Eleições
No Domingo, vou votar, como habitualmente.
Devo confessar que ainda não sei em quem, não por cinismo de achar que não serve de nada e todos eles são maus, apenas porque não sei, de entre dois partidos, aquele que merece mais o meu voto.
Mas isso não é, agora, o mais importante.
O importante é que vai ser feita alguma justiça, às mãos dos votantes.
Justiça porque esta direita vai ser finalmente despejada do poleiro, mais ainda do que pela vitória do PS, que nada de relevante, por si só, mudará.
É importante que o país dê este sinal, de que está farto. A esquerda irá subir, o que muito me agrada, embora considere que não se pode falar de uma viragem do país à esquerda. Viragens destas já vi muitas, e em larga medida não querem dizer nada a não ser o desejo de penalizar quem lá está.
Mas, ainda assim, é de extrema importância a derrota da direita.
Desta direita puritana e mesquinha, que se mascara de popular para enganar o povo com gravatas pretas e lágrimas de crocodilo, tratando o povo como idiotas, como sempre fizeram.
O povo é burro? Sim, em boa parte. Mas a postura do poder deveria ser de tentar alterar isso, e não apenas tentar tirar partido desse facto, como os três partidos do eixo do poder estão a fazer.
É preciso correr com esta direita. A sua derrota será a derrota da estratégia de terra queimada, do marketing barato, do boato, da manipulação, do choradinho do menino guerreiro e da virgem santíssima.
Não quero o meu país governado por santanetes, advogados e gestores. Não quero o meu país governado pelos 10 por cento mais ricos, que fingem, em campanha, compreender e amar o povo, mas que têm como único objectivo a manutenção dos seus sujos privilégios.
Quero um governo de pessoas que trabalham, que sabem o que é a vida. Que sabem das dificuldades em criar uma família, pagar as contas, estudar à noite e aproveitar as promoções da TAP para viajar ao estrangeiro. Quero um governo de gajos que não têm barcos e não fazem propaganda de serem, ou não, católicos.
Quero um governo de pessoas, comuns como nós, e não de tecnocratas impotentes com filhos betos, que estão nas jotas para serem iguais aos papás, continuando o roubo das últimas décadas.
Quero um governo que saiba falar de felicidade, e não apenas de défice, que saiba falar de alegria, e não apenas de sacrifício, que saiba falar de ganas de viver, e não apenas da sobrevivência de tachos e privilégios.
Chega de betos, tias, santanetes, advogadozinhos a lamber os beiços. Isso não é Portugal, é apenas o cancro que anda a comer Portugal.
Espero que se confirme o cenário que previ: a vitória do PS SEM maioria absoluta, e a subida de Bloco e CDU; que o PPD/PSD (filhos da puta!) tenha 30 por cento no máximo e que o PP não seja a terceira força política; e, se ainda houver brindes, gostava de ver o Garcia Pereira na assembleia e o Manuel Monteiro a cantar no metro.
Boas eleições, caros atónitos.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005
There´s a Starman
Assisti, hoje, às oito da manhã, na RTP, a uma reportagem sobre o desemprego no nosso país.
Enquanto eram apresentados os tristes números, passavam aquelas imagens recorrentes de transeuntes a circular pelas ruas de Lisboa com um ar meio activo, meio melancólico. Portugueses.
Entre estes, uma cara conhecida: a do Xôr Raviolli Ninja.
Vais longe, Miúdo!
Assisti, hoje, às oito da manhã, na RTP, a uma reportagem sobre o desemprego no nosso país.
Enquanto eram apresentados os tristes números, passavam aquelas imagens recorrentes de transeuntes a circular pelas ruas de Lisboa com um ar meio activo, meio melancólico. Portugueses.
Entre estes, uma cara conhecida: a do Xôr Raviolli Ninja.
Vais longe, Miúdo!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005
Mete nojo!
Mesmo que não tivesse razões de sobra para não votar Santana, depois de ter visto ontem a figurinha a aparecer no debate com gravata preta já é razão suficiente.
Para mim demonstra como o Sr. Lopes faz tudo para ganhar votos mais uns votos.
Epá, é que nem a Maria Beata do Portas se lembrou de tal coisa.
Mesmo que não tivesse razões de sobra para não votar Santana, depois de ter visto ontem a figurinha a aparecer no debate com gravata preta já é razão suficiente.
Para mim demonstra como o Sr. Lopes faz tudo para ganhar votos mais uns votos.
Epá, é que nem a Maria Beata do Portas se lembrou de tal coisa.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
A Saga de Sacana Lopes XV (?)
Sacana Lopes, o bébé que tarda em crescer, escreveu uma missiva aos portugueses abstencionistas. Como ele sabe quem são esses eleitores é um mistério, e não nos atrevemos sequer a especular nesse domínio.
Sacana pede aos portugueses que vão votar, de forma a que se possa "fazer frente aos poderosos".
Diz ele que "Portugal precisa do seu voto de justiça" e acrescenta que, se os malandros dos abstencionistas não lerem a carta, farão "o mesmo que o Presidente da República fez a Portugal, ao interromper um conjunto de medidas que beneficiavam os portugueses".
Sacana compreende os portugueses. Diz ele que "você não costuma votar, e não é por acaso".
O bébé queixa-se de"alguns poderosos a quem interessa que fique tudo na mesma", mas diz que isso não pode ser!
"Provavelmente nós temos algo em comum: não nos damos bem com este sistema", diz o Sacana, que até compreende o povo perseguido.
"Tenho defeitos como todos os seres humanos, mas conhece algum político em Portugal que eles tratem tão mal como a mim? Também o tratam mal a si. Já somos vários", diz ele, antes concluir pedindo o voto dos portugueses, "por favor!".
Sem comentários.
Sacana Lopes, o bébé que tarda em crescer, escreveu uma missiva aos portugueses abstencionistas. Como ele sabe quem são esses eleitores é um mistério, e não nos atrevemos sequer a especular nesse domínio.
Sacana pede aos portugueses que vão votar, de forma a que se possa "fazer frente aos poderosos".
Diz ele que "Portugal precisa do seu voto de justiça" e acrescenta que, se os malandros dos abstencionistas não lerem a carta, farão "o mesmo que o Presidente da República fez a Portugal, ao interromper um conjunto de medidas que beneficiavam os portugueses".
Sacana compreende os portugueses. Diz ele que "você não costuma votar, e não é por acaso".
O bébé queixa-se de"alguns poderosos a quem interessa que fique tudo na mesma", mas diz que isso não pode ser!
"Provavelmente nós temos algo em comum: não nos damos bem com este sistema", diz o Sacana, que até compreende o povo perseguido.
"Tenho defeitos como todos os seres humanos, mas conhece algum político em Portugal que eles tratem tão mal como a mim? Também o tratam mal a si. Já somos vários", diz ele, antes concluir pedindo o voto dos portugueses, "por favor!".
Sem comentários.
BE ( não confundir com Boa Educação)
Frei Louçã continua a deixar marcas da sua indelével superioridade moral.
Depois de, em pleno debate televisivo, ter confrontado Paulo Portas com a sua falta de hábitos reprodutivos, voltou hoje à carga, ainda que numa versão claramente mais light (Não amoleças, Francisco!!).
A vítima foi este gajo.
Frei Louçã continua a deixar marcas da sua indelével superioridade moral.
Depois de, em pleno debate televisivo, ter confrontado Paulo Portas com a sua falta de hábitos reprodutivos, voltou hoje à carga, ainda que numa versão claramente mais light (Não amoleças, Francisco!!).
A vítima foi este gajo.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005
Ele continua a dar-nos música
Em: www.luisdelgado.net
PS: Com o agradecimento ao sempre atento Karlo Vasco.
Em: www.luisdelgado.net
PS: Com o agradecimento ao sempre atento Karlo Vasco.
Finalmente!
Michael Bolton, esse grande senhor da canção romântica, fará a sua estreia nos palcos portugueses a 10 de Março, no Casino Estoril.
Esperam-se temas deliciosos do seu 22º albúm (verdade!), bem como algumas pérolas perdidas dos BlackJack, banda heavy-metal que o ex-guedelhudo liderou, em início de carreira.
Michael Bolton, esse grande senhor da canção romântica, fará a sua estreia nos palcos portugueses a 10 de Março, no Casino Estoril.
Esperam-se temas deliciosos do seu 22º albúm (verdade!), bem como algumas pérolas perdidas dos BlackJack, banda heavy-metal que o ex-guedelhudo liderou, em início de carreira.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005
Notas soltas sobre a campanha (ou os mais e menos do aterro sanitário)
Muitos menos, apenas dois mais, aviso já, que a gente não está aqui para dizer bem.
Menos 1 - Os jotas. Os irritantes jotas. Todos os jotas são irritantes, mas os mais irritantes de todos são os do PP e os do PSD, com os seus cabelos e vestuária de beto, entrando em comitiva numa fábrica que felizmente cheira a suor. Guardo algumas recordações que qualquer dia me levarão a comprar uma caçadeira: os cânticos futeboleiros da JSD, na sua presença no exterior do estúdio do debate; o seu comportamento na campanha de rua de ontem, em Loulé, Faro e Setúbal, já que de cada vez que pressentiam um início de crítica ao bébé Santana desataram a gritar slogans, para abafar a voz do povo e ficar bem na televisão.
Menos 2 - Paulo Portas mostra que gosta do povo trabalhador ao visitar uma fábrica. Acontece que marcou a visita para quando os trabalhadores já tinham saído. Sempre se evitam chatices.
Menos 3 - A questão Cavaco, com base na pseudo-notícia do Público. Quando mais tempo se perde com estas merdas, menos se discutem os verdadeiros problemas.
Menos 4 - Toda a campanha do PSD. Desde o menino guerreiro à tarde informal de Santana com a imprensa, aos outdoors e aos boatos, passando pelos Falcons e pelo discurso à novela venezuelana. O PSD transformou-se no escarratório da política portuguesa.
Menos 5- O tom cada vez mais moralista de Francisco Louçã.
Menos 6 - A péssima representação de Paulo Portas e do PP, que merecia um "razzie" por falta de talento. Fingem pose de Estado e apelam ao levantamento popular; são parceiros do PSD mas não perdem uma oportunidade para os criticar, dizendo sempre que nunca os apanharão a criticar os laranjas.
Mais 1 - Os tempos de antena do BE. Hilariantes.
Mais 2- Jerónimo de Sousa. Anunciado como o coveiro do PCP, ganha em toda a linha na comparação com os medíocres adversários. Será a boa surpresa destas eleições.
Siga a banda.
Muitos menos, apenas dois mais, aviso já, que a gente não está aqui para dizer bem.
Menos 1 - Os jotas. Os irritantes jotas. Todos os jotas são irritantes, mas os mais irritantes de todos são os do PP e os do PSD, com os seus cabelos e vestuária de beto, entrando em comitiva numa fábrica que felizmente cheira a suor. Guardo algumas recordações que qualquer dia me levarão a comprar uma caçadeira: os cânticos futeboleiros da JSD, na sua presença no exterior do estúdio do debate; o seu comportamento na campanha de rua de ontem, em Loulé, Faro e Setúbal, já que de cada vez que pressentiam um início de crítica ao bébé Santana desataram a gritar slogans, para abafar a voz do povo e ficar bem na televisão.
Menos 2 - Paulo Portas mostra que gosta do povo trabalhador ao visitar uma fábrica. Acontece que marcou a visita para quando os trabalhadores já tinham saído. Sempre se evitam chatices.
Menos 3 - A questão Cavaco, com base na pseudo-notícia do Público. Quando mais tempo se perde com estas merdas, menos se discutem os verdadeiros problemas.
Menos 4 - Toda a campanha do PSD. Desde o menino guerreiro à tarde informal de Santana com a imprensa, aos outdoors e aos boatos, passando pelos Falcons e pelo discurso à novela venezuelana. O PSD transformou-se no escarratório da política portuguesa.
Menos 5- O tom cada vez mais moralista de Francisco Louçã.
Menos 6 - A péssima representação de Paulo Portas e do PP, que merecia um "razzie" por falta de talento. Fingem pose de Estado e apelam ao levantamento popular; são parceiros do PSD mas não perdem uma oportunidade para os criticar, dizendo sempre que nunca os apanharão a criticar os laranjas.
Mais 1 - Os tempos de antena do BE. Hilariantes.
Mais 2- Jerónimo de Sousa. Anunciado como o coveiro do PCP, ganha em toda a linha na comparação com os medíocres adversários. Será a boa surpresa destas eleições.
Siga a banda.
Pública inocência
Leio vários jornais por obrigação, mas o Público é o meu jornal preferido.
Mas desta vez, estampou-se, com a história de Cavaco Silva.
A manchete rezava "Cavaco aposta em maioria absoluta de Sócrates" e agitou dois dias de campanha, em que não se falou de nada de relevante.
Abrindo o jornal, a notícia ocupa nada menos que uma página inteira. Leio, leio, leio, e em nenhum sítio se percebe de onde saiu a informação que possa sustentar o título da manchete. Não só não há fonte, ainda que fosse não identificada ou "pessoa próxima de", como tudo o que se refere ao título é uma especulação pegada.
Diz o Público que Cavaco sempre foi defensor das maiorias absolutas. Diz ainda que Sócrates é o único em posição de conseguir. Logo, um mais um são dois, e "Cavaco aposta em maioria absoluta de Sócrates".
E quem diz isto? Não Cavaco, que não foi tido nem achado na notícia; não alguém próximo de Cavaco, que possa saber o que ele quer; não um porta-voz político de Cavaco, que não aparece citado em lugar algum.
Quem o diz é o próprio Público, ou as jornalistas que escreveram a notícia, quiçá na posse das capacidades adivinhatórias do falecido professor Zandinga.
Como está escrita, a notícia só pode ser uma de duas coisas: ou pura incompetência ou uma notícia encomendada. Nada mais.
No dia seguinte ao estouro da bronca, o Público volta à carga, procurando desmentir o desmentido de Cavaco, sim, claro, porque se há alguém que sabe o que Cavaco pensa é o Público, ainda mais que o próprio!
Recuando ligeiramente, o Público precisa que aquilo é o que Cavaco pensa mas não pode dizer. Ah!
Já hoje, três dias depois de um erro infantil ou uma missão política, o Público finalmente dá a mão à palmatória. Reconhece que "fez uma má escolha do título de capa ao optar pela expressão "aposta em", expressão ambígua a meio caminho entre o "prevê" e o "apoia".
Esta é a pior desculpa de todas as possíveis. Em vez de reconhecer que fez uma notícia incompetente ou um frete (este último que nunca poderia admitir), tenta distrair a atenção com a expressão utilizada, que é tudo menos inocente.
Quem sabe como são feitos os jornais em qualquer parte do mundo, e sobretudo com temas quentes, sabe que aquele título foi ou deveria ter sido discutido até à exaustão, e não é um erro inocente a utilização daquela palavra "aposta".
Não foi mais que uma cedência à tentação de fazer um título mais "sangrento", que chamasse mais a atenção, como qualquer pasquim de quinta categoria.
Depois de ter feito manchete com uma opinião, a pseudo-vitória de Santana no debate, o Público volta a dar um tiro no pé.
Infelizmente acontece a todos, mas o mais grave de tudo é a lentidão e renitência demonstrada pela direcção do jornal em admitir o erro. Evidente e grave.
Leio vários jornais por obrigação, mas o Público é o meu jornal preferido.
Mas desta vez, estampou-se, com a história de Cavaco Silva.
A manchete rezava "Cavaco aposta em maioria absoluta de Sócrates" e agitou dois dias de campanha, em que não se falou de nada de relevante.
Abrindo o jornal, a notícia ocupa nada menos que uma página inteira. Leio, leio, leio, e em nenhum sítio se percebe de onde saiu a informação que possa sustentar o título da manchete. Não só não há fonte, ainda que fosse não identificada ou "pessoa próxima de", como tudo o que se refere ao título é uma especulação pegada.
Diz o Público que Cavaco sempre foi defensor das maiorias absolutas. Diz ainda que Sócrates é o único em posição de conseguir. Logo, um mais um são dois, e "Cavaco aposta em maioria absoluta de Sócrates".
E quem diz isto? Não Cavaco, que não foi tido nem achado na notícia; não alguém próximo de Cavaco, que possa saber o que ele quer; não um porta-voz político de Cavaco, que não aparece citado em lugar algum.
Quem o diz é o próprio Público, ou as jornalistas que escreveram a notícia, quiçá na posse das capacidades adivinhatórias do falecido professor Zandinga.
