Uma mão-cheia de nada
A campanha para as autárquicas já está nas ruas, através dos cartazes que poluem esta cidade que todos os políticos candidatos juram amar. Passando de carro – sim, ando de carro e de mota e por isso sou um dos gajos que, para o António Costa, sou inimigo de Lisboa - vi os novos cartazes do actual presidente da CML. Gostei particularmente dos slogans. Fui à net e vi que, afinal, há 3 diferentes. Quer dizer, são iguais à excepção de uma frasesinha: num diz-se “Casa Arrumada, Cumprimos”, noutro diz “Pôr a Câmara a Funcionar, Cumprimos” e o terceiro diz “Preparar o Futuro, Cumprimos”.
Eu não sei se ele cumpriu ou não. O que sei é que se o que ele tem para mostrar são estas generalidades e banalidades, corre o sério risco de levar na anilha do Santana.
Que eu tenha visto, António Costa só fez uma coisa que interferiu comigo: decidiu pintar faixas bus novas em toda a cidade, o que é espectacular porque estas estão sempre vazias, conseguindo assim lixar ainda mais o trânsito de todas as outras faixas (a Rua do Ouro é o exemplo perfeito disto).
O senhor até terá feito mais coisas. Não as vejo, mas acredito que as tenha feito. Agora, ninguém me tira da cabeça que meter como trunfo eleitoral “Arrumar a Casa”, algo que não diz nada a ninguém, indicia claramente que, em concreto, não fez grande coisa.
O perigo disto é que é entregar a CML de mão-beijada ao Santana, e este decidir começar a esburacar tudo e a fazer túneis, e lá temos mais 5 anos de obras inúteis na cidade, enquanto os prédios não param de cair e ninguém tenta resolver os problemas reais da cidade (habitação e o seu custo).
Não é a primeira vez que o PS subestima o Santana. Das outras vezes deu-se mal.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Pinho Jackson
Ambos desapareceram de cena recentemente, ambos tinham a mania que eram Bad e ambos, de repente, se tornaram na melhor coisa que o mundo alguma vez viu.
De repente, toda a gente gosta do Michael Jackson. Génio, Imperador da Pop, etc. Isto apesar de andar toda a gente há 15 anos a gozar com o homem.
E agora, o Pinho. O Senhor dos Cornos.
Isto é uma coisa muito portuguesa, portuguesinha, de bajular os mortos depois de lhes baterem em vida.
Note-se que o Pinho até ganhou popularidade com os chifres. Foi como o Marinho Pinto com a Manuela, o tipo passou-se e todos os portugueses se reviram no gajo que, de repente, perde a noção e caga para a etiqueta. O que não percebo é a carrada de elogios que lhe andam a fazer, com o argumento de que o gesto diabólico não deve ofuscar a análise ao seu mandato. Concordo inteiramente. Discordo é da avaliação positiva que muita malta anda a fazer do senhor. O meu problema com ele não é ser um alarve e um desastrado politicamente. Prefiro isto aos políticos perfeitinhos como os Antónios Costas, os Sócrates e os Passos Coelhos desta vida. Estes não têm gaffes, mas não são melhores por causa disso.
No que toca a Pinho, o problema foi que só se lembrou que era ministro da Economia quando o circo pegou fogo. E aí lá foi ele, sim senhor, de extintor na mão a tentar salvar as Qimondas e o Bordalos, e os respectivos postos de trabalho. O que este senhor não se pode esquecer foi que, em grande parte, estas e outras empresas pegaram fogo porque o Governo do senhor Pinho passou três anos a asfixiar a economia portuguesa. Era o Governo das Finanças, do Défice, e não da Economia. É por isso que esta crise só vem agudizar a que já cá estava, antes do subprime dar barraca.
É injusto que Pinho saia por causa dos chifres, sim senhor. Já devia ter saído.
E é injusto que os chifres façam passar a ideia de que, no que realmente interessa, o senhor foi exemplar.
Ambos desapareceram de cena recentemente, ambos tinham a mania que eram Bad e ambos, de repente, se tornaram na melhor coisa que o mundo alguma vez viu.
De repente, toda a gente gosta do Michael Jackson. Génio, Imperador da Pop, etc. Isto apesar de andar toda a gente há 15 anos a gozar com o homem.
E agora, o Pinho. O Senhor dos Cornos.
Isto é uma coisa muito portuguesa, portuguesinha, de bajular os mortos depois de lhes baterem em vida.
Note-se que o Pinho até ganhou popularidade com os chifres. Foi como o Marinho Pinto com a Manuela, o tipo passou-se e todos os portugueses se reviram no gajo que, de repente, perde a noção e caga para a etiqueta. O que não percebo é a carrada de elogios que lhe andam a fazer, com o argumento de que o gesto diabólico não deve ofuscar a análise ao seu mandato. Concordo inteiramente. Discordo é da avaliação positiva que muita malta anda a fazer do senhor. O meu problema com ele não é ser um alarve e um desastrado politicamente. Prefiro isto aos políticos perfeitinhos como os Antónios Costas, os Sócrates e os Passos Coelhos desta vida. Estes não têm gaffes, mas não são melhores por causa disso.
No que toca a Pinho, o problema foi que só se lembrou que era ministro da Economia quando o circo pegou fogo. E aí lá foi ele, sim senhor, de extintor na mão a tentar salvar as Qimondas e o Bordalos, e os respectivos postos de trabalho. O que este senhor não se pode esquecer foi que, em grande parte, estas e outras empresas pegaram fogo porque o Governo do senhor Pinho passou três anos a asfixiar a economia portuguesa. Era o Governo das Finanças, do Défice, e não da Economia. É por isso que esta crise só vem agudizar a que já cá estava, antes do subprime dar barraca.
É injusto que Pinho saia por causa dos chifres, sim senhor. Já devia ter saído.
E é injusto que os chifres façam passar a ideia de que, no que realmente interessa, o senhor foi exemplar.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
O Medo
Dia 3 do cerco.
Sinto-me em Tróia, à espera que os espartanos, ou lá quem raio eles eram, façam alguma coisa. É claro que eles em Tróia não tinham televisão, ou internet, ou cd's a dar com um pau. E meter um cavalo nesta história faria muito pouco sentido. Pensando bem, Tróia é uma analogia bastante estúpida.
Fuck it.
Amanhã volto ao trabalho. É a única coisa positiva acerca deste cerco. Quando um gajo está mesmo fodido, torna-se mais selectivo acerca das merdas que deixa que o atinjam.
Está um tempo marado. Um calor do caraças e não parou de chover. As gaivotas ficaram loucas e chocaram de cabeça no asfalto da auto-estrada.
Avariou o computador que tinha ido buscar para substituir o que tinha avariado. E o estore do meu quarto revelou um buraco do tamanho do Grand Canyon, que deixa entrar a luz. Viva a decadência das coisas. De todas as coisas.
Tenho o meu gato na cama, uma companhia nada menos que salvadora.
Amanhã voltamos ao buraco.
E o cerco promete continuar.
Buy the ticket, take the ride.
Dia 3 do cerco.
Sinto-me em Tróia, à espera que os espartanos, ou lá quem raio eles eram, façam alguma coisa. É claro que eles em Tróia não tinham televisão, ou internet, ou cd's a dar com um pau. E meter um cavalo nesta história faria muito pouco sentido. Pensando bem, Tróia é uma analogia bastante estúpida.
