu eleitorado, para quem o elege. Sem perceber que o problema não é Sporting ou Benfica, mas sim do futebol português, da segurança de quem quer ir ver esse grande espectáculo chamado futebol. Não falo aqui do Porto, porque esse parece-me ser claramente um caso à parte, devido à cultura local instigada pelo seu corrupto presidente. Nunca mudará. Mas entre Benfica e Sporting acho que as coisas podiam e deviam ser diferentes.

Para que não mais vejamos bancadas a arder, é preciso que todos, sobretudo os de cima, tenham uma política coerente de responsabilidade e de pacificação. Sem inventar jaulas à pressa e sem utilizar essa jaula como argumento para esticar a corda. Sem gestos parvos de recusar sentar-se ao lado dos anfitriões. Sem idiotas como alguns responsáveis do Sporting a branquear o que alguns animais do seu clube fizeram; e sem idiotas do Benfica a dar conferências no fim do jogo a acicatar ainda mais as coisas.
É preciso descer o volume, e dar o protagonismo ao que se passa no relvado. É tudo, e seria de uma importância decisiva.

Uma última palavra para aqueles que, com a sua ausência de acção, permitem que estas coisas aconteçam. Dou só dois exemplos: o incêndio nas bancadas e um idiota do Benfica que andava de laser na mão a incomodar os jogadores do Sporting. Este foi filmado claramente pela televisão. A claque do Sporting com certeza que também foi filmada. Então e não acontece nada? Ninguém vai preso? Ninguém é banido de estádios de futebol?
Tem de chegar o tempo em que deixamos de encarar estas coisas como normais, porque não são normais. Não é por se tratar de futebol que a lei deixa de valer.
Se dirigentes e autoridades levassem este assunto a sério, a seu tempo até os anormais das claques teriam de se adaptar. É tempo de se fazer alguma coisa, antes que alguém se magoe a sério.

Quanto ao jogo em si, uma vitória sofrida e muito saborosa para o Benfas. Confesso que o Sporting me surpreendeu pela positiva e fez um belo jogo. Faltou-lhe maturidade e um pouco de sorte para ter conseguido o ponto merecido. Nos lagartos destaco o Elias, que está em todo o lado (felizmente é zarolho) e o Carrillo, que bem trabalhado será grande jogador. No Glorioso, destaco Artur (mesmo com um estranho apagão), Javi Garcia, Maxi Pereira e Witsel, pelo trabalho, e Aimar, pela magia.
Uma primeira parte muito jogada a meio campo, com o Sporting a pressionar bem alto e a dificultar a saída do Benfica, mas também sem grande fio de jogo. O desequilíbrio foi o golo, à Javi.
Na segunda parte o Benfica entrou muito bem e eu estava convencido que era uma questão de tempo até matar o jogo. Até que entrou em acção o Xôr Capela, que decidiu expulsar um jogador que não fez uma única falta. Então aquele segundo amarelo é um crime de lesa-futebol. Já agora, se o que o Cardozo lhe disse foi assim tão grave, porquê o amarelo e não logo o vermelho? Ou seja, não terá sido assim tão grave. Não sendo tão grave, era mesmo necessário estragar o jogo?
Sim, porque isso estragou o jogo.
O Benfica recolheu-se e o Sporting instalou-se, embora com pouco critério.
Foi sofrer até ao fim, num jogo que, antes da expulsão, tinha tudo para se transformar ainda num grande espectáculo.
Na minha opinião, o empate seria mais justo, mas nunca saberemos como as coisas seriam com 11 para cada lado, como devia ser.
Temos campeonato.
Espero que tenhamos também respeito, justiça e ponderação.
Porque quando o futebol deixar de ser divertido, perde a sua razão de existir.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Orgulho

Este ano ando, como repararam, um bocado mais afastado da bola.
Mas, ainda assim, quero deixar uma curta mensagem.

Que orgulho:
1 - irmos a esta fase da época, termos jogado no Dragão, em Braga e duas vezes com o "Naite" e continuarmos sem qualquer derrota
2 - ver uma equipa finalmente madura, a acreditar nas suas possibilidades, sem sobrancerias mas também sem medos
3 - ver uma equipa que nos três terrenos mais difíceis que visitámos (Braga, Porto e "Naite") ter estado a perder e conseguir recuperar
4- ver o grande Miguel Vítor a entrar como homem no lugar do Luisão (e o Jesus ter finalmente percebido que o puto é que o terceiro central do Benfas, e não a girafa zarolha do Jardel)
5 - ter na minha equipa um Senhor chamado Pablo Aimar, feito de simplicidade e genialidade, e elogiado "só" por Messi e Maradona
6 - ouvir, num estádio mítico, três mil portugueses fazendo-se ouvir acima dos "caladinhos" adeptos britânicos, cantando pelo Glorioso.


Aconteça o que acontecer: muito, muito orgulho.

A cara do bicho

Ficou provado (para quem precisava) pelo post anterior, que este tipo é, cada vez mais, um monte de merda.

Afinal, a culpa é da Ana Salazar

Não me lembro há quanto tempo não lia um artigo de opinião tão mau.

Só por isso, vale a pena tentar lê-lo. Aqui.

O Eusébio e o Luisão também.

Ferguson quer beber um copo de vinho com Jesus.

domingo, 20 de novembro de 2011

Chicken Curry

Há coisas que me fazem impressão.
Coisas que nós estamos mesmo a ver que vão acontecer mas nada conseguimos fazer para o evitar. Mais ou menos o que um adepto do Sporting deveria estar a pensar neste momento, não estivesse cego de cagança injustificada.
Neste campo, custa-me muito que um merdas como o António Costa venha a ser nosso Primeiro-Ministro. Eu sei, depois do Sócrates já nada parece chocante, mas para mim é. Até vos digo quando é: entre 2017 e 2019.

É que este bardamerdas monhé* me anda a irritar solenemente. Ele anda por aí, a dizer larachas e banalidades, e não fazendo absolutamente nada, apesar de nós lhe pagarmos.
Anda todo contente, presidente da CMLisboa, que em termos de política nacional é um bocado como ganhar a taça do Inatel mas chumbar nos treinos de captação do Torreense. Mas vai lá chegar, o cabrão, nem que seja por falta de comparência dos outros.
Aliás, em Portugal, a falta de comparência tende a decidir as coisas.
Durão nunca lá teria chegado não fosse a falta de comparência de Guterres. Sampaio só foi presidente por causa do timing, porque anunciou a candidatura uns 3 anos antes das eleições, e depois o PS não foi capaz de arranjar outro gajo. O Santana conseguiu mesmo ser PM sem eleições, devido à falta de comparência de Durão. E o Sócrates ganhou porque, let's face it, ter o Santana ou ninguém é a mesma merda.
Enquanto António José Seguro vai dando alegremente tiros de morteiro em ambos os pés, nos braços e na cabeça - feito refém dos socráticos que, não contentes por não estarem presos, ainda controlam o partido - este chamuças de merda* vai fazendo o seu caminho.
Para qualquer lisboeta, o mandato de António Costa tem um único marco: o cabrão do Piquenicão. Sim, esse, o dos porcos, o do Tony Carreira, do Continente do Engenheiro Belmiro. Deve ser a única capital do mundo que aluga a sua mais importante avendida por uma semana, recebendo em troca umas obras numas hortas (isto é verdade, foi este o fantástico negócio).

Costa anda lixado. Não tem dinheiro. E como não tem dinheiro, inventa parvoíces com um de dois objectivos (de preferência os dois): sacar dinheiro aos munícipes e fingir que está a fazer alguma coisa de útil.

Mas a sua grande marca é o ataque concertado e sistemático aos condutores. Ando em Lisboa há muitos anos, e por acaso até acho que o trânsito já esteve muito pior. Não para António Costa. Para António Costa, o condutor é um bicho para abater, mas só depois de lhe ter sacado todos os euros que possa.
Vem agora este monhé* iluminado com duas novas ideias, que passo a explicar:
1 - instituir uma nova taxa sobre os combustíveis vendidos em Lisboa, para financiar os transportes públicos
2 - proibir ou taxar a circulação da avenida da liberdade. Esta está muito poluída e, como tal, um dia levamos uma multa a sério. É claro que isto não acontecerá, nunca aconteceu, etc, mas dá jeito ao argumento ideológico do senhor. Se fosse a Emel a multar já estava tudo falido.

Claro que para o senhor estas ideias não se cruzam com o facto de a) os transportes serem uma merda e cada vez mais inseguros; b) andar de carro não é um direito exclusivo dos ricos, a cidade é de todos; c) os transportes estão cada vez mais caros e ainda vão aumentar mais; d) os transportes vão ser reduzidos em termos de horários e de áreas cobertas.

Este é o senhor que, assim que pode, fecha o trânsito em ruas da cidade. Não interessa a ocasião: um desfile de bicicletas, uma maratona que pode ir para outro lado qualquer, uma parada gay. Interessa é cortar o trânsito, para entalar esses filhos da puta desses condutores.

Eu moro na Estefânia e trabalho em Alcântara. Para chegar lá de transportes é metro até ao Cais do Sodré e comboio ou eléctrico até Alcântara. Demoro quase uma hora, face aos 15 mins de carro. Ah, e às horas que saio demoro mais, porque há menos frequência de transportes.