Como está escrita, a notícia só pode ser uma de duas coisas: ou pura incompetência ou uma notícia encomendada. Nada mais.
No dia seguinte ao estouro da bronca, o Público volta à carga, procurando desmentir o desmentido de Cavaco, sim, claro, porque se há alguém que sabe o que Cavaco pensa é o Público, ainda mais que o próprio!
Recuando ligeiramente, o Público precisa que aquilo é o que Cavaco pensa mas não pode dizer. Ah!
Já hoje, três dias depois de um erro infantil ou uma missão política, o Público finalmente dá a mão à palmatória. Reconhece que "fez uma má escolha do título de capa ao optar pela expressão "aposta em", expressão ambígua a meio caminho entre o "prevê" e o "apoia".
Esta é a pior desculpa de todas as possíveis. Em vez de reconhecer que fez uma notícia incompetente ou um frete (este último que nunca poderia admitir), tenta distrair a atenção com a expressão utilizada, que é tudo menos inocente.
Quem sabe como são feitos os jornais em qualquer parte do mundo, e sobretudo com temas quentes, sabe que aquele título foi ou deveria ter sido discutido até à exaustão, e não é um erro inocente a utilização daquela palavra "aposta".
Não foi mais que uma cedência à tentação de fazer um título mais "sangrento", que chamasse mais a atenção, como qualquer pasquim de quinta categoria.
Depois de ter feito manchete com uma opinião, a pseudo-vitória de Santana no debate, o Público volta a dar um tiro no pé.
Infelizmente acontece a todos, mas o mais grave de tudo é a lentidão e renitência demonstrada pela direcção do jornal em admitir o erro. Evidente e grave.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2005
BE - Esquerda Moderna, Xofisticada e Doxinha
“Pretendemos destruir o actual sistema capitalista-imperialista e lançar as bases do socialismo em Portugal não apenas por adesão afectiva ou ideológica ou por obrigação moral por sermos de “esquerda”, mas também porque compreendemos a realidade”
”O programa revolucionário integra “claims” bem precisos: expropriação dos grupos monopolistas; nacionalização dos principais meios de produção, circulação e troca; monopólio estatal do comércio externo; planificação democrática da economia; democracia socialista para as amplas massas e repressão concentrada sobre os capitalistas e os seus aliados armados; dissolução do exército de caserna e dos corpos especiais de repressão policial...”
”Trata-se de um programa que só é sacado em palavras-de-ordem para as amplas massas em situações revolucionárias”
"O “programa de transição” elaborado por Trotsky em 1938 procura elevar as massas do seu nível de consciência imediato até à tarefa da tomada do poder. Aparecem aqui os “piquetes armados”, “o controlo operário da produção”(...) o “governo operário e camponês” ou os “sovietes””.
“O PCP afastou-se definitivamente do objectivo da revolução socialista e, como corolário lógico do seu jogo institucional no parlamento e nas câmaras, construiu um perfil de gestor de esquerda do sistema capitalista”
"Os eixos políticos para a acção são as palavras-de-ordem mais adequadas ao nível de consciência das massas no contexto de conjunturas bem determinadas. Apenas coincidem com o programa histórico em situações revolucionárias, mas podem perfeitamente coincidir com “claims” de transição e são normalmente “claims” democráticos, económicos, mínimos e parciais. Os exemplos são inúmeros, podendo ir desde as campanhas do Bloco “pelo fim do sigilo bancário” e “pela despenalização do aborto” até aos “piquetes armados” em certas situações pré-revolucionárias”.
Estas pérolas foram retiradas de do site da Ruptura/FER - www.rupturafer.org - grupo cuja totalidade dos membros integra o Bloco de Esquerda, “impulsionando o debate político e a sua construção”.
“Pretendemos destruir o actual sistema capitalista-imperialista e lançar as bases do socialismo em Portugal não apenas por adesão afectiva ou ideológica ou por obrigação moral por sermos de “esquerda”, mas também porque compreendemos a realidade”
”O programa revolucionário integra “claims” bem precisos: expropriação dos grupos monopolistas; nacionalização dos principais meios de produção, circulação e troca; monopólio estatal do comércio externo; planificação democrática da economia; democracia socialista para as amplas massas e repressão concentrada sobre os capitalistas e os seus aliados armados; dissolução do exército de caserna e dos corpos especiais de repressão policial...”
”Trata-se de um programa que só é sacado em palavras-de-ordem para as amplas massas em situações revolucionárias”
"O “programa de transição” elaborado por Trotsky em 1938 procura elevar as massas do seu nível de consciência imediato até à tarefa da tomada do poder. Aparecem aqui os “piquetes armados”, “o controlo operário da produção”(...) o “governo operário e camponês” ou os “sovietes””.
“O PCP afastou-se definitivamente do objectivo da revolução socialista e, como corolário lógico do seu jogo institucional no parlamento e nas câmaras, construiu um perfil de gestor de esquerda do sistema capitalista”
"Os eixos políticos para a acção são as palavras-de-ordem mais adequadas ao nível de consciência das massas no contexto de conjunturas bem determinadas. Apenas coincidem com o programa histórico em situações revolucionárias, mas podem perfeitamente coincidir com “claims” de transição e são normalmente “claims” democráticos, económicos, mínimos e parciais. Os exemplos são inúmeros, podendo ir desde as campanhas do Bloco “pelo fim do sigilo bancário” e “pela despenalização do aborto” até aos “piquetes armados” em certas situações pré-revolucionárias”.
Estas pérolas foram retiradas de do site da Ruptura/FER - www.rupturafer.org - grupo cuja totalidade dos membros integra o Bloco de Esquerda, “impulsionando o debate político e a sua construção”.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005
O grande debacle
Falando mal e depressa, o debate foi uma bela merda.
Dito isto, vamos alegremente escarafunchar na merda em que está transformada (há anos, e não só com esta campanha) a política portuguesa.
Sem dúvida alguma, Sócrates ganhou.
Santana apreceu acabrunhado, tímido, amorfo, num modelo que não favorecia o seu show-off de bébé na incubadora. Apareceu, numa palavra, derrotado.
Sócrates apareceu algo nervoso, sem conseguir explicar nada de nada, como é habitual. Esteve agressivo, mas permitiu em demasia que Santana fingisse que não tem nada a ver com o estado em que está o país.
Nada de fundamental se debateu, as respostas saíram decoradas e inócuas mas, sejamos sinceros, ninguém esperava outra coisa dos dois protagonistas.
Gostei de vários momentos, nomeadamente quando Santana, apertado por uma interpelação de Sócrates, lhe disse "eu respondo, eu respondo mas não me aponte o dedo". Parecia um puto da primária, no claro sinal de quem não tem argumentos para debater o fundamental, atacando a forma como é questionado.
Gostei também do ênfase dado por Santana quando falou nas promessas do choque fiscal do PSD, nas últimas eleições, quando disse que "o que Durão Barroso prometeu" foi tal e tal. Logo depois, atirou para cima da mesa com números aprendidos à pressa, dizendo que "nós fizemos", e aí eram números dos últimos três anos, não apenas de Durão Barroso. Elucidativo.
Gostei ainda de quando Santana, dizendo que não suportava boatos e queria acabar com isso se dedicou a habilmente enumerá-los, metendo ainda a martelo a questão da posição de Sócrates sobre o casamento homossexual.
Por último, fartei-me de rir quando Santana se desculpou com o nível da campanha, alegando que isso é feito nos EUA, "mas se o Engº Sócrates prefere a política portuguesa.........". Eu prefiro, mas isso sou eu, que não percebo nada disto.
Tirando o tom demasiado agressivo, no cômputo geral Sócrates foi melhor, quando lhe bastava empatar.
Ia caindo para o chão a rir quando vi hoje em alguns jornais que Santana ganhou. O Público justifica esta opinião (!), como principal manchete de primeira página, com o facto de Sócrates ir à frente, e como tal haver expectativas mais altas quanto ao seu desempenho.
Não é apenas mentira, é a análise mais idiota que ouvi nos últimos tempos.
Sócrates entrou a ganhar, bastava-lhe manter o resultado. Para Santana, o debate seria inútil ao não ser que ele obtivesse uma vitória claríssima. E ele perdeu.
Quatro notas finais:
1- A hilariante comitiva da JSD, que armou arraial à porta dos estúdios, equipados com os seus penteados à beto (talvez contra o frio) e do grito de guerra PPD!, com a música do grito futeboleiro do Glorioso SLB. Grande nível.
2- A opinião de Luis Delgado, o único dos oito comentadores da SIC Notícias a defender que Santana tinha ganho o debate.
3- A resposta a Delgado do gajo do clube de jornalistas, também na SIC Notícias.
Delgado: "Ninguém, nem um jornalista, nem um cameraman, nem um primeiro-ministro, ninguém pode ser avaliado com base em quatro meses de trabalho".
Outro Gajo: "Pois, mas eu diria que ninguém pode fazer em quatro meses tantos disparates como fez Santana Lopes".
Vai buscar!
.4- Na sondagem telefónica (a pagar 60 cêntimos) feita na Sic Notícias, 65 por cento dos telefonantes deram a vitória do debate a Santana Lopes.
Grande aquisição, para o PPD/PSD, do computador utilizado por Mourinho noutra célebre e limpíssima votação.
Falando mal e depressa, o debate foi uma bela merda.
Dito isto, vamos alegremente escarafunchar na merda em que está transformada (há anos, e não só com esta campanha) a política portuguesa.
Sem dúvida alguma, Sócrates ganhou.
Santana apreceu acabrunhado, tímido, amorfo, num modelo que não favorecia o seu show-off de bébé na incubadora. Apareceu, numa palavra, derrotado.
Sócrates apareceu algo nervoso, sem conseguir explicar nada de nada, como é habitual. Esteve agressivo, mas permitiu em demasia que Santana fingisse que não tem nada a ver com o estado em que está o país.
Nada de fundamental se debateu, as respostas saíram decoradas e inócuas mas, sejamos sinceros, ninguém esperava outra coisa dos dois protagonistas.
Gostei de vários momentos, nomeadamente quando Santana, apertado por uma interpelação de Sócrates, lhe disse "eu respondo, eu respondo mas não me aponte o dedo". Parecia um puto da primária, no claro sinal de quem não tem argumentos para debater o fundamental, atacando a forma como é questionado.
Gostei também do ênfase dado por Santana quando falou nas promessas do choque fiscal do PSD, nas últimas eleições, quando disse que "o que Durão Barroso prometeu" foi tal e tal. Logo depois, atirou para cima da mesa com números aprendidos à pressa, dizendo que "nós fizemos", e aí eram números dos últimos três anos, não apenas de Durão Barroso. Elucidativo.
Gostei ainda de quando Santana, dizendo que não suportava boatos e queria acabar com isso se dedicou a habilmente enumerá-los, metendo ainda a martelo a questão da posição de Sócrates sobre o casamento homossexual.
Por último, fartei-me de rir quando Santana se desculpou com o nível da campanha, alegando que isso é feito nos EUA, "mas se o Engº Sócrates prefere a política portuguesa.........". Eu prefiro, mas isso sou eu, que não percebo nada disto.
Tirando o tom demasiado agressivo, no cômputo geral Sócrates foi melhor, quando lhe bastava empatar.
Ia caindo para o chão a rir quando vi hoje em alguns jornais que Santana ganhou. O Público justifica esta opinião (!), como principal manchete de primeira página, com o facto de Sócrates ir à frente, e como tal haver expectativas mais altas quanto ao seu desempenho.
Não é apenas mentira, é a análise mais idiota que ouvi nos últimos tempos.
Sócrates entrou a ganhar, bastava-lhe manter o resultado. Para Santana, o debate seria inútil ao não ser que ele obtivesse uma vitória claríssima. E ele perdeu.
Quatro notas finais:
1- A hilariante comitiva da JSD, que armou arraial à porta dos estúdios, equipados com os seus penteados à beto (talvez contra o frio) e do grito de guerra PPD!, com a música do grito futeboleiro do Glorioso SLB. Grande nível.
2- A opinião de Luis Delgado, o único dos oito comentadores da SIC Notícias a defender que Santana tinha ganho o debate.
3- A resposta a Delgado do gajo do clube de jornalistas, também na SIC Notícias.
Delgado: "Ninguém, nem um jornalista, nem um cameraman, nem um primeiro-ministro, ninguém pode ser avaliado com base em quatro meses de trabalho".
Outro Gajo: "Pois, mas eu diria que ninguém pode fazer em quatro meses tantos disparates como fez Santana Lopes".
Vai buscar!
.4- Na sondagem telefónica (a pagar 60 cêntimos) feita na Sic Notícias, 65 por cento dos telefonantes deram a vitória do debate a Santana Lopes.
Grande aquisição, para o PPD/PSD, do computador utilizado por Mourinho noutra célebre e limpíssima votação.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005
Indiana Guedes
Por debaixo daquela capa de gentleman com ar de atrasado mental, Nobre Guedes é um ranger. Não do Texas, mas talvez da Arrábida.
Hoje, o senhor ministro Nobre Guedes passou-se completamente da cabeça e apelou ao levantamento da populaça de Coimbra, para "impedir" a entrada de José Sócrates na cidade, devido à sua defesa da co-incineração.
Para o Indiana Guedes, que apenas imaginamos a comer scones e no cu, ainda estamos na Idade Média, e temos que fechar as portas da cidade para manter a peste à distância. Pede levantamento popular, que a malta pegue nas forquilhas e vá queimar, não lixo, mas bruxas, o satânico Sócrates.
Isto é poesia pura, e é lindo ver que a direita, por baixo da sua capa de pseudo-seriedade de Estado, não consegue evitar mostrar a sua verdadeira natureza fascistóide e ridícula.
Como simples exercício de "Descubra as diferenças", é favor comparar as declarações de Indiana Guedes com as do "estadista" GI Portas, afirmando que "o PP marca a diferença, com uma campanha pela positiva".
Fantástico....
Por debaixo daquela capa de gentleman com ar de atrasado mental, Nobre Guedes é um ranger. Não do Texas, mas talvez da Arrábida.
Hoje, o senhor ministro Nobre Guedes passou-se completamente da cabeça e apelou ao levantamento da populaça de Coimbra, para "impedir" a entrada de José Sócrates na cidade, devido à sua defesa da co-incineração.
Para o Indiana Guedes, que apenas imaginamos a comer scones e no cu, ainda estamos na Idade Média, e temos que fechar as portas da cidade para manter a peste à distância. Pede levantamento popular, que a malta pegue nas forquilhas e vá queimar, não lixo, mas bruxas, o satânico Sócrates.
Isto é poesia pura, e é lindo ver que a direita, por baixo da sua capa de pseudo-seriedade de Estado, não consegue evitar mostrar a sua verdadeira natureza fascistóide e ridícula.
Como simples exercício de "Descubra as diferenças", é favor comparar as declarações de Indiana Guedes com as do "estadista" GI Portas, afirmando que "o PP marca a diferença, com uma campanha pela positiva".
Fantástico....
GI Portas
Quando pensamos que a pouca-vergonha desta campanha não pode ir mais longe, vai.
Gi Portas, o tipo que não foi à tropa mas adora os antigos combatentes, enviou para a casa destes uma carta de pura campanha eleitoral. Faz o choradinho do costume, apelando ao sentimento, e relembra o enorme esforço feito na atribuição de pensões a quem "defendeu a pátria".
Para isto, apetece sugeri-lo a ir mamar um ganda nabo, mas isso provavelmente torna-lo-ia feliz.
Um governo em gestão, em pré-campanha que é campanha de facto, gasta o dinheiro de todos nós na sua suja progressão pessoal.
Até os próprios combatentes, alguns saudosos do velho Ultramar, denunciaram esta manipulação.
A pouca vergonha é tão grande que até os cegos a vêm.
Quando pensamos que a pouca-vergonha desta campanha não pode ir mais longe, vai.
Gi Portas, o tipo que não foi à tropa mas adora os antigos combatentes, enviou para a casa destes uma carta de pura campanha eleitoral. Faz o choradinho do costume, apelando ao sentimento, e relembra o enorme esforço feito na atribuição de pensões a quem "defendeu a pátria".
Para isto, apetece sugeri-lo a ir mamar um ganda nabo, mas isso provavelmente torna-lo-ia feliz.
Um governo em gestão, em pré-campanha que é campanha de facto, gasta o dinheiro de todos nós na sua suja progressão pessoal.
