Cruzes canhoto!
Segundo o 24 Horas, essa bíblia da campanha eleitoral do Glorioso, o Natal de Carlos Cruz vai ser passado a ouvir um concerto de Rock e a comer bacalhau com os outros reclusos.
Parece que foi chumbada a anterior proposta: uma edição especial do Sequim D' Ouro e um lanche de jaquinzinhos.
segunda-feira, 20 de outubro de 2003
Adenda
Um pequeno acrescento ao post do meu camarada Little Bastard. Os betos do PP dizem que "República Portuguesa é uma expressão jacobina". Se tivessem ido ao dicionário teriam mudado de opinião, no Brasil, jacobino é inimigo de estrangeiros, xenófobo. Características que me fazem lembrar um político com pseudónimo de actriz francesa... será Catherine Deneuve?!!!
Um pequeno acrescento ao post do meu camarada Little Bastard. Os betos do PP dizem que "República Portuguesa é uma expressão jacobina". Se tivessem ido ao dicionário teriam mudado de opinião, no Brasil, jacobino é inimigo de estrangeiros, xenófobo. Características que me fazem lembrar um político com pseudónimo de actriz francesa... será Catherine Deneuve?!!!
A liberdade segundo os portinhas
No projecto de alteração constitucional, a juventude pipi defende a eliminação do prêambulo e todas as referências ao socialismo, o que até se compreende dado o momento actual de Ferro & Companhia. O argumento é de que se quer dar liberdade e espaço para as "novas gerações", que não se devem sentir "espartilhadas" por concepções ideológicas do passado.
O que é engraçado é que são os mesmos jotas que exigem que a Constituição Europeia tenha referências "explícitas e inequívocas" à natureza católica da Europa.
Liberdade? É nisto que dá ensinar palavras complicadas às criancinhas, elas que já têm mais em que pensar, com as provas de vela e os ensaios do hino......
No projecto de alteração constitucional, a juventude pipi defende a eliminação do prêambulo e todas as referências ao socialismo, o que até se compreende dado o momento actual de Ferro & Companhia. O argumento é de que se quer dar liberdade e espaço para as "novas gerações", que não se devem sentir "espartilhadas" por concepções ideológicas do passado.
O que é engraçado é que são os mesmos jotas que exigem que a Constituição Europeia tenha referências "explícitas e inequívocas" à natureza católica da Europa.
Liberdade? É nisto que dá ensinar palavras complicadas às criancinhas, elas que já têm mais em que pensar, com as provas de vela e os ensaios do hino......
Fascista sim, jacobino nunca!
A juventude do PP (sim, os betos de Santos) já meteu as mãozinhas ao trabalho (cruz credo!) e apresentou um projecto para a revisão constitucional (tamanho familiar, como dizia o Zé Mário).
Um dos pontos importantes é a mudança do nome do nosso belo país de República Portuguesa para República de Portugal.
A explicação é que "República Portuguesa é uma expressão jacobina".
Mas o que raio anda o Portas a meter no leitinho e scones dos meninos?!
A juventude do PP (sim, os betos de Santos) já meteu as mãozinhas ao trabalho (cruz credo!) e apresentou um projecto para a revisão constitucional (tamanho familiar, como dizia o Zé Mário).
Um dos pontos importantes é a mudança do nome do nosso belo país de República Portuguesa para República de Portugal.
A explicação é que "República Portuguesa é uma expressão jacobina".
Mas o que raio anda o Portas a meter no leitinho e scones dos meninos?!
Mais números
A semana passada houve 20 mortos em acidentes rodoviários, na semana anterior tinha havido 31. Será que este é um dos sinais da retoma económica profetizada pelo "Intestino" Delgado? Afinal sempre são menos contribuintes que batem as botas! Espero ansiosamente uma crónica no Diário Digital sobre o assunto.
A semana passada houve 20 mortos em acidentes rodoviários, na semana anterior tinha havido 31. Será que este é um dos sinais da retoma económica profetizada pelo "Intestino" Delgado? Afinal sempre são menos contribuintes que batem as botas! Espero ansiosamente uma crónica no Diário Digital sobre o assunto.
Maria Elisa pede demissão de Ferro Rodrigues
Maria Elisa afirmou, junto dos seus colegas da comunicação social, que via com bons olhos a demissão de Ferro Rodrigues do lugar de Secretário Geral do PS.
Acrescentou também que, a acontecer, gostaria de se candidatar ao lugar, uma vez que tem o carácter e formação ideal para um cargo deste tipo.
Inquirida sobre o que aconteceria aos seus deveres para com o PSD, respondeu que "Vou mantê-los, acumulando o meu lugar na bancada social democrata no hemiciclo, o cargo de adida cultural, de jornalista da RTP, e o de 'caixa' no Minipreço de Rio Tinto, lugar que espera pelo fim da minha licença sabática deste 1972."
Quando questionada acerca do seu eventual regresso à Assembleia da República, afirmou: "Calma, calma, só tenho dois bracinhos e só consigo fazer uma coisa de cada vez!"
Maria Elisa afirmou, junto dos seus colegas da comunicação social, que via com bons olhos a demissão de Ferro Rodrigues do lugar de Secretário Geral do PS.
Acrescentou também que, a acontecer, gostaria de se candidatar ao lugar, uma vez que tem o carácter e formação ideal para um cargo deste tipo.
Inquirida sobre o que aconteceria aos seus deveres para com o PSD, respondeu que "Vou mantê-los, acumulando o meu lugar na bancada social democrata no hemiciclo, o cargo de adida cultural, de jornalista da RTP, e o de 'caixa' no Minipreço de Rio Tinto, lugar que espera pelo fim da minha licença sabática deste 1972."
Quando questionada acerca do seu eventual regresso à Assembleia da República, afirmou: "Calma, calma, só tenho dois bracinhos e só consigo fazer uma coisa de cada vez!"
Hoje acordei...
... numa escuta telefónica. Ferro Rodrigues e António Costa continuavam a discutir os seus planos maquiavélicos:
Ferro: "Ó Tó, pá! Vê lá essa cena, temos que descalçar esta bota... Já ninguém nos liga puto, com este escândalo só vamos ganhar eleições daqui a cinquenta anos, pá!
Tó: "Pois é chefe! Pois é!" Então e se mandassemos despachar o Paulo?"
Ferro: "Tás maluco, pá?"
Eu: "Rabo!"
Ferro: "O que é que disseste?"
Tó: "Eu?! Nada!"
Eu: "O Ferro é rabo!"
Ferro: " Ai o caraças, pá! Tás a gozar comigo?"
Tó: "Eu, chefe? Claro que não!"
Eu: "O Ferro é rabo e cheira mal dos pés!"
Ferro: "Tal tá a merda! Já me estou a passar contigo..."
Tó: "Calma chefe! Eu não disse nada! Vamos lá continuar a discutir a cena. Então e o segredo de justiça?"
Eu: Mariquinhas!
Ferro: "Tou me a cagar para o segredo de justiça, percebes? Quando te apanhar à minha frente vou-te à cara, monhé do caralho!"
... numa escuta telefónica. Ferro Rodrigues e António Costa continuavam a discutir os seus planos maquiavélicos:
Ferro: "Ó Tó, pá! Vê lá essa cena, temos que descalçar esta bota... Já ninguém nos liga puto, com este escândalo só vamos ganhar eleições daqui a cinquenta anos, pá!
Tó: "Pois é chefe! Pois é!" Então e se mandassemos despachar o Paulo?"
Ferro: "Tás maluco, pá?"
Eu: "Rabo!"
Ferro: "O que é que disseste?"
Tó: "Eu?! Nada!"
Eu: "O Ferro é rabo!"
Ferro: " Ai o caraças, pá! Tás a gozar comigo?"
Tó: "Eu, chefe? Claro que não!"
Eu: "O Ferro é rabo e cheira mal dos pés!"
Ferro: "Tal tá a merda! Já me estou a passar contigo..."
Tó: "Calma chefe! Eu não disse nada! Vamos lá continuar a discutir a cena. Então e o segredo de justiça?"
Eu: Mariquinhas!
Ferro: "Tou me a cagar para o segredo de justiça, percebes? Quando te apanhar à minha frente vou-te à cara, monhé do caralho!"
Haja fé!
Foi recentemente diagnosticada ao primeiro-ministro inglês uma taquicardia supra-ventricular, situação que o obrigou a submeter-se a rigorosos exames médicos.
Sabe-se, contudo, que, neste momento, Tony Blair já regressou à residência oficial da Downing Street, e que, segundo um porta-voz, “se sente bem”.
Paciência, fica para a próxima.
Foi recentemente diagnosticada ao primeiro-ministro inglês uma taquicardia supra-ventricular, situação que o obrigou a submeter-se a rigorosos exames médicos.
Sabe-se, contudo, que, neste momento, Tony Blair já regressou à residência oficial da Downing Street, e que, segundo um porta-voz, “se sente bem”.
Paciência, fica para a próxima.
domingo, 19 de outubro de 2003
Simplesmente hilariante
Um dos momentos mais emblemáticos do Seinfeld, episódio "The Soup Nazi", Jerry e George tentam comprar sopa pela primeira vez:
GEORGE: Medium turkey chili.
JERRY: Medium crab bisque.
GEORGE: I didn't get any bread.
JERRY: Just forget it. Let it go.
GEORGE: Um, excuse me, I - I think you forgot my bread.
SOUP NAZI: Bread -- $2 extra.
GEORGE: $2? But everyone in front of me got free bread.
SOUP NAZI: You want bread?
GEORGE: Yes, please.
SOUP NAZI: $3!
GEORGE: What?
SOUP NAZI: No soup for you! [snaps fingers]
[cashier takes George's soup and gives him back his money]
Um dos momentos mais emblemáticos do Seinfeld, episódio "The Soup Nazi", Jerry e George tentam comprar sopa pela primeira vez:
GEORGE: Medium turkey chili.
JERRY: Medium crab bisque.
GEORGE: I didn't get any bread.
JERRY: Just forget it. Let it go.
GEORGE: Um, excuse me, I - I think you forgot my bread.
SOUP NAZI: Bread -- $2 extra.
GEORGE: $2? But everyone in front of me got free bread.
SOUP NAZI: You want bread?
GEORGE: Yes, please.
SOUP NAZI: $3!
GEORGE: What?
SOUP NAZI: No soup for you! [snaps fingers]
[cashier takes George's soup and gives him back his money]
“Ó gordo, lá fora levas nos cornos!”
Pedro Mexia escreveu há dias, no Diário de Notícias, o seguinte: “Lista exaustiva das figuras públicas que se têm portado decentemente no caso Paulo Pedroso: Paulo Pedroso”.
Como não gosto do cliché “Sem comentários” ou, pior ainda, dessa confissão de ignorância que é o “Não tenho palavras”, direi somente que o absurdo, a partir de determinada dimensão, é dificílimo de combater. Com palavras, claro.
No 7º de escolaridade dizia-se: “Lá fora, às 6h30”.
Que saudades!
Pedro Mexia escreveu há dias, no Diário de Notícias, o seguinte: “Lista exaustiva das figuras públicas que se têm portado decentemente no caso Paulo Pedroso: Paulo Pedroso”.
Como não gosto do cliché “Sem comentários” ou, pior ainda, dessa confissão de ignorância que é o “Não tenho palavras”, direi somente que o absurdo, a partir de determinada dimensão, é dificílimo de combater. Com palavras, claro.
No 7º de escolaridade dizia-se: “Lá fora, às 6h30”.
Que saudades!
sábado, 18 de outubro de 2003
Hoje acordei...
... na história da Branca de Neve. Era o seu advogado, Branca de Neve encontrava-se em prisão preventiva por sete casos de abuso de menores, na categoria Menores de metro e meio. Um caso deveras difícil. O Príncipe Encantado andava muito em baixo, a comunicação social não o deixava em paz, mas isso nunca o impedia de ir visitá-la todos os dias, com o pequeno infante, às masmorras do Castelo. É sempre triste ver uma família idílica destroçada por vicissitudes da vida.
... na história da Branca de Neve. Era o seu advogado, Branca de Neve encontrava-se em prisão preventiva por sete casos de abuso de menores, na categoria Menores de metro e meio. Um caso deveras difícil. O Príncipe Encantado andava muito em baixo, a comunicação social não o deixava em paz, mas isso nunca o impedia de ir visitá-la todos os dias, com o pequeno infante, às masmorras do Castelo. É sempre triste ver uma família idílica destroçada por vicissitudes da vida.
Como é que é pessoal?
Então o nosso blog passa de 100 visitas na quinta para 40 na sexta?!!! Andam a dormir ou quê? Se hoje tivesse sido feriado e vocês tivessem ido todos para o Algarve curtir o fim de semana prolongado, tudo bem! Mas assim?!! Foda-se, vejam lá se atinam! Se é para ler, é para ler todos os dias!
Então o nosso blog passa de 100 visitas na quinta para 40 na sexta?!!! Andam a dormir ou quê? Se hoje tivesse sido feriado e vocês tivessem ido todos para o Algarve curtir o fim de semana prolongado, tudo bem! Mas assim?!! Foda-se, vejam lá se atinam! Se é para ler, é para ler todos os dias!
sexta-feira, 17 de outubro de 2003
Justiça de merda
Ferro Rodrigues disse: "tou-me cagando para o segredo de justiça!"
É fácil perceber para onde é que iriam os processos encontrados no caixote do lixo do TIC. Direitinhos à casa de banho do líder da oposição, onde serviriam para lhe limpar o traseiro.
Ferro Rodrigues disse: "tou-me cagando para o segredo de justiça!"
É fácil perceber para onde é que iriam os processos encontrados no caixote do lixo do TIC. Direitinhos à casa de banho do líder da oposição, onde serviriam para lhe limpar o traseiro.