Nada disto interessa a este senhor, na sua facínora cruzada contra os condutores.

Portanto, senhor Quéfrô* do caralho, peço-lhe algumas coisas.
Em primeiro lugar, vá trabalhar. Vá fazer qualquer coisinha que é para isso que eu lhe pago. Vá fazer alguma coisa para resolver as dificuldades de arranjar casa em Lisboa (o fundo de arrendamento da quantidade monstruosa de casas vazias da CML ia avançar, onde está ele?). Vá fazer alguma coisa para resolver o défice de creches nesta cidade. Qualquer merda. Agora deixe de perseguir quem, ao contrário de si, trabalha. E tem que andar na cidade, por vários pontos da cidade, com horas marcadas.

Em suma: se não tem nada para dizer, fique calado, sff.

* o Vodka adopta a máxima de Jorge Jesus, que o que se passa dentro do campo fica dentro do campo. Portanto, lá dentro tal como aqui, pode dizer-se tudo, incluindo insultos racistas e à mãe do interlocutor. É tudo na paz. CARREGA, JAVI!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Às vezes tenho a sensação de que estamos entregues a gente meio fanática

Deve ser só impressão minha.


O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle, afirmou hoje que as sanções sobre os países da zona euro que faltem aos compromissos orçamentais devem ser automáticas. Heil!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Doninha Fedorenta

Acabei de ouvir o novo projecto a solo do ex-vocalista dos Da Weasel.
A única coisa que me ocorre é: Faz um TAC, man.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Modernices

O look da Popota este ano está um bocado poputa.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tá safo

Pelo menos até Junho de 2012, já não saímos do Euro.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Armagedão

Às 13:13h de 13-13-2013 o mundo acaba para todos menos para os funcionários públicos. Felizmente cortaram-lhes o 13º mês.

O patrão prefere os macacos

Um dia após a manfestação que pôs 180 mil pessoas na rua, eis a primeira página de um jornal de referência:





Apreciem o pormenor das aspas na curtíssima referência à manif.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Provavelmente é o purgatório

Não percebo isto.
O Mundo acabou e eu continuo com trabalho por fazer.

Pró ano é que é

Para o ano, em 12/12/2012, às 12:12h, o Mundo acaba outra vez.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Opinião, hoje ouvida, sobre o Javi Garvia

"Tem mesmo ar de xenófobo, aquele espanhol de merda!"

(Alguém ao balcão do café)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Food for Thought

Serei só eu que fico um bocadinho desconfortável com o facto de, apesar de ser o Berlusconi, um líder eleito ver-se forçado à demissão porque "os mercados" assim o querem?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Bücherverbrennung

A biografia autorizada de Steve Jobs é literatura proibida aos meus filhos.
Se há coisa que o livro revela é que fazer birras até aos 56 anos compensa.

Agência de Comunicação

Estava o Seguro a dizer que abstenção do PS vai ser "violenta mas construtiva".
Uma analogia feliz seria "uma violação que resultou em gravidez".

domingo, 6 de novembro de 2011

O Inimigo Entre Nós

Aparentemente há quem discorde da forma como exerço a paternidade.
Fui dar com o meu filho mais novo a barrar pão com manteiga nos degraus da escadas.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pergunta Honesta

Quando entregarem hoje a 2ª Bota de Ouro ao Cristiano, vão completar-lhe o par ou o rapaz fica com duas botas direitas?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Atoalhados

Há sacos azuis, estamos de tanga, o orçamento não tem almofadas.
Confirma-se, estamos no país Paga-Pouco.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

À taxa máxima

Está-se a acabar a ponte e o dia de amanhã aproxima-se como uma portagem.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Braiiiiiins

Deve ser mesmo Dia das Bruxas, porque o pouco pessoal que anda aqui nos escritórios tá com ar de Zombie.

Treat!

Hoje celebra-se o único dia que a Manuela Ferreira Leite sai à rua sem se sentir ostracizada. E ainda lhe dão doces.

Darwin

A relação directa entre o uso de calças apertadas e a infertilidade não é um acidente.
É a Natureza a tentar acabar com os góticos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A razão pela qual os homens não deviam dominar o mundo

Warrior diz:
sabes porque é que a tosta não foi à discoteca?

K diz:
Oh foda-se

Warrior diz:
Então?

K diz:
vem aí merda, mas diz lá

Warrior diz:
porque foi barrada!!
LOL

K diz:
lol
não esperava melhor
continuas seco
mas olha

Warrior diz:
sim?

K diz:
sabes porque é que a tosta queria ir à discoteca?

Warior diz:
hum, ...não

K diz:
Era só para andar na marmelada!
TUNGA! Embrulha e vai buscar!!

Warrior diz:
LOL. Muito bom!

5 minutes later

Warrior diz:
olha, e sabes quem também queria ir para a marmelada?
o João Boião!!!
ahahahahahaa

K diz:
Foda-se
ca ganda merda de piada

Warrior diz:
yes, ainda sou o maior!!!

K diz:
Sim. não tenho a certeza se é motivo de orgulho. Mas sim.

Cabum

A Merkel está para a salvação do Euro como a Sónia Brazão está para acender fogões.

Réc Réc

Para escapar às barras da prisão, o Duarte lima.

Só sei que nada fiz

José Sócrates tenta descartar-se de qualquer culpa.
Faz finalmente sentido estar a frequentar aulas de Filosofia em Paris. Foi estudar Descartes.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sigue Sigue Sputnik

Sabemos que o mundo vai muito mal quando, em 2 meses, 2 satélites encarregues de observar o Planeta se suicidam.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Nutriben

Miguel Macedo rescindiu do subsídio de alojamento.
Falta agora rescindir do subsídio de aleitamento, mas está difícil de largar a mama.

Não me massem

O Miguel devia ter renunciado ao subsídio Mácedo.

Dois em linha

No que toca a Portugal, esta já é a segunda vez que a Grécia acaba com o Euro.

domingo, 23 de outubro de 2011

Camping Gas

Kadaffi era, apesar dos seus 69 anos, um tipo muito activo sexualmente.
Era sobejamente conhecido por andar sempre com a tenda armada.

Good news

A melhor notícia da última semana foi o anúncio do regresso dos Stone Roses.

Fizeram apenas dois discos de originais. O primeiro foi considerado justamente uma obra-prima e um dos primeiros discos mais fortes de qualquer banda em qualquer altura. O segundo, "Second Coming" foi atacado por todos os lados, apesar de ser, na minha opinião, fantástico e em certos pontos melhor que o primeiro. Depois dos Joy Division/New Order, os Roses foram a banda mais sólida e mais consequente a vir de Manchester (os Happy Mondays são fabulosos, mas metade daquilo é droga e palhaçada da boa).
Agora, 15 anos depois da separação, estão de volta. Como fã, espero que façam novo disco e que eu tenha finalmente a oportunidade de os ver ao vivo.
Deixo-vos aqui a conferência de imprensa na qual anunciaram o regresso. É refrescante ver estes cotas a dizerem que a cena musical hoje em dia lhes parece "boring" e "bland", na mouche. E o vocalista, o monkey man Ian Brown, a dizer que quer uma segunda oportunidade para acabar com os U2, ou atacar um jornalista do Daily Mail, "um jornal que apoiou o Hitler e os bancos que estão a dar cabo disto tudo".
Por fim, uma música do mal-amado "Second Coming".

Rock on, e boa semana.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

The comeback

Kadaffi encontrado.
Wally recupera o lugar de homem mais procurado do mundo.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Se cuida, vai

Esta economia está a criar muita insegurança.
Agora, sempre que saio de casa, tenho cuidado de ver se não há nenhum Duarte Lima nas redondezas