Fuck it.
Amanhã volto ao trabalho. É a única coisa positiva acerca deste cerco. Quando um gajo está mesmo fodido, torna-se mais selectivo acerca das merdas que deixa que o atinjam.
Está um tempo marado. Um calor do caraças e não parou de chover. As gaivotas ficaram loucas e chocaram de cabeça no asfalto da auto-estrada.
Avariou o computador que tinha ido buscar para substituir o que tinha avariado. E o estore do meu quarto revelou um buraco do tamanho do Grand Canyon, que deixa entrar a luz. Viva a decadência das coisas. De todas as coisas.
Tenho o meu gato na cama, uma companhia nada menos que salvadora.
Amanhã voltamos ao buraco.
E o cerco promete continuar.
Buy the ticket, take the ride.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
E como se nada fosse
Passaram-se poucos dias das eleições, em que Sócrates e companhia levaram uma tareira descomunal, mas o país está noutra. Entre o Quique, as sardinhas, as mini-férias ou o BPP, já ninguém fala no assunto. É por estas e por outras que nunca deve menosprezar o nosso primeiro, que manipula a agenda mediática como ninguém, mesmo que às vezes seja só uma questão de coincidências. Ao pé dele, a Ferreira Leite é, de facto, uma menina de coro.
Quanto aos resultados.
Derrota estrondosa do PS, que conseguiu escolher o pior candidato possível, que acumulou uma série de gaffes desnecessárias. A culpa não é do Vital, tal como a derrota não é só dele. É um bocado como o FC Porto, qualquer treinador chega lá e ganha, desde que não seja demasiado mau, e o Vital conseguiu ser pior do que o Jesualdo.
De salientar que o PS ganhou em apenas dois distritos em todo o país, exactamente o mesmo que aconteceu...com a CDU. O resto foi laranjada. Eu continuo a achar que os tugas são, por default, laranjinhas, só que de vez em quando zangam-se. Quando as coisas voltam ao normal, toma lá Cavaquistão all over again.
O discurso de Sócrates, na noite das eleições, foi absolutamente medíocre. Palminhas para a JS, palminhas para o Vital, uma intervenção completamente a olhar para dentro do partido. Se havia um líder de quem se poderia esperar um discurso de homem de Estado, naquela noite, seria Sócrates. Mas isso não aconteceu. Dele, apenas um discurso com ar amargurado de quem se sente traído pelo povo que não entende o quão genial ele é. Para o futuro, apenas uma ideia: vamos manter o rumo.
Sócrates é o anti-Guterres. Nada aprende porque nunca erra. No dia em que admitir uma falha, uma dúvida, sequer, é o fim do Mito de Sócrates, o Infalível.
O PSD teve uma vitória, foi agressivo no discurso, mas está a falar demasiado grosso para quem só ganhou a Taça da Liga. E aquela de dizer que o Governo ficou sem legitimidade para tomar decisões estruturantes para o país é um bom bluff, mas não passa de um bluff. Até ao dia em que termine o mandato, a legitimidade do Governo é absolutamente a mesma.
O Bloco teve um grande resultado, conseguindo eleger aquele tipo irritante dos óculos, mas nunca na vida conseguirá segurar esta posição nas legislativas.
O PC, de quem se disse que teve um péssimo resultado, não esteve tão mal assim. Manteve o número de deputados, ficou acima dos 10% e a cerca de 2 mil votos do Bloco.
O CDS mostrou que, mais uma vez, as sondagens não o sabem medir. Confundindo completamente europeias, legilstivas e caso BPN, deu mais uma prova de resistência.
Uma palavra para a Laurinda Alves. A cara do MEP convenceu mais de 50 mil tótós a dar-lhe o seu voto. Atenção, é perfeitamente legítimo votar na senhora. Tendo em atenção a grande maioria das alternativas, é altamente legítimo. Se mantiver este resultado nas legilstivas, a Laurinda pode ser eleita para o parlamento. O que irá propor lá? Terapia dos abracinhos? A senhora irrita-me, mas é refrescante que surjam novas coisas.
A abstenção foi elevada mas não tanto como certos catastrofistas previram. Sem a desculpa da praia, claramente é o desinteresse total. Quando fui votar, só vi velhos, o que mostra que os putos claramente não querem saber. De salientar muitos, muitos votos brancos e nulos. É a forma de certa de protestar, não simplesmente ficar em casa.
Os próximos tempos vão ser interessantes.
Confesso que nunca tinha ficado tão contente com uma vitória do PSD. A ver como o Sócrates se adapta a esta nova realidade. Suspeito seriamente que continuará igual. e isso é bom, porque nem vai cheirar a maioria absoluta.
Passaram-se poucos dias das eleições, em que Sócrates e companhia levaram uma tareira descomunal, mas o país está noutra. Entre o Quique, as sardinhas, as mini-férias ou o BPP, já ninguém fala no assunto. É por estas e por outras que nunca deve menosprezar o nosso primeiro, que manipula a agenda mediática como ninguém, mesmo que às vezes seja só uma questão de coincidências. Ao pé dele, a Ferreira Leite é, de facto, uma menina de coro.
Quanto aos resultados.
Derrota estrondosa do PS, que conseguiu escolher o pior candidato possível, que acumulou uma série de gaffes desnecessárias. A culpa não é do Vital, tal como a derrota não é só dele. É um bocado como o FC Porto, qualquer treinador chega lá e ganha, desde que não seja demasiado mau, e o Vital conseguiu ser pior do que o Jesualdo.
De salientar que o PS ganhou em apenas dois distritos em todo o país, exactamente o mesmo que aconteceu...com a CDU. O resto foi laranjada. Eu continuo a achar que os tugas são, por default, laranjinhas, só que de vez em quando zangam-se. Quando as coisas voltam ao normal, toma lá Cavaquistão all over again.
O discurso de Sócrates, na noite das eleições, foi absolutamente medíocre. Palminhas para a JS, palminhas para o Vital, uma intervenção completamente a olhar para dentro do partido. Se havia um líder de quem se poderia esperar um discurso de homem de Estado, naquela noite, seria Sócrates. Mas isso não aconteceu. Dele, apenas um discurso com ar amargurado de quem se sente traído pelo povo que não entende o quão genial ele é. Para o futuro, apenas uma ideia: vamos manter o rumo.
Sócrates é o anti-Guterres. Nada aprende porque nunca erra. No dia em que admitir uma falha, uma dúvida, sequer, é o fim do Mito de Sócrates, o Infalível.
O PSD teve uma vitória, foi agressivo no discurso, mas está a falar demasiado grosso para quem só ganhou a Taça da Liga. E aquela de dizer que o Governo ficou sem legitimidade para tomar decisões estruturantes para o país é um bom bluff, mas não passa de um bluff. Até ao dia em que termine o mandato, a legitimidade do Governo é absolutamente a mesma.
O Bloco teve um grande resultado, conseguindo eleger aquele tipo irritante dos óculos, mas nunca na vida conseguirá segurar esta posição nas legislativas.
O PC, de quem se disse que teve um péssimo resultado, não esteve tão mal assim. Manteve o número de deputados, ficou acima dos 10% e a cerca de 2 mil votos do Bloco.
O CDS mostrou que, mais uma vez, as sondagens não o sabem medir. Confundindo completamente europeias, legilstivas e caso BPN, deu mais uma prova de resistência.