Mea culpa
Cabe-me rectificar o erro cometido por mim no meu post anterior. Depois de ser chamado à atenção pelo meu caro co-blogger Raviolli Ninja, percebi realmente que tinha compreendido mal o que foi escrito pelo "insecto" vermelho. Quando ele diz: «Fiquei minimamente satisfeito ( e muito frustrado por não acertar em algumas coisas) e fui-me deitar...
...acordei ( pode parecer uma cópia do Vodka mas foi mesmo isto que aconteceu)...», não está a referir-se ao layout mas sim à utilização da palavra "acordei". Camarada vermelho, peço desculpa pela calúnia e, se me dá licença, vou até ao Inferno pagar este pecado com sessões contínuas de sevícias perpetradas por lascivas diabinhas.
Cabe-me rectificar o erro cometido por mim no meu post anterior. Depois de ser chamado à atenção pelo meu caro co-blogger Raviolli Ninja, percebi realmente que tinha compreendido mal o que foi escrito pelo "insecto" vermelho. Quando ele diz: «Fiquei minimamente satisfeito ( e muito frustrado por não acertar em algumas coisas) e fui-me deitar...
...acordei ( pode parecer uma cópia do Vodka mas foi mesmo isto que aconteceu)...», não está a referir-se ao layout mas sim à utilização da palavra "acordei". Camarada vermelho, peço desculpa pela calúnia e, se me dá licença, vou até ao Inferno pagar este pecado com sessões contínuas de sevícias perpetradas por lascivas diabinhas.
Circular Interna
Dois dos gerentes deste tasco envolveram-se em pancadaria por causa da Ana Gomes e do seu relacionamento com o Cão Gastão, parece-me que foi isso. Aviso que ambientes crispados e arremessos de garrafas de cerveja ainda fazem azedar o nosso stock de vodka. E depois a malta alimenta-se de quê? Hum?!
Dois dos gerentes deste tasco envolveram-se em pancadaria por causa da Ana Gomes e do seu relacionamento com o Cão Gastão, parece-me que foi isso. Aviso que ambientes crispados e arremessos de garrafas de cerveja ainda fazem azedar o nosso stock de vodka. E depois a malta alimenta-se de quê? Hum?!
Plágio do template ?!!
O nosso amigo Vespão diz numa posta que perdeu seis horas a fazer experiências no design do blog para depois ficar parecido com o nosso. É verdade, dias inteiros de trabalho, directas e directas que fizemos para chegar a este layout, muita pestana queimada, muita garrafa despejada. Epá, companheiro, tanto tempo para copiar uma página pré-definida? Bastava escolher um dos templates que o próprio blogger tem à escolha.
O nosso amigo Vespão diz numa posta que perdeu seis horas a fazer experiências no design do blog para depois ficar parecido com o nosso. É verdade, dias inteiros de trabalho, directas e directas que fizemos para chegar a este layout, muita pestana queimada, muita garrafa despejada. Epá, companheiro, tanto tempo para copiar uma página pré-definida? Bastava escolher um dos templates que o próprio blogger tem à escolha.
Hoje acordei...
... num eléctrico chamado desejo. O eléctrico era o 28 para a Estrela, em plena subida penosa da calçada, cheio de turistas de câmara fotográfica em punho e com aquele sorriso de satisfação característico de quem está a descobrir coisas novas. O desejo era em forma de mulher, descia a calçada de uma forma imaculada, com plena consciência da sua beleza, magnífica, cada passo um hino à perfeição, tanto dentro ou fora do eléctrico ninguém conseguia deixar de reparar, de repente, zás, trás, catrapum... esparrama-se no chão, tinha tropeçado nas próprias pernas, cambaleou uns segundos, mas não conseguiu evitar a queda. Lá estava ela no chão, de pernas abertas, saia na cintura, salto alto partido, tentando perceber o que lhe tinha acontecido. Dentro eléctrico as máquinas disparavam, mas o alvo não era a paisagem e enquanto o eléctrico se afastava vagarosamente, apercebi-me que tinha presenciado a queda de um mito.
... num eléctrico chamado desejo. O eléctrico era o 28 para a Estrela, em plena subida penosa da calçada, cheio de turistas de câmara fotográfica em punho e com aquele sorriso de satisfação característico de quem está a descobrir coisas novas. O desejo era em forma de mulher, descia a calçada de uma forma imaculada, com plena consciência da sua beleza, magnífica, cada passo um hino à perfeição, tanto dentro ou fora do eléctrico ninguém conseguia deixar de reparar, de repente, zás, trás, catrapum... esparrama-se no chão, tinha tropeçado nas próprias pernas, cambaleou uns segundos, mas não conseguiu evitar a queda. Lá estava ela no chão, de pernas abertas, saia na cintura, salto alto partido, tentando perceber o que lhe tinha acontecido. Dentro eléctrico as máquinas disparavam, mas o alvo não era a paisagem e enquanto o eléctrico se afastava vagarosamente, apercebi-me que tinha presenciado a queda de um mito.
quinta-feira, 16 de outubro de 2003
Os Suecos... Esses Mariquinhas...
Então não é que uma empregadazita do hotel aonde o Sporting estava alojado, encontrou uma seringa num dos quartos de um dos jogadores do Sporting e foi-se logo chibar aos patrões, que por sua vez se chibaram aos bófias suecos.
Fosgasse, assim não... camander... já na pode um homem dar no caldo descansado, sem que lambisgoia escandinava qualquer possa arruinar-nos a vida?
Cá pra mim, punha-se era já a Suécia no Intendente que era para eles verem o que é bom prá tosse... Ó... Ó...
Acabavam-se logo as mariquices.
Então não é que uma empregadazita do hotel aonde o Sporting estava alojado, encontrou uma seringa num dos quartos de um dos jogadores do Sporting e foi-se logo chibar aos patrões, que por sua vez se chibaram aos bófias suecos.
Fosgasse, assim não... camander... já na pode um homem dar no caldo descansado, sem que lambisgoia escandinava qualquer possa arruinar-nos a vida?
Cá pra mim, punha-se era já a Suécia no Intendente que era para eles verem o que é bom prá tosse... Ó... Ó...
Acabavam-se logo as mariquices.
Ana Gomes, a Mulher-Cão
Em resposta a uma posta de há alguns dias, há que dizer algumas coisas: uma delas, o problema não é o mundo cão machista, é Ana Gomes ser uma política abaixo de cão.
Sim, é refrescante ver um político deixar-se de merdas partidárias e dizer o que realmente lhe vai na alma. Mas o problema não está aí, está no facto de o que costuma ir na alma de Ana Gomes ser normalmente algo entre uma novela venezuelana e um filme dos irmãos Marx, com a particular agravante de ela se levar mais a sério que o José Mourinho (se calhar isto é um comentário machista, não sei...). Agora exigir uma investigação por causa de um artigo sem fontes, sem provas, sem nada, publicado numa revista que não é uma referência de credibilidade, ainda por cima exigi-la com a sofreguidão e a indignação de quem tem uma chave de fendas espetada no cólon.........
Entre um histérico e uma histérica há apenas uma diferença: a letra do fim.
A não ser que defendamos que o disparate, dito pelas mulheres, deixa de ser disparate.
Em resposta a uma posta de há alguns dias, há que dizer algumas coisas: uma delas, o problema não é o mundo cão machista, é Ana Gomes ser uma política abaixo de cão.
Sim, é refrescante ver um político deixar-se de merdas partidárias e dizer o que realmente lhe vai na alma. Mas o problema não está aí, está no facto de o que costuma ir na alma de Ana Gomes ser normalmente algo entre uma novela venezuelana e um filme dos irmãos Marx, com a particular agravante de ela se levar mais a sério que o José Mourinho (se calhar isto é um comentário machista, não sei...). Agora exigir uma investigação por causa de um artigo sem fontes, sem provas, sem nada, publicado numa revista que não é uma referência de credibilidade, ainda por cima exigi-la com a sofreguidão e a indignação de quem tem uma chave de fendas espetada no cólon.........
Entre um histérico e uma histérica há apenas uma diferença: a letra do fim.
A não ser que defendamos que o disparate, dito pelas mulheres, deixa de ser disparate.
O Corvo
Era uma vez um corvo alemão, conhecido pelo seu mau feitio e pelo feio hábito de atacar os transeuntes numa rua de Berlim. A polícia, farta das queixas da populaça, desenvolveu um esquema para apanhar o dito bicho. Serviram-lhe "algo a que ele não podia resistir", segundo o Correio da Manhã: comida de gato embebida numa bebida alcoólica muito forte. Apanhado o corvo, o porta-voz da polícia admite que aquele está ainda a recuperar da ressaca.
Eu agora ia pôr aqui uma piada, mas acho que se calhar não é preciso...
Era uma vez um corvo alemão, conhecido pelo seu mau feitio e pelo feio hábito de atacar os transeuntes numa rua de Berlim. A polícia, farta das queixas da populaça, desenvolveu um esquema para apanhar o dito bicho. Serviram-lhe "algo a que ele não podia resistir", segundo o Correio da Manhã: comida de gato embebida numa bebida alcoólica muito forte. Apanhado o corvo, o porta-voz da polícia admite que aquele está ainda a recuperar da ressaca.
Eu agora ia pôr aqui uma piada, mas acho que se calhar não é preciso...
Maoísmo Espacial
A China quer construir uma estação espacial permanente até 2010.
Zhang Qingwei, subdirector do Programa Espacial chinês e director do departamento para Voos Espaciais Tripulados, garantiu em conferência de imprensa que « não haverá uma inflação espacial, todos os produtos à venda na estação terão os mesmos preços que qualquer loja dos trezentos. Também posso garantir desde já que o restaurante terá serviço de take away e, pelo menos, uma mesa redonda com centro giratório.»
A China quer construir uma estação espacial permanente até 2010.
Zhang Qingwei, subdirector do Programa Espacial chinês e director do departamento para Voos Espaciais Tripulados, garantiu em conferência de imprensa que « não haverá uma inflação espacial, todos os produtos à venda na estação terão os mesmos preços que qualquer loja dos trezentos. Também posso garantir desde já que o restaurante terá serviço de take away e, pelo menos, uma mesa redonda com centro giratório.»
Números
Leio no Desblogueador de Conversa:
Valentino Rossi, 24 anos;
- Nº de vitórias - 56;
- Títulos Mundiais - 5 (3 em 500 c.c./Moto GP, 1 em 250 c.c. e 1 em 125 c.c.)
- Nº de pódios consecutivos - 20 (ainda pode ser aumentado nas próximas corridas)
Leio no Diário Digital:
João Paulo II, 83 anos, 25 de pontificado;
- 130 países
- 1 246 000 km, 3 vezes a distância da Terra à Lua
- 19 mil discursos, 100 mil páginas
Vantagem clara para Rossi, se fosse eleito Papa, bateria em três tempos o recorde do JP. No entanto, talvez tivesse que treinar melhor a parte dos discursos.
Leio no Desblogueador de Conversa:
Valentino Rossi, 24 anos;
- Nº de vitórias - 56;
- Títulos Mundiais - 5 (3 em 500 c.c./Moto GP, 1 em 250 c.c. e 1 em 125 c.c.)
- Nº de pódios consecutivos - 20 (ainda pode ser aumentado nas próximas corridas)
Leio no Diário Digital:
João Paulo II, 83 anos, 25 de pontificado;
- 130 países
- 1 246 000 km, 3 vezes a distância da Terra à Lua
- 19 mil discursos, 100 mil páginas
Vantagem clara para Rossi, se fosse eleito Papa, bateria em três tempos o recorde do JP. No entanto, talvez tivesse que treinar melhor a parte dos discursos.
Hoje acordei...
... em cima da estátua do Camões no largo homónimo. O dia tinha nascido há pouco tempo, a luz ainda era de um amanhecer tímido, lá em baixo algumas pessoas já se movimentavam na sua labuta diária, mas, curiosamente, passava despercebido a qualquer um deles. Os únicos seres que tinham dado pela minha presença, eram os pombos, que de olho aberto e outro fechado, questionavam, num misto de perplexidade e de sonolência, o que eu faria ali em cima. Foi então que, seguindo o exemplo destas ratazanas voadoras e correspondendo a necessidades fisiológicas, que costumo cumprir religiosamente, todos os dias, ao acordar, decidi obrar pela cabeça do Camões abaixo. Mais cagada, menos cagada, a diferença não seria nenhuma.
... em cima da estátua do Camões no largo homónimo. O dia tinha nascido há pouco tempo, a luz ainda era de um amanhecer tímido, lá em baixo algumas pessoas já se movimentavam na sua labuta diária, mas, curiosamente, passava despercebido a qualquer um deles. Os únicos seres que tinham dado pela minha presença, eram os pombos, que de olho aberto e outro fechado, questionavam, num misto de perplexidade e de sonolência, o que eu faria ali em cima. Foi então que, seguindo o exemplo destas ratazanas voadoras e correspondendo a necessidades fisiológicas, que costumo cumprir religiosamente, todos os dias, ao acordar, decidi obrar pela cabeça do Camões abaixo. Mais cagada, menos cagada, a diferença não seria nenhuma.
quarta-feira, 15 de outubro de 2003
Il Maestro
Dizem certas noticias que o maestro Miguel Graça Moura para além das muitas tropelias de que é acusado, também andou a importar prostitutas da Tailândia.
Ora meu caro maestro... e que tal uma visitinha ao norte de Portugal? A Bragança, por exemplo.
É que assim o maestro: "Vinha-se pra fora, cá dentro!"
Dizem certas noticias que o maestro Miguel Graça Moura para além das muitas tropelias de que é acusado, também andou a importar prostitutas da Tailândia.
Ora meu caro maestro... e que tal uma visitinha ao norte de Portugal? A Bragança, por exemplo.