domingo, 16 de outubro de 2011

Mundo perdido

1 - Estamos em Outubro e está um calor do caraças

2 - O Bruno Alves levou uma cueca do tamanho do mundo e não matou o adversário



3 - O Postiga marcou dois golos, um deles de bicicleta

sábado, 15 de outubro de 2011

Fresquinha dos States

Os Indignados...e os outros

Ao contrário do que aconteceu naquele inesquecível dia de Março, desta feita não pude comparecer à manifestação, por motivos familiares. Foi-me impossível, portanto, aferir in loco do tom e do grau de adesão do protesto, mas do que me foram informando a coisa foi, mais uma vez, em grande.
E que importante isso era...
Mais uma vez, tal como aquando da primeira manifestação, a imprensa ou ignorou por completo o assunto nas últimas semanas, ou simplesmente fez umas coisas toscas, não sabendo como tratar este tema. É, infelizmente, normal que assim aconteça. As televisões e os jornais portugueses chegaram a dar mais espaço ao movimento de Wall Street do que ao movimento de Lisboa. Na quinta-feira, quando Passos Coelho nos enfiou mais um bastão de baseball pelo cu acima (substituir por poste de electricidade se for funcionário público ou equiparado), aí a comunicação social acordou. Porque percebeu que, obviamente, os protestos de hoje contariam com um grande reforço dos funcionários públicos, os mais encavados pelas novas "medidas de austeridade".
Curiosamente, as jornalistas televisivas que acompanhavam o assunto disseram o mesmo: manifestação contra as medidas de austeridade do governo e da troika. Mas isto é só uma pequeníssima parte da verdade, e nem sequer a mais importante. Esqueceram-se, por exemplo, que na grande manifestação cívica de Março não havia troika; não havia ainda "medidas de austeridade"; e até o Governo era outro, o cadáver político de Sócrates que se recusava a sair pelo seu próprio pé.
Reduzir o movimento a protesto contra as "medidas de austeridade" é perigoso e é não perceber patavina. Não perceber que a questão não é de agora, não é "destes": é do sistema que nos fez chegar até aqui, e de vermos que todos são abalados, espoliados e agredidos, menos os agentes deste sistema. É não perceber que este protesto se filia, de alguma forma, num movimento internacional, de Madrid a Nova Iorque (misturar aqui o Egipto é um disparate), sendo que, do que sei, Obama não aprovou nenhum pacote de "medidas de austeridade". O discurso televisivo, sobretudo o nosso, é infelizmente básico e simplista, assente no princípio de que todos os espectadores são mentecaptos. Mas há disparates que não são apenas uma simplificação forçada: são mentiras.
Depois, houve a cobertura (?) noticiosa dos meios que podiam fazê-lo em directo, rádios e televisões. A TSF e a Renascença andavam entretidos com o importantíssimo relato do Pero Pinheiro - FC Porto, a Comercial dava na música foleira, como sempre. Nas televisões, um panorama que devia envergonhar os seus responsáveis. Durante a tarde, o que passou? Enlatados! O "60 minutes" na Sic Notícias, um documentário na TVI 24, uma merda qualquer na RTP N. O acompanhamento ficou reservado para uma ligação em directo às horas certas, nos noticiários. Pergunto: de que serve termos três (!) canais de notícias 24 horas quando se ignora o acontecimento mais importante do dia, para dar documentários sobre a Indonésia ou os nazis nos EUA? Não faço ideia.
E, mais uma vez, não faltou quem insistisse não apenas na desvalorização do movimento mas sobretudo na sua desacreditação. A principal crítica, igualmente estafada, é a de que os protestantes não propõem nada; não apresentam alternativas viáveis; uns protestam uma coisa, outros outra; é um movimento que não terá expressão política, porque se coloca à margem da política partidária; é um movimento em si anti-democrático, representando a voz da perigosa extrema-esquerda.
Estas visões não passam, para mim, de um amontoado de preconceitos bem condimentados de conservadorismo.
É gente que não percebe que, se as pessoas não quisessem ser parte da solução, simplesmente não fariam nada, como aconteceu até este ano. Não percebe que não são as pessoas que têm de se aproximar e misturar com esta "política partidária", com este sistema; é o sistema que era suposto existir para nos servir, que tem de se aproximar das pessoas.  É por isso que escolhi esta foto para ilustrar o dia de hoje. Porque diz, na sua simplicidade, o que acredito ser o mais importante a retirar destes protestos.

Para mim, o que fica de fundamental é o acto de as pessoas, muitos milhares de pessoas, sentirem que querem ter voz. Que a política não é só para os outros, os que nos têm fodido. Neste momento duríssimo que atravessamos, é absolutamente fundamental que as pessoas não se sintam sós. Que entendam e sintam que têm outros do seu lado. Porque das autoridades tudo o que sentem é agressão, desprezo e incompreensão. Mais do que as propostas concretas (umas mais disparatadas que outras), o fundamental é que passemos a mensagem: não vamos mais aceitar ser sempre vítimas e bodes expiatórios de algo que, francamente, não foi causado por nós.
E esta é uma mensagem simples mas poderosíssima.
E será um erro se não a quiserem ouvir.

O meu abraço solidário a todos os que, nas ruas, fazem a luta de todos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Passam agora 50 anos da publicação de "Catch 22", a obra-prima de Joseph Heller. Uma óptima oportunidade para revisitar o livro, e quem precisar de argumentos pode encontrá-los aqui.



Eu nunca o esquecerei. Não só pelo grande livro que é, mas sobretudo porque o li nos primeiros meses da minha filha, por entre o pesadelo que tudo foi. Ainda assim, no meio do choro e das noites a fio sem dormir, consegui guardar do livro uma recordação de frescura. E isso diz muito da sua qualidade.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Não se mijem todos, caralho!


Não foi o Papa. Não foi o Cobain. Não foi o Eusébio.
Não foi um gajo que salvou o mundo. Não foi o gajo que descobriu a cura para a Sida, para o Cancro e para a calvície.
Não foi o alquimista moderno que ensinou o mundo a transformar pedra em ouro. Não foi a Madre Teresa de Calcutá, o Senna, o Álvaro Cunhal.
Não foi um santo, um profeta, um salvador. Não foi um filósofo libertador. Não foi um rebelde.

Quem morreu foi o Steve Jobs e, com todo o respeito pela sua família, estou-me olimpicamente cagando.
Foi um tipo aparentemente carismático, talentoso e com visão. Não inventou os leitores de música, fê-los mais bonitos. Não inventou os telefones, melhorou-os e acrescentou-lhes coisas. Não inventou os computadores, fez outro sistema, muito bom, e fê-los muito lindos. Inventou uma marca e enriqueceu justamente à custa disso.
É só.
Tudo o resto é folclore desta geração de merda, que vive no Facebook e tem sonhos molhados com iPads.

Grow...the fuck...up.

Nobel


Porra, este sim é o verdadeiro artista multifacetado.

PS - depois de mais este balde de água fria, lá vai o Lobo Antunes escrever mais um livro incompreensível a ver se convence os malucos da Academia...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Boa Semana

Uma das bandas mais mamadas de sempre, para dar energia para esta semana. Que o sol se mantenha.


domingo, 2 de outubro de 2011

Music Freak

Toda esta conversa acerca do Nevermind levou um amigo meu a desafiar-me a arranjar um melhor disco de rock nos últimos 20 anos. Não consegui, mas isso deixou-me a pensar em possíveis alternativas, ainda que não o atinjam, pela relevância histórica, pelo significado pessoal e por tudo o resto, que o segundo disco dos Nirvana teve.
Portanto, como bom obcecado musical que se preze, fiz uma lista, que aqui partilho convosco. Mistura uma grande dose de gosto pessoal com atenção pela relevância dos discos em causa. E levei o rock no sentido mais lato.
Aí vai disto.


1 - "Nevermind" - Nirvana

2 - "Mellow Gold" - Beck

3 - "Different Class" - Pulp 

4 - "Ok Computer" - Radiohead

5 - "Angel Dust" - Faith no More

6 - "Ten" - Pearl Jam

7 - "Is this it" - Strokes

8 - "Dirt" - Alice in Chains

9 - "Dirty" - Sonic Youth

10 - "Tanglewood Numbers" - Silver Jews

11 - "Whatever people say I am that’s what I am not" - Arctic Monkeys

12 - "Franz Ferdinand" - Franz Ferdinand 

13 - "Parklife" - Blur

14 - "Grace" - Jeff Bluckey

15 - "Elephant" - White Stripes

16 - "Sleeps with angels" - Neil Young

17 - "Use your illusion I & II" - Guns n Roses

18 - "What’s the Story (Morning Glory)" - Oasis

19 - "Funeral" - Arcade Fire 

20 - "Siamese Dream" - Smashing Pumpkins

Da primeira lista que fiz, dei com 36 discos. E vocês, quais são os vossos preferidos? Será que coincidem com alguns que tiveram de ser cortados? 

Foda-se, 20 anos

Por falta de tempo, provavelmente sou a única pessoa da minha idade com acesso a computador que ainda não escreveu nada sobre o 20º aniversário do "Nevermind", de facto o disco que mudou tudo. Ainda o vou fazer, mas não agora. De qualquer forma, deixo-vos uma sugestão de incrível qualidade.

Ouçam aqui a conversa entre Dave Grohl, Chris Novoselic, Butch Vig e Jon Stewart (ó ié), sobre este grande disco. Vale muito a pena.  A conversa começa com Stewart a explicar o que sentiu quando ouviu o "Nevermind" pela primeira vez: "era como se os Beatles tivessem engolido os Black Flag".

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dicionário de Jorge Jesus


"O Night" - Equipa de futebol mundialmente conhecida por Manchester United.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Actualização



Agora sim, tem 20 anos.

Devia ser proibido nascer com tanto talento.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Smells Like...

Passos Coelho, dia 4 de Setembro: "Escolhemos fazer do ano de 2012 o ano do principio do fim da emergência nacional".

Vítor Gaspar, dia 6 de Setembro: "2012 é o princípio do fim da crise".

Carta de 1 de Setembro, assinada por Vítor Gaspar, hoje disponibilizada no  Ministério das Finanças: "Estamos prontos para tomar medidas adicionais que possam ser necessários para cumprir os objetivos do programa económico".

Notícia da noite: Troika exige mais medidas de austeridade no próximo ano em Portugal.





segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Amo-te, Archie Bunker

Às vezes, dou por mim - num louvável exercício de humildade e de melhoria contínua - a perguntar-me: por que raio continuo a ser um pouco homofóbico?



