segunda-feira, 15 de março de 2010

Orangina

No último fim de semana, todo o PSD se juntou ao já tradicional passeio dos tristes, e decidiu ir até Mafra.
Ao contrário do resto das pessoas, que passa quatro horas no trânsito por um objectivo - comprar queijadas de sintra - o PSD fez o mesmo penoso percurso, sem qualquer objectivo.
Fui espreitando na televisão, e aquilo, na minha opinião, devia ter bolinha. Tudo devido ao Ricardo Costa, o comentador de serviço da SIC e viciado em congressos. A sério, nunca tinha visto um monhé ter orgasmos consecutivos ao longo de um dia inteiro. E eu já vi muito, muito porno.

Quanto ao congresso em si, teve uma utilidade. Serviu para enterrar o ciclo Ferreira Leite. Acredito que a velhota foi das políticas mais injustiçadas da última década. O problema dela foi exactamente esse, não ser política. E avisar as pessoas do que aí vinha (já cá estava, de facto), apontar o dedo ao Socras e sugerir medidas difíceis para resolver a situação. Como é óbvio, pagou cara a desfaçatez de tratar os eleitores como adultos.

Quanto aos candidatos, são fraquíssimos. Atenção, em termos políticos há lá dois que são meninos para correr com o Socras - Passos Coelho e Rangel - mas são fraquíssimos em termos de respostas que tenham para dar aos problemas do país. Já o Aguiar Branco não ganharia sequer o concurso para modelo do ano para o Vidal Sassoon sénior (obviamente que o título ia para o Bettencourt).

Por último, aquilo que sobrou para a comunicação social. Naturalmente, agarraram na lei da rolha. Para quem não sabe, é uma regra que diz que a malta do partido não pode discordar nem criticar a direcção até 60 dias antes de eleições. Claro que o PS - que anda há anos a ignorar a realidade e a fugir às questões - decidiu botar faladura sobre o assunto. É claro que o PS critica, porque no PS não é preciso nada disso. É um partido unipessoal, é Sócrates e nada mais, e isso vai ser a sua perdição.
Também achei engraçado o Ruben de Carvalho fazer piadolas acerca do assunto, já que a pluralidade de opiniões é algo tradicionalmente muito acarinhado no PC.

De qualquer forma, uma coisa ficou clara para mim. Daqueles três, dois podem vir a ser primeiro-ministro. E esses dois, mais o Socras, é a escolha que será, mais tarde ou mais cedo, colocada aos portugueses.

Tudo na mesma, portanto.

2 comentários:

Fairy Star disse...

Passos Coelho seria a melhor escolha não?
É pena a repartição do Partido... Não estão todos a lutar pelas mesmas convicções?

professor x disse...

A lei da rolha é uma coisa linda, um belo exemplo de democracía e liberdade de expressão e de escolha. Creio que será o Passos Coelho o último a rir, talvez o Rui Rio para cortar a eito fosse menos mal, mas muito, muito provavelmente, "tudo na mesma, portanto".