Até os próprios combatentes, alguns saudosos do velho Ultramar, denunciaram esta manipulação.
A pouca vergonha é tão grande que até os cegos a vêm.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005
Sprint
Numa altura em que a produtividade continua na ordem do dia, nada como um Governo que dá o exemplo. Depois de dois anos a coçar a micose, o ritmo de aprovação de legislação por parte do Governo duplicou (!!!) desde que este entrou em gestão.
Para além das urgentes entradas de (ainda mais) boys & girls, há que fechar dossiers nas mais variadas áreas, para que quem vier a seguir não lhes possa estragar os planos.
Será do Guaraná?
Numa altura em que a produtividade continua na ordem do dia, nada como um Governo que dá o exemplo. Depois de dois anos a coçar a micose, o ritmo de aprovação de legislação por parte do Governo duplicou (!!!) desde que este entrou em gestão.
Para além das urgentes entradas de (ainda mais) boys & girls, há que fechar dossiers nas mais variadas áreas, para que quem vier a seguir não lhes possa estragar os planos.
Será do Guaraná?
terça-feira, 1 de fevereiro de 2005
Adivinha quem quer voltar
Isaltino Morais está farto de ser um comum mortal e ter de trabalhar para viver. Assim, voltou a anunciar que está a planear o regresso ao seu habitat de nidificação natural, a presidência da Câmara de Oeiras.
O tio do sobrinho taxista milionário disse hoje que ainda não tem apoios oficiais, mas afirma que não duvida de que o PSD estará com ele nesse regresso.
Acho que ninguém duvida.
Isaltino Morais está farto de ser um comum mortal e ter de trabalhar para viver. Assim, voltou a anunciar que está a planear o regresso ao seu habitat de nidificação natural, a presidência da Câmara de Oeiras.
O tio do sobrinho taxista milionário disse hoje que ainda não tem apoios oficiais, mas afirma que não duvida de que o PSD estará com ele nesse regresso.
Acho que ninguém duvida.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2005
Separado à nascença do George Constanza? Nem pensar! O meu irmão é o Jardel.
"Não me concebo como número dois, concebo-me como António Vitorino”
"Sou António Vitorino, colaboro naquilo que acho que em cada momento posso fazer”
"O futuro a Deus pertence"
António Vitorino, ontem, em entrevista à Rádio Renascença.
“Todos sabemos que se o Jardel está em forma tem possibilidade de fazer muitos golos. No Alavés não vai ser diferente e prometo marcar muitos golos assim que estiver em forma. Se não fizer golos, mato-me”
“O futuro a Deus pertence”
Mário Jardel, na sua apresentação como jogador do Alavés.
"Não me concebo como número dois, concebo-me como António Vitorino”
"Sou António Vitorino, colaboro naquilo que acho que em cada momento posso fazer”
"O futuro a Deus pertence"
António Vitorino, ontem, em entrevista à Rádio Renascença.
“Todos sabemos que se o Jardel está em forma tem possibilidade de fazer muitos golos. No Alavés não vai ser diferente e prometo marcar muitos golos assim que estiver em forma. Se não fizer golos, mato-me”
“O futuro a Deus pertence”
Mário Jardel, na sua apresentação como jogador do Alavés.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2005
Piada politicamente incorrecta para testar o nível de semitismo dos nossos leitores ou se isto fosse Israel já tinha um missil com o meu nome
Líderes de 30 países reunidos em Auschwitz.
Devido à vaga de frio que assola grande parte da Europa, resolveram ligar os fornos crematórios para ver se isto fica mais aprazível.
Líderes de 30 países reunidos em Auschwitz.
Devido à vaga de frio que assola grande parte da Europa, resolveram ligar os fornos crematórios para ver se isto fica mais aprazível.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2005
O estéril debate
Muito se tem falado de debates, nos últimos dias. Sócrates e Santana assobiam para o lado, enquanto Jorge Coelho e Miguel Relvas se degladiam em público, recorrendo à retórica e a acusações veladas de medo e mentira, de parte a parte.
Ou seja, com as eleições à porta (falta menos de um mês), e perante a nebulosidade das propostas dos dois maiores partidos, estes entretêm-se a debater a questão dos debates, em vez de debater o que querem fazer pelo país.
Estes senhores continuam sem perceber que a política não deveria ser a sua coutada particular, em que trocam mimos e floreados venenosos nas ondas hertzianas.
Para os portugueses, sobra a confirmação de que tudo lhes serve para manipular a opinião pública, acusando os outros de não quererem debater.
Enquanto os políticos olham para o umbigo e entretêm a comunicação social com esta e outras querelas, o povo está na mesma: mal informado como eles querem.
Muito se tem falado de debates, nos últimos dias. Sócrates e Santana assobiam para o lado, enquanto Jorge Coelho e Miguel Relvas se degladiam em público, recorrendo à retórica e a acusações veladas de medo e mentira, de parte a parte.
Ou seja, com as eleições à porta (falta menos de um mês), e perante a nebulosidade das propostas dos dois maiores partidos, estes entretêm-se a debater a questão dos debates, em vez de debater o que querem fazer pelo país.
Estes senhores continuam sem perceber que a política não deveria ser a sua coutada particular, em que trocam mimos e floreados venenosos nas ondas hertzianas.
Para os portugueses, sobra a confirmação de que tudo lhes serve para manipular a opinião pública, acusando os outros de não quererem debater.
Enquanto os políticos olham para o umbigo e entretêm a comunicação social com esta e outras querelas, o povo está na mesma: mal informado como eles querem.
Tristeza
Pela intervenção de Francisco Louçã, num debate televisivo com Paulo Portas. O Frei Louçã, assanhado numa discussão sobre o aborto, afirmou que Portas não tem moral para falar do assunto, porque "nem sequer tem filhos", ao contrário de Louçã, que tem uma filha. Ou seja, não interessa ouvir argumentos e a sua validade, alguém sem filhos não tem legitimidade para falar em assuntos que tenham a ver com a família ou o planeamento familiar.
Isso é a mesma coisa que dizer que Louçã não pode falar sobre as SCUT porque anda de autocarro.
O líder bloquista, apercebendo-se da borrada, já tentou explicar que não queria dizer bem aquilo, mas a má imagem ficou.
É um autêntico tiro no pé, colocando Louçã ao nível dos Guilhermes Silvas e Telmos Correias da política portuguesa.
Parece que o disparate e o slogan fácil atacam a todos, quando começa a cheirar a poder.
Pela intervenção de Francisco Louçã, num debate televisivo com Paulo Portas. O Frei Louçã, assanhado numa discussão sobre o aborto, afirmou que Portas não tem moral para falar do assunto, porque "nem sequer tem filhos", ao contrário de Louçã, que tem uma filha. Ou seja, não interessa ouvir argumentos e a sua validade, alguém sem filhos não tem legitimidade para falar em assuntos que tenham a ver com a família ou o planeamento familiar.
Isso é a mesma coisa que dizer que Louçã não pode falar sobre as SCUT porque anda de autocarro.
O líder bloquista, apercebendo-se da borrada, já tentou explicar que não queria dizer bem aquilo, mas a má imagem ficou.
É um autêntico tiro no pé, colocando Louçã ao nível dos Guilhermes Silvas e Telmos Correias da política portuguesa.
Parece que o disparate e o slogan fácil atacam a todos, quando começa a cheirar a poder.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2005
O Encarquilhado Inspector Rôla e os Desenxabidos Neo-Nazis
O tom de voz do director da Judiciária ao telefone não augurava nada de bom. Os chocos grelhados com tinta e o jarrinho de vinho verde à pressão do almoço ficaram a meio. O Fiat Uno vermelho de 87, cruza as ruas de Lisboa a alta velocidade com a desenvoltura de uma bailarina com artrose em direcção à sede dos serviços.
A elite da Judiciária estava à minha espera, o caso não era para menos. Uma série de ataques racistas perpetrados por um grupo de jovens neo-nazis, aterrorizava a população. Dois isqueiros Bic, um preto e outro azul escuro tinham sido espancados junto à estação de metro do Intendente; um pacote de mortalhas Smoking preta, porteiro de uma discoteca africana foi brutalmente esfaqueado e sofreu múltiplos ferimentos por rasgão; e mais recentemente o inqualificável assassinato da senhora Conguito e de dois dos seus trinta e oito filhos menores, em Chelas.
Há já algum tempo que os serviços tinham este grupo referenciado e sob vigilância, tendo inclusive infiltrado alguns agentes no seio do grupo. Os resultados para a Judiciária não poderiam ter sido mais nefastos, nenhum dos agentes regressou com vida da sua missão. O memorial aos que tombaram no exercício da sua função, homenageia agora mais três bravos e honrados agentes: um Duende de Jardim de Porcelana, uma Garrafa de Oitavo de Castelo e um Trapezista do Circo Chen.
Cabia agora a mim, o mais condecorado de todos os agentes da PJ, a missão de me infiltrar e tentar deter os criminosos.
A infiltração não se afigurava nada fácil, este grupo de energúmenos era muito fechado e a única solução era apelar às minhas melhores capacidades dissimulatórias. Tinha que dar o meu melhor, não havia margem para erro.
Este grupo de não era um grupo de cabeças rapadas normal, aliás distinguiam-se de todos os outros por cobrirem as suas cabeças com uma espécie de touca vermelha. De touca vermelha colocada na cabeça, dirigi-me para a sede do grupo aonde se reuniam todas as noites para jogar matecos e planear futuros ataques a vítmas inocentes.
Pela calada da noite e econberto pela ausência de luar, aproximei-me com as maiores cautelas da sede do grupo que se situava num terreno baldio ali para os lados de Loures. A sede era uma pequena caixa de fósforos e estava bem identificada pelo símbolo do grupo: as cinco quinas.
Entrar na pequena sede revelou-se não só um exercício de camuflagem como também de contorcionismo. Tive que partir ambos os joelhos e de deslocar o ombro esquerdo. Entrei.
O local estava apinhado até ao tecto de cabeças vermelhas, entretidos a beber minis e a preparar novos actos criminosos.
Hora e meia depois já tinha reunido todas as provas de que necessitava contra o grupo, estava na altura de mandar avançar os reforços e efectuar as detenções. Antes disso um cigarrinho. Cigarro na boca, puxo do Zippo para o acender. Num repente todas aquelas cabeças vermelhas nazis começam a inflamar-se violentamente, uma atrás da outra. O pânico é geral e a confusão total, consigo escapar por um triz.
Dos nazis, nem um sobrevivente.
Cá fora, os paramédicos tratam-me de algumas queimaduras ligeiras. Saco de outro cigarro e do fiel Zippo. A noite está fria. Tenho fome.
O tom de voz do director da Judiciária ao telefone não augurava nada de bom. Os chocos grelhados com tinta e o jarrinho de vinho verde à pressão do almoço ficaram a meio. O Fiat Uno vermelho de 87, cruza as ruas de Lisboa a alta velocidade com a desenvoltura de uma bailarina com artrose em direcção à sede dos serviços.
A elite da Judiciária estava à minha espera, o caso não era para menos. Uma série de ataques racistas perpetrados por um grupo de jovens neo-nazis, aterrorizava a população. Dois isqueiros Bic, um preto e outro azul escuro tinham sido espancados junto à estação de metro do Intendente; um pacote de mortalhas Smoking preta, porteiro de uma discoteca africana foi brutalmente esfaqueado e sofreu múltiplos ferimentos por rasgão; e mais recentemente o inqualificável assassinato da senhora Conguito e de dois dos seus trinta e oito filhos menores, em Chelas.
Há já algum tempo que os serviços tinham este grupo referenciado e sob vigilância, tendo inclusive infiltrado alguns agentes no seio do grupo. Os resultados para a Judiciária não poderiam ter sido mais nefastos, nenhum dos agentes regressou com vida da sua missão. O memorial aos que tombaram no exercício da sua função, homenageia agora mais três bravos e honrados agentes: um Duende de Jardim de Porcelana, uma Garrafa de Oitavo de Castelo e um Trapezista do Circo Chen.
Cabia agora a mim, o mais condecorado de todos os agentes da PJ, a missão de me infiltrar e tentar deter os criminosos.
A infiltração não se afigurava nada fácil, este grupo de energúmenos era muito fechado e a única solução era apelar às minhas melhores capacidades dissimulatórias. Tinha que dar o meu melhor, não havia margem para erro.
Este grupo de não era um grupo de cabeças rapadas normal, aliás distinguiam-se de todos os outros por cobrirem as suas cabeças com uma espécie de touca vermelha. De touca vermelha colocada na cabeça, dirigi-me para a sede do grupo aonde se reuniam todas as noites para jogar matecos e planear futuros ataques a vítmas inocentes.
Pela calada da noite e econberto pela ausência de luar, aproximei-me com as maiores cautelas da sede do grupo que se situava num terreno baldio ali para os lados de Loures. A sede era uma pequena caixa de fósforos e estava bem identificada pelo símbolo do grupo: as cinco quinas.
Entrar na pequena sede revelou-se não só um exercício de camuflagem como também de contorcionismo. Tive que partir ambos os joelhos e de deslocar o ombro esquerdo. Entrei.
O local estava apinhado até ao tecto de cabeças vermelhas, entretidos a beber minis e a preparar novos actos criminosos.
Hora e meia depois já tinha reunido todas as provas de que necessitava contra o grupo, estava na altura de mandar avançar os reforços e efectuar as detenções. Antes disso um cigarrinho. Cigarro na boca, puxo do Zippo para o acender. Num repente todas aquelas cabeças vermelhas nazis começam a inflamar-se violentamente, uma atrás da outra. O pânico é geral e a confusão total, consigo escapar por um triz.
Dos nazis, nem um sobrevivente.
Cá fora, os paramédicos tratam-me de algumas queimaduras ligeiras. Saco de outro cigarro e do fiel Zippo. A noite está fria. Tenho fome.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2005
quinta-feira, 20 de janeiro de 2005
quarta-feira, 19 de janeiro de 2005
terça-feira, 18 de janeiro de 2005
quinta-feira, 13 de janeiro de 2005
Triplo mortal encarpado (à retaguarda)
A muito custo, José Sócrates lá vai deixando escapar qualquer réstia de ideia sobre o que vai fazer quando for primeiro-ministro.
Depois de atacar ferozmente toda e qualquer medida apresentada e aprovada pela Direita, começa agora a dizer que, afinal, as vai manter.
São más à mesma, porque ele não se contradiz (não! que ideia!!!), mas há circunstâncias especiais que o justificam.
Começou com o aborto legislativo e social que é o código do trabalho, que o PS criticou de alto a baixo para, agora, o manter com apenas ligeiros "acertos".
E agora temos a pseudo-descida dos impostos e o fim dos benefícios fiscais para os PPR e outros que tais. Essa medida, que era "mais um feroz ataque à classe média que já paga os seus impostos", afinal vai ser mantida.
Em nome da "estabilidade fiscal". Pois.
E, com apenas duas ou três decisões anunciadas, Sócrates já garantiu os mínimos para os próximos jogos olímpicos, na categoria de ginástica rítmica.
A muito custo, José Sócrates lá vai deixando escapar qualquer réstia de ideia sobre o que vai fazer quando for primeiro-ministro.
Depois de atacar ferozmente toda e qualquer medida apresentada e aprovada pela Direita, começa agora a dizer que, afinal, as vai manter.
São más à mesma, porque ele não se contradiz (não! que ideia!!!), mas há circunstâncias especiais que o justificam.
Começou com o aborto legislativo e social que é o código do trabalho, que o PS criticou de alto a baixo para, agora, o manter com apenas ligeiros "acertos".
E agora temos a pseudo-descida dos impostos e o fim dos benefícios fiscais para os PPR e outros que tais. Essa medida, que era "mais um feroz ataque à classe média que já paga os seus impostos", afinal vai ser mantida.
Em nome da "estabilidade fiscal". Pois.
E, com apenas duas ou três decisões anunciadas, Sócrates já garantiu os mínimos para os próximos jogos olímpicos, na categoria de ginástica rítmica.
O Ébrio Inspector Rôla e o Homicídio na A5
Passavam quinze minutos depois das nove da noite. dirigia-me a toda a velocidade para o local do crime: saída para Porto Salvo na A5. Sentido: Lisboa-Cascais. O Renault 5 côr creme carcomida pelo sol de 82 do serviço, voava em terceira a fundo pelo Alto da Pimenteira acima. A quarta tinha-se finado no início dos anos 90.