Outras vezes, porém, dou por mim a percebê-lo perfeitamente.



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Career Oportunities

Há coisas que magoam o orgulho de uma pessoa.
Na minha última carreira no Football Manager, em duas épocas, consegui: a) despromover a Académica à Segunda Liga; b) despromover o Chaves à 2ª B; c) ser substituído, no comando do Chaves...pelo Luis Campos.

Impõe-se a questão

Quando esta senhora faz uma reportagem da Suíça, também se veste de tirolesa?


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Eu confesso, até acho piada ao estilo do Vítor Gaspar. Tirando o facto de ele me ir ao bolso de cada vez que abre a boca, acho-o uma lufada de ar fresco na nossa política das últimas décadas, feita de artistas de variedades e de vaidozões inveterados.
Mas, na entrevista que deu hoje à SIC, há pelo menos uma coisa a lamentar. Falou, falou, falou, e eu não o consegui ver, sequer, a defender algumas das medidas que tanto nos penalizam no imediato. Para tudo, a mesma desculpa: isto estava previsto no memorando da troika. Foi sempre como se dissesse sempre "mas que raio estavam vocês à espera?". Para o Gaspas, os portugueses lêem todas as noites, antes de dormir, o memorando da troika. Como tal, sabem tudo o que se vai passar e não podem ser surpreendidos. Como economista ortodoxo que é, considera que uma informação que é pública  - mesmo que escrita em troikês - é imediatamente apreendida pelo "mercado", que se ajusta automaticamente à nova informação. Infelizmente para ele, estamos a lidar com pessoas e não com bancos de investimento.
Em todas as perguntas sobre impostos, a resposta era a mesma: estava previsto na troika; os cortes nas despesas sociais, previstos na troika; o fim da vaselina, foi a troika.
Que eu saiba, quem manda neste país ainda é o Governo português. O que eu gostaria de ver era o nosso ministro das Finanças explicar-se, e aplicar medidas que ele acredita serem as melhores. Como cidadão e, sobretudo, como contribuinte, não me chega dizer que me estão a ir ao cu mas que foi a troika que mandou. Gostaria de ouvir o ministro das finanças dizer se acha bem, se acha útil, se acha produtivo, estar a ir-me ao cu.

PS - a boa notícia: falou 45 mins e não anunciou qualquer novo aumento de impostos. É um começo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

eh pá....

O que se consegue ao misturar um cagalhão com 20 anos e uma boa porção de diarreia com os mesmos 20 anos?

New Kids on the Block e Backstreet Boys juntam-se para novo disco.

Welcome

Só para salientar o facto de termos mais um "membro" a seguir o Vodka.
Tem o nome de "Jibóia Cega", o que conjugado com a expressão "membro", traz associações desconfortáveis.

E pronto, cumprida a tradição de insultar o novo "membro", resta dar as boas-vindas ao "Jibóia Cega".

PS - é sempre bom relembrar um grande ditado popular da minha rua: "Dá beijinho ao trolha". Lembrei-me agora, pronto.

Sideways

Governar Portugal deve ser uma coisa lixada. Os partidos do eixo do poder têm cronicamente sonhos molhados com as maiorias absolutas ou, quando se juntam com outro, uma "maioria de incidência parlamentar", que é a mesma merda mas com outro partido.
Eu sou, por natureza, contra as maiorias absolutas. O Parlamento serve para alguma coisa, para fiscalizar a actuação do Governo. Ora com as maiorias absolutas o Governo caga de alto para o Parlamento. Mas também sei que o inverso é difícil. Sem maioria, os deputados tugas estão sempre a bloquear e chatear e o camandro.
Ou seja, infelizmente em Portugal só há uma maneira de um Governo avançar com o seu programa, com maioria absoluta. Mas a verdade é que o político indígena não sabe agir como deve ser nessas circunstâncias, e acabamos sempre com o abuso, que costumo chamar de "táctica Sócrates".
Que, parece, tem novos seguidores.

Na última semana, tivemos dois exemplos de como esta nova maioria rapidamente ganhou os tiques da antiga.
Primeiro foi o chefe das Secretas. No meio deste absoluto escândalo nacional sobre as escutas a jornalistas incómodos e sobre a passagem de informações do Estado para empresas privadas, a maioria PSD/CDS chumbou a audição do responsável máximo pelas Secretas portuguesas. Anunciaram-se uns inquéritos, e tal, para tudo ficar na mesma.
No caso da passagem de informações à Ongoing, também houve um inquérito interno, cujas fantásticas conclusões já são conhecidas: houve passagem de informações de Jorge Silva Carvalho à Ongoing, mas não eram matérias de Estado. Foram conseguidas com meios do Estado, pagos por todos nós; não sabemos como foram conseguidas, legal ou ilegalmente; não sabemos sequer que informações foram essas. A conclusão? Não se passou nada. Ninguém foi acusado e nós, o Povo, o Estado, não sabemos nada do que se passou. E agora, com um jornalista espiado pelo Estado, o responsável máximo não será ouvido, por não ser "oportuno".

O segundo caso deu-se hoje. O PS pediu para ouvir Álvaro Santos Pereira, esse cruzamento entre o Paul Giamatti e Dennis o Pimentinha, que dizem que é Ministro de uma coisa inexistente em Portugal, que é a Economia. Queriam ouvi-lo por causa do TGV, e com razão. Este senhor foi a Madrid, há menos de um mês, dizer o impensável: quanto ao TGV, Portugal anuncia em Setembro a sua decisão.
Mas qual decisão, foda-se?! Atão não era para parar?! Não é evidente para toda a gente (excepto para as construtoras) que tem de parar?! O próprio PSD não se fartou de clamar que tinha de ser cancelado??!?!
Pois.
E depois da triste figura que o nosso ministro sem pasta fez em Madrid, o que diz a maioria PSD/CDS? Que "não é oportuno" ouvir agora o senhor.

Porreiro, pá.

Ripa na repaqueca

O Vítor Gaspas parece o Domingos Paciência. O primeiro diz que agora é que vai anunciar cortes na despesa; o segundo que é altura de começar a ganhar. Em ambos os casos é só bolas ao poste e pontapés na atmosfera.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

This shit compares to you

Sinead O'Connor diz-se "desesperada por sexo".



I wonder why.

Memória

Em qualquer discussão sobre bola, nomeadamente sobre "qual o melhor defesa central que já vi jogar", há sempre nomes que vêm à baila.
Os benfiquistas que não se lembram do Humberto Coelho falam sempre do Gamarra, um jogador que passou escassos meses em Portugal mas que deslumbrou enquanto o fez, num plantel de merda. Os sportinguistas falam de grandes jogadores como Marco Aurélio ou Luisinho, ou do André Cruz, que eu considero um pouco abaixo do nível dos anteriores. No Porto, Jorge Andrade e Ricardo Carvalho foram muito grandes. A nível internacional, há nomes incontornáveis como Baresi, Hierro ou Canavaro.
Mas para mim, quando penso num central, penso neste senhor.
Ricardo Gomes.
Tive o prazer de o ver jogar ao vivo muitas vezes, e tive a fortuna de o ver representar o meu clube, enquanto capitão.
Um jogador de classe pura, numa posição em que isso não é frequente. Cabeça levantada, capacidade de passe, remate de longe, grande jogo de cabeça a defender e a atacar. E, sobretudo, a forma calma como se impunha, sendo respeitado por todos, dentro e fora de campo.
Ainda não tem 50 anos, e corre perigo de vida. E, enquanto benfiquista, quero juntar-me aos muitos benfiquistas que não o esquecem. Que não esquecem os nossos, como nunca esquecerão Robert Enke, Miklos Fehér, Vítor Baptista, José Torres ou Pedro Mantorras (este felizmente vivo, apesar de também perseguido pelo infortúnio). Porque ser sócio e adepto de um clube, sobretudo de um clube centenário, enorme e popular como o Benfica, é ter memória. E gratidão.

É por isso que te digo, Capitão: Obrigado e Boa Sorte.

Easy

Como num passe de mágica, surge o título da notícia : "Governo cria mais 20 mil lugares nas creches".

Acontece que esta fabulosa medida foi conseguida com uma simples decisão: aumentar o número de crianças por sala.

Eu sei bem o gigantesco problema que é a falta de creches. E o impacto que isto tem na vida dos pais. Mas resolver um problema assim não é maneira.

É como se, para resolver o problema da lista de espera nos hospitais, se proibisse as pessoas de adoecer.

O que eu gostava mesmo...