Uma palavra para a Laurinda Alves. A cara do MEP convenceu mais de 50 mil tótós a dar-lhe o seu voto. Atenção, é perfeitamente legítimo votar na senhora. Tendo em atenção a grande maioria das alternativas, é altamente legítimo. Se mantiver este resultado nas legilstivas, a Laurinda pode ser eleita para o parlamento. O que irá propor lá? Terapia dos abracinhos? A senhora irrita-me, mas é refrescante que surjam novas coisas.
A abstenção foi elevada mas não tanto como certos catastrofistas previram. Sem a desculpa da praia, claramente é o desinteresse total. Quando fui votar, só vi velhos, o que mostra que os putos claramente não querem saber. De salientar muitos, muitos votos brancos e nulos. É a forma de certa de protestar, não simplesmente ficar em casa.
Os próximos tempos vão ser interessantes.
Confesso que nunca tinha ficado tão contente com uma vitória do PSD. A ver como o Sócrates se adapta a esta nova realidade. Suspeito seriamente que continuará igual. e isso é bom, porque nem vai cheirar a maioria absoluta.
sábado, 6 de junho de 2009
A campanha
Pois, diz que a campanha acabou e hoje é dia de reflexão. Bom, mas francamente, alguém ainda precisa de reflectir?
Desde o princípio desta merda, tinha como absolutamente certo em quem, de certeza, não votaria, e cheira-me que, nestas eleições, isso é um bocado o mais importante.
Há um facto fundamental nestas eleições, e duas personagens.
O facto é, sem dúvida, se ter discutido tudo menos a Europa. Aliás, a única vez que se falou da Europa foi sem querer. Foi quando o Avô Cantigas falou do imposto europeu, perdendo 50 mil votos com uma simples frase, e depois desdizendo-se afincadamente.
Em termos de personagens, destaco o Paulo Rangel e o próprio do Vital. Foram a alegria deste circo.
Rangel revelou-se um bom político. Um tipo agressivo, inteligente, rápido a atacar e a explorar os erros dos adversários (ok, com o Vital até era fácil). Uma agradável surpresa, e a primeira coisa de jeito a sair da "cantera" laranja em muitos anos (o Passos Coelho não conta, no fundo não passa de um Santana Lopes mas a armar ao sério). Neste campanha, admito que Paulo Rangel fez muito mais pelo PSD do que eu julgava possível.
E depois há o Vital Moreira, a verdadeira alma da festa.
Foi uma lufada de ar fresco, pelo absoluto burlesco da sua actuação. Desde o imposto europeu ao caso BPN, passando pelo anúncio da abertura das minas erradas e, claro, sem esquecer o seu fim de semana radical, em que começou no primeiro de Maio a ser expulso e acabou a descer o rio Minho em rafting, de calças de licra e tijela de corn flakes na tola. Vital é um desastre ambulante. é também um vaidoso incurável, porque só assim consigo entender como se meteu nestes assados. Continuo a tentar perceber que raio de slogan ele tem, quando grita, do alto do palanque "A Europa é...", e espera que o público lhe responda. Mas o público responde baixinho e não se ouve a resposta, e a coisa fica apenas bastante ridícula.
Foi também mais um exemplo da forma de fazer política do PS. Tentou fazer destas eleições um teste à oposição, quando é exactamente o contrário. Passou todo o tempo a atacar a oposição, mais nada. Ideias, nada. Por outro lado, continua o regabofe de termos ministros deste país em campanha, a participar em comícios. Sobretudo em tempos de crise, eu diria que lhes pagamos para eles estarem a trabalhar, a resolver problemas do país, mas enfim...
A CDU fez a campanha do costume, sem altos e baixos. Vai ter um bom resultado. O ponto baixo foi saber-se que Ilda Figueiredo, cabeça de lista, é ao mesmo tempo vereadora e candidata a Gaia. Tal como faz o PS, é um péssimo princípio, e não esperaria tal coisa do PC.
O Bloco vai crescer, capitalizando o descontentamento, embora a campanha nunca tenha realmente aquecido. Miguel Portas é aquele tipo que fuma ganzas, que toda a gente conhece, mas que nunca ninguém tinha realmente ouvido com atenção. Infelizmente, ele de facto não tem nada de interessante para dizer.
O PP fez uma boa campanha, dentro do género, com o super-agressivo Nuno Melo a aproveitar o facto de liderar a investigação ao BPN. Mas é um partido que já perdeu há muito o comboio, sobretudo porque, na verdade, concorda com tudo o que Sócrates faz.
Disclaimer: o meu voto vai para a CDU.
PS - Li no Público uns tipos, muito indignados, porque foram recenseados automaticamente, sem serem informados. Um deles tinha uma T-shirt, que dizia "Recenseados à força". Well, well, well. Se não querem votar, muito bem, é o vosso direito. E, se estou a pensar bem, podem perfeitamente continuar sem votar mesmo que estejam recenseados (é o que vai acontecer com metade deste país nestas eleições). A única coisa que isto muda é tirar-vos o rótulo cool (e eu duvido seriamente que isso seja cool) de "eu nem sequer sou recenseado". Vocês não são assim tão importantes. Get over it.
Pois, diz que a campanha acabou e hoje é dia de reflexão. Bom, mas francamente, alguém ainda precisa de reflectir?
Desde o princípio desta merda, tinha como absolutamente certo em quem, de certeza, não votaria, e cheira-me que, nestas eleições, isso é um bocado o mais importante.
Há um facto fundamental nestas eleições, e duas personagens.
O facto é, sem dúvida, se ter discutido tudo menos a Europa. Aliás, a única vez que se falou da Europa foi sem querer. Foi quando o Avô Cantigas falou do imposto europeu, perdendo 50 mil votos com uma simples frase, e depois desdizendo-se afincadamente.
Em termos de personagens, destaco o Paulo Rangel e o próprio do Vital. Foram a alegria deste circo.
Rangel revelou-se um bom político. Um tipo agressivo, inteligente, rápido a atacar e a explorar os erros dos adversários (ok, com o Vital até era fácil). Uma agradável surpresa, e a primeira coisa de jeito a sair da "cantera" laranja em muitos anos (o Passos Coelho não conta, no fundo não passa de um Santana Lopes mas a armar ao sério). Neste campanha, admito que Paulo Rangel fez muito mais pelo PSD do que eu julgava possível.
E depois há o Vital Moreira, a verdadeira alma da festa.
Foi uma lufada de ar fresco, pelo absoluto burlesco da sua actuação. Desde o imposto europeu ao caso BPN, passando pelo anúncio da abertura das minas erradas e, claro, sem esquecer o seu fim de semana radical, em que começou no primeiro de Maio a ser expulso e acabou a descer o rio Minho em rafting, de calças de licra e tijela de corn flakes na tola. Vital é um desastre ambulante. é também um vaidoso incurável, porque só assim consigo entender como se meteu nestes assados. Continuo a tentar perceber que raio de slogan ele tem, quando grita, do alto do palanque "A Europa é...", e espera que o público lhe responda. Mas o público responde baixinho e não se ouve a resposta, e a coisa fica apenas bastante ridícula.