Os homens da Brigada de Trânsito aguardavam-me e o tráfego havia sido desviado para a saída de Oeiras. Pinos laranja e brancos delimitavam o local do homicídio. Atropelamento e fuga, segundo testemunhas oculares.
Da vítima, um traço contínuo pouco mais restava do que um pequeno tracejado. A viatura de intervenção rápida do INEM tinha chegado ao local pouco depois da ocorrência mas nada haviam podido fazer, a morte foi imediata.
As testemunhas, dois portageiros, uma moita e um traço contínuo vizinho próximo da vítima estavam todos de acordo. O criminoso conduzia uma travessa de pirex de 99, 2000 talvez, era pequeno e atarracado, apresentava uma tez de côr estranha, possivelmente estrangeiro e passou na portagem sem parar, nem pagar.
Pelo rádio chega a comunicação de que uma viatura semelhante à envolvida no crime foi encontrada nas imediações do Casino do Estoril, e um indivíduo cuja descrição correspondia ao suspeito foi avistado a entrar no casino. Terceira a fundo para o Estoril.
Já no casino, contando com a colaboração de reforços da PJ percorro a sala das máquinas de jogo, o meu olhar perspicaz e treinado procura descobrir por entre as centenas de jogadores, o suspeito. Duas gémeas com corpos de modelo prendem-me a atenção, puxo de um cigarro e peço-lhes lume. São suecas as manas Ikea. Belas prateleiras.
Caminho por entre a multidão, piso alguém. Olho para baixo, é um tipo pequeno, atarrcado e amarelo. Será o meu suspeito? Ele dirige-se para a saída, sigo-o com a mesma subtileza com que um felino segue a sua presa na savana africana. Diriige-se para a travessa de pirex estacionada numa esquina próxima. Apresso a passada e detenho-o.
Muito vai ter que explicar ao Senhor Doutor Juiz, senhor Atum Ramirez.
É agora quase meia-noite. Preciso de um copo, ou dois.
Passavam quinze minutos depois das nove da noite. dirigia-me a toda a velocidade para o local do crime: saída para Porto Salvo na A5. Sentido: Lisboa-Cascais. O Renault 5 côr creme carcomida pelo sol de 82 do serviço, voava em terceira a fundo pelo Alto da Pimenteira acima. A quarta tinha-se finado no início dos anos 90.
Os homens da Brigada de Trânsito aguardavam-me e o tráfego havia sido desviado para a saída de Oeiras. Pinos laranja e brancos delimitavam o local do homicídio. Atropelamento e fuga, segundo testemunhas oculares.
Da vítima, um traço contínuo pouco mais restava do que um pequeno tracejado. A viatura de intervenção rápida do INEM tinha chegado ao local pouco depois da ocorrência mas nada haviam podido fazer, a morte foi imediata.
As testemunhas, dois portageiros, uma moita e um traço contínuo vizinho próximo da vítima estavam todos de acordo. O criminoso conduzia uma travessa de pirex de 99, 2000 talvez, era pequeno e atarracado, apresentava uma tez de côr estranha, possivelmente estrangeiro e passou na portagem sem parar, nem pagar.
Pelo rádio chega a comunicação de que uma viatura semelhante à envolvida no crime foi encontrada nas imediações do Casino do Estoril, e um indivíduo cuja descrição correspondia ao suspeito foi avistado a entrar no casino. Terceira a fundo para o Estoril.
Já no casino, contando com a colaboração de reforços da PJ percorro a sala das máquinas de jogo, o meu olhar perspicaz e treinado procura descobrir por entre as centenas de jogadores, o suspeito. Duas gémeas com corpos de modelo prendem-me a atenção, puxo de um cigarro e peço-lhes lume. São suecas as manas Ikea. Belas prateleiras.
Caminho por entre a multidão, piso alguém. Olho para baixo, é um tipo pequeno, atarrcado e amarelo. Será o meu suspeito? Ele dirige-se para a saída, sigo-o com a mesma subtileza com que um felino segue a sua presa na savana africana. Diriige-se para a travessa de pirex estacionada numa esquina próxima. Apresso a passada e detenho-o.
Muito vai ter que explicar ao Senhor Doutor Juiz, senhor Atum Ramirez.
É agora quase meia-noite. Preciso de um copo, ou dois.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2005
A vergonha
Já passaram alguns anos sobre o caso que ficou conhecido como o massacre do Ambriz. Mas, para além da dor daqueles que perderam os seus familiares, há coisas que impedem os mortos e os vivos de, finalmente, descansarem.
Lisete Pereira perdeu familiares nesse assassinato, em Angola. Vivendo com uma pensão de 200 euros por mês, e perante o vergonhoso comportamento do Estado português em todo o processo, a dita senhora não pagou o funeral.
Resultado: foi metida em tribunal pelas dívidas resultantes do enterro, e o Estado português continua a assobiar para o lado.
O Estado, esse malfeitor que devido a interesses económicos, mais do que diplomáticos, deixou as famílias sem apoio e sem respostas, até ao fim.
Tenham vergonha.
Já passaram alguns anos sobre o caso que ficou conhecido como o massacre do Ambriz. Mas, para além da dor daqueles que perderam os seus familiares, há coisas que impedem os mortos e os vivos de, finalmente, descansarem.
Lisete Pereira perdeu familiares nesse assassinato, em Angola. Vivendo com uma pensão de 200 euros por mês, e perante o vergonhoso comportamento do Estado português em todo o processo, a dita senhora não pagou o funeral.
Resultado: foi metida em tribunal pelas dívidas resultantes do enterro, e o Estado português continua a assobiar para o lado.
O Estado, esse malfeitor que devido a interesses económicos, mais do que diplomáticos, deixou as famílias sem apoio e sem respostas, até ao fim.
Tenham vergonha.
O nosso candidato
É só para lembrar que hoje, à meia noite, na SIC, vamos ter duas horas seguidas da grande esperança para a política portuguesa no século XXI, Manuel João Vieira, alias Lello Minsk, alias Lelo Marmelo.
A noite arranca com o documentário político sobre o Candidato Vieira, seguindo-se o concerto dos Ena Pá 2000, "20 anos a pedalar na bosta".
Relembrando o slogan com que este líder carismático começava os seus concertos/comício: "Abaixo a caganeira, Vota Vieira!".
É só para lembrar que hoje, à meia noite, na SIC, vamos ter duas horas seguidas da grande esperança para a política portuguesa no século XXI, Manuel João Vieira, alias Lello Minsk, alias Lelo Marmelo.
A noite arranca com o documentário político sobre o Candidato Vieira, seguindo-se o concerto dos Ena Pá 2000, "20 anos a pedalar na bosta".
Relembrando o slogan com que este líder carismático começava os seus concertos/comício: "Abaixo a caganeira, Vota Vieira!".
terça-feira, 11 de janeiro de 2005
A Saga de Sacana Lopes XII
Depois do fiasco do anterior cartaz, em que Sacana Lopes foi impedido de entrar no panteão laranja, o bébé tem um novo slogan: "Contra ventos e marés. Em favor de Portugal", com a cara dele a sorrir, entre o maroto e o sofredor, e assinado em baixo, "PPD/PSD".
Começando por aqui. O PPD/PSD não existe há décadas, nem sequer juridicamente. Esta pseudo-intenção de recuperar o pseudo-purismo dos tempos naif do PSD de Sá Carneiro é apenas um chavão como outro qualquer.
Depois, "em favor de Portugal". É simples, caro Sacana, põe-te nas putas e deixa-nos em paz.
Mas mais curioso que tudo, temos o "contra ventos e marés", e também tsunamis, presumimos.
Para além do estilo camoniano, que não se percebe, que raio quer ele dizer com isso?!
Quem são esses misteriosos ventos e essas misteriosas marés? Que injustiças tão graves aconteceram ao bébé, que dificuldades injustificadas lhe apareceram à frente, a ele, a quem o poder caiu no colo sem o recurso à humilhante experiência de ir a votos, e obviamente perder?!
Nessa frase se define aquilo que Sacana Lopes é, ou acredita ser. O novo Sá Carneiro, o verdadeiro D. Sebastião, aquele que, estava "escrito nas estrelas", seria o salvador do Grande Luso Pequenino.
Sacana Lopes fala muito do "combate político", do qual diz não ter medo. O que ele não percebe é que governar um país não é só feito de combate político, ou seja, debates televisivos e parlamentares, escândalos e contra-escândalos, conferências de imprensa a puxar ao espertalhaço. Governar o país é tomar medidas, impopulares se necessário, para melhorar a vida dos portugueses. Apenas isso.
Esses ventos e essas marés são tudo um pouco: os maus do PPD/PSD que batem no bébé, a oposição que não se conforma em ser oposição sem que as eleições a empurrem para lá, os portugueses que continuam a viver mal e a perder o emprego.
Mas a verdadeira maré e o verdadeiro vento adverso, que conspiram contra o destino para o impedir de governar, não é mais que a sua própria incompetência, como ele já se encarregou de demonstrar.
Depois do fiasco do anterior cartaz, em que Sacana Lopes foi impedido de entrar no panteão laranja, o bébé tem um novo slogan: "Contra ventos e marés. Em favor de Portugal", com a cara dele a sorrir, entre o maroto e o sofredor, e assinado em baixo, "PPD/PSD".
Começando por aqui. O PPD/PSD não existe há décadas, nem sequer juridicamente. Esta pseudo-intenção de recuperar o pseudo-purismo dos tempos naif do PSD de Sá Carneiro é apenas um chavão como outro qualquer.
Depois, "em favor de Portugal". É simples, caro Sacana, põe-te nas putas e deixa-nos em paz.
Mas mais curioso que tudo, temos o "contra ventos e marés", e também tsunamis, presumimos.
Para além do estilo camoniano, que não se percebe, que raio quer ele dizer com isso?!
Quem são esses misteriosos ventos e essas misteriosas marés? Que injustiças tão graves aconteceram ao bébé, que dificuldades injustificadas lhe apareceram à frente, a ele, a quem o poder caiu no colo sem o recurso à humilhante experiência de ir a votos, e obviamente perder?!
Nessa frase se define aquilo que Sacana Lopes é, ou acredita ser. O novo Sá Carneiro, o verdadeiro D. Sebastião, aquele que, estava "escrito nas estrelas", seria o salvador do Grande Luso Pequenino.
Sacana Lopes fala muito do "combate político", do qual diz não ter medo. O que ele não percebe é que governar um país não é só feito de combate político, ou seja, debates televisivos e parlamentares, escândalos e contra-escândalos, conferências de imprensa a puxar ao espertalhaço. Governar o país é tomar medidas, impopulares se necessário, para melhorar a vida dos portugueses. Apenas isso.
Esses ventos e essas marés são tudo um pouco: os maus do PPD/PSD que batem no bébé, a oposição que não se conforma em ser oposição sem que as eleições a empurrem para lá, os portugueses que continuam a viver mal e a perder o emprego.
Mas a verdadeira maré e o verdadeiro vento adverso, que conspiram contra o destino para o impedir de governar, não é mais que a sua própria incompetência, como ele já se encarregou de demonstrar.
Lauro Atónito apresenta........
........"Olhem para mim", de Agnés Jaoui.
É verdade, mais um franciú, aproveitando o entusiasmo do 5x2.
Tal como "O gosto dos outros", é uma comédia de costumes, feita das pequenas grandes neuroses da burguesia parisiense. Coisa que os franceses costumam fazer bem, portanto.
E mais uma vez conseguem-no, com um argumento com piada e personagens interessantes, se bem que com o senão de, por vezes, serem demasiado caricaturais. Há o pai artista, arrogante e desligado, há a filha gorda e carente de atenção, há o escritor frustrado que de repente tem de aprender a lidar com o sucesso, há a professora de canto que gostaria de ter sido uma grande cantora.
Um filme levezinho, com o gajo do "O gosto dos outros" (que continua a ter piada, mas menos), mas é também um bocado mais do mesmo, em relação a esse outro filme. Com uma agravante, o que o outro tinha de subtileza e elegância, este tem de forçado e de demasiadamente marcado, o que prejudica a leveza da história e contribui para um filme com fases muito desequilibradas.
É um filme interessante, que se vê bem e que vale a pena ver, mas desilude pela comparação com o anterior, objecto bem mais precioso e mais conseguido em termos de equilíbrio, talvez por a realizadora e argumentista se ter então centrado em menos personagens, podendo trabalhá-las melhor.
E, 'hélas', é um filme francês sem mamas, o que é tão estranho como uma música do João Pedro Pais com uma letra de jeito.
........"Olhem para mim", de Agnés Jaoui.
É verdade, mais um franciú, aproveitando o entusiasmo do 5x2.
Tal como "O gosto dos outros", é uma comédia de costumes, feita das pequenas grandes neuroses da burguesia parisiense. Coisa que os franceses costumam fazer bem, portanto.
E mais uma vez conseguem-no, com um argumento com piada e personagens interessantes, se bem que com o senão de, por vezes, serem demasiado caricaturais. Há o pai artista, arrogante e desligado, há a filha gorda e carente de atenção, há o escritor frustrado que de repente tem de aprender a lidar com o sucesso, há a professora de canto que gostaria de ter sido uma grande cantora.
Um filme levezinho, com o gajo do "O gosto dos outros" (que continua a ter piada, mas menos), mas é também um bocado mais do mesmo, em relação a esse outro filme. Com uma agravante, o que o outro tinha de subtileza e elegância, este tem de forçado e de demasiadamente marcado, o que prejudica a leveza da história e contribui para um filme com fases muito desequilibradas.
É um filme interessante, que se vê bem e que vale a pena ver, mas desilude pela comparação com o anterior, objecto bem mais precioso e mais conseguido em termos de equilíbrio, talvez por a realizadora e argumentista se ter então centrado em menos personagens, podendo trabalhá-las melhor.
E, 'hélas', é um filme francês sem mamas, o que é tão estranho como uma música do João Pedro Pais com uma letra de jeito.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2005
Lauro Atónito apresenta.......
......."5x2", de François Ozon.
Filme francês, portanto, com as coisas boas e más que normalmente os filmes franceses têm.
É um filme sobre relações, especificamente uma relação, um casal à beira da ruptura e de toda a história que nos poderia dar pistas para perceber onde tudo começou a correr mal.
O facto de o filme ser contado ao contrário, do divórcio para quando se conheceram- o que tanto agradou aos críticos- é apenas mais um pormenor formal, interessante mas não decisivo.
O que é importante é que, começando por saber o destino daquela relação, queremos ainda assim saber mais, saber tudo, sabendo já que não vai ser tudo bonito, porque raramente o é.
Ao contrário da escola norte-americana, neste filme franciú não nos dão respostas fáceis. Não há um acontecimento decisivo que explique a ruptura, não há um bom e um mau. Há pessoas, que se amavam e queriam estar juntas, e anos depois perceberam que já não era assim.
É um filme feito de detalhes, que acabam por nos ser familiares, o que lhe atribui uma credibilidade e uma textura convincentes.
Realização sóbria e boa, excepto talvez uma ou outra cena de crueza (crueldade?)desnecessária, um par de actores em grande forma, uma belíssima banda sonora, um argumento de equilíbrio difícil mas bem trabalhado e bem conseguido.
Em suma, o ano começa bem com esta bela meia-surpresa.
E sim, tem mamas com fartura.
......."5x2", de François Ozon.
Filme francês, portanto, com as coisas boas e más que normalmente os filmes franceses têm.
É um filme sobre relações, especificamente uma relação, um casal à beira da ruptura e de toda a história que nos poderia dar pistas para perceber onde tudo começou a correr mal.
O facto de o filme ser contado ao contrário, do divórcio para quando se conheceram- o que tanto agradou aos críticos- é apenas mais um pormenor formal, interessante mas não decisivo.
O que é importante é que, começando por saber o destino daquela relação, queremos ainda assim saber mais, saber tudo, sabendo já que não vai ser tudo bonito, porque raramente o é.
Ao contrário da escola norte-americana, neste filme franciú não nos dão respostas fáceis. Não há um acontecimento decisivo que explique a ruptura, não há um bom e um mau. Há pessoas, que se amavam e queriam estar juntas, e anos depois perceberam que já não era assim.
É um filme feito de detalhes, que acabam por nos ser familiares, o que lhe atribui uma credibilidade e uma textura convincentes.
Realização sóbria e boa, excepto talvez uma ou outra cena de crueza (crueldade?)desnecessária, um par de actores em grande forma, uma belíssima banda sonora, um argumento de equilíbrio difícil mas bem trabalhado e bem conseguido.
Em suma, o ano começa bem com esta bela meia-surpresa.