Eu queria ter uma opinião sobre a história dos passes sociais para os pobrezinhos.
A sério.
E então fui à procura. Vi umas notícias, li uns jornais, ouvi um senhor governante a falar.
E fiquei na mesma.
Minto, fiquei mais confuso.
Portanto a coisa é mais ou menos assim:
- ninguém no agregado familiar pode ganhar mais de 540 euros, ou coisa assim
- o passe pretendido tem de ser para utilizar em Lisboa ou no Porto
- em Lisboa o desconto é maior do que no Porto
- fora de Lisboa ou do Porto, não há desconto para ninguém, o que quer dizer que fora desses dois centros urbanos não há pobres ou carenciados
- para ter acesso é preciso apresentar um papel do irs, autenticado pelas Finanças
- só há desconto para alguns passes. Por exemplo, se for só para andar de comboio, ou só de metro, não há, porque os pobres andam nos transportes todos, os outros que só andam num só querem é passear

Junta-se isto ao facto de: a) no Porto já se vendem os novos passes para os desgraçados, mas em Lisboa não; b) no Porto houve uma invasão de pessoas (eles agora chamam os utentes de clientes, porque é mais fashion) mas nenhuma alminha se lembrou de meter lá mais pessoal a atender; c) tanto em Lisboa como no Porto as respostas dos funcionários foram claramente insuficientes.

E ao ouvir a TSF, ouvi falar uma senhora que era directora ou presidente ou coisa assim de uma entidade dedicada à "Gestão do Tarifário do Andante", que é o eléctrico rápido do Porto.
Querem poupar? Que tal começar por extinguir uma entidade dedicada à "Gestão do Tarifário do Andante"? Isso não poderá ser feito, digo eu, por quem gere o próprio do Andante?

Eu queri ter uma opinião sobre os passes. A sério, queria mesmo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Boa Nova

Eu gosto muito do Tom Waits. Já gostei mais, é certo, num altura em que era para mim mais importante um tipo ser original do que ser realmente bom. A verdade é que este gajo. sei-o hoje, é bom e original. Ando a ler uma óptima biografia de Waits, da autoria de Barney Hoskyns, que vai desde os tempos de "Closing Time" de 1973, ao "Orphans", de há poucos anos. Voltei agora de uma semana de férias durante a qual dei um bom avanço no livro, e ao chegar a casa tive que ir revisitar os discos do velho Waits. Os meus preferidos surgem nos anos 80, "One from the heart", "Swrodfishtrombones" e "Frank's Wild Years", mas provavelmente o disco mais conseguido, e que adoro, é o "Mule Variations". Adiante. O mais importante é que Waits se prepara para lançar o primeiro disco de originais em sete ano, chamado "Bad as me". Depois de ter havido uma "fuga" na internet sobre o conteúdo de uma música, Waits fez este vídeo sobre o assunto, mostrando como gostaria de mostrar as suas novas músicas, a sua "surpresa" para todos nós.
Um grande senhor, de volta em forma.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Horóscopo...


Câncer é um signo lixado!

domingo, 14 de agosto de 2011

Nem sempre o senhor marcava penaltis tão facilmente

No longínquo ano de 2010, o critério deste senhor era...digamos...ligeiramente diferente.


Onde é que eu já vi isto?


Pois.

Clueless

Não sei há quanto tempo este Governo está em funções, mas já cansa. A única coisa que os tem safo, na minha opinião, é que o anterior foi tão mau, tão mentiroso, tão criminoso e tão hipócrita que a malta ainda consegue olhar para este e pensar que é melhor.
E é, mas não porque seja bom.
É mau, mas ao pé do anterior eu e uns amigos da bola fazíamos melhor.

O grande problema é a evidente falta de rumo num Governo que prometia exactamente isso: um rumo. Um caminho, que eventualmente haveria de dar numa saída.

O recente caso da TSU e da subida do IVA na energia é paradigmático.
Já estamos na merda, mas o Governo parece insistir num caminho de acabar completamente connosco.
Corta-se a TSU, ou seja, faz-se com que as empresas gastem menos com os seus trabalhadores, à custa do Estado (todos nós). Para compensar esta perda de receita, há que ir buscá-la a qualquer lado. Adivinhem onde? Exacto, ao sítio do costume, aos nossos bolsos, através da subida do IVA.
Isto traz vários problemas. Reduz o nosso rendimento já diminuto; só permite aos patrões tugas comprarem uns carros mais potentes; e as próprias empresas vão vender menos, porque os seus produtos ficam mais caros, devido ao IVA.
Inicialmente, a ideia era reduzir a TSU só para empresas exportadoras, mas agora é para todas. É indiferente, é uma má ideia de qualquer forma. Só 2,5% das nossas empresas exportam. O que quer dizer que as restantes 97,5% vendem cá para dentro. Vendem aos tugas, que já não têm dinheiro para os produtos como estão, muito menos com mais IVA.
E agora, enquanto se diz que é preciso dinamizar as empresas, aumenta-se o seu custo mais relevante, a energia, de onde vem toda a produção.

É por isto que digo que não há rumo. Medidas contraditórias, inconsequentes, mas sempre com o mesmo tipo com os tomates no torno: o Zé Povinho.

Esgoto

Na sexta-feira, todos os jornais traziam uma informação comum: que o Governo, depois de um Conselho de Ministros de 10 horas, ia anunciar medidas de corte da despesa. O DN foi o mais "azarado" de todos, porque espetou a informação em manchete.
Acontece que toda a gente tinha.
E acontece que não foi nada disso que aconteceu, mas o contrário. Toma lá mais impostos, ou seja, "Paga, Zé!", outra vez.
E depois?
Depois nada.
Isto não caiu do céu. Isto foi dito, "passado" aos jornais, obviamente, por alguém do Governo.
Não é fundamental, excepto para os jornalistas, a questão de os jornais e os jornalistas terem sido enganados.
O que é fundamental, e muito grave, é todos os jornais terem enganado os seus leitores. Num sector já afundado no descrédito, é este tipo de coisas que cava o buraco mais fundo.
Diz o código deontológico do jornalista que há apenas um caso em que o jornalista deve revelar as suas fontes: quando estas o enganam e, indirectamente, enganam os leitores.
Já passaram dois dias e ainda não vi um único jornal revelar quem, no Governo, lhe deu a informação que se verificou ser completamente falsa...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Disparates vários

O Homem-Esplanada diz:
atão foram à boca do pedro proença?
MUAAAAAAAAAAAAHAHAHAHHAHAHAHHAHA
Kowalski diz:
pois, mas ainda na percebi
diz que era um nosso adepto
O Homem-Esplanada diz:
é o q dizem os pasquins
Kowalski diz:
é para ver se ganham medo, os cabrões
acho que lhe partiram os dentinhos
até engoliu o apito
agora quando se peida assinala penaltis

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Curta mensagem para os fãs de The National

Ide mamar num ganda nabo.
Com veias.

Inconfessável

Nunca pensei dizer isto...mas até agora simpatizo com o treinador dos tripeiros.

Mandem-me abater, eu sei.

domingo, 7 de agosto de 2011

Lógica

Normalmente, uma empresa ou entidade faz publicidade para combater a concorrência de outras empresas/entidades e para atrair mais clientes.
A Santa Casa da Misericórdia, depois de por vários anos ter patrocinado o Lisboa/Dakar, este ano patrocina um palco do Festival Sudoeste.
Com o nosso dinheiro, que por acaso devia ir para os mais carenciados.
Qual é o objectivo? Impedir os desgraçadinhos de irem pedir assistência à concorrência? Atrair mais desgraçadinhos para os seus serviços?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Naisse

Isto deu-me tanto gozo como uma Taça da Liga.


Nomenklatura

A partir de agora, quando eu escrever "aquele madeirense mongolóide" já não me estou a referir a Alberto João Jardim, mas sim a este indivíduo.
Que por acaso também é Jardim.

O lado errado da Globalização

Leio e vejo as notícias e é-me difícil acreditar.
Enquanto andamos aqui a brincar às troikas, aos BPN's e ao "resgate" à banca, 12 milhões de pessoas estão em risco de morrer à fome na Somália. Pura e simplesmente morrer por não ter nada para morrer. O efeito conjugado da seca extrema com conflitos armados de limpeza étnica, criou uma nova vaga gigantesca de refugiados. A maioria deles tem, para sobreviver, de atravessar um deserto, a pé, até ao campo mais próximo. Que, foda-se, não é nada próximo.
Pais vêem os próprios filhos perder a vida, e têm, muitas vezes, de escolher quais levar e quais deixar para trás. Os que não são fortes o suficiente para aguentar a marcha, ficam onde estão.
Cada tragédia desta é uma tragédia para a Humanidade. Todas juntas são de uma monstruosidade com um peso do tamanho do mundo.
Sim, eu sei, é lá no caralho mais velho. Mas, neste mundo globalizado, isso já não é desculpa. A globalização não pode ser apenas num sentido, de vender produtos e fazer dinheiro em todo o mundo. Não pode ser. Se estamos na aldeia global para o que nos convém, não podemos, pura e simplesmente ficar indiferentes.
Nós, agora, sabemos. Mal merece dois minutos de noticiário, mas sabemos.
Acredito que muita daquela gente, no meio do seu desespero, se interrogue se os ricos do mundo sabem. E que se perguntem: "se sabem, como podem não fazer nada"?

Peço desculpa por "cortar aqui o barato" no Vodka, sobretudo depois das "partes fodengas" (bravo!) do camarada Papousse, que prometem reduzir à irrelevância tudo o resto.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Informação Essencial

Pela primeira vez, rapei-me nas partes fodengas (geografia na qual se instalou uma vigorosa comichão do caralho).