Foi também mais um exemplo da forma de fazer política do PS. Tentou fazer destas eleições um teste à oposição, quando é exactamente o contrário. Passou todo o tempo a atacar a oposição, mais nada. Ideias, nada. Por outro lado, continua o regabofe de termos ministros deste país em campanha, a participar em comícios. Sobretudo em tempos de crise, eu diria que lhes pagamos para eles estarem a trabalhar, a resolver problemas do país, mas enfim...
A CDU fez a campanha do costume, sem altos e baixos. Vai ter um bom resultado. O ponto baixo foi saber-se que Ilda Figueiredo, cabeça de lista, é ao mesmo tempo vereadora e candidata a Gaia. Tal como faz o PS, é um péssimo princípio, e não esperaria tal coisa do PC.
O Bloco vai crescer, capitalizando o descontentamento, embora a campanha nunca tenha realmente aquecido. Miguel Portas é aquele tipo que fuma ganzas, que toda a gente conhece, mas que nunca ninguém tinha realmente ouvido com atenção. Infelizmente, ele de facto não tem nada de interessante para dizer.
O PP fez uma boa campanha, dentro do género, com o super-agressivo Nuno Melo a aproveitar o facto de liderar a investigação ao BPN. Mas é um partido que já perdeu há muito o comboio, sobretudo porque, na verdade, concorda com tudo o que Sócrates faz.
Disclaimer: o meu voto vai para a CDU.
PS - Li no Público uns tipos, muito indignados, porque foram recenseados automaticamente, sem serem informados. Um deles tinha uma T-shirt, que dizia "Recenseados à força". Well, well, well. Se não querem votar, muito bem, é o vosso direito. E, se estou a pensar bem, podem perfeitamente continuar sem votar mesmo que estejam recenseados (é o que vai acontecer com metade deste país nestas eleições). A única coisa que isto muda é tirar-vos o rótulo cool (e eu duvido seriamente que isso seja cool) de "eu nem sequer sou recenseado". Vocês não são assim tão importantes. Get over it.
Cidade
Como todos os gajos que conheço, odeio dar dinheiro a arrumadores. Aliás, prefiro andar mais 500 metros ou mais do que dar dinheiro a esses gajos. Há algo de bizarro em pagar por nada. Ou seja, a gente vê o lugar, o carro cabe, na boa, mas depois aparece um tipo vindo não se sabe de onde, de jornal enrolado na mão, dando-se um ar importante de quem é dono do lugar e, por sorte tua, está disposto a deixar-te estacionar ali, por um preço. É uma farsa, na verdade. É um joguinho. Ele sabe que não serve para nada, que não está ali a fazer nada, e o condutor também sabe. Mas fazem aquele teatrinho, porque sim. O agarrado porque é agarrado e quer fazer uns cobres, os condutores porque têm medo, às vezes nem sabem bem do quê. (É relativamente fácil dar porrada num agarrado, é só agarrar pelo braço e destacar pelo picotado).
Mas hoje dei dinheiro a um.
Era o arrumador mais empenhado que alguma vez vi. Ia a entrar numa praceta, que tinha apenas um lugar que eu já tinha topado. Assim que faço o pisca, zás!, sai-me um gajo de um lado qualquer, a correr desalmadamente para o lugar. Mas corria com técnica, com afinco, como se fosse um corredor olímpico de 100 metros. Era um monhé com ar atarantado. Ia-se espetando já a chegar ao lugar mas, ali chegado, travou de repente e colocou-se muito hirto, muito composto, quase com ar de mordomo inglês, e limitou-se a agitar o seu jornaleco muito ao de leve.
Não sei se era agarrado e precisava do meu euro para finalmente ir dar no caldo. Só sei que ele mereceu o meu euro.
Fez-me rir, o cabrão.
Como todos os gajos que conheço, odeio dar dinheiro a arrumadores. Aliás, prefiro andar mais 500 metros ou mais do que dar dinheiro a esses gajos. Há algo de bizarro em pagar por nada. Ou seja, a gente vê o lugar, o carro cabe, na boa, mas depois aparece um tipo vindo não se sabe de onde, de jornal enrolado na mão, dando-se um ar importante de quem é dono do lugar e, por sorte tua, está disposto a deixar-te estacionar ali, por um preço. É uma farsa, na verdade. É um joguinho. Ele sabe que não serve para nada, que não está ali a fazer nada, e o condutor também sabe. Mas fazem aquele teatrinho, porque sim. O agarrado porque é agarrado e quer fazer uns cobres, os condutores porque têm medo, às vezes nem sabem bem do quê. (É relativamente fácil dar porrada num agarrado, é só agarrar pelo braço e destacar pelo picotado).
Mas hoje dei dinheiro a um.
Era o arrumador mais empenhado que alguma vez vi. Ia a entrar numa praceta, que tinha apenas um lugar que eu já tinha topado. Assim que faço o pisca, zás!, sai-me um gajo de um lado qualquer, a correr desalmadamente para o lugar. Mas corria com técnica, com afinco, como se fosse um corredor olímpico de 100 metros. Era um monhé com ar atarantado. Ia-se espetando já a chegar ao lugar mas, ali chegado, travou de repente e colocou-se muito hirto, muito composto, quase com ar de mordomo inglês, e limitou-se a agitar o seu jornaleco muito ao de leve.
Não sei se era agarrado e precisava do meu euro para finalmente ir dar no caldo. Só sei que ele mereceu o meu euro.
Fez-me rir, o cabrão.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Catcher in the rye
Uma notícia de jornal surpreendeu-me hoje. JD Salinger, escritor norte-americano autor dessa obra-prima chamada Catcher in the rye, está a processar um escritor nórdico que escreveu um livro inspirado na obra mais conhecida de Salinger. A minha grande surpresa foi saber que Salinger ainda estava vivo. Deixou de escrever em 1965, tornou-se recluso do mundo e nunca mais se soube de nada.
E fez-me ter pena de ele nunca mais ter escrito nada, pensar o que o mundo terá perdido. Um autor deste calibre, que vive há mais de 40 anos sem escrever, parece-me um crime contra a humanidade.
Quanto ao livro do escritor sueco, espero que escape aos processos. Os mestres também servem para isto, para incentivar outros a fazer alguma coisa. E se o próprio mestre não escreve, percebo o esforço de um fã (o livro do sueco é dedicado a Salinger) em trazer de novo à vida, e a novas aventuras, as personagens tão marcantes que Salinger deixou em livro.
E é sempre uma boa oportunidade para meter as pessoas a falar do escritor. Eu próprio, fã mais que assumido, fiquei a saber que o senhor ainda vive, e que é obcecado com a defesa dos royalties da sua obra.
Não importa.
Nas Fnac temos as edições dos poucos livros que escreveu. Qualquer um vale a pena.
Uma notícia de jornal surpreendeu-me hoje. JD Salinger, escritor norte-americano autor dessa obra-prima chamada Catcher in the rye, está a processar um escritor nórdico que escreveu um livro inspirado na obra mais conhecida de Salinger. A minha grande surpresa foi saber que Salinger ainda estava vivo. Deixou de escrever em 1965, tornou-se recluso do mundo e nunca mais se soube de nada.
E fez-me ter pena de ele nunca mais ter escrito nada, pensar o que o mundo terá perdido. Um autor deste calibre, que vive há mais de 40 anos sem escrever, parece-me um crime contra a humanidade.
