quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Serge

Ainda não fui ver, mas estreou na semana passada um dos filmes pelo qual mais aguardei, a biografia de Serge Gainsbourg.
Já o disse muitas vezes, aliás, digo-o sempre que posso: Gainsbourg foi somente o maior génio musical desde Beethoven.
Ponto.
Para muitos, Serge nunca foi mais que aquela figura vagamente alcoolizada, rodeado de mulheres bonitas. E sim, isso faz parte do mito de Serge e completa toda a sua fascinante personagem. Mas nada disso importaria se não fosse a música. Diz-se de Bowie que é "o camaleão", devido às muitas fases e mutações da sua carreira, mas perante Gainsbourg Bowie seria um contabilista conservador e aborrecido. A melhor fase de Serge foi de meio dos anos 60 a meio dos anos 70, mas produziu até aos anos 90. Fez de tudo, e fez sempre bem. Foi percursor de tudo, e as suas influências podem, hoje, ver-se em todo o lado. E é por isso que fico feliz por haver este filme. Porque pode expor a fabulosa música de Serge a gente que nunca o conheceu, que nunca lhe deu uma oportunidade, que com ele nunca se cruzou.
Deixo-vos aqui um vídeo retirado do seu melhor disco "Melody Nelson", com ele e a então deslumbrante ninfeta Jane Birkin, e um excerto de uma entrevista que Birkin deu, este mês, ao Jornal de Notícias.

Jornal de Notícias: Na sua vida pessoal, como encara a memória de Serge? Costuma ouvir os discos dele, por exemplo?
Jane Birkin: Não, nunca olho para trás. Tive o melhor do Serge. Mas continuo a cantar as suas canções. Também me conhecem por isso. As canções mais interessantes são as que ele escreveu quando o deixei.
JN: Porque diz isso?
JB: É verdade, os três últimos discos dele são o melhor período. Como o "L'amour des feintes", que escreveu três meses antes de morrer e em que desenhou o meu rosto na capa. Telefonou-me na véspera de morrer. E comprou-me um anel três dias antes de morrer. Abençoo-o por isso, por manter essa amizade comigo até morrer.
JN: Qual foi a verdadeira influência dele na música francesa?
JB: Há um antes e um depois de Serge Gainsbourg. Mudou a música francesa de uma forma radical. Há livros sobre ele. Na escola, a música dele é estudada. Ele revolucionou a língua francesa. As pessoas têm saudades dele porque ele dizia exactamente o que pensava. E era uma pessoa tão querida. Não há hoje ninguém como ele.

Jornal do incrível


Não me espanta. José Sócrates é um cadáver político há um ano e ainda por aí anda....

Pergunta inocente

Onde anda o camarada Sócrates?..........

A bola é quadrada

Se a política nacional fosse futebol, o último ano teria sido um jogo não muito bem jogado, mas muito interessante tacticamente.
Senão vejamos.
Passos Coelho é eleito, reforça o PSD. Sócrates ficou à rasca.
Depois é o congresso do PSD, que naturalmente deu a Passos Coelho um novo "elan". Sócrates fica pensativo, e um pouco mais apertado.
Repois rebenta a bronca das contas públicas. Sócrates fica apertado, Passos Coelho finge-se de responsável e assume os PEC I e II. Passos Coelho dispara nas sondagens, digamos que, nessa altura, estava "por cima no jogo".
Depois, inchado e demasiado confiante qual Jorge Jesus, dá uma de Carlos Queiroz e faz uma substituição suicida. A revisão constitucional foi o Paulo Torres de Passos Coelho.
Deu o flanco a Sócrates. Este percebeu que o flanco esquerdo do adversário estava desguarnecido, e canalizou por aí todos os seus ataques, através do extremo "I love Estado Social".
E eis que, de repente, Passos Coelho teve, finalmente, a sorte do jogo, na forma de um penalti infantil concedido pela equipa adversária.
Por outras palavras, a situação actual, com o rompimento das negociações para o OE, é a melhor coisa que lhe podia ter acontecido.
Este é o raciocínio:
Eu acho que Passos Coelho se vai abster e, assim, viabilizar este péssimo orçamento. Mas já conseguiu uma coisa, não se sujar muito e passar por responsável.
Depois do ultimato a Sócrates, para o qual este cagou de alto, Passos Coelho estava desesperado por uma única coisa: como ceder sem perder a face. E a intransigência do PS deu-lhe a escapatória perfeita.
Passos Coelho vai abster-se. Vai dizer: "vou ser responsável e evitar que venha para aí o FMI. Fui responsável porque quis negociar, fiz propostas concretas e o Governo foi irredutível e não quis negociar, não quis melhorar este mau orçamento. Mas este não é apenas um mau orçamento, é um orçamento da exclusiva responsabilidade do PS, e por ele deverá ser julgado".
É perfeito.
Não passa por irresponsável e pode fingir que tentou melhorar o documento, e que o PS não deixou. E mais, no dia a seguir à aprovação do orçamento, tem caminho livre para malhar forte e feio no PS, uma vez que não está vinculado ao orçamento, o que aconteceria se votasse a favor, após acordo com Sócrates.
É perfeito. De facto, neste caso, Passos Coelho teve mais sorte que juízo.
E é com este presente táctico que o PSD pode ganhar o jogo, embora pouco tenha feito para o merecer.
Sócrates, desesperado, de cabeça perdida e com jogadores a menos, meteu a mão à bola dentro da área.
Agora é só Passos Coelho converter o penalti.