Life Is a Beach

Está a ser noticiado que o BIC vai depositar caução de 10 milhões.
Apesar de caro, não me parece que um caução vá ajudar um país que já está de tanga.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mira, viene ahí lluvia

O Mira Amaral devia verificar o seu boletim de saúde.
Tanto perdigoto e aquela espuminha no canto da boca faz-me desconfiar que se esqueceu do reforço à vacina contra a raiva.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

The Fat of the Land

Estamos efectivamente em recessão.
Ainda ontem a Júlia Pinheiro, no Peso Pesado, fazia alusão ao fim das vacas gordas.

sábado, 30 de julho de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Bullshit

A malta gosta de bater nos políticos, e eu também. Mas, quando pensamos que, neste campeonato, estamos muito mal servidos, basta olharmos para o que se passa nos EUA para percebermos que há pior.
No momento em que escrevo, estamos a quatro dias de podermos assistir a um default soberano dos EUA. Ou seja, os EUA não conseguirem pagar as suas dívidas.
Ponto.
E porquê?
Por causa de uma birra política.
A questão é simples.
Obama quer aumentar o valor legal de endividamento permitido, que está inscrito na Constituição. E quer também aumentar os impostos sobre os ricos, para ajudar na despesa. Os republicanos acham que os democratas, esses perigosos esquerdistas, são uns esbanjadores de dinheiro. Querem menos Estado, porque estão convencidos de que a assistência prestada por este só serve para desincentivar as pessoas de lutarem para melhorar as suas condições de vida. Por outras palavras, não se pode tirar dinheiro aos ricos para dar aos pobres, porque os ricos são ricos porque se esforçaram por isso, e os pobres são pobres porque não se esforçaram. O american dream na sua essência.
Sem o acordo dos republicanos, não é possível alterar a lei. Sem alterar a lei (o que foi feito mais de 100 vezes no século XX) os EUA não podem emitir mais dívida. Se não emitirem mais dívida, não conseguem dinheiro para pagar os gastos do Estado ou a dívida que vence e que terá de ser paga.
Com uma agravante. O maior credor dos EUA são a China. Falhar o pagamento à China seria não apenas uma humilhação económica dos EUA: seria dar aos chineses um imenso poder sobre os EUA, no limite equivalente ao que a troika tem hoje em dia sobre a Grécia.
Caso haja um default, há analistas que acreditam que o seu efeito psicológico sobre os mercados seria mais devastador do que a falência da Lehman Brothers, da Grécia, de Portugal, da Irlanda, da GM, da AIG. Só que tudo junto, no mesmo dia.
Perante isto, por que raio os republicanos estão tão intransigentes?
Simples: porque estão nas mãos dos energúmenos do Tea Party, uma facção ultra-radical de extrema-direita que tomou de assalto o partido republicano. Não são maioritários dentro do partido, mas são tão populistas e tão extremos que fazem todos os outros parecerem esquerdistas. No partido republicano, Obama é visto como o demónio, e ninguém quer ser visto como brando ou colaboracionista para com ele. Por isso, na prática, o Tea Party manda no partido. Sendo que os tipos mais inteligentes e moderados do Tea Party fazem a Sarah Palin parecer uma senhora ponderada e inteligente.
Os EUA têm dinheiro em cash para pagar despesas até terça-feira. Depois disso, ninguém sabe. E perante este panorama de possível cataclismo financeiro - do qual incompreensivelmente as televisões não falam, talvez porque não o percebem - o que fazem os políticos? Bluff e brincadeirinhas de criança.

Resta-me só fazer uma pergunta.
Nós somos lixo, mas não falhámos qualquer pagamento.
Os EUA podem entrar em default já na terça-feira, o que já foi admitido publicamente, e com cada vez mais desespero pelo próprio presidente Obama.
Como tal, como raio pode este país ter, neste momento, um rating de AAA, o máximo possível?

PS - nos EUA, os republicanos e a Fox News aboliram a expressão ricos. Não se pode dizer "impostos sobre os ricos", mas sim "impostos sobre os criadores de emprego". A perversidade da semântica.

Saúda-se a transparência

É de esperar indignação?

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Acorda o Ortográfico!

Custaria muito aos jornalistas passarem os seus textos por um corrector primeiro?
Ainda agora li no Público que a "Sónia Brazão é arguida", em vez de "ardida".

Lacoste, Unconventional Chic

Cinza Pálido

Anders Breivik diz contar com apoio de “duas células”.
Uma em cada hemisfério cerebral.

Sobre Oferta e Procura e as Regras do Mercado

Na sequência da morte de Amy, a procura pelos seus álbuns subiu 300% em Portugal.
Paralelamente, a procura por heroína desceu 300% no Reino Unido.

Get on your dancing shoes

Cada um tem o que merece

James Blunt é cabeça de cartaz da Expofacic, em Cantanhede.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Quimi Gal 2

Autoridades britânicas desencorajaram a cremação de Amy Winehouse.
O centro de incineração de drogas ilícitas não tinha vaga para esta semana.

Quimi Gal

Anders Breivik, que tencionava atacar infraestruturas importantes na Europa, terá estado por trás da morte de Amy Winehouse. "Era o centro nevrálgico da indústria quimíca britânica", disse.

domingo, 24 de julho de 2011

A Amy chegou primeiro


              
                                                         "You lose, Mr. Doherty!".

Morreu a Amy Winehouse...

...ou, como é conhecida na Amadora, a "Angélico da Inglaterra".

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Grow the fuck up

Ontem à tarde, estava eu na Fnac, quando vi uma coisa que me chocou.
Um bocadito ao lado de onde eu estava, na tenebrosa secção de livros "do Fantástico", estava uma jovem gótica, ou emo, ou uma coisa assim. Tinha ar dos seus 20 e poucos anos, o que já não é idade, francamente, para se ser gótico. Era moça para ter uns 80 kilinhos; toda vestida de preto e com ar de quem ou não tomava banho há uma semana ou então toma mas os banhos não fazem efeito; mas o pormenor que me partiu todo foi a sua malinha, a tiracolo: um pequenino caixão de veludo, com uma cruz de vinil brilhante.
Sim, eu sei. É o tipo de feiosa que, como não conseguia arranjar um gajo nem se Satã viesse à Terra, se arma em gótica para fingir que aquilo é tudo de propósito. Tipo "eu não sou feia, eu opto por ter este estilo porque não ligo a essas coisas superficiais".
Xavala, não é verdade. Tu és feia. És um mostrengo. Mas até os mostrengos se safam, com um bocadito de paciência. Agora, não tomar banho e andar com um caixãozito a tiracolo, cheio de chaves (de casa dos pais, claro), telemóvel e pensos higiénicos...enfim, não acho que te ajude a tirar as teias de aranha daí de onde tu sabes.

PS - aproveito para relançar a pergunta: aqui há 15 dias, ali na avenida de Roma, vi o maior ajuntamento de freaks desde o concerto dos Tokio Hotel. Emos, góticos e uma data de badochas vestidas de personagens manga. Alguém sabe que raio era aquilo?...

A culpa é como a Elsa Raposo, vai morrer sempre solteira

Há quatro anos, um professor chamado Fernando Charrua, foi afastado das suas funções na Direcção Regional da Educação do Norte (creio que há aqui uma contradição, mas enfim). Isto por ter feito "comentários jocosos" à figura do então primeiro-ministro, o saudoso e sinistro José Sócrates, que agora estuda filosofia em Paris apesar de, perante o Tribunal Constitucional, não ter dinheiro para mandar cantar um cego.
Acontece que só agora, quatro anos depois, houve uma decisão judicial. Um tribunal do Porto considerou que ele foi ilegalmente afastado do seu cargo, embora não tenha dado como provado que ele foi afastado por esses "comentários jocosos". Quem o afastou foi a própria directora da DREN, socratista e xuxalista convicta, muito contente por ter prestado tal estalinista serviço ao seu ídolo fascistóide.
E o que diz o tribunal? Que não ficou provado que ele ficou afastado pelos tais comentários, apenas que foi afastado sem justificação legal para tal. A consequência? O Estado foi condenado a pagar-lhe 12 mil euros por danos morais. O Estado, ou seja, todos nós. Já a senhora que tomou a decisão não tem de pagar nada, e continua alegremente a exercer as suas funções.
Enquanto não houver uma responsabilização pessoal de quem toma este tipo de decisões em nome do Estado, não saímos disto. A senhora vai pagar, enquanto contribuinte, exactamente o mesmo que eu, ainda que a nossa responsabilidade no caso seja, digamos....bastante distinta. 