E sim, tem mamas com fartura.
O Anafado Inspector Rôla e o Massacre dos 7 Pães de Kilo
Quatro e meia da manhã, há já quase sete horas que jogo à lerpa com a Morte e estou perdendo a paciência. Cerveja atrás de cerveja e a manilha está seca, o trunfo: espadas.
Uma rotineira investigação de assalto a uma residência, aonde apenas uma varinha mágica tinha sido furtada, descambou numa jogatana de lerpa. Acho que estava fascinado pela Morte, essa ruiva escanzelada de peitos firmes. As ruivas sempre me fascinaram.
Aproveito uma pausa no jogo em que a Morte vai à retrete e vou à cozinha buscar mais um par de cervejas, no frigorifico já não há mais nenhuma, talvez na arca congeladora. Ao lado do pack de seis a refrescar algo prende a minha atenção, um tupperware de tampa vermelha, a minha curiosidade professional obriga-me a investigá-lo. Abro o tupperware e deparo-me com um quarto de Pão de Kilo cortado com a precisão de um neurocirurgião.
Lembrei-me imediatamente de um caso por resolver que assombrava os serviços da PJ há vários meses, o caso do desaparecimento de um Pão de Kilo, todas a primeiras quintas-feiras do mês de uma padaria ali para os lados de Santos, um que caso pertencia ao Inspector Rotring.
O autoclismo é puxado. Regresso à sala com duas cervejas fresquinhas.
O quarto de Pão de Kilo na arca não me sai da cabeça, tenho que pôr em acção as minhas capacidades indagatórias. A questão é directa e mortífera: "Tenho uma certa fome, será que não me arranja uma sandezinha?" Uma pausa suspeita e surge a resposta: "Lamento mas não tenho pão." "Excepto aquele quarto de Pão de Kilo, na sua arca congeladora, não?", respondo à queima-roupa.
A Morte levanta-se subitamente e de um armário saca um livro do Manuel Alegre e tenta atingir-me com dois versos, esquivo-me por pouco. Saco da minha fusca e atinjo a Morte por entre os olhos, com um certeiro refrão de uma das músicas do Quinteto Tati.
A Morte caí fulminada no chão. A Morte está morta.
Chamo os colegas da criminolgia. Após apurada investigação à residência da suspeita, são descobertos os restos mortais de mais seis Pães de Kilo, de todos eles apenas sobra um quarto, cortado com a precisão de um neurocirurgião e dois deles já bolorentos.
Já não se pode confiar numa ruiva. Merda!
Quatro e meia da manhã, há já quase sete horas que jogo à lerpa com a Morte e estou perdendo a paciência. Cerveja atrás de cerveja e a manilha está seca, o trunfo: espadas.
Uma rotineira investigação de assalto a uma residência, aonde apenas uma varinha mágica tinha sido furtada, descambou numa jogatana de lerpa. Acho que estava fascinado pela Morte, essa ruiva escanzelada de peitos firmes. As ruivas sempre me fascinaram.
Aproveito uma pausa no jogo em que a Morte vai à retrete e vou à cozinha buscar mais um par de cervejas, no frigorifico já não há mais nenhuma, talvez na arca congeladora. Ao lado do pack de seis a refrescar algo prende a minha atenção, um tupperware de tampa vermelha, a minha curiosidade professional obriga-me a investigá-lo. Abro o tupperware e deparo-me com um quarto de Pão de Kilo cortado com a precisão de um neurocirurgião.
Lembrei-me imediatamente de um caso por resolver que assombrava os serviços da PJ há vários meses, o caso do desaparecimento de um Pão de Kilo, todas a primeiras quintas-feiras do mês de uma padaria ali para os lados de Santos, um que caso pertencia ao Inspector Rotring.
O autoclismo é puxado. Regresso à sala com duas cervejas fresquinhas.
O quarto de Pão de Kilo na arca não me sai da cabeça, tenho que pôr em acção as minhas capacidades indagatórias. A questão é directa e mortífera: "Tenho uma certa fome, será que não me arranja uma sandezinha?" Uma pausa suspeita e surge a resposta: "Lamento mas não tenho pão." "Excepto aquele quarto de Pão de Kilo, na sua arca congeladora, não?", respondo à queima-roupa.
A Morte levanta-se subitamente e de um armário saca um livro do Manuel Alegre e tenta atingir-me com dois versos, esquivo-me por pouco. Saco da minha fusca e atinjo a Morte por entre os olhos, com um certeiro refrão de uma das músicas do Quinteto Tati.
A Morte caí fulminada no chão. A Morte está morta.
Chamo os colegas da criminolgia. Após apurada investigação à residência da suspeita, são descobertos os restos mortais de mais seis Pães de Kilo, de todos eles apenas sobra um quarto, cortado com a precisão de um neurocirurgião e dois deles já bolorentos.
Já não se pode confiar numa ruiva. Merda!
sexta-feira, 7 de janeiro de 2005
E agora, para terminar a semana em tristeza, um pouco de política
E para falar das listas.
O regabofe continua, e os partidos, nesta fase delicada de atribuição de cunhas e favores, mostram a sua horrorosa face.
Falarei apenas dos partidos do eixo do poder, aqueles em que o factor C e a corrupção já se tornaram divisa comum.
Quanto aos outros, BE e CDU nas calmas, PP também, este último confirmando que é o partido do táxi, já que todos os membros cabem num, pelo que não se esperaria qualquer problema (até foram desenterrar o Narana, candidato a rolha Manuel Monteiro de 2005).
No PS, é um deserto.
As mesmas caras guterristas, de ministros recauchutados, um ou dois (pouco) independentes para compor o ramalhete e enganar o pagode, nada de soluções, nada de ideias, apenas mais do mesmo.
É um mesmo melhor que o da Direita, sim, claro, mas ainda assim claramente insuficiente para o que o país precisa.
No PSD, é a farsa do costume, com a hilariante agravante de ter Sacana Lopes à frente, o que torna tudo muito mais divertido e caótico.
Tanto no PSD como no PS, abundam os chamados pára-quedistas, tipos de Faro que são candidatos por Bragança, tipos de Lisboa que vão encabeçar listas para a província apenas porque são conhecidos, trogloditas do futebol que são candidatos apenas para captar os votos flutuantes dos fanáticos tripeiros, temos até o caso do actual ministro da Agricultura, que toda a vida viveu nos Açores e é cabeça de lista por Portalegre.
Fabuloso.
No PS cheira a poder, e todos os lugares são poucos para satisfazer os boys que nos últimos (poucos) anitos até tiveram de trabalhar (pouco) para viver!
No PSD cheira a derrota, um cheiro de algo que o bébé anda há uns meses a deixar nos cueiros.
Cheirando a derrota, o objectivo é diferente do dos boys do PS. Os mais medíocres (80 por cento do partido) continuam a querer um lugarzito de deputado, sempre é melhor do que ir ganhar a vida. Mas os outros, os razoáveis, todos eles deram à sola, porque sabem que vão entrar numa lista para perder as eleições e só servirão para encher uma bancada de oposição que estará afastada do poder e será dilacerada pelas lutas pela sucessão do bébé, que já se preparam.
Ressalvando poucos casos, estamos perante a inevitabilidade de ter um parlamento de qualidade ridiculamente baixa, mais uma vez preenchido apenas pela voragem da caça ao tacho.
É só ver o currículo dos candidatos de PP, PSD e PS: tirando os lugares politiqueiros para que têm vindo a ser designados, é uma mão cheia de nada
Nunca fizeram e nada sabem da vida dos portugueses.
O sistema está doente há muito tempo.
Estamos apenas a assistir ao seu último estertor.
E para falar das listas.
O regabofe continua, e os partidos, nesta fase delicada de atribuição de cunhas e favores, mostram a sua horrorosa face.
Falarei apenas dos partidos do eixo do poder, aqueles em que o factor C e a corrupção já se tornaram divisa comum.
Quanto aos outros, BE e CDU nas calmas, PP também, este último confirmando que é o partido do táxi, já que todos os membros cabem num, pelo que não se esperaria qualquer problema (até foram desenterrar o Narana, candidato a rolha Manuel Monteiro de 2005).
No PS, é um deserto.
As mesmas caras guterristas, de ministros recauchutados, um ou dois (pouco) independentes para compor o ramalhete e enganar o pagode, nada de soluções, nada de ideias, apenas mais do mesmo.
É um mesmo melhor que o da Direita, sim, claro, mas ainda assim claramente insuficiente para o que o país precisa.
No PSD, é a farsa do costume, com a hilariante agravante de ter Sacana Lopes à frente, o que torna tudo muito mais divertido e caótico.
Tanto no PSD como no PS, abundam os chamados pára-quedistas, tipos de Faro que são candidatos por Bragança, tipos de Lisboa que vão encabeçar listas para a província apenas porque são conhecidos, trogloditas do futebol que são candidatos apenas para captar os votos flutuantes dos fanáticos tripeiros, temos até o caso do actual ministro da Agricultura, que toda a vida viveu nos Açores e é cabeça de lista por Portalegre.
Fabuloso.
No PS cheira a poder, e todos os lugares são poucos para satisfazer os boys que nos últimos (poucos) anitos até tiveram de trabalhar (pouco) para viver!
No PSD cheira a derrota, um cheiro de algo que o bébé anda há uns meses a deixar nos cueiros.
Cheirando a derrota, o objectivo é diferente do dos boys do PS. Os mais medíocres (80 por cento do partido) continuam a querer um lugarzito de deputado, sempre é melhor do que ir ganhar a vida. Mas os outros, os razoáveis, todos eles deram à sola, porque sabem que vão entrar numa lista para perder as eleições e só servirão para encher uma bancada de oposição que estará afastada do poder e será dilacerada pelas lutas pela sucessão do bébé, que já se preparam.
Ressalvando poucos casos, estamos perante a inevitabilidade de ter um parlamento de qualidade ridiculamente baixa, mais uma vez preenchido apenas pela voragem da caça ao tacho.
É só ver o currículo dos candidatos de PP, PSD e PS: tirando os lugares politiqueiros para que têm vindo a ser designados, é uma mão cheia de nada
Nunca fizeram e nada sabem da vida dos portugueses.
O sistema está doente há muito tempo.
Estamos apenas a assistir ao seu último estertor.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2005
terça-feira, 4 de janeiro de 2005
A incompetência Duracell
Qual coelho da Duracell, a incompetência e os disparates no PSD não páram, e duram, duram, duram..........
Depois da parvoíce incompreensível da nova paixão com o PPM, que já faz vítimas internas entre os milhares de boys laranjas, o novo ano conheceu mais dois episódios que deviam fazer o bébé corar de vergonha.
Primeiro foi o "Caso Pôncio Monteiro", o troglodita tripeiro que, só por esse motivo, a sua presença em qualquer lista de qualquer partido seria um disparate. No entanto, o PSD consegui fazer ainda melhor...., perdão, pior.
Sacana Lopes conseguiu que o troglodita rejeitasse o lugar de número da lista por uma terra qualquer para os lados da Galiza, e ainda que o dito troglodita ameaçasse que está "a perder a paciência com o PSD". Fabuloso.
E agora o cartaz, magnífico espécime da arte piroseiresca do novo PPD/PSD/PPM/PT (e CDS/PP), tantos pês para levar no cu à mesma.
A leganda do cartaz reza "Ninguém fez mais por Portugal", e por cima as figuras de Cavaco, Durão, Balsemão, Sá Carneiro e Sacana Lopes, estes dois juntinhos, de certeza por coincidência.
Nem vou entrar aqui pela desfaçatez do bébé Sacana em achar que fez alguma coisa "por Portugal", a não ser enterrar-nos ainda mais na merda e, há que admiti-lo, proporcionar incontroláveis gargalhadas diárias aos portugueses com sentido de humor e barriga cheia.
O mais giro ainda foi Cavaco o ter mandado dar uma volta, recusando-se a ser utilizado nesta glorificação bacoca e ridícula.
Decididamente, parece escrito nas estrelas que Sacana Lopes não tem mesmo queda para a coisa.
A incompetência pressentida antes confirmou-se depois com a sua indigitação para PM, apenas para continuar a mostrar-se em toda a sua magnífica extensão.
Agora que já não pode fazer mal a ninguém, Sacana Lopes promete continuar a garantir-nos muitos e bons episódios de puro gozo, e reduzir-se finalmente à sua insignificância pessoal e política.
Qual coelho da Duracell, a incompetência e os disparates no PSD não páram, e duram, duram, duram..........
Depois da parvoíce incompreensível da nova paixão com o PPM, que já faz vítimas internas entre os milhares de boys laranjas, o novo ano conheceu mais dois episódios que deviam fazer o bébé corar de vergonha.
Primeiro foi o "Caso Pôncio Monteiro", o troglodita tripeiro que, só por esse motivo, a sua presença em qualquer lista de qualquer partido seria um disparate. No entanto, o PSD consegui fazer ainda melhor...., perdão, pior.
Sacana Lopes conseguiu que o troglodita rejeitasse o lugar de número da lista por uma terra qualquer para os lados da Galiza, e ainda que o dito troglodita ameaçasse que está "a perder a paciência com o PSD". Fabuloso.
E agora o cartaz, magnífico espécime da arte piroseiresca do novo PPD/PSD/PPM/PT (e CDS/PP), tantos pês para levar no cu à mesma.
A leganda do cartaz reza "Ninguém fez mais por Portugal", e por cima as figuras de Cavaco, Durão, Balsemão, Sá Carneiro e Sacana Lopes, estes dois juntinhos, de certeza por coincidência.
Nem vou entrar aqui pela desfaçatez do bébé Sacana em achar que fez alguma coisa "por Portugal", a não ser enterrar-nos ainda mais na merda e, há que admiti-lo, proporcionar incontroláveis gargalhadas diárias aos portugueses com sentido de humor e barriga cheia.
O mais giro ainda foi Cavaco o ter mandado dar uma volta, recusando-se a ser utilizado nesta glorificação bacoca e ridícula.
Decididamente, parece escrito nas estrelas que Sacana Lopes não tem mesmo queda para a coisa.
A incompetência pressentida antes confirmou-se depois com a sua indigitação para PM, apenas para continuar a mostrar-se em toda a sua magnífica extensão.
Agora que já não pode fazer mal a ninguém, Sacana Lopes promete continuar a garantir-nos muitos e bons episódios de puro gozo, e reduzir-se finalmente à sua insignificância pessoal e política.
Política de Rabo na Boca
(via messenger)
fatchary@work says:
sabes que é que é o namorado do Sócrates?
jolino says:
nope
jolino says:
conta lá
fatchary@work says:
o Diogo Infante, uma amiga aqui da chefe mora no mesmo prédio que ele
jolino says:
eh
jolino says:
lôque lôque
jolino says:
não pode
fatchary@work says:
nunca se sabe, mas é divertido...
jolino says:
mas é desconfiança ou é mesmo
fatchary@work says:
sabes como é que são estas cenas
fatchary@work says:
mas é perfeitamente possível
jolino says:
só fico um bocado naquela... o diogo infante era moço para escolher melhorzito
jolino says:
pensava que era mais inteligente
fatchary@work says:
ficam fofinhos
fatchary@work says:
já viste o outdoor do PSD?
jolino says:
já
jolino says:
los amtadores
jolino says:
matadores
jolino says:
o cavaco já mandou tirar
fatchary@work says:
parece uma versão rasca dos Cães Danados
fatchary@work says:
e o Sá Carneiro sempre em destaque
fatchary@work says:
e o Santana com a mesma importância com o Cavaco
jolino says:
eh eh
jolino says:
o durão bem lá atrás
fatchary@work says:
acho que foi esse aspecto que o Cavaco não gostou
jolino says:
e claro, o super herói cá à frente
fatchary@work says:
não percebo o mito do Sá Carneiro, o Cavaco, quer se goste ou não, fez realmente muito por Portugal... agora o Sá Carneiro a única coisa que fez foi tornar-se o JFK português...
fatchary@work says:
... sem baía dos porcos
jolino says:
a única coisa que fez foi morrer
jolino says:
e comer a Snu
fatchary@work says:
até tinha bom aspecto
fatchary@work says:
sempre é melhor que comer o Diogo Infante
jolino says:
podes crer
(via messenger)
fatchary@work says:
sabes que é que é o namorado do Sócrates?
jolino says:
nope
jolino says:
conta lá
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o Diogo Infante, uma amiga aqui da chefe mora no mesmo prédio que ele
jolino says:
eh
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lôque lôque
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não pode
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nunca se sabe, mas é divertido...