Quem quer que ganhe, perde o país.
Mas, se isto não fosse gravíssimo, seria um jogo muito interessante.



                                                                                                        Deste Sócrates eu gosto.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O paradoxo presidencial

Há um paradoxo à volta destas eleições presidenciais: Alegre só daria um bom presidente se o PS, partido a que pertence, não estivesse no poder.
Eu explico, apesar de ser bastante simples.
Alegre é um lírico, numa altura em que falta lirismo na política. O problema dele não é esse: é ser um cobarde e um hipócrita. E não há pessoa menos lírica e mais realpolitik do que Sócrates, que era capaz de vender a sua própria mãe para impingir uns Magalhães de exportação.
Alegre fala contra "os poderosos da Europa" e contra os "especuladores internacionais". Sócrates age como um lacaio de Merkel e da Goldman Sachs.
Há, obviamente, um fosso total entre as ideologias políticas de Alegre e Sócrates. O que me faria claramente votar em Alegre, se ele fosse consequente ou mais do que um "idiota útil". Vai ser muito curioso ver a campanha de Alegre. Ver os discursos - em que veremos Louçã a aplaudir ferverosamente se ele soltar a sua verve esquerdista, e com os jornalistas a perguntar a Sócrates se ele se sente atingido pelos recados de Alegre - , e ver como Louçã e Sócrates, e como os jovens membros das máquinas partidárias de BE e PS, se vão dar. Promete ser delicioso, não fosse a aura de fim de festa que, inevitavelmente, vai invadir essa mesma campanha.

Alegre tentou, há uns meses atrás, quando anunciou a sua candidatura, fazer de Cavaco um perigoso beligerante. Dizia ele que "o actual presidente tem de entender que o papel do presidente não é governar, nem ser contra-poder". Ora o que acontece é que se há crítica que se pode fazer a Cavaco é que ele não fez nada, rien, a ponta de um corno, durante o seu mandato. Não foi contra-poder. Deixou Sócrates governar como bem entendeu. Mais, suportou de Sócrates todas as tropelias do próprio e da sua incrível entourage xuxa. Foi tolerante e institucional para além de todo o bom-senso. Escondeu-se. E Alegre ficou sem argumento, até por grande incompetência própria.
Depois, Alegre ultimamente tem falado pouco. Porquê? Porque ao falar agora, e ser consequente com as suas opiniões (coisa que nunca foi), teria de se colocar contra Sócrates e este OE absolutamente assassino, num momento em que o PS e o Governo estão frágeis, pelo que qualquer discordância pública seria vista como uma facada nas costas, sobretudo num partido tão sensível à crítica.
A verdade é que, das poucas vezes que tem falado, - e procurando acentuar o seu lado esquerdista - diz sempre que "se eu fosse presidente, não permitiria isto, não permitiria aquilo, o grande capital, etc, etc". A verdade é que, se ele fosse eleito e fizesse metade do que promete, seria um pesadelo para Sócrates. A ideologia deste último é, claro, liberal, e muito mais próxima da de Cavaco do que da de Alegre.
A verdade é que, se Sócrates fez tudo o que bem lhe apeteceu com Cavaco na presidência, para que raio quereria Alegre lá? Resposta: não quer. Nem pintado. Era só a pior coisa que lhe podia acontecer, a seguir ao Diogo Infante decidir emigrar.
Alegre, neste seu estilo pseudo-a mim ninguém me cala e pseudo-interventivo, só seria útil numa circunstância: se o PSD estivesse no Governo.
É este o paradoxo: Sócrates apoia um candidato que só lhe seria útil se ele próprio não estivesse no poder. E apoia Alegre quando, em termos ideológicos, é puro laranja e cavaquista.