Stand By

O blog recomeça dentro de momentos.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

Mais uma razão pela qual é o melhor de sempre

Maradona: «Somos muito injustos com Messi»


No «pior momento» da sua vida, Diego pediu que lhe ligassem para defender o 10 e critica Batista

Diego Maradona fartou-se das críticas a Lionel Messi. Pediu a um jornalista para lhe ligar e falou da selecção argentina. Claro, criticou Batista.
«Pedi para que me telefonassem porque, no momento mais triste da minha vida (a mãe está muito mal de saúde), quero defender Messi», disse o antigo seleccionador. «Quero fazê-lo porque joga sempre bem, porque sente a camisola da Argentina», argumentou Maradona. «Quando vou à clínica ver a minha velhota não posso crer no que dizem todos esses ignorantes que falam pelo rádio e matam-no», acrescentou.
«Messi vai dar tudo em qualquer momento, sem nenhum problema, e digo-o porque o conheço», prosseguiu El Diego. «Falei com ele esta semana e pedi-lhe tranquilidade, também foi difícil a Maradona jogar com Russo, Giusti e Gallego juntos, portanto, não coloquemos a culpa em Messi, porque temos o melhor do mundo, um miúdo excepcional», sublinhou o próprio Maradona.
De acordo com o jornalista do Olé, Maradona continuou num monólogo: «Não podemos ser assim. Se ganha a Champions é o melhor de todos os tempos; mas, se a Argentina não ganha dois jogos é logo por culpa dele. A selecção não ataca em nenhum momento e metemos a culpa nele. Peço que tenham confiança em Messi, que tenham fé!»
De novo, o jornalista apenas nos relata o estado de Maradona: está a chorar do outro lado do telefone, com a mãe à beira da morte. «Está nas mãos de Deus», disse el pibe, para depois voltar ao assunto Messi: «Posso ter problemas com algumas pessoas, mas quando falo com os argentinos, digo sempre a verdade.»
Maradona recordou o próprio passado para defender Messi: «Antes do Mundial de 86 também tive jogos maus, era um desastre, criticado por 80 por cento dos jornalistas. E depois do Mundial não havia um que não me pedisse uma palavra.»

A «crueldade estúpida» de Batista
Nas palavras de Maradona também há críticas, dirigidas a Sergio Batista, o seu sucessor na selecção. «Messi tem de falar directamente com o treinador e dizer-lhe para colocar alguém que o entenda, com quem possa tabelar para ferir o adversário», considerou D10s. «Se ele vai fazer isso? Não, porque gosta da camisola argentina e, por isso, vai ficar quieto, porque eu vi-o no balneário depois dos 4-0 com a Alemanha (Mundial-2010) e era o que mais chorava, quero contar isso a todos os argentinos, porque estes que agora vão para a televisão, e que falavam de intrusos, agora querem falar de futebol e não sabem nada», declarou Maradona, num monólogo sem fim.
Depois, a crítica directa à táctica da selecção: «Se pões três médios-defensivos para que o melhor do mundo nos salve limpando sete jogadores, joga com quatro tipos e pronto, põe Romero (guarda-redes) e os quatro de trás», apontou, como a dizer, se a táctica é essa, joguem apenas com a defesa e dêem a bola a Messi.
Questionado sobre quem devia acompanhar Messi, Maradona respondeu que não vai «fazer a equipa de Batista e muito enos cumprimenta-lo». Depois, frisou que o técnico tem uma «crueldade estúpida com Pastore», o qual, parece a Diego «faria grande parceria com Messi».
Maradona prossegue a análise, recordado de que nas eliminatórias do Mundial-2010, Messi também não esteve bem: «Passa mais pela nossa equipa que pelo adversário, a equipa não o faz jogar mal, mas não lhe dá opções, por exemplo, eu ria-me muito quando diziam que tínhamos de jogar como o Barcelona, mas nós temos de jogar é como a Argentina, até porque não temos Xavi, Piqué, Iniesta.»
Por fim, uma pergunta sobre Tevez e Aguero, se falou com eles. «Com Carlitos não falo há muito tempo, mas vejo-o um pouco lento, e com o Kun estive com ele na folga dele, mas jamais sugeriria a Batista que o colocasse», disse, acerca do genro.

terça-feira, 5 de julho de 2011

MSN is my life

O Homem-Esplanada diz:

'dias sô doutor
larguei uma micro-posta no vodka

Kowalski diz:
óptima notícia
vou lá daqui a pouco, qdo passar um pouco o cheiro

O Homem-Esplanada diz:
ahahahaha

Expressões Caídas em Desuso...


"Cara-de-Cú à Paisana"

domingo, 3 de julho de 2011

O programa do Governo

Por motivos profissionais, eu li o programa do Governo.
São cento e tal páginas, num estilo desigual que denota ter sido escrito a muitas mãos. Entre o técnico, o vago, o pueril, o pomposo, o falso humilde e o motivador, sobra alguma coisa importante, que me fez reflectir.
É um verdadeiro programa de Direita, mas mais no sentido liberal do que no sentido conservador. Tal como costuma fazer a Direita, praticamente não tem ideologia, embora as medidas venham carregadas dela. Visível, há apenas um ponto: o "visto família". Diz lá que este Governo terá um ponto prévio, um pressuposto que será aplicado a tudo: nenhuma medida será aprovada em Conselho de Ministros se não receber o tal de "visto família". O que quer dizer que todas as medidas serão avaliadas tendo em atenção o impacto sobre as famílias. Creio que a história do corte de subsídio de Natal terá passado, obviamente, no teste do "visto família".
Privatizações em barda, etc, tudo aquilo que já se sabia. Aliás, este é um mérito do programa. Traz aquilo que Passos Coelho e Paulo Portas haviam prometido/ameaçado.
Saúde e educação, incentivando a iniciativa privada. O que não diz lá é que este incentivo é à custa do serviço público, mas é inevitável, são as duas faces da mesma moeda.
A cereja em cima do bolo é a história dos subsídios de rendimento mínimo e afins. Pretendem substituir o dinheiro pago por "alimentos, vestuário e medicamentos". Mais uma vez, parte-se do princípio errado. De que todos os beneficiários são malandros que não querem trabalhar. De uma vez por todas, há uma coisa que tem de ser feita: chama-se fiscalização, e existe em países civilizados e até nalguns mais pobres que nós. Este conceito revolucionário, afinal, é simples. É fiscalizar se quem recebe o merece. Se não merecer, corta-se. Esta fiscalização é função do Estado, que seria o principal beneficiário dessa tarefa. Estado que, mais uma vez, prefere demitir-se dessa função, e cortar tudo à bruta, apanhando bons e maus. E mais, é o regresso ao conceito da caridadezinha. De que os pobres merecem sopa, dada por um bom samaritano que tem um bom carro; mas não tem direito a vinho, ou a cigarros, ou a qualquer outra coisa que o ricaço não aprova.
Por todo o programa, a velha ideologia de Reagan. Há que criar riqueza através do mercado, da liberalização total de tudo o que for possível. Essa riqueza, naturalmente, chega primeiro aos ricos, aos detentores do capital e dos meios de produção. E, a prazo, irá pingando para baixo. Acontece que, entretanto, vamos esmagar ainda mais os pobres e a classe média, reforçando os meios dos ricos. Mesmo que acreditasse que este modelo funciona, e tenho sérias dúvidas, tenho ainda mais dúvidas de que tenhamos o tempo para esperar que a riqueza "pingue".
É, sim, um verdadeiro e completo programa de Direita. Que me deixaria muito preocupado se fosse mesmo todo cumprido. A ver vamos.

Mas isto leva-me ao ponto a que queria chegar.
Tenho ouvido muita gente dizer que a Esquerda falhou, portanto agora é a vez da Direita tentar.
Com uma diferença: a Direita não tenta. A Direita faz.
E com outro pormenor: a Esquerda nem sequer tenta, porque a "Esquerda" que esteve no poder nunca quis ser de "Esquerda".
Sócrates e o seu séquito tiveram preocupações bastante simples: controlo mediático; conquista e manutenção de poder, a qualquer custo; dinheiro para si e para os seus amigos, muitos deles do "mercado"; desmantelamento progressivo do Estado Social por razões economicistas, mas de forma escondida por razões eleitorais.
Tirando as questões dos "costumes" (aborto, casamento gay, etc), nada de Esquerda se viu que não tenha servido algum dos outros objectivos que descrevi anteriormente. Um bom exemplo foi a utilização da golden share na PT, supostamente uma coisa de Esquerda, o Estado a usar o seu poder contra o mercado, neste caso, a Telefonica. Mas bastou esta subir o preço, enchendo ainda mais os bolsos de "pobrezinhos" como o BES, para a golden share ir pela janela.

E esta é a questão: o falhanço absoluto do PS de Sócrates abriu uma passadeira vermelha para a Direita, porque deixou na mente das pessoas a imagem de um falhanço absoluto da Esquerda. Quando, na verdade, nada teve de Esquerda. E esse é o pior pecado de Sócrates. Ao ter verdadeiro nojo de verdadeiras políticas de Esquerda (que não usam Armanis e falam com a boca cheia) mas sempre insistindo publicamente (e enganando muita gente) que fazia uma política de Esquerda, deu o poder à direita, por 8 anos. Estes são os factos. Aconteceu o mesmo com o palhaço irresponsável do Blair e a sua filha da puta Terceira Via.
Acontece que, tendo vergonha de ser de Esquerda mas encher a boca com a Esquerda, dá nisto. O poder à Direita.

Sei que muitos xuxas dizem, tecnicamente com razão, que o Bloco e o PC ajudaram a Direita a chegar ao poder. Mas a verdade é outra. É esta.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Latosa

A propósito do presente ontem recebido, recordemos estas sábias palavras (e o seu contexto):

"E é no quadro dessa lei que está em vigor que os agentes económicos, as empresas, os cidadãos tomam as suas decisões. E não pode deixar de ser assim, sob pena de deixarmos de viver num Estado de direito."