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mas é desconfiança ou é mesmo
fatchary@work says:
sabes como é que são estas cenas
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mas é perfeitamente possível
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só fico um bocado naquela... o diogo infante era moço para escolher melhorzito
jolino says:
pensava que era mais inteligente
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ficam fofinhos
fatchary@work says:
já viste o outdoor do PSD?
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já
jolino says:
los amtadores
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matadores
jolino says:
o cavaco já mandou tirar
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parece uma versão rasca dos Cães Danados
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e o Sá Carneiro sempre em destaque
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e o Santana com a mesma importância com o Cavaco
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eh eh
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o durão bem lá atrás
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acho que foi esse aspecto que o Cavaco não gostou
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e claro, o super herói cá à frente
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não percebo o mito do Sá Carneiro, o Cavaco, quer se goste ou não, fez realmente muito por Portugal... agora o Sá Carneiro a única coisa que fez foi tornar-se o JFK português...
fatchary@work says:
... sem baía dos porcos
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a única coisa que fez foi morrer
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e comer a Snu
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até tinha bom aspecto
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sempre é melhor que comer o Diogo Infante
jolino says:
podes crer
segunda-feira, 3 de janeiro de 2005
quinta-feira, 30 de dezembro de 2004
E prontos, cá vai o balanço bastardiano
Gaja do ano - Isabel Figueiras
Gaja estranja do ano - Emanuelle Béart (fónix! ganda mula!)
Bebida do ano - Bushmills e Vodka (apenas atónito)
Anúncio do ano - o do Ice Tea, com o José Cid
Redescoberta musical do ano - Serge Gainsbourg, tudo, sempre
Redescoberta fílmica do ano - Playtime
Tacho do ano - Caixa Geral de Depósitos
Viagem do ano - Creta e Santorini, Grécia
Pátria espiritual do ano - Amesterdão (pelo quarto ano consecutivo e a prometer novas conquistas)
Promissora carreira interrompida do ano - Fanica
Aquisição do ano - Maria Inês
Metáfora do ano - o bébé e a incubadora, by Sacana Lopes
Fenómeno do ano - Gato Fedorento, como é óbvio
Batatinha do ano - Sacana Lopes (é um fartote)
Clube do ano - SL Benfica, por motivos completamente objectivos
Disco do ano - Franz Ferdinand, dos mesmos, e You are the quarry, de Morrissey
Filme do ano (ou de 2003, isto a idade já pesa na cabeça) - Bellevile Rendez-Vous, Lost in Translation, 2046
Filhos da puta do ano - Giovani Trapalhoni, Luis Filipe Vieira, José Veiga, George w. Bush, o ministro das Finanças Cagão Feliz e Durão Barroso
Que 2005 vos traga tudo de bom, nomeadamente romance, dinheiro, saúdinha e substâncias mais ou menos proibidas.
Gaja do ano - Isabel Figueiras
Gaja estranja do ano - Emanuelle Béart (fónix! ganda mula!)
Bebida do ano - Bushmills e Vodka (apenas atónito)
Anúncio do ano - o do Ice Tea, com o José Cid
Redescoberta musical do ano - Serge Gainsbourg, tudo, sempre
Redescoberta fílmica do ano - Playtime
Tacho do ano - Caixa Geral de Depósitos
Viagem do ano - Creta e Santorini, Grécia
Pátria espiritual do ano - Amesterdão (pelo quarto ano consecutivo e a prometer novas conquistas)
Promissora carreira interrompida do ano - Fanica
Aquisição do ano - Maria Inês
Metáfora do ano - o bébé e a incubadora, by Sacana Lopes
Fenómeno do ano - Gato Fedorento, como é óbvio
Batatinha do ano - Sacana Lopes (é um fartote)
Clube do ano - SL Benfica, por motivos completamente objectivos
Disco do ano - Franz Ferdinand, dos mesmos, e You are the quarry, de Morrissey
Filme do ano (ou de 2003, isto a idade já pesa na cabeça) - Bellevile Rendez-Vous, Lost in Translation, 2046
Filhos da puta do ano - Giovani Trapalhoni, Luis Filipe Vieira, José Veiga, George w. Bush, o ministro das Finanças Cagão Feliz e Durão Barroso
Que 2005 vos traga tudo de bom, nomeadamente romance, dinheiro, saúdinha e substâncias mais ou menos proibidas.
Balanço
D.Sebastião do Ano: Papousse
Compra do Ano: Televisão Panasonic 32'', 120 contos, MediaMarkt
Casa do Ano: a nova maison de monsieur Raviolli Ninja e sua concubina
Queimado do Ano: Nelinho Panhol
Cagada do Ano: 12 Abril, às nove da manhã
Marca de Atum do Ano: Pitéu
Parte do corpo do Ano: Mama esquerda
Fruta do Ano: Kunami
Massacre televisivo do Ano: Maremoto na Ásia
Nome de doença de pele do Ano: Pitíriase Versicolor
Droga do Ano: A vida
Pior ISP do Ano (e de sempre): Netcabo
Comida que comi em 2003 e não voltei a comer este Ano: Lebre com Feijão Branco
Empresário do Ano: Brunaize
Viagem do Ano a que não fui: Itália
Enjoo literário do Ano: Código Da Vinci e seus sucedâneos
Mau cheiro do Ano: a casa de banho do trabalho
D.Sebastião do Ano: Papousse
Compra do Ano: Televisão Panasonic 32'', 120 contos, MediaMarkt
Casa do Ano: a nova maison de monsieur Raviolli Ninja e sua concubina
Queimado do Ano: Nelinho Panhol
Cagada do Ano: 12 Abril, às nove da manhã
Marca de Atum do Ano: Pitéu
Parte do corpo do Ano: Mama esquerda
Fruta do Ano: Kunami
Massacre televisivo do Ano: Maremoto na Ásia
Nome de doença de pele do Ano: Pitíriase Versicolor
Droga do Ano: A vida
Pior ISP do Ano (e de sempre): Netcabo
Comida que comi em 2003 e não voltei a comer este Ano: Lebre com Feijão Branco
Empresário do Ano: Brunaize
Viagem do Ano a que não fui: Itália
Enjoo literário do Ano: Código Da Vinci e seus sucedâneos
Mau cheiro do Ano: a casa de banho do trabalho
quarta-feira, 29 de dezembro de 2004
A desgraça dos outros
(via messenger)
fatchary - Só coraçõezinhos no messenger...
raviolli_ninja - Acho que é em solidariedade com as vítimas da marmota.
fatchary - Solidariedade é dar coisas palpáveis.
raviolli_ninja - A Isabel Figueiras, por exemplo.
fatchary - Já fazia muita gente feliz.
fatchary - 'Nã tenho casa nem comida, mas posso bombar a Isabelinha'...
(via messenger)
fatchary - Só coraçõezinhos no messenger...
raviolli_ninja - Acho que é em solidariedade com as vítimas da marmota.
fatchary - Solidariedade é dar coisas palpáveis.
raviolli_ninja - A Isabel Figueiras, por exemplo.
fatchary - Já fazia muita gente feliz.
fatchary - 'Nã tenho casa nem comida, mas posso bombar a Isabelinha'...
2004
Negócio do Ano: Reforma do Mira Amaral
Ministro do Ano: Luís Nobre Guedes
Vítima do Ano (versão tá bem, tá): Marcelo Rebelo de Sousa
Boazona do Ano: José Sócrates
Revelação do Ano: Gato Fedorento
Confirmação do Ano (versão nódoa): Jorge Sampaio
Filme do Ano: Lost in Translation e 21 gramas
Tédio Boy do Ano: Eduardo Prado Coelho
Alienação do Ano: Euro 2004
Padre do Ano: Francisco Louçã (renovação do título)
Erro Ortográfico do Ano: acessores
Bebida do Ano: Água do Luso
Preud´Homme do Ano: Moreira
Futebolista do Ano: Solari (renovação do título)
Piropo do Ano: “És católica, não és? É que tens um cu que valha-me Deus!”
Blogger do Ano: Little Bastard
Disco do Ano: Franz Ferdinand
Whiskey do Ano: James Martin´s Vintage 1984
Canção do Ano: The world is full of crashing bore, Morrissey
Patriota do Ano: Ilda Figueiredo
Negócio do Ano: Reforma do Mira Amaral
Ministro do Ano: Luís Nobre Guedes
Vítima do Ano (versão tá bem, tá): Marcelo Rebelo de Sousa
Boazona do Ano: José Sócrates
Revelação do Ano: Gato Fedorento
Confirmação do Ano (versão nódoa): Jorge Sampaio
Filme do Ano: Lost in Translation e 21 gramas
Tédio Boy do Ano: Eduardo Prado Coelho
Alienação do Ano: Euro 2004
Padre do Ano: Francisco Louçã (renovação do título)
Erro Ortográfico do Ano: acessores
Bebida do Ano: Água do Luso
Preud´Homme do Ano: Moreira
Futebolista do Ano: Solari (renovação do título)
Piropo do Ano: “És católica, não és? É que tens um cu que valha-me Deus!”
Blogger do Ano: Little Bastard
Disco do Ano: Franz Ferdinand
Whiskey do Ano: James Martin´s Vintage 1984
Canção do Ano: The world is full of crashing bore, Morrissey
Patriota do Ano: Ilda Figueiredo
A bela conversa de merda
Ou como dois gajos dissertam via messenger, às 9 da manhã, sobre o jantar da noite anterior e os seus efeitos posteriores.
T*7 diz:
acabei de me cagar todo
T*7 diz:
isto de acordar cedo deixa-me todo fodido
Jony @ BP diz:
é bom saber isso
T*7 diz:
até me dói o cu
Jony @ BP diz:
a pimenta ontem estava apurada
T*7 diz:
quis partilhar a informação contigo
Jony @ BP diz:
tenho mandado uns peidos
Jony @ BP diz:
até queimam as cuecas
T*7 diz:
isto anda bom, anda
Jony @ BP diz:
fonix
Jony @ BP diz:
hoje de manhã ninguem conseguia entrar no meu quarto
Jony @ BP diz:
um cheiro a peido!!!
T*7 diz:
zona de caos
Jony @ BP diz:
hazard zone!
Jony @ BP diz:
ground zero!
Jony @ BP diz:
catrastofen!
Passados alguns minutos, o diálogo electrónico prossegue:
Jony @ BP diz:
caguei-me todo agora!
T*7 diz:
ah poisé!
Jony @ BP diz:
ufa...
T*7 diz:
já percebi porque é que o restaurante se chama a floresta do calhariz, é porque a seguir vai tudo cagar à mata!
T*7 diz:
esverdear por aí
Jony @ BP diz:
ehehee
Jony @ BP diz:
cagaaalizar por aíí...
Ou como dois gajos dissertam via messenger, às 9 da manhã, sobre o jantar da noite anterior e os seus efeitos posteriores.
T*7 diz:
acabei de me cagar todo
T*7 diz:
isto de acordar cedo deixa-me todo fodido
Jony @ BP diz:
é bom saber isso
T*7 diz:
até me dói o cu
Jony @ BP diz:
a pimenta ontem estava apurada
T*7 diz:
quis partilhar a informação contigo
Jony @ BP diz:
tenho mandado uns peidos
Jony @ BP diz:
até queimam as cuecas
T*7 diz:
isto anda bom, anda
Jony @ BP diz:
fonix
Jony @ BP diz:
hoje de manhã ninguem conseguia entrar no meu quarto
Jony @ BP diz:
um cheiro a peido!!!
T*7 diz:
zona de caos
Jony @ BP diz:
hazard zone!
Jony @ BP diz:
ground zero!
Jony @ BP diz:
catrastofen!
Passados alguns minutos, o diálogo electrónico prossegue:
Jony @ BP diz:
caguei-me todo agora!
T*7 diz:
ah poisé!
Jony @ BP diz:
ufa...
T*7 diz:
já percebi porque é que o restaurante se chama a floresta do calhariz, é porque a seguir vai tudo cagar à mata!
T*7 diz:
esverdear por aí
Jony @ BP diz:
ehehee
Jony @ BP diz:
cagaaalizar por aíí...
terça-feira, 28 de dezembro de 2004
sábado, 25 de dezembro de 2004
quinta-feira, 23 de dezembro de 2004
Não, isto é mesmo verdade!
O PSD anunciou hoje ter assinado um acordo para uma "plataforma de entendimento" com o Partido Popular Monárquico (PPM), prevendo que este possa indicar alguns nomes a constar das listas eleitorais dos laranjas.
Segundo Miguel Pignatelli Queiroz (??????), presidente (????, então não é rei?!!?!) do PPM, este acordo visa contribuir para a formação de uma maioria parlamentar e para a constituição de um governo liderado pelo PPD/PSD".
Estão já garantidos todos os votos da família Câmara Pereira, incluindo o espantoso Mico, nesta operação que poderá significar a grande reviravolta no desfecho das próximas eleições.
O PSD anunciou hoje ter assinado um acordo para uma "plataforma de entendimento" com o Partido Popular Monárquico (PPM), prevendo que este possa indicar alguns nomes a constar das listas eleitorais dos laranjas.
Segundo Miguel Pignatelli Queiroz (??????), presidente (????, então não é rei?!!?!) do PPM, este acordo visa contribuir para a formação de uma maioria parlamentar e para a constituição de um governo liderado pelo PPD/PSD".
Estão já garantidos todos os votos da família Câmara Pereira, incluindo o espantoso Mico, nesta operação que poderá significar a grande reviravolta no desfecho das próximas eleições.
Falar verdade a mentir
Depois de tanta expectativa, Cagão Feliz cai no básico e recorre, mais uma vez, ao fundo de aposentação dos trabalhadores da CGD.
Temos défice, ou seja: o Estado gasta mais dinheiro do que aquele que consegue captar através dos impostos.
Assim, há duas hipóteses: ou se gasta menos (o que tem consequências políticas e sociais nefastas), ou se arrecada mais impostos (nomeadamente através de uma efectiva luta contra a fraude fiscal, correndo o risco de chatear alguns amigos).
Mas nada disto foi feito.
A solução escolhida foi transferir para a Caixa Geral de Aposentações (do Estado), 2,4 mil milhões de euros que estavam no fundo da CGD.
Ou seja: já não há défice, porque na coluna das receitas entrou mais dinheiro, apenas em termos contabilísticos, como é óbvio.
Cagão reconhece que isto não passa de uma farsa, e chega a questionar "que tipo de Europa estamos a construir, uma Europa verdadeira ou uma falsa Europa de manobras contabilísticas".
Tem toda a razão.
Faltou-lhe, então, a necessária coragem política, para dizer que, se isto é uma farsa, que não se pactue com ela.
Mas ele não fez isto.
Defendeu, mais atrapalhado que emocionado, que a manutenção do défice abaixo dos três por cento era uma necessidade "patriótica", embora uma mentira.
Alemanha e França atiraram o défice às urtigas, e nada lhes aconteceu.
Nós andamos a fazer uma grave ginástica com graves consequências futuras, com medo de sanções que, apenas no caso de não se fazer nada entretanto, poderiam eventualmente ser aplicadas a partir de 2007!
Há dois dias, naquela conferência de imprensa em que não tinham nada para dizer, Cagão e Sacana disseram ao país que era importante "falar verdade".
Falar verdade!
Porquê?
Porque angariamos menos dinheiro em impostos do que aquele que gastamos.
Quem fala verdade?
Aqueles que agora reconhecem o défice, ou aqueles que, há um mês (!), anunciavam a baixa dos impostos?
Depois de tanta expectativa, Cagão Feliz cai no básico e recorre, mais uma vez, ao fundo de aposentação dos trabalhadores da CGD.
Temos défice, ou seja: o Estado gasta mais dinheiro do que aquele que consegue captar através dos impostos.
Assim, há duas hipóteses: ou se gasta menos (o que tem consequências políticas e sociais nefastas), ou se arrecada mais impostos (nomeadamente através de uma efectiva luta contra a fraude fiscal, correndo o risco de chatear alguns amigos).
Mas nada disto foi feito.
A solução escolhida foi transferir para a Caixa Geral de Aposentações (do Estado), 2,4 mil milhões de euros que estavam no fundo da CGD.
Ou seja: já não há défice, porque na coluna das receitas entrou mais dinheiro, apenas em termos contabilísticos, como é óbvio.
Cagão reconhece que isto não passa de uma farsa, e chega a questionar "que tipo de Europa estamos a construir, uma Europa verdadeira ou uma falsa Europa de manobras contabilísticas".
