terça-feira, 26 de janeiro de 2010
A minha amiga especial
Conheci a minha melhor amiga muito antes da minha mulher. Continuo a gostar muito dela e a minha mulher parece não se importar muito com isso. Ela sabe que a minha amiga é quase como uma segunda sombra para mim, alguém que sempre me acompanhou nos bons e nos maus momentos. A minha amiga nunca me desiludiu. Nunca me julga nem me faz perguntas. Simplesmente, vai partilhando a vida comigo, crescendo comigo, tropeçando comigo. A minha amiga é uma eterna caixa de surpresas- por mais que eu pense conhecê-la, ela revela-me sempre novas facetas até aí desconhecidas. A minha amiga é um bocado bipolar: consegue oscilar da mais profunda euforia à mais intensa depressão. E as suas emoções são contagiosas como vírus. A minha amiga é de uma versatilidade incrível, conseguindo ser elegante e rude, suave e intensa, divertida e amarga, sensual e desajeitada, simples e pretensiosa, sossegada e urgente, doce e zangada. A minha amiga é especial. E quando a música é a tua amiga especial (como na velha canção que obcecou a minha adolescência), tu nunca estás verdadeiramente só.
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8 comentários:
Man, não é que te queira estragar a cena, mas essa tua amiga anda com todos.
É a coisa mais linda que há, meu amigo. Mesmo que um dia me tenhas oferecido um album de Mars Volta (e eu retribui com Serge Gainsbourg, para veres que não sou um tipo rancoroso).
Para um gajo que nunca conseguiu reconhecer o génio de uns Jesus & Mary Chain, é de facto um enorme despedício oferecer bons discos.
Esses e os My Bloody Valentine era metê-los num contentor e Tejo com eles.
Father, forgive him, because he doesn't know what is saying.
TEJO COM ELES!
Deves ser também gajo para quando mijas nas igrejas não teres os Beach House no i-pod.
Já não mijo nas portas das igrejas há uns 10 anos. E nessa altura esses secantes ainda não existiam.
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