É que assim o maestro: "Vinha-se pra fora, cá dentro!"
Quentes e boas!
O pessoal é lixado, o Arnaud a não querer dar nas vistas, para não estragar a festa da bola e a maltinha continua a fazer das suas. De uma assentada dois assuntos que fariam as delícias da imprensa estrangeira:
- Graça Moura: acusações sobre prostitutas acabarão nos tribunais
- Expresso comprou acções da Portucel para «infiltrar» jornalista
O pessoal é lixado, o Arnaud a não querer dar nas vistas, para não estragar a festa da bola e a maltinha continua a fazer das suas. De uma assentada dois assuntos que fariam as delícias da imprensa estrangeira:
- Graça Moura: acusações sobre prostitutas acabarão nos tribunais
- Expresso comprou acções da Portucel para «infiltrar» jornalista
Mais um para a lista negra
Depois do governo português proibir a publicidade ao Euro 2004 na revista Time, o jornal britânico The Guardian é capaz de seguir o mesmo caminho. Neste artigo sobre Portugal, pode-se ler que os portugueses estão a viver uma crise de confiança, em virtude dos escândalos sobre pedofilia e corrupção e que há uma cultura de amizade (facilitismo) nas mais altas esferas do governo.
A política dos três F's há muito que passou à história, agora Portugal vive a política dos três P´s, Putas, Putos e Papel. Pois é, Sr. Arnaud, é impossível esconder as verdades, por isso, não se admire que apareçam mais reportagens sobre outras coisas em que somos "bons"!
Depois do governo português proibir a publicidade ao Euro 2004 na revista Time, o jornal britânico The Guardian é capaz de seguir o mesmo caminho. Neste artigo sobre Portugal, pode-se ler que os portugueses estão a viver uma crise de confiança, em virtude dos escândalos sobre pedofilia e corrupção e que há uma cultura de amizade (facilitismo) nas mais altas esferas do governo.
A política dos três F's há muito que passou à história, agora Portugal vive a política dos três P´s, Putas, Putos e Papel. Pois é, Sr. Arnaud, é impossível esconder as verdades, por isso, não se admire que apareçam mais reportagens sobre outras coisas em que somos "bons"!
Hoje acordei...
... no circo, com a cabeça metida na boca de um leão, sinto um capacete na cabeça, já estou dentro do canhão, o Homem-Bala vai ser disparado, bam, lá vou eu, sou apanhado no ar por uma trapezista, que tem barba, afinal não é uma trapezista, nem está no ar, é a Mulher Barbuda e está no chão, as barbas não estão nela, estão em mim, já não são barbas, é uma tarte de natas jogada por um palhaço que foge enquanto me afasto a galope num cavalo, não me seguro, começo a cair para um dos lados, as facas espetam-se a centímetros do meu corpo enquanto giro sem parar, às voltas comandado pelo focinho de uma foca, mais uma e estou em pé, no topo de uma pirâmide humana, não há equilíbrio, não há ninguém por baixo, há o vazio, está tudo escuro, um foco de luz acende-se sobre mim, as palmas do público irrompem o silêncio, a ovação de pé é agradecida por uma vénia e saio triunfante.
... no circo, com a cabeça metida na boca de um leão, sinto um capacete na cabeça, já estou dentro do canhão, o Homem-Bala vai ser disparado, bam, lá vou eu, sou apanhado no ar por uma trapezista, que tem barba, afinal não é uma trapezista, nem está no ar, é a Mulher Barbuda e está no chão, as barbas não estão nela, estão em mim, já não são barbas, é uma tarte de natas jogada por um palhaço que foge enquanto me afasto a galope num cavalo, não me seguro, começo a cair para um dos lados, as facas espetam-se a centímetros do meu corpo enquanto giro sem parar, às voltas comandado pelo focinho de uma foca, mais uma e estou em pé, no topo de uma pirâmide humana, não há equilíbrio, não há ninguém por baixo, há o vazio, está tudo escuro, um foco de luz acende-se sobre mim, as palmas do público irrompem o silêncio, a ovação de pé é agradecida por uma vénia e saio triunfante.
Time Out
O governo decidiu suspender a publicidade do Euro 2004 na Time por causa do artigo que afirma que Bragança é o novo "Red Light District" europeu.
Dado o estado da nação e numa altura em que é necessário reduzir o défice e aumentar as receitas, esta medida governamental é no mínimo desajustada, aliás o governo devia não só aproveitar esta borla publicitária, como aumentar o investimento publicitário nesta e noutras revistas estrangeiras e fomentar o turismo sexual e gerar receitas para a lusa pátria.
Assim em vez de apenas termos 50.000 ingleses para o Euro 2004, podíamos vir a ter 100.000 ingleses e as consequentes libras esterlinas.
Eu cá vou aproveitar e construir uma estalagenzinha em Bragança.
Caro Durão Burroso e Manuela Foleira de Leite, permitam-me que lhes recorde que: "a cavalo dado não se olha o dente".
O governo decidiu suspender a publicidade do Euro 2004 na Time por causa do artigo que afirma que Bragança é o novo "Red Light District" europeu.
Dado o estado da nação e numa altura em que é necessário reduzir o défice e aumentar as receitas, esta medida governamental é no mínimo desajustada, aliás o governo devia não só aproveitar esta borla publicitária, como aumentar o investimento publicitário nesta e noutras revistas estrangeiras e fomentar o turismo sexual e gerar receitas para a lusa pátria.
Assim em vez de apenas termos 50.000 ingleses para o Euro 2004, podíamos vir a ter 100.000 ingleses e as consequentes libras esterlinas.
Eu cá vou aproveitar e construir uma estalagenzinha em Bragança.
Caro Durão Burroso e Manuela Foleira de Leite, permitam-me que lhes recorde que: "a cavalo dado não se olha o dente".
terça-feira, 14 de outubro de 2003
O mal são os outros
A esquerda israelista fez um acordo com palestinianos. As delegações das duas partes, cerca de 50 políticos, intelectuais e pacifistas, concordaram com um texto, que se inspira na plataforma de Taba, a derradeira negociação israelo-palestiniana, em 2001, antes da vitória leitoral de Ariel Sharon. Alguns dos pontos básicos são: retirada de Israel para as suas fronteiras de 1967; os palestinianos eliminariam o terrorismo e desistiriam do direito de retorno dos refugiados; Jerusalém Oriental faria parte do território palestiniano; o Estado palestiniano seria desmilitarizado.
Parece-me a mim, uma proposta bastante razoável e viável. Pena é, ter a certeza, que, graças a extremistas religiosos de ambos os lados, este acordo nunca sairá do papel!
A esquerda israelista fez um acordo com palestinianos. As delegações das duas partes, cerca de 50 políticos, intelectuais e pacifistas, concordaram com um texto, que se inspira na plataforma de Taba, a derradeira negociação israelo-palestiniana, em 2001, antes da vitória leitoral de Ariel Sharon. Alguns dos pontos básicos são: retirada de Israel para as suas fronteiras de 1967; os palestinianos eliminariam o terrorismo e desistiriam do direito de retorno dos refugiados; Jerusalém Oriental faria parte do território palestiniano; o Estado palestiniano seria desmilitarizado.
Parece-me a mim, uma proposta bastante razoável e viável. Pena é, ter a certeza, que, graças a extremistas religiosos de ambos os lados, este acordo nunca sairá do papel!
Já agora!
No Público de hoje vem o seguinte título: "O que fazer com Kumba Ialá?"
Com o Kumba não sei, mas os seus textos bem que podiam figurar nos manuais escolares. Em vez de Big Brothers ou telenovelas, optemos por este grande pensador luso-africano que torna a aprendizagem da língua portuguesa, sem dúvida, uma experiência bastante mais divertida:
- «A beleza de uma mulher elegante é a atrapalhação do cabrão do macaco da Indochina»
- «A nossa sociedade (guineense) é mais diagnóstica que terapêutica»
- «Dormir é o pensamento em repouso absoluto»
- «O erro é a confusão da verdade com a palha»
No Público de hoje vem o seguinte título: "O que fazer com Kumba Ialá?"
Com o Kumba não sei, mas os seus textos bem que podiam figurar nos manuais escolares. Em vez de Big Brothers ou telenovelas, optemos por este grande pensador luso-africano que torna a aprendizagem da língua portuguesa, sem dúvida, uma experiência bastante mais divertida:
- «A beleza de uma mulher elegante é a atrapalhação do cabrão do macaco da Indochina»
- «A nossa sociedade (guineense) é mais diagnóstica que terapêutica»
- «Dormir é o pensamento em repouso absoluto»
- «O erro é a confusão da verdade com a palha»
Hoje acordei...
... numa ampulheta. Enquanto os finos grãos de areia passavam pelo vértice do cone, onde eu estava, para o outro abaixo, numa qualquer unidade de tempo que não consegui decifrar, pensava que nunca na vida conseguiria passar por tão pequeno orifício. Estava numa situação bastante irónica, tantas vezes quis parar o tempo e agora estava prestes a consegui-lo. A sensação deste poder imenso deixava-me extasiado, sentia-me um deus, sentia-me um Kronos! Até que, no meio destes devaneios utópicos, alguém agarrou na ampulheta e virou-a ao contrário...
... numa ampulheta. Enquanto os finos grãos de areia passavam pelo vértice do cone, onde eu estava, para o outro abaixo, numa qualquer unidade de tempo que não consegui decifrar, pensava que nunca na vida conseguiria passar por tão pequeno orifício. Estava numa situação bastante irónica, tantas vezes quis parar o tempo e agora estava prestes a consegui-lo. A sensação deste poder imenso deixava-me extasiado, sentia-me um deus, sentia-me um Kronos! Até que, no meio destes devaneios utópicos, alguém agarrou na ampulheta e virou-a ao contrário...
So what???
"As autoridades britânicas prevêem uma autêntica invasão de Portugal por adeptos britânicos no próximo ano, durante o EURO 2004."
E daí??? Não é o que costuma acontecer todos os anos p'lo Verão em Albufeira?
"As autoridades britânicas prevêem uma autêntica invasão de Portugal por adeptos britânicos no próximo ano, durante o EURO 2004."
E daí??? Não é o que costuma acontecer todos os anos p'lo Verão em Albufeira?
segunda-feira, 13 de outubro de 2003
O Homem cão
A Ana Gomes é uma mulher convincente? É. Muito. Eu por mim estou plenamente convencido. A saber:
1º Ministra dos Negócios Estrangeiros
2º Secretário-Geral do PS
3º Primeira-Ministra
São estes os passos ambicionados pela dirigente socialista. Já o digo há algum tempo. Hoje fiquei com mais razões para pensar que tenho razão.
Mas… serão realizáveis? Só o primeiro, minha cara. O mundo é cão e machista.
A Ana Gomes é uma mulher convincente? É. Muito. Eu por mim estou plenamente convencido. A saber:
1º Ministra dos Negócios Estrangeiros
2º Secretário-Geral do PS
3º Primeira-Ministra
São estes os passos ambicionados pela dirigente socialista. Já o digo há algum tempo. Hoje fiquei com mais razões para pensar que tenho razão.
Mas… serão realizáveis? Só o primeiro, minha cara. O mundo é cão e machista.
Hoje acordei...
... dentro de um marco do correio, enrolado em papel kraft, com o carimbo dos CTT colado na testa. Tinham-me enviado por correio azul com destino ao Burkina Faso. Alguém queria se livrar de mim! O pessoal da blogosfera é manhoso, têm medo de quem lhes começa a fazer sombra. Mas isto não era obra de um blogger qualquer, para levar a cabo um plano tão maquiavélico é preciso ter poder, ter conhecimentos. Aquele sacrista de barbas nunca me enganou... e não estou a falar do gajo dos livros.
... dentro de um marco do correio, enrolado em papel kraft, com o carimbo dos CTT colado na testa. Tinham-me enviado por correio azul com destino ao Burkina Faso. Alguém queria se livrar de mim! O pessoal da blogosfera é manhoso, têm medo de quem lhes começa a fazer sombra. Mas isto não era obra de um blogger qualquer, para levar a cabo um plano tão maquiavélico é preciso ter poder, ter conhecimentos. Aquele sacrista de barbas nunca me enganou... e não estou a falar do gajo dos livros.
Fama a quanto obrigas
Depois de ver o Bruno Nogueira a picar o ponto no Herman Sic, só posso chegar a uma conclusão: o moço devia estar com uma crise de criatividade e só aceitou o convite para ver se conseguia resolver o problema. E não é que conseguiu! Depois da presença do Marco Paulo e de um tal Sr. Vítor, que protagonizou, provavelmente, o pior momento da história da televisão do nosso país, de certeza que o miúdo tem material para, pelo menos, cinquenta programas do Levanta-te e Ri. Já estou a imaginar o Bruno, do alto do seu metro e noventa, a dizer:
"Convidaram-me a ir ao Herman Sic, disseram-me: "Ó Bruno, vais lá e tal... o Marco Paulo também é convidado!" e eu pensei: "Pronto, tá bem! Não é assim tão mau! Sempre é um bocadinho mais homem que o José Castel-Branco!"
Depois de ver o Bruno Nogueira a picar o ponto no Herman Sic, só posso chegar a uma conclusão: o moço devia estar com uma crise de criatividade e só aceitou o convite para ver se conseguia resolver o problema. E não é que conseguiu! Depois da presença do Marco Paulo e de um tal Sr. Vítor, que protagonizou, provavelmente, o pior momento da história da televisão do nosso país, de certeza que o miúdo tem material para, pelo menos, cinquenta programas do Levanta-te e Ri. Já estou a imaginar o Bruno, do alto do seu metro e noventa, a dizer:
"Convidaram-me a ir ao Herman Sic, disseram-me: "Ó Bruno, vais lá e tal... o Marco Paulo também é convidado!" e eu pensei: "Pronto, tá bem! Não é assim tão mau! Sempre é um bocadinho mais homem que o José Castel-Branco!"
domingo, 12 de outubro de 2003
Hoje acordei...