Tem toda a razão.
Faltou-lhe, então, a necessária coragem política, para dizer que, se isto é uma farsa, que não se pactue com ela.
Mas ele não fez isto.
Defendeu, mais atrapalhado que emocionado, que a manutenção do défice abaixo dos três por cento era uma necessidade "patriótica", embora uma mentira.
Alemanha e França atiraram o défice às urtigas, e nada lhes aconteceu.
Nós andamos a fazer uma grave ginástica com graves consequências futuras, com medo de sanções que, apenas no caso de não se fazer nada entretanto, poderiam eventualmente ser aplicadas a partir de 2007!
Há dois dias, naquela conferência de imprensa em que não tinham nada para dizer, Cagão e Sacana disseram ao país que era importante "falar verdade".
Falar verdade!
Porquê?
Porque angariamos menos dinheiro em impostos do que aquele que gastamos.
Quem fala verdade?
Aqueles que agora reconhecem o défice, ou aqueles que, há um mês (!), anunciavam a baixa dos impostos?
quarta-feira, 22 de dezembro de 2004
terça-feira, 21 de dezembro de 2004
O regresso do Bárbaro
Há uma coisa que ainda ninguém me conseguiu explicar, a fixação dos socialistas portugueses com as bandas sonoras de Ridley Scott.
Depois do saloio do Vangelis utilizado por Guterres, cabe agora a honra a Hans Zimmer, compositor de Barbarian Horde, que incorporava a banda sonora de "Gladiador". Este é o fundo musical escolhido pela (pré?) campanha de José Sócrates, esse gladiador de pantufas e casacos de cabedal.
Curiosa escolha para um partido que, segundo os estatutos, tem como hino oficial "A Internacional" e como hino não-oficial uma pérola que reza as seguintes frases :"Nem capital nem ditaduras/ Nem monopólios nem torturas/ A vitória de uma vontade/ Socialismo em liberdade!".
Há uma coisa que ainda ninguém me conseguiu explicar, a fixação dos socialistas portugueses com as bandas sonoras de Ridley Scott.
Depois do saloio do Vangelis utilizado por Guterres, cabe agora a honra a Hans Zimmer, compositor de Barbarian Horde, que incorporava a banda sonora de "Gladiador". Este é o fundo musical escolhido pela (pré?) campanha de José Sócrates, esse gladiador de pantufas e casacos de cabedal.
Curiosa escolha para um partido que, segundo os estatutos, tem como hino oficial "A Internacional" e como hino não-oficial uma pérola que reza as seguintes frases :"Nem capital nem ditaduras/ Nem monopólios nem torturas/ A vitória de uma vontade/ Socialismo em liberdade!".
Vai um galão?
A época natalícia é, habitualmente, palco das mais interessantes experiências no que toca à programação televisiva.
Para além dos habituais filmes, "A Túnica", "Quo Vadis", "Música no Coração", e outros que tais, a nossa tv tem sido invadida paulatinamente por esse estranho fenómeno que dá pelo nome de "A Gala".
Nesta categoria cabem quaisquer espectáculos em que artistas portugueses aparecem e tocam, contam piadas, fazem qualquer coisa, numa sucessão de horas e horas de modorra televisiva.
Mas este ano está tudo louco. O Vodka Atónito preparou uma pequena lista de galas, organizada por canais, para ajudar todos os visitantes a orientarem-se nesta quadra natalícia.
Na RTP teremos o já histórico "Natal dos Hospitais", depois temos "O Natal Mágico", duas edições do "Natal das escolas", "Presentes por um sonho", "Gala Sonhos de Natal" e "Operação Triunfo Especial de Natal".
A SIC não fica atrás e dá-lhe com "As mais belas canções de Natal", o já mítico "Natal das Prisões" e a "Gala dos Ídolos".
Estranhamente mais comedida está a TVI, que nos brinda apenas com o "Há festa no Hospital", em directo do Amadora-Sintra.
A explicação para esta febre é simples. Os artistas, sempre os mesmos, tocam de borla, e a assistência (leia-se figuração gratuita) está sempre garantida.
A época natalícia é, habitualmente, palco das mais interessantes experiências no que toca à programação televisiva.
Para além dos habituais filmes, "A Túnica", "Quo Vadis", "Música no Coração", e outros que tais, a nossa tv tem sido invadida paulatinamente por esse estranho fenómeno que dá pelo nome de "A Gala".
Nesta categoria cabem quaisquer espectáculos em que artistas portugueses aparecem e tocam, contam piadas, fazem qualquer coisa, numa sucessão de horas e horas de modorra televisiva.
Mas este ano está tudo louco. O Vodka Atónito preparou uma pequena lista de galas, organizada por canais, para ajudar todos os visitantes a orientarem-se nesta quadra natalícia.
Na RTP teremos o já histórico "Natal dos Hospitais", depois temos "O Natal Mágico", duas edições do "Natal das escolas", "Presentes por um sonho", "Gala Sonhos de Natal" e "Operação Triunfo Especial de Natal".
A SIC não fica atrás e dá-lhe com "As mais belas canções de Natal", o já mítico "Natal das Prisões" e a "Gala dos Ídolos".
Estranhamente mais comedida está a TVI, que nos brinda apenas com o "Há festa no Hospital", em directo do Amadora-Sintra.
A explicação para esta febre é simples. Os artistas, sempre os mesmos, tocam de borla, e a assistência (leia-se figuração gratuita) está sempre garantida.
Sugestão
Por sugestão dos nossos assíduos visitantes Lucretia von Spiegel e Karlo Vasco, aqui fica um endereço que, com toda a certeza, garantirá a todos horas e horas de diversão.
www.irmalucia.pt.vu
Tenham um santo Natal.
Por sugestão dos nossos assíduos visitantes Lucretia von Spiegel e Karlo Vasco, aqui fica um endereço que, com toda a certeza, garantirá a todos horas e horas de diversão.
www.irmalucia.pt.vu
Tenham um santo Natal.
Mais um suspeito do costume
Sacana Lopes tinha viagem marcada para o Porto, onde ia condecorar o FCP pelas vitórias internacionais. Entretanto, Bruxelas chumbou a negociata imobiliária de Cagão Feliz, e Sacana adiou o compromisso, alegando que havia um objecto suspeito no avião.
Confrontado com esta caracterização que considerou deselegante para a sua pessoa, Morais Sarmento apresentou a demissão.
Sacana Lopes tinha viagem marcada para o Porto, onde ia condecorar o FCP pelas vitórias internacionais. Entretanto, Bruxelas chumbou a negociata imobiliária de Cagão Feliz, e Sacana adiou o compromisso, alegando que havia um objecto suspeito no avião.
Confrontado com esta caracterização que considerou deselegante para a sua pessoa, Morais Sarmento apresentou a demissão.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2004
O conselho
Contrariando a sua bem sucedida estratégia seguida até aqui, José Sócrates hoje falou. Afinal vai impor a co-incineração, apesar de toda a gente, incluindo as organizações ambientalistas, dizer que a solução actual é bem melhor.
Ou seja, abriu a boca e já perdeu todos os votos de Coimbra e Setúbal.
Boa, ó Zé!
Um conselho: faz de morto, ó bronco!
Contrariando a sua bem sucedida estratégia seguida até aqui, José Sócrates hoje falou. Afinal vai impor a co-incineração, apesar de toda a gente, incluindo as organizações ambientalistas, dizer que a solução actual é bem melhor.
Ou seja, abriu a boca e já perdeu todos os votos de Coimbra e Setúbal.
Boa, ó Zé!
Um conselho: faz de morto, ó bronco!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2004
quinta-feira, 16 de dezembro de 2004
Ainda o défice
Falemos claro: o défice existe. Pronto!
Mas será o défice importante? Ao nível a que tem determinado toda a política de Portugal, não. Obviamente não.
Bagão Félix ia vender uma batelada de prédios do Estado, para (mais) essa receita extraordinária entrar nas contas de 2004, para conseguir manter o défice abaixo dos 3 por cento do PIB. Mas, mais uma vez, seria um valor artificial, contabilístico, falso, em última análise.
Depois os jornais começaram a fazer notícias, a oposição a berrar, e afinal já não há venda, porque o Governo só descobriu agora que é um Governo de gestão.
Assim, considera não ter legitimidade para vender património a esta escala.
Então faz o quê? Assume que o défice é superior, como fizeram a França e a Alemanha, e sem quaisquer consequências práticas? Não, arranja outra maneira de continuar a mentir.
Afinal vai vender, a um consórcio bancário, o direito de exploração desses prédios, ocupados actualmente por inúmeros serviços do Estado (como o Instituto Camões ou o Instituto da Habitação), e pôr esses serviços a pagar uma renda, todos os anos.
Ou seja, temos algo que é nosso, mas vamos vender aos privados para arranjar dinheiro extra para o défice e passamos a pagar arrendamento de todos esses serviços, a esses privados que compram o património de todos os portugueses ao preço da uva mijona em saldo!
Ganda negócio, ó Félix!
A Grécia, tal como nós, andou uma data de anos a fingir que enganava a Europa, com défices controlados, para agora ser forçada a admitir que era mentira, pelo que está já a enfrentar as sanções.
Mas nós, como bom escuteiro, queremos ser mais papistas que o papa, e queremos ser o país mais pobre mas aparentemente mais cumpridor.
Espera-nos o mesmo destino da Grécia. Sermos apanhados mais tarde, mas entrentanto andámos não sei quantos anos a fazer o nosso povo passar mal.
Vendemos os prédios, para que as gerações futuras de contribuintes andem a pagar rendas aos privados.
Tudo em nome de uma ficção, e para que o senhor Félix possa mostrar o seu currículo, feito de números falsos, desemprego e fome.
Valerá isto tudo a pena?
Falemos claro: o défice existe. Pronto!
Mas será o défice importante? Ao nível a que tem determinado toda a política de Portugal, não. Obviamente não.
Bagão Félix ia vender uma batelada de prédios do Estado, para (mais) essa receita extraordinária entrar nas contas de 2004, para conseguir manter o défice abaixo dos 3 por cento do PIB. Mas, mais uma vez, seria um valor artificial, contabilístico, falso, em última análise.
Depois os jornais começaram a fazer notícias, a oposição a berrar, e afinal já não há venda, porque o Governo só descobriu agora que é um Governo de gestão.
Assim, considera não ter legitimidade para vender património a esta escala.
Então faz o quê? Assume que o défice é superior, como fizeram a França e a Alemanha, e sem quaisquer consequências práticas? Não, arranja outra maneira de continuar a mentir.
Afinal vai vender, a um consórcio bancário, o direito de exploração desses prédios, ocupados actualmente por inúmeros serviços do Estado (como o Instituto Camões ou o Instituto da Habitação), e pôr esses serviços a pagar uma renda, todos os anos.
Ou seja, temos algo que é nosso, mas vamos vender aos privados para arranjar dinheiro extra para o défice e passamos a pagar arrendamento de todos esses serviços, a esses privados que compram o património de todos os portugueses ao preço da uva mijona em saldo!
Ganda negócio, ó Félix!
A Grécia, tal como nós, andou uma data de anos a fingir que enganava a Europa, com défices controlados, para agora ser forçada a admitir que era mentira, pelo que está já a enfrentar as sanções.
Mas nós, como bom escuteiro, queremos ser mais papistas que o papa, e queremos ser o país mais pobre mas aparentemente mais cumpridor.
Espera-nos o mesmo destino da Grécia. Sermos apanhados mais tarde, mas entrentanto andámos não sei quantos anos a fazer o nosso povo passar mal.
Vendemos os prédios, para que as gerações futuras de contribuintes andem a pagar rendas aos privados.
Tudo em nome de uma ficção, e para que o senhor Félix possa mostrar o seu currículo, feito de números falsos, desemprego e fome.
Valerá isto tudo a pena?
terça-feira, 14 de dezembro de 2004
Cu-ligação, ou talvez não
É oficial, malta! CDS/PP e PPD/PSD vão separados às urnas!
Zangaram-se? Não.
Afinal já não gostam uns dos outros? Gostam, gostam!
E então?
E então, olha, prontos. É assim, porque, porque....porque sim, porque é assim, prontos.
Porque assim não é uma coligação. Não temos nada a ver uns com os outros, se perdermos, mas se ganharmos já somos uma coligação.
De qualquer das formas, e novas incompreensões à parte, é importante esta clarificação.
Pode não clarificar nada, porque é, mais uma vez, uma falácia, mas é bom que tenha sido dita.
Este acordo mostra que nenhum dos dois partidos acredita numa vitória. Mas o Santana não quer ir a dois porque acha que isso lhe tira votos laranjas, e Portas quer mostrar força e prefere que a responsabilidade da derrota caiba a outro.
Cada um por si, vão levar uma coça de criar bicho, e voltarão, de rabinho entre as pernas, para os seus gabinetes de meninos bem.
Em Fevereiro, o resultado será mais ou menos este: O PS ganha, mas fica a mais de cinco por cento da maioria absoluta; o PSD terá perto de trinta e poucos; o BE vai descer, o PP e o PCP também, mas menos do que se espera.
Vai uma aposta?
É oficial, malta! CDS/PP e PPD/PSD vão separados às urnas!
Zangaram-se? Não.
Afinal já não gostam uns dos outros? Gostam, gostam!
E então?
E então, olha, prontos. É assim, porque, porque....porque sim, porque é assim, prontos.
Porque assim não é uma coligação. Não temos nada a ver uns com os outros, se perdermos, mas se ganharmos já somos uma coligação.
De qualquer das formas, e novas incompreensões à parte, é importante esta clarificação.
Pode não clarificar nada, porque é, mais uma vez, uma falácia, mas é bom que tenha sido dita.
Este acordo mostra que nenhum dos dois partidos acredita numa vitória. Mas o Santana não quer ir a dois porque acha que isso lhe tira votos laranjas, e Portas quer mostrar força e prefere que a responsabilidade da derrota caiba a outro.
Cada um por si, vão levar uma coça de criar bicho, e voltarão, de rabinho entre as pernas, para os seus gabinetes de meninos bem.
Em Fevereiro, o resultado será mais ou menos este: O PS ganha, mas fica a mais de cinco por cento da maioria absoluta; o PSD terá perto de trinta e poucos; o BE vai descer, o PP e o PCP também, mas menos do que se espera.
Vai uma aposta?
sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
E que tal comprarem um cérebro?
O PSD não percebe. O PP também não.
Mas todos os restantes portugueses percebem.
A Direita fez birra, porque tiraram o brinquedo ao bébé, e passou uma semana a dizer que não percebia, não havia motivo, etc.
Sampaio, célere como sempre, falou hoje. Submeteu a Direita à última humilhação, de repetir ao país aquilo que todo o país já sabia, que as trapalhadas e a incompetência deste Governo se tinham tornado demasiado ridículas.
E agora?
Precisam de um desenho?
O PSD não percebe. O PP também não.
Mas todos os restantes portugueses percebem.
A Direita fez birra, porque tiraram o brinquedo ao bébé, e passou uma semana a dizer que não percebia, não havia motivo, etc.
Sampaio, célere como sempre, falou hoje. Submeteu a Direita à última humilhação, de repetir ao país aquilo que todo o país já sabia, que as trapalhadas e a incompetência deste Governo se tinham tornado demasiado ridículas.
E agora?
Precisam de um desenho?
O regabofe
O regabofe continua, a caminho do fim. Condenados à humilhante derrota que aí vem, a direita toca lira enquanto Roma arde.
Paulo Bordas já ligou a velocidade-cruzeiro da campanha eleitoral, anunciando a ressurreição da Bombardier de lagrimazita ao canto do olho, para depois todas as outras partes virem dizer que não sabem de nada.
O PSD, reduzido à sua insignificância de nada ter a dizer e ainda consumido pela vergonha que sofreu,
limita-se a atacar o presidente, com o mesmo malfeitor a chamá-lo de caudilho e depois vir apelar ao "nível do diálogo político".
E, para terminar, sucedem-se as nomeações de boys e girls. São dezenas de tias e tios, cridas e cridos, a juntar às centenas que andaram a chupar na grande teta do compadrio classístico burguês.
O barco vai ao fundo, e desta vez os ratos não fogem. Não fogem porque sabem que não têm competência para ir para onde quer que seja, porque sabem que, a partir de agora, estão manchados por ter estado ao serviço do Governo mais trapalhão e incompetente de sempre.
Merecem uma longa travessia do deserto.