É claro que Alegre, se fosse eleito, não iria realmente incomodar Sócrates. Ia meter a viola no saco, como tem feito ao longo dos últimos 10 anos no PS. Mas seria um filão a explorar, depois de se armar em esquerdalho e forte, sabendo todos nós o que teve ele de prometer a Sócrates para ter o seu apoio.

Posto isto, continuo sem saber em quem votar. E o cabrão do Vieira que não consegue as assinaturas...

Boçal

E pronto, habemos Cavaco.
Eu achava que "notícia" era algo até então não conhecido, ou surpreendente, ou coisa assim. Apesar disso, os jornais da noite abriram com a "notícia" bombástica: Cavaco é candidato à Presidência da República.
Já nem vou falar da aberração que é ter sido Marcelo Rebelo de Sousa a anunciar o anúncio. Mas isto foi uma tristeza.
O discurso pobre. Sem chama. Sem imaginação. Sem mundo.
No fundo, tudo aquilo que Cavaco é, por mais que se esforce em sentido contrário.
O momento actual é o melhor momento possível para Cavaco ganhar estas eleições, e à primeira volta. Num panorama dominado por um Sócrates trafulha e por um Passos Coelho saltarico e imberbe, Cavaco pode tirar partido do seu maior capital: a seriedade e honestidade que os portugueses insistem em ver na sua figura.
Para o tuga, basta estar calado para ser sério, e competente. Foi assim que Cavaco ganhou todas as eleições, de facto.
Em terra de cegos, quem tem meio olho vesgo é rei.
Cavaco vai ganhar, à grande e à vontade. E isso diz tanto do nosso país como da miserável concorrência que se lhe apresenta.

...e o Sporting é isto

"Salomão, por seu turno, sofreu um traumatismo no joelho esquerdo na sequência de um choque com um banco de suplentes." A BOLA, 25-10-2010.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Feira Popular

Quando era pequeno, adorava ir à Feira Popular.


Não havia hipermercados nem Toys R Us, e o espaço de brincadeira mais sofisticado era o salão de jogos, em que durante muito tempo não nos deixavam entrar, por sermos muito pequenos e por não termos dinheiro.
Vivi até aos 20 e tais em Carcavelos, o melhor subúrbio do mundo. Vinha a Lisboa passar o fim de semana com o meu pai, todas as semanas. Mas só ia à Feira Popular aí umas 3 vezes por ano. Feira Popular, para mim, era sinónimo de frango assado, algodão doce, pipocas, e brincadeiras. Só uma vez andei na Montanha Russa, tinha medo, medo que se confirmou quando lá andei, para nunca mais. Gostava muito do comboio fantasma, e uma vez fui com o meu primo João, que entrou com uma espada de brincar e saiu sem ela. Andava nos póneis sedados e pachorrentos, que andavam aborrecidamente à volta. Andava nos carrosséis, naqueles que eram carros e a gente ia lá dentro. Andava nos carrinhos de choque e jogava nas máquinas de luta, e aí não era preciso sermos grandes para jogar.
Eu sei que os tempos são outros. Que agora há playstations e "funcenters" por toda a parte. Mas, ainda assim, acho que havia espaço para a Feira Popular, para os jantares de grupo, para aquela atmosfera burlesca e decadente, bem no meio da nossa querida cidade. Para esse aterrador resquício das brumas dos anos 80, o "Poço da Morte".
A Feira Popular está agora como estas imagens, sacadas ao acaso da net, demonstram. 
Como se recordam, a Feira Popular foi encerrada como contrapartida para o Casino de Lisboa. Depois o Casino foi para a Expo, depois de estar previsto para o Parque Mayer, outro espaço de outros tempos que reclama atenção. E, no meio de tudo isto, a Feira Popular foi esquecida. Até o seu nome é um anacronismo, um delírio de um tempo em que Popular, e Povo, não eram palavras vãs e 'démodés'. 
Está assim, ao abandono. E, no meio de tudo isto, alguém encheu os bolsos. E ninguém diz nada, ninguém faz nada, ninguém vai preso, ninguém é responsabilizado.
Foi o Santana, podia ter sido qualquer um.
Lembrei-me da Feira Popular porque ela é um símbolo perfeito do que este sistema partidário tem feito ao nosso país. Tal como a Feira Popular, também o pais está abandonado, a saque, sugado de tudo o que ainda tinha.
E alguns mais gordos, bem mais gordos...