... no fio da navalha. Sentado, sem me mexer muito, a lâmina era afiada e já me fazia estragos no traseiro. Naquele momento, apenas desejava que passasse um daqueles vendedores que chegaram a cruzar alguns domingos da minha infância, domingos de jogos do Vitória de Setúbal com o meu pai, que gritavam com a segurança inabalável de estarem a vender a melhor invenção do século: " É pó cú! É pó cú! Almofadinhas pá bola!! "
... no fio da navalha. Sentado, sem me mexer muito, a lâmina era afiada e já me fazia estragos no traseiro. Naquele momento, apenas desejava que passasse um daqueles vendedores que chegaram a cruzar alguns domingos da minha infância, domingos de jogos do Vitória de Setúbal com o meu pai, que gritavam com a segurança inabalável de estarem a vender a melhor invenção do século: " É pó cú! É pó cú! Almofadinhas pá bola!! "
sábado, 11 de outubro de 2003
Hoje acordei...
... em 1792, França, a revolução continuava em marcha. Ia a caminho da guilhotina, a multidão vaiava-me incessantemente, gritando palavras de ordem. Aquela massa humana disforme, ralé mal cheirosa e sífilica, ansiava pela minha morte, mas eu, pleno na minha aristocracia, caminhava para o cadafalso com a cabeça erguida. O carrasco estendeu-me na prancha, amarrado, e soltou a alavanca que suspendia a lâmina. Ouvi o silvo do aço, com traçado diagonal, a cortar o ar e a despencar sobre mim... a minha cabeça rolou até parar, ao lado das outras, no cesto. Tantas voltas deixaram-me mal disposto, quando o carrasco levantou a minha cabeça do cesto para mostrar à multidão sequiosa, não aguentei e vomitei-lhe em cima. Era o meu momento de vingança.
... em 1792, França, a revolução continuava em marcha. Ia a caminho da guilhotina, a multidão vaiava-me incessantemente, gritando palavras de ordem. Aquela massa humana disforme, ralé mal cheirosa e sífilica, ansiava pela minha morte, mas eu, pleno na minha aristocracia, caminhava para o cadafalso com a cabeça erguida. O carrasco estendeu-me na prancha, amarrado, e soltou a alavanca que suspendia a lâmina. Ouvi o silvo do aço, com traçado diagonal, a cortar o ar e a despencar sobre mim... a minha cabeça rolou até parar, ao lado das outras, no cesto. Tantas voltas deixaram-me mal disposto, quando o carrasco levantou a minha cabeça do cesto para mostrar à multidão sequiosa, não aguentei e vomitei-lhe em cima. Era o meu momento de vingança.
sexta-feira, 10 de outubro de 2003
Marketing agressivo
Norte-americanos dão nomes de marcas aos seus filhos
Os nomes mais escolhidos são Lexus, Armani, Chanel, Porsche, Timberland, Evian, Fanta, Guiness, Stetson ou Nivea.
Para quando em Portugal petizes chamados Farinha 33 da Silva Costa, Restaurador Olex Cardoso Pereira ou Português Suave de Oliveira Martins?
Norte-americanos dão nomes de marcas aos seus filhos
Os nomes mais escolhidos são Lexus, Armani, Chanel, Porsche, Timberland, Evian, Fanta, Guiness, Stetson ou Nivea.
Para quando em Portugal petizes chamados Farinha 33 da Silva Costa, Restaurador Olex Cardoso Pereira ou Português Suave de Oliveira Martins?
quinta-feira, 9 de outubro de 2003
Os eternos esquecidos
Aqui está uma pequena amostra dos que foram derrotados pelo bárbaro Arnoldo. Para que ninguém esqueça que estes bravos, também, lutaram por um lugar ao sol, no fundo, por um mundo melhor:
Larry Flint, publisher - 15 454 votos, 0%
Mary Carey Cook, adult film actress - 10 110 votos, 0%
Bruce Margolin, marijuana legalization attorney - 7 971 votos, 0%
David Laughing Horse, tribal chairman - 5 745 votos, 0%
Leo Gallagher, comedian - 4 862 votos, 0%
Mike P. McCarthy, used car dealer - 1 196 votos, 0%
Kurt E. "Tachikaze" Rightmyer, middleweight sumo wrestler - 733 votos, 0%
Joel Britton, retired meat packer - 655 votos, 0%
William "Bill" S. Chambers, railroad swithman/brakemen - 539 votos, 0%
Destaque para a luta renhida entre estes dois últimos candidatos, o Embalador de Carne Reformado ganhou ao Homem do Travão por uns escassos 116 votos. É bem ganho, sim senhor, de todos é o meu preferido!
Aqui está uma pequena amostra dos que foram derrotados pelo bárbaro Arnoldo. Para que ninguém esqueça que estes bravos, também, lutaram por um lugar ao sol, no fundo, por um mundo melhor:
Larry Flint, publisher - 15 454 votos, 0%
Mary Carey Cook, adult film actress - 10 110 votos, 0%
Bruce Margolin, marijuana legalization attorney - 7 971 votos, 0%
David Laughing Horse, tribal chairman - 5 745 votos, 0%
Leo Gallagher, comedian - 4 862 votos, 0%
Mike P. McCarthy, used car dealer - 1 196 votos, 0%
Kurt E. "Tachikaze" Rightmyer, middleweight sumo wrestler - 733 votos, 0%
Joel Britton, retired meat packer - 655 votos, 0%
William "Bill" S. Chambers, railroad swithman/brakemen - 539 votos, 0%
Destaque para a luta renhida entre estes dois últimos candidatos, o Embalador de Carne Reformado ganhou ao Homem do Travão por uns escassos 116 votos. É bem ganho, sim senhor, de todos é o meu preferido!
Papa Nobel
Meio mundo atacado por pena, estimação cristã e, sobretudo, pressa, decidiu influenciar a opinião pública e, com isso, a Academia Sueca, no sentido de ser atribuído o prémio Nobel da Paz ao Papa João Paulo II.
A pressa deve-se ao debilitado estado de saúde do Santo Padre.
A fundamentação anda, pelo que ouvi, quase toda ela, à volta da oposição papal feita à Guerra no Iraque.
O.K., respeito. Mas, pegando neste critério matriz (a oposição à guerra do Iraque), atrevo-me a fazer uma singela sugestão, iniciando desde já um movimento de lobbie que se impõe: Saddam a prémio Nobel! (Se o Henry Kissinger o ganhou, por que não o iraquiano?)
Meio mundo atacado por pena, estimação cristã e, sobretudo, pressa, decidiu influenciar a opinião pública e, com isso, a Academia Sueca, no sentido de ser atribuído o prémio Nobel da Paz ao Papa João Paulo II.
A pressa deve-se ao debilitado estado de saúde do Santo Padre.
A fundamentação anda, pelo que ouvi, quase toda ela, à volta da oposição papal feita à Guerra no Iraque.
O.K., respeito. Mas, pegando neste critério matriz (a oposição à guerra do Iraque), atrevo-me a fazer uma singela sugestão, iniciando desde já um movimento de lobbie que se impõe: Saddam a prémio Nobel! (Se o Henry Kissinger o ganhou, por que não o iraquiano?)
Hoola Hoop
A questão pode pecar por óbvia, mas impõe-se: se se defende que o ministro Maluquinho dos Submarinos se tem que demitir - sendo mera testemunha no caso Moderna - como é que se sustenta que alguém com o estatuto de arguido, suspeito do crime de pedofilia(!), pode continuar a exercer as funções de deputado? A resposta é ainda mais óbvia que a pergunta: Com muito, mas mesmo muito, jogo de cintura. E isso, quem conhece o PS sabe-o, nunca faltou à malta, pá.
A questão pode pecar por óbvia, mas impõe-se: se se defende que o ministro Maluquinho dos Submarinos se tem que demitir - sendo mera testemunha no caso Moderna - como é que se sustenta que alguém com o estatuto de arguido, suspeito do crime de pedofilia(!), pode continuar a exercer as funções de deputado? A resposta é ainda mais óbvia que a pergunta: Com muito, mas mesmo muito, jogo de cintura. E isso, quem conhece o PS sabe-o, nunca faltou à malta, pá.
História / Estória
Confesso que era uma dúvida que me assolava o espírito, até que fui a este site e posso afirmar, com toda a convicção, que me sinto muito melhor e adianto, desde já, que me fico pela história, tal como me ensinaram:
Primeira explicação
No Aurélio - Novo Dicionário da Língua Portuguesa, quando procuramos a palavra estória, remete-nos para história e diz: «recomenda-se apenas a grafia história, tanto no sentido de ciência histórica, quanto no de narrativa de ficção, conto popular, e demais acepções.». Talvez por isso, no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, só aparece história abrangendo tanto um sentido como outro. No Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra estória tem várias acepções, sendo a 1.ª «o mesmo que História» a 2.ª «narrativa de cunho popular e tradicional; história» e descreve a sua etimologia como «do inglês "story" (séc XIII-XV) narrativa em prosa ou verso, fictícia ou não, com o propósito de divertir e/ou instruir o ouvinte ou o leitor «do latim historia, ae». Na Literatura Oral e Tradicional quando nos queremos referir a uma narrativa de cunho popular e tradicional emprega-se o termo estória. Talvez por decalque do inglês "story" a palavra estória seja utilizada como sinónimo de narração curta, pequena historieta de entretenimento. Difere de história, pois segundo o mesmo dicionário, na sua 1.ª entrada, significa «o conjunto de conhecimentos relativos ao passado da humanidade, segundo o lugar, a época, o ponto de vista escolhido».
Segunda explicação
Não são sinónimos. É a mesma palavra com dupla grafia, e derivada do latim «historia(m)». No português medieval, escrevia-se historia, estoria, istoria, assim como homem, omé, omee (com til no 1.º e), ome. Compreende-se, porque a ortografia ainda não estava fixada. No Brasil, talvez por influência do inglês «story» (conto, novela, lenda, fábula, anedota, etc.) e «history» (narração metódica dos factos notáveis ocorridos na vida dos povos), começaram a empregar o português antigo estória para significar o mesmo que o inglês «story». É uma palermice, porque, até agora, nunca confundimos os vários significados de história. O contexto e a situação têm sido mais que suficientes para distinguirmos os vários significados. A estória só vem confundir as pessoas. Seria ridículo começarmos, por exemplo, a empregar homem para indicar o ser humano em geral, isto é, a espécie humana, a humanidade; e omem, para designar qualquer ser humano do sexo masculino, como por exemplo em «aquele omem que está ali», «o omem (= marido) da Joana», «sanitários para omens», etc. Alguém teria cara para abraçar esta ridicularia? Mas têm-na para escrever história e estória. Sigamos o nosso Camões, que escreveu histórias na estância 39 do Canto VI de Os Lusíadas:
«Remédios contra o sono buscar querem,
Histórias contam casos mil referem».
Confesso que era uma dúvida que me assolava o espírito, até que fui a este site e posso afirmar, com toda a convicção, que me sinto muito melhor e adianto, desde já, que me fico pela história, tal como me ensinaram:
Primeira explicação
No Aurélio - Novo Dicionário da Língua Portuguesa, quando procuramos a palavra estória, remete-nos para história e diz: «recomenda-se apenas a grafia história, tanto no sentido de ciência histórica, quanto no de narrativa de ficção, conto popular, e demais acepções.». Talvez por isso, no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, só aparece história abrangendo tanto um sentido como outro. No Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra estória tem várias acepções, sendo a 1.ª «o mesmo que História» a 2.ª «narrativa de cunho popular e tradicional; história» e descreve a sua etimologia como «do inglês "story" (séc XIII-XV) narrativa em prosa ou verso, fictícia ou não, com o propósito de divertir e/ou instruir o ouvinte ou o leitor «do latim historia, ae». Na Literatura Oral e Tradicional quando nos queremos referir a uma narrativa de cunho popular e tradicional emprega-se o termo estória. Talvez por decalque do inglês "story" a palavra estória seja utilizada como sinónimo de narração curta, pequena historieta de entretenimento. Difere de história, pois segundo o mesmo dicionário, na sua 1.ª entrada, significa «o conjunto de conhecimentos relativos ao passado da humanidade, segundo o lugar, a época, o ponto de vista escolhido».
Segunda explicação
Não são sinónimos. É a mesma palavra com dupla grafia, e derivada do latim «historia(m)». No português medieval, escrevia-se historia, estoria, istoria, assim como homem, omé, omee (com til no 1.º e), ome. Compreende-se, porque a ortografia ainda não estava fixada. No Brasil, talvez por influência do inglês «story» (conto, novela, lenda, fábula, anedota, etc.) e «history» (narração metódica dos factos notáveis ocorridos na vida dos povos), começaram a empregar o português antigo estória para significar o mesmo que o inglês «story». É uma palermice, porque, até agora, nunca confundimos os vários significados de história. O contexto e a situação têm sido mais que suficientes para distinguirmos os vários significados. A estória só vem confundir as pessoas. Seria ridículo começarmos, por exemplo, a empregar homem para indicar o ser humano em geral, isto é, a espécie humana, a humanidade; e omem, para designar qualquer ser humano do sexo masculino, como por exemplo em «aquele omem que está ali», «o omem (= marido) da Joana», «sanitários para omens», etc. Alguém teria cara para abraçar esta ridicularia? Mas têm-na para escrever história e estória. Sigamos o nosso Camões, que escreveu histórias na estância 39 do Canto VI de Os Lusíadas:
«Remédios contra o sono buscar querem,
Histórias contam casos mil referem».
De volta às trivialidades
A cantora australiana Kylie Minogue admitiu quem nem sempre foi tão bonita e sensual como é hoje em dia.
