sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005

U2
Nestes dias, milhares de portugueses têm sido tratados como gado para ir a um concerto daqui a seis meses e pagando, no mínimo, 10 contos.

Para estes, deixo-lhes aqui uma palavra: OTÁRIOS!
Fight Diver de fim de semana
A partir de 1 de Março, as vacas suíças estarão proibidas de consumir cannabis, para além do que também vai acontecer com os cidadãos propriamente ditos. Parece que há lá umas pastagens valentes e apareceram vestígios de THC no leitinho de algumas milkas, por isso toca a proibir.
É caso para dizer: meus amigos, deixem jogar o Mantorras!...
Já reparou........
....que o Nuno da Câmara Pereira será deputado na nova legislatura? E que, para além desta besta quadrada, o PSD garantiu mais um lugar aos monárquicos e dois ao Partido da Terra?
Alto preço a pagar por um chavão, para provar que o PPD/PSD fazia parte de uma "plataforma política que abrange a sociedade civil", ao estilo da coligação militar de Bush, que de alargada não tinha nada.
Já se fala, inclusivamente, de que o PPM poderá criar o seu grupo parlamentar, ao estilo d' Os Verdes, o que faria tanto sentido como o Trapatoni ir tirar o Cartão Jovem.
Ganda Santana. Obrigado por tudo e volta sempre.
Prémio Melão da Semana
Vai para o estratosférico José Mourinho, que levou um banho de bola em Barcelona e voltou a demonstrar o seu grande fair-play, ao acusar (sem grande convicção, diga-se de passagem) o treinador do Barça de pressionar o árbitro.
Depois do episódio com a camisola do Rui Jorge, em que pediu a Pinto da Costa para o deixar sair de Portugal, parece que também a Europa é demasiado mesquinha para o genial português.
O mal habituado
António Vitorino já avisou. O Governo não vai ser feito na comunicação social, e acrescentou: "Habituem-se!".
Começa mal, o Xôr Vitorino. Quanto à sua afirmação, nada de errado, o estranho seria o contrário.
Já o tom arrogante com que o disse e o momento escolhido- a noite da vitória e em pleno festejo da primeira maioria absoluta do PS- são de uma grande falta de oportunidade.
Vitorino faz-me lembrar um daqueles emigras pato-bravo, que vão para o estrangeiro, fazem fortuna e voltam para a terrinha ao volante de um mercedes amarelo a mandar ares de superioridade.
Para quem já foi falado para tudo, e acabou por ser uma figura de bastidores no PS, Vitorino arrisca-se a ser o José Dominguez do PS, "passando ao lado de uma grande carreira".

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005

O reforço que faltava
Luis Filipe Menezes, o laranja que nunca ganhará nem à moeda a sul do Mondego, quer ser líder da nação(zinha) laranja.
Ele, o Manuel Cajuda da política portuguesa, que está sempre a meter-se em bicos de pés a ver se alguém se lembra dele para treinar uma equipa grande (a gente até se lembra, só que ele é mesmo uma merda).
Quando ouvi dizer que Luis Filipe Menezes se ia candidatar à liderança do PSD, lembrei-me de muitas coisas.
Lembrei-me da sua já histórica falta de coluna vertebral, lambendo os tomates a qualquer líder à espera de lhe dar a facada nas costas.
Lembrei-me do seu oportunismo básico ao tentar colar-se ao FCP por interesses pessoais.
Enfim, lembrei-me da sua completa falta de carácter, tão grande que até consegue sobressair no meio do laranjal.
E depois lembrei-me da sua bela frase, num dos últimos comícios de Santana, no Porto: "Aqui será o início do Tsunami laranja!".
E aí lembrei-me que um gajo com tamanha falta de gosto e de escrúpulos seria um grande contribuinte para o nosso blog.

Luis, man, o convite tá feito. Aqui é de tsunamis para cima, carago!
O Polvo

Eles andem . Eles andem mesmo .
Lost In Translation

Legendagem da noite: Saint Francis Shelter passa a São Francisco Xavier.
(série Crossing Jordan, RTP1)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2005