Quanto ao livro do escritor sueco, espero que escape aos processos. Os mestres também servem para isto, para incentivar outros a fazer alguma coisa. E se o próprio mestre não escreve, percebo o esforço de um fã (o livro do sueco é dedicado a Salinger) em trazer de novo à vida, e a novas aventuras, as personagens tão marcantes que Salinger deixou em livro.
E é sempre uma boa oportunidade para meter as pessoas a falar do escritor. Eu próprio, fã mais que assumido, fiquei a saber que o senhor ainda vive, e que é obcecado com a defesa dos royalties da sua obra.
Não importa.
Nas Fnac temos as edições dos poucos livros que escreveu. Qualquer um vale a pena.
FONIX!!!
Erica, a Pinderica says:
. fonix
. no feicebu
O Homem-Esplanada says:
. ???
Erica, a Pinderica says:
. aparece-me logo o markl para adicionar como amigo
. credo!!!
O Homem-Esplanada says:
. ahahhahahahhahahahhahahah
Erica, a Pinderica says:
. ca noijo
. nem gosto de mamas!!
O Homem-Esplanada says:
. AHAHHAHHAHAHHAHAHHAHAHHAHAH
AHHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHHA
Erica, a Pinderica says:
. fonix
. no feicebu
O Homem-Esplanada says:
. ???
Erica, a Pinderica says:
. aparece-me logo o markl para adicionar como amigo
. credo!!!
O Homem-Esplanada says:
. ahahhahahahhahahahhahahah
Erica, a Pinderica says:
. ca noijo
. nem gosto de mamas!!
O Homem-Esplanada says:
. AHAHHAHHAHAHHAHAHHAHAHHAHAH
AHHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHHA
terça-feira, 2 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Um raro aplauso
Desta vez, tenho de aplaudir o Governo. Não o faço sem algum repúdio, mas acaba de ser tomada uma verdadeira medida de esquerda e, eventualmente, a medida mais importante alguma vez decidida por este tecnocrata Executivo.
A partir de hoje, os reformados que tenham de reforma menos de um salário mínimo, têm direito a uma comparticipação de 100% do Estado no custo de medicamentos genéricos.
Não é o pagamento total em todos os medicamentos, mas é um sinal muito importante.
Um milhão de reformados sem posses, entre eles a minha mãe, podem deixar de ter de pagar os seus medicamentos, desde que os médicos lhes prescrevam genéricos. O objectivo declarado é incentivar o consumo dos genéricos. Pouco me importa a intenção. Só sei que é uma medida de grande impacto, beneficiando a franja mais injustamente excluída da nossa sociedade.
E isto é importante.
E é de aplaudir. Precisamos de mais.
Não é de TGV's e nacionalizações de bancos.
Desta vez, tenho de aplaudir o Governo. Não o faço sem algum repúdio, mas acaba de ser tomada uma verdadeira medida de esquerda e, eventualmente, a medida mais importante alguma vez decidida por este tecnocrata Executivo.
A partir de hoje, os reformados que tenham de reforma menos de um salário mínimo, têm direito a uma comparticipação de 100% do Estado no custo de medicamentos genéricos.
Não é o pagamento total em todos os medicamentos, mas é um sinal muito importante.
Um milhão de reformados sem posses, entre eles a minha mãe, podem deixar de ter de pagar os seus medicamentos, desde que os médicos lhes prescrevam genéricos. O objectivo declarado é incentivar o consumo dos genéricos. Pouco me importa a intenção. Só sei que é uma medida de grande impacto, beneficiando a franja mais injustamente excluída da nossa sociedade.
E isto é importante.
E é de aplaudir. Precisamos de mais.
Não é de TGV's e nacionalizações de bancos.
domingo, 24 de maio de 2009
Quo Vadis, meu Benfica?
Por mau caminho, temo.
A época foi bastante má. Não me surpreendeu, mas com os jogadores que comprámos esperava-se um pouco mais. Com uma pontinha de sorte, em alguns jogos decisivos (aquela derrota em casa com o Guimarães, o roubo no Dragão, etc) podíamos ter ido um pouco mais longe, mas não seria muito justo. A sorte, normalmente, aparece a quem a merece. E nós merecemos ser castigados pelos erros que, mais uma vez, cometemos.
Em termos de jogadores, um pequeno resumo:
Moreira: a mostrar que está pronto para ser o número 1
Aimar: uma desilusão. Nos pormenores vê-se a classe, mas não entendo como não faz mais
Reyes: outra desilusão. Muito bom a atacar, é certo, mas um jogador tão caro não pode custar-nos os golos que ele nos custou, ao não tapar o flanco.
Cardozo: a confirmação de um grande goleador
Maxi: o melhor do Benfica durante toda a época (o que é significativo)
David Luiz: idem
Miguel Vítor: a grande revelação da nossa equipa, um jogador de grande futuro e um sinal, mais do que precioso, de que há coisas boas que podem sair da academia
Carlos Martins: um bluff
Balboa: não é preciso dizer grande coisa
Urreta: vontade de ver mais
Leo: alguém percebe por que raio saiu?
Mantorras: the very very best
E parece que o Quique vai embora. Cometeu muitos erros, deixou-me à beira da apoplexia muitas vezes, mas ainda assim acho que merecia nova oportunidade. Está na altura de quebrar o ciclo de mudar tudo. E, em época de crise, pagar cláusulas de indemnização parece-me estúpido. Quanto ao Jorge Jesus, gosto dele. Há muito tempo defendo um treinador português para o Benfica, a escolher entre Jesus, Cajuda, Carlos Brito ou até José Mota. O problema é que a questão não é o treinador. É o karma do clube, a falta de blindagem cá para fora, e a falta de uma cultura de exigência e rigor.
Em termos de plantel, vendia os seguintes: Luisão, Di Maria e Katsouranis
Recambiava: Reyes, Suazo, emprestava o Balboa e o Binya
Contratações: João Pereira, Néné, trazia de volta o Coentrão
E pouco mais.
Não acredito que a gente se levante. Por isso, a aposta seria manter o Quique, vender os que valem dinheiro, despachar os emprestados a peso de ouro. Comprar pouco e bem, de preferência no mercado doméstico, jogadores já adaptados. E assumir que não somos candidatos a nada, mas que estamos a tentar fazer um caminho.
Não se pode é dizer que se está a começar o caminho e mudar tudo à primeira contrariedade.
A Quique, uma palavra de apreço. Introduziu entre nós um estilo que faz falta. Pena é perceber pouco ou nada do futebol português.
Venha a próxima época.
Por mau caminho, temo.
A época foi bastante má. Não me surpreendeu, mas com os jogadores que comprámos esperava-se um pouco mais. Com uma pontinha de sorte, em alguns jogos decisivos (aquela derrota em casa com o Guimarães, o roubo no Dragão, etc) podíamos ter ido um pouco mais longe, mas não seria muito justo. A sorte, normalmente, aparece a quem a merece. E nós merecemos ser castigados pelos erros que, mais uma vez, cometemos.
Em termos de jogadores, um pequeno resumo:
Moreira: a mostrar que está pronto para ser o número 1
Aimar: uma desilusão. Nos pormenores vê-se a classe, mas não entendo como não faz mais
Reyes: outra desilusão. Muito bom a atacar, é certo, mas um jogador tão caro não pode custar-nos os golos que ele nos custou, ao não tapar o flanco.