Minha cara amiga, todos nós tivemos as nossas fases menos boas. Eu próprio nem sempre fui este espécimen magnífico do género masculino e houve uma altura (é vergonhoso, mas admito) que usei pullovers aos losangos com o famoso sapato de vela. Por isso o que lá vai, lá vai. Não te apoquentes, fazemos uma coisa, se tu esqueceres o meu passado sombrio eu também esqueço o teu.
A cantora australiana Kylie Minogue admitiu quem nem sempre foi tão bonita e sensual como é hoje em dia.
Minha cara amiga, todos nós tivemos as nossas fases menos boas. Eu próprio nem sempre fui este espécimen magnífico do género masculino e houve uma altura (é vergonhoso, mas admito) que usei pullovers aos losangos com o famoso sapato de vela. Por isso o que lá vai, lá vai. Não te apoquentes, fazemos uma coisa, se tu esqueceres o meu passado sombrio eu também esqueço o teu.
Asco religioso
Vaticano diz que preservativos propagam a Sida
Nem há palavras para condenar esta nova tomada de posição do Vaticano. Só mesmo lendo o artigo para ter uma pequena ideia do quanto é inconcebível esta afirmação, não é só inconcebível, como é irresponsável e, principalmente, é criminoso. O Vaticano volta fechar os olhos a uma epidemia global que já matou mais de 20 milhões de pessoas e afecta actualmente pelo menos 42 milhões, sabendo conscientemente que declarações destas, afectam directamente a vida de milhões de pessoas. É natural que os milhões de seguidores da religião católica, principalmente, nos países sub-desenvolvidos, onde o grau de instrução é baixo e o fervor religioso elevado, levem estas declarações a sério, metendo a vida deles e dos outros em perigo, contribuíndo, realmente, para a propagação da Sida. Isto tem um nome, assassínio, essa cambada de senhores abjectos, fundamentalistas religiosos, não passam de um grupo de assassinos, que na segurança das suas convicções e do seu pequeno país de merda decidem irresponsavelmente a vida de milhões. Gostaria de ver um dia a Igreja Católica, no banco dos réus, a ser julgada por crimes contra a humanidade.
Vaticano diz que preservativos propagam a Sida
Nem há palavras para condenar esta nova tomada de posição do Vaticano. Só mesmo lendo o artigo para ter uma pequena ideia do quanto é inconcebível esta afirmação, não é só inconcebível, como é irresponsável e, principalmente, é criminoso. O Vaticano volta fechar os olhos a uma epidemia global que já matou mais de 20 milhões de pessoas e afecta actualmente pelo menos 42 milhões, sabendo conscientemente que declarações destas, afectam directamente a vida de milhões de pessoas. É natural que os milhões de seguidores da religião católica, principalmente, nos países sub-desenvolvidos, onde o grau de instrução é baixo e o fervor religioso elevado, levem estas declarações a sério, metendo a vida deles e dos outros em perigo, contribuíndo, realmente, para a propagação da Sida. Isto tem um nome, assassínio, essa cambada de senhores abjectos, fundamentalistas religiosos, não passam de um grupo de assassinos, que na segurança das suas convicções e do seu pequeno país de merda decidem irresponsavelmente a vida de milhões. Gostaria de ver um dia a Igreja Católica, no banco dos réus, a ser julgada por crimes contra a humanidade.
Hoje acordei...
... onde o Judas perdeu as botas. Ou seja, longe, muito longe, mais longe do que qualquer outro sítio onde já tinha acordado. Tinha que voltar para casa, o que se revelava uma tarefa quase impossível, afinal um gajo descalço e de boxers não está, propriamente, preparado para uma maratona de quilómetros e quilómetros. Pedir boleia também estava fora de questão, primeiro porque, ao alcance da minha vista, não havia estradas, quanto mais automóveis, segundo, mesmo que houvesse, duvido que dessem boleia a um indivíduo naqueles trajes. Lembrei-me então das botas do Judas, que estavam mesmo na minha frente, com uma camada considerável de pó, sempre poupava um pouco os pés se as calçasse. Eram umas botas toscas, muito feias, já com uns valentes anos em cima, ainda por cima não condiziam nada bem com os meus boxers, mas uma pessoa quando está necessitada, não olha a esquisitices. Calcei-as e a solução do meu problema evaporou-se instantaneamente, "Filho da p.....! Além de traidor, tinha pés de donzela! F.......!" Escusado será dizer que enquanto vos escrevo este post tenho os pés, feitos num trambolho, dentro de água com sal, não conseguindo deixar de matutar numa coisa: "Trinta e cinco?! Mas quem é que calça o trinta e cinco, c.........! Homem que é homem calça, pelo menos, o quarenta!"
... onde o Judas perdeu as botas. Ou seja, longe, muito longe, mais longe do que qualquer outro sítio onde já tinha acordado. Tinha que voltar para casa, o que se revelava uma tarefa quase impossível, afinal um gajo descalço e de boxers não está, propriamente, preparado para uma maratona de quilómetros e quilómetros. Pedir boleia também estava fora de questão, primeiro porque, ao alcance da minha vista, não havia estradas, quanto mais automóveis, segundo, mesmo que houvesse, duvido que dessem boleia a um indivíduo naqueles trajes. Lembrei-me então das botas do Judas, que estavam mesmo na minha frente, com uma camada considerável de pó, sempre poupava um pouco os pés se as calçasse. Eram umas botas toscas, muito feias, já com uns valentes anos em cima, ainda por cima não condiziam nada bem com os meus boxers, mas uma pessoa quando está necessitada, não olha a esquisitices. Calcei-as e a solução do meu problema evaporou-se instantaneamente, "Filho da p.....! Além de traidor, tinha pés de donzela! F.......!" Escusado será dizer que enquanto vos escrevo este post tenho os pés, feitos num trambolho, dentro de água com sal, não conseguindo deixar de matutar numa coisa: "Trinta e cinco?! Mas quem é que calça o trinta e cinco, c.........! Homem que é homem calça, pelo menos, o quarenta!"
Aqui há Gato
Pensava eu, na minha santa inocência, que os meus dois felinos passavam o dia a dormitar junto a mim, em cima da secretária, porque me curtiam bué e nã sê quê...
Então não é que os sacanas querem é afiambrar-se à almofadinha da minha cadeira, e estão só estrategicamente colocados, à espera que eu vá fazer uma mijinha ??
Ah é? No Whiskas for you!
Pensava eu, na minha santa inocência, que os meus dois felinos passavam o dia a dormitar junto a mim, em cima da secretária, porque me curtiam bué e nã sê quê...
Então não é que os sacanas querem é afiambrar-se à almofadinha da minha cadeira, e estão só estrategicamente colocados, à espera que eu vá fazer uma mijinha ??
Ah é? No Whiskas for you!
Blogosfera Ingrata
Ontem fiz anos. Nem um, unzinho que fosse, dos 5 visitantes que visitam este tasco foi capaz de me dar os parabéns! Ingratos. Anda aqui um gajo a mandar postas de bacalhau sem pedir nada em troca, e nem um sinalzinho de reconhecimento...
Sim, tinham obrigação de saber a data desta efeméride. Desculpas, desculpas... leva-as o vento!
Hádes cá vir!Ó!
Ontem fiz anos. Nem um, unzinho que fosse, dos 5 visitantes que visitam este tasco foi capaz de me dar os parabéns! Ingratos. Anda aqui um gajo a mandar postas de bacalhau sem pedir nada em troca, e nem um sinalzinho de reconhecimento...
Sim, tinham obrigação de saber a data desta efeméride. Desculpas, desculpas... leva-as o vento!
Hádes cá vir!Ó!
Futebol, o grande segredo do Universo
Universo poderá ter a forma de uma bola de futebol
Para todos os que acham que o futebol são vinte e dois idiotas atrás de uma bola, esta descoberta pode vir a provar que, afinal, a sua invenção teve um propósito divino e o segredo do universo está todo no desporto-rei. Realmente se pensarmos bem, o futebol é uma pequena metáfora da vida, doze comuns mortais, uns mais ricos que os outros, condição inevitável, tentam alcançar a vitória, enquanto que um árbitro, com poderes proporcionais a um Deus, regula o jogo. Isto leva-me a pensar numa outra coisa, o Universo como o famoso desenho daquela latinha de fermento em pó, ou seja, a lata dentro da lata, que está dentro da lata e assim sucessivamente. Talvez aqui esteja a explicação, por exemplo, para as nossas catástrofes naturais, Maradonas e Pelés, tamanho gigante, andam aos pontapés com o nosso universo, o mesmo que fazemos quando vamos jogar uma peladinha e chutamos a bola, chocalhando todo o possível cosmos existente dentro daquele pequeno polígono. Neste ponto, levanta-se outra questão, os pequenos miúdos chineses, que costuram com as suas pequenas mãozinhas as bolas de futebol, poderão ser pequenos deuses? Se assim for, que papel teriam as marcas desportivas? Será, porventura, a Nike o reflexo da entidade suprema? E os buracos negros serão pequenos furos na bola? Pensem nisto, meus amigos, pensem nisto!
Universo poderá ter a forma de uma bola de futebol
Para todos os que acham que o futebol são vinte e dois idiotas atrás de uma bola, esta descoberta pode vir a provar que, afinal, a sua invenção teve um propósito divino e o segredo do universo está todo no desporto-rei. Realmente se pensarmos bem, o futebol é uma pequena metáfora da vida, doze comuns mortais, uns mais ricos que os outros, condição inevitável, tentam alcançar a vitória, enquanto que um árbitro, com poderes proporcionais a um Deus, regula o jogo. Isto leva-me a pensar numa outra coisa, o Universo como o famoso desenho daquela latinha de fermento em pó, ou seja, a lata dentro da lata, que está dentro da lata e assim sucessivamente. Talvez aqui esteja a explicação, por exemplo, para as nossas catástrofes naturais, Maradonas e Pelés, tamanho gigante, andam aos pontapés com o nosso universo, o mesmo que fazemos quando vamos jogar uma peladinha e chutamos a bola, chocalhando todo o possível cosmos existente dentro daquele pequeno polígono. Neste ponto, levanta-se outra questão, os pequenos miúdos chineses, que costuram com as suas pequenas mãozinhas as bolas de futebol, poderão ser pequenos deuses? Se assim for, que papel teriam as marcas desportivas? Será, porventura, a Nike o reflexo da entidade suprema? E os buracos negros serão pequenos furos na bola? Pensem nisto, meus amigos, pensem nisto!
quarta-feira, 8 de outubro de 2003
Hoje acordei...
... dentro de um carro de fórmula um, no Grande Prémio do Estoril (é claro). Lá ia eu, 300 km hora, cabelo ao vento, olhos semi-fechados, as lágrimas a escorrerem-me pela cara, sim, porque isso dos capacetes é para maricas. Era a última volta, o Schumacher estava à minha em frente, em primeiro lugar, mesmo com o escape Devil que tinha metido no meu carro não conseguia ultrapassá-lo. Tinha que arranjar uma maneira, peguei no telemóvel e mandei-lhe um MMS para o Vodafone. Na recta da meta ele encostou na berma, o caminho estava aberto para a minha vitória, passei a bandeira axadrezada ao mesmo tempo que o tanso do Schumacher via-me, no ecrã do telemóvel, a fazer-lhe um manguito e a dizer: " Essen sie meinen staub, deutsches schwein!" *
N.T: * "Come o meu pó, porco alemão!"
... dentro de um carro de fórmula um, no Grande Prémio do Estoril (é claro). Lá ia eu, 300 km hora, cabelo ao vento, olhos semi-fechados, as lágrimas a escorrerem-me pela cara, sim, porque isso dos capacetes é para maricas. Era a última volta, o Schumacher estava à minha em frente, em primeiro lugar, mesmo com o escape Devil que tinha metido no meu carro não conseguia ultrapassá-lo. Tinha que arranjar uma maneira, peguei no telemóvel e mandei-lhe um MMS para o Vodafone. Na recta da meta ele encostou na berma, o caminho estava aberto para a minha vitória, passei a bandeira axadrezada ao mesmo tempo que o tanso do Schumacher via-me, no ecrã do telemóvel, a fazer-lhe um manguito e a dizer: " Essen sie meinen staub, deutsches schwein!" *
N.T: * "Come o meu pó, porco alemão!"
O Cúmulo III - O Cúmulo Nimbo -
Um exemplo do post anterior: Entre esta posta e a posta anterior deveria existir um "Cúmulo II", mas como tinha que abrir o browser, fazer sign-in, entrar, escrever, publicar e verificar no belógue, desisti de tal façanha.
Espancar-me-ia de imediato não me tivesse redimido com esta nova intervenção blógófica.
Um exemplo do post anterior: Entre esta posta e a posta anterior deveria existir um "Cúmulo II", mas como tinha que abrir o browser, fazer sign-in, entrar, escrever, publicar e verificar no belógue, desisti de tal façanha.
Espancar-me-ia de imediato não me tivesse redimido com esta nova intervenção blógófica.
terça-feira, 7 de outubro de 2003
Menos uma Cruz às costas
O sabujo político, mais parecido com um taberneiro do que com um político, que é o Sr. Martins da Cruz finalmente demitiu-se. Embora ache que devia ter apanhado a boleia do Lynce, mais vale tarde do que nunca. Pela primeira vez um blog é responsável pela demissão de um ministro, afinal o Barnabé tanto postou que o senhor não tinha coluna vertebral, que ele lá resolveu abdicar do posto e ir ver se consegue arranjar uma por meia dúzia de tostões.