Está dito, está dito.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Angélico só A1

Que a morte do Angélico sirva de exemplo: Miúdos, usem sempre cinto.
Essa moda das calças descaídas é ridícula.

terça-feira, 28 de junho de 2011

to hell and back

K diz:
eh pá, fiz uma piada mesmo mázinha no vodka sobre o angélico

NRV diz:
já comentei

K diz:
eu vou para o inferno, né?

NRV diz:
e não vamos todods
ao menos temos companhia

K diz:
e depois desta o meu inferno vai ser fodido, com músicas dos DZRT em altos berros a toda a hora

NRV diz:
e sessões de maratona da morangomania

K diz:
pois.
espero qe ao menos estejam lá as mamas da rita pereira

Obviamente

Eu diria que a morte cerebral do Angélico deixou de ser notícia praí há uns cinco anos.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Eu Acredito na Sociedade Civil

Mas só se ela me oferecer um bilhete para isto:

E transporte.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Astronauta da NASA





Bastard, teríamos ficado infinitamente mais mal servidos com o aluado do Nobre.

Esgoto a céu aberto

Hoje, dia da tomada de posse do "Governo mais importante dos últimos 20 anos", as televisões estiveram 'on fire'.
Depois da orgia de directos disparatados das últimas semanas, hoje atingimos o zénite da idiotice.
Entre os directos "estamos à porta" sem nada para dizer a não ser encher chouriços com banalidades e idiotices, tivemos alguns episódios de antologia.
O grande destaque ao facto de Mota Soares ter chegado de mota, e não de Soares. Tchiii, foi um fartote de comentários, highlights nos noticiários. O facto de a caneta pipi deste senhor ter falhado, outro grande acontecimento da história da vida política portuguesa.
O inenarrável e obviamente dopado Bernardo Ferrão, da SIC, perguntando à Teresa Caeiro por que razão tinha escolhido um casaco cor de salmão, como se estivesse a reportar da passadeira dos óscares. O mesmo Ferrão que saudou Assunção Cristas, à saída do carro, recordando aos espectadores que ela anda com um problema numa perna e disparou, todo lampeiro "então, sente-se melhor?".
Decidiram, por alguma razão, que era muito importante falar com o marido da mesma Assunção Cristas. Qual a pergunta? Se estava orgulhoso, primeiro, na eventualidade de ele dizer que não. E, logo de seguida, de rajada, se estava preparado para ter mais trabalho em casa.
Genial e, como tudo até aqui, extremamente relevante.
Depois, uma responsável política falava ao telemóvel com a empregada, combinando as compras e o jantar, e os jornalistas ali, de gravador e microfone em riste, tendo mesmo uma televisão o desplante de legendar a conversa para os seus mentecaptos espectadores ficarem bem informados. Creio que o jantar dessa noite seria, curiosamente, salmão.

A Teggy, quando questionada sobre o casaco salmão, obviamente, mandou-o cagar, ainda que educadamente. É pena que não haja mais gente a fazer o mesmo. A dizer, apenas: "mas você ouve-se a si próprio? Você pensou no que acaba de perguntar?".

Isto começou devagarinho, há uns anos. Depois apareceram uns rapazotes que, na ânsia de se destacarem perante os seus idiotas chefes, foram carregando no disparate. No "colorido", como se diz na gíria dos tempos modernos do jornalismo televisivo português. Mas, tal como o Big Brother e o Big Show Sic foram perniciosos não apenas pelo programa em si mas pela caixa de pandora que abriram, o nível foi descendo. Toda a gente foi alinhando por baixo. De repente, vemos o Castelo Branco no meio da selva e já não choca. Vemos os repoterzecos em cima da "mota da sic", espetando estupidamente o microfone no vidro obviamente fechado do vencedor das eleições, e não choca a parvoíce de tudo aquilo. Tanto dinheiro gasto em directos, tanta energia desperdiçada em chegar lá bem à frente para fazer a pergunta, para depois fazer só perguntas de merda. O que interessa é estar, perguntar, ter o protagonismo. A substância fica por terra, e nós, lentamente testemunhas deste descer da fasquia, nem nos apercebemos. O Jornal de Notícias foi ao cúmulo de entrevistar as tias-avós, ou que raio eram, do novo ministro das Finanças.
Like I give a fuck...

O jornalismo político português, sobretudo o televisivo, é um esgoto a céu aberto. Um paraíso de vacuidade e fait-divers. Não há quem se aperceba e finalmente tente reverter este processo de escandalosa decadência?

Nós, os espectadores, temos o poder do Onofre, como dizia o Zé Mário Branco. O poder de desligar o canal, com o botão On/Off.

Façamo-lo, pela nossa saúde mental.

PS - Ah, é verdade, no meio de todos estes grandes acontecimentos, duas notas de rodapé. Foi eleita a primeira mulher presidenta do Parlamento e o novo Governo tomou posse.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Motivos para reflectir

E hoje, primeiro dia da nova legislatura, foi o dia de Fernando Nobre.

Será? Não será? Não foi.

Gostei muito de ver os deputados, entre as votações, andando descontraidamente pelo hemiciclo, na galhofa. Parecia o primeiro dia de escola, no qual houve ameaça de bomba e portanto não houve aulas. Nesta conjuntura, perdermos o primeiro dia da legislatura neste absurdo ritual medieval é, simbolicamente, um péssimo presságio.
E quanto a Nobre?
É muito difícil, hoje em dia, encontrar alguém com simpatia pelo tipo. Eu próprio, que votei nele para as presidenciais, nunca morri de amores por ele. E, obviamente, desde que se juntou ao Passos, tudo piorou.
Mas, ainda assim, a pergunta que, creio, devemos fazer a nós próprios é: preferimos o Guilherme Silva? O Mota Amaral? O inefável Jaime Gama? Qualquer uma destas ou de muitas outras mofentas e flatulentas personagens?
Pela minha parte, não.

Eu sei que o tipo é maluco, eventualmente no sentido clínico do termo. Eu sei que já foi de tudo sem ser de nada. Sei que cai mal a cena de "só vou se for para mandar naquilo". Eu sei isso tudo.
Uns justificam-no com o facto de não ser um tipo de consensos, capaz de unir os partidos. Talvez. Mas a verdade é que apoiou o Bloco há uns anos, depois foi candidato presidencial numa espécie de esquerda pardacenta e agora foi cabeça de lista do PSD. Sei que não era bem isso que se queria, mas isto é um tipo de abrangência. Não a que se esperaria, mas ao menos ninguém pode dizer que é um tipo de um partido, e que alienou os outros. Não é o cabrão do Lello ou do Santos Silva. Se calhar alienou foi toda a gente, um partido de cada vez...

Sei que a escolha de Passos foi maquiavélica. Queria votos e achava que se ia safar com Nobre. Não ganhou grande coisa com isso.
Mas, apesar das motivações, acho que seria simbolicamente importante que Nobre - ou qualquer pessoa com o mesmo perfil cívico e apartidário - fosse eleito para um lugar de destaque no Parlamento.
Porque os ventos são de mudança, e é errado e perigoso pensarmos que isso só é significativo ou verdadeiro nos votos portugueses dados à Direita. Não. Grécia, Espanha e, também, Portugal, mostram que temos de encontrar novas formas de fazer as coisas. As ruas não têm sempre razão, mas têm um significado, que seria desastroso ignorar.

E o que teve Nobre? Uma humilhação em pleno Parlamento. O tipo de fora, o outsider, o penetra, torturado, humilhado e alvo de um bullying cobarde e anónimo pelos "senhores deputados". Os de sempre. Os velhos e os novos, que querem desesperadamente e o mais rápido possível parecer-se com os velhos, para efeitos de "credibilidade", que eles confundem com "responsabilidade".

Nobre, simbolicamente, era a sociedade civil a meter o pé na porta do que é a coutada dos partidos. E estes, cruelmente, bateram-lhe com a porta na cara. "Não és daqui, não pertences aqui, não és um dos nossos". E um tipo que não é "um dos nossos" nunca poderia "mandar em nós". Que era o que eu gostaria de ver.

As análises políticas do dia (de onde raio saíram de repente tantos politólogos?!) estão todas, como esperado, no superficial. Todos salientam, salivando contentes de banalidades, que esta foi "a primeira derrota do Governo de Passos Coelho". Mas isto, na verdade, não passa de uma análise de fait-diver que não será sequer um rodapé na história política deste país.

Mais importante que tudo isso, e não vejo ninguém dizê-lo, é o que isto diz acerca do nosso sistema. É a primeira vez, desde o 25 de Abril, que o candidato proposto pelo partido mais votado é chumbado. Vão dizer-me que todos, mas todos, eram melhores e mais merecedores do que Fernando Nobre?
Não acredito.

Acontece que todos, uns mais e outros menos, eram parte do caldo cultural dos partidos e, mais esquema menos concessão, todos acabaram por ser aprovados.
Nobre foi castigado por se ter atrevido.
É nisto que, creio, devemos reflectir.