Os ratos e as ratas desta laranja moribunda.
O regabofe continua, a caminho do fim. Condenados à humilhante derrota que aí vem, a direita toca lira enquanto Roma arde.
Paulo Bordas já ligou a velocidade-cruzeiro da campanha eleitoral, anunciando a ressurreição da Bombardier de lagrimazita ao canto do olho, para depois todas as outras partes virem dizer que não sabem de nada.
O PSD, reduzido à sua insignificância de nada ter a dizer e ainda consumido pela vergonha que sofreu,
limita-se a atacar o presidente, com o mesmo malfeitor a chamá-lo de caudilho e depois vir apelar ao "nível do diálogo político".
E, para terminar, sucedem-se as nomeações de boys e girls. São dezenas de tias e tios, cridas e cridos, a juntar às centenas que andaram a chupar na grande teta do compadrio classístico burguês.
O barco vai ao fundo, e desta vez os ratos não fogem. Não fogem porque sabem que não têm competência para ir para onde quer que seja, porque sabem que, a partir de agora, estão manchados por ter estado ao serviço do Governo mais trapalhão e incompetente de sempre.
Merecem uma longa travessia do deserto.
Os ratos e as ratas desta laranja moribunda.
Na falta do reformado Inspector Varatojo....
Num episódio digno dos mais rebuscados dos X-Files, os habitantes postadores deste tasco têm vindo a desaparecer, um a um.
Os Shôres Dôtôres Fatchary e Raviolli Ninja ainda dão de vez em quando à costa, mas encontram-se concerteza debilitados na sua capacidade pelos adulterados vodkas da Ginjinha das Gáveas.
Mas o que dizer de baixas como o saudoso Idle Consultant, da nossa musa Nina van Horn e do alagartado O Zé?
Isto parece-me definitivamente um caso para o célebre Inspector Rôla, pela última vez visto a abafar alegremente uma ganza a caminho do Incógnito.
Num episódio digno dos mais rebuscados dos X-Files, os habitantes postadores deste tasco têm vindo a desaparecer, um a um.
Os Shôres Dôtôres Fatchary e Raviolli Ninja ainda dão de vez em quando à costa, mas encontram-se concerteza debilitados na sua capacidade pelos adulterados vodkas da Ginjinha das Gáveas.
Mas o que dizer de baixas como o saudoso Idle Consultant, da nossa musa Nina van Horn e do alagartado O Zé?
Isto parece-me definitivamente um caso para o célebre Inspector Rôla, pela última vez visto a abafar alegremente uma ganza a caminho do Incógnito.
terça-feira, 7 de dezembro de 2004
A Puta
Há putas de muitos géneros e feitios. Há putas finas, putas rascas, putas do Intendente e putas do Champanhe, mas a melhor puta de todas é a puta política, e esta tem um nome: chama-se PSD.
Depois de Cavaco Silva ter começado a pontapear a incubadora, ainda ao de leve, Santana baixou a calcinha e, num gesto que faria inveja a Paulo Portas, deu o cu ao professor, avançando-o como o candidato do PSD à presidência da República. É claro que este preferia cagar um pé todo, calou-se durante uns dias e deixou o bébé a falar sozinho. Depois, quando falou, escangalhou-o de alto a baixo, mas a puta, ainda assim, não se deixou intimidar.
E agora, meus amigos, tudo se tornou ainda mais claro.
No congresso do PSD, em que foi inaugurado o hino partidário mais estúpido da história, incluindo o hino escrito pessoalmente por Mugabe, o partido laranja encheu-se de brios, decidiu que ia mudar de vida, deixar a dura existência de puta, e todos se atropelaram para assobiar o CDS/PP, mais que o seu cliente mais assíduo, o seu verdadeiro chulo.
Perante a evidência de que o PSD caminha para o merecido (e muito antecipado) desastre eleitoral, os laranjas deram depois um flik-flak à rectaguarda, mostrando a flexibilidade conseguida a custo de muita foda em bancos de trás e quartos sem espaço. De repente, "We love PP" era o novo slogan do PSD, perdão, do PPD/PSD.
Portas percebe, ri-se, diz que vai sozinho. O bébé fica com medo, porque sabe que vai perder de qualquer maneira mas não quer perder sozinho, e anuncia que está aberto (claramente) a uma plataforma alargada a outros partidos (quem?! o PPM?! O Grupo Excursionista Vai Tu?!).
Portas percebe, ri-se, e faz-se difícil. Sabe que a puta está à sua mercê, e que desta vez é a puta quem tem de pagar. Exige quarenta mil deputados, morangos frescos das montanhas do Tibete e um enrabanço diário por um marinheiro Jean-Paul Gaultier. E o PSD vai pensar. Ainda pensa.
Portas, o velho frouxo de mangalho mas forte de garganta (funda), começa a baixar de novo as calcinhas, mas desta feita não vai ser, pela primeira vez, o encavado. O encavado é o PSD, e Santana o corno manso e o novo chulo, que entrega a sua putinha fashion às desajeitadas investidas de Paulo Bordas.
Triste fado nesta opereta de bordel.
Há putas de muitos géneros e feitios. Há putas finas, putas rascas, putas do Intendente e putas do Champanhe, mas a melhor puta de todas é a puta política, e esta tem um nome: chama-se PSD.
Depois de Cavaco Silva ter começado a pontapear a incubadora, ainda ao de leve, Santana baixou a calcinha e, num gesto que faria inveja a Paulo Portas, deu o cu ao professor, avançando-o como o candidato do PSD à presidência da República. É claro que este preferia cagar um pé todo, calou-se durante uns dias e deixou o bébé a falar sozinho. Depois, quando falou, escangalhou-o de alto a baixo, mas a puta, ainda assim, não se deixou intimidar.
E agora, meus amigos, tudo se tornou ainda mais claro.
No congresso do PSD, em que foi inaugurado o hino partidário mais estúpido da história, incluindo o hino escrito pessoalmente por Mugabe, o partido laranja encheu-se de brios, decidiu que ia mudar de vida, deixar a dura existência de puta, e todos se atropelaram para assobiar o CDS/PP, mais que o seu cliente mais assíduo, o seu verdadeiro chulo.
Perante a evidência de que o PSD caminha para o merecido (e muito antecipado) desastre eleitoral, os laranjas deram depois um flik-flak à rectaguarda, mostrando a flexibilidade conseguida a custo de muita foda em bancos de trás e quartos sem espaço. De repente, "We love PP" era o novo slogan do PSD, perdão, do PPD/PSD.
Portas percebe, ri-se, diz que vai sozinho. O bébé fica com medo, porque sabe que vai perder de qualquer maneira mas não quer perder sozinho, e anuncia que está aberto (claramente) a uma plataforma alargada a outros partidos (quem?! o PPM?! O Grupo Excursionista Vai Tu?!).
Portas percebe, ri-se, e faz-se difícil. Sabe que a puta está à sua mercê, e que desta vez é a puta quem tem de pagar. Exige quarenta mil deputados, morangos frescos das montanhas do Tibete e um enrabanço diário por um marinheiro Jean-Paul Gaultier. E o PSD vai pensar. Ainda pensa.
Portas, o velho frouxo de mangalho mas forte de garganta (funda), começa a baixar de novo as calcinhas, mas desta feita não vai ser, pela primeira vez, o encavado. O encavado é o PSD, e Santana o corno manso e o novo chulo, que entrega a sua putinha fashion às desajeitadas investidas de Paulo Bordas.
Triste fado nesta opereta de bordel.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2004
A Saga de Sacana Lopes XI (só para matar saudades e bater mais um bocado no bébé ceguinho)
Sacana Lopes, quando falava, de lágrimas nos olhos, da decisão de Cenoura Sampaio, afirmou que não concordava com esta mas ia respeitá-la. Disse mesmo que o PSD reconhece o valor do respeito institucional e, "ao contrário de outros que, em Julho, disseram que iam respeitar qualquer decisão do PR e depois o atacaram, nós não o vamos fazer".
Ah, pois é.
Mas o bébé é maroto, e bastou uma viagem aos ares do Norte, a um comício na Póvoa do Varzim, para lhe estalar o verniz. "Compreendo que as pessoas estejam feridas. Não tem precedentes que o Parlamento seja dissolvido sem que se saiba porquê. É um facto sem precedentes que tem consequências", queixou-se o menino desencubado.
Já hoje, foi a vez do inenarrável Guilherme Silva dar asas à sua verve belicista.
A decisão do PR é "um manifesto abuso do exercício dos poderes presidenciais", disse o madeirense psicadélico, classificando a anunciada dissolução do Parlamento como "uma actuação abusiva, imoral e eticamente inaceitável".
Mais um belo exemplo do belo princípio do contraditório.
Sacana Lopes, quando falava, de lágrimas nos olhos, da decisão de Cenoura Sampaio, afirmou que não concordava com esta mas ia respeitá-la. Disse mesmo que o PSD reconhece o valor do respeito institucional e, "ao contrário de outros que, em Julho, disseram que iam respeitar qualquer decisão do PR e depois o atacaram, nós não o vamos fazer".
Ah, pois é.
Mas o bébé é maroto, e bastou uma viagem aos ares do Norte, a um comício na Póvoa do Varzim, para lhe estalar o verniz. "Compreendo que as pessoas estejam feridas. Não tem precedentes que o Parlamento seja dissolvido sem que se saiba porquê. É um facto sem precedentes que tem consequências", queixou-se o menino desencubado.
Já hoje, foi a vez do inenarrável Guilherme Silva dar asas à sua verve belicista.
A decisão do PR é "um manifesto abuso do exercício dos poderes presidenciais", disse o madeirense psicadélico, classificando a anunciada dissolução do Parlamento como "uma actuação abusiva, imoral e eticamente inaceitável".
Mais um belo exemplo do belo princípio do contraditório.
Mais notícias do cabeçudo da rotunda
Foi anunciado que, afinal, a morte de Sá Carneiro não foi acidental. Terá sido coincidência que a conclusão da comissão de inquérito, chefiada pelo nosso estimado Nuno Melo, tenha escolhido o aniversário da morte do D. Sebastião laranja para anunciar as conclusões? Talvez. Mas agora, há que exigir que os responsáveis sejam descobertos e apanhados.
Há muito que lhes devem um agradecimento e, quiçá, uma ou duas condecorações.
Foi anunciado que, afinal, a morte de Sá Carneiro não foi acidental. Terá sido coincidência que a conclusão da comissão de inquérito, chefiada pelo nosso estimado Nuno Melo, tenha escolhido o aniversário da morte do D. Sebastião laranja para anunciar as conclusões? Talvez. Mas agora, há que exigir que os responsáveis sejam descobertos e apanhados.
Há muito que lhes devem um agradecimento e, quiçá, uma ou duas condecorações.
domingo, 5 de dezembro de 2004
sexta-feira, 3 de dezembro de 2004
Casa de passe
Portugal é, cada vez mais, uma casa de passe. Ainda por cima das manhosas, em que pagas bem por material de fraca qualidade. Mais dia menos dia haverá o passe do português, um documento que qualquer cidadão nacional precisará para, apenas, se mexer.
Se queres ir para outro lado, numa estrada, pagas; no futuro, se quiseres entrar em Lisboa de carro, pagas; e agora, mesmo a pé, se queres entrar no Castelo de São Jorge, pagas.
E pagas para quê? Ninguém sabe.
Se no caso dos carros ainda se pode perceber, por causa do trânsito e do custo ambiental, os torniquetes no Castelo são, no mínimo absurdos.
Porquê o Castelo? Para taxar a vista? E os outros miradouros? E a avenida da Liberdade? E Monsanto? E a Rua da Betesga? E Chelas?
Somos dos países europeus que mais paga em termos de impostos, e em troca recebemos o quê? Serviços de merda e má-vontade.
Pagamos impostos, alguns municipais, para que o nosso país e as nossas cidades estejam bem cuidados. Mas depois, pagas outra vez, para ter exactamente a mesma merda.
A Câmara de Lisboa, depois da febre dos cartazes (já reparou que estes claramente diminuíram depois do outro ir para a incubadora?), continua na sua actuação de merceeiro de bairro, roubando nos pesos para fazer mais uns trocos.
Andas de metro, pagas, e de seis em seis meses os preços aumentam. Páras o carrinho, pagas, que os sapos andam à coca (s).
Mas pagamos impostos para quê? Se é assim, não pagamos nada, e depois é tudo avulso, pagas para utilizar seja o que for, o que na prática é já o que acontece, com a diferença de que agora já foste roubado à partida.
E quem nos paga o que estes pseudo-governantes nos andam a fazer, e às nossas cidades?
Portugal é, cada vez mais, uma casa de passe. Ainda por cima das manhosas, em que pagas bem por material de fraca qualidade. Mais dia menos dia haverá o passe do português, um documento que qualquer cidadão nacional precisará para, apenas, se mexer.
Se queres ir para outro lado, numa estrada, pagas; no futuro, se quiseres entrar em Lisboa de carro, pagas; e agora, mesmo a pé, se queres entrar no Castelo de São Jorge, pagas.
E pagas para quê? Ninguém sabe.
Se no caso dos carros ainda se pode perceber, por causa do trânsito e do custo ambiental, os torniquetes no Castelo são, no mínimo absurdos.
Porquê o Castelo? Para taxar a vista? E os outros miradouros? E a avenida da Liberdade? E Monsanto? E a Rua da Betesga? E Chelas?
Somos dos países europeus que mais paga em termos de impostos, e em troca recebemos o quê? Serviços de merda e má-vontade.
Pagamos impostos, alguns municipais, para que o nosso país e as nossas cidades estejam bem cuidados. Mas depois, pagas outra vez, para ter exactamente a mesma merda.
A Câmara de Lisboa, depois da febre dos cartazes (já reparou que estes claramente diminuíram depois do outro ir para a incubadora?), continua na sua actuação de merceeiro de bairro, roubando nos pesos para fazer mais uns trocos.
Andas de metro, pagas, e de seis em seis meses os preços aumentam. Páras o carrinho, pagas, que os sapos andam à coca (s).
Mas pagamos impostos para quê? Se é assim, não pagamos nada, e depois é tudo avulso, pagas para utilizar seja o que for, o que na prática é já o que acontece, com a diferença de que agora já foste roubado à partida.
E quem nos paga o que estes pseudo-governantes nos andam a fazer, e às nossas cidades?
quinta-feira, 2 de dezembro de 2004
Ora aí está um sábado bem passado
No próximo sábado à tarde (quando descubrir a hora eu digo-vos), activistas dos direitos dos animais e alguns modelos portugueses vão despir-se, em frente ao Corte Inglês, para protestar contra o uso de peles de animais.
"O objectivo é mostrar que preferem o nu completo ao uso de peles, e pôr a nu o horror por que passaram os animais cujas peles são vendidas no Corte Inglês para satisfazer um mercado de caprichos cruéis e supérfluos", afirma Miguel Moutinho, da Associação ANIMAL.
Acho que todos os animais rebarbados como eu devem associar-se a esta iniciativa, mantendo as roupas vestidas mas comparecendo em massa no acontecimento, do lado mais perto das modelos.
No próximo sábado à tarde (quando descubrir a hora eu digo-vos), activistas dos direitos dos animais e alguns modelos portugueses vão despir-se, em frente ao Corte Inglês, para protestar contra o uso de peles de animais.
"O objectivo é mostrar que preferem o nu completo ao uso de peles, e pôr a nu o horror por que passaram os animais cujas peles são vendidas no Corte Inglês para satisfazer um mercado de caprichos cruéis e supérfluos", afirma Miguel Moutinho, da Associação ANIMAL.
Acho que todos os animais rebarbados como eu devem associar-se a esta iniciativa, mantendo as roupas vestidas mas comparecendo em massa no acontecimento, do lado mais perto das modelos.
O protesto
Na sequência da queda do Governo, as manifestações de júbilo não têm faltado. No entanto, algumas vozes também se levantam contra a medida do Cenoura Sampaio.
É o caso da indústria portuguesa de moldes, que fabrica das melhores próteses do mundo. É que com o Governo de Santana, o negócio ia florescendo, com a quantidade de tiros nos pés dados por ele e seus ministros.
Na sequência da queda do Governo, as manifestações de júbilo não têm faltado. No entanto, algumas vozes também se levantam contra a medida do Cenoura Sampaio.
É o caso da indústria portuguesa de moldes, que fabrica das melhores próteses do mundo. É que com o Governo de Santana, o negócio ia florescendo, com a quantidade de tiros nos pés dados por ele e seus ministros.
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