Long live the king
Hunter S. Thompson, ou como eu gosto de lhe chamar, "o máiór", suicidou-se ontem, na sua casa nas montanhas do Colorado.
Thompson, de 67 anos, matou-se com um tiro na cabeça, pondo um triste fim a uma vida de escrita, drogas, curte, alcool e uma crítica social que não encontra paralelo.
Descobri os seus escritos há uns anos, quando um antigo namorado da minha irmã, na altura preso, me enviou um dos seus livros quando descobriu que eu tinha começado a escrever.
Era uma grande colectânea de cartas, chamada "Proud Highway", e é uma das mais deliciosas coisas que já li.
Fiquei agarrado, e fui comprando lá fora os livros que não existem cá dentro, consumindo quase tudo o que consegui encontrar. Descobri então a vida deste homem, jornalista por acidente, escritor e alcoólico por militância, rebelde e genial por natureza.
Foi o inventor do que chamou de "Gonzo Journalism", um estilo muito próprio que colocava o jornalista no lugar central, como protagonista, cagando de alto para a pseudo-objectividade desse ofício.
As suas crónicas sobre a campanha presidencial norte-americana de 72, salpicadas pelas suas ressacas e por inúmeros esquemas para arranjar as drogas mais estranhas, são um marco na história da cobertura política por jornalistas.
Sempre foi um marado, "bigger than life", e agora matou-se.
Hoje beberei um copo por ele.
Recomendo qualquer livro dele, mas especialmente "Proud Highway: the fear and loathing letters vol.1" e "Fear and Loathing in Las Vegas", disponível em Portugal.
Long live the gonzo king.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005

Absolut

PS – Vencedor sem esforço. Sem programa. Sem brilho. Com muitos, muitos votos. Sem uma menção à palavra esquerda nos vários discursos do líder triunfante.

Sentimento dominante: “Consegui”
Dúvida pungente: E agora?
Desafio emergente: Formar governo. Começar a revelar uma ou outra medida... Era capaz de não ser má ideia.


PSD – Santana Lopes é, sem dúvida, um lutador, mas correu rodeado de realidade. A sua. Só podia perder.

Sentimento dominante: Cagandatareia!
Dúvida pungente: O Prof. Cavaco avança ou não avança?
Desafio emergente: Varrer o Santana.


CDU- Jerónimo de Sousa transformou em votos dez dias de boa imprensa. Tem grande mérito pessoal. Pena que (grande parte d)essa boa imprensa insistisse exclusivamente na humanidade e autenticidade do candidato, desvalorizando o mérito e a consistência do programa eleitoral.

Sentimento dominante: Estamos satisfeitos, mas o governo do PS que não durma.
Dúvida pungente: Há quantos anos não crescíamos?
Desafio emergente: Manter o élan do Jerónimo e evidenciar a qualidade dos novos deputados.


BE – Pula de três para oito deputados (e só por azar não consegue mais dois ou três) e concretiza o seu grande objectivo: o aumento significativo de mandatos. Indo contra muitas sondagens, mantém-se como quinta força, mas é a aquela que mais cresce em termos relativos.

Sentimento dominante: Somos bons.
Dúvida pungente: Será sempre a subir?
Desafio emergente: Manter, agora com mais peso institucional, o registo anti-sistema.


CDS – Adivinhava-se a queda. Mais um guerreiro derrotado pela realidade, agora e a cores. Portas deu muito ao partido, pouco ao país. Acaba engolido na esquizofrenia do Ministro Portas e do Paulinho das Feiras.

Sentimento dominante: Onde é que estávamos com a cabeça para andar a pedir 10%?
Dúvida pungente: Em que corpo renascerá Paulo Portas?
Desafio emergente: Arranjar um novo (ou uma nova) líder.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005

Eleições
No Domingo, vou votar, como habitualmente.
Devo confessar que ainda não sei em quem, não por cinismo de achar que não serve de nada e todos eles são maus, apenas porque não sei, de entre dois partidos, aquele que merece mais o meu voto.
Mas isso não é, agora, o mais importante.
O importante é que vai ser feita alguma justiça, às mãos dos votantes.
Justiça porque esta direita vai ser finalmente despejada do poleiro, mais ainda do que pela vitória do PS, que nada de relevante, por si só, mudará.
É importante que o país dê este sinal, de que está farto. A esquerda irá subir, o que muito me agrada, embora considere que não se pode falar de uma viragem do país à esquerda. Viragens destas já vi muitas, e em larga medida não querem dizer nada a não ser o desejo de penalizar quem lá está.
Mas, ainda assim, é de extrema importância a derrota da direita.
Desta direita puritana e mesquinha, que se mascara de popular para enganar o povo com gravatas pretas e lágrimas de crocodilo, tratando o povo como idiotas, como sempre fizeram.
O povo é burro? Sim, em boa parte. Mas a postura do poder deveria ser de tentar alterar isso, e não apenas tentar tirar partido desse facto, como os três partidos do eixo do poder estão a fazer.
É preciso correr com esta direita. A sua derrota será a derrota da estratégia de terra queimada, do marketing barato, do boato, da manipulação, do choradinho do menino guerreiro e da virgem santíssima.
Não quero o meu país governado por santanetes, advogados e gestores. Não quero o meu país governado pelos 10 por cento mais ricos, que fingem, em campanha, compreender e amar o povo, mas que têm como único objectivo a manutenção dos seus sujos privilégios.
Quero um governo de pessoas que trabalham, que sabem o que é a vida. Que sabem das dificuldades em criar uma família, pagar as contas, estudar à noite e aproveitar as promoções da TAP para viajar ao estrangeiro. Quero um governo de gajos que não têm barcos e não fazem propaganda de serem, ou não, católicos.
Quero um governo de pessoas, comuns como nós, e não de tecnocratas impotentes com filhos betos, que estão nas jotas para serem iguais aos papás, continuando o roubo das últimas décadas.
Quero um governo que saiba falar de felicidade, e não apenas de défice, que saiba falar de alegria, e não apenas de sacrifício, que saiba falar de ganas de viver, e não apenas da sobrevivência de tachos e privilégios.
Chega de betos, tias, santanetes, advogadozinhos a lamber os beiços. Isso não é Portugal, é apenas o cancro que anda a comer Portugal.
Espero que se confirme o cenário que previ: a vitória do PS SEM maioria absoluta, e a subida de Bloco e CDU; que o PPD/PSD (filhos da puta!) tenha 30 por cento no máximo e que o PP não seja a terceira força política; e, se ainda houver brindes, gostava de ver o Garcia Pereira na assembleia e o Manuel Monteiro a cantar no metro.
Boas eleições, caros atónitos.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005