Jogo de Espelhos

A malta anda confusa, e não é para menos.
Veja-se o comportamento do último par romântico da política nacional, José Sócrates e Pedro Passos Coelho.
O primeiro, depois de anos a favorecer os privados e a desmantelar o Estado Social, faz deste a sua bandeira. Depois de anos a esbanjar a nossa guita, em favores aos muitos amigos xuxas/maçons que controlam este país, de repente tornou-se no Mr. Scrooge, avarento e resmungão. Em 2009, em plena crise e ano de 3 eleições, deu o maior aumento da década aos funcionários públicos, defendendo uma política expansionista e classificando de louca Manuela Ferreira Leite, que pregava equilíbrio e austeridade. E agora faz o que criticava, sendo o melhor exemplo o corte das deduções fiscais dos PPR, defendido há um ano por Louçã e na altura ferozmente rejeitado por Sócrates.
Por outro lado, Passos Coelho passou tempo todo - tirando aquele em que ia dando tiros nos pés, nos braços e na própria tola - a pedir mais austeridade. A dizer - e com razão - que o Governo não fazia qualquer consolidação das contas públicas, que era preciso cortar no investimento, TGV's, etc. Agora que Sócrates decidiu corrigir toda a sua incompetência com um corte a direito, que afecta sobretudo os mais pobres, Passos Coelho já não gosta, diz que é austeridade a mais.
A verdade é que, em teoria, está tudo errado. É normal e tradicional no PSD que peça consolidação, menos investimento. E é normal que o PS, supostamente de esquerda, defenda mais gastos do Estado, mais investimento, mais apoios sociais.
O problema é que, devido a necessidades e tácticas eleitorais, as prioridades mudaram, e está tudo misturado, quando não está mesmo ao contrário.
Na verdade, Passos Coelho e José Sócrates são Jekyll e Hide, duas faces da mesma moeda, de "O Médico e o Monstro". Infelizmente nenhum é médico para curar este país.
Infelizmente ambos são o monstro. 

sábado, 23 de outubro de 2010

O Disco da Minha Vida XII

Bom, isto agora torna-se algo desonesto. Porque tenho de escolher um disco entre 3 ou 4, fantásticos, que considero estarem todos ao mesmo nível.

O disco de hoje é "The Cult of Ray", de Frank Black.
Frank Black, ou Black Francis, como quiserem (o seu nome verdadeiro até é Charles), é, toda a gente sabe, o antigo vocalista e principal compositor dos Pixies.
Para mim, como para muita gente da minha geração, os Pixies bateram demasiado tarde, para muita malta já depois de eles acabarem a sua primeira encarnação. Mas foi bem a tempo de deixar uma marca que, provavelmente, não desaparecerá durante as nossas vidas de amantes de música.
Mas esta não é uma mensagem sobre os Pixies. É uma tentativa de corrigir uma das grandes injustiças da música contemporânea. É que, mesmo para os fãs de Pixies, Frank Black a solo não existe. É mau ou, na melhor das hipóteses, é irrelevante. E isso é errado. Como se o tipo que escreveu todas as grandes músicas dos Pixies, de repente, deixasse de perceber alguma coisa de música. As if...
Foi o Amarelo quem me mostrou o Frank Black, depois de já ter sido ele a mostrar-me os Pixies. Em ambos os casos, estaca céptico, mas rapidamente a coisa mudou. Com Black, ele mostrou-me o seu primeiro disco a solo, homónimo, de 1993, menos de dois anos depois de os Pixies terem editado o derradeiro "Trompe le Monde".
A voz continuava lá. Aquela voz de eterno adolescente, entre o romântico freak e o rebelde alucinado. E isto vindo de um monstro de 100 kilos, gordo e careca, sem pinta absolutamente nenhuma.
E para além da voz, continuava lá o rock. O bom e velho rock.
Ao longo dos discos seguintes, perto de 15, foi mudando e apurando o som, que no início era relativamente semelhante ao que fizera antes. Em termos muito gerais, e fazendo a inevitável comparação com os Pixies, teremos de dizer que estes eram um som mais urbano, se por urbano entendermos uma cave rock num qualquer outro planeta. A solo, Black tem uma estrutura mais clássica de canção, e mais ligada às raízes do rock. Teve uma fase meio country, teve sim senhor, e foi bem boa. Teve outra mais pop, igualmente boa. Mas a sua música teve sempre duas coisas que estiveram sempre lá, misturadas com as outras coisas: o rock, sempre, e a grande capacidade para fazer grandes canções, feitas de adrenalina e de uma grande capacidade aditiva.
Escolhi "The Cult of Ray" como podia ter escolhido o grande "Pistolero", "Dog ín the sand" ou "Teenager of the ear". Podem agarrar num disco qualquer dele e só muito dificilmente não acertam com um grande disco.
Vi-o ao vivo, com a sua banda "The Catholics", há uma data de anos, na Aula Magna. Fui arrastado pelo malogrado Amarelo, até porque na altura não conhecia bem o seu trabalho a solo. Numa sala bem composta, o público foi bombardeado com um grande concerto,  com três guitarras agressivas em palco, e nenhum baixo. A sala foi reagindo entre o entusiasmo e o espanto, para só ir ao rubro quando a banda tocou duas ou três músicas dos Pixies, nomeadamente "Mr. Grieves", que ia levando a casa abaixo.
Talvez como vingança por tudo querer ouvir os Pixies e não a sua nova banda, a verdade é que passei uma semana a ouvir mal, com um zumbido resistente nos ouvidos.
E ele é que tinha razão, e só vim a perceber mais tarde.