Cardozo: a confirmação de um grande goleador
Maxi: o melhor do Benfica durante toda a época (o que é significativo)
David Luiz: idem
Miguel Vítor: a grande revelação da nossa equipa, um jogador de grande futuro e um sinal, mais do que precioso, de que há coisas boas que podem sair da academia
Carlos Martins: um bluff
Balboa: não é preciso dizer grande coisa
Urreta: vontade de ver mais
Leo: alguém percebe por que raio saiu?
Mantorras: the very very best
E parece que o Quique vai embora. Cometeu muitos erros, deixou-me à beira da apoplexia muitas vezes, mas ainda assim acho que merecia nova oportunidade. Está na altura de quebrar o ciclo de mudar tudo. E, em época de crise, pagar cláusulas de indemnização parece-me estúpido. Quanto ao Jorge Jesus, gosto dele. Há muito tempo defendo um treinador português para o Benfica, a escolher entre Jesus, Cajuda, Carlos Brito ou até José Mota. O problema é que a questão não é o treinador. É o karma do clube, a falta de blindagem cá para fora, e a falta de uma cultura de exigência e rigor.
Em termos de plantel, vendia os seguintes: Luisão, Di Maria e Katsouranis
Recambiava: Reyes, Suazo, emprestava o Balboa e o Binya
Contratações: João Pereira, Néné, trazia de volta o Coentrão
E pouco mais.
Não acredito que a gente se levante. Por isso, a aposta seria manter o Quique, vender os que valem dinheiro, despachar os emprestados a peso de ouro. Comprar pouco e bem, de preferência no mercado doméstico, jogadores já adaptados. E assumir que não somos candidatos a nada, mas que estamos a tentar fazer um caminho.
Não se pode é dizer que se está a começar o caminho e mudar tudo à primeira contrariedade.
A Quique, uma palavra de apreço. Introduziu entre nós um estilo que faz falta. Pena é perceber pouco ou nada do futebol português.
Venha a próxima época.
Balanço de mais uma época triste
Aqui há uns meses entrei em blackout futebolístico, creio que quando o meu Glorioso foi eliminado da Taça pelo Leixões.
Agora, com um suspiro de alívio por este pesadelo ter finalmente acabado, posso finalmente, e de forma fria, analisar a temporada 2008/2009.
Como habitualmente, o Porto ganhou. E ganhou bem. É verdade que, como todos os campeões, quando a coisa tremeu e foi preciso, os árbitros colocaram a mãozinha por baixo. É verdade que o meu Benfica perdeu uma data de pontos por erros dos árbitros, e que o Sporting também foi roubado (mas muito menos que o Paulo Madalena Bento fez crer). Mas o Porto foi muito melhor, e isso viu-se sobretudo na Europa.
Em termos genéricos, algumas revelações: Hulk, Daniel Carriço, Miguel Vitor e Néné.
Melhor jogador do campeonato: Liedson, Néné, Raul Meireles, Lucho, Lisandro.
Confirmação da época: Rodriguez, esse grande pesetero.
Desilusão da época: Balboa, Rochemback, Aimar.
Tanto Sporting como Benfica desiludiram. No entanto, o Benfica fez o que eu esperava, o que faz habitualmente, enquanto o Sporting fez menos do que eu esperava, depois de ter mantido a base da equipa e feito contratações lógicas.
Para terminar, treinador do ano é para dividir entre Jorge Jesus e aquele rabeta do Nacional.
Aqui há uns meses entrei em blackout futebolístico, creio que quando o meu Glorioso foi eliminado da Taça pelo Leixões.
Agora, com um suspiro de alívio por este pesadelo ter finalmente acabado, posso finalmente, e de forma fria, analisar a temporada 2008/2009.
Como habitualmente, o Porto ganhou. E ganhou bem. É verdade que, como todos os campeões, quando a coisa tremeu e foi preciso, os árbitros colocaram a mãozinha por baixo. É verdade que o meu Benfica perdeu uma data de pontos por erros dos árbitros, e que o Sporting também foi roubado (mas muito menos que o Paulo Madalena Bento fez crer). Mas o Porto foi muito melhor, e isso viu-se sobretudo na Europa.
Em termos genéricos, algumas revelações: Hulk, Daniel Carriço, Miguel Vitor e Néné.
Melhor jogador do campeonato: Liedson, Néné, Raul Meireles, Lucho, Lisandro.
Confirmação da época: Rodriguez, esse grande pesetero.
Desilusão da época: Balboa, Rochemback, Aimar.
Tanto Sporting como Benfica desiludiram. No entanto, o Benfica fez o que eu esperava, o que faz habitualmente, enquanto o Sporting fez menos do que eu esperava, depois de ter mantido a base da equipa e feito contratações lógicas.
Para terminar, treinador do ano é para dividir entre Jorge Jesus e aquele rabeta do Nacional.
Such a perfect day
O que faz um dia realmente bem sucedido? Daqueles tranquilos e fixes quando tudo corre bem, não há chatices e que nos deixam com um contentamento pacífico que já fazia falta?
Eu tive um desses. E é óptimo. Deixo-vos aqui os condimentos que fizeram a alegria simples deste rapaz.
1 - Acordar depois da uma da tarde, tendo dormido de forma espectacular
2 - Almoçar um belo tachinho de arroz de polvo com picante, num restaurante ao lado de casa
3 - Acabar o livro que andava a ler
4 - Get some action
5 - Ver o Benfica, com direito a jantar com a miúda ao intervalo
6 - Ver o Benfica ganhar
7 - Ver o Benfica ganhar 3-1
8 - Ver o Benfica marcar 3 golos, e dos bons
9 - Ver o grande Mantorras marcar o último golo
10 - Fumar um fininho e ver o filme do Maradona
O que faz um dia realmente bem sucedido? Daqueles tranquilos e fixes quando tudo corre bem, não há chatices e que nos deixam com um contentamento pacífico que já fazia falta?
Eu tive um desses. E é óptimo. Deixo-vos aqui os condimentos que fizeram a alegria simples deste rapaz.
1 - Acordar depois da uma da tarde, tendo dormido de forma espectacular
2 - Almoçar um belo tachinho de arroz de polvo com picante, num restaurante ao lado de casa
3 - Acabar o livro que andava a ler
4 - Get some action
5 - Ver o Benfica, com direito a jantar com a miúda ao intervalo
6 - Ver o Benfica ganhar
7 - Ver o Benfica ganhar 3-1
8 - Ver o Benfica marcar 3 golos, e dos bons
9 - Ver o grande Mantorras marcar o último golo
10 - Fumar um fininho e ver o filme do Maradona
sábado, 23 de maio de 2009
Serviço Público
Eu não curto muito este senhor, mas depois de arrasar a atrasada da Manela subiu um bocado na minha consideração.
Lá vai o advogado da TVI entrar com mais um processo.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
O Macaco Nu
Há três picaretas inúteis no PS. Quer dizer, há mais, mas há três que me custa sustentar, dado o seu nível de fleuma xuxa e evidente parasitismo sobre o nosso querido país. Falo do espectacular triunvirato José Lello, Santos Silva e Vitalino Canas. Em comum têm o facto de nunca terem, de facto, trabalhado na vida, ganharem uns milhares de contos por mês a mandar bitaites, e responderem às questões incómodas sobre o PS seguindo o mesmo estilo do antigo ministro da informação de Saddam Hussein.