O sabujo político, mais parecido com um taberneiro do que com um político, que é o Sr. Martins da Cruz finalmente demitiu-se. Embora ache que devia ter apanhado a boleia do Lynce, mais vale tarde do que nunca. Pela primeira vez um blog é responsável pela demissão de um ministro, afinal o Barnabé tanto postou que o senhor não tinha coluna vertebral, que ele lá resolveu abdicar do posto e ir ver se consegue arranjar uma por meia dúzia de tostões.
Cruz Canhoto
A demissão do Ministro Martins das Cruzes Ai Canhoto deixou-me deveras feliz. De facto, nutria pelo dr. uma mais que confessa ternura inimiga, regozijando agora, à brava, com a saída do governo dum péssimo ministro que no exercício das funções, a uma escala trágica e vergonhosa, evidenciou o seu amor aos valores da Lei - no caso, ao Direito Internacional - envolvendo o nosso país num criminoso apoio à intervenção militar no Iraque.
Agora, a outra escala, este homem prestigiado internacionalmente (dizem-nos) deixou enlear-se numa deliciosa trapalhada que só pode deliciar-me, muito embora saiba que o cromo que se segue deverá ser da mesma casta.
Dr. Martins das Cruzes, regresse em paz ao quotidiano diplomático que eu nunca o esquecerei. Para sempre recordarei, não sem ponta de embaraço patriota, a sua imagem em plena CNN (fonix!)
A demissão do Ministro Martins das Cruzes Ai Canhoto deixou-me deveras feliz. De facto, nutria pelo dr. uma mais que confessa ternura inimiga, regozijando agora, à brava, com a saída do governo dum péssimo ministro que no exercício das funções, a uma escala trágica e vergonhosa, evidenciou o seu amor aos valores da Lei - no caso, ao Direito Internacional - envolvendo o nosso país num criminoso apoio à intervenção militar no Iraque.
Agora, a outra escala, este homem prestigiado internacionalmente (dizem-nos) deixou enlear-se numa deliciosa trapalhada que só pode deliciar-me, muito embora saiba que o cromo que se segue deverá ser da mesma casta.
Dr. Martins das Cruzes, regresse em paz ao quotidiano diplomático que eu nunca o esquecerei. Para sempre recordarei, não sem ponta de embaraço patriota, a sua imagem em plena CNN (fonix!)
Devagar se Vai ao Longe
Alguns automobilistas idiotas decidiram buzinar em uníssono durante vários minutos, depois de esperarem longamente durante mais de 20 segundos, numa bicha em frente à minha casa.
A estratégia surtiu um efeito avassalador: avançaram cerca de 20 metros cada. Os seus espirítos contestatários sossegaram.
Alguns automobilistas idiotas decidiram buzinar em uníssono durante vários minutos, depois de esperarem longamente durante mais de 20 segundos, numa bicha em frente à minha casa.
A estratégia surtiu um efeito avassalador: avançaram cerca de 20 metros cada. Os seus espirítos contestatários sossegaram.
Fantasporno
O Cine Paraíso, perto do Largo de Camões, voltou às sessões de filmes pornográficos. Depois de uma época em que apostou em filmes de autor, com obras de Kurosawa, Almodovar ou Kusturica, o responsável pelo cinema, Alexandre Almeida, vê-se de novo obrigado a voltar ao mundo do hardcore. Na notícia do Público, Alexandre explica que, como não tem subsídios, continuará as sessões pornográficas, "É uma forma de sobrevivermos. Não é por acaso que esta sala é independente e não está entregue à Lusomundo, por exemplo." Enquanto de dia são exibidas sessões pornográficas contínuas, à noite pode-se assistir a filmes que passaram no Fantasporto, tal como o vencedor de 2002, "Fausto 5.0". Percebe-se esta escolha, muitos são os filmes fantásticos e de terror que dão valentes espreitadelas ao mundo porno e, além disso, há muitos filmes a passar no Fantasporto com tanta, ou menos, qualidade que muitos filmes pornográficos. Nada como intercalar o "Taradas por Bodes" com o "Massacre no Texas". Uma pergunta fica no ar, será que depois das sessões porno haverá uma limpeza das cadeiras ou será que estão a pensar num novo sistema de Surround FX, onde é proporcionado ao público um visionamento de cinema mais real, entrando em contacto com substâncias líquidas e peganhentas, enquanto vêem na tela, sangue a saltar por todos os lados?
O Cine Paraíso, perto do Largo de Camões, voltou às sessões de filmes pornográficos. Depois de uma época em que apostou em filmes de autor, com obras de Kurosawa, Almodovar ou Kusturica, o responsável pelo cinema, Alexandre Almeida, vê-se de novo obrigado a voltar ao mundo do hardcore. Na notícia do Público, Alexandre explica que, como não tem subsídios, continuará as sessões pornográficas, "É uma forma de sobrevivermos. Não é por acaso que esta sala é independente e não está entregue à Lusomundo, por exemplo." Enquanto de dia são exibidas sessões pornográficas contínuas, à noite pode-se assistir a filmes que passaram no Fantasporto, tal como o vencedor de 2002, "Fausto 5.0". Percebe-se esta escolha, muitos são os filmes fantásticos e de terror que dão valentes espreitadelas ao mundo porno e, além disso, há muitos filmes a passar no Fantasporto com tanta, ou menos, qualidade que muitos filmes pornográficos. Nada como intercalar o "Taradas por Bodes" com o "Massacre no Texas". Uma pergunta fica no ar, será que depois das sessões porno haverá uma limpeza das cadeiras ou será que estão a pensar num novo sistema de Surround FX, onde é proporcionado ao público um visionamento de cinema mais real, entrando em contacto com substâncias líquidas e peganhentas, enquanto vêem na tela, sangue a saltar por todos os lados?
Hoje acordei...
... num filme do Manoel de Oliveira (já estão a pensar que vai ser a piada do costume, gozar com a lentidão penosa dos seus filmes, mas enganam-se meus amigos). Neste filme o Manoel quis fazer uma mudança radical de registo, as coisas estavam a ser feitas e filmadas a uma velocidade vertiginosa. Toda a equipa andava a mil à hora sob a pressão constante. A cena que no momento filmávamos, a um ritmo Oliveira normal teria, no minímo, quarenta minutos, mas neste novo ritmo não podia exceder os vinte. Passava-se num dos quartos de um solar de uma grande quinta, no norte do país, as personagens eram Frederico (eu) e Madalena (Leonor Silveira), o texto, é claro, era da Agustina Bessa-Luís. A parte da Leonor tinha sido filmada em apenas dois dias, dez minutos de câmara fixa no seu rosto imóvel, Madalena olhava serena para Frederico, o seu rosto perguntava-lhe porque queria casar com ela, porque é que desejava uma vida de ingratidão ao amar uma pessoa que não retribuía o mesmo sentimento, tudo isto sem uma palavra, apenas um rosto, porque para bom entendedor o silêncio basta. Magistral! Hoje filmávamos a minha parte, plano americano da minha personagem, Frederico, que respondia às dúvidas silenciosas de Madalena, dez minutos de mágoa e muito amor, uma cena rapidíssima a mostrar a impulsividade e a convicção do personagem, disparando uma frase explosiva: "Não sei... Mas vou casar!"
... num filme do Manoel de Oliveira (já estão a pensar que vai ser a piada do costume, gozar com a lentidão penosa dos seus filmes, mas enganam-se meus amigos). Neste filme o Manoel quis fazer uma mudança radical de registo, as coisas estavam a ser feitas e filmadas a uma velocidade vertiginosa. Toda a equipa andava a mil à hora sob a pressão constante. A cena que no momento filmávamos, a um ritmo Oliveira normal teria, no minímo, quarenta minutos, mas neste novo ritmo não podia exceder os vinte. Passava-se num dos quartos de um solar de uma grande quinta, no norte do país, as personagens eram Frederico (eu) e Madalena (Leonor Silveira), o texto, é claro, era da Agustina Bessa-Luís. A parte da Leonor tinha sido filmada em apenas dois dias, dez minutos de câmara fixa no seu rosto imóvel, Madalena olhava serena para Frederico, o seu rosto perguntava-lhe porque queria casar com ela, porque é que desejava uma vida de ingratidão ao amar uma pessoa que não retribuía o mesmo sentimento, tudo isto sem uma palavra, apenas um rosto, porque para bom entendedor o silêncio basta. Magistral! Hoje filmávamos a minha parte, plano americano da minha personagem, Frederico, que respondia às dúvidas silenciosas de Madalena, dez minutos de mágoa e muito amor, uma cena rapidíssima a mostrar a impulsividade e a convicção do personagem, disparando uma frase explosiva: "Não sei... Mas vou casar!"
SIC 11 Anos
Levanta-te e Ri Especial, momentos a reter:
- O Herman conseguiu voltou a ter um bocado da piada de outros tempos
- O Aldo Lima esteve excelente com o seu humor surreal, mas com muito boa gente na plateia a não achar piada ou a não perceber e o puto Bruno teve a melhor actuação da noite
- A cara de constrangidos de muitos VIP's com o vernáculo do Fernando Rocha
- O realizador andou meio perdido, não conseguindo acertar com os convidados quando eram mencionados, mas a acertar sempre no decote astronómico da Maria João Simões
- A constante cara de parvo do júri dos Ídolos, Moura Santos
- O olhar de "Anda cá, pequenino! Comia-te todo" da astróloga Maya para o Bruno Nogueira
Levanta-te e Ri Especial, momentos a reter:
- O Herman conseguiu voltou a ter um bocado da piada de outros tempos
- O Aldo Lima esteve excelente com o seu humor surreal, mas com muito boa gente na plateia a não achar piada ou a não perceber e o puto Bruno teve a melhor actuação da noite
- A cara de constrangidos de muitos VIP's com o vernáculo do Fernando Rocha
- O realizador andou meio perdido, não conseguindo acertar com os convidados quando eram mencionados, mas a acertar sempre no decote astronómico da Maria João Simões
- A constante cara de parvo do júri dos Ídolos, Moura Santos
- O olhar de "Anda cá, pequenino! Comia-te todo" da astróloga Maya para o Bruno Nogueira
segunda-feira, 6 de outubro de 2003
Não há-de ser por isso
Angelina Jolie gosta de comer insectos.
"A actriz afirmou que desenvolveu o gosto pelos insectos desde que visitou o Camboja. «Já comi baratas, grilos e larvas de abelhas», confessou a actriz. «Eu gosto! São carnudos e cheios de proteínas», acrescentou."
Nada como lhe dar com o Sheltox na boca!
Angelina Jolie gosta de comer insectos.
"A actriz afirmou que desenvolveu o gosto pelos insectos desde que visitou o Camboja. «Já comi baratas, grilos e larvas de abelhas», confessou a actriz. «Eu gosto! São carnudos e cheios de proteínas», acrescentou."
Nada como lhe dar com o Sheltox na boca!
Kinder Surpresa
Ilegais descobertos em contentores no porto de Lisboa.
Esta nova colecção é composta por 15 clandestinos, 12 homens e 3 mulheres de diferentes países de leste.
Contactado pelo Vodka Atónito, um funcionário do SEF, revelou-se muito desapontado:
"Epá, um gajo farta-se de abrir contentores e saem sempre os mesmos. Já tenho mais de cinco romenos para a troca!"
Ilegais descobertos em contentores no porto de Lisboa.
Esta nova colecção é composta por 15 clandestinos, 12 homens e 3 mulheres de diferentes países de leste.
Contactado pelo Vodka Atónito, um funcionário do SEF, revelou-se muito desapontado:
"Epá, um gajo farta-se de abrir contentores e saem sempre os mesmos. Já tenho mais de cinco romenos para a troca!"
Gastam dinheiro nisto?
Mais uma decoberta inacreditável no mundo da ciência. Cientistas britânicos descobriram que imagens de felicidade desencadeiam reacções tristes em pessoas depressivas.
Depois desta impensável confirmação, a mesma equipa prepara-se para descobrir que imagens de comida aumenta o apetite em pessoas esfomeadas.
Mais uma decoberta inacreditável no mundo da ciência. Cientistas britânicos descobriram que imagens de felicidade desencadeiam reacções tristes em pessoas depressivas.
Depois desta impensável confirmação, a mesma equipa prepara-se para descobrir que imagens de comida aumenta o apetite em pessoas esfomeadas.
Evangelizadora Bloguista
Há um novo blog por aí, chama-se "Na Paz de Deus" e é de uma tal senhora Manuela Mello. Esta senhora podia ser muito bem a mulher do Diácono Remédios, está decidida a purificar a blogosfera e a recuperar as ovelhas tresmalhadas que andam neste universo. Armada em defensora da moral e dos bons costumes, abriu uma caça a esse grande herege que é o Pipi, aos nossos amigos Marretas, catalogando-os como palermas e a outros blogs, como A Cagada, Blog da Merda e Trombadinhas, aconselhando-os a mudar para nomes menos obscenos. Só para chatear esta beata até achava piada que o Pipi passasse a programa de televisão em horário nobre.
Minha senhora pedia encarecidamente que enfiasse a bíblia num sítio que cá sei!
Há um novo blog por aí, chama-se "Na Paz de Deus" e é de uma tal senhora Manuela Mello. Esta senhora podia ser muito bem a mulher do Diácono Remédios, está decidida a purificar a blogosfera e a recuperar as ovelhas tresmalhadas que andam neste universo. Armada em defensora da moral e dos bons costumes, abriu uma caça a esse grande herege que é o Pipi, aos nossos amigos Marretas, catalogando-os como palermas e a outros blogs, como A Cagada, Blog da Merda e Trombadinhas, aconselhando-os a mudar para nomes menos obscenos. Só para chatear esta beata até achava piada que o Pipi passasse a programa de televisão em horário nobre.
Minha senhora pedia encarecidamente que enfiasse a bíblia num sítio que cá sei!