Deixo-vos uma das melhores músicas de "The Cult of Ray", curiosamente uma das músicas mais lentas e "baladeiras" que alguma vez fez. Não é muito representativa do seu estilo, mas é representativa do seu talento.

Dá-lhe, Charles.  

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Clueless

Imagem que um tipo vai ser pai dentro de um mês. E que a sua mulher tem um furo no pneu do carro, nas redondezas de onde esse tipo trabalha. E que liga a esse tipo para a ir desenrascar. E esse tipo tem o telemóvel no bolso do casaco, nas costas da cadeira. E só vê uma hora depois…


E que este tipo anda a garantir há bué à sua esposa que “não precisas de mais nenhum número de emergência, quando for hora ligas-me a mim e pronto”.

E como raio vai esse ser hipotético, nesta situação puramente hipotética, defender-se das várias acusações que sobre si pendem, neste momento?...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

LOST

Já reparou que, aquando da apresentação daquela bela merda chamada Orçamento do Estado para 2011, foi Teixeira dos Santos, o cabeça de giz, a levar com as bolas na cabeça?
Já reparou que, quando foi hora de reagir às propostas do PSD para o dito Orçamento, quem apareceu foi esse bonifrate chamado Pedro Silva Pereira?

Se reparar bem, a última vez que o culpado desta merda toda apareceu foi no fim de semana, numa "iniciativa cívica de defesa da escola pública". Que por acaso era uma iniciativa "cívica" pejada de dirigentes e militantes socialistas, mascarados de sociedade civil.

É sempre bom ver que, em momentos de crise, há uma liderança presente.

Duas palavras apenas



                                                                         Liga Europa.

Digamos que aquela segunda linha mostra que o Google pensa como eu

terça-feira, 19 de outubro de 2010

The Specials

Não, não me fui embora. Ainda aqui ando.
Mas o trabalho anda a dar cabo de mim. Digamos que o Orçamento do Estado me está a lixar ainda mais que vocês, o que é bastante.
Há muita coisa para ser dizer, e será dita, por isso continuem a espreitar o que por cá se passa.

Entretanto, de algures entre a Jamaica e Coventry, a minha música preferida de uma das minhas bandas favoritas.

Enjoy e até já.

Allez Les Bleus

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ooops

"Ora aí vai a economia, o Estado Social, as famílias"....

Lolocausto

"Este Orçamento protege o emprego e o Estado Social" - José Sócrates.

domingo, 17 de outubro de 2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O GOS

As novidades do Grande Orçamento Socialista (GOS) começam a ser divulgadas.
E é bastante fácil de resumir o que traz: impostos, mais impostos e....bem, mais impostos.

Vai tudo a eito. Sobe o IVA nos livros, esse produto de luxo. No leite com chocolate ou com cálcio, esse luxo. Aumenta-se também a tributação dos prémios literários, essa instituição burguesa. E aumenta-se até, imagine-se, os prémios associados às medalhas conquistas pelos nossos deputados paralímpicos, esses cabrões desses mamões que andam a dar cabo do défice. O grande camarada Sócrates conseguiu ainda aumentar o IVA sobre as flores e plantas ornamentais...como os bonsais.

Neste GOS, tudo é um luxo, e taxado como tal.

O Grande Camarada Sócrates, esse génio da política, da engenharia e do inglês técnico, conseguiu o que se pensava impossível: instalar em Portugal a cartilha económica da Albânia ou da Roménia nos anos 80, em que até o leite das criancinhas era um luxo dos ricos decadentes. E nem precisou de instalar o tenebroso comunismo para o conseguir.