O picareta de serviço de hoje foi Vitalino Canas, ou o Professor Pardal, como é conhecido pelo seu grupo de fãs.
O PS acaba de chumbar a audição, por parte do parlamento, do tal de Lopes da Mota (não, não é uma série dos Gato Fedorento). Há fortíssimos indícios de o senhor ter pressionado magistrados do MP para se apressarem a arquivar o caso Freeport no que toca ao nosso Sócrates. E, apesar disto ter sido conhecido há várias semanas, ninguém ouviu uma palavrinha que fosse do senhor Lopes da Mota. Nem uma. Caladinho que nem um rato, entretido no tacho internacional para o qual foi nomeado...pelo Sócrates.
E o PS não quer ouvir o senhor. Deixem lá isso, não vale a pena. Concentrem-se é no Quique, no Verão que está a chegar, no Cristo Rei. A desculpa é simples: está a correr um processo na justiça, portanto vamos deixar a justiça funcionar.
Acontece que, lembro, o PS foi um dos partidos que viabilizou a ida de Oliveira Costa - do BPN - ao parlamento, quando não só já corria um processo judicial como o homem até estava já preso (e lá continua).
O PS de Sócrates é assim. Quando não lhe convém não vê, não fala e não ouve. Assobia para o lado e entretém com uma frivolidade qualquer.
Votem neles, votem. Se a ideia de sustentar Lellos, Santos Silvas, Vitalinos, Silvas Pereiras e Sócrates não vos aflige.
Há três picaretas inúteis no PS. Quer dizer, há mais, mas há três que me custa sustentar, dado o seu nível de fleuma xuxa e evidente parasitismo sobre o nosso querido país. Falo do espectacular triunvirato José Lello, Santos Silva e Vitalino Canas. Em comum têm o facto de nunca terem, de facto, trabalhado na vida, ganharem uns milhares de contos por mês a mandar bitaites, e responderem às questões incómodas sobre o PS seguindo o mesmo estilo do antigo ministro da informação de Saddam Hussein.
O picareta de serviço de hoje foi Vitalino Canas, ou o Professor Pardal, como é conhecido pelo seu grupo de fãs.
O PS acaba de chumbar a audição, por parte do parlamento, do tal de Lopes da Mota (não, não é uma série dos Gato Fedorento). Há fortíssimos indícios de o senhor ter pressionado magistrados do MP para se apressarem a arquivar o caso Freeport no que toca ao nosso Sócrates. E, apesar disto ter sido conhecido há várias semanas, ninguém ouviu uma palavrinha que fosse do senhor Lopes da Mota. Nem uma. Caladinho que nem um rato, entretido no tacho internacional para o qual foi nomeado...pelo Sócrates.
E o PS não quer ouvir o senhor. Deixem lá isso, não vale a pena. Concentrem-se é no Quique, no Verão que está a chegar, no Cristo Rei. A desculpa é simples: está a correr um processo na justiça, portanto vamos deixar a justiça funcionar.
Acontece que, lembro, o PS foi um dos partidos que viabilizou a ida de Oliveira Costa - do BPN - ao parlamento, quando não só já corria um processo judicial como o homem até estava já preso (e lá continua).
O PS de Sócrates é assim. Quando não lhe convém não vê, não fala e não ouve. Assobia para o lado e entretém com uma frivolidade qualquer.
Votem neles, votem. Se a ideia de sustentar Lellos, Santos Silvas, Vitalinos, Silvas Pereiras e Sócrates não vos aflige.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
O luto online
De facto, com a morte de Vasco Granja (Vasco quem?!, perguntaram-me alguns felizes colegas de trabalho, nascidos já na insípida década de 80), morre um mito da minha infância. E apesar de todas as críticas e de todo o gozo cínico, acreditem que sinto uma verdadeira e muito real nostalgia da presença vagamente estranha daquele bizarro divulgador de desenhos animados.
Como disse, e bem, o nosso camarada Fatchary, o Vodka está de luto (era fixe quem quer que saiba mexer nisto meter uma daquelas faixazitas negras no canto). Não está só de luto, está em choque.
Pedindo antecipadamente desculpa aos nossos 2,5 leitores, por estar mais uma vez a fazer o belo do copy/paste de uma conversa de messenger, gostaria de partilhar convosco a forma como dois membros deste tasco imundo se consolaram mutuamente (não sejam maldosos, vá) desta triste notícia.
Kowalski diz:
atão lá se foi o vasco
fatchary diz:
epá, tou triste
Kowalski diz:
o gajo lixava-nos a mona, mas dá-me alguma nostalgia
fatchary diz:
qual noddy, pá
Kowalski diz:
qual ruca
um careca com cancro e pronúncia do bolhão
filhos da puta
andam a foder a carola aos putos
fatchary diz:
é por isso q há cada vez mais panilas
Kowalski diz:
panilas e maricas, pá!
fatchary diz:
e rabetas
Kowalski diz:
haviam de levar com os bonecos em plasticina a ver se acordavam para a vida
fatchary diz:
se o noddy fosse macho já tinha enrabado a macaca Marta
Kowalski diz:
lol
essa anda enrolada com aquele que anda vestido de joker, não anda?
e o bófia é abusador de meninos, vê-se à légua
fatchary diz:
o q morreu e ganhou o óscar?
Kowalski diz:
esse já não papa nada
tá é a ser papado "as we speak"
fatchary diz:
também a fazer filmes de rabetas
isto vai tudo a dar ao mesmo
De facto, com a morte de Vasco Granja (Vasco quem?!, perguntaram-me alguns felizes colegas de trabalho, nascidos já na insípida década de 80), morre um mito da minha infância. E apesar de todas as críticas e de todo o gozo cínico, acreditem que sinto uma verdadeira e muito real nostalgia da presença vagamente estranha daquele bizarro divulgador de desenhos animados.
Como disse, e bem, o nosso camarada Fatchary, o Vodka está de luto (era fixe quem quer que saiba mexer nisto meter uma daquelas faixazitas negras no canto). Não está só de luto, está em choque.
Pedindo antecipadamente desculpa aos nossos 2,5 leitores, por estar mais uma vez a fazer o belo do copy/paste de uma conversa de messenger, gostaria de partilhar convosco a forma como dois membros deste tasco imundo se consolaram mutuamente (não sejam maldosos, vá) desta triste notícia.
Kowalski diz:
atão lá se foi o vasco
fatchary diz:
epá, tou triste
Kowalski diz:
o gajo lixava-nos a mona, mas dá-me alguma nostalgia
fatchary diz:
qual noddy, pá
Kowalski diz:
qual ruca
um careca com cancro e pronúncia do bolhão
filhos da puta
andam a foder a carola aos putos
fatchary diz:
é por isso q há cada vez mais panilas
Kowalski diz:
panilas e maricas, pá!
fatchary diz:
e rabetas
Kowalski diz:
haviam de levar com os bonecos em plasticina a ver se acordavam para a vida
fatchary diz:
se o noddy fosse macho já tinha enrabado a macaca Marta
Kowalski diz:
lol
essa anda enrolada com aquele que anda vestido de joker, não anda?
e o bófia é abusador de meninos, vê-se à légua
fatchary diz:
o q morreu e ganhou o óscar?