There´s a Starman

Assisti, hoje, às oito da manhã, na RTP, a uma reportagem sobre o desemprego no nosso país.

Enquanto eram apresentados os tristes números, passavam aquelas imagens recorrentes de transeuntes a circular pelas ruas de Lisboa com um ar meio activo, meio melancólico. Portugueses.
Entre estes, uma cara conhecida: a do Xôr Raviolli Ninja.

Vais longe, Miúdo!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005

Mete nojo!

Mesmo que não tivesse razões de sobra para não votar Santana, depois de ter visto ontem a figurinha a aparecer no debate com gravata preta já é razão suficiente.

Para mim demonstra como o Sr. Lopes faz tudo para ganhar votos mais uns votos.

Epá, é que nem a Maria Beata do Portas se lembrou de tal coisa.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2005

A Saga de Sacana Lopes XV (?)
Sacana Lopes, o bébé que tarda em crescer, escreveu uma missiva aos portugueses abstencionistas. Como ele sabe quem são esses eleitores é um mistério, e não nos atrevemos sequer a especular nesse domínio.
Sacana pede aos portugueses que vão votar, de forma a que se possa "fazer frente aos poderosos".
Diz ele que "Portugal precisa do seu voto de justiça" e acrescenta que, se os malandros dos abstencionistas não lerem a carta, farão "o mesmo que o Presidente da República fez a Portugal, ao interromper um conjunto de medidas que beneficiavam os portugueses".
Sacana compreende os portugueses. Diz ele que "você não costuma votar, e não é por acaso".
O bébé queixa-se de"alguns poderosos a quem interessa que fique tudo na mesma", mas diz que isso não pode ser!
"Provavelmente nós temos algo em comum: não nos damos bem com este sistema", diz o Sacana, que até compreende o povo perseguido.
"Tenho defeitos como todos os seres humanos, mas conhece algum político em Portugal que eles tratem tão mal como a mim? Também o tratam mal a si. Já somos vários", diz ele, antes concluir pedindo o voto dos portugueses, "por favor!".

Sem comentários.
Raging Bull
Contrariando a sua fama de ortodoxo, Jerónimo de Sousa deixou a cassete em casa e ficou afónico.
Resultado: foi o claro vencedor do debate.
BE ( não confundir com Boa Educação)

Frei Louçã continua a deixar marcas da sua indelével superioridade moral.
Depois de, em pleno debate televisivo, ter confrontado Paulo Portas com a sua falta de hábitos reprodutivos, voltou hoje à carga, ainda que numa versão claramente mais light (Não amoleças, Francisco!!).

A vítima foi este gajo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005

Rescaldo do concerto dos Nouvelle Vague

As meninas são bem jeitosas e as saudades que eu tinha de pagar oito euros por um bushmills.

Frase da noite: as senhoras assim a armarem-se em meninas até fazem um gajo sentir-se pedófilo.
O Vinho é ser Animal

Para variar um bocadinho, o PS promete sobriedade.
Assinale-se o esforço.
A Vida é Toda Uma Dinâmica

Morreu a Irmã Lúcia.
Miguel regressa aos convocados do Benfica.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005

Ele continua a dar-nos música

Em: www.luisdelgado.net

PS: Com o agradecimento ao sempre atento Karlo Vasco.