De novo contra os poderes instituídos
Há um fenómeno na blogosfera que não consigo perceber, um fenómeno chamado "O Meu Pipi", o primeiro blog a conseguir uma edição em livro, pela Oficina do Livro e posta à venda amanhã. É fácil perceber porquê, com 221 000 visitas no total, quase 3000 por dia e com posts a chegar muitas vezes aos 2000 comentários, só um burro é que não vê que aqui está o próximo best-seller que irá destronar o recorde de vendas do "Homem que Mordeu o Cão". Os textos do Pipi são muito bem escritos, sem dúvida, o senhor ou senhora (sabe-se lá) que os escreve é alguém, sem dúvida, inteligente e bem instruído, mas na minha opinião quem leu um já leu todos, porque no fundo, apesar de todas as teorias e situações inventadas, os textos não passam de uma enxurrada de caralhadas. O Zézé Camarinha se tivesse cérebro e soubesse escrever conseguiria fazer a mesma coisa. Para mim o Pipi está para a blogosfera como o Fernando Rocha está para o Levanta-te e Ri, o público delira com ele mesmo que haja pessoas, no programa, com infinitamente mais piada. No fundo, é uma fórmula de sucesso fácil, se o Barnabé, o Blog de Esquerda ou o Dicionário do Diabo falassem sobre política com trezentas caralhadas pelo meio também viriam o site meter a subir vertiginosamente. Não percebo como é que certos bloggers, que se insurgem contra Big Brothers e outras brejeirices televisivas ou contra a falta de cultura do público português, são os que reverenciam e linkam o Pipi. Embora o Pipi tenha referências aos Maias, faça ensaios sobre a Cultura Fodenga Portuguesa ou satirize o Diário de Anne Frank, a grande percentagem de leitores não o são por causa destas ardilosas conjugações de cultura e asneiras, são porque, no fundo, é o gajo que escreve sobre fodas e fala mal dos paneleiros. Basta ver os comentários de leitores com nicks tão sugestivos como: ze_tolas, caralhuços man, pixa laboriosa, por aí fora e este é o verdadeiro público do Pipi. Mais uma vez continua-se a alimentar o gosto do público com o que estão habituados a comer!
Há um fenómeno na blogosfera que não consigo perceber, um fenómeno chamado "O Meu Pipi", o primeiro blog a conseguir uma edição em livro, pela Oficina do Livro e posta à venda amanhã. É fácil perceber porquê, com 221 000 visitas no total, quase 3000 por dia e com posts a chegar muitas vezes aos 2000 comentários, só um burro é que não vê que aqui está o próximo best-seller que irá destronar o recorde de vendas do "Homem que Mordeu o Cão". Os textos do Pipi são muito bem escritos, sem dúvida, o senhor ou senhora (sabe-se lá) que os escreve é alguém, sem dúvida, inteligente e bem instruído, mas na minha opinião quem leu um já leu todos, porque no fundo, apesar de todas as teorias e situações inventadas, os textos não passam de uma enxurrada de caralhadas. O Zézé Camarinha se tivesse cérebro e soubesse escrever conseguiria fazer a mesma coisa. Para mim o Pipi está para a blogosfera como o Fernando Rocha está para o Levanta-te e Ri, o público delira com ele mesmo que haja pessoas, no programa, com infinitamente mais piada. No fundo, é uma fórmula de sucesso fácil, se o Barnabé, o Blog de Esquerda ou o Dicionário do Diabo falassem sobre política com trezentas caralhadas pelo meio também viriam o site meter a subir vertiginosamente. Não percebo como é que certos bloggers, que se insurgem contra Big Brothers e outras brejeirices televisivas ou contra a falta de cultura do público português, são os que reverenciam e linkam o Pipi. Embora o Pipi tenha referências aos Maias, faça ensaios sobre a Cultura Fodenga Portuguesa ou satirize o Diário de Anne Frank, a grande percentagem de leitores não o são por causa destas ardilosas conjugações de cultura e asneiras, são porque, no fundo, é o gajo que escreve sobre fodas e fala mal dos paneleiros. Basta ver os comentários de leitores com nicks tão sugestivos como: ze_tolas, caralhuços man, pixa laboriosa, por aí fora e este é o verdadeiro público do Pipi. Mais uma vez continua-se a alimentar o gosto do público com o que estão habituados a comer!
domingo, 5 de outubro de 2003
Hoje acordei...
... dez da manhã... banho... vestir... comer... sair... voltar atrás... chaves de casa... carro... ignição... primeira... ponte 25 de Abril... área de serviço... estacionar... travão de mão... jornal... carro... ignição... primeira... desvio para Sesimbra... casa dos avós... estacionar... travão de mão... pai... parabéns... mãe... beijo... família... beijos... ler jornal... almoço... cozido à portuguesa... bom... sofá... televisão... dormir... filme... Julia Roberts... Shaft... jantar... bolo de aniversário... despedidas... carro... ignição... primeira... trânsito... auto-estrada... acidente... portagens... multibanco... ponte... estacionar... travão de mão... computador... post... sono... hoje não cheguei a acordar!
... dez da manhã... banho... vestir... comer... sair... voltar atrás... chaves de casa... carro... ignição... primeira... ponte 25 de Abril... área de serviço... estacionar... travão de mão... jornal... carro... ignição... primeira... desvio para Sesimbra... casa dos avós... estacionar... travão de mão... pai... parabéns... mãe... beijo... família... beijos... ler jornal... almoço... cozido à portuguesa... bom... sofá... televisão... dormir... filme... Julia Roberts... Shaft... jantar... bolo de aniversário... despedidas... carro... ignição... primeira... trânsito... auto-estrada... acidente... portagens... multibanco... ponte... estacionar... travão de mão... computador... post... sono... hoje não cheguei a acordar!
sábado, 4 de outubro de 2003
Hoje acordei...
... no fim do arco-íris. Enquanto procurava o pote de ouro, imaginava o que iria fazer com tanto dinheiro. De repente, alguém passa por mim a correr, dá-me um encontrão, quase que me derruba, seguro pelos dois braços lá ia o pote cheio de moedas reluzentes e hipnotizantes. Desatei a correr atrás daquele ladrão de sonhos, que embora carregado já levava uma vantagem considerável. Começamos a subir o arco-íris, corríamos sem descanso na faixa amarela, embora já mais próximo, sabia que não iria aguentar muito mais e com um forte puxão tirei-lhe a cor debaixo dos pés. O pote caiu no chão, as pernas procuraram equlibrar-se, os braços procuraram algo para se agarrarem, mas tarde demais, a queda foi inevitável e o ladrão estatelou-se bem lá em baixo.
Agarrado ao pote de ouro, comecei a cair em mim, a ter a noção do que tinha feito. A ganância e o poder do dinheiro tinham corrompido o meu bom senso, tinha ceifado uma vida humana apenas por uma cobiça injustificável. Afinal era verdade, o dinheiro não traz felicidade. Para me redimir ia doar aquele tesouro a instituições de caridade, mas isso só não chegava para limpar uma consciência tão pesada, por isso tomei uma decisão drástica: "Amanhã vou acordar num templo Budista perdido algures no Tibete!"
... no fim do arco-íris. Enquanto procurava o pote de ouro, imaginava o que iria fazer com tanto dinheiro. De repente, alguém passa por mim a correr, dá-me um encontrão, quase que me derruba, seguro pelos dois braços lá ia o pote cheio de moedas reluzentes e hipnotizantes. Desatei a correr atrás daquele ladrão de sonhos, que embora carregado já levava uma vantagem considerável. Começamos a subir o arco-íris, corríamos sem descanso na faixa amarela, embora já mais próximo, sabia que não iria aguentar muito mais e com um forte puxão tirei-lhe a cor debaixo dos pés. O pote caiu no chão, as pernas procuraram equlibrar-se, os braços procuraram algo para se agarrarem, mas tarde demais, a queda foi inevitável e o ladrão estatelou-se bem lá em baixo.
Agarrado ao pote de ouro, comecei a cair em mim, a ter a noção do que tinha feito. A ganância e o poder do dinheiro tinham corrompido o meu bom senso, tinha ceifado uma vida humana apenas por uma cobiça injustificável. Afinal era verdade, o dinheiro não traz felicidade. Para me redimir ia doar aquele tesouro a instituições de caridade, mas isso só não chegava para limpar uma consciência tão pesada, por isso tomei uma decisão drástica: "Amanhã vou acordar num templo Budista perdido algures no Tibete!"
sexta-feira, 3 de outubro de 2003
Tiro aos patos
Israel flexibiliza regras de disparo dos soldados que vigiam «muro»
O governo de Sharon também está a pensar em implementar um sistema de pontos, tipo o das bombas de gasolina. Mediante a aquisição do cartão com banda magnética, os soldados israelitas podem transformar as vítimas em pontos, podendo depois trocá-los por prémios:
- Civil árabe (homem) > 10 pontos
- Civil árabe (mulher) > 7 pontos
- Civil árabe (criança) > 5 pontos
- Membro da Jihad > 20 pontos
- Membro do Hamas > 25 pontos
- Líder da Jihad > 40 pontos
- Líder do Hamas > 50 pontos
- Yasser Arafat > Prémio directo: Viagem à Disneylândia com tudo pago e com dormida no Castelo da Branca de Neve
Israel flexibiliza regras de disparo dos soldados que vigiam «muro»
O governo de Sharon também está a pensar em implementar um sistema de pontos, tipo o das bombas de gasolina. Mediante a aquisição do cartão com banda magnética, os soldados israelitas podem transformar as vítimas em pontos, podendo depois trocá-los por prémios:
- Civil árabe (homem) > 10 pontos
- Civil árabe (mulher) > 7 pontos
- Civil árabe (criança) > 5 pontos
- Membro da Jihad > 20 pontos
- Membro do Hamas > 25 pontos
- Líder da Jihad > 40 pontos
- Líder do Hamas > 50 pontos
- Yasser Arafat > Prémio directo: Viagem à Disneylândia com tudo pago e com dormida no Castelo da Branca de Neve
Deanna
Esta história do Ministro da Educação fez-me imaginar uma cena de um filme, um daqueles policiais negros:
Peter, The Wild Cat, de voz rouca e magoada, canta num bar decrépito, na pior zona da cidade, onde só se vai para nunca mais voltar, numa das mãos um copo de whisky, na outra meio cigarro eterno e o microfone. Canta para meia dúzia de bêbados e prostitutas que mesmo que o quisessem ouvir não conseguiriam. Canta para Deanna, alguém a quem prometeu tudo mas não pôde cumprir nada.
"O DEANNA
O Deanna!
O DEANNA
Sweet Deanna!
O DEANNA
You know you are my friend, yeah
O DEANNA
And I ain't down here for your money
I ain't down here for your love
I ain't down here for your love or money
I'm down here for your soul"
letra de Nick Cave
Esta história do Ministro da Educação fez-me imaginar uma cena de um filme, um daqueles policiais negros:
Peter, The Wild Cat, de voz rouca e magoada, canta num bar decrépito, na pior zona da cidade, onde só se vai para nunca mais voltar, numa das mãos um copo de whisky, na outra meio cigarro eterno e o microfone. Canta para meia dúzia de bêbados e prostitutas que mesmo que o quisessem ouvir não conseguiriam. Canta para Deanna, alguém a quem prometeu tudo mas não pôde cumprir nada.
"O DEANNA
O Deanna!
O DEANNA
Sweet Deanna!
O DEANNA
You know you are my friend, yeah
O DEANNA
And I ain't down here for your money
I ain't down here for your love
I ain't down here for your love or money
I'm down here for your soul"
letra de Nick Cave
Hoje acordei...
... à espera de Godot. Há horas que esperava e o cabrão tardava em aparecer. Parecia uma eternidade, parecia que estava ali há mais tempo do que a puta da árvore desfolhada, que permanecia resistente e completamente imóvel, ao meu lado. Continuava à espera, como detesto que me façam esperar. "Foda-se! Aquele gajo é sempre a mesma coisa, combina com as pessoas e nunca aparece!" Já com o Samuel foi exactamente o mesmo, nunca chegou a aparecer, o coitado quinou sem nunca lhe ter visto as trombas. Estava a ficar farto, o tempo passava e a paciência esgotava-se. "Sete e meia da tarde e nada! Filho da puta! Chega! Esta história tem que acabar e é já!" Tirei um papel e caneta do bolso. "Já vais ver o que é bom para a tosse, ó palhaço!" Bazei daquele lugar, deixando na árvore o papel, no qual escrevi: "Godot, fui comprar tabaco. Volto já."
... à espera de Godot. Há horas que esperava e o cabrão tardava em aparecer. Parecia uma eternidade, parecia que estava ali há mais tempo do que a puta da árvore desfolhada, que permanecia resistente e completamente imóvel, ao meu lado. Continuava à espera, como detesto que me façam esperar. "Foda-se! Aquele gajo é sempre a mesma coisa, combina com as pessoas e nunca aparece!" Já com o Samuel foi exactamente o mesmo, nunca chegou a aparecer, o coitado quinou sem nunca lhe ter visto as trombas. Estava a ficar farto, o tempo passava e a paciência esgotava-se. "Sete e meia da tarde e nada! Filho da puta! Chega! Esta história tem que acabar e é já!" Tirei um papel e caneta do bolso. "Já vais ver o que é bom para a tosse, ó palhaço!" Bazei daquele lugar, deixando na árvore o papel, no qual escrevi: "Godot, fui comprar tabaco. Volto já."
quinta-feira, 2 de outubro de 2003
Vai buscar!
Mais uma pérola do Correio da Manhã.
Um árabe saudita fez uma festa de arromba para se despedir da ex-mulher, com quem esteve casado poucos meses. A dita senhora, aquando da despedida, brindou o coitado com a seguinte frase, qual maldição de Bela Gutman: "nenhuma mulher quererá casar contigo!".