Kowalski diz:
esse já não papa nada
tá é a ser papado "as we speak"
fatchary diz:
também a fazer filmes de rabetas
isto vai tudo a dar ao mesmo
domingo, 3 de maio de 2009
Vital Radical
Ser político é estranho. Não fazem nenhum durante quatro anos, mas depois no espaço de poucos meses têm de vir a correr fazer amigos, entre os animais.
Desta feita, Vital Moreira está na berlinda. Ouvindo os comentadores, esteve nos cuidados intensivos, mas agora está na berlinda. Dois dias depois de ter sido "barbaramente agredido" com insultos e com a correspondente deslocação do ar de quem o insultou "barbaramente", decidiu que estava pronto para outra.
E o que foi fazer este espectacular candidato socialista ao tacho internacional conhecido por eleições europeias? Acertaram. Como é lógico, foi fazer rafting no Rio Minho. Há quem diga que o rafting é para malta nova, que ainda tem mobilidade nas articulações e alguma flexibilidade. A verdade é que malta como o Vital Moreira e a Zita Seabra, por exemplo, já provaram que flexibilidade é algo que não lhes falta, o que é potenciado pela ausência de coluna vertebral. E diz que isso dá jeito para estas coisas do rafting.
Já muita gente fez coisas estúpidas por estar em campanha. Marcelo Rebelo de Sousa mandou-se ao Tejo, o que lhe provocou um princípio de tuberculose e cegueira momentânea a quem teve de o ver de tanga; Valentim Loureiro foi visto a comer de talheres; e até o Vital Moreira decidiu começar o seu fim de semana radical com uma visitinha à festa do povo, aquela malta que cheira mal e quer bater em quem o anda a foder pela calada.
Mas esta viagem de rafting, meu deus. Sei apenas que liguei a televisão e lá estava ele, de costas, de pé, de calças de licra. Um idoso de calças de licra e com um capacete ridículo na tola. Com "Vital Moreira" orgulhosamente escrito. Duvido muito, mas mesmo muito, que este tipo de merdas lhe valha mais um voto que seja. A não ser que ele ameace andar sempre vestido de licra se não ganhar. Isso era coisa para me fazer pensar.
Uma nota: se alguém descobrir na net o vídeo radical de Vital Moreira, por favor não diga nada a ninguém. E se encontrar o do Badaró no Superbuéréré a fazer de Sangoku, avise. Eu continuo à procura.
Segue abaixo uma conversa, franca e amena, acerca do tema.
Kowalski diz:
boas
vi na sic o vital moreira a fazer rafting no rio minho
Jorge Olino diz:
ora muito boa tarde
Kowalski diz:
estou chocado
de calças de licra, filmado de trás
Jorge Olino diz:
deve ter ganho o gosto ao perigo
primeiro surfou o 1º de maio
Kowalski diz:
e com uma tijela na tola a dizer "Vital Moreira"
lol
Jorge Olino diz:
de qq menira, bater num gajo que faz lembrar o avô cantigas, tem qq coisa de retorcido
*maneira
Kowalski diz:
aquele capacete joli tinha-lhe dado jeito no primeiro de maio
recomendo ver o jornal da noite da sic
para veres as imagnes
Jorge Olino diz:
faltam 13 minutos para a risota, então
Kowalski diz:
quer dizer, recomendo se não quiseres dormir nas próximas duas semanas
aterrador
Jorge Olino diz:
o rangel também devia ficar bonito
Kowalski diz:
Foda-se
Jorge Olino diz:
aliás, o rangel tem ali qq coisa de vinagrete
Kowalski diz:
pronto. pensei que não era possível ficar mais enojado que estava depois de ver o avô cantigas de licra
mas conseguiste
bravo e obrigado
Jorge Olino diz:
epá, há sempre um patamar abaixo
faz parte da condição humana
Kowalski diz:
e o rangel é sempre um candidato crónico
Ser político é estranho. Não fazem nenhum durante quatro anos, mas depois no espaço de poucos meses têm de vir a correr fazer amigos, entre os animais.
Desta feita, Vital Moreira está na berlinda. Ouvindo os comentadores, esteve nos cuidados intensivos, mas agora está na berlinda. Dois dias depois de ter sido "barbaramente agredido" com insultos e com a correspondente deslocação do ar de quem o insultou "barbaramente", decidiu que estava pronto para outra.
E o que foi fazer este espectacular candidato socialista ao tacho internacional conhecido por eleições europeias? Acertaram. Como é lógico, foi fazer rafting no Rio Minho. Há quem diga que o rafting é para malta nova, que ainda tem mobilidade nas articulações e alguma flexibilidade. A verdade é que malta como o Vital Moreira e a Zita Seabra, por exemplo, já provaram que flexibilidade é algo que não lhes falta, o que é potenciado pela ausência de coluna vertebral. E diz que isso dá jeito para estas coisas do rafting.
Já muita gente fez coisas estúpidas por estar em campanha. Marcelo Rebelo de Sousa mandou-se ao Tejo, o que lhe provocou um princípio de tuberculose e cegueira momentânea a quem teve de o ver de tanga; Valentim Loureiro foi visto a comer de talheres; e até o Vital Moreira decidiu começar o seu fim de semana radical com uma visitinha à festa do povo, aquela malta que cheira mal e quer bater em quem o anda a foder pela calada.
Mas esta viagem de rafting, meu deus. Sei apenas que liguei a televisão e lá estava ele, de costas, de pé, de calças de licra. Um idoso de calças de licra e com um capacete ridículo na tola. Com "Vital Moreira" orgulhosamente escrito. Duvido muito, mas mesmo muito, que este tipo de merdas lhe valha mais um voto que seja. A não ser que ele ameace andar sempre vestido de licra se não ganhar. Isso era coisa para me fazer pensar.
Uma nota: se alguém descobrir na net o vídeo radical de Vital Moreira, por favor não diga nada a ninguém. E se encontrar o do Badaró no Superbuéréré a fazer de Sangoku, avise. Eu continuo à procura.
Segue abaixo uma conversa, franca e amena, acerca do tema.
Kowalski diz:
boas
vi na sic o vital moreira a fazer rafting no rio minho
Jorge Olino diz:
ora muito boa tarde
Kowalski diz:
estou chocado
de calças de licra, filmado de trás
Jorge Olino diz:
deve ter ganho o gosto ao perigo
primeiro surfou o 1º de maio
Kowalski diz:
e com uma tijela na tola a dizer "Vital Moreira"
lol
Jorge Olino diz:
de qq menira, bater num gajo que faz lembrar o avô cantigas, tem qq coisa de retorcido
*maneira
Kowalski diz:
aquele capacete joli tinha-lhe dado jeito no primeiro de maio
recomendo ver o jornal da noite da sic
para veres as imagnes
Jorge Olino diz:
faltam 13 minutos para a risota, então
Kowalski diz:
quer dizer, recomendo se não quiseres dormir nas próximas duas semanas
aterrador
Jorge Olino diz:
o rangel também devia ficar bonito
Kowalski diz:
Foda-se
Jorge Olino diz:
aliás, o rangel tem ali qq coisa de vinagrete
Kowalski diz:
pronto. pensei que não era possível ficar mais enojado que estava depois de ver o avô cantigas de licra
mas conseguiste
bravo e obrigado
Jorge Olino diz:
epá, há sempre um patamar abaixo
faz parte da condição humana
Kowalski diz:
e o rangel é sempre um candidato crónico
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