"Aproveitando a permissão da poligamia pela lei saudita, o homem não casou apenas com uma, ou duas, mas sim com quatro mulheres de uma vez só", explica o jornal. Podemos obviamente perguntar por que raio alguém quer casar, ainda por cima com quatro gajas, mas que o tipo esteve bem, esteve.
Não é exactamente uma mega-orgia com 400 prostitutas chinesas, mas é de homem!
Mais uma pérola do Correio da Manhã.
Um árabe saudita fez uma festa de arromba para se despedir da ex-mulher, com quem esteve casado poucos meses. A dita senhora, aquando da despedida, brindou o coitado com a seguinte frase, qual maldição de Bela Gutman: "nenhuma mulher quererá casar contigo!".
"Aproveitando a permissão da poligamia pela lei saudita, o homem não casou apenas com uma, ou duas, mas sim com quatro mulheres de uma vez só", explica o jornal. Podemos obviamente perguntar por que raio alguém quer casar, ainda por cima com quatro gajas, mas que o tipo esteve bem, esteve.
Não é exactamente uma mega-orgia com 400 prostitutas chinesas, mas é de homem!
Nóbél
Um gajo qualquer ganhou o Nóbél da literatura, aquela coisa que o Saramago e mais uns gajos quaisquer ganharam nos outros anos desde que um tipo qualquer inventou a dinamite. As livrarias já começaram a reforçar os stocks, e o povinho mais ou menos intelectualóide já começou a comprar mais uns livros que não vai ler.
É sempre refrescante ver a cultura ser tratada como uma nova aposta da McDonald´s, qual McRib (!!!) sueco.
Um gajo qualquer ganhou o Nóbél da literatura, aquela coisa que o Saramago e mais uns gajos quaisquer ganharam nos outros anos desde que um tipo qualquer inventou a dinamite. As livrarias já começaram a reforçar os stocks, e o povinho mais ou menos intelectualóide já começou a comprar mais uns livros que não vai ler.
É sempre refrescante ver a cultura ser tratada como uma nova aposta da McDonald´s, qual McRib (!!!) sueco.
Venham mais cinco
Segundo o Correio da Manhã, "uma pequena distilaria de whisky escocesa, na ilha de Islay, descobriu que está sob a vigilância do Pentágono". Esperem, fica melhor.
"O Pentágono justificou-se, afirmando que o método de destilação do whisky é muito semelhante ao do fabrico de armas de destruição maciça", continua o CM.
Começo agora a comprender a obsessão do Jorge duplo V com esta história. Bem, pelo sim pelo não, vou aproveitar para mandar pôr uma fechadura na garrafeira lá de casa. Se os gajos se põem com estas merdas por causa de um whiskysito, ainda me enchem a sala de marines por causa do medronho.
Segundo o Correio da Manhã, "uma pequena distilaria de whisky escocesa, na ilha de Islay, descobriu que está sob a vigilância do Pentágono". Esperem, fica melhor.
"O Pentágono justificou-se, afirmando que o método de destilação do whisky é muito semelhante ao do fabrico de armas de destruição maciça", continua o CM.
Começo agora a comprender a obsessão do Jorge duplo V com esta história. Bem, pelo sim pelo não, vou aproveitar para mandar pôr uma fechadura na garrafeira lá de casa. Se os gajos se põem com estas merdas por causa de um whiskysito, ainda me enchem a sala de marines por causa do medronho.
Destas é que eu gosto
Acabadinha de chegar pelo mail:
Um sádico, um masoquista, um assassino, um necrófilo, um zoófilo e um
pirómano estão sentados num banco de jardim, sem saber como ocupar o tempo.
Diz o zoófilo: "Vamos apanhar um gato!"
Diz o sádico: "Vamos apanhar um gato e torturá-lo!"
Diz o assassino: "Vamos apanhar um gato, torturá-lo e matá-lo!"
Diz o necrófilo: "Vamos apanhar um gato, torturá-lo, matá-lo e violá-lo!"
Diz o pirómano: "Vamos apanhar um gato, torturá-lo, matá-lo, violá-lo e
atear-lhe fogo!"
Diz o masoquista: "Miau!"
Acabadinha de chegar pelo mail:
Um sádico, um masoquista, um assassino, um necrófilo, um zoófilo e um
pirómano estão sentados num banco de jardim, sem saber como ocupar o tempo.
Diz o zoófilo: "Vamos apanhar um gato!"
Diz o sádico: "Vamos apanhar um gato e torturá-lo!"
Diz o assassino: "Vamos apanhar um gato, torturá-lo e matá-lo!"
Diz o necrófilo: "Vamos apanhar um gato, torturá-lo, matá-lo e violá-lo!"
Diz o pirómano: "Vamos apanhar um gato, torturá-lo, matá-lo, violá-lo e
atear-lhe fogo!"
Diz o masoquista: "Miau!"
Hoje acordei...
... na arrecadação de um mágico qualquer, preso numa daquelas caixas que se cortam ao meio. Embora não me podesse mexer, só tinha a cabeça de fora, estava divertido com a situação, houve uma época, em miúdo, que quis ser ilusionista, sentia, por isso, uma nostalgia agradável. Nos movimentos limitados que podia fazer com a cabeça, conseguia ver perfeitamente o que estava à minha volta, o espaço não era muito grande, era um pequeno quadrado atafulhado de objectos, nos rasgos vazios da parede havia, inevitavelmente, posters do grande Houdini. À minha esquerda um bengaleiro com cartolas, uma mesa com baralhos de cartas, dados e varinhas mágicas, um pouco mais ao fundo, numa gaiola, pequenos coelhos fitavam-me, impávidos e serenos, à minha direita havia um grande armário, cheio de roupa velha, e de um tanque de água vazio caiam correntes. Ainda do lado direito, já no fundo da sala, quase a desaparecer do meu campo de visão, uns pés saiam de dentro de uma caixa. Afinal não estava sozinho, tentei meter conversa mas não obtive resposta, foi então que reparei que os pés respondiam a todos os meus pensamentos. "Não, não pode ser!", pensei, completamente aterrorizado, mas lá estavam os dedinhos a mexerem comandados pelo meu cérebro. "Foda-se! Então isto não era suposto ser um truque?!!"
... na arrecadação de um mágico qualquer, preso numa daquelas caixas que se cortam ao meio. Embora não me podesse mexer, só tinha a cabeça de fora, estava divertido com a situação, houve uma época, em miúdo, que quis ser ilusionista, sentia, por isso, uma nostalgia agradável. Nos movimentos limitados que podia fazer com a cabeça, conseguia ver perfeitamente o que estava à minha volta, o espaço não era muito grande, era um pequeno quadrado atafulhado de objectos, nos rasgos vazios da parede havia, inevitavelmente, posters do grande Houdini. À minha esquerda um bengaleiro com cartolas, uma mesa com baralhos de cartas, dados e varinhas mágicas, um pouco mais ao fundo, numa gaiola, pequenos coelhos fitavam-me, impávidos e serenos, à minha direita havia um grande armário, cheio de roupa velha, e de um tanque de água vazio caiam correntes. Ainda do lado direito, já no fundo da sala, quase a desaparecer do meu campo de visão, uns pés saiam de dentro de uma caixa. Afinal não estava sozinho, tentei meter conversa mas não obtive resposta, foi então que reparei que os pés respondiam a todos os meus pensamentos. "Não, não pode ser!", pensei, completamente aterrorizado, mas lá estavam os dedinhos a mexerem comandados pelo meu cérebro. "Foda-se! Então isto não era suposto ser um truque?!!"
Popstar
Acabei de ver há bocado o programa "Livro Aberto", do Francisco José Viegas, a convidada era esse gande equívoco literário que é a Margarida Rebelo Pinto. Houve grandes momentos, por exemplo, acerca do seu novo livro, "I'm in love with a popstar", Margarida disse: " No fundo há uma moral, as pessoas, por vezes, fartam-se de procurar coisas e afinal elas estão no fundo do seu jardim." Mas o ponto alto do programa foi a oportunidade de ver a Margarida a fazer-se ao Francisco:
Margarida: "Um homem que não goste de futebol, para mim, torna-se logo mais atraente!"
Francisco: "Eu gosto de futebol!"
Margarida: "Pode ser a excepção à regra!"
Francisco ri-se envergonhado e muda de assunto.
Foi bonito! Foi mágico! Só faltava ela agarrar-lhe na mão e passar a língua pelos lábios!
Acabei de ver há bocado o programa "Livro Aberto", do Francisco José Viegas, a convidada era esse gande equívoco literário que é a Margarida Rebelo Pinto. Houve grandes momentos, por exemplo, acerca do seu novo livro, "I'm in love with a popstar", Margarida disse: " No fundo há uma moral, as pessoas, por vezes, fartam-se de procurar coisas e afinal elas estão no fundo do seu jardim." Mas o ponto alto do programa foi a oportunidade de ver a Margarida a fazer-se ao Francisco:
Margarida: "Um homem que não goste de futebol, para mim, torna-se logo mais atraente!"
Francisco: "Eu gosto de futebol!"
Margarida: "Pode ser a excepção à regra!"
Francisco ri-se envergonhado e muda de assunto.
Foi bonito! Foi mágico! Só faltava ela agarrar-lhe na mão e passar a língua pelos lábios!
Momento do jogo
Hoje no jogo do Porto ouvi mais um notável apontamento do jornalismo desportivo. Antes da marcação de um livre contra o Porto, Figo, Zidane e Ronaldo falavam com o árbitro Collina, ao que um dos comentadores da RTP dispara a seguinte pérola jornalística:
"Neste momento Collina está rodeado por muitos milhões de contos!"
Hoje no jogo do Porto ouvi mais um notável apontamento do jornalismo desportivo. Antes da marcação de um livre contra o Porto, Figo, Zidane e Ronaldo falavam com o árbitro Collina, ao que um dos comentadores da RTP dispara a seguinte pérola jornalística:
"Neste momento Collina está rodeado por muitos milhões de contos!"
quarta-feira, 1 de outubro de 2003
A caminho do topo
Collin Farrel admitiu que está no caminho da auto destruição e que semanalmente consome:
- 20 ecstasys
- 4 gr. de cocaína
- 6 gr. de speed
- 15 gr. de haxixe
- 3 garrafas de Jack Daniels
- 12 garrafas de vinho tinto
- 60 cervejas
- 40 cigarros por dia
Com esta excelente performance, Collin sobe para o sétimo lugar do Top Star Junkie, faltando muito pouco para apanhar o sexto classificado, Robert Downey Jr., mas ainda a muitas gramas de distância dos três, incontestados, primeiros lugares, David Bowie (3º), Mick Jagger (2º) e o grande Iggy Pop em primeiro.
Collin Farrel admitiu que está no caminho da auto destruição e que semanalmente consome:
- 20 ecstasys
- 4 gr. de cocaína
- 6 gr. de speed
- 15 gr. de haxixe
- 3 garrafas de Jack Daniels
- 12 garrafas de vinho tinto
- 60 cervejas
- 40 cigarros por dia
Com esta excelente performance, Collin sobe para o sétimo lugar do Top Star Junkie, faltando muito pouco para apanhar o sexto classificado, Robert Downey Jr., mas ainda a muitas gramas de distância dos três, incontestados, primeiros lugares, David Bowie (3º), Mick Jagger (2º) e o grande Iggy Pop em primeiro.
Hoje acordei...
... numa banda desenhada do Tintim, o estilo inconfundível do Hergé não dava azo a dúvidas. Alguém bateu na porta do quarto e entrou, era o Nestor, o mordomo do Capitão Haddock, afinal estava num dos quartos do Castelo de Moulinsart. Nestor disse-me qualquer coisa, mas como estava meio ensonado e o meu francês não é lá grande coisa, limitei-me a abanar a cabeça afirmativamente. Saiu e fechou a porta, lembrei-me então que como a colecção do Tintim está traduzida em Portugal, se calhar, o mordomo tinha falado em português, mas com um sotaque horrível, enquanto me passava isto pela cabeça fui atacado por uma enorme sonolência e quando já tinha os olhos quase fechados ouvi um ladrar no corredor. Levantei-me, saí do quarto, ao fundo do corredor o Milu ladrava incessantemente para uma porta, dirigi-me para lá. Em frente à porta, estava indeciso entre abrir ou não abrir, mas a curiosidade era tanta que não resisti e num ápice, para que não houvesse tempo para arrependimentos, abri-a completamente, foi então que confirmei pessoalmente o que há muito suspeitava. Em cima da cama, o Capitão Haddock, apenas vestindo o seu chapéu de marinheiro, cobria o corpo nú e alvo do Tintim...
... numa banda desenhada do Tintim, o estilo inconfundível do Hergé não dava azo a dúvidas. Alguém bateu na porta do quarto e entrou, era o Nestor, o mordomo do Capitão Haddock, afinal estava num dos quartos do Castelo de Moulinsart. Nestor disse-me qualquer coisa, mas como estava meio ensonado e o meu francês não é lá grande coisa, limitei-me a abanar a cabeça afirmativamente. Saiu e fechou a porta, lembrei-me então que como a colecção do Tintim está traduzida em Portugal, se calhar, o mordomo tinha falado em português, mas com um sotaque horrível, enquanto me passava isto pela cabeça fui atacado por uma enorme sonolência e quando já tinha os olhos quase fechados ouvi um ladrar no corredor. Levantei-me, saí do quarto, ao fundo do corredor o Milu ladrava incessantemente para uma porta, dirigi-me para lá. Em frente à porta, estava indeciso entre abrir ou não abrir, mas a curiosidade era tanta que não resisti e num ápice, para que não houvesse tempo para arrependimentos, abri-a completamente, foi então que confirmei pessoalmente o que há muito suspeitava. Em cima da cama, o Capitão Haddock, apenas vestindo o seu chapéu de marinheiro, cobria o corpo nú e alvo do